Estudantes, professores e movimentos sociais de esquerda fizeram um protesto contra as novas regras do ensino médio e em defesa do reajuste do piso salarial nacional dos professores. Os atos se concentraram em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, na tarde desta quarta-feira, 22.
É a segunda mobilização de estudantes contra a reforma do ensino médio. A primeira, organizada pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), foi realizada em 15 de março.
A reforma prevê a ampliação da carga horária mínima do ensino médio e deixa como obrigatórias apenas as matérias de língua portuguesa e matemática. A proposta torna facultativas disciplinas como artes, educação física, inglês e espanhol.
Os manifestantes afirmam que há uma grande diferença entre o que é proposto e o que de fato tem ocorrido nas escolas. Eles dizem ainda que a reforma representa um “retrocesso” na formação dos alunos.
Protestos contra o Banco Central
Militantes esquerdistas atearam fogo em um boneco do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante um protesto na Avenida Paulista. O ato ocorreu na manhã de terça-feira 21 e teve a participação de movimentos sociais e sindicais.
O grupo afirma que a taxa básica de juros, em 13,75% ao ano, atrapalha o desenvolvimento da economia e a geração de empregos. Os militantes dizem que apenas o setor financeiro se beneficia dessa medida.
Durante a manifestação, os esquerdistas fizeram um churrasco de sardinha. O animal seria uma metáfora para os mais pobres, que seriam devorados pelos tubarões (ricos).
Policiais federais encontraram nesta quarta-feira (22/3) um esconderijo atrás de uma parede falsa em um dos endereços alvo da operação contra o plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) de ataques a autoridades. Os criminosos, conforme o Metrópoles revelou, planejavam sequestrar e matar o senador Sergio Moro (Republicanos-PR) e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que integra o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco). Nove pessoas foram presas.
Os mandados de prisão e busca e apreensão são cumpridos em cinco unidades da Federação: Roraima, Paraná, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e São Paulo. De acordo com as diligências da PF, os ataques poderiam ocorrer de forma simultânea, e os principais investigados estão nos estados de São Paulo e Paraná.
O esconderijo foi feito em uma casa alvo de operação em São Paulo.
Investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) apontam que integrantes do PCC já haviam dado início à execução do plano para sequestrar e matar o ex-juiz e senador Sergio Moro e o promotor Lincoln Gakiya.
Os criminosos alugaram imóveis na rua do senador e chegaram a seguir a família do ex-juiz desde, pelo menos, janeiro deste ano. Devido ao risco de atentado, Sergio Moro e seus familiares já estavam com escolta da Polícia Militar do Paraná.
O PCC é facção comandada por Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola. Em 2018, o promotor Lincoln Gakiya pediu a transferência de Marcola de São Paulo para um presídio federal. No início do ano seguinte, o chefe do PCC foi trazido para a Penitenciária Federal de Brasília.
No chamado pacote anticrime, Moro propôs, dentre outras medidas, a vedação da visita íntima e o monitoramento dos contatos dos presos, inclusive com os seus advogados, em presídios federais.
De acordo com as investigações, o sequestro e a morte de Moro e de outras autoridades seriam executados para obter dinheiro e conseguir o resgate de Marcola, que no início deste ano foi trazido do Presídio Federal de Porto Velho (RO) para o de Brasília.
Mandados de prisão
Cerca de 120 policiais federais cumprem 24 mandados de busca e apreensão, sete mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária em Mato Grosso do Sul, Rondônia, São Paulo e no Paraná.
Os policiais encontraram joias, carro de luxo, moto, dinheiro em espécie e um cofre na casa dos investigados.
O nome da operação se refere ao ato de seguir, vigiar, acompanhar alguém, devido ao método utilizado pelos criminosos para fazer o levantamento de informações das possíveis vítimas.
Advogada foi atendida por funcionária de joelhos em unidade no Maranhão e caso repercutiu nas redes. MPT recebeu denúncia e investiga o caso. Outback admitiu política, mas disse que foi extinta.
