Pode não parecer, mas o time principal do Bahia está prestes a estrear na temporada 2021. Neste sábado, o tricolor recebe o Botafogo-PB, às 18h15, no estádio de Pituaçu, pela segunda rodada da Copa do Nordeste. É o primeiro jogo da equipe em competições válidas pelo novo ano.
Depois de iniciar o torneio regional vencendo o Salgueiro, por 3×2, em Pernambuco, o time de transição do Esquadrão passa o bastão para a equipe principal, comandada pelo técnico Dado Cavalcanti, na liderança do grupo A.
Entre o fim da temporada 2020 – esticada por causa da pandemia do coronavírus – e o início do novo ciclo, elenco e comissão técnica tiveram apenas quatro dias de folga para recarregar as baterias e descansar a mente do ano pesado que o clube teve.
“É uma pena porque não tivemos o tempo de descanso necessário que provocasse uma adaptação fisiológica dos atletas e de recuperação de competição. Tampouco tivemos a preparação para iniciar uma nova temporada da forma que queríamos. A nossa estratégia, na condição de pouco tempo de intervalo, é dar sequência ao trabalho que vinha sendo desenvolvido. Fazer o entendimento dos jogadores individualmente, daqueles que precisam mais tanto de repouso quanto de treinamento”, explicou Dado.
Fora o tempo curto, o treinador tem ainda um outro problema para administrar. O elenco perdeu sete jogadores após o Brasileirão e inicia a temporada mais enfraquecido. Entre os atletas que deixaram a equipe, três eram titulares: o zagueiro Ernando e os volantes Ronaldo e Gregore.
“Não temos tempo suficiente para fazer mudanças significativas nem de atletas, pois nosso time não tem reforço para esse início, nem de ideias, pelo fato de não termos tempo de treinamento”, explicou Dado, antes de continuar:
“Temos espaços a serem preenchidos, estamos atentos ao mercado, mas temos também a convicção de que coletivamente evoluímos. Vamos procurar ser mais efetivos na defesa e coletivamente para conquistar os triunfos”.
Assim como faz desde que assumiu o Bahia, Dado não confirmou o time titular e só vai divulgar a escalação minutos antes da partida. No entanto, por razões óbvias, a mudança mais significativa acontecerá no meio-campo. Sem Gregore e Ronaldo, a tendência é de mudança no esquema. Ramon e o meia Daniel entram na equipe e fazem companhia a Patrick, elogiado na reta final da Série A.
Na defesa, Juninho volta a ganhar chance e forma dupla com Lucas Fonseca. No ataque, Gilberto será poupado e desfalca o tricolor. Thiago deve ser o escolhido.
O time titular deve ter: Douglas, Nino Paraíba, Lucas Fonseca, Juninho e Matheus Bahia; Patrick, Daniel e Ramon; Rodriguinho, Rossi e Thiago.
Agência Brasil|Reaberto ontem (4), o hospital de campanha que o governo da Bahia montou no estádio de futebol Arena Fonte Nova, em Salvador, já recebeu 20 dos 80 pacientes com a covid-19 previstos para serem atendidos até sexta-feira (12), quando mais leitos deverão estar disponíveis.
Transferidos de unidades de Pronto Atendimento (UPA) da capital soteropolitana, os primeiros pacientes chegaram ao local por volta das 20h desta quinta-feira (4). Segundo a Secretaria estadual de Saúde, dez deles estão em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs), e dez em vagas clínicas.
O hospital de campanha tem capacidade para 200 leitos, que deverão ser abertos gradualmente nas próximas semanas. Nesta primeira etapa de funcionamento, prevista para durar até sexta-feira, foram habilitados 50 leitos de UTI e 30 leitos clínicos.
Administrado, a convite do governo estadual, pela instituição filantrópica Obras Sociais Irmã Dulce, o local teve que ser equipado pelo governo baiano com ventiladores pulmonares, máquinas para hemodiálise, equipamentos para eletrocardiograma, tomógrafo, aparelhos de raio-x móvel, além de todos os outros itens hospitalares necessários, e de uma área administrativa e de espaço para acolher os acompanhantes dos pacientes. Além dos profissionais de saúde e administrativos que já estão trabalhando no local, outros 430 estão em processo de contratação pela instituição filantrópica.
