Socialite Regina Gonçalves, de 88 anos, acusa o ex-motorista de mantê-la em cárcere privado durante anos no Rio de Janeiro
O caso da socialite Regina Lemos Gonçalves, 88 anos, mantida em cárcere privado pelo ex-motorista José Marcos Chaves Ribeiro chamou a atenção de todo o país nesta semana. Amigos da bilionária contaram ao Fantástico, que foi ao ar neste domingo (28/4), que itens valiosos do apartamento da socialite desapareceram.
“Eu conhecia todas as joias dela. Sumiu tudo. Ela tinha riviera de rubi. Sumiu tudo. Van Cleef, Bulgari, Cartier, peças valiosas, diamante, chocolate, dourado, coisas raras. Não tem mais nada, nada”, diz Álvaro, estilista e amigo de Regina.
A socialite mora em um apartamento de mil metros quadrados em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. O local conta com decoração única, como itens de coleção, quadros de artistas renomados e peças exclusivas.
Nesse mesmo endereço, Regina esteve isolada de amigos e familiares nos últimos 10 anos. A socialite acusa o ex-motorista de mantê-la em cárcere privado e de controlar o patrimônio bilionário dela.
“Eu resolvi fugir. Resolvi pôr um final nisso. O dia que eu fui procurar a casa do meu irmão, falei, cheguei, eles assustaram. Eu havia emagrecido mais de 30 kg. Tava osso puro”, relembrou Regina ao falar sobre 2 de janeiro deste ano, quando conseguiu deixar o apartamento onde mora em Copacabana.
Regina é viúva e não tem filhos. Antes de se casar com o marido, Nestor Gonçalves, ela já era rica, mas, com a morte dele, há 30 anos, herdou uma fortuna avaliada em, aproximadamente, R$ 2 bilhões.
Segundo a família da socialite, ela tem centenas de apartamentos, terrenos e mansões. No entanto, José Marcos é responsável por administrar todos os bens de Regina.
“Quantas mulheres com a idade dela passam por situações parecidas? Então, significa que ela é duplamente vítima. Ela é vítima por ser mulher e vítima por ser idosa. Então, é muito difícil, às vezes, a palavra da vítima nessa idade ser realmente reconhecida. E ela fala com toda grandeza o que ela passou”, enfatizou a advogada de Regina.
Pop Star traz 200 pessoas na equipe, que ocuparão 90 quartos de hotel na cidade. Material chega ao Brasil em três aeronaves.
Montagem – Palco do show da Madonna em Copacabana — Foto: TV Globo/Reprodução e Evan Agostini/Invision/AP
Madonna no Rio: 3 aviões vão transportar 270 toneladas de equipamentos
Com equipe e estrutura dignas de uma rainha, a cantora Madonna traz uma equipe de 200 pessoas e 270 toneladas de equipamentos, que começaram a chegar ao Rio neste domingo (28). Dois dos três aviões que trazem o material já pousaram no terminal de cargas do Aeroporto Galeão.
Todo o aparato será levado para Copacabana, na Zona Sul da cidade, em 30 caminhões. No local está sendo montado o palco da última apresentação da pop star na turnê Celebration Tour, no sábado (4).
200 pessoas da equipe vão ocupar 90 quartos do hotel onde ficará hospedada;
270 são toneladas de equipamentos chegam em 3 aviões de carga;
3 caminhões levam parte do equipamento para o hotel, onde serão montadas 3 academias;
27 caminhões irão direto para o palco montado na Praia de Copacabana;
palco tem 24 metros de frente e 821 metros quadrados de área, o dobro do tamanho dos montados até então na turnê;
além da estrutura principal, a cantora vai circular por três passarelas e 1 elevador;
para o show, serão 45 baús de guarda-roupa dentro deles, por exemplo, há 40 luvas de boxe para uma das coreografias.
Essa é a 4ª vez que a Madonna se apresenta no Brasil. A última foi há 12 anos. ela já apresentou ao país a turnê ‘The Girlie Show’, em 1993, a ‘Sticky and Sweet Tour’, em 2008 e a ‘MDNA’ em 2012.
Desta vez, a apresentação nas areias de Copacabana será a única da cantora em toda a América do Sul, e os fãs brasileiros poderão ver de pertinho – seja nas areias da praia ou no conforto de casa – a diva pop interpretar os maiores hits da sua extensa carreira.