Foto: Outback/Divulgação
Após uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho do Maranhão (MPT-MA) sobre funcionários do Outback estarem sendo obrigados a atenderem clientes de joelhos, a empresa disse que a extinguiu a prática. O caso começou após uma funcionária denunciar nas redes o atendimento.
O episódio aconteceu em 16 de março na unidade de São Luiz, no Maranhão. A advogada Beatriz Salgado disse que ao ser atendida os funcionários se mantinham de joelho e ela questionou o motivo.
“A mulher veio me atender e aí, do nada, ela abaixa. Não percebi de primeiro momento. Aí, logo depois, vem outro funcionário me atender e ajoelha de novo. E nessa hora eu perguntei ‘moça, por que você está de joelho?’, ela me respondeu que era ‘tradição’ do Outback”, relatou a advogada.
A advogada Beatriz Salgado fez a denúncia por meio de um vídeo nas redes sociais — Foto: Reprodução/Redes sociais
A advogada conta ainda que chegou a pedir para a funcionária não a atender de joelhos. Entretanto, a mulher respondeu que não poderia, já que se tratava de norma da empresa, que determinava que os funcionários tinham que ficar no “mesmo patamar” dos clientes durante os atendimentos.
“Várias pessoas me procuraram depois que fiz a denúncia, inclusive com fotos. Além disso, outros funcionários me mandaram relatos de que tiverem seus joelhos bem machucados”, disse.
“Não foi a minha primeira vez no Outback. Já tinha ido em outros estabelecimentos pelo Brasil e não tinha visto antes, por isso a minha estranheza. Depois que perguntei a funcionária o porquê daquilo até pensei que fosse um modo de xenofobia. E isso me deixou ainda mais chateada. Todos os outros funcionários estavam com comportamento semelhante perto da minha mesa”, explicou Beatriz Salgado ao g1.
Após o episódio, ela fez um vídeo relatando o caso, que viralizou. Ela contou que chegou a receber relatos de funcionários e de outros clientes, inclusive, com fotos, de atendentes ajoelhados.
Em nota, o Outback Brasil informou que a prática era opcional e que jamais obrigou nenhum funcionário a se ajoelhar durante os atendimentos, mas que a prática foi extinta. (Leia mais abaixo)
Após a repercussão, o caso foi denunciado ao Ministério Público do Trabalho informou que recebeu a denúncia e que o caso vai ser investigado.
Empresa diz que extinguiu prática
Procurado pelo g1, o Outback Brasil informou que extinguiu um processo que era opcional entre os funcionários. Ainda na nota, a empresa disse que a franquia de São Luís recebeu orientação após o episódio e que todos os restaurantes do país foram orientados a não realizar tal prática.
Íntegra da nota do Outback Brasil a respeito do caso:
“Nós, do Outback Steakhouse, afirmamos veementemente que nunca obrigamos que nossos colaboradores ficassem de joelhos no atendimento aos nossos clientes. A prática de o atendente olhar os clientes na altura dos olhos abaixando-se ou sentando-se junto deles à mesa sempre foi uma ação opcional que ficou muito conhecida no passado como uma frente de receptividade durante o atendimento. O Outback é reconhecido pela proximidade e casualidade e entendemos que a evolução cultural é positiva, por isso, informamos que o processo que atualmente é opcional, passa a ser extinto em todas as nossas 141 unidades pelo Brasil.
Todos os restaurantes serão orientados a não utilizá-la mais. A recém-inaugurada unidade do Outback em São Luís do Maranhão também receberá a orientação em relação ao procedimento operacional. Aproveitamos para reforçar que continuamos a oferecer sempre uma boa e calorosa recepção aos nossos clientes, e reforçamos também que estamos pautados pelo Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e os nossos restaurantes estão em plena conformidade com as normas de segurança do trabalho e segurança ocupacional, o que garante um ambiente seguro e sem risco às nossas pessoas. Temos compromisso e seriedade na relação com nossos colaboradores e clientes, e reiteramos que esse é um dos pilares inegociáveis da nossa atuação”, disse a empresa.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro pode ser judicializada na próxima semana, caso os parlamentares da oposição não consigam fazer um acordo com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Os apoiadores da CPMI desejam fechar a negociação com o senador mineiro até a sexta-feira 24. Há quase um mês, o pedido aguarda a boa vontade de Pacheco para ser instaurado.