No ano passado, a Arena Fonte Nova sediou um hospital de campanha que funcionou por três meses, entre o início de julho e 16 de outubro. O hospital chegou a ter 240 leitos, dos quais 100 eram de UTI. Na ocasião, a Secretaria de Saúde anunciou que os equipamentos instalados, como respiradores e tomógrafo, seriam redistribuídos para outras unidades de saúde da rede estadual.
Conforme o boletim que a Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia divulgou ontem (4), o número de casos de infecção pelo novo coronavírus (covid-19) registrados no estado desde que a doença chegou ao país é de 700.768. Desses, 12.251 foram a óbito. Apenas nas 24 horas anteriores à divulgação do boletim, foram registrados 5.985 novos casos da covid-19, o que representa um aumento de 0,9% em relação ao resultado anterior e 111 mortes em todo o estado.
Para evitar o colapso no sistema de saúde baiano, além de reabrir o hospital de campanha em Salvador, o governo estadual anunciou a criação de novas vagas em estabelecimentos de saúde. Ontem, o governador Rui Costa anunciou, nas redes sociais, a abertura de 100 novos leitos clínicos para atender a pacientes com a covid-19 no Hospital Riverside, em Lauro de Freitas, município da região metropolitana de Salvador.
Na terça-feira (2), o governador já tinha autorizado a secretaria estadual de Saúde a realizar licitação emergencial para definir uma organização social capaz de abrir e administrar o Hospital Metropolitano, também de Lauro de Freitas. A expectativa do governo é que, após o lançamento da licitação emergencial, o hospital esteja apto a funcionar em três semanas, inicialmente, com 40 leitos de UTI e 30 leitos clínicos.
Ontem, Rui Costa declarou que a abertura de leitos não é a solução para o combate à pandemia do novo coronavírus. “A abertura de novos leitos é uma tentativa de evitar um colapso total no nosso sistema de saúde. É importante esclarecer para a população que, ao abrir os 100 leitos de UTI na Arena Fonte Nova e mais 100 de UTI no Hospital Metropolitano, o estado da Bahia chega ao seu limite de abertura de novos leitos. É preciso que todos tomem consciência ou, daqui a duas semanas, precisaremos de mais mil leitos. É uma situação impossível porque nós não teríamos nem equipes de profissionais suficientes para uma demanda tão grande”, alertou o governador.
Jornal Correio|Em meio ao aumento do número de mortes por covid-19 na Bahia, as fabricantes de urnas funerárias do estado passam por dificuldades com a produção de caixões devido à escassez e aos reajustes de preço das matérias-primas. Algumas fábricas caminham para o encerramento das atividades. O problema é nacional, como informa a Associação dos Fabricantes de Urnas do Brasil (AFUB) em comunicado enviado ao mercado funerário. No texto, a entidade anuncia de “forma geral que deverá haver novamente a restrição de modelos de urnas por parte dos nossos associados e que o fornecimento é incerto”.
No comunicado, o presidente da AFUB, Antonio Marinho, afirma que o setor acreditava no início da regularização no abastecimento dos insumos, mas vê um cenário crítico e pior que o do ano passado. “As matérias-primas oriundas de commodities são tratadas como ‘jóias raras’. A especulação faz com que tenhamos aumentos sucessivos e sem garantia de fornecimento, principalmente quando falamos de Aço, Madeira, MDF e produtos químicos. Estes vêm sofrendo reajustes massivos e o seu abastecimento é incerto”, informa Marinho.
O presidente ainda alerta que a maioria dos fabricantes estão com a capacidade comprometida pela falta de matéria-prima, o que pode fazer com que haja atraso nas entregas ou até o não fornecimento. “Os reajustes estão sendo constantes e, por vezes, impraticáveis. Como o mercado caminha, poderá haver desabastecimento de urna a nível nacional, o que geraria um sério problema a todos, visto que estamos falando de um item essencial na cadeia do serviço funerário”.
