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‘Vou olhar isso’, escreveu empresário na rede social

O novo dono do Twitter, Elon Musk, também enviou carta aos anunciantes | Foto: Reprodução/Flickr

O empresário Elon Musk disse que vai analisar os casos de censuras prévias impostas contra brasileiros por decisão dos gerenciadores do Twitter. Ele é o novo controlador da plataforma. Assumido na noite do domingo, 6, o compromisso veio em resposta a questionamentos realizados por usuários do Brasil na rede social.

“Vou olhar isso”, disse o empresário, depois de ler as mensagens. Inicialmente, o bilionário fez uma postagem afirmando que o poder é do povo.

Ao ver a mensagem, a jornalista Fernanda Salles, da Gazeta do Povo, citou o nome de diversos brasileiros que tiveram perfis censurados em redes sociais. Na lista, estão empresários, jornalistas, políticos e até cantores.

Josiano Padovani, outro usuário da rede social, também se manifestou na postagem de Musk no Twitter. Ele comentou que a plataforma “vem impondo uma censura ideológica draconiana ao direito de liberdade de expressão do povo brasileiro” e desafiou o novo dono da rede social a levantar-se contra a censura.

Ao deparar com a sequência de respostas, ele questionou Padovani. “A que censura você se refere?”, escreveu.

A essa altura, Paulo Figueiredo, comentarista político brasileiro, entrou no debate. Ele disse que a plataforma impôs uma censura própria espontaneamente.

“É claro que o Twitter precisa obedecer às decisões do ‘Tribunal’ brasileiro”, escreveu Figueiredo. “Mas a empresa foi além, impondo espontaneamente sua própria censura, ainda mais rigorosa do que a de nossos Tribunais falhos. Seus moderadores estão sendo mais ditatoriais do que nossos próprios Tribunais!”

Informações Revista Oeste


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, é o entrevistado do programa A Voz do Brasil.

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um pronunciamento em cadeia de rádio e TV na noite deste domingo (6) pedindo para que pais e responsáveis vacinem as crianças contra a poliomielite. Segundo dados do ministério, a campanha de vacinação que ocorreu em agosto e setembro deste ano vacinou menos de 70% do público-alvo, composto por crianças de zero a cinco anos. A meta é imunizar 95% das crianças nessa faixa etária em todo o país.

“Faço um apelo aos pais, avós e responsáveis. Vacinem suas crianças contra a poliomielite. Não podemos negar esse direito ao futuro do nosso Brasil. Não podemos aceitar que ninguém, especialmente as nossas crianças, adoeçam e morram de doenças para as quais existe vacina há tanto tempo.”

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, e que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes e secreções eliminadas pela boca de pacientes. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

“Há 32 anos a região das Américas é considerada livre da poliomielite, mas infelizmente as coberturas vacinais estão caindo no mundo, assim como no nosso Brasil”, disse Queiroga no pronunciamento. Segundo ele, a baixa taxa de vacinação contra a doença foi agravada  pela pandemia de covid-19. 

“O Ministério da Saúde está empenhado para manter o Brasil livre da poliomielite”, destacou. O ministro afirmou que, durante a 30ª Conferência Sanitária Pan-Americana da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que ocorreu em setembro, nos Estados Unidos, o Brasil reforçou a necessidade dos países americanos se mobilizarem para erradicar a enfermidade.

Queiroga lembrou ainda que na última semana o governo lançou um plano de combate à poliomielite com o objetivo de organizar o trabalho da União, dos estados e dos municípios. Entre as ações prioritárias está o fortalecimento da vigilância epidemiológica e da vacinação.

“As vacinas continuam disponíveis nos postos de vacinação. É possível sim atingir a meta. Para tanto, é necessário o engajamento dos gestores de saúde e da sociedade civil. Estados como a Paraíba e o Amapá, por exemplo, já vacinaram mais de 90% do público alvo”, afirmou o ministro.

Informações Agência Brasil


Ex-ator teve um infarto

O ex-ator Guilherme de Pádua, durante uma <i>live</i> na internet | Foto: Reprodução

O ex-ator Guilherme de Pádua, um dos assassinos da atriz Daniella Perez em 1992, morreu de infarto, aos 53 anos, na noite do domingo 6. A informação foi divulgada pelo pastor Márcio Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, em Minas Gerais, onde Pádua pregava desde 2017, depois de passar alguns anos na cadeia.

