Após agredir membro do MBL, Glauber Braga fala em aniquilamento de “liberais e fascistas”.
“É fundamental que essa luta seja traduzida no aniquilamento daqueles que querem destruir as universidades públicas brasileiras. Os liberais e fascistas de plantão”, afirmou o deputado ao se dirigir a servidores de universidades e institutos federais.
Após agredir membro do MBL, Glauber Braga fala em aniquilamento de “liberais e fascistas”.
“É fundamental que essa luta seja traduzida no aniquilamento daqueles que querem destruir as universidades públicas brasileiras. Os liberais e fascistas de plantão”, afirmou o deputado ao… pic.twitter.com/2RrdCvdio6
Uma pedreira clandestina foi descoberta, nesta terça-feira (16), durante uma ação de combate ao tráfico de drogas, em Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS). Pessoas que trabalhavam no local foram encontradas em situação análoga à escravidão.
Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), as vítimas eram pagas com entorpecentes e foram encontradas em situação de vulnerabilidade. Durante a ação, três pessoas que estavam no local foram resgatas pelos agentes.
A primeira fase da Operação Pó de Pedra, na cidade de Taquara, foi deflagrada no dia 4 de dezembro de 2023 e nesta data prendeu em flagrante uma mulher, com uma quantidade de drogas e um indivíduo que estava foragido.
O delegado responsável pelo caso, Valeriano Garcia Neto, afirmou que após seis meses de investigação, foi deflagrada a Operação Pó de Pedra II, nesta terça-feira (16). O local encontrado era utilizado para extração, venda e transporte de pedras, no interior de Taquara.Pedreira clandestina em que pessoas eram pagas com crack é descoberta no RS / PCRS.
“A investigação visa desmantelar uma quadrilha que realiza tráfico de drogas e paga trabalhadores do interior com drogas, crack e cocaína, em um trabalho análogo a escravo”, disse Valeriano.
Segundo o delegado, 5 dos 7 alvos da operação, tem relação direta com a extração, venda e transporte de pedras Grês, que são extraídas no interior desta cidade. Ao todo, seis pessoas foram presas e encaminhadas para os procedimentos de praxe.
Em todo o país, pelo menos 48 universidades, 71 institutos federais (IFs) e um campus do Colégio Pedro II estão atualmente em greve, conforme apontado por um levantamento realizado pelo G1. Professores e servidores dessas instituições estão reivindicando mudanças significativas, incluindo reestruturação de carreira, recomposição salarial e orçamentária, e revogação de normas implementadas nos governos Temer e Bolsonaro.
Os níveis de paralisação variam. Em algumas instituições, tanto professores quanto técnicos-administrativos aderiram à greve, enquanto em outros casos, apenas os professores ou apenas os técnicos estão paralisados.
O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), que representa os professores e demais servidores federais, afirmou que, apesar das reuniões com o Governo Federal desde 2023, nenhuma proposta satisfatória foi apresentada para atender às reivindicações dos servidores.
Por outro lado, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) ainda não respondeu aos questionamentos até o momento da publicação desta reportagem.
O Ministério da Educação, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que está empenhado em buscar alternativas para valorizar os servidores da educação, mantendo um diálogo franco e respeitoso com as categorias. A pasta também informou que está participando das mesas de negociação que tratam das condições de trabalho dos servidores nas instituições de educação.
Abaixo, confira como está a situação pelo país:
Norte
Acre: servidores da Universidade Federal do Acre (Ufac) e do Instituto Federal do Acre (Ifac) estão em greve.
Amapá: servidores do Instituto Federal do Amapá (IFAP) e da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) aderiram à paralisação.
Pará: as federais do Pará (UFPA), do Oeste do Pará (Ufopa), Federal Rural da Amazônia (Ufra), e o Instituto Federal do Pará (IFPA) e a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) também estão em greve.
Rondônia: a Universidade Federal de Rondônia (Unir) e o Instituto Federal de Rondônia também estão paralisados.
Tocantins: um campi do Instituto Federal do Tocantins está em greve.
Nordeste
Alagoas: tanto a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) quanto o Instituto Federal de Alagoas (IFAL) estão paralisados.
Bahia: 17 campi do Instituto Federal da Bahia também entraram em greve.
Ceará: estão em greve a Universidade Federal do Ceará (UFC) Universidade Federal do Cariri (UFCA) Universidade Federal da Integração Luso-Afro Brasileira (Unilab) e o Instituto Federal do Ceará (IFCE).