Dificuldade de compra
Dono da Urnas Fênix, localizada em Lauro de Freitas, Álvaro Pereira tem sentido essa dificuldade para encontrar matéria-prima para a fabricação das urnas. Além da escassez de produtos, os valores dos itens aumentou bastante. Segundo ele, o preço da madeira pinus registrou crescimento de 25% desde o final de 2020.
No começo da pandemia, o maior problema foi com a compra do TNT, usado para forrar os caixões. A saída foi substituir o produto. De acordo com Álvaro, o metro do tecido saltou de R$ 0,60 para R$ 1,60 em março – um aumento de 166,7%.
O fornecimento de MDF também foi uma dor de cabeça para Álvaro, que não recebeu o produto entre agosto e novembro. Desde que a venda foi regularizada, segundo o dono da fábrica, o preço da chapa cresceu 86,7%, passando de R$ 30 para R$ 56.
“No ano passado, trabalhei cerca de dois meses com o MDF que tinha estocado. Depois, tive que comprar no mercado da cidade para não faltar”, explica.
A fábrica consegue atender os pedidos feitos pelas funerárias, mas tem trabalhado com o estoque de caixões quase zerado. Com o aumento das mortes pelo coronavírus em fevereiro, a demanda cresceu novamente.
A Urnas Fênix possui um foco em caixões populares e atende os estados do Nordeste. Apenas em Salvador, a empresa registrou um crescimento no volume de pedidos de 15% desde janeiro.
Fechamento
Localizada em Ubaitaba, a Urnas Faisqueira caminha para o fechamento das portas. Segundo o funcionário da empresa, Fabrício Cestaro, a fábrica só consegue manter a atividade por mais dois meses caso o cenário não melhore. Em caso de encerramento da produção, a Bahia e os outros estados atendidos pela companhia deixam de receber as cerca de 1,4 mil urnas populares produzidas por mês no local.
Fabrício afirma que o MDF teve um aumento de 36% desde janeiro e a madeira pinus subiu 23% no mesmo período. Outros produtos, como combustível e EPIs, também estão mais caros.
“O MDF está em falta e ele é muito importante porque é usado agregado com a madeira. É usado para fazer o fundo, a tampa e o reforço para o interior do caixão. Quando conseguimos um material na rua, ele está pelo triplo do valor”, afirma Fabrício.
A representante de vendas da Urnas São Matheus, Eliane Silva, diz que a fábrica de Lauro de Freitas passa por uma dificuldade para comprar madeira pinus. “Antes da pandemia, pagamos R$ 70 reais no kit de madeira. Hoje, o kit sai por R$ 95”, avisa.
Se os problemas com matéria-prima continuarem, Eliane acredita que não vai ter como continuar fabricando os caixões. Na fábrica, a urna mais procurada é a popular, a mesma que é mais usada em casos de morte por coronavírus. Ela diz que a demanda por caixões desse tipo quase dobrou com a pandemia.
Na Urnas Castro, a situação é mais tranquila. Localizada em Castro Alves, a empresa tem um estoque de matéria-prima para os próximos 5 meses, segundo o proprietário Luciano Castro. “A gente vive problemas pontuais de matéria-prima, mas nada que venha comprometer”, diz Luciano.
Segundo o presidente do Sindicato de Empresas Funerárias do estado da Bahia (Sindef), Carlos Brandão, as funerárias da Bahia não estão sofrendo com a restrição de modelos ou com a falta de caixões. “Não existe dificuldade para comprar urnas na Bahia”.
Atraso nas entregas Clientes das fábricas de caixão, as funerárias reclamam de atrasos nas entregas e aumento dos preços das urnas. De acordo com o presidente do Sindef, o prazo de entrega passou de 3 para 15 dias.
