Nota técnica diz que grupos hegemônicos e privilegiados foram beneficiados pela violência da discriminação racial
DPU não viu racismo em ofensa de homem negro | Foto: Pillar Pedreira/Agência Senado
A Defensoria Pública-Geral da União (DPU) se manifestou contra a possibilidade de “racismo reverso” em um caso de injúria racial que está sendo julgado no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL). A denúncia foi feita por um italiano contra um homem negro.
No dia 26 de junho, a DPU publicou uma nota técnica em resposta ao Instituto do Negro de Alagoas (Ineg-AL), que teve um pedido para trancar a ação negado pelo TJ-AL. Para o Ineg-AL, que defende o acusado, a denúncia é “esdrúxula”.
“Indiscutivelmente, a vontade do legislador que criminalizou o racismo foi a proteção de pessoas e grupos historicamente discriminados na sociedade brasileira”, afirma a nota. A DPU destaca que a lista de possíveis vítimas do racismo exclui grupos hegemônicos e privilegiados.
A nota técnica detalha que esses grupos foram beneficiados pela violência do racismo, que culminou na escravização de indígenas, africanos e afro-brasileiros, o que ainda favorece pessoas e instituições.
“Grupos beneficiados diretamente com a violência do racismo, cujo extremo foi a escravização de indígenas, africanos e afro-brasileiros, servindo de base para a construção de fortunas de pessoas e instituições até hoje favorecidas com a herança da nefasta economia escravocrata”, acrescentou a DPU.
Denúncia de racismo
O caso teve início em setembro do ano passado, quando um italiano denunciou o sobrinho de sua ex-companheira por injúria racial. Em maio deste ano, o TJ-AL negou um recurso do Ineg-AL para trancar a ação e manteve a denúncia.
O Tribunal declarou que “o crime em questão [injúria racial] pode ser cometido contra qualquer pessoa, independentemente da sua cor, raça ou etnia.”
O Ineg-AL afirmou que o acusado foi prejudicado em um negócio que envolveu um terreno e que tinha uma relação trabalhista com o italiano, e estuda levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Pelo menos 36 pessoas morreram em ataque russo a hospital infantil em Kiev, segundo o governo ucraniano
O presidente da Representação Central Ucraniano-Brasileira, Vitorio Sorotiuk, pediu na segunda-feira (8/7) a Lula que o governo brasileiro condene o ataque da Rússia a um hospital infantil em Kiev, capital da Ucrânia. Pelo menos 36 pessoas morreram, segundo o governo ucraniano.
“Em nome de 600 mil brasileiros descendentes de ucranianos, venho solicitar que o Brasil condene o ataque por míssil russo ao Hospital Ohmatdyt em Kyiv que ocorreu hoje oito de julho de matou dezenas de crianças, da mesma forma como vem condenando os ataques de Israel na faixa de Gaza e exija que a Rússia cesse com a agressão contra a Ucrânia”, escreveu Sorotiuk em mensagem ao gabinete presidencial.
De acordo com a prefeitura de Kiev, a Rússia disparou 40 mísseis contra o hospital. O governo local considerou o ataque como um dos piores desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, e afirmou que alas de oncologia, diálise e terapia intensiva do hospital pediátrico foram atingidas
A Rússia negou ter atingido prédios civis e atribuiu o bombardeio do hospital ao sistema de defesa ucraniano. “A destruição foi causada por um míssil ucraniano lançado por um sistema de defesa”, afirmou o Ministério da Defesa russo.
A Frente Ampla Democrática Pelos Direitos Humanos pediu à Justiça pagamentos de danos morais
A decisão é da 18ª Vara Cível de Brasília | Foto: Reprodução/Freepik
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) absolveu, na quinta-feira 4, uma ação pública contra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e do ex-secretário de Segurança Pública Anderson Torres. O processo contra os dois era sobre os protestos do 8 de janeiro de 2023.
A Frente Ampla Democrática Pelos Direitos Humanos pediu à Justiça pagamentos de danos morais e materiais a agentes públicos. O Poder Judiciário, contudo, negou tal solicitação.
