No contexto da crise enfrentada pelo Rio Grande do Sul, um pedido de impeachment foi apresentado contra o prefeito Sebastião Melo (MDB) na Câmara dos Vereadores de Porto Alegre, na quinta-feira (23/5). As informações são do Metrópoles.
Brunno Mattos da Silva, secretário-geral da União das Associações de Moradores de Porto Alegre (Uampa), foi quem deu início à ação, alegando “negligência” nas estações de bombeamento e no sistema de drenagem da capital gaúcha.
Até o final da tarde de quinta-feira, somente 10 das 23 estações responsáveis pela drenagem das águas pluviais estavam em funcionamento em Porto Alegre.
No documento do pedido de impeachment, o solicitante, que também é membro da Juventude do Partido dos Trabalhadores (PT) em Porto Alegre, anexou documentos que afirmam que a prefeitura municipal foi alertada em 2018 sobre o risco de colapso no sistema de drenagem de água da capital gaúcha. Naquele momento, a administração estava sob a responsabilidade de Nelson Marchezan (PSDB).
Defesa do Prefeito Depois que o pedido de impeachment foi protocolado, o prefeito de Porto Alegre se defendeu e classificou a ação contra seu governo como uma narrativa devido às eleições municipais deste ano.
“Não vou entrar nessa narrativa de eleições”, afirmou Melo em uma entrevista à rádio Guaíba. “Eu tenho uma boa relação com o ministro Paulo Pimenta, mas o time dele daqui faz o contrário. Eu não vou entrar neste processo. Eu vou informar a sociedade sobre o que está acontecendo”, disse.
Segundo informações da CNN/Caio Junqueira, os representantes dos acionistas minoritários da Petrobras, Francisco Petros e Marcelo Gasparino, expressaram sua posição contrária à nomeação de Magda Chambriard para a presidência da estatal.
Petros votou a favor da nomeação de Chambriard para o conselho, mas se opôs à sua eleição como presidente. Marcelo Gasparino, por sua vez, se absteve nas votações.
Ambos já vinham destacando a necessidade de que o processo passasse por uma assembleia geral antes da aprovação no conselho. Caso contrário, considerariam uma usurpação do poder da assembleia pelo próprio Conselho.
A tese apresentada é a seguinte: como Jean Paul Orates e todo o conselho foram eleitos por voto múltiplo, se um conselheiro saísse (como ocorreu com Prates), todo o conselho deveria ser reavaliado.
Fontes internas da estatal relataram à CNN que, em teoria, o conselho pode eleger o presidente e, na primeira assembleia, ratificar o nome, como é comum. No entanto, apontam que no sistema de voto múltiplo, uma nova eleição para a presidência pode alterar o resultado anterior. Nesse cenário, uma nova assembleia seria necessária.
O receio, segundo os relatos internos, é que o conselho esteja evitando convocar a assembleia porque o Supremo Tribunal Federal recentemente validou a Lei das Estatais neste mês. Existe o risco de o presidente do Conselho, Pietro Mendes, ser submetido a escrutínio caso a assembleia seja realizada.
Um adolescente de 16 anos foi apreendido na noite de quinta-feira (23/5) em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, após assassinar seus pais a marteladas e incendiar o quarto onde eles dormiam, conforme noticiado pelo jornal O Globo. Este é o segundo caso semelhante ocorrido nesta semana.
O crime ocorreu por volta das 22h e, segundo a investigação da Delegacia de Homicídios da Capital, foi motivado por uma discussão familiar. Em depoimento, o adolescente afirmou que a tragédia começou quando ele se recusou a ir à escola, alegando que precisava descansar para uma aula de jiu-jitsu. Os pais, insistindo para que ele fosse à escola, teriam provocado a violenta reação do jovem.
Após cometer o duplo homicídio com um martelo, o adolescente saiu para lanchar com um amigo, retornando em seguida à residência na Estrada da Ligação. Ao voltar, ele ateou fogo no quarto do casal, localizado no segundo andar da casa. Paradoxalmente, foi o próprio jovem quem acionou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para relatar o incêndio.
O adolescente está sob custódia, e o caso segue em investigação, deixando a comunidade em choque com a brutalidade do ocorrido e levantando questões sobre a crescente violência entre jovens.
Segundo caso da semana
Outro adolescente de 16 anos foi apreendido na madrugada de segunda-feira (20/5) após confessar ter assassinado seu pai, mãe e irmã em Vila Jaguara, Zona Oeste de São Paulo.
