Vereador e cantor gospel está hospitalizado desde o dia 25 de fevereiro
Foto: Matheus Morais/ bahia.ba
O vereador de Salvador e cantor gospel Irmão Lázaro (PL) segue lutando pela vida. Segundo o boletim médico divulgado nesta sexta-feira, ele continua em estado grave e muito delicado, porém não apresentando nenhuma intercorrência, permanecendo estável e precisando de muito cuidado.
Lázaro está intubado numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Feira de Santana. Ele precisou ser internado no dia 25 de fevereiro devido a complicações causadas pela Covid-19.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), adiantou nesta sexta-feira (19) que, a partir da segunda-feira (22), o toque de recolher terá o horário antecipado de 20h para 18h em toda a Bahia. A medida terá vigor até o dia 29 de março. Portanto, as restrições ocorrerão entre 18h e 5h.
A informação foi confirmada pelo democrata no fim da tarde desta sexta após reunião com o governador Rui Costa (PT) e gestores da Região Metropolitana. De acordo com Bruno, as medidas serão válidas a nível estadual.
Nesse mesmo período, está proibida também a venda de produtos não essenciais, a exemplo de eletrodomésticos e vestuário, em hipermercados e atacadistas. Ou seja, assim como as bebidas alcoólicas no fim de semana, a seção deverá ter o acesso fechado ao público.
O presidente Jair Bolsonaro acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar decretos dos governos do Distrito Federal, da Bahia e do Rio Grande do Sul que determinaram restrições de circulação de pessoas diante do aumento expressivo do número de mortes e transmissão da Covid-19.
Na ação, o governo pede que o Supremo determine que o fechamento de atividades não essenciais durante a pandemia só pode ter por base uma lei aprovada pelo Legislativo, e não decretos de governadores.
O texto requer à Corte que se “estabeleça que, mesmo em casos de necessidade sanitária comprovada, medidas de fechamento de serviços não essenciais exigem respaldo legal e devem preservar o mínimo de autonomia econômica das pessoas, possibilitando a subsistência pessoal e familiar”. Na prática, isso dificultaria a adoção de medidas urgentes para combater a pandemia, já que a necessidade de aprovação de uma lei exige a negociação política e também a tramitação de um processo legislativo.
Bolsonaro falou sobre a ação na noite desta quinta-feira (18), em sua live semanal. O presidente disse que está recorrendo ao STF para acabar com “abusos” e que, na visão dele, os governadores impuseram “estado de sítio”.
por Matheus Caldas / Milena Lopes / Ulisses GamaFoto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Apesar de alguns estados terem adotado a suspensão do futebol, a medida não está em discussão na Bahia no momento. É o que garante o secretário de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado da Bahia (Setre), Davidson Magalhães (PCdoB). Com isso, o Campeonato Baiano não deve ser afetado, pelo menos por ora.
“Por enquanto, não estamos conversando sobre isso. Já temos algumas medidas restritivas no estado. No momento, há algumas situações mais urgentes em discussão”, declarou, em entrevista ao Bahia Notícias.
Atualmente, os campeonatos Paulista, Goiano, Cearense, Brasiliense, Acreano, Capixaba, Tocantinense e Mineiro – cujo anúncio foi feito nesta quinta – estão suspensos ou tiveram o início adiado devido às medidas restritivas implementadas pelas gestões estaduais no intuito de conter o avanço da Covid-19, cujos índices de infecção e mortes vêm batendo recordes diários no Brasil.
No futebol, principalmente em campeonatos que envolvem clubes com menor arrecadação, em comparação com clubes de maior destaque, as competições estaduais acabam sendo fundamentais no suporte para arcar com os salários dos jogadores. Sem as disputas, a maioria dos profissionais compromete a renda familiar e enfrenta desemprego e atrasos salariais. Por isso, é comum que haja uma divisão de opiniões entre os clubes quanto se trata de permanecer ou não com os jogos durante a pandemia.