A decisão é da 18ª Vara Cível de Brasília. A juíza Tatiana Dias da Silva Medina foi a responsável por assinar o parecer. No entendimento da magistrada, a petição inicial não reuniu requisitos necessários para a admissão do pedido contra Torres e Ibaneis. Com isso, a Justiça arquivou o processo.
“Cuida-se, portanto, de meio inviável para o aperfeiçoamento da relação processual”, escreveu Tatiana, em trecho de sua decisão. “Com o trânsito em julgado, arquivem-se os autos.”
A ação sobre o 8 de janeiro
Anderson Torres foi preso em janeiro e solto em maio de 2023 Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Inicialmente, o processo tramitou no Supremo Tribunal Federal (STF). Em fevereiro de 2024, porém, o ministro Nunes Marques, do STF, decidiu que o TJDFT era competente para julgar o caso.
Além do governador de Ibaneis Rocha e Anderson Torres, o pedido incluiu os nomes de
Fernando de Sousa Oliveira, ex-secretário-executivo de Segurança do DF;
Coronel Fábio Augusto Vieira, ex-comandante-geral da Polícia Militar do DF,
André Fernandes (PL-CE), deputado federal;
Clarissa Tércio (PP-PE), deputada federal; e
Sílvia Waiãpi (PL-AP), deputada federal.
A Justiça absolveu todos.
A vice-governadora do DF, Celina Leão (PP), disse a Oeste que quem “pagou” pelos atos de vandalismo que ocorreram nas sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro foi apenas o Distrito Federal.
“Só o DF pagou o preço pelo dia 8, mas tivemos falhas em todas as áreas”, afirmou Celina. “O governo federal falhou no Gabinete de Segurança Institucional, mas só nós pagamos o pato. Só o governador Ibaneis Rocha foi afastado. Mas houve justiça, e o nosso governador retornou.”
Depois dos ataques, o STF determinou o afastamento do governador Ibaneis Rocha. Ele só retornou ao posto mais de 65 dias depois. Nesse período, Celina assumiu o comando do Poder Executivo do Distrito Federal.
Itens como a boneca ‘Anabelle’ original, dos filmes “Invocação do Mal”, estão entre os itens danificados pelo fogo nesta terça-feira (9)
A Casa Warner, uma exposição interativa no Rio de Janeiro, foi destruída por um incêndio no início da madrugada desta terça-feira (9). A exposição apresentava personagens icônicos de filmes e séries da Warner Bros.
Entre os itens perdidos no incêndio estava a boneca Annabelle original, usada na série de filmes “Invocação do Mal”. A exposição de 1.500 m², montada no estacionamento do Shopping Nova América, na Zona Norte, incluía espaços dedicados aos heróis da DC, como Super-Homem e Mulher Maravilha, ao universo de Harry Potter, e aos personagens de Pernalonga e Scooby-Doo.
Na manhã desta terça-feira, a Rede Globo sobrevoou o local e mostrou os restos da van do Scooby-Doo e do batmóvel. A mostra, inaugurada em 14 de junho, estava programada para durar até agosto.
Ainda não se sabe como o incêndio começou, mas ninguém ficou ferido.
A exposição incluía:
Uma reprodução da Batcaverna com armaduras, aparelhos eletrônicos e armas do Batman, além de um batmóvel da série de Adam West.
A boneca Annabelle original, exibida em uma cristaleira com o aviso “não abra em hipótese nenhuma”.
Reproduções da plataforma 9¾, do chapéu falante e da capa da invisibilidade do universo de Harry Potter.
O sofá da série “Friends”, com o bar Central Perk ao fundo.
A porta do apartamento de Sheldon, da série “Big Bang Theory”.
A nave da série de animação “Rick & Morty”.
Os bombeiros foram acionados por volta das 2h45 e conseguiram controlar o fogo às 5h. Em nota, a direção do Shopping Nova América informou que o incêndio não atingiu outras áreas do estabelecimento.