O jovem usou a arma de fogo do pai, membro da Guarda Civil Municipal de Jundiaí, para cometer o crime na sexta-feira (17/5), motivado pela raiva de ter seu celular confiscado pelos pais adotivos. O adolescente ligou para a Polícia Militar na noite de domingo (19/5) para se entregar. Os corpos dos familiares, encontrados em decomposição, apresentavam marcas de tiros.
Em cenário eleitoral, Bolsonaro teria 38,8% das intenções de voto contra 36% de Lula, caso o ex-presidente estivesse elegível. Foi o que apontou levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas nesta sexta-feira (24/5). Lula venceria Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, e ficaria à frente da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher e apontada como possível opção do partido desde que a inelegibilidade do ex-presidente foi decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com a pesquisa, no cenário estimulado contra Michelle, o presidente também teria 36% dos votos e a ex-primeira-dama, 33%. No entanto, tanto contra Bolsonaro quanto contra Michelle, o resultado pode ser considerado um empate técnico, uma vez que a diferença entre os candidatos fica dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos percentuais para menos ou para mais.
No cenário em que Lula enfrentaria Tarcísio de Freitas, o presidente apareceu com 36,9% das intenções de voto, contra 25,6% para o governador de São Paulo.
O levantamento apontou que Lula também seria vencedor se os adversários fossem os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema; do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; do Paraná, Ratinho Júnior; e de Goiás, Ronaldo Caiado. Ciro Gomes, que disputou as eleições de 2022, também seria derrotado pelo presidente.
Com relação à rejeição, Bolsonaro apareceu com o maior número de eleitores que “não votaria de jeito nenhum” no ex-presidente, com 48,4%. Lula apareceu com 47,4%, seguido por Michelle, com 45,8%. Tarcísio apareceu em quarto lugar, com 34,8%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 27 de abril e 1º de maio de 2024. Foram entrevistadas 2.020 pessoas com 16 anos ou mais, em 26 estados e no Distrito Federal. O intervalo de confiança é de 95%.
Uma fã da cantora americana Madonna relatou que perdeu o emprego após viajar ao Rio de Janeiro para assistir ao show da artista no último dia 4 de maio. Nas redes sociais, Maria Solange Paulino Amorim, que mora em Guarulhos (SP), disse, inicialmente, não entender o motivo pelo qual foi demitida.
– Gente, estou desempregada. Infelizmente, eu e minha colega fomos demitidas no dia 15 de maio. Mas quero entender o motivo pelo qual fui demitida. Nós dávamos o sangue pela empresa e, de repente, fomos demitidas – contou.
Depois da fala inicial, Maria Solange disse acreditar que tenha sido demitida por causa de algumas faltas que ela teve por viajar e por conceder algumas entrevistas sobre o show, e que entendia a questão. Ela disse, porém, que algumas das ausências tinham sido combinadas com sua então chefe.
– Tive umas faltas por ter dado algumas entrevistas, por ter viajado. Na verdade, até entendo por que fui demitida, mas a Jéssica [colega de empresa], que nunca faltou (…). Tive algumas faltas antes que foram comprovadas com atestado, porque fiquei doente. Outras [faltas] foram liberadas para as entrevistas pela minha minha chefe – justificou.
Ex-dependente química, Maria Solange viralizou em 2020 ao dançar a música Holiday, de Madonna, em um bar, para superar a morte do filho. O vídeo ficou famoso a ponto de ser compartilhado pela própria cantora americana. Após esse fato, ela realizou um tratamento contra as drogas em uma clínica em Araçoiaba da Serra, no interior de São Paulo.
*Pleno.News Fotos: Reprodução/Arquivo Pessoal // JC PEREIRA e Adão/AGNEWS/ AgNews
O Ministério Público do Rio Grande do Sul vai investigar a mulher que publicou um vídeo culpando a sexualidade do governador Eduardo Leite (PSDB), que é gay, pela tragédia no Rio Grande do Sul. A denúncia foi protocolada pela Aliança Nacional LGBTI+ e pela Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas na terça-feira (21 de maio de 2024).
“Ainda que a liberdade de expressão ou liberdade religiosa sejam direitos constitucionais, que envolvem o pluralismo de ideias e a livre manifestação dos indivíduos, não há nenhum direito que se revista de caráter absoluto, principalmente quando envolve questões de interesse público ou quando desrespeitados outras garantias da própria Constituição”, diz o documento.
Em imagens publicadas na internet, uma mulher que se identifica como Neiva Borges e diz ser moradora de Porto Alegre (RS) afirma que as enchentes são causadas pela “ira de Deus” pelo fato de Leite ser homossexual. O governador é casado com o médico Thalis Bolzan, primeiro-cavalheiro do Estado.