Para fazer a leitura do requerimento, o presidente da Casa deve convocar uma sessão do Congresso Nacional, com senadores e deputados. Conforme apurou Oeste, a instauração da CPMI deve acontecer na primeira sessão do Congresso, ainda sem data definida. De autoria do deputado federal André Fernandes (PL-CE), o pedido possui a adesão de 193 deputados e 37 senadores.
Enquanto Pacheco não instala a comissão, o governo do presidente Lula tenta minar a CPMI — por exemplo, represando a liberação de emendas parlamentares. Na quarta-feira 15, Fernandes acionou a Procuradoria-Geral da República com uma notícia-crime contra o presidente Lula e o ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais.
O parlamentar alegou que os motivos da ação são os possíveis crimes de responsabilidade e de atos de improbidade administrativa cometidos por Lula e seu ministro, ao tentarem “comprar deputados para retirar suas assinaturas no requerimento da CPMI”.
O objetivo da comissão é apurar os responsáveis pelos atos de vandalismo registrados nas sedes dos Três Poderes. A CPMI quer investigar se houve leniência do governo com quem destruiu prédios públicos.
Phenom 300 é considerado o jato executivo mais vendido e importante da fabricante brasileira Embraer.
Jato Phenom 300, da Embraer — Foto: Divulgação/Embraer
Em processo de recuperação judicial, a Americanas anunciou que venderá sua aeronave Phenom 300 – modelo EMB-505, fabricado pela Embraer em 2014. O avião Phenom 300 é considerado o jato executivo mais vendido e importante da fabricante.
A empresa do ramo varejista viu suas ações derreterem no mercado acionário e enfrenta uma série de processos de investigação após um escândalo contábil reportado pela companhia em janeiro, quando descobriu “inconsistências em lançamentos contábeis”. A dívida da empresa é de R$ 43 bilhões.
O jato executivo Phenom 300 começou a ser fabricado pela Embraer em 2009 e é considerado um sucesso de vendas da empresa brasileira.
Segundo a Embraer, a série Phenom 300 teve uma média anual de 50 aeronaves entregues por ano desde que entrou no mercado e já acumulou mais de 640 entregas.
O modelo EMB-505, que será vendido pela Americanas, foi fabricado em 2014. A aeronave bimotor a jato tem a capacidade de transportar até dois pilotos e até nove passageiros. Em pesquisa pela web, o g1 encontrou um modelo similar à venda por R$ 44 milhões.
Nos últimos anos, o Phenom 300 passou por uma renovação, o que elevou o preço de tabela do avião entre US$ 8,995 milhões para US$ 9,45 milhões.
A velocidade máxima alcançada pela aeronave é de 847 quilômetros por hora. A capacidade de alcance é de 2.000 milhas náuticas (unidade de medida de comprimento ou distância, equivalente a 1.852 metros).
Ainda segundo a Embraer, o modelo pode voar a 45 mil pés (13.716 metros), já que é equipada com dois motores ‘Pratt & Whitney Canada PW535E1’, com 3.478 libras de empuxo.
Veja o registro da aeronave da Americanas na Anac
Informações da aeronave da Americanas que será vendida para ajudar na recuperação judicial da empresa — Foto: Reprodução
Edno de Abadia Borges, 60, é suspeito de matar a tiros Valter Fernando da Silva, 36 Imagem: Reprodução/Redes sociais
Edno de Abadia Borges, 60, suspeito de matar Valter Fernando da Silva, 36, durante uma discussão sobre política em um bar em Mato Grosso, não possui porte ou posse de arma e não tem nenhuma arma registrada em seu nome, segundo a Polícia Civil.
O que aconteceu
Apoiador de Lula, o produtor rural Edno é suspeito de matar a tiros o bolsonarista Valter, no distrito de Celma (MT). O local fica a 60 km do município de Jaciara, na noite de domingo (19).
