Hoje, 17 de agosto de 2024, o Brasil acordou com a triste notícia da morte de Silvio Santos, um dos maiores ícones da televisão brasileira, aos 93 anos. O apresentador e empresário, cujo verdadeiro nome era Senor Abravanel, faleceu deixando uma história rica de contribuições para a mídia e para a cultura popular no país.
Conhecido por seu carisma inconfundível e suas inovações no jeito de fazer televisão, Silvio Santos deixa uma marca irremovível na memória de diversas gerações de telespectadores. Sua trajetória é uma verdadeira história de superação e sucesso.
Silvio Santos: Trajetória de vida
A história de Silvio Santos começa em 12 de dezembro de 1930, no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes judeus, ele começou a trabalhar cedo para ajudar a família. Antes de conquistar a fama, Silvio teve diversas ocupações, incluindo trabalho como camelô, onde seu talento para a comunicação começou a se manifestar.
Em 1958, sua habilidade como locutor foi suficiente para ganhar um concurso de locutores na Rádio Guanabara, no Rio de Janeiro. Daí em diante, o jovem Senor Abravanel adotou o nome artístico de Silvio Santos e não parou mais de crescer no mundo da comunicação.
Seu maior feito foi a criação do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) em 1981, consolidando-se como uma das figuras mais populares do país. Com programas que atravessaram décadas, como o “Programa Silvio Santos”, ele se tornou sinônimo de entretenimento de qualidade e foi premiado diversas vezes ao longo de sua carreira.
Silvio Santos e sua enorme fortuna
A fortuna de Silvio Santos sempre foi motivo de curiosidade e especulação. Com uma trajetória marcada pelo sucesso nos negócios, ele acumulou uma grande quantidade de bens ao longo de sua vida. Estima-se que, em 2024, sua fortuna estivesse avaliada em bilhões de reais, somando investimentos em várias áreas, desde emissoras de TV até empresas de investimentos e hotéis.
Silvio Santos também foi conhecido por sua generosidade, realizando doações consideráveis para diversas causas sociais. Seu império empresarial inclui não apenas o SBT, mas também o Baú da Felicidade, Jequiti Cosméticos e várias outras empresas, configurando um dos maiores conglomerados de mídia e negócios do Brasil.
Quem São os Herdeiros de Silvio Santos?
Com a morte de Silvio Santos, surge a pergunta: quem são os herdeiros do legado deixado por ele? Silvio teve seis filhas com sua esposa, Iris Abravanel. São elas: Cíntia, Silvia, Daniela, Patrícia, Rebeca e Renata. Todas, de alguma forma, envolvidas em seus negócios, especialmente no SBT.
Patrícia Abravanel, por exemplo, já é uma figura consolidada na televisão e tem seguido os passos do pai na emissora. Rebeca também tem mostrado talento e carisma em diversas ocasiões, conquistando seu espaço diante das câmeras.
Cíntia: a filha mais velha, que inicialmente se manteve mais afastada dos holofotes, mas teve papel importante na administração de algumas empresas do grupo.
Silvia: tem trabalhado ativamente no SBT, além de outras iniciativas empresariais.
Daniela: assumiu um papel de destaque na gestão das empresas, especialmente no SBT.
Patrícia: figura pública e apresentadora do SBT, segue os passos do pai na TV.
Rebeca: também envolvida na televisão, mostrando carisma semelhante ao do pai.
Renata: contribui de maneira mais discreta, mas com importante papel nas empresas da família.
Como Silvio Santos transformou a televisão brasileira
Silvio Santos foi um inovador nato. Ele foi responsável por trazer formatos de programas que cativaram milhões de brasileiros, desde gincanas e shows de calouros até reality shows e novelas. Sua habilidade em se conectar com o público e sua visão empresarial foram cruciais para transformar o SBT em uma potência da televisão brasileira.