A apresentação no Rio será o encerramento da turnê mundial e o maior show da carreira da artista. O DJ norte-americano Diplo foi anunciado como convidado especial.
Como tradição, a cantora promete não só um espetáculo em termos musicais, mas também visuais. do cenário ao figurino, o show da artista é repleto de glamour.
A apresentação vai durar 2 horas, e quem quiser evitar a multidão poderá ouvir a apresentação atrás do palco, já que haverá torres de som dos 2 lados da boca de cena.
A Prefeitura do Rio de Janeiro e o governo do estado deram detalhes, nesta quinta-feira (25), do plano operacional para o megaevento. A previsão de público aumentou, e as autoridades esperam 1,5 milhão de pessoas nas areias de Copacabana — antes era 1 milhão.
A estrutura está sendo montada em frente ao Copacabana Palace, voltada para o Leme. Os organizadores estimam que atrás do palco e da área de serviço, em direção ao posto 6, esteja menos cheio.
Haverá DJs tocando a partir das 19h. Às 20h, assume o DJ Diplo. Madonna subirá ao palco às 21h45. o show deve terminar às 23h45 — se a rainha não quiser esticar.
Enquanto o mundo avança em modernização, muitas regiões, especialmente as rurais, enfrentam desafios devido à falta de conectividade. Essas áreas frequentemente ficam excluídas dos avanços tecnológicos. No entanto, uma mudança significativa está no horizonte com uma parceria inovadora entre a SpaceX, do bilionário Elon Musk, e a John Deere, uma das maiores empresas de máquinas agrícolas do mundo. Este novo acordo promete ser um marco para o avanço tecnológico no campo, especialmente para o agronegócio brasileiro. As informações são do site Compre Rural.
A parceria estratégica entre essas duas gigantes tem como objetivo aumentar a eficiência na agricultura, focando principalmente nas áreas rurais com acesso limitado à internet. Isso será possível através da integração do serviço de internet via satélite Starlink, da SpaceX, com as máquinas agrícolas produzidas pela John Deere, transformando a forma como a agricultura é conduzida em locais remotos.
Sobre a parceria da SpaceX com a John Deere A Deere Company, conhecida como John Deere, anunciou recentemente uma parceria formal com a SpaceX, empresa liderada por Elon Musk, com o objetivo de disponibilizar serviços de conectividade via satélite (SATCOM) para o setor agrícola.
Utilizando a rede Starlink, referência no mercado, os agricultores que enfrentam problemas de conectividade nas áreas rurais poderão acessar plenamente as tecnologias de agricultura de precisão.
Este acordo permitirá que os clientes da John Deere aumentem a produtividade, rentabilidade e sustentabilidade de suas atividades agrícolas, enquanto continuam a suprir suas comunidades e o mundo com alimentos, combustíveis e fibras, contribuindo para o sustento de uma população mundial em expansão.
O Starlink, negócio de Musk conhecido por sua capacidade de fornecer internet de alta velocidade em locais remotos, será uma grande mudança para os agricultores.
“O valor da conectividade para os agricultores é mais abrangente do que qualquer ação individual já realizada. A conectividade desbloqueia enormes oportunidades que antes eram limitadas ou estavam indisponíveis”, afirmou Aaron Wetzel, vice-presidente de sistemas de produção e agricultura de precisão da John Deere.
“Por exemplo, ao longo de todo o ano, os agricultores precisam concluir tarefas em janelas de tempo muito curtas. Esta dinâmica exige a execução de etapas de produção extremamente precisas, paralelamente à coordenação entre as máquinas e o gerenciamento do seu desempenho. Cada uma dessas áreas é aprimorada pela conectividade, o que torna toda a operação mais eficiente, eficaz e rentável”, completa.
Quais serão as abrangências dessa aliança? Os planos ambiciosos de Elon Musk, que conta atualmente com cerca de 5.300 satélites em órbita e planeja expandir para 42.000, têm a SpaceX continuamente buscando novos clientes ao redor do mundo. Nesse cenário, sua integração nos tratores da John Deere será particularmente relevante nos EUA e no Brasil, onde uma parte significativa das áreas rurais enfrenta baixo acesso à internet.
Nos Estados Unidos, aproximadamente 30% dessas áreas têm acesso limitado à internet, enquanto no Brasil esse número chega a mais de 70%, destacando a mudança que essa parceria trará para o agronegócio brasileiro.