“Recebi o telefonema de uma irmã informando que um dos nossos pastores acabou de falecer”, anunciou Valadão, durante uma live no Instagram. “Para mim, foi um impacto muito grande, porque, hoje de manhã, eu dirigi o culto e ele estava com a esposa. Ele praticou aquele crime terrível com a Daniella Perez, foi preso, cumpriu pena e se converteu. Ele estava em casa e morreu.”

Segundo o pastor, Pádua comandava o ministério “Recomeço” na igreja, responsável por cuidar de ex-presidiários. “A sociedade não compreende muito as coisas, ele cometeu aquele crime contra Daniella Perez, mas se converteu na prisão”, observou Valadão. “Ficou tão conhecido. Fez aquela besteira há anos.”

Guilherme de Pádua e Daniella Perez

Em 1992, a atriz Daniella Perez, de 22 anos, fazia um par romântico com Guilherme de Pádua, na novela De Corpo e Alma, da Globo. Daniella saiu do estúdio onde gravava a novela, em 28 de dezembro, e foi seguida por Pádua.

Horas depois, Daniella foi encontrada morta em um terreno baldio, na Barra da Tijuca, no Rio. A atriz tinha 16 perfurações no peito e no pescoço. Legistas afirmaram que a cena do crime tinha elementos de ritual satânico. Na manhã seguinte, a polícia identificou Pádua como o autor do assassinato, pois uma testemunha anotara a placa do carro dele. Também a então mulher de Pádua, Paula Thomaz, foi presa, em virtude de ter participado do crime.

Informações Revista Oeste


O senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), voltou às redes sociais neste domingo (6) para se manifestar contra as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater as fake news disseminadas contra as urnas eletrônicas na live do argentino Fernando Cerimedo, amigo da família do presidente.

No Twitter, o senador disse que “a reação das autoridades competentes ante tudo o que está sendo exposto é apenas a censura, ao invés de esclarecimentos. Não vamos desistir do nosso Brasil”.

“Estamos num momento do Brasil em que o povo, parlamentares e jornalistas têm que medir as palavras para não serem censurados. E ainda tem gente achando isso tudo normal, ou pior, achando graça”, completou o parlamentar.

Na noite da última sexta-feira (4), o deputado federal eleito Nikolas Ferreira (PL) teve perfis nas redes sociais suspensos por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, por propagar as informações da live questionando a apuração de votos no segundo turno da sucessão presidencial, quando Lula (PT) venceu Bolsonaro.

Bolsonaristas têm usado o conteúdo da live como justificativa para protestar contra o resultado das eleições e pedir intervenção militar. Outro filho do presidente, por exemplo, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), defendeu um golpe de estado e sugeriu que o pai se consultasse com Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump.

Flávio Bolsonaro, no entanto, adotou a postura há poucos dias. Ele foi o único representante da família Bolsonaro que aceitou a derrota após o segundo turno.

Também no Twitter, um dia após a apuração dos votos, o senador agradeceu “a cada um que nos ajudou a resgatar o patriotismo, que orou, rezou, foi para as ruas, deu seu suor pelo país que está dando certo e deu a Bolsonaro a maior votação de sua vida”. “Vamos erguer a cabeça e não vamos desistir do nosso Brasil! Deus no comando!”, disse Flávio na ocasião.

Foto: Arquivo/Agência Brasil


TSE suspende vídeo de estatístico argentino sobre suposta fraude nas urnas

Foto: Reprodução

Tribunal Superior Eleitoral suspendeu o vídeo do canal La Derecha Diário no YouTube sobre supostas fraudes nas eleições brasileiras

Durante live na sexta-feira, o argentino Fernando Cerimedo disse ter recebido um relatório com suposta auditoria que aponta que cinco modelos de urnas eletrônicas usadas na eleição deste ano registraram mais votos para Lula do que para Jair Bolsonaro.

Em nota, o TSE desmentiu o conteúdo do canal e citou ao menos cinco auditorias realizadas nas urnas eletrônicas desde 2012, destacando os nomes das empresas responsáveis pelos procedimentos.

“Não é verdade que os modelos anteriores das urnas eletrônicas não passaram por procedimentos de auditoria e fiscalização. Os equipamentos antigos já estão em uso desde 2010 (para as urnas modelo 2009 e 2010) e todos foram utilizadas nas Eleições 2018. Nesse período, esses modelos de urna já foram submetidos a diversas análises e auditorias, tais como a Auditoria Especial do PSDB em 2015 e cinco edições do Teste Público de Segurança (2012, 2016, 2017, 2019 e 2021).”

Com informações: O Antagonista.


Manifestantes protestam contra eleição de Lula em várias cidades do Brasil; VEJA VÍDEOS

Foto: SAULO ANGELO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO – 06.11.2022.