Além disso, Silvio sempre teve o dom de identificar talentos e apresentadores carismáticos, contribuindo para a formação de uma nova geração de estrelas da TV. Ele também soube manter a proximidade com o público, muitas vezes recorrendo à linguagem simples e ao bom humor, que o tornaram querido por todos.
O legado de Silvio Santos é, sem dúvida, um dos mais importantes da história da televisão no Brasil. Ele deixa saudade, mas também uma herança rica em entretenimento e inovação.
Operação ocorreu em Volta Redonda; Justiça condenou o executivo a 39 anos de cadeia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro
O ex-diretor da Petrobras Renato Duque | Foto: Reprodução/YouTube
A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã deste sábado, 17, o ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque, que estava foragido. O ato ocorreu em Volta Redonda (RJ).
Condenado a 39 anos de prisão, Duque é um dos principais personagens da Lava Jato.
Prédio da Polícia Federal | Foto: Montagem Revista Oeste/Shutterstock
A Justiça Federal de Curitiba expediu o mandado de prisão de Duque em dia 18 de julho, contudo, agentes da PF não encontraram o ex-diretor na ocasião. Conforme os autos, Duque foi condenado por crimes de corrupção passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro em um processo da Operação Lava Jato.
“A ação, portanto, cumpriu o mandado de prisão definitiva, que condenou o indivíduo a uma pena de 39 anos, 2 meses e 20 dias em regime fechado, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro”, informou a PF. “Após os procedimentos legais, o homem foi encaminhado ao sistema prisional do estado, em que permanecerá à disposição da Justiça.”
Renato Duque e Lava Jato
A primeira pena contra Duque ocorreu em 2015, durante a 10ª fase da Lava Jato. De acordo com o então juiz Sergio Moro, Duque estava envolvido em um esquema de pagamento de propina a funcionários da estatal, com destinação de recursos para financiamento político.
Em menos de um ano, Duque recebeu outra condenação, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro: 20 anos de prisão, três meses e 10 dias, inicialmente, em regime fechado. A decisão aconteceu durante a 14ª fase da Lava Jato.
Os restos mortais do cantor Claudinho, que fazia dupla com Buchecha, desapareceram do túmulo onde estavam enterrados no Cemitério Memorial do Carmo, na zona norte do Rio de Janeiro. Claudinho, que faleceu em 2002 aos 26 anos em um acidente de carro, foi sepultado em um jazigo perpétuo doado pela gravadora Universal Music.
Vanessa Alves, viúva do artista, descobriu a situação após assistir a um vídeo de um fã no YouTube que visitava a sepultura do funkeiro. Nas imagens, percebeu que outra pessoa estava enterrada no lugar de seu marido e, por isso, acionou a justiça.
O que aconteceu?
De acordo com o colunista Alessandro Lo-Bianco, no programa “A Tarde é Sua”, da RedeTV!, o jazigo de Claudinho teria sido vendido ilegalmente para outra família em 2021. Vanessa Alves afirmou: “Me informaram que fizeram a exumação após tentar contato com a família por telegrama. Fiquei muito triste. Por ser um jazigo perpétuo, eles não deveriam abrir”.
O processo judicial revela uma situação perturbadora. “Os restos mortais do cantor não estavam mais em seu jazigo, mas sim de outra pessoa, diante de uma situação perturbadora, que não só desrespeita o direito à memória e ao luto, mas também expõe falhas graves na administração dos cemitérios”, diz um trecho da ação.
Quem está enterrado no jazigo de Claudinho?
Atualmente, uma mulher identificada como Mercedes Lema Suárez de Mato está sepultada no local. Os restos mortais de Claudinho foram exumados e alocados em um ossário coletivo, junto com os de outras sete pessoas. A venda do jazigo ocorreu sem a autorização da família de Claudinho, o que causou grande indignação e tristeza.