Assim, esse acordo beneficiará centenas de agricultores. Embora os preços das antenas e dos serviços de software para a conectividade Starlink ainda não tenham sido determinados, essa colaboração marcará uma nova era para a empresa de Musk.
Sobre a solução SATCOM e o lançamento da parceria da SpaceX com a John Deere no Brasil A solução SATCOM promoverá a conexão de equipamentos agrícolas novos e já em uso através de serviços de internet via satélite e terminais robustos. Essa tecnologia habilitará recursos como autonomia, compartilhamento de dados em tempo real, diagnósticos à distância, suporte técnico avançado e comunicação entre máquinas, melhorando a eficiência e o tempo produtivo dos agricultores.
Jahmy Hindman, vice-presidente sênior e CTO da John Deere, afirmou: “Ao implementar a conectividade via satélite no setor agrícola em larg
a escala, possibilitamos que agricultores com limitações de cobertura de celular possam extrair o máximo valor das conexões em suas operações. A solução SATCOM intensifica as tecnologias já existentes da John Deere e permite o uso completo de tecnologias de precisão agrícola, juntamente com futuras inovações”.
A John Deere implementará a solução SATCOM utilizando a rede de satélites de baixa órbita Starlink, da SpaceX. As concessionárias John Deere farão a instalação de terminais Starlink em máquinas compatíveis, que foram testadas para suportar condições agrícolas adversas, junto com um modem JDLink™ 4G LTE para conectar as máquinas ao John Deere Operations Center™.
O lançamento da solução SATCOM será inicialmente restrito aos Estados Unidos e ao Brasil, começando no segundo semestre de 2024. E você, está preparado para o futuro do agronegócio brasileiro?
John Deere Investe mais de R$ 700 Milhões na Fábrica de Catalão A multinacional anunciou nesta segunda-feira (22) um investimento de mais de R$ 700 milhões em sua fábrica em Catalão, Goiás. A expansão visa aumentar a infraestrutura existente para atender à crescente demanda por alimentos globalmente, além de nacionalizar a produção do sistema de pulverização inteligente See & Spray™.
O diretor da fábrica da John Deere em Catalão, Edison Drescher, explicou que a ampliação envolverá a adição de mais de 20 mil metros quadrados aos 69 mil metros quadrados já existentes. “Para dar suporte ao crescimento da empresa no Brasil, este investimento deve gerar cerca de 400 novos empregos nos próximos cinco anos, sendo 100 diretos e 300 indiretos”, disse Drescher.
O investimento também permitirá que a John Deere comece a produzir o sistema See & Spray no Brasil. A tecnologia utiliza visão computacional, inteligência artificial e aprendizado de máquina para aplicar herbicidas apenas nas áreas necessárias. Durante testes realizados no Brasil, o sistema See & Spray Select comprovou uma redução de até 97% no uso de herbicidas não residuais, contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola e gerando economia para os produtores.
Outras seis ficaram feridas com as chamas em prédio da avenida Farrapos, na capital gaúcha. Parte da edificação ficou destruída
Um incêndio que atingiu uma pousada localizada no centro de Porto Alegre (RS) provocou a morte de 10 pessoas na madrugada desta sexta-feira (26/4). As chamas começaram por volta das 2h e só foram contidas às 4h pelo Corpo de Bombeiros. O fogo destruiu parte da edificação que fica na avenida Farrapos.
Segundo informações da Record TV, oito pessoas morreram carbonizadas e as outras duas por inalação de fumaça. Seis moradores do local ficaram feridos e seguiram para atendimento no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre.
Integrantes dos bombeiros e da Polícia Civil devem apurar as causas do incêndio. Quem participou do combate às chamas acredita que um isqueiro ou um fósforo pode ter iniciado o fogo.
A pousada não tinha Plano de Prevenção contra Incêndio (PPCI) e o local seria irregular.
Governo e prefeito lamentam mortes em incêndio
Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Sebastião Melo, prefeito de Porto Alegre, lamentaram as mortes. “O incêndio que deixou mortos em uma pensão em Porto Alegre nos consterna profundamente”, postou Leite.
“O Corpo de Bombeiros mobilizou cinco caminhões e dezenas de bombeiros para combater as chamas durante a madrugada. Seguimos mobilizados no rescaldo dessa tragédia e na identificação das causas das chamas. Meus sentimentos aos familiares das vítimas”, concluiu.