Manifestantes foram às ruas pelo quinto dia consecutivo protestar contra a eleição de Lula (PT) em diversas cidades brasileiras.

Além da posição contrária ao resultado das urnas, os manifestantes pedem intervenção militar às Forças Armadas.

Rio de Janeiro (RJ)

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Curitiba (PR)

https://twitter.com/DesignFrasca/status/1589313759390027776?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1589313759390027776%7Ctwgr%5E7de65bbe2519d781332de74ba8df26a5454d174c%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fterrabrasilnoticias.com%2F2022%2F11%2Fmanifestantes-protestam-contra-eleicao-de-lula-em-varias-cidades-do-brasil-veja-videos%2F

Porto Alegre (RS)

Recife (PE)

Goiânia (GO)

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Poços de Caldas (MG)

Vila Velha (ES)

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Apucarana (PR)

Nagoya (Japão)


Informações TBN


‘Qualquer cidadão tem o dever de exigir esclarecimentos das autoridades competentes’, afirma Marcos Cintra

A votação no Brasil ocorre por meio da urna eletrônica

Por meio das redes sociais Marcos Cintra (União Brasil), economista e ex-auditor da Receita Federal, disse que as dúvidas levantadas pelo presidente Jair Bolsonaro sobre as urnas “merecem resposta”. Em 2022, Cintra foi vice na chapa encabeçada por Soraya Thronicke (União Brasil) à Presidência da República.

As declarações do economista ocorrem em meio a questionamentos sobre os resultados das eleições deste ano. Algumas planilhas que circulam pelas redes sociais sugerem que centenas de urnas espalhadas pelo país aparecem sem votos para Bolsonaro. Tal comportamento está sendo visto como um anomalia por alguns eleitores.

“Verifiquei os dados do Tribunal Superior Eleitoral e não vejo explicação para Jair Bolsonaro ter zero votos em centenas de urnas”, escreveu no Twitter. “Há outras centenas, senão milhares de urnas com votações igualmente improváveis.” E completou: “Se há suspeita em uma única urna, elas recaem sobre todo o sistema”.

Para o economista, a preservação das instituições democráticas “exige respostas convincentes” a esses questionamentos. “Caso contrário estarei sendo forçado a reconhecer a validade dos pleitos por voto em papel”, declarou. “Tivéssemos registros em papel, sem prejuízo das vantagens da digitalização dos votos, estes casos aparentemente inexplicáveis poderiam ser rapidamente descartados, evitando as dúvidas sobre a integridade do sistema que estão se avolumando.”

Cintra conclui a sequência de postagens afirmando que os cidadãos têm o dever de exigir esclarecimentos das autoridades competentes para preservar a democracia e a legitimidade das instituições. “Quero ardentemente acreditar que haja explicação convincente”, destacou.

Informações Revista Oeste


O presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está com a corda no pescoço para aprovar um orçamento extra que viabilize as principais promessas econômicas da campanha dele, como a manutenção do Auxílio Brasil a R$ 600 e o reajuste do salário mínimo com ganho real. Ciente de que vai precisar do apoio do Congresso Nacional, Lula cogita recorrer até ao orçamento secreto para garantir os votos necessários que o permitam gastar mais no ano que vem.

O orçamento secreto é como ficou popularmente conhecido as chamadas emendas de relator, que são controladas pelo parlamentar escolhido pelo Congresso para elaborar o parecer da LOA (Lei Orçamentária Anual). Todos os deputados e senadores podem sugerir ao relator qual deve ser a destinação desses recursos. Contudo, não há uma regra específica para a aplicação dessas emendas. Dessa forma, não há uma distribuição igualitária das verbas e, na maioria das vezes, não é possível saber o nome do parlamentar que registrou o pedido, tampouco o destino desses recursos.

Ao longo da campanha eleitoral, criticar o orçamento secreto foi uma das armas de Lula contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). O petista reclamou, principalmente, do caráter sigiloso desses recursos e prometeu que daria um fim às emendas de relator. O petista dizia que controlar o Orçamento deve ser uma tarefa do Poder Executivo, e não do Legislativo.

Durante a campanha Lula atacou o orçamento secreto e o Congresso. “O Congresso Nacional nunca esteve tão deformado como está agora. Nunca esteve tão antipovo, tão submisso aos interesses antinacionais. É talvez o pior Congresso que já tivemos na história do Brasil”, afirmou Lula em um dos compromissos da campanha eleitoral.