“Eu me envergonho por ser gaúcha, de ter hoje como governador o Eduardo Leite, cuja primeira-dama é outro homem, e eu quero alertar a igreja do Senhor na Terra, dizendo que esse pecado de ter colocado um homem, cuja primeira-dama é um homem, no poder, isso ativou a ira de Deus contra o povo gaúcho”, afirmou.
Na segunda-feira (20 de maio), a Aliança Nacional LGBTI+ já havia divulgado uma nota criticando o vídeo e pedindo às autoridades que investigassem publicações que incitassem discursos de ódio. Toni Reis, diretor-presidente da entidade, afirmou ser importante respeitar a religião de Neiva Borges, mas disse que a culpabilização da tragédia na sexualidade do governador é “degradante”.
“Nós temos que respeitar a religião de todos, mas culpar uma pessoa por sua sexualidade é algo muito forte, é muito degradante. Já pensou? Culpar as enchentes na sexualidade do governador é um absurdo. Tem que ter o freio da Justiça e do Estado”, afirmou.
Leite assumiu sua homossexualidade em 2021, durante entrevista ao jornalista Pedro Bial. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) fixou a tese de que condutas de ódio em razão da orientação sexual ou identidade de gênero de uma pessoa se traduzem como expressão de racismo. A pena para este crime pode chegar a 5 anos de prisão.
O Poder360 não conseguiu localizar a defesa de Neiva Borges. O espaço segue aberto para futuras manifestações.
A chuva que retornou com força a Porto Alegredesde a madrugada desta quinta-feira (23) voltou a deixar ruas e avenidas alagadas, preocupando a população de diversos bairros. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o volume de chuva em 15 horas ultrapassou os 100 milímetros na Zona Sul da capital.
Apesar dos impactos em boa parte da cidade, o prefeito Sebastião Melo (MDB) afirmou que a chuva não pegou o município de surpresa.
“A prefeitura não foi pega de surpresa, nós sabíamos que ia chover. Mas, agora, a quantidade de chuva foi excessivamente forte”, disse.
Jardim Botânico (Leste): 108,8 milímetros
Bairro Cristal (Sul): 108 milímetros
Bairro Partenon (Leste): 95,1 milímetros
Bairro Belém Velho (Sul): 75 milímetros
Bairro Serraria (Sul): 68,9 milímetros
Em alguns bairros, a água subiu pelos bueiros, alagando regiões que ainda não tinham sido afetadas. O diretor do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE), Maurício Loss, negou que tenha ocorrido um “colapso” no sistema de drenagem na cidade.
Segundo Loss, o barro levado pelas cheias das últimas semanas secou, trancando as galerias pluviais, que funcionam no escoamento da água da chuva.
“Há um grande acumulo de areia e de lodo depositados sobre essa rede, diminuindo ainda mais a eficiência dessa rede”, justifica Loss.
O órgão ainda afirma que o o elevado volume de chuva, o acúmulo de lixo nas ruas e redes pluvuais e restrições no funcionamento de casas de bombeamento – apenas 10 das 23 estações estão funcionando, segundo Loss – prejudicaram a saída da água, provocando o transborde.
Ruas voltam a alagar em Porto Alegre
Foram registrados problemas nas zonas central, Norte e Sul, em bairros como Centro Histórico, Menino Deus, Cidade Baixa, Praia de Belas, Ipanema, Cavalhada, São Geraldo, Moradas da Hípica, Santa Fé, Restinga, entre outros. Não há um levantamento oficial de quantos bairros foram afetados.
“Aquilo que era um problema das áreas alagadas estendeu-se, praticamente, a toda cidade com essa chuvarada”, disse Sebastião Melo.
Prefeito Sebastião Melo (MDB), ao centro, fala sobre novos alagamentos em Porto Alegre — Foto: Duda Fortes/Agência RBS
Diante desse cenário, o governo suspendeu as aulas nas redes pública e privada nesta sexta-feira (24). A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informou 86 ocorrências de alagamento, sendo 55 ruas e avenidas bloqueadas totalmente e 23 parcialmente.
O Guaíba chegou a sofrer umaelevação 14 centímetros apenas durante esta quinta, conforme a Agência Nacional de Águas (ANA).
Ruas de Porto Alegre alagam mais uma vez
O Rio Grande do Sul registra 163 mortes em razão dos temporais e cheias que atingem o estado desde 29 de abril. Em boletim divulgado às 9h desta quinta-feira (23), a Defesa Civil ainda informou que 72 pessoas estão desaparecidas.