Melo afirmou acompanhar “com profunda tristeza” a apuração do incêndio. “A prioridade agora é o atendimento aos cidadãos resgatados e encaminhados ao HPS. A prefeitura trabalha para acolher os moradores e apoiar a investigação dessa tragédia”, continuou.
Estudante foi transferida a pedido da família, segundo Secretaria de Educação. Pasta, Sindicato dos Professores e CLDF acompanham o caso
A aluna do Centro de Ensino Médio (CEM) 1 do Gama que escreveu uma redação na qual afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia acabado com as leis no país foi transferida de escola, a pedido da família da estudante.
O caso ocorreu na última quarta-feira (17/4). A aluna do 2º ano escreveu a informação na atividade escolar, e a professora explicou, com base na Constituição Federal, que não cabe ao Poder Judiciário elaborar leis, o que é papel do Legislativo.
A estudante, então, ligou para a mãe e relatou o que a professora havia falado. Imediatamente, a responsável pela estudante enviou um áudio no WhatsApp para a supervisora da escola para condenar a conduta da professora, que classificou como “doutrinação”.
A mãe ainda disse, segundo o diretor do CEM 1, que era amiga do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) e do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG). Também afirmou que esfregaria o celular “na cara da professora para mostrar que as leis foram mudadas”, caso a escola não “desse um jeito” na situação.
Posteriormente, a mãe da estudante foi ao colégio pessoalmente, repetiu as agressões verbais e disse que iria “atrás dos [próprios] direitos”. Ainda segundo o diretor da instituição de ensino, a professora entregou um atestado médico que a afastou das atividades laborais por 30 dias, devido ao abalo psicológico sofrido.
Transferência
Em nota, a Secretaria de Educação informou que “agiu prontamente ao ser informada do incidente”. “Tanto a Coordenação de Ensino do Gama quanto a diretoria da escola relataram que, após o incidente, a professora registrou um boletim de ocorrência, e a CRE prontamente atendeu ao pedido de transferência da aluna feito por sua família”, diz a nota.
Ainda de acordo com a pasta, a situação permanece sob a supervisão direta da coordenação, que, se necessário, tomará outras medidas administrativas de acordo com os normativos legais vigentes.
“Reiteramos o compromisso da Secretaria de Educação com a segurança e o bem-estar de todos os envolvidos no ambiente escolar. A escola é um espaço de aprendizado e convivência pacífica, onde se promove a cultura da paz e a Secretaria repudia veementemente qualquer forma de violência, seja ela de natureza moral ou física. Reafirmamos nosso empenho em manter um ambiente escolar seguro e acolhedor para todos os alunos, professores e funcionários”.
Agentes da Polícia Federal realizaram quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão em São Paulo e Guarulhos, nesta quarta-feira (24), como parte de uma operação contra o tráfico internacional de drogas.
A quadrilha sob investigação estava envolvida na troca de etiquetas das malas de passageiros, visando enviar entorpecentes para o exterior em voos originados de aeroportos brasileiros.
De acordo com a PF, as quatro pessoas detidas são funcionários de empresas que atuam no Aeroporto de Guarulhos, responsáveis pela etiquetagem e movimentação de bagagens a partir do momento do check-in. Além disso, uma mulher que foi vista entregando uma mala com drogas aos envolvidos também foi alvo da operação.
Os mandados de busca incluem outros funcionários suspeitos de integrar a quadrilha, bem como um motorista de aplicativo.
As investigações tiveram início após a apreensão de uma mala em Brasília, em fevereiro, contendo mais de 21 kg de cocaína. O destino dessa carga ilícita era a cidade de Joanesburgo, na África do Sul.
As quatro pessoas serão ouvidas e permanecerão à disposição da Justiça Federal.
Golden Retriever embarcou nesta segunda (22), com destino a Sinop (MT), mas acabou indo para Fortaleza (CE), por um erro da empresa. Trajeto que seria de 2h30 no máximo, durou cerca de 8 horas. A Gol diz que o cachorro morreu no desembarque, em Guarulhos (SP).