A reportagem do BN questionou os dez participantes do Campeonato Baiano, e a maioria dos clubes se declarou contra a interrupção da competição estadual. Questionado, o Bahia preferiu não se posicionar acerca do tema. Dos clubes que participam do certame, apenas o Vitória da Conquista opinou que a saúde deve ser priorizada, ainda que seja preciso arcar com as consequências das suspensões dos jogos. O Vitória se posicionou a favor da continuidade do futebol.
Imagem: Priscila Melo / Bahia Notícias
SEGUE COM A BOLA ROLANDO
Dentre os clubes que defenderam a permanência do Baiano durante o cenário mais crítico da Covid-19 no Brasil, o Jacuipense, através do presidente Gegê Magalhães, comentou que a paralisação do futebol é, geralmente, por uma questão de decretos estaduais, com força maior diante das decisões das federações esportivas. O dirigente acrescentou que, diante dos protocolos apresentados pelas entidades responsáveis pelo futebol no Brasil e na Bahia, é garantida a segurança dos envolvidos durante as competições.
“Com os dados científicos que a CBF mostrou, eu acredito que o futebol não causa esse risco tão grande para as pessoas já que todas as medidas de segurança estão sendo tomadas”, declarou.
“A gente tem que entender também que os outros campeonatos a nível nacional, como Copa do Brasil, os regionais, como a Copa do Nordeste, estão acontecendo. Então, se tiver que suspender um campeonato no estado, tem que estender tanto a Copa do Nordeste e a Copa do Brasil que estão também acontecendo”, completou.
Em nota, o Vitória declarou ao BN que “o futebol é o local mais seguro” nesse momento para os jogadores e demais integrantes que estão lidando com os protocolos sanitários.
Este foi o mesmo posicionamento da Juazeirense que, através do presidente Roberto Carlos, opinou que apesar da “pandemia terrível, o futebol ainda é a atividade que menos causa prejuízo à sociedade do ponto de vista de aglomeração, de disseminação da Covid-19”.
Já o presidente Albino Leite, do Atlético de Alagoinhas, ressaltou os problemas financeiros que o clube está sofrendo, destacando que, caso o futebol seja paralisado, ninguém irá assumir as consequências que isso trará para a agremiação. “Se parar, quem vai arcar com tudo? Cada jogo no Carneirão é R$ 8 mil negativos. Só ontem contra o Vila Nova foi R$ 26 mil e sem dinheiro”, explanou o dirigente sobre o custo da partida pela Copa do Brasil, em que a equipe do Carcará foi desclassificada já na primeira fase, após revés por 3 a 0.
Sobre o Campeonato Baiano, Albino Leite ainda deixou claro que não pretende adicionar ainda mais despesas na conta do Atlético de Alagoinhas, e afirmou que irá recusar o árbitro de vídeo caso chegue na final do estadual. “Se eu for pra final, não vou querer VAR. Não serviu pra nada. O gol do Bahia foi roubado. Adiantou o que? Pode escrever: eu não vou querer VAR. Aí descontou agora R$ 40 mil”, protestou.
Por fim, ele ainda opinou que deveria haver um apoio maior da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para auxiliar os clubes com menor receita. “Eu acho que a CBF deveria dar uma ajuda a mais. Na Copa do Brasil poderiam pagar a arbitragem, com essa dificuldade que estamos passando”, completou o presidente.
Quem também comentou sobre os problemas financeiros que seriam derivados de uma paralisação foi o presidente Jodilton Souza, do Bahia de Feira. “Uma suspensão da competição agora vai gerar uma situação quase que irreversível para os clubes de futebol, porque a maioria dos atletas tem contrato até maio. Sem o futebol nós não receberíamos os valores dos patrocínios, da televisão que ajudam a amenizar um pouco o sofrimento com relação aos custos”, declarou o dirigente do Tremendão.