“Arma estava em situação ilegal”, disse ao UOL o delegado de Jaciara, José Ramon Leite.
Os dois eram amigos e haviam ingerido bebida alcoólica. “De forma acalorada” cada um defendia seu posicionamento político, contou o delegado Leite.
Edno agiu sozinho, segundo as provas testemunhais. Valter foi atingido por ao menos dois tiros na região do abdômen.
O produtor rural está foragido. “É um claro indicativo que ele não pretende colaborar com a investigação criminal”, afirmou o delegado.
Como foi o crime. “O suspeito convidou a vítima para ir para o lado de fora do estabelecimento. Disse ‘vamos ali um pouco’, e nesse momento as pessoas que estavam dentro do estabelecimento ouviram dois disparos de arma de fogo. O suspeito entrou em seu veículo e tomou paradeiro incerto”, declarou o delegado Leite.
“Homicídio especialmente doloroso”. “Na noite de ontem, a paz pública em nosso município se viu abalada com a prática de um crime bárbaro. Mais um homicídio, de motivo banal, uma vez que suas motivações foram divergências políticas entre o autor e a vítima, que se encontravam em um bar na zona rural de Celma.”
Trata-se de crime comum de homicídio qualificado pela motivação fútil, motivo banal que não justifica a prática do crime.” Delegado José Ramon Leite, responsável pelas investigações
Intolerância política. O delegado também criticou as “desavenças políticas”, quase seis meses após a vitória de Lula sobre Bolsonaro nas urnas.
É inadmissível esse tipo de intolerância política, seja para quem é de esquerda, de direita e do centro. A nossa Constituição Federal dá liberdade e consagra o pluralismo político, então cada um pode eleger o posicionamento político que melhor lhe prover. É inadmissível, em pleno século 21, crimes com essa motivação, de não aceitar o posicionamento do outro.” José Ramon Leite, delegado
O que disseram
Ao UOL, a assessoria de Lula disse lamentar o ocorrido:
O presidente já falou —e reitera— que não há justificativa para violência política, e que as diferenças devem ser respeitadas e resolvidas por diálogo. Jamais com tiros.none
A reportagem entrou em contato com os assessores do PL e de Bolsonaro. Em caso de manifestação, este texto será atualizado.
Nas primeiras horas de hoje (21), policiais civis da Divisão de Polícia do Oeste/DIVIPOE, com apoio da Força Tarefa de Mossoró e Polícia Militar do Ceará, realizaram uma operação na zona rural do município de Icapuí/CE para prender Francisco Allison de Freitas, mais conhecido como “Nazista”, de 29 anos. O investigado atirou contra os policiais, foi alvejado e faleceu no hospital, após ser socorrido. Foram apreendidas com ele uma arma de fogo e munições.
“Nazista” comandava os ataques da facção no município de Mossoró e região, sendo uma liderança da organização criminosa. Em recente operação da Polícia Civil, foram apreendidos quase 100 litros de gasolina e munições em um dos seus endereços. Na ocasião, a ocorrência aconteceu em um lava a jato na cidade de Mossoró, na última quarta-feira (15).
A OPERAÇÃO
A Operação ocorreu conjuntamente com o Laboratório de Operações Cibernéticas – CIBERLAB/DINT da SENASP/MJSP, das Forças-tarefa SUSP (Natal e Mossoró) e do Estado da Paraíba, de Combate ao Crime Organizado. Aproximadamente 20 agentes da Segurança Pública participaram da ação na manhã de hoje (21).
As Forças-Tarefa são compostas pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), Secretarias de Administração Penitenciária (SEAP), Secretarias de Segurança Pública e Defesa Social e da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP).
A ação de interagências faz parte de um conjunto de operações integradas e coordenadas pela SENASP/MJSP e SESED/RN para reprimir a atuação de facções criminosas no Estado do Rio Grande do Norte.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil (SECOMS).
Após dois anos de paradas forçadas por escassez de componentes, principalmente de chips, as fabricantes brasileiras de veículos voltam a interromper a produção, mas, desta vez, também por falta de consumidores. A desaceleração da atividade econômica, inflação alta e juros elevados estão frustrando as expectativas do setor e levando empresas a ajustarem os planos de produção.