O engenheiro João Fantazzini, tutor do golden retriever Joca, morto no transporte entre Fortaleza e Guarulhos. — Foto: Reprodução/TV Globo
O tutor do cachorro que morreu no transporte aéreo da Gol, João Fantazzini, afirmou nesta terça-feira (23) que o mais doloroso é saber que Joca sofreu antes de morrer. O golden retriever embarcou nesta segunda (22), com destino a Sinop, em Mato Grosso, mas acabou indo para Fortaleza, Ceará, por um erro da empresa.
Segundo o tutor do golden retriever, o veterinário tinha dado um atestado indicando que o animal suportaria uma viagem de duas horas e meia, mas com o erro, o Joca ficou quase 8 horas no trajeto.
“Eu sempre vi as mensagens das pessoas sobre os cachorros morrerem nesta situação, mas eu nunca esperava isso, acho que o que mais me dói é saber que ele sofreu lá dentro, porque não é justo ele ter morrido desse jeito”, contou à reportagem da TV Globo.
O golden retriever Joca, de cinco anos, foi levado por engano para Fortaleza e ficou cerca de 1h30 na pista de embarque e desembarque, com temperatura de cerca de 36° C, segundo a família, dentro do canil, sem comer nem beber.
Imagem de São Jorge na Matriz de Quintino — Foto: Reprodução/TV Globo
Devido ao sincretismo religioso, orixá é celebrado neste 23 de abril, Dia de São Jorge: ‘Ogum encontrou São Jorge numa encruzilhada do Rio de Janeiro’, brinca historiador. Na Guerra do Paraguai, negros levados à batalha fizeram de Ogum seu guardião.
Ogum é São Jorge? Ialorixá e historiador explicam a relação
São Jorge é celebrado neste 23 de abril. Ogum, o orixá do ferro e da guerra, também.
No Rio de Janeiro, fiéis de várias regiões madrugam para homenagear o santo e o orixá. Nas alvoradas, os devotos lançam fogos, e igrejas católicas celebram missas logo cedo. À tarde, muitos se reúnem para comemorar a data com feijoada e cerveja gelada (veja o guia das feijoadas desta terça-feira).
Mas Ogum é São Jorge? Veja abaixo o que dizem estudiosos e religiosos.
“São divindades diferentes. Ogum é um orixá africano, um homem preto. Porém, no Brasil, a associação entre orixás e santos católicos foi necessária”, diz Preta Lagbara, mãe de santo dirigente do terreiro Ilê Axé Exu eti Ogum, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Para a sacerdotisa, ainda que Ogum e Jorge sejam personagens históricos diferentes, o sincretismo religioso entre divindades africanas e santos católicos permitiu que a religião permanecesse viva, uma vez que o culto às divindades africanas era proibido no Brasil.
“Nossas mais velhas eram muito sábias. Elas cultuavam essas imagens e deixavam o assentamento dos orixás por baixo do altar.Quando se chegava aos terreiros, viam as imagens dos santos católicos e entendiam que ali se cultuava o catolicismo, e não o candomblé”, explica a sacerdotisa.
Segundo a tradição católica, Jorge, o santo, nasceu na Capadócia, na Turquia. Já Ogum, originalmente, era cultuado no território que atualmente corresponde à Nigéria – a mais de 7 mil quilômetros da Península da Anatólia.
Na África, Ogum é o ferreiro dos orixás, ligado à guerra e à agricultura. Em algumas lendas, aparece como uma das primeiras divindades a chegar à Terra, o “Ayiê”, vindo do “Orum”, o Céu, para a criação. Noutras, Ogum foi humano, assim como São Jorge.
“Ele é cultuado na cidade de Irê-Ifé. E sim: Ogum teve vida terrena. Até hoje, em terras iorubás, existe ainda o lugar onde disseram que Ogum sumiu”, diz Preta. “Também era um grande guerreiro, um grande provedor, porque as ferramentas dele serviam para o plantio, para alimentar toda a sua comunidade.”
Já o pesquisador e historiador Luiz Antônio Simas, que é iniciado no culto a Ifá, uma religião tradicional africana, explica que história e mitologia se misturam quando se trata de biografias de orixás.
“Você tem mitos que o colocam como um orixá anterior à criação do mundo. Por outro lado, há mitos em que ele é esse personagem histórico. Teria sido rei de Irê, que, em certo momento, se divinizou. Um ancestral que se divinizou”, diz Simas.
O historiador explica ainda que o orixá é cultuado em outras religiões de matriz africana, como na umbanda, e ainda em outros países, como no Haiti e em Cuba.