Maranhão: técnicos e professores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) também aderiram à paralisação.
Paraíba: estão em greve os técnicos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), e professores e técnicos do Instituto Federal da Paraíba (IFPB).
Pernambuco: a greve afeta pelo menos a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
Piauí: dois campi do Instituto Federal do Piauí e a Universidade Federal do Piauí (UFPI) Campus Teresina estão em greve.
Rio Grande do Norte: o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), a Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) aderiram à paralisação.
Sergipe: estão paralisados o Instituto Federal de Sergipe (IFS) e a Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Sul
Rio Grande do Sul: a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e três campi do Instituto Federal do RS estão paralisados.
Paraná: a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e o Instituto Federal do Paraná (IFPR) também estão em greve.
Santa Catarina: estão em greve servidores da Universidade Federal de SC (UFSC), da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), do Instituto Federal Catarinense (IFC) e do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC)
Sudeste
Espírito Santo: tanto o Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) quanto a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) estão em greve.
Minas Gerais: estão em greve a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cetef), quatro campi do Instituto Federal de Minas Gerais e o Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM).
Rio de Janeiro: os técnicos-administrativos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) estão em greve; no Colégio Pedro II os professores estão em greve.
São Paulo: seis campi do Instituto Federal de São Paulo e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) foram afetados pela paralisação dos servidores.
Centro-Oeste
Distrito Federal: a Universidade de Brasília (UnB) está paralisada.
Mato Grosso: 18 campi do Instituto Federal do Mato Grosso também aderiram à paralisação, assim como a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Mato Grosso do Sul: o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) estão em greve.
Goiás: a Universidade Federal de Goiás (UFG), a Universidade Federal de Catalão (UFCat), a Universidade Federal de Jataí (UFJ) e dois campi do Instituto Federal de Goiás também estão em greve.
Veículo de imprensa britânico afirmou que o STF tem ‘autoridade imensa sobre a vida dos brasileiros’
Elon Musk tem marcado o ministro Alexandre de Moraes em publicações no Twitter/X | Foto: Steve Jurvetson/Wikimedia/Jane de Araújo/Agência Senado/Montagem/Thiago Vieira/Revista Oeste
A revista britânica The Economist criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)Alexandre de Moraes, no caso que envolve o dono do Twitter/X, Elon Musk. No título da reportagem, publicada neste domingo, 14, o periódico refere-se à Corte como “poderosa”.
No início do texto, The Economist relembra o início do imbróglio. Na semana passada, Elon Musk anunciou que o ministro do STF havia ordenado a retirada de contas brasileiras populares do Twitter/X. Caso a medida não fosse seguida, a rede social teria de pagar multas pesadas.
“Alexandre de Moraes abriu então um inquérito contra Elon Musk por obstrução à Justiça”, informa a revista. “Isso levou Musk a criticar que a censura no Brasil é pior do que em ‘qualquer país do mundo onde esta plataforma opera’ e a chamar Moraes de ‘ditador’, que deveria sofrer impeachment e ser levado ‘a julgamento pelos seus crimes’.”
Em sua crítica, a revista afirma que, apesar de considerar toda a polêmica “exagerada”, a situação revela duas questões. “Um deles é o poder da Suprema Corte do Brasil, que goza de autoridade imensa sobre a vida dos brasileiros”, escreve. “O outro é o debate em torno da regulamentação das redes sociais sem ferir a liberdade de expressão, no qual o Brasil é um importante campo de batalha.”
The Economist lembrou decisões de Alexandre de Moraes
Reportagem do The Economist: Elon Musk está em conflito com o poderoso Supremo Tribunal do Brasil| Foto: Reprodução/The Economist
A revista ainda lembra a decisão de Moraes que ordenou a prisão do deputado federal Daniel Silveira por um “discurso carregado de palavrões contra os membros do tribunal”. O periódico ainda destaca que é “quase impossível recorrer contra essas decisões”.
The Economist citou também a decisão de Alexandre de Moraes de autorizar busca e apreensão em casas de oito empresários, assim como o congelamento de suas contas bancárias e a suspensão de suas redes sociais.
O periódico entrevistou o advogado criminalista Davi Tangerino. O especialista disse que um “inquérito interminável e sem âmbito definido” não é compatível com o Estado de Direito.
The Economist ainda afirmou que os críticos de Alexandre de Moraes argumentam que as táticas são pesadas e carecem de transparência. A revista ouviu o filósofo e professor Pablo Ortellado, da Universidade de São Paulo (USP), que concordou com as críticas.