Dono da funerária Pax Campo da Saudade, Nelson Pitanga, afirma que seus pedidos de caixão tem demorado até um mês para serem entregues, o que, antes da pandemia, ocorrida na mesma semana. “Da forma como as coisas estão evoluindo, o sistema vai sim entrar em colapso se nada mudar”, alerta o empresário.
O proprietário da funerária Pax Regional, em Valença, Marcos Lafeta, comenta que o momento é de incertezas. Entretanto, ele pontua que a única opção para as funerárias é comprar os caixões, apesar dos preços mais altos.
“A gente não consegue passar o aumento para a família da vítima, ainda mais porque as mortes por coronavírus não podem ter velório”, afirma Marcos. Brandão diz que as empresas do setor têm segurado o repasse dos aumentos no preço dos caixões e dos EPIs, mas que o valor do serviço funerário subiu entre 25% a 30%.
Por meio da sua assessoria de imprensa, a Associação dos Fabricantes e Fornecedores de Artigos Funerários (AFFAF), informa que não deve faltar caixão no país. A entidade aponta ainda que o aumento do prazo de entrega dos itens é compreensível em meio a uma pandemia e que o reajuste nos valores das urnas é reflexo dos gastos dos fabricantes. Ainda de acordo com a associação, não foi recebida nenhuma reclamação oficial quanto aos valores dos caixões.
O presidente da Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif), Lourival Panhozzi, afirma compreender os reajustes repassados pelas fabricantes de urnas devido à falta de matéria-prima. Entretanto, a entidade optou por não fazer o reajuste na sua tabela de preços.
“Existem atrasos pontuais de entrega, mas nós podemos suportar. Temos estoque regulador. Quando precisa suprir mais uma região, pode ocorrer um atraso em outra”, ressalta Panhozzi.
Caixões ficam até 45% mais caro desde abril A dificuldade para comprar matéria prima e os recorrentes reajustes no preço desses produtos refletem no valor dos caixões. Segundo o presidente do Sindef, o valor de venda das urnas funerárias pelas fábricas aumentou, em média, 45% desde abril de 2020. “Recebemos um comunicado que vai aumentar ainda mais”, completa.
Os caixões da Urnas Castro encareceram entre 35% e 45% desde abril, segundo o proprietário da empresa. “Antes, ficávamos um ano sem fazer reajuste. Agora, estamos no 3º aumento de preço. Não colocamos sobrecarga nos valores, apenas repassamos os reajustes da matéria-prima”, explica Castro.
Na Urnas Fênix, o valor de venda dos caixões teve que subir entre 25% e 30% desde o começo da pandemia. “Todo mês, eu tenho que refazer meus custos para encaixar os novos aumentos no valor dos meus produtos”, afirma Álvaro.
Os aumentos variam a depender dos fabricantes. A Urnas São Matheus subiu o preço médio de venda dos caixões em cerca de 20% no último ano para repassar os custos com os materiais. No período, uma urna simples passou de R$ 190 para R$ 220.
Nas empresas Urnasul e Urnas Faisqueira, que trabalham com caixões populares, o reajuste foi de 10%. Na primeira fabricante, o aumento só ocorreu a partir de janeiro porque a fábrica utilizou um estoque de matéria-prima em 2020. Segundo a Urnas Faisqueira, o mercado não tem aceitado aumentos acima dos 10%.
“O material começou a aumentar desde a 1ª semana de pandemia, mas consegui segurar o reajuste das minhas urnas para dezembro”, afirma o proprietário da Urnasul.
O presidente da Abredif diz não existir um parâmetro uniforme de reajuste dos preços dos caixões pelos fabricantes, mas um aumento dentro da realidade nacional é de 20% durante a pandemia. Entretanto, ele pontua não ter experimentado um crescimento de 45% no valor do produto.
De olho no “mercado da bola” por reforços para 2021, o Bahia fez uma proposta oficial pelo volante Guilherme Rend, atleta que está atualmente emprestado ao Vitória pelo Jacuipense. A informação foi veiculada inicialmente pelo site Galáticos Online e confirmada pelo Bahia Notícias.