A relação entre Ogum e a agricultura, no entanto, se perdeu por conta da escravidão.
“No Brasil ele vai perdendo essas características. E é normal que perca! Porque a agricultura, na história da escravidão, está ligada ao horror do cativeiro”, complementa Simas.
Associação com São Jorge não é regra
Nem todos os fiéis do ferreiro dos orixás o associam ao Santo Guerreiro. Nos cultos da Bahia, por exemplo, São Jorge foi sincretizado com outra divindade, Oxóssi. Mas, para Simas, em nenhum outro lugar a relação entre Ogum e São Jorge se estreitou tanto como entre os cariocas.
“Ogum encontrou São Jorge numa encruzilhada no Rio de Janeiro.”
“Aqui no Brasil, as pessoas as pessoas têm esse costume de fazer feijoada para Ogum. Porém, no continente africano, a comida que a gente oferece é o inhame-cará. Também se oferece o feijão torrado”, explica Preta Lagbara.
Não se sabe o porquê da associação entre um dos pratos mais tradicionais da gastronomia brasileira e o orixá da guerra.
Mas Simas arrisca: “Existem hipóteses para isso, desde a comida que te dá força, até o fato de o feijão ser um alimento rico em ferro, e Ogum é o orixá do ferro. É a diáspora que faz com que a feijoada seja uma alimentação votiva de Ogum”.
‘Ogum já jurou bandeira nos campos de Humaitá’
Outra religião que cultua Ogum é a umbanda. Diferente do candomblé, e de outras religiões de matriz africana, a maioria dos “pontos” (cânticos para louvar as entidades) é entoada em português. Alguns deles associam Ogum a um lugar chamado Humaitá.
“Ogum já jurou bandeira nos campos do Humaitá. Ogum já venceu demanda, vamos todos saravar”
“Caboclo mora na mata, Ogum lá no Humaitá. Xangô mora na pedreira, e a sereia lá no mar”
Humaitá é uma palavra de origem indígena. O IBGE, ao explicar o significado do nome – que se refere também a uma cidade no Amazonas –, o traduz como: “a pedra agora é negra”.
Mas o Humaitá citado nos “pontos” pode, na verdade, se referir à Fortaleza do Humaitá, local estratégico na Guerra do Paraguai. Depois que as tropas brasileiras tomaram o forte, o exército pôde avançar sobre os então inimigos paraguaios.
“A guerra do Paraguai é uma guerra em que a infantaria brasileira, a linha de frente, é muito marcada pela presença do negro. Existe uma fortaleza do Humaitá, que é vista como concretude, em que os negros brasileiros lutaram sob a Guarda de Ogum. Mas ela acaba ganhando uma dimensão também mística de um território do invisível onde essas espiritualidades estão também atuando”, explica Simas.
O g1 conversou com o doutor em história André Toral, autor de uma pesquisa sobre a participação negra na Guerra do Paraguai. Ele explica que, ainda que pessoas escravizadas correspondam a cerca de 4% a 7% da infantaria brasileira no conflito, a maioria dos soldados era de negros, mesmo que libertos.
“Os escravizados podiam participar da guerra como ‘substitutos’. Eram aquelas pessoas que os brancos ricos mandavam para a guerra para lutar em seu lugar. Se o cara era branco e rico, ele poderia mandar os escravos dele”, revelou Toral, que concorda com Simas quando se trata da memória acerca do episódio da tomada do Humaitá.
“O Humaitá foi, sem dúvida, a mais sangrenta posição que o Brasil conquistou. O Humaitá tem uma memória nesse sentido. Não é patriótico. É de sofrimento. É uma memória de dor”.
Erika de Souza Vieira Nunes foi presa na última terça-feira após levar o tio até uma agência bancária para sacar um empréstimo de R$ 17 mil. A família apresentou relatórios que apontam quadro de depressão, alucinações auditivas e dependência de sedativos.
‘Tio Paulo’: relatórios mostram que mulher gravada com cadáver de idoso tem problemas psiquiátricos
A família de Erika de Souza Vieira Nunes, que na semana passada estava com o cadáver do tio em uma agência bancária, disse em entrevista aoFantástico que a mulher tem problemas psiquiátricos.
Erika foi presa na última terça-feira (16) após levar o corpo tio, Paulo Roberto Braga em uma cadeira de rodas até atendentes de um banco em Bangu, no Rio de Janeiro, para sacar um empréstimo de R$ 17 mil. As imagens gravadas dentro da agência bancária chocaram o Brasil.