“Não está claro quantas contas foram suspensas”, afirmou o docente, ao The Economist. “Por que e por quanto tempo.”
No ano passado, o governo federal deu início a uma ação para repatriar os cidadãos que encontravam-se nas áreas de maior perigo
Força Aérea Brasileira indica futuras viagens para resgatar brasileiros em Israel e em outras localidades do Oriente Médio | Foto: Reprodução/Flickr/FAB
A Força Aérea Brasileira (FAB) afirmou, neste domingo, 14, que está preparada para atender “quaisquer demandas de resgate de brasileiros nas áreas de conflito”. O posicionamento ocorre um dia depois do ataque do Irã contra Israel.
Em nota divulgada no período da manhã deste domingo, a FAB informa que “mantém-se em constante prontidão”. Dessa forma, a forçaafirma deixar à disposição “suas tripulações e aeronaves, para se fazer presente onde o Brasil precisar”.
De acordo com a FAB, o preparo não diz respeito apenas à prontidão a missões específicas, mas também à necessidade de realizar uma nova missão de repatriação de brasileiros em Israel.
No ano passado, depois dos ataques do grupo Hamas contra Israel, o governo brasileiro deu início a uma ação para repatriar os cidadãos brasileiros que encontravam-se nas áreas de maior perigo. A operação foi denominada “Operação Voltando em Paz”.
FAB e missão brasileira no Oriente Médio
O segundo grupo de brasileiros e parentes palestinos embarcaram em Cairo no avião da FAB e estão viajando para o Brasil. Eles devem chegar em Brasília na madrugada de segunda-feira 11 | Foto: Divulgação/Ministério das Relações Exteriores
A nota da FAB ocorre no meio em que uma comitiva brasileira está justamente no Oriente Médio. Com organização da Confederação Israelita do Brasil (Conib), um grupo com 12 pessoas desembarcou em Israel na tarde de sábado 14, horas antes do início do ataque do Irã contra o território de Israel.
A médica Natália Schincariol, ex-parceira de Luis Cláudio Lula da Silva, filho mais novo do presidente Lula, entregou à polícia evidências que, segundo ela, revelam os abusos sofridos durante o relacionamento.
Em uma entrevista ao Radar no dia 2 de abril, Natália compartilhou detalhes da experiência vivida durante o relacionamento com o filho do presidente.
“Depois da infidelidade, quando ele ficou pedindo para voltar e eu não voltei. Foi aí que atacou a ira dele, porque ele tem aquele ego do filho do presidente. ‘Como assim? Ninguém fala não pra mim. Como você não vai voltar comigo? Como você tá falando pra mim que não vai me perdoar? Como você está pedindo para eu sair de casa? Foi aí que ele ficou totalmente irado. Aí começou a me chamar de puta, vagabunda, colocar presente de mulher em cima da mesa. Aí começaram todas as provocações. Do tipo: ‘você não vai me perdoar, então aguente’”, relata Natália.
“E ele falava aquelas coisas do pai dele: ‘se você pedir uma medida protetiva, sua vida vai acabar. Meu pai liga na hora para o juiz’”, acrescenta Natália.
A influenciadora Gabriely Miranda e o jogador do Palmeiras Endrick estão juntos há seis meses. Em breve, o atacante se mudará para a Espanha, onde defenderá o Real Madrid, e Gabriely ainda está indecisa sobre acompanhá-lo nos primeiros meses da nova jornada. No entanto, ela afirma não estar preocupada com a distância, pois toda essa segurança é baseada em um contrato recentemente estabelecido entre eles.
A novidade foi revelada em uma entrevista que Gabriely concedeu nesta sexta-feira (12) ao Pod Delas, na qual Endrick também estava presente. Segundo ela, o contrato não estabelece um tempo determinado de duração e conta com detalhes como e-mail, RG, assinatura de ambos, entre outros elementos. A maioria das cláusulas foi escrita por Gabriely.
Endrick relatou que ficou surpreso com a proposta da namorada. “Na hora em que ela estava fazendo, achei que ela estava muito brava comigo. Porque ela demorou um pouco. Ela não me respondia. ‘Eu fiz alguma coisa errada’. E ela realmente fez um contrato.”
A primeira cláusula declara que eles estão em um relacionamento afetivo voluntário, baseado no respeito, compreensão e carinho, e comprometem-se com exclusividade afetiva, não mantendo relacionamento romântico ou íntimo com terceiros ou pessoas do passado.