Como a família e os fãs reagiram à notícia
O impacto da descoberta foi profundo tanto para a família quanto para os fãs de Claudinho. Além da dor do luto renovada, há um sentimento de injustiça e falta de respeito com a memória do artista. O caso está sendo investigado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, buscando esclarecer as falhas e desrespeitos ocorridos.
Para Vanessa Alves e muitos fãs, a questão vai além da perda física, representando um desrespeito à memória e à história de Claudinho. “É desolador ver como a administração dos cemitérios pode ser negligente com algo tão sensível”, desabafou Vanessa.
Além disso, a notícia trouxe à tona a importância de uma administração mais transparente e respeitosa dos cemitérios, reforçando a necessidade de regulamentações mais rígidas para evitar que casos semelhantes ocorram no futuro.
O desaparecimento dos restos mortais de Claudinho não é apenas uma tragédia pessoal para sua família, mas um alerta sobre a necessidade de cuidados e ética na administração dos cemitérios. O caso continua sendo acompanhado com atenção, esperando que a justiça traga respostas e, acima de tudo, respeito pela memória do cantor.
O apresentador estava internado desde o início de agosto, dias depois de receber alta médica devido a um quadro de H1N1
Silvio Santos, um dos maiores nomes da história da TV brasileira, morreu aos 93 anos, na madrugada deste sábado (17/8), após ser internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
O apresentador tinha voltado à unidade hospitalar no início de agosto, poucos dias depois de receber alta médica devido a um quadro de H1N1.
Silvio Santos deixa seis filhas, que vão continuar o legado do pai no comando do SBT.
Trajetória do Homem do Baú
Silvio Santos é um marco na história da televisão brasileira. Ao longo dos últimos 60 anos esteve no ar, com passagens pelas principais emissoras, incluindo a rede Globo, até criar sua própria rede: o SBT (Sistema Brasileiro de Televisão).
Porém, a própria trajetória de Senor Abravanel, nome real do apresentador, daria uma série de televisão. Ou melhor, deu um seriado (O Rei da TV) e um filme, que será lançado em 5 de setembro.
Filho do casal Alberto Abravanel e Rebeca Caro, Senor Abravanel nasceu no Rio de Janeiro em 12 de dezembro de 1930. Desde cedo se envolveu nos negócios para ajudar a família.
Um dos capítulos mais conhecidos de sua vida envolve a juventude, quando trabalhou como camelô nas ruas da capital carioca – vendendo capas para Títulos de Eleitor.
O nome artístico Silvio Santos surgiu quando a carreira no rádio e televisão virou uma opção para o vendedor aumentar seus lucros. Assim, Silvio, depois da parceria com Manoel da Nóbrega, estreou nas telinhas em 1962, no programa Vamos Brincar de Forca, na TV Paulista. No ano seguinte, estreou o Programa Silvio Santos, que, desde 1963, está no ar no país.
Para Maurício Stycer, biógrafo do apresentador e autor do livro Topa Tudo Por Dinheiro, Silvio buscou a televisão e o rádio como uma maneira de ampliar os negócios e conseguir o próprio canal.
Percebendo o sucesso da empreitada, Silvio Santos decidiu dobrar a aposta e passou a lutar para criar uma rede de televisão.
O sonho começou em 1976, quando o general Ernesto Geisel, um dos presidente do período da ditadura militar, concedeu ao comunicador a TVS (TV Studios) do Rio de Janeiro. Quase cinco anos depois, em 1981, o Patrão fundou o SBT.
No SBT, Silvio criou um jeito próprio de fazer televisão. Com mudanças na grade, pouco espaço para jornalismo, programas inovadores e apostas que poucos fariam, como o seriado Chaves e as novelas mexicanas.
Em sua emissora, lançou nomes como Gugu Liberato, Celso Portioli, Eliana, Mara Maravilha e, mais recentemente, Maisa e Larissa Manoela.
Presidente do Brasil?
Em 1989, na primeira eleição presidencial do Brasil após a ditadura militar, uma surpresa ocorreu: Silvio Santos decidiu sair candidato ao cargo de presidente da República.