Além disso, o estado registra 806 pessoas feridas e 647,4 mil pessoas fora de casa, somando quem está em abrigos e quem está desalojado, ou seja, está na casa de parentes ou amigos.
Presidente da Caixa alerta sobre limites de financiamento imobiliário e sugere emissão de títulos verdes
O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, expressou preocupação com a possibilidade de escassez de recursos para financiamento imobiliário a partir do próximo ano. Em uma coletiva de imprensa realizada na semana passada, Vieira afirmou que “os recursos estão no limite da capacidade de financiamento da habitação” e pediu ao governo federal alternativas para evitar uma crise no setor.
Uma possível solução seria a emissão de títulos verdes, com o banco preparando sua primeira emissão no exterior, ainda sem um valor definido. Paulo Rodrigo, vice-presidente de sustentabilidade e cidadania digital da Caixa, mencionou que a instituição realizará um road show nos Estados Unidos para atrair investidores, com o valor da emissão dependendo do interesse dos mesmos.
A carteira de crédito da Caixa atingiu R$ 1,144 trilhão, com 65,9% desse montante correspondendo à carteira imobiliária, que encerrou o trimestre com um saldo de R$ 754,3 bilhões. Este resultado representa um crescimento de 14,4% em 12 meses. Desse total, R$ 438 bilhões vieram de recursos do FGTS e R$ 316,3 bilhões do SPBE.
A Caixa detém quase 70% do mercado de crédito imobiliário do país. Segundo Inês Magalhães, vice-presidente de habitação da Caixa, são liberados em média 2.800 novos financiamentos por dia.
Com a alta da Selic nos últimos anos e os resgates recordes na caderneta de poupança, que é a principal fonte de recursos para habitação, o banco estatal preencheu o espaço deixado pelos bancos privados, aumentando sua captação por meio de LCIs, que têm um custo mais elevado.
De acordo com as regras do Banco Central, os bancos devem destinar 65% dos valores coletados nas contas-poupança dos clientes à linha de financiamento de imóveis do SPBE, que financia até 80% do valor do imóvel, com juros limitados a 12% ao ano e prazo de pagamento de até 35 anos.
A Caixa afirma que suas linhas de crédito estão ativas e as contratações seguem dentro da normalidade, obedecendo os critérios internos de governança, baseados no contexto de mercado e nas estratégias do banco. A demanda aumentada por essa linha de crédito resulta da retração na oferta de crédito imobiliário de outros agentes financeiros, trazendo mais clientes para a Caixa.
A Caixa também destacou medidas aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS, como o aumento do orçamento das linhas Pró-Cotista e a elevação do limite de valor do imóvel no Programa Minha Casa, Minha Vida, de R$ 264 mil para R$ 350 mil, para atender de forma complementar os clientes que anteriormente seriam atendidos exclusivamente com recursos do SPBE.
Empresa na Grande BH adota semana de quatro dias, com aumento na produtividade e satisfação dos funcionários
Imagine trabalhar apenas quatro dias e folgar três. A redução da carga horária, sem alteração de salário, já é realidade em empresas europeias e tem sido testada com sucesso por empresas brasileiras. A ideia, surgida em 2019 na Nova Zelândia e fortalecida durante a pandemia de Covid-19, chegou ao Brasil no final do ano passado.
O ‘4 Day Week Brasil’, o piloto pioneiro da semana de quatro dias no país, é conduzido pela ONG britânica 4 Day Week Global e pela brasileira Reconnect Happiness at Work. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) é responsável pela avaliação qualitativa do processo no Brasil, que conta com 21 empresas participantes, incluindo a MOL Impacto. Outras empresas também decidiram testar a estratégia fora do programa, como a AngloGold Ashanti, na Grande BH.
Em entrevista à Itatiaia, a CEO e cofundadora da editora MOL, Roberta Faria, detalhou a experiência, iniciada há cinco meses.
“Sempre tive o sonho de garantir o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal para mim e para os funcionários. Temos trabalhado internamente na MOL para isso acontecer e testar uma nova proposta para este equilíbrio. Aumentando as horas investidas em nós, investimos em nosso bem-estar,” afirmou a CEO. A entrega dos funcionários não foi comprometida com a redução de um dia trabalhado por semana, e a companhia registrou várias impressões positivas.
A semana de quatro dias foi adotada no setor de operações da MOL, que tem mais contato com clientes, parceiros e fornecedores externos.