A partir de hoje, pelo menos três grandes companhias, General Motors, HyundaieStellantis (dona das marcas Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën) vão suspender linhas de produção e dar férias coletivas aos funcionários. O quadro de desaquecimento de vendas pode se prolongar até 2024, na visão de economistas do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, e novas paradas de fabricas devem ocorrer.
Nesta segunda-feira, 20, a Hyundai concede férias coletivas de três semanas para os trabalhadores dos três turnos da unidade que produz os modelos HB20 e Creta em Piracicaba (SP). Na quarta-feira, 22, a Stellantis dispensa por 20 dias os funcionários do segundo turno da fábrica da Jeep em Goiana (PE) e, uma semana depois, os operários do primeiro e do terceiro turnos, por dez dias, período em que toda a produção dos SUVs Renegade, Compass, Commander e da picape Fiat Toro estará paralisada.Continua após a publicidade
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A General Motors também suspenderá a produção da picape S10 e do SUV Trailblazer na planta de São José dos Campos (SP) de 27 de março a 13 de abril. No fim de fevereiro, a fábrica que produz os modelos das marcas francesas Peugeot e Citroën, também do grupo Stellantis, encerrou o segundo turno de trabalho em Porto Real (RJ) e antecipou a dispensa de 140 funcionários com contratos temporários.
Ainda faltam semicondutores
As montadoras afirmam que o motivo das medidas é aqueda da demanda e a consequente necessidade de adequar os níveis de produção. No caso das duas marcas francesas, o impacto é maior nas exportações. “Ao contrário do último biênio, em que a oferta era a principal fonte de desafios da indústria automobilística, a demanda deve ser o fator-chave para o cenário de 2023-2024″, assinala o Depec, em relatório assinado pelo economistas Renan Bassoli Diniz e Myriã Bast.
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Em 2019, as vendas de veículos no Brasil foram de 2,787 milhões de unidades – patamar já considerado baixo. No ano passado, esse número caiu para 2,104 milhões de unidades, ou 24,5% menos.
O setor já vinha de um desgaste forte, com a falta de semicondutores para a produção que levou a uma perda de 630 mil veículos que deixaram de ser produzidos nos últimos dois anos. O problema é bem menor no momento, embora ainda persista. A Volkswagen vai suspender toda a produção na planta de Taubaté (SP) por dez dias também a partir do dia 27. Entre fim de fevereiro e início deste mês a marca já tinha paralisado as linhas das outras três unidades no País alegando falta de componentes.
Caso aconteceu neste sábado (18). Segundo bombeiros, homem teve queimaduras e foi encaminhado para Hospital Evangélico. Defesa do posto disse que demitiu frentista e presta apoio à vítima e autoridades.
Um cliente de um posto de combustíveis de Curitiba teve o corpo incendiado por um frentista neste sábado (18). A RPC teve acesso, com exclusividade, ao vídeo que mostra o momento em que Paulo Sérgio Esperançeta joga gasolina no cliente após uma discussão e, segundos depois, ateia fogo nele. Assista acima.
De acordo com a direção do posto, o caso aconteceu na manhã deste sábado, após uma discussão entre frentista e cliente. O caso foi no bairro Pilarzinho.
O advogado da empresa, Marcel Bento Amaral, disse, em nota, que Paulo Sérgio foi demitido e que o posto presta auxílio à família e às autoridades para apuração dos fatos.
De acordo com testemunhas, o crime aconteceu após uma discussão entre vítima, Caio Murilo Lopes dos Santos, de 34 anos, e Paulo Sérgio. O cliente do posto reclamou que, ao abastecer o carro, o funcionário danificou a chave do veículo dele.
Nas imagens é possível ver que enquanto os dois discutem, o frentista está segurando uma bomba de combustível. Em dado momento, o funcionário dispara o líquido inflamável no homem. Poucos segundos depois, o fogo começa.
A imagem não mostra como o fogo começou, mas Caio contou aos bombeiros que o frentista utilizou um isqueiro para iniciar as chamas. Outros clientes e frentistas observavam a discussão de perto.