Endrick ainda mencionou outras cláusulas, como a obrigatoriedade de dizer “eu te amo” em qualquer situação e andar sempre de mãos dadas. Gabriely falou sobre as proibições, destacando que é proibido discutir ou brigar na frente de outras pessoas e não pode haver uma mudança drástica de personalidade ou comportamento. Eles também concordaram em não dormir ou sair brigados.
O jogador explicou que, quando uma regra do acordo é quebrada, o infrator deve ser recompensado como forma de “pagar a multa”. “Quem não cumpre com isso, chega no final do mês tem que dar o que o outro quer. Tipo assim, eu pedi um fone da Apple e ela me deu”, explicou. Em uma das apostas perdidas por Gabriely, Endrick ganhou um Playstation 5 da influenciadora.
Investigações apontam que traficantes de drogas lucram com o transporte em áreas mal geridas pelo poder público paulistano há quase 25 anos
São Paulo – Objeto da investigação que resultou na Operação Fim da Linha, deflagrada na última terça-feira (9/4) contra duas empresas que operam linhas de ônibus nas zonas sul e leste da capital paulista, a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no bilionário sistema de transporte público paulistano começou há quase 25 anos, quando a gestão da ex-prefeita petista Marta Suplicy (2001-2004) decidiu regularizar os chamados perueiros, que faziam o transporte de moradores nos bairros de periferia, em cooperativas.
Ainda na década de 1980, estimava-se que 6 mil pessoas trabalhavam como perueiros na cidade, um modelo de transporte clandestino que surgiu com os donos de Kombis, também chamadas de peruas, que viram no rápido e desordenado crescimento das regiões periféricas de São Paulo, sem infraestrutura, uma oportunidade de ganhar dinheiro levando moradores desses novos bairros afastados até as áreas mais centrais da capital.
Regularização dos perueiros
Em 1990, a gestão da ex-prefeita Luíza Erundina, também eleita pelo PT, tentou regularizar os perueiros criando quatro linhas que ligavam os extremos sul e leste da cidade aos bairros de Santo Amaro e Itaquera, respectivamente, e cadastrou motoristas para operá-las. O programa foi expandido, mas não foi suficiente para acabar com os operadores clandestinos, diante do crescimento populacional dessas regiões.
Já no início dos anos 2000, em Diadema, cidade vizinha da capital e perto das represas da zona sul, um grupo começou a cobrar taxas de proteção de até R$ 15 mil por mês dos perueiros que operavam nas duas cidades. Esse grupo tinha entre os integrantes, segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Antônio José Muller Júnior, o Granada, que era integrante do PCC, facção criminosa que havia sido fundada em 1993 dentro do sistema prisional paulista. O negócio dos ônibus se mostrou lucrativo e, aos poucos, os filiados ao PCC passaram a operar também na zona leste.
Naquele período, já na gestão Marta Suplicy (PT), a Prefeitura empreendeu nova tentativa para acabar com os clandestinos e regularizar o sistema. Dessa vez, a medida deu certo. O então secretário de Transportes, Jilmar Tatto, negociou a criação de cooperativas de perueiros, que teriam de abandonar as Kombis e operar micro-ônibus.
Além disso, as cooperativas teriam contrato firmado com a Prefeitura, operando linhas com horários de partidas pré-definidos e itinerários determinados pela SPTrans, empresa municipal que administra o sistema de ônibus. Essas linhas fariam um serviço complementar ao atendimento dos ônibus tradicionais, que ligam os bairros ao centro, operando linhas menores, entre os bairros mais afastados e os terminais regionais.
PCC no volante
Para o Ministério Público, o PCC usou diversos métodos, da cooptação à ameaça, para assumir a presidência de parte dessas cooperativas que foram regularmente criadas no início dos anos 2000. A Prefeitura, contudo, não adotou nenhuma medida efetiva para coibir o ingresso de perueiros ligados ao tráfico de drogas no sistema. Granada, por exemplo, obteve cargo de diretor da Transmetro, cooperativa que se transformou na Cooperpam.
O ex-secretário Jilmar Tatto chegou a ser alvo de um inquérito policial com outras sete pessoas, suspeitas de ligação com o crime organizado. A polícia, entretanto, não reuniu indícios suficientes para denunciá-lo à Justiça.