PF descobriu paradeiro do traficante pois esposa compartilhou a localização dele por meio de redes sociais. O mesmo aconteceu em 2019
Preso na última semana pela Polícia Federal (PF), otraficante brasileiro Ronald Roland, suspeito de comandar um esquema de lavagem de dinheiro com empresas de fachada e abastecer cartéis de drogas no México, foi localizado pelos policiais após sua mulher compartilhar a localização do casal por meio das redes sociais. Na primeira vez em que Roland foi preso, em 2019, foi pelo mesmo motivo: a primeira mulher também compartilhou a localização do casal, e seu paradeiro foi descoberto.
A segunda mulher de Ronald Roland, Andrezza de Lima Joel, é dona de uma loja de biquínis que fica no Guarujá, no litoral de São Paulo. De acordo com a PF, a empresa foi usada no esquema de lavagem de dinheiro e chegou a comprar um avião de R$ 3 milhões.
O casal foi localizado em um prédio em Guarujá. Roland, a mulher e a filha estavam dormindo quando os policiais chegaram. Ainda de acordo com a polícia, em cinco anos, Roland movimentou uma fortuna de R$ 5 bilhões. A operação da Polícia Federal na semana passada aconteceu em sete estados, com apreensão de dinheiro, joias, armas, 34 carros, um barco e dois aviões. Oito pessoas foram presas.
Segundo a PF, a empresa de Andrezza, a loja de biquínis, também foi usada no esquema de lavagem de dinheiro. Em um único dia, recebeu R$ 200 mil em depósitos fracionados, feitos em um caixa eletrônico em Foz do Iguaçu. Andrezza também foi alvo dos policiais esta semana. Para ter ideia, essa loja de biquínis comprou um avião de R$ 3 milhões.
Primeira mulher compartilhou localização
Foi a segunda vez que Ronald Roland foi exposto por uma companheira. A primeira mulher de Ronald Roland também gostava de postar as viagens nas redes sociais. Em 2019, ele estava na lista de da Interpol e foi preso. Na época, ele estava com marcas roxas pelo rosto por causa de uma cirurgia plástica (foto em destaque), e a primeira mulher o marcou em uma rede social indicando o lugar onde eles estavam, na zona leste paulistana.
Ele foi liberado pela Justiça no ano seguinte, em 2020.
Ronald Roland, 50 anos, tem uma extensa ficha criminal. Até os anos 2000, Ronald era investigado pela Polícia Civil de São Paulo por crimes contra a ordem econômica: sonegação de impostos; corrupção ativa; associação criminosa; falsidade ideológica.
Em nota, a defesa de Ronald Roland e da esposa Andrezza afirmou que não vai se manifestar, ainda, pois não teve acesso a todo o processo.
Na última segunda-feira, 8 de julho de 2024, um evento triste ocorreu em Kiev, a capital da Ucrânia. O hospital pediátrico Ohmatdyt, reconhecido como uma das principais unidades de saúde do país, foi gravemente atingido por mísseis. Esta ação, que afetou grandemente a estrutura do hospital, foi condenada pelo governo brasileiro, entretanto, decidiu não citar Rússia.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que o ataque fazia parte de uma série maior, com mais de 40 mísseis disparados contra diversas cidades ucranianas naquela data. Além de danos a infraestruturas essenciais, casas e prédios comerciais também foram atingidos, resultando em pelo menos 20 vítimas fatais.
Qual foi a resposta do Itamaraty ao ataque?
O Itamaraty, em uma nota, condenou o ataque ao hospital e destacou o impacto devastador especialmente quando tais atos atingem áreas densamente povoadas e instalações voltadas para a saúde. A nota oficial apelou para que todas as partes envolvidas no conflito cumpram suas obrigações legais internacionais e busquem uma resolução pacífica para o conflito.
Ataque ao hospital pediátrico e o direito internacional
É importante pontuar que ataques em áreas civis, principalmente em instalações médicas, violam claramente o direito internacional humanitário. Essas normas foram criadas para proteger os indivíduos mais vulneráveis em tempos de guerra, incluindo crianças que dependem dos serviços de hospitais como o Ohmatdyt.