“Ainda temos um mês para a avaliação final, mas conforme o projeto evoluiu, não colhemos nenhum dado que mostre impacto negativo em relação à semana de quatro dias na nossa empresa e na comunidade de clientes e fornecedores.”
No relatório divulgado pelo ‘4 Day Week Brasil’, o aumento significativo do tempo de qualidade com a família é mencionado como um dos principais benefícios, contribuindo para uma melhor qualidade de vida global.
Novo modelo testado na Grande BH
Além do projeto da 4 Day Week Global, outras empresas resolveram experimentar o modelo de quatro dias de trabalho, de segunda a quinta-feira. Para quem acha que a iniciativa só daria certo em empresas pequenas, uma companhia na Grande BH desafia essa ideia. Sem cortes de salários ou benefícios, a mineradora AngloGold Ashanti reduziu a jornada de cinco para quatro dias, diminuindo a carga horária de 44 para 40 horas semanais.
Em outubro do ano passado, a empresa começou a planejar a redução de jornada no escritório administrativo de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. Cerca de 300 funcionários participam do piloto, abrangendo os setores financeiro, de suprimentos, RH, sustentabilidade, projetos e outros administrativos da mineradora.
Em entrevista à Itatiaia, o vice-presidente de Recursos Humanos da AngloGold, Felipe Fagundes, explicou que o modelo já vinha sendo estudado desde a pandemia.
“Desde a pandemia, a empresa adotou o sistema híbrido, com dois dias de trabalho presenciais e três remotos. A primeira fase, da redução da jornada, ocorreu entre janeiro e fevereiro, quando tiramos as reuniões que aconteciam às sextas-feiras,” explicou Fagundes.
Em março e abril, a empresa adotou o trabalho remoto às sextas-feiras para todos os funcionários. Desde o final de abril, a AngloGold Ashanti implementou a redução de jornada para quatro dias.
Resultado positivo
Os resultados da redução de jornada mostram efeitos positivos tanto para a empresa, em termos de produtividade e entrega, quanto para os funcionários, que destacam o incentivo para se dedicar ao trabalho e o bem-estar por ter mais tempo para a família e para resolver compromissos particulares.
O vice-presidente de RH afirma que a produtividade não caiu e o engajamento dos funcionários cresceu significativamente. “Tudo que os funcionários entregavam em cinco dias, eles continuam fazendo na semana de quatro dias,” comparou o executivo. “O piloto tem duração de 90 dias, e até julho teremos uma resposta se ele deu certo para podermos implementar definitivamente,” apontou.
Um dos desafios para a AngloGold é ajustar a jornada menor no relacionamento com fornecedores. “Quando havia um prazo para entrega até o final da semana, para o fornecedor esse prazo é sexta, mas para nós vence na quinta.” Reavaliando critérios e ajustando expectativas, a empresa avança no desafio de engajar os funcionários com benefícios reais.
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) informou que pedirá a suspeição dos ministros Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo uso das expressões “desinteligência natural” e “burrice natural” durante a sessão da última terça-feira (21), que tornou a parlamentar ré pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.
– A postura relatada não corresponde àquilo que se espera de julgadores imparciais, de modo que entende estar caracterizada a suspeição dos ministros – disse Carla Zambelli, em nota.
Na última segunda (20), a Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, colocar a deputada federal e o hacker Walter Delgatti no banco dos réus. Eles responderão pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ao proferir seu voto, Cármen Lúcia fez uso da expressão “desinteligência natural” para se referir ao caso, e Alexandre de Moraes complementou o raciocínio da magistrada.
– Começo a não me preocupar mais só com a inteligência artificial, mas com a desinteligência natural de alguns que atuam criminosamente, além de tudo sem qualquer tracinho de inteligência – disse Cármen Lúcia.
– Vossa Excelência, sempre muito educada, disse “desinteligência natural”. Eu diria burrice mesmo, natural – afirmou Moraes.
Se for aceita a alegação de Zambelli de que Cármen Lúcia e Moraes são suspeitos, os ministros serão impedidos de julgar o processo criminal contra a deputada federal.
A PGR denunciou Carla Zambelli e Walter Delgatti após a conclusão do inquérito da Polícia Federal (PF) sobre a invasão ao sistema do CNJ. O objetivo do ataque hacker, segundo os investigadores, era descredibilizar o Poder Judiciário. Um dos documentos apreendidos pela PF foi um mandado falso em que Moraes determina e assina a própria prisão.
As diligências apreenderam com a deputada federal documentos que correspondem aos arquivos inseridos por Delgatti no sistema do CNJ, o que comprova, segundo a PF, o envolvimento da parlamentar na conduta criminosa.