Após a regularização, segundo o MPSP, os traficantes e assaltantes de banco filiados ao PCC passaram a ter segurança para investir nas cooperativas, mantendo ônibus tanto para arrecadar com o serviço de transporte de passageiro quanto para lavar dinheiro oriundo do tráfico e de outros crimes. Nesse esquema, motoristas de ônibus, que deveriam ser os verdadeiros cooperados, eram funcionários da facção ou laranjas.
Uma das provas dessa prática foi uma correspondência, descoberta em maio de 2012, entre dois dos membros da chamada “Sintonia Final Geral”, o núcleo de comando do PCC que fica abaixo apenas de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo da organização.
Na carta, em meio a ordens que incluem até a determinação de um assassinato, havia instruções para que Daniel Vinícius Canônico, o Cego, vendesse um micro-ônibus que mantinha na SPTrans e repassasse o dinheiro para a facção. No lugar do veículo vendido, ele receberia um micro-ônibus novo de Roberto Soriano, o Tiriça, chefão do PCC que hoje trava uma disputa interna com Marcola.
Sistema atual
Em 2013, com os protestos de junho contra o aumento de tarifas que paralisaram o país, a Prefeitura se viu pressionada a rever o custo das passagens e do sistema. Era a gestão do então prefeito Fernando Haddad (PT), atual ministro da Fazenda, e o secretário de Transportes era novamente Jilmar Tatto. Eles contrataram uma auditoria para tornar público todos os custos do transporte municipal. O trabalho apontou uma enorme confusão contábil nas contas das cooperativas e recomendou que a Prefeitura fizesse novos contratos com as empresas.
A ideia foi orientar que cooperativas se reorganizassem em empresas e disputassem a nova licitação que Haddad planejava para o sistema de ônibus, mas a proposta não prosperou após decisões do Tribunal de Contas do Município (TCM) e da Justiça que favoreceram os empresários das viações de ônibus tradicionais, contrários à nova licitação.
As cooperativas, porém, fizeram a parte delas e se reorganizaram em empresas a partir de 2015. Os integrantes do PCC, por sua vez, chegaram a espancar e até matar antigos perueiros que eram contrários à forma como essa nova organização estava ocorrendo, segundo o Ministério Público.
A antiga Cooperativa Paulistana, que atuava na zona leste, por exemplo, estava se transformando na empresa Allianz (que não tinha nenhuma ligação com a famosa seguradora de origem alemã com o mesmo nome). Um dos perueiros contrários, Sérgio da Conceição Nobre de Oliveira, de 36 anos, que já tinha até contratado advogado para contestar a mudança, foi morto na porta da garagem da empresa em fevereiro daquele ano.
Uma testemunha do caso que seria ouvida pelo MPSP foi espancada na sequência, paralisando as investigações.
Ao todo, a operação deflagrada na última terça-feira contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio de empresas de ônibus cumpriu quatro mandados de prisão e 52 de busca e apreensão na capital, no interior e no litoral paulista. Na mira dos investigadores estavam três sócios da Transwolff – todos presos – e um da UpBus, Silvio Luiz Ferreira, conhecido como Cebola, que está foragido.
O MPSP denunciou 26 pessoas das duas empresas por organização criminosa, extorsão, lavagem de capitais e apropriação indébita. Juntas, Transwolff e UpBus receberam mais de R$ 843 milhões em subsídios da Prefeitura da capital paulista, apenas 2023, para operar linhas nas zonas sul e leste. Na denúncia, a Promotoria arrolou como testemunhas o ex-secretário Jilmar Tatto e o presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União), que teve na Transwolff uma de suas bases eleitorais.
Lucia*, 34, tinha o sonho de ser professora e viu a oportunidade no concurso para a rede pública municipal de São Paulo, realizado no dia 8 de janeiro de 2023. Ela se preparou, foi aprovada na prova e nomeada no Diário Oficial do município em fevereiro de 2024.
Tudo se encaminhava bem até o início deste mês, quando recebeu o resultado de seu exame médico admissional: foi considerada inapta para a função por ter ansiedade.
Lucia faz acompanhamento psiquiátrico e tratamento com oxalato de escitalopram, um medicamento para tratar depressão e ansiedade. A Prefeitura de São Paulo, no entanto, considera os professores um dos grupos de risco para transtornos mentais e comportamentais, já que estas são as principais causas de afastamento do trabalho. Por isso, mesmo uma “psicopatologia leve com tratamento adequado” é uma condição que pode levar um candidato a ser considerado inapto para a função.