Hospitais, por sua função essencial de preservar a vida, possuem uma proteção especial sob as leis de guerra. A sua inviolabilidade é crucial para garantir que as vítimas de conflitos possam receber o tratamento necessário em tempos de extrema necessidade. Violações como esta não só exacerbam os efeitos do conflito na população civil como também representam descumprimento de acordos internacionais ratificados por numerosos países.
Em resposta à situação, o Ministério de Defesa da Rússia afirmou que a ofensiva era uma reação às supostas tentativas de Kiev de atacar instalações russas, embora tenham negado especificamente que os mísseis visavam o hospital. Esta defesa, contudo, foi vista com ceticismo pela comunidade internacional e não diminuiu a gravidade do ato nem a responsabilidade por essas violações.
Leia a íntegra da nota do Itamaraty:
“O governo brasileiro condena o bombardeio que atingiu hoje o hospital infantil Ohmatdyt, em Kiev, que resultou em número expressivo de vítimas fatais, incluindo crianças. O governo brasileiro reitera sua condenação a ataques em áreas densamente povoadas, especialmente quando acarretam danos a instalações hospitalares e a outras infraestruturas civis, e expressa sua solidariedade às vítimas e a seus familiares.
“O Brasil exorta as partes no conflito a cumprirem suas obrigações perante o direito internacional humanitário, inclusive a proteção especial conferida a instalações e unidades médicas, que devem ser respeitadas em todas as circunstâncias.
“O governo brasileiro continua a defender o diálogo e uma solução pacífica para o conflito na Ucrânia. Até que os atores relevantes se engajem de forma genuína e eficaz em negociações de paz, o Brasil reitera o apelo para que três princípios para a desescalada da situação sejam observados: não expansão do campo de batalha, não escalada dos combates e não inflamação da situação por qualquer parte.”
Recentemente, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tomou uma decisão que promete alterar significativamente a dinâmica do mercado de celulares no Brasil. No dia 21 de junho, a agência determinou que apenas equipamentos homologados poderiam ser comercializados em plataformas de e-commerce, implementando também a obrigatoriedade de exibição dos códigos de certificação nos anúncios dos produtos.
Esta medida, que visa combater a venda de aparelhos não autorizados, conhecidos popularmente como “celulares piratas”, gerou reações distintas entre gigantes do varejo online. Enquanto a Amazon obtecu uma decisão judicial favorável para continuar suas atividades, o Mercado Livre enfrentou um revés ao ter seu pedido de liminar negado.
Por que a Anatel Implementou Essas Restrições?
A iniciativa da Anatel segue após um estudo revelar números alarmantes relacionados à venda de celulares irregulares através de grandes e-commerces. Segundo o levantamento, mais da metade dos celulares anunciados na Amazon eram falsificados, e quase metade no Mercado Livre seguia pelo mesmo caminho. Esses números demostram não apenas uma questão de non-conformidade com as normas estabelecidas, mas também expõem os consumidores a riscos, visto que produtos não certificados podem não atender aos requisitos mínimos de segurança.
Qual o Impacto das Decisões Judiciais?
Após a publicação do despacho da Anatel, a Amazon rapidamente mobilizou-se nos tribunais e conseguiu uma liminar que impediu a aplicação das penalidades previstas, como multas e possíveis suspensões. No comunicado da 17ª Vara Cível Federal de São Paulo, foi determinado que a Anatel se abstivesse de aplicar qualquer medida punitiva contra a empresa, até que o processo seja julgado definitivamente.
Por outro lado, o Mercado Livre não teve a mesma sorte. A falta de uma decisão favorável não altera, porém, o compromisso da plataforma em oferecer produtos seguros e conformes, como destacado em seu programa de Proteção de Marcas e no Acordo de Cooperação (CAP), que visa intensificar o controle sobre os produtos comercializados.
Como as Empresas Estão Reagindo?
Apesar dos desafios impostos pela nova regulamentação, as plataformas de e-commerce estão se adaptando para cumprir as determinações e evitar penalidades. Segundo declarações recentes, essas empresas estão aprimorando seus sistemas de verificação de anúncios e reforçando as políticas de segurança, o que inclui a exclusão de anúncios irregulares e, em certos casos, até mesmo a banimento definitivo dos vendedores infratores.