Faltando menos de um mês para o primeiro turno, setores do Partido da Frente Liberal planejaram lançar a candidatura do empresário Silvio Santos, filiado à legenda desde 1988. Porém, o comunicador sairia por outra agremiação: o Partido Municipalista Brasileiro (PMB).
O PMB havia lançado Armando Correia, que se dispunha a renunciar. Assim, foi criada a chapa com Silvio Santos e o senador paraibano Marcondes Gadelha como vice.
A entrada de Silvio na corrida eleitora causou impacto e a Justiça Eleitoral recebeu 18 pedidos de impugnação da chapa. De acordo com pesquisas realizadas na época, a candidatura de Silvio Santos atingiu a preferência de cerca de 30% do eleitorado.
Contudo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou a candidatura ilegal, por não respeitar o prazos previstos em lei. Assim, em 9 de novembro de 1989, em decisão unânime, a Corte impugnou a chapa Silvio Santos-Marcondes.
A eleição ocorreu em 15 de novembro de 1989. Ao fim do processo, Fernando Collor de Mello foi eleito presidente da República.
De acordo com a agência, medida tem o objetivo de ‘evitar anormalidades’ nas atividades da companhia aérea
A companhia aérea Voepass, que operava o avião que caiu em Vinhedo (SP), foi fundada na década de 1990 em Ribeirão Preto (SP). É considerada a mais antiga em operação no país | Foto: Reprodução/Instagram
Uma semana depois do desastre aéreo envolvendo um avião da Voepass em Vinhedo (SP), que resultou na morte de 62 pessoas, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) iniciou uma operação assistida para reforçar a monitorização dos serviços oferecidos pela companhia aérea.
A Anac afirmou que a medida visa “evitar anormalidades na operação” e “manter a prestação do serviço da Voepass em condições adequadas”.
A decisão foi divulgada depois de uma reunião com a Voepass, realizada nesta sexta-feira, 16. No entanto, a Anac não especificou como será conduzido esse monitoramento mais rigoroso ou como ele difere do acompanhamento habitual.
Em nota, a Anac declarou que o gerenciamento da segurança na aviação civil é uma atividade contínua, realizada de forma constante pelos órgãos que compõem o sistema de aviação brasileiro.
“Por sua vez, os operadores aéreos, entre eles a Voepass, têm de enviar constantemente dados de desempenho de sua frota à Anac, o que inclui eventuais interrupções mecânicas, indisponibilidades de aeronave ou dificuldades em serviço”, afirmou a agência. “No atual contexto pós-acidente aéreo, e considerando aspectos de fatores humanos, a agência entende ser importante a intensificação da vigilância continuada e do monitoramento do serviço prestado pela empresa, estabelecendo parâmetros para evitar anormalidades na operação.”
Acidente com avião da Voepass está sendo investigado
Avião da Voepass que caiu em Vinhedo era do modelo ATR-72, um bimotor com sistema de hélices | Foto: Reprodução/Redes sociais
A causa do acidente ainda está sob investigação pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira (FAB) responsável por analisar acidentes aéreos.
Especialistas sugerem que a formação de gelo nas asas pode ter causado a perda de sustentação da aeronave, levando à queda.
O modelo ATR-72, utilizado no voo, é mais suscetível à formação de gelo devido à altitude de operação. No dia do acidente, a Rede de Meteorologia da Aeronáutica (Redemet) havia emitido um alerta sobre a possibilidade severa de formação de gelo.
O alerta não impede a decolagem, pois as aeronaves possuem sistemas para evitar a formação de gelo. As investigações irão verificar se o sistema da aeronave estava funcionando corretamente.
As condições climáticas no dia do acidente eram atípicas, com alta umidade e uma frente fria.
De acordo com informações do jornal Estadão, o meteorologista Humberto Barbosa, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), analisou que a aeronave enfrentou uma zona meteorológica crítica por 9 minutos, atravessando nuvens supercongeladas de até -40 graus.