O Bahia Notícias apurou que o Jacuipense já notificou o Vitória sofre a proposta feita pela diretoria do Tricolor. O Rubro-negro terá um prazo de cinco dias para igualar a proposta, já que tem preferência na contratação em definitivo por Rend.
Após vender Gregore e não renovar com Ronaldo, o Bahia busca novos volantes para ocuparem a função nesta temporada.
O volante, de 22 anos, chegou ao Vitória em 2019 pelo sub-23 do clube e subiu para o time principal no ano seguinte, disputando 42 jogos e marcando dois gols pelo Rubro-negro.
Em primeira entrevista da temporada, presidente do Bahia explica que clube pretende contratar até sete atletas no curto prazo
O Bahia pretende fazer, a curto prazo, até sete contratações para repor a saída de atletas que tiveram o contrato encerrado ao fim do Campeonato Brasileiro.
Guilherme Bellintani, presidente do Bahia — Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia
A informação foi dada pelo presidente do clube, Guilherme Bellintani, em entrevista concedida na noite desta quarta-feira para revelar o planejamento para a temporada. Segundo o presidente, serão contratados um goleiro, um zagueiro, até três volantes e dois atacantes de beirada.
– A gente também tem que repor as saídas que tivemos. Precisamos de um goleiro, sofremos com a quantidade de goleiros que tínhamos na reta final do Brasileiro. Precisamos de um goleiro que nos dê segurança e componha bem a opção que vai ser dada aos treinadores para escolha dos goleiros. Precisamos de um zagueiro, em curto prazo, para repor a saída de Ernando, estamos providenciando. Dois volantes, por causa das saídas de Gregore e Ronaldo. Precisamos de um ou dois jogadores de beirada, porque são setores do time em que a gente está visivelmente carente desde a saída de Élber. Pode chegar um terceiro volante, porque a gente terminou o ano com três volantes, então talvez precisemos dar mais opções ao treinador. Outras mudanças só vão acontecer, outras contratações, quando alguns que estão aqui saírem ou mais perto do Brasileiro, quando a gente identificar o aproveitamento dos jogadores do time de transição, a evolução financeira do clube e a necessidade a partir dos jogos que tivermos na Copa do Brasil e do Nordeste – afirmou.
O presidente tricolor também explicou como vai funcionar a reestruturação do departamento de futebol do clube, que será alicerçado em dois pilares: um técnico, para desenvolver a inteligência no futebol; e outro gerencial, de relacionamento com o mercado.
O primeiro pilar, responsável por prospectar atletas e aproveitar os talentos da base, será de responsabilidade de Júnior Chávare, confirmado pelo presidente. O segundo, de relação com empresários e equipes, ficará a cargo de Lucas Drubscy.
Na prática, um determina a política de contratação, enquanto o outro executa.
– Com dois pilares muito claros: um que diz respeito a um pilar técnico, trabalho que vai ser realizado para desenvolver inteligência de futebol do clube, análise de talentos, conhecer talentos do futebol, promover a observação de jogadores que não estão aqui. Da porta para dentro, conseguir mais dinamismo desde a base até o time de transição e o profissional. Esse novo pilar vai ser responsável por toda a estratégia de captação de talentos e aproveitamento dentro do clube. Além disso, relação com comissão, profissionais do departamento técnico de futebol. Do outro lado, o pilar mais focado na parte gerencial e relacionamento com mercado e outros clubes. Esse outro pilar, que tem a presença de Drubscky, responsável pelo relacionamento com instituições, clubes, mercado. Em síntese, haverá o núcleo do futebol propriamente dito, que vai desenvolver estratégias de captação e contratação. E outro de relacionamento com mercado, que vai fazer um vínculo maior com o mercado, os empresários. Isso acaba com a figura central do diretor de futebol, que acumulava as duas funções e ficava sobrecarregado. Drubscky é o responsável por todo o relacionamento e negociação com empresários. Hoje a gente tem a chegada de Chávare, que já foi um pouco divulgado na imprensa, que vai assumir outra função, de projeto, planejamento do futebol do Bahia dentro das quatro linhas, que envolve um vínculo com as comissões das categorias de base, time de transição e profissional. Junto com uma reformulação do departamento de análise e estatísticas, que vai ter uma ampliação grande, e toda a política de contratação, no que se refere à escolha de jogadores, parte técnica e todo o desenvolvimento de contratação. A antiga diretoria de futebol está dividida entre Chávare e Drubscky. Além disso, teremos a reformulação grande do departamento de análise, com a chegada de profissionais, e um novo coordenador das divisões de base. Assim completamos o departamento de futebol. Tirando uma figura mais centralizadora de diretor e desmembrando, ampliando o processo de decisões de contratação, análise de desempenho, mercado e relacionamento com clubes – afirmou.