A espera das decisões judiciais e a resposta das plataformas indicam um caminho de intensa fiscalização e adaptação às novas regras de comercialização de celulares. Este cenário não apenas redefine as responsabilidades dos varejistas online mas também ressalta a importância da conformidade com as regulamentações para a segurança do consumidor. Com a vigilância constante e o cumprimento rigoroso das normas, espera-se que apenas produtos certificados e seguros cheguem às mãos dos consumidores brasileiros.
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) procura evidências de que companhias áreas combinaram venda de bilhetes a valores mais altos
Companhias aéreas Gol e Latam são investigadas por preços de passagens elevados | Foto: Shutterstock
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) iniciou uma investigação para averiguar se as companhias aéreas Gol e Latam acordaram preços mais altos de passagens. Para isso, as duas empresas já forneceram arquivos detalhados de bilhetes vendidos dos últimos cinco anos.
A equipe do Cade pretende analisar os dados para determinar se os preços foram similares ao longo do tempo nas mesmas rotas e horários. A principal suspeita é que os sistemas informatizados de emissão de bilhetes tenham sido acertados para ajustar os preços.
A estratégia do Cade é inovadora — uma plataforma de inteligência artificial será utilizada para filtrar e compilar os dados.
Cade vai analisar preços de passagens
Sem provas de arranjo de preços por meio de mensagens ou chamadas telefônicas, os técnicos buscam identificar padrões de preços elevados por meio da análise de cada passagem vendida.
Uma hipótese é que os sistemas eletrônicos tenham sido programados para aumentar os preços, independentemente de horário ou demanda.
Para isso, o Cade vai analisar a taxa de ocupação dos voos ao longo do período e comparará ao volume de vendas de bilhetes das duas companhias. Normalmente, voos com baixa ocupação têm preços mais baixos para incentivar a venda, já que a lucratividade é alcançada com ocupação acima de 70%.
Se as suspeitas de cartel forem confirmadas através de algoritmos das plataformas de venda, o Cade terá de encontrar uma forma de responsabilizar as companhias aéreas.
Atualmente, a legislação exige provas formais, como interceptações telefônicas com autorização judicial ou trocas de mensagens por e-mail ou WhatsApp. Este seria um caso inédito, em que as provas viriam dos próprios sistemas informatizados das empresas.
A ação do Cade atende à pressão do governo e do Congresso sobre os preços das passagens aéreas, considerados sem justificativa plausível pelos parlamentares.
Evangélico, o chefão do tráfico conhecido como Peixão teria ordenado o fechamento de ao menos três igrejas no Complexo de Israel
Ao menos três igrejas católicas do Rio de Janeiro (RJ) suspenderam as atividades nesse sábado (6/7) após uma ordem do chefão do tráfico do Complexo de Israel, Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão.
Relatos de moradores dão conta de que bandidos armados foram até as paróquias comunicar a decisão do traficante. As informações são do jornal O Dia.
As paróquias Santa Edwiges, em Parada de Lucas, Nossa Senhora da Conceição e São Justino, e Santa Cecília, localizadas em Brás de Pina, publicaram comunicados em suas redes sociais sobre o cancelamentos de atividades.
A Paróquia Santa Cecília informou que todos os compromissos estariam temporariamente cancelados. Já a Santa Edwiges suspendeu uma festa julina que ocorreria neste fim de semana.
A Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São Justino pontuou que as missas, reuniões e demais atividades ficarão suspensas “até segunda ordem”. Os motivo dos fechamentos não foram informados nas publicações.
Chefão do tráfico, Peixão seria evangélico
O traficante Peixão é procurado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, suspeito de comandar a distribuição de drogas na região da Cidade Alta e Vigário Geral. O Metrópoles questionou a corporação sobre o fechamento das igrejas, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.
Segundo o portal G1, o traficante foi criado pela mãe, que é umbandista. Mas atualmente é evangélico e tem promovido atos de intolerância religiosa nas regiões sob seu comando.
Pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo, Ricardo Nunes, Guilherme Boulos e Datena Imagem: Edson Lopes Jr/Secom, Danilo Verpa/Folhapress e Zanone Freissat/Folhapress
Quatro pesquisas eleitorais para a eleição municipal em São Paulo foram divulgadas nas últimas duas semanas. Três apontam um cenário de estabilidade, com Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) empatados na liderança, e uma indica um empate triplo entre os dois pré-candidatos e Datena (PSDB).
Datafolha
Pesquisa divulgada nesta sexta (5) mostrou empate técnico entre Nunes e Boulos. O atual prefeito tem 24%, e o deputado federal, 23%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão empatados tecnicamente.
Os percentuais são parecidos com os da pesquisa anterior, divulgada no final de maio, em que Boulos tinha 24%, e Nunes, 23%. Os demais candidatos, Datena, Tabata Amaral (PSB), Pablo Marçal (PRTB), Marina Helena (Novo) e Kim Kataguiri (União), também oscilaram dentro da margem de erro em relação à rodada passada.
O instituto também testou um eventual primeiro turno sem Datena e Kim. A saída do apresentador beneficiaria principalmente Nunes, e a do deputado federal, Marçal, mas não seria o suficiente para mudar o jogo. Todos os nomes oscilaram dentro da margem de erro em relação ao cenário principal, com mais candidatos.
Candidaturas de Datena e Kim são vistas como incertas. O âncora do “Brasil Urgente” já desistiu de concorrer quatro outras vezes, e Kim não tem o apoio do diretório paulista do União Brasil, comandado pelo deputado estadual Milton Leite. Presidente da Câmara municipal, Leite apoiava a reeleição de Nunes, mas disse na última quinta que a relação entre os dois está “péssima” e que “todas as opções serão estudadas”, incluindo Marçal, Tabata e Boulos. Kim não foi citado.
Real Time Big Data
Divulgada no último dia 1º, a pesquisa também mostra Boulos e Nunes empatados na liderança. Nesse levantamento, o deputado federal tem 29% e o atual prefeito, 28%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.
Boulos tem mais votos no extremo-leste da capital, e Nunes, na zona oeste. Na região de Itaquera, São Mateus, Guainanases e Itaim Paulista, o psolista está 14 pontos a frente do atual prefeito (36% a 22%). Já na área que compreende Pinheiros, Perdizes, Butantã e Jaraguá, Nunes tem 13 pontos a frente de Boulos (33% a 20%).
Nunes vence todos os cenários de segundo turno em que aparece, exceto contra Tabata Amaral, com quem tem empate técnico. Já Boulos venceria Marçal, e empataria com Datena e Tabata.
Quaest
Pesquisa divulgada no último dia 27 mostrou um empate técnico triplo no primeiro lugar, entre Boulos, Nunes e Datena. O atual prefeito tinha 22% das intenções de voto; o deputado federal, 21%; e o apresentador, 17%. Como a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, os três estão empatados tecnicamente. Como essa foi a primeira pesquisa do instituto no município, ainda não é possível fazer comparações.
Resultado surpreendeu aliados e deu força para a candidatura de Datena, que já desistiu de se candidatar outras vezes. Ele entrou de férias de seu programa na Band, que só poderia apresentar até o dia 30 de junho, segundo a lei eleitoral. Na exibição do dia 29, ele se despediu dos espectadores de forma convencional, com um simples “até”, sem nenhum anúncio.
Nesta pesquisa, Nunes também vence todos os cenários de segundo turno. A Quaest testou seis cenários, e o atual prefeito venceria Boulos, Marçal, Tabata e Datena. Boulos venceria Marçal, mas perderia para Datena.
Paraná Pesquisas
Levantamento divulgado no último dia 25mostrou Nunes e Boulos tecnicamente empatados. O atual prefeito aparece com 28,5% das intenções de voto, e Boulos, com 25,9%. Como a margem de erro é de 2,6 pontos para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.
Na comparação com a rodada anterior, divulgada em maio, todos os candidatos oscilaram dentro da margem de erro, menos Pablo Marçal (PRTB). Ele, que tinha 5,1%, cresceu para 10%.
Nas simulações de segundo turno, Nunes vence Boulos e Tabata. Já Boulos venceria de Pablo Marçal, mas empataria com Tabata.