A família apresentou relatórios médicos solicitados por psiquiatras que a atenderam pelo plano. O laudo de 2022 diz que ela é dependente de sedativos, tem quadro de depressão, pensamentos suicidas e alucinações auditivas.
No ano passado, outro psiquiatra também pediu a internação por dependência de sedativos e hipnóticos. Segundo Lucas Nunes dos Santos, um dos filhos de Erika, a mulher tentou suicídio muitas vezes.
“Ela vem passando por momentos difíceis, vem passando por transtornos. Tem acompanhamento psicológico e psiquiátrico.”
Paulo foi enterrado no sábado (20), em um cemitério de Campo Grande, bairro vizinho a Bangu, quatro dias depois de morrer. Apenas parentes de Erika compareceram ao enterro.
A defesa afirma que Erika está sendo punida antes de ser condenada: “O caso mal começou e já está tendo uma punição anterior a uma sentença”, diz Ana Carla de Souza Correa.
“A defesa técnica entende depois de uma conversas com a senhora Erika de que realmente ela não aceitou [a morte]. É a questão da negação de que ele poderia estar desfalecido, morto, até porque ela conversa com ele.”
Já Fábio Souza, o delegado do caso, acredita que a mulher sabia que o tio estava morto enquanto tentava sacar o empréstimo.
“Uma pessoa com problema psiquiátrico pode não entender que o tio está morto, mas certamente também não entenderia que tem que ir à agência pegar o dinheiro. A pessoa não pode ter uma consciência seletiva”, disse.
Desde o início de 2023, o cenário no Brasil tem sido de sinalização vermelha no mercado, com empresas enfrentando desafios e tomando medidas para se adaptarem a um ambiente econômico desafiador. Milhares de companhias têm anunciado sua saída do Brasil ou implementado cortes e remodelações, refletindo também os recuos crescentes observados ao longo deste ano de 2024.
Em meio a esses movimentos, a gigante suíça Emmi Group anunciou recentemente que sua subsidiária, Laticínios Porto Alegre, fechará a compra da marca brasileira Verde Campo, especializada em produtos lácteos saudáveis. A Verde Campo, que fazia parte do portfólio da Coca-Cola desde o final de 2015, agora mudará de mãos, com a saída da Coca desse segmento no Brasil.
Segundo o comunicado oficial, a operação envolve a aquisição de 70% da empresa pela Porto Alegre, enquanto os fundadores da Verde Campo manterão uma participação de 30% e um assento no Conselho de Administração. O valor da transação não foi divulgado publicamente.
A compra da Verde Campo, diz a Emmi, complementa suas operações no país, ampliando seu portfólio. Atualmente, a atividade brasileira da holding concentra-se na venda de queijos naturais, mussarela, requeijão, leite UHT, creme de leite, manteiga e soro de leite em pó.
A Laticínios Porto Alegre possui unidades de produção em várias cidades brasileiras, incluindo Ponte Nova, Mutum e Antônio Carlos, em Minas Gerais, além de Rio Novo do Sul, no Espírito Santo, e Valença, no Rio de Janeiro. A empresa emprega cerca de 1,9 mil colaboradores e registrou um faturamento líquido de R$ 1,4 bilhão em 2023.
Foto: Verde Campo/Coca-Cola
A adição da Verde Campo ao portfólio da Porto Alegre, segundo os envolvidos, busca atingir uma linha de produtos premium, com forte apelo saudável, ainda mais diante do crescimento da marca nos centros urbanos, onde os consumidores têm buscado mais por produtos com alto teor de proteínas e zero lactose.
O acordo acontece em um momento de crescimento significativo no mercado de produtos saudáveis. De acordo com dados do Euromonitor International, mais de 20 mil produtos com adição de proteínas e outros suplementos foram lançados globalmente nos primeiros três meses de 2024, indicando uma demanda crescente por opções saudáveis.
No Brasil, o segmento registrou um aumento expressivo, com o número de SKUs desse nicho crescendo 110% em 2023 em comparação com o ano anterior, movimentando um total de R$ 4,3 bilhões no país.
Em nota, a Coca-Cola afirmou que a decisão de vender a Verde Campo faz parte de uma avaliação de seus ativos e que o acordo está sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).