Ao lado de Vitor Ferraz, Guilherme Bellintani afirmou que o ano de 2021 será marcado por muitas mudanças, após uma temporada em que o clube acumulou decepções e brigou até o fim do Campeonato Brasileiro contra o rebaixamento.
– A diretoria de futebol não existe mais. Mas agora a gente passa a um grupo maior, que tem discutido muito desde o final do Brasileiro, a formação do elenco. E a gente já vê mudanças. Talvez seja o ano em que tenha mais mudança em relação aos três anos anteriores. A gente não teve o alcance de resultados que a gente projetava. Qualquer mudança que seja só na estrutura do departamento de futebol não completa a mudança que a gente quer fazer. A gente tem que mudar o elenco. E já começou. Não renovamos com ninguém que tinha contrato encerrando. Além disso, alguns jogadores que estão aqui também é possível que não continuem, mas ainda têm contrato. Então, enquanto não resolvemos essa situação, eles permanecem no clube. Mas não estamos vislumbrando tanto um futuro, e deve haver ainda mais saídas em relação ao elenco que se reapresentou – disse.
Uma das mudanças será na característica do elenco. Em vez de jogadores mais rodados, o torcedor deve esperar por atletas jovens, menos badalados e mais baratos no mercado.
– A gente viu que, em 2020, trouxe jogadores caros, com capacidade técnica analisada e aprovada, mas que não conseguiram mostrar, em muitos casos, a capacidade técnica ou fazer diferença competitiva em campo. O que vamos buscar é um elenco om perfil mais intenso, mais jovem, e menos estruturado em jogadores tarimbados ou que estejam com preço acima do que podemos pagar. Naturalmente, a gente não concorda em dizer que o elenco tem perfil único, só de jovens, só de jogadores de marcação forte. Elenco bom é o que mescla perfis diferentes de jogadores – afirmou o presidente tricolor.
Confira outros trechos da entrevista de Bellintani
Déficit orçamentário – O Bahia traçou um orçamento para 2021, que reflete o déficit orçamentário vindo de 2020. A gente arrecadou R$ 60 milhões a menos do que estava projetado. Dos clubes de orçamento médio do Brasil, o Bahia foi um dos que mais sentiu, porque grande parte do faturamento é alocado na torcida, na presença no estádio e no sócio Acesso Garantido. Lembrando que a gente chegou a bater 34mil acessos garantidos antes da pandemia. Desenvolvemos o orçamento de 2020 lastreados neste número. Mesmo tendo a permanência de muito grande de sócios que entenderam a necessidade, tivemos uma perda significativa, somado à queda do mercado, mercado comprador de atletas, a redução de faturamento em bilheteria. A gente vê um déficit no orçamento de 2020 que a gente carrega para 2021. Vai ser um ano de situação financeira muito delicada, com a formação de um elenco. Sem dúvida, não vamos fazer grandes investimentos, salários de 400 mil, comprar jogadores. E isso requer mais competência e habilidade para identificar jogadores que sejam financeiramente abaixo do que a gente investia, mas com condições técnicas, barriga vazia, para querer fazer história dentro do clube. Em toda dificuldade, há uma oportunidade. Quando a gente tem a dificuldade de não poder investir no mercado, a gente tem que ter competência para encontrar jogadores com mais intensidade, vontade de vencer e que venham na realidade financeira de 2021, que é delicada. Se a gente já tinha muita coerência e cuidado ao investir, em 2021, isso vai ser ainda mais intenso.