Frentista ateou fogo em cliente após discussão em posto de combustível — Foto: RPC
Enquanto o homem está em chamas, outro frentista, que tem treinamento para casos de incêndio, pega um extintor próximo e consegue ajudar a vítima. Logo após as chamas apagarem, Paulo Sérgio volta a se aproximar de Caio para agredi-lo.
Em nota, a Polícia Civil (PC-PR) disse que um boletim de ocorrência foi formalizado e que o caso será analisado pela autoridade policial. Afirmou, também, que a vítima será ouvida, bem como as testemunhas. A polícia também afirmou que realizará perícias e diligências.
O suspeito do caso, até a publicação desta reportagem, estava foragido.
“A equipe tentou coletar informações de onde ele poderia estar, de onde seria a residência dele, já que os funcionários do posto não tinham a informação exata, mas aí fizeram buscas e não conseguiram localizar. Nem o carro que ele usou pra sair do posto, nem a residência dele”, disse o tenente Renan Henrique Gusmão.
Imagens de câmeras de segurança mostram frentista ateando fogo em cliente, em Curitiba
Vítima se feriu, mas está estável
Após o caso, o homem foi socorrido e levado para um posto do Corpo de Bombeiros, onde recebeu os primeiros atendimentos. De lá, foi encaminhado de ambulância para o Hospital Evangélico Mackenzie.
Caio teve queimaduras de segundo e terceiro grau nos braços, tórax e abdômen, além de queimaduras de primeiro grau nas pernas.
Camiseta da vítima ficou totalmente queimada — Foto: RPC
O Corpo de Bombeiros informou que o estado de saúde do homem era estável e, até o fim da tarde deste sábado, ele aguardava uma vaga para ser encaminhado à ala de queimados do hospital
A prima da vítima, que foi ao posto depois do crime para buscar o carro de Caio, disse que a empresa prestou auxílio e mandou consertar a chave do carro.
Mais de 250 ataques foram registrados em 48 cidades potiguares, entre os dias 14 e 18 de março. Policiamento foi reforçado com envio de homens da Força Nacional e de outros estados.
Pelo menos 48 cidades do Rio Grande do Norte foram alvos de ataques criminosos nesta semana. O terror começou na madrugada de terça-feira (14), quando prédios públicos e privados foram depredados, veículos incendiados e moradores das regiões ficaram em estado de pânico.
Confira, a seguir, um resumo do que aconteceu até agora e mais detalhes sobre como os ataques estão impactando a vida dos moradores do Rio Grande do Norte.
▶️ Contexto: Até este domingo (19), 259 ataques criminosos foram registrados no estado.
Os ataques começaram na madrugada do dia 14 de março, quando ao menos 20 cidades foram alvos de destruição;
No primeiro dia, um fórum de Justiça, duas bases da Polícia Militar, a sede de uma prefeitura e outros prédios públicos foram alvos;
Veículos foram incendiados, incluindo ônibus do transporte público;
Nos dias seguintes, mesmo com a segurança reforçada, os ataques continuaram;
Cem pessoas foram presas suspeitas de envolvimento nos ataques;
O governo não divulgou um balanço oficial de mortes. Entretanto, um comerciante foi assassinado, na noite do dia 14, e dois suspeitos foram mortos em confrontos com a polícia. No sábado (17), um policial penal foi assassinado na Grande Natal.
▶️ Motivação: Segundo a polícia, os ataques são coordenados por uma facção criminosa.
O governo federal informou que o gatilho para os ataques foi a transferência de chefes do chamado “Sindicato do Crime” para fora do estado, em janeiro.
A organização é considerada pelas forças de segurança a principal facção do Rio Grande do Norte.
Além disso, para os ataques, o Sindicato do Crime teria se aliado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção de origem paulista.
Fontes do governo dizem que o PCC exige melhorias nas condições das unidades prisionais.
▶️ Consequências: Por causa dos ataques, diversos serviços públicos foram afetados, e eventos acabaram suspensos.