Grande aliada de Lula no segundo turno, a ex-candidata presidencial e senadora Simone Tebet (MDB-MS), hoje cotada para fazer parte do corpo ministerial do presidente eleito, chegou a declarar que o orçamento secreto pode ser “o maior esquema de corrupção do planeta Terra”.

No entanto, logo na primeira semana depois de vencer as eleições, a equipe de Lula que vai negociar com o Congresso a liberação de mais dinheiro notou que o orçamento secreto é um tema sensível aos parlamentares. Os integrantes do novo governo devem formalizar o pedido de recursos extras apenas na próxima semana, mas já foram alertados de que se mexerem nas emendas de relator, a proposta pode não seguir adiante.

Portanto, por mais que tenha se colocado contra nos últimos meses, Lula não deve promover alterações tão expressivas no orçamento secreto. Um caminho para resolver pode estar nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF). O governo de transição, inclusive, já teria deixado essa tarefa para a corte, que pode julgar ainda neste ano uma ação pendente sobre o assunto e declarar as emendas inconstitucionais.

Pontos negativos
Para o economista Gil Castello Branco, fundador e secretário-geral da entidade Contas Abertas, as emendas são historicamente moedas de troca entre o Legislativo e o Executivo e o que Lula mais precisa nesse momento é, justamente, de um instrumento de barganha para construir um relacionamento político favorável. “Lula chegou a criticar, chamar de escárnio, mas existe um problema de relacionamento político e o linguajar que conhecem é esse, é como sabem negociar”, avalia.

De todo modo, Castello Branco frisa que dar continuidade ao orçamento secreto pode ser prejudicial. “A princípio, pouca diferença faria saber quem está indicando e quanto está indicando para construir uma quadra, se isso estiver dentro dos parâmetros legais e técnicos. Mas como não há critério, o parlamentar indica para onde ele quer, onde tem interesse, colégio eleitoral, isso, na verdade, cria uma desigualdade social e competitiva politicamente falando”, critica.

Professor e doutor em economia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Geraldo Biasoto Junior pontua que o orçamento secreto compromete a eficiência da máquina pública. “A divisão dos recursos não tem uma mínima coerência. A indicação é apenas política, não há um crivo técnico. Sendo assim, além de o gasto do dinheiro público ser ruim, abre-se um campo muito grande para a malversação de recursos”, destaca.

Na avaliação dele, Governo Federal e Congresso precisam encontrar outra forma de deputados e senadores poderem participar da indicação de recursos do Orçamento. “As emendas de relator não têm sentido dentro do ordenamento jurídico e institucional brasileiro. É um absurdo que elas existam. Precisamos, sim, de um espaço dentro do Orçamento para o Congresso indicar coisas que devem ser feitas, mas não da forma obscura que acontece atualmente.”

Créditos: R7.


Foto: REUTERS/Adriano Machado.

O deputado federal Paulo Teixeira (PT) afirmou neste sábado (5), em entrevista à CNN, que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), não colocaram condicionantes para a aprovação da PEC da Transição.

“Pelo contrário, ambos ofereceram essas soluções para que elas possam ajudar o novo governo, o que demonstra um espírito republicano em ambos que foi o diálogo feito”, disse Teixeira, que integra a equipe de transição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e encontrou com Lira e Pacheco na quinta (3).

Aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL), Lira pretende disputar a reeleição à presidência da Câmara. Segundo Teixeira, o PT não indicará um candidato do próprio partido.

“Não é recomendado que o partido do governo e a coalização do governo coloquem candidatos para disputar a mesa da Câmara e aí tem que se apostar em algo mais amplo”, disse Teixeira.

Ele citou a eleição à presidência da Casa em 2015, quando Eduardo Cunha venceu o à época representante do governo Arlindo Chinaglia. Depois, Cunha se tornou peça central para o impeachment de Dilma Rousseff (PT).

“Por essa razão, nós já dissemos que não teremos candidatos nossos à presidência da Câmara. Agora, quem será o nosso candidato à presidência da Câmara depende ainda dos diálogos que nós teremos daqui para frente”, avaliou o deputado.

Ele afirmou, ainda, que o novo governo pretende pôr fim do Orçamento Secreto dialogando com os outros poderes. Caso não seja solucionado dessa forma, o petista acredita que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve torná-lo inconstitucional.

Créditos: CNN Brasil.


A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, defendida pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nem sequer foi apresentada e já levantou uma série de críticas no mercado financeiro e no Congresso Nacional. As dúvidas em torno da PEC e as entregas que o petista terá de fazer para aprovar a medida pressionam o futuro governo.