Fiquei frustrada quando vi o resultado. Me culpei por ter esse quadro psiquiátrico. Era meu sonho dar aulas, me preparei a vida toda para isso. Vários amigos me disseram que não deveria me sentir assim, porque era psicofobia. Não escolhi ter essa condição.” Lucia
Os exames admissionais foram feitos por uma empresa terceirizada, a Qualilog SSO Serviços Auxiliares Administrativos, que segue os protocolos técnicos da Cogess (Coordenação de Gestão de Saúde do Servidor), órgão responsável pelas perícias médicas de servidores públicos municipais e que homologa esses laudos.
O documento orienta que candidatos com sinais e sintomas de transtornos mentais ou história clínica pregressa de tratamento psiquiátrico devem ser encaminhados para avaliação de um médico perito especialista. Foi o que aconteceu com Lucia.
“Falei com o psiquiatra que me acompanha e ele me deu um laudo, informando que sou apta e que não tenho nenhum problema para ocupar o cargo. Mas, novamente, o médico não quis ver a documentação nem meus exames de sangue. Me perguntou qual a previsão de alta para a ansiedade e me dispensou depois de uma consulta de dez minutos”, relata.
Hoje, ela cumpre aviso prévio em seu trabalho, já que se demitiu para assumir o cargo na rede municipal. “Já tínhamos sido alocados, eu já sabia qual escola daria aula, só faltava passar pelo exame médico. Como não tenho comorbidades, nem me preocupei com isso e pedi demissão”, conta.
Ela começou a se angustiar com o resultado ao ver colegas que também passaram no concurso assumindo o posto.
Me preocupei se poderia ter relação com um câncer que tive em 2022. No exame admissional, levei PET-CT que fiz em janeiro, mostrando que estava em remissão. A médica nem quis olhar. Apenas me perguntou se eu tomava algum remédio e relatei o remédio para ansiedade.”Lucia
Lucia recorreu contra a decisão e aguarda o resultado do processo administrativo.
Dezenas de professores aguardam reconsideração do processo. A reportagem de VivaBem teve acesso a laudos e conversou com ao menos sete professores que na última semana tiveram exames admissionais reprovados por questões ligadas à saúde mental —de pessoas com “humor levemente ansioso” a depressão pós-parto.
José*, 50, foi diagnosticado com TEA (transtorno do espectro autista) há três anos. Na mesma época, decidiu correr atrás de um sonho de vida e dar aulas. Realizou concursos do estado e do município.
Como PCD, ele passou por uma perícia adicional para atestar compatibilidade com o cargo. Mesmo com resultado positivo, foi considerado inapto. No laudo, a perícia aponta que ele faz acompanhamento psiquiátrico e alega “prejuízo para relações interpessoais”.
É uma situação estranha, pois passei também no concurso do estado de São Paulo e também fiz perícia, e no estado recebi o apto. O que mais me dói é a prefeitura falar em acolhimento, em cuidar das nossas crianças e ignorar que, apesar de eu ser autista, posso contribuir muito nesse mesmo aspecto. É como se minha vida fosse resumida por uma sigla no meu nome, que é PCD.” José
Possíveis recaídas também são argumentos para reprovação
Mariana*, 26, fez o concurso em busca de estabilidade e plano de carreira, mas também por uma missão. Com formação básica em escola pública, ela gostaria de retribuir o trabalho de bons professores que teve na rede. Aprovada na prova, ela foi aconselhada por colegas a não mencionar nos exames de admissão um tratamento para ansiedade.
Foi meu primeiro concurso. [Meus colegas] me acharam ingênua por ter sido honesta por minha condição de saúde. É de conhecimento na ‘rádio peão’ que você não pode falar disso. Mas é o que sempre brinco: se você não tem ansiedade, ou você não exerce sua profissão direito ou não averiguou corretamente. É uma questão inerente à sociedade.” Mariana
No seu caso, ela iniciou o tratamento após algumas crises de ansiedade em 2019. “Estava passando por um momento turbulento, rotina exaustiva de trabalhar e conciliar com a faculdade. Sempre fui uma pessoa ansiosa, mas chegou a um ponto de somatização com sintomas físicos como náuseas e dificuldade de concentração. Foi quando procurei ajuda médica.”
Laudo de professora mostra que ela foi considerada inapta em concurso por risco de recidiva de tratamento de ansiedade Imagem: Reprodução
Informações UOL
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Atualmente, Mariana tem um quadro estável: está com a medicação sertralina ajustada, pratica atividades físicas e realiza sessões semanais de psicoterapia. Ainda assim, o laudo médico a considerou inapta por possibilidade de recidiva.