Aulas em universidades públicas, como a UFRN e UERN, foram suspensas;
Natal e Mossoró também chegaram a recolher a frota do transporte público. Viagens intermunicipais também foram suspensas;
Dois jogos de futebol foram cancelados, incluindo o clássico América x ABC, que estava marcado para este domingo (19);
Ônibus escolares incendiados em Governador Dix-Sept Rosado (RN) em agosto de 2016 — Foto: Divulgação/PM
A terça-feira (14) foi o dia em que o estado registrou mais ataques, segundo o governo do Rio Grande do Norte: ao todo foram 103. De lá para cá, o número de ataques diminuiu. Veja, a seguir, a cronologia dos crimes.
📆 14 de março: 20 cidades do Rio Grande do Norte tiveram ataques a tiros e incêndios em prédios públicos, comércios e veículos.
Entre os alvos dos criminosos estão um fórum de Justiça, duas bases da PM, uma prefeitura e um banco;
Carros que estavam estacionados em ruas e em garagens públicas, além de uma loja de motos, também foram atingidos;
A frota de ônibus foi recolhida;
Universidades suspenderam aulas.
📆 15 de março: A segunda noite registrou ataques violentos em Natal e pelo menos outras sete cidades.
Uma pessoa morreu em um confronto com a polícia, e duas pessoas ficaram feridas durante a ação dos criminosos;
O transporte público voltou a circular durante a manhã em Natal, mas voltou a ser suspenso após um ônibus ser incendiado.
📆 16 de março: Mesmo com o reforço da Força Nacional, os ataques continuaram.
Um ônibus foi atacado por criminosos na Zona Oeste de Natal. Os bandidos abordaram motorista e passageiro, determinaram que eles saíssem e atearam fogo no veículo;
A operação de trens e de ônibus voltou a ser suspensa;
Seis suspeitos foram presos pela Polícia Militar após tentarem realizar um saque a um supermercado;
Criminosos também atacaram um galpão de uma companhia de coleta de lixo;
Um posto de combustíveis foi atacado, sendo que seis homens atearam fogo nas bombas;
Dois veículos foram queimados no município de São Paulo do Potengi, e carros do município de João Câmara foram destruídos também em incêndios.
📆 17 de março: Pelo menos 26 ataques foram registrados no quarto dia de terror no Rio Grande do Norte.
Um depósito de medicamentos foi incendiado em São Gonçalo do Amarante, causando um prejuízo de mais de R$ 10 milhões;
Criminosos queimaram pneus e fecharam a BR-101, em Canguaretama;
Uma garagem do destacamento da Polícia Militar, em São Vicente, foi incendiada;
Criminosos com armas em punho expulsaram moradores e incendiaram três casas no bairro Igapó, em Natal;
Um supermercado em Nova Parnamirim, na Grande Natal, foi incendiado.
Após o início dos ataques, o governo federal enviou equipes da Força Nacional para ajudar no reforço da segurança pública. Policiamento de outros estados também foram enviados para o Rio Grande do Norte.
🚨 Os reforços: O secretário nacional de Segurança Pública, Tadeu Alencar, informou que o estado recebeu o reforço de 300 agentes de segurança. Além disso, mais 200 policiais rodoviários federais devem ser integrados.
O estado também recebeu 32 policiais militares do Ceará;
A Paraíba anunciou o envio de 30 policiais;
O governo do Pará anunciou o envio de 60 militares das tropas especializadas da Polícia Militar;
Aviões da Polícia Federal levaram mais 90 homens e armamentos da Força Nacional ao estado.
🚨 Quando os ataques vão acabar? Na sexta-feira, o secretário Tadeu Alencar afirmou que não há prazo para fim dos ataques.
“Esse é um problema que nós não apertamos um botão e tem resultado efetivo, mas a gente está tomando, de forma responsável, de forma cuidadosa, de forma muito firme. todas as medidas”, afirmou;
O secretário disse que a operação de combate está evoluindo e descartou, neste momento, a instauração de uma GLO (Garantia de Lei e da Ordem), que acarretaria no uso das Forças Armadas no combate à onda de ataques.