O empresário Michael Klein, ex-CEO do grupo Casas Bahia, está no centro de mais uma controversa disputa judicial com seu irmão, Saul Klein. Em uma série de eventos recentes, um novo mandado de busca e apreensão foi cumprido na sede da empresa varejista em São Caetano do Sul, São Paulo.
De acordo com informações exclusivas do portal LeoDias, o mandado de busca foi expedido na última quarta-feira (14/8) e executado nesta sexta-feira (16/8). Esse é mais um capítulo no já conturbado processo de inventário da herança de Samuel Klein, falecido em 2014, no qual Saul acusa Michael de falsificação de assinaturas para benefício próprio.
Busca e Apreensão na Sede das Casas Bahia
Na manhã desta sexta-feira (16/8), a sede das Casas Bahia em São Caetano do Sul amanheceu sob a presença de agentes policiais, cumprindo um mandato de busca e apreensão que promete trazer novas reviravoltas à disputa pela herança de Samuel Klein.
As investigações estão focadas em documentos que poderiam provar as alegações de Saul Klein contra seu irmão. O clima na empresa é tenso, e há a expectativa de que novas operações policiais sejam realizadas nos próximos dias.
Qual a Origem da Disputa entre Michael e Saul Klein?
A rixa entre Michael e Saul Klein teve início logo após a morte de seu pai, Samuel Klein, em 2014. A fortuna deixada por Samuel gerou uma batalha legal intensa, com acusações mútuas de má-fé e irregularidades no inventário.
Michael Klein: Acusado de falsificação de assinaturas no inventário
Saul Klein: Principal acusador no processo judicial
Samuel Klein: Fundador das Casas Bahia, falecido em 2014
Saul afirma que Michael usou documentos falsificados para desviar parte da herança em seu favor, algo que Michael nega veementemente. A Justiça agora busca esclarecer essas questões, e os recentes mandados de busca e apreensão são passos importantes nesse processo.
Quais as Consequências para as Casas Bahia?
As constantes disputas judiciais entre os irmãos Klein têm gerado uma série de impactos negativos para a empresa Casas Bahia, conhecida por ser uma das maiores redes de varejo do Brasil.
Imagem Corporativa Abalada: A exposição midiática tem afetado a reputação da empresa.
Insegurança Administrativa: A briga familiar tem gerado insegurança entre os colaboradores.
Impactos Financeiros: Possíveis desfalques podem afetar o caixa da empresa.
Os consumidores e funcionários da Casas Bahia aguardam ansiosamente por um desfecho positivo, que possa dar estabilidade e foco para o futuro da empresa.
O Que Esperar dos Próximos Capítulos?
A disputa entre Michael e Saul Klein está longe de ser resolvida. Com novas operações policiais previstas e um processo judicial que promete se estender, a expectativa é que surjam mais informações nas próximas semanas que possam esclarecer os pontos controversos.
Até lá, o público segue acompanhando de perto cada movimentação, esperando por justiça e, quem sabe, uma conclusão para a longa batalha pela herança de Samuel Klein.
Trata-se de uma resposta à decisão da maioria dos ministros do Supremo de suspender o pagamento das emendas impositivas, nas quais estão incluídas as chamadas “emendas Pix”.
A PEC foi aprovada pelo Senado em novembro de 2023 e, desde então, estava parada na Mesa Diretora da Câmara. Nesta sexta, Lira finalmente despachou a proposta para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Lira liberou PEC das decisões monocráticas na sexta-feira (16/8)
A PEC limita decisões monocráticas (individuais) no Supremo e em outros tribunais superiores, caso ocorra a suspensão da eficácia de leis aprovadas pelo Congresso. A proposta já foi criticada publicamente por ministros do STF.
A expectativa é que, com o início de sua tramitação, a PEC seja aprovada com facilidade na Câmara. Uma pesquisa da Quaest mostrou que 72% dos deputados defendem limitar as decisões monocráticas de ministros do STF.