Foi um baque muito grande. É um protocolo discriminatório e capacitista. E brinco que também vidente: como eles sabem antes que posso desenvolver uma recaída?” Mariana
“Nem mesmo nos meus períodos mais instáveis, nunca me afastei do trabalho. Procurei ajuda médica exatamente por não querer que minha ansiedade atrapalhasse minhas atividades laborais. Me sinto punida por buscar tratamento”, diz a professora.
Psiquiatra diz que protocolo é “psicofóbico”
O médico psiquiatra Eduardo Tancredi diz que nenhuma pessoa que apresenta um quadro de neurodiversidade, seja ansiedade, depressão, transtorno de espectro autista ou TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade), tem contraindicações laborais quando bem tratadas.
“Esse processo tem um filtro muito grande que coloca em uma condição preconceituosa quem tem qualquer questão de saúde mental. A maior parte dos transtornos mentais são depressão e ansiedade, condições em que normalmente os riscos envolvidos são maiores para as pessoas que sofrem do que para outras pessoas”, diz o médico.Continua após a publicidade
É como barrar um candidato por diabetes ou hipertensão. São doenças crônicas, mas que não impedem as pessoas de trabalhar.”Eduardo Tancredi, psiquiatra
Para o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), mais do que um filtro rigoroso, o protocolo da prefeitura revela psicofobia. Ele cunhou o termo para falar sobre o preconceito ou discriminação contra pessoas com transtornos ou deficiências mentais.
É caso a caso. O protocolo deveria avaliar se aquela pessoa deveria exercer ou não aquela função, não decretar que um grupo jamais poderia assumir aquela profissão. A incidência de ansiedade na população é de 13%. Isso quer dizer que 30 milhões de pessoas estão inabilitadas? Este estigma é absurdo.” Antônio Geraldo da Silva, psiquiatra
O psiquiatra também rejeita o argumento de laudos que preveem risco de recidiva e lembra que os professores formam uma das categorias que mais sofre de burnout. “Eles não podem fazer previsão de futuro. É impossível prever que alguém que teve um quadro de ansiedade vai ter novamente, mas o que posso tentar entender é por que o ambiente de trabalho do professor é tão ansiogênico.”
“Se tantas pessoas estão adoecendo em uma mesma categoria, talvez algo esteja errado com o sistema. É necessário entender como essa categoria está sendo cuidada, em quais condições trabalha, como está sendo remunerada em vez de barrar contratações com possíveis riscos.”
Em SP, quase 9.000 professores pediram readaptação funcional
As reprovações podem estar relacionadas ao grande número de readaptações funcionais e licenças médicas concedidas a professores, diz Michele Rosa, diretora do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo).Continua após a publicidade
Em 2022, 7.654 professores estavam em readaptação funcional, entre definitivos ou temporários.
Em 2023, 8.975 professores estavam nesta situação.
Com relação às licenças médicas, foram mais de 131 mil pedidos de licença médica por doença de professores da rede municipal em 2022.
Já no ano passado, foram mais de 120 mil.
O número de profissionais que afastados é muito grande. A administração parece estar sendo mais rigorosa com essas perícias para evitar isso. Mas não faz sentido barrar pessoas com quadro de ansiedade se o médico que faz acompanhamento relata que esse CID apresentado não traz prejuízo.” Michele Rosa, diretora do Sinpeem
“O licenciamento de professores é alto por vários motivos, como as condições de trabalho e naturalmente porque somos a maior pasta, se você comparar com outras secretarias”, defende.Continua após a publicidade
Em nota enviada à reportagem de VivaBem, a prefeitura diz que o exame pericial de ingresso visa avaliar a capacidade laborativa no instante do exame e a presença de “lesões potencialmente incapacitantes ou que possam vir a sofrer agravamento pelo exercício da função”, além de “consequências negativas para o serviço público, por conta de incapacidade laboral e afastamento precoce de candidato recém-ingresso aos quadros”.
“O cargo de professor, por tratar-se de atividade que envolve supervisão e contato direto com crianças e adolescentes, exige plenas condições de saúde mental para seu desempenho, não cabendo o ingresso de candidatos com quadro psiquiátrico ativo no momento do exame, bem como outras patologias médicas, tais como doenças ortopédicas, neurológicas, cardiológicas”, diz a nota.