Perfil da equipe – Não diria que a gente rendeu apenas de forma reativa. A gente conseguiu ser mais fechado, mas conseguiu jogar com qualidade quando tinha a bola. Um dos principais problemas foi a tentativa de ser um time mais técnico e propositivo. Com isso, perdemos intensidade, a proteção maior da nossa zaga, o jogo corpo a corpo, intenso. E a gente trocou por um time mais técnico. Não deu resultado. Para 2021, queremos um equilíbrio maior. Que não seja um elenco reativo, porque não é o nosso modelo de jogo, não está no DNA do Bahia. Mas que não seja um time tão desprotegido e pouco intenso no dia a dia, nas batalhas que a gente tem que enfrentar, com times que vêm de maneira intensa e tecnicamente superior a nós. A gente precisa de equilíbrio. Então eu diria que nem um time só reativo nem tão técnico quando a gente tentou ser.
Temporada atípica – A gente vem de uma temporada muito atípica, tanto fora de campo, quando a gente passou alguns meses afastados do futebol, com reflexos diretos no dia a dia do clube, um ano absolutamente atípico para a sociedade brasileiro e para o mundo inteiro. Isso tem reflexo dentro de campo. Sofremos dentro e fora de campo. Não quero colocar que a temporada ruim foi reflexo da pandemia e dos problemas da covid. Naturalmente, não. Mas, de fato, a gente vem de uma temporada que requer a nossa observação de tudo que a gente fez. A partir daí, promover uma nova temporada. A gente começa com o olhar para trás, olhando o que aconteceu para projetar 2021, para que o que aconteceu tenha reflexos no futuro do clube, não só no curto prazo, mas no triênio da gestão.
Vitor Ferraz, sobre feminino – Planejamento avançado. Já trouxemos algumas atletas para repor aquelas que nos deixaram. Há um entendimento da necessidade de elevar o nível, já que passamos à primeira divisão. Novidade é que estamos iniciando um processo de profissionalização dessas atletas, que tinham contratos amadores com o clube. Elas passam a ter contratos profissionais. É uma forma de reconhecimento da modalidade, do trabalho das meninas e mérito delas. O planejamento está em curso, ainda fechando algumas contratações. Em breve, vamos apresentar todo o elenco. Vamos ganhar em competitividade.
Sobre Ramírez – Cirurgia dele foi bem sucedida. Caiu nas graças da torcida, agradou à comissão. Foi um investimento importante. A gente tem até o fim do ano para exercer a compra de 50% dos direitos econômicos e federativos dele, temos tempo para isso. A expectativa dele de voltar no segundo semestre é grande. Vai nos ajudar. Naturalmente, a gente conseguindo exercer opção de compra no final do ano, montar estratégia para que fique aqui conosco por mais tempo.
Medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira
Foto: Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil
As aulas coletivas em academias de ginástica da Bahia, a exemplo de atividades de dança, boxe, bike, entre outras, vão continuar suspensas no estado até 1º de abril. Já as atividades individuais, como prática de musculação, poderão retornar na próxima segunda-feira (08) em Salvador e Região Metropolitana, caso o decreto estadual não seja renovado.
A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (03) para conter os avanços da pandemia do novo coronavírus.
“Ficam suspensos, ainda, eventos e atividades, em todo o território do Estado da Bahia, independentemente do número de participantes, ainda que previamente autorizados, que envolvam aglomeração de pessoas, tais como: eventos desportivos coletivos e amadores, cerimônias de casamento, eventos recreativos em logradouros públicos ou privados, circos, eventos científicos, solenidades de formatura, passeatas e afins, bem como aulas em academias de dança e ginástica no período de 03 de março a 1º de abril”, diz o trecho do decreto.