Lira envia outra PEC
Além da PEC que acaba com as decisões monocráticas das Cortes superiores, Lira também enviou à CCJ da Câmara uma outra proposta sobre o Supremo, protocolada no sábado (10/8) pelo deputado Reinhold Stephanes (PSD-PR).
A segunda PEC permite que decisões do STF “no exercício da jurisdição constitucional em caráter concreto ou abstrato” possam ser sustadas por até quatro anos pelo Congresso Nacional.
Nesta sexta, o plenário virtual do STF referendou a decisão monocrática de Flávio Dino que suspende do pagamento das emendas impositivas até que o Congresso crie regras de transparência para liberação dos recursos.
A partir da próxima sexta-feira (16 de agosto) serão liberadas as propagandas para as eleições municipais de outubro, que tem tudo para serem impactadas pelas novas tecnologias de inteligência artificial (IA). Esta será a primeira vez que um pleito no Brasil terá diretamente a interferência dessas inovações, capazes de produzir imagens e sons sintéticos muito próximos do real. As propagandas vão até o dia 30 de setembro.
Com a ausência de leis específicas sobre IA no país, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu se antecipar e aprovar regras que regulem o uso dessas tecnologias nas campanhas eleitorais. De acordo com as novas normas, qualquer utilização de “conteúdo sintético multimídia” gerado por IA deve ser acompanhada de um alerta sobre sua utilização, independente do tipo de propaganda eleitoral.
Como a Inteligência Artificial Impacta as Propagandas Eleitorais?
Reprodução/TSE
No rádio, por exemplo, sons criados por IA devem ser anunciados ao ouvinte antes da propaganda ir ao ar. Para imagens estáticas, é exigida uma marca d’água, enquanto que materiais audiovisuais precisam fazer o alerta prévio e estampar a marca d’água. Em materiais impressos, o aviso deve ser incluído em cada página que contenha imagens geradas por IA.
Em caso de descumprimento, qualquer propaganda pode ser retirada de circulação, seja por ordem judicial ou iniciativa dos próprios provedores de comunicação, conforme a resolução eleitoral que trata do tema.
Quais São as Proibições Específicas Relacionadas à IA?
Além da vedação à desinformação em geral, as novas regras proibem explicitamente o uso de deep fake. Isso inclui “conteúdo sintético em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos, que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente, ainda que com autorização, para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia”. As consequências para o não cumprimento dessa regra são graves, podendo incluir a cassação de candidatura e até investigação por crime eleitoral.
Propagandas feitas com IA devem seguir as mesmas regras que os demais tipos de material, como incluir a legenda partidária e serem produzidas em português. Nenhuma propaganda pode empregar meios publicitários destinados a criar artificialmente estados mentais, emocionais ou passionais na opinião pública. Também é proibido o anonimato e a veiculação de preconceitos ou discriminação de qualquer tipo.
As campanhas nas ruas têm regras específicas para não perturbar o sossego público, como a proibição de algazarras e abusos de instrumentos sonoros. Outdoors, telemarketing e showmícios continuam proibidos, assim como a utilização de artefatos que se assemelhem a urnas eletrônicas. Caminhadas, passeatas e carreatas estão liberadas, mas somente entre 8h e 22h, até a véspera da eleição.
Como Denunciar Irregularidades na Propaganda Eleitoral?
Qualquer cidadão pode denunciar irregularidades à Justiça Eleitoral por meio do aplicativo Pardal, disponível para Android e iOS. Além disso, o TSE disponibiliza o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), que pode ser acionado em casos de desinformação, ameaças à democracia, uso irregular de IA, discursos de ódio e recebimento de mensagens irregulares.
Todas essas informações detalhadas sobre as normas de propaganda eleitoral podem ser encontradas na resolução publicada no portal do TSE, e numa cartilha produzida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).