O texto afirma ainda que, no período de 23 de fevereiro a 13 de março de 2024, foram realizados 6.165 exames. Apenas 2,7% dos candidatos submetidos a exames admissionais, diz a administração, foram considerados inaptos no exame inicial por terem variadas patologias.
“Os pedidos de recurso nos casos de inaptidão estão em andamento, sendo avaliados, conforme legislação de base, por junta médica composta por três membros da equipe pericial da Cogess.”
O sindicato dos professores municipais orienta que quem esteja na situação procure o motivo para a reprovação no laudo médico e entre com recurso para o pedido da reconsideração. Se ainda assim o resultado for negativo, a entidade recomenda entrar com ação judicial.
Michele Rosa pontua que a entidade não pode representar juridicamente os candidatos porque eles não estão vinculados oficialmente à categoria.Continua após a publicidade
*Os nomes foram alterados porque todos os professores entrevistados estão recorrendo à decisão em processos administrativos.
Cinco alvos da Operação Fim da Linha, que investiga suspeitas de envolvimento de duas empresas de ônibus de São Paulo com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), fizeram doações de campanha ao diretório municipal do antigo DEM. Esse diretório era controlado pelo presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), e a um ex-vereador do PT nas eleições de 2020. Os políticos afirmam que as doações foram declaradas e não há irregularidades.
Entre os doadores investigados pelo Ministério Público (MP) estão o presidente da Transwolff, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como “Pandora”, e o diretor da Cooperpam, Robson Flares Lopes Pontes, ambos presos preventivamente em 9 de abril. O MP acusa as duas empresas de participarem de um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas na capital paulista. Outra empresa envolvida é a UPBus. Todas as empresas foram alvo de intervenção pela Prefeitura de São Paulo.
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “Pandora” doou R$ 75 mil para a campanha de reeleição do vereador Antonio Donato (PT), atualmente deputado estadual em São Paulo. Em 2016, Donato também recebeu uma doação de R$ 10 mil de Jeová Santos da Silva, outro denunciado pelo MP. Donato é um dos coordenadores de campanha do pré-candidato a prefeito Guilherme Boulos (Psol), que tem o apoio do PT.
Donato declarou que as doações foram feitas legalmente e registradas na Justiça Eleitoral. Ele também afirmou que não estava ciente de nenhum problema com a Justiça envolvendo os doadores na época das doações.
Outros investigados doaram para o diretório municipal do Democratas, que posteriormente se fundiu com o PSL para formar o União Brasil. O diretório era presidido por Milton Leite, atual presidente da Câmara Municipal de São Paulo e um dos principais aliados do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O DEM da cidade de São Paulo recebeu R$ 50 mil de Moisés Gomes Pinto e R$ 40 mil de Cícero de Oliveira, sócios da Transwolff, que estão sendo investigados pelo MP e foram afastados da diretoria da empresa por ordem judicial.
Milton Leite também afirmou, em nota, que todas as doações ao partido foram feitas legalmente e declaradas à Justiça Eleitoral, que julgou as contas regulares.
O DEM também recebeu R$ 60 mil de Edimar Martins Silva, suspeito de ser uma espécie de “laranja” da empresa na suposta organização criminosa. Apesar de não aparecer na lista dos 29 denunciados pela Promotoria, Edimar teve os bens bloqueados. Outras pessoas associadas à Transwolff doaram ao partido, mas não foram citadas diretamente na denúncia do MP. Considerando todas essas doações, o DEM recebeu R$ 210 mil.
A análise da prestação de contas do DEM ao TSE mostra que os recursos dessas doações foram direcionados para alguns candidatos específicos. Um deles é o vereador Adilson Amadeu (União Brasil), que recebeu R$ 50 mil de Moisés Gomes Pinto. Amadeu afirmou que as doações foram encaminhadas pelo partido de forma indireta e respeitaram a legislação vigente.
Marcelo Elias Cury, jornalista, também recebeu recursos de Robson Pontes, da Cooperpam, e de Edimar Martins Silva. Cury concorreu como “Xerife Marcelo Cury” nas eleições, mas não foi localizado para comentar.
O presidente da Câmara, Milton Leite, recebeu R$ 300 mil do diretório municipal do DEM, mas a verba foi declarada como proveniente do fundo partidário. Sandra Tadeu (PL) também recebeu R$ 115 mil da representação do partido na cidade. Além deles, o partido também elegeu Ricardo Teixeira e Eli Corrêa (União Brasil) nas eleições.