A falta de nomeação da equipe econômica do governo eleito e a necessidade de negociar a eleição das presidências da Câmara e do Senado estão entre as principais críticas de agentes econômicos e líderes políticos. Lula deve bater o martelo sobre o texto na próxima segunda-feira, 7, e estará em Brasília no dia seguinte para liderar as negociações da transição.

O mercado não gostou da forma como a equipe de Lula começou a discussão do Orçamento de 2023. A preocupação maior é de descontrole dos gastos sem que a equipe do próximo governo esteja definida e o ministro da Fazenda, escolhido. “Precisamos saber quem é o responsável que vai assinar as coisas”, afirmou Jeferson Bittencourt, economista da Asa Investments e ex-secretário do Tesouro Nacional. “Foi um sinal ruim a discussão ser conduzida de uma maneira apenas política sem ver as restrições técnicas.”

Preocupação do mercado financeiro diz respeito ao descontrole de gastos

Preocupação do mercado financeiro diz respeito ao descontrole de gastos

Um dos principais questionamentos do mercado financeiro é a ausência de um limite estabelecido para o chamado “waiver” – licença para gastar – que abrigará as promessas de campanha do presidente eleito. No Congresso, a avaliação é de que dificilmente um “cheque em branco” seria aprovado. Articuladores do PT prometeram definir um valor para o gasto extra em 2023, mas ainda não se comprometeram a colocar esse limite definitivamente no texto da PEC.

“Não se está discutindo waiver temporário para despesas temporárias. Estamos discutindo um waiver temporário para despesas permanentes. Consequentemente, a regra que virá a ser proposta para substituir o teto de gastos acaba de largada tendo que absorver um waiver que foi negociado sem parâmetros técnicos”, disse Bittencourt. Na avaliação do especialista, R$ 80 bilhões é “mais do que suficiente” discutindo apenas o Auxílio Brasil e a recomposição das despesas mais urgentes do Orçamento.

Para o economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, o futuro governo deveria estabelecer um valor para 2023, algo em torno de R$ 70 bilhões, e depois discutir uma solução permanente. “Não colocar um limite é o equivalente a tirar o programa do teto. As ideias vão aparecendo. Uma vez que sai do teto, o céu é limite.”

A cúpula do PT calcula que a PEC deve custar R$ 160 bilhões, podendo chegar a R$ 200 bilhões fora do teto. Além do Auxílio Brasil – que voltará a se chamar Bolsa Família – de R$ 600 e do reajuste real do salário mínimo, a equipe de Lula também quer dobrar o volume de investimentos e gastos em programa habitacional usando o espaço da proposta. “Me parece que se está pedindo além dos gastos prioritários. Um waiver de R$ 200 bilhões é aumentar demais o escopo de gastos. Tem que ser algo mais às claras”, disse o economista-chefe da Garde Asset, Daniel Weeks.

PEC DA TRANSIÇÃO: SAIBA O QUE SERÁ CONTEMPLADO NA PROPOSTA

No Congresso, a PEC deve passar pelas negociações em torno da presidência das duas Casas. Lula foi alertado de que precisa definir agora se vai apoiar a reeleição de Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Câmara ou já costurar uma candidatura de oposição ao deputado. A equipe do presidente eleito foi criticada por apresentar a PEC e já ter de se render às condições do Centrão.

O plano B do governo de transição, que é liberar o recurso com a abertura de um crédito extraordinário, também enfrenta impasses. A edição de uma medida provisória, que passa a valer antes de passar pelo Congresso, atenderia um número menor de programas, mas precisaria cumprir os requisitos da Constituição, que só autoriza esse tipo de recurso para despesas “imprevisíveis e urgentes”.

Apesar de ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) apontarem precedente para o uso de crédito extraordinário em programas que já estão em curso, o Supremo Tribunal Federal (STF) já derrubou esse tipo de medida ao rejeitar a tese de imprevisibilidade e urgência em despesas que o governo sabe que precisará custear.

No Senado, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também quer o apoio do PT para a reeleição no cargo. Ele sinalizou disposição em votar a PEC, mas disse preferir a edição de um crédito extraordinário. “Se houver alternativa que seja Medida Provisória através de crédito extraordinário, para que tudo isso seja implementado, evidentemente que não mexer na Constituição seria melhor”, disse em entrevista à GloboNews, nesta sexta-feira, 4. “Mas, se a técnica nos recomendar que a segurança jurídica necessária é a alternativa constitucional, infelizmente, nós reputaremos como necessária mais essa mudança constitucional para o bem do povo brasileiro.”

Créditos: Revista IstoÉ.

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