Mais 165.600 doses da vacina Coronavac chegaram à Bahia na madrugada desta quarta-feira (3). O lote recebido foi produzido pelo Instituto Butantan, em São Paulo. Esta é a sexta remessa de vacinas que a Bahia recebe. Com a carga desta quarta-feira (3), o estado totaliza 1.111.200 doses recebidas, entre Coronavac e Oxford, desde o dia 18 de janeiro, quando chegou a primeira remessa.
O Grupamento Aéreo da Policia Militar, após a organização das doses feita pela equipe da coordenação de imunização do estado, já começou a fazer a distribuição das vacinas para as centrais regionais no interior da Bahia, de onde serão encaminhadas para os municípios. A nova remessa dará possibilidade de continuidade à primeira fase do plano de vacinação, que inclui idosos e trabalhadores de saúde.
Com 470.783 vacinados contra o coronavírus (covid-19), dos quais 124.470 receberam também a segunda dose, até as 15h desta terça, a Bahia é um dos estados do País com o maior número de imunizados.
Flamengo desbanca o Palmeiras e assume a liderança
Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou o Ranking Nacional de Clubes. Na atualização anual, o Flamengo desbancou o Palmeiras e assumiu a liderança, com 16.678 pontos. Na sequência, o Verdão aparece em segundo lugar, com 16.110 pontos.
Entre os times baianos, o Bahia lidera. O Tricolor ficou em 11º lugar com 10.175, enquanto o Vitória aparece em 23º lugar, com 6.114. O pódio estadual ainda é completado pelo Jacuipense, que ficou em 71º lugar, com 1.063 pontos.
O ranking estabelece uma classificação técnica entre 236 clubes do futebol brasileiro, com base no recente desempenho das equipes nas competições nacionais e internacionais. Como a Copa do Brasil ainda não acabou, não consta a pontuação adicional aplicada para o campeão da competição.
Confira a classificação dos outros times baianos:
81º lugar: Juazeirense – 916 pontos 97º lugar: Fluminense de Feira – 660 pontos 103º lugar: Bahia de Feira – 584 pontos 108º lugar: Vitória da Conquista – 533 pontos 137º lugar: Atlético de Alagoinhas – 330 pontos 212º lugar: Jacobina – 102 pontos 223º lugar: Galícia – 51 pontos
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sorteou nesta terça-feira (2) os confrontos da primeira fase da Copa do Brasil 2021. O Bahia vai enfrentar o Campinense (PB) em jogo único tendo a vantagem do empate para seguir para a etapa seguinte.
A estreia do campeonato está prevista para o próximo dia 10 e os jogos desta rodada devem acontecer até o dia e 17 de março. O Esquadrão irá jogar fora de casa na sua estreia, já que os mandos de campo são das equipes em posicionamentos inferiores no ranking da CBF. O Bahia encontra-se na 11ª posição na lista nacional e é o clube líder na região Nordeste. O Campinense está na 72 ª colocação
Pelo posicionamento no ranking, os times visitantes, como o Bahia, possuem a vantagem do empate. Nesta primeira partida, o placar igual garante o Tricolor na fase seguinte da competição.
Ao todo, 80 equipes disputam a primeira fase. Caso vença ou empate contra o Campinense-PB, o Bahia enfrenta a equipe que vencer o duelo Jaraguá-GO e Manaus-AM na segunda fase.
Prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, antecipou decisão em entrevista; Rui Costa anunciará os detalhes ainda nesta terça
Policiais realizam patrulhamento durante decreto de toque de recolher (Foto: Alberto Maraux/SSP-BA)
A prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), antecipou há pouco, em entrevista ao programa Bahia Meio Dia, da Rede Bahia, que Salvador e as cidades da Região Metropolitana (RMS) terão as medidas restritivas prorrogadas até às 5h de segunda-feira (8).
Ainda nesta terça o governador Rui Costa deve anunciar mais detalhes sobre a prorrogação. Não há informações de quantos municípios serão obrigados a adotar as medidas.
Desde às 18 h da última sexta-feira (26), estão permitidos o funcionamento somente dos serviços considerados essenciais. O decreto vence às 5h desta quarta-feira (3). O toque de recolher foi estendido também até o início da próxima semana.