Propagandas devem incluir alerta sobre o uso de IA
Deep fake é expressamente proibido
Caminhadas e carreatas são permitidas com restrições de horário
Denúncias podem ser feitas pelo aplicativo Pardal
As eleições de 2024 trazem uma nova era para o uso de tecnologia nas campanhas eleitorais, com regras claras para garantir um processo seguro e transparente. Fique atento e participe de forma consciente!
Nesta quarta-feira (14), a filha do jornalista Oswaldo Eustáquio sofreu um mandado de busca e apreensão na residência da família, em Brasília.
E houve um fato estarrecedor que veio a público somente nesta quinta-feira (15), em entrevista da Dra. Tanieli Telles, advogada da família Eustáquio.
Mariana Eustáquio sofreu revista íntima durante a ação da Polícia Federal.
Cabe ressaltar que a revista pessoal/íntima foi totalmente desproporcional a situação, visto que, o mandado de busca era para passaportes, os quais já haviam sido entregues, e eletrônicos.
A revista íntima contra menores é um tema totalmente controverso, sendo discutido inclusive no próprio STF, onde o mesmo se posicionou contrário, sendo suspenso inclusive em presídios pelo país.
O Art. 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento é considerado crime e pode ter uma pena de detenção de seis meses a dois anos.
Após a revista, o constrangimento desencadeou uma grave crise de desespero e pânico na menor, quase resultando em uma tragédia, devido a adolescente ter conseguido retirar um vidro de um porta retrato e tentado se ferir. O mandado de busca pessoal contra a adolescente foi desproporcional, abusivo, absurdo, ilegal e sem o menor sentido.
Merval Pereira disse que o ministro buscou meios para ‘achar’ algo contra a revista
No Estúdio i, Merval Pereira denunciou a prática de fishing expedition contra Oeste | Foto: Reprodução/GloboNews
O jornalista e presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Merval Pereira, criticou a perseguição do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), à Revista Oeste. Ele proferiu a declaração nesta quinta-feira, 15, no programa Estúdio i, da GloboNews.
Ao discordar do também jornalista Valdo Cruz, que defendeu a “legalidade” das ações do ministro, Merval Pereira citou a tentativa dos assessores de Alexandre de Moraes de forjar provas contra a revista.
O argumento de Mervel Pereira contra Alexandre de Moraes
O presidente da ABL se refere ao diálogo entre o juiz instrutor do gabinete do ministro no STF, Airton Vieira, e Eduardo Tagliaferro, chefe do setor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que investiga “desinformação” sobre o processo eleitoral brasileiro.
Em 6 dezembro de 2022, Vieira enviou uma mensagem a Tagliaferro com um pedido a a específico: “Vamos levantar todas essas Iiirevistas golpistas para desmonetizar nas redes”. O juiz instrutor enviou, junto do pedido, o link de uma postagem de Oeste no Twitter/X. “Essa e outras do mesmo estilo”, acrescentou Vieira.
No dia seguinte, a conversa prosseguiu. Tagliaferro disse que encontrou apenas publicações jornalísticas em Oeste e perguntou o que poderia ser inserido no relatório contra a revista. “Use a sua criatividade… rsrsrs”, respondeu Vieira. “Pegue uma ou outra fala, opinião mais ácida e… O ministro entendeu que está extrapolando com base naquilo que enviou…” O assessor respondeu: “Vou dar um jeito rsrsrs”.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, que deu início à série de reportagens sobre o uso ilegal do TSE por Alexandre de Moraes, o material não deixa claro quais reportagens de Oeste foram enviadas pelo ministro e qual a destinação do relatório produzido por Tagliaferro.
“Luís Roberto Barroso disse que não houve fishing expedition”, afirmou Merval Pereira, referindo-se à prática ilegal de investigação invasiva sobre algum alvo que não tem relação com o processo. “Não vejo nada mais claro que fishing expedition do que uma ordem como essa. Pô, isso é o quê? Está procurando para ver se acha.”