Diante da atual situação de pandemia, que não só o Brasil, mas a Bahia também enfrenta em números de contaminações, Jodilton destaca que cabe às instituições que organizam e permitem os eventos esportivos terem uma atenção redobrada quanto aos protocolos de segurança.
“Nós gostaríamos apenas que a Federação Bahiana de Futebol (FBF) e o poder público acompanhassem mais de perto os protocolos, porque como o futebol hoje não tem público, nós não temos muitos problemas com relação à questão da contaminação da Covid-19 já que todas as equipes estão fazendo os exames e preservado toda situação”, pontuou. “A posição do Bahia de Feira que a competição deve ser mantida agora”, acrescentou.
INTERRUPÇÃO EM NOME DA SAÚDE
O Vitória da Conquista foi o único clube que disputa atualmente o Baiano a declarar, caso seja necessário, paralisar a competição. A agremiação indicou que entenderia a necessidade das autoridades em nome da segurança e saúde dos participantes.
Ponderando as questões financeiras e os problemas que a paralisação do futebol pode acarretar para instituições e clubes, Ederlane Amorim, presidente do Bode, vê a saúde como uma prioridade.
“Se você for perguntar para os jogadores, obviamente que eles não vão querer parar para terem sua fonte de renda, alguns clubes vão entender, assim como federações, CBF, televisão, que é importante continuar, porque existem contratos, competições a serem conquistadas e planejamento desportivos. Mas, se a gente for olhar como sociedade, como população, obviamente que a gente vai ter que priorizar a vida humana e a saúde das pessoas”, explicou o dirigente.
Ele ainda aponta que, quando pequenos clubes sofrem surtos de Covid-19, os impactos acabam influenciando também nos campeonatos que a equipes estejam participando e, de toda forma, acaba trazendo prejuízos para a agremiação.
“Olhando como clube menor, com dificuldades, é muito difícil você conseguir jogar uma competição passando por essa situação de Covid-19. Aconteceu conosco inclusive, no Baiano, nós fomos vítimas disso e tivemos o primeiro jogo contra o Vitória cancelado em virtude do contágio alto aqui na instituição. Temos elenco curto, já um time maior não tem essa dificuldade, já tem um calendário mais planejado, maior independência financeira…”, posicionou Ederlane.
Na segunda rodada do Baianão o Conquista teve 19 casos de Covid-19 no clube e ficou sem o número mínimo de atletas para disputar partida | Foto: Luciana Flores / ECPP Vitória da Conquista
Ele ainda trouxe como caso a situação do Sergipe, eliminado da primeira fase da Copa do Brasil sem ter tido condições normais de jogar contra o Cuiabá devido um surto de contaminação pelo coronavírus na equipe.
“Veja o exemplo do Sergipe na Copa do Brasil. Um time de porte como o nosso, que luta o ano todo para conseguir uma vaga na Copa do Brasil, para receber o subsídio financeiro, e quando você entra na competição tem nove jogadores além do treinador contaminados. Eles ficaram apenas com seis jogadores no banco e três goleiros e acabaram sendo eliminados. Existe também esse prejuízo em seguir a competição de qualquer maneira”, destacou.
“É muito complicado você encontrar uma unanimidade nesses posicionamentos. Mas a opinião do Vitória da Conquista é preservar sempre a vida humana. Se tiver de parar hoje, que pare e todos nós teremos que assumir as consequências, como todos os segmentos que estão sendo atingidos”, finalizou o presidente do Conquista.
O Bahia Notícias não conseguiu contato com representantes do Fluminense de Feira para repercutir sobre o assunto. Já os dirigentes do UNIRB e do Bahia de Feira não responderam os questionamentos a publicação desta matéria.
URGÊNCIA NA SAÚDE
Fora das quatro linhas, o Brasil vive o pior momento da pandemia desce o início da crise, em março do ano passado. Na última segunda-feira (15), em meio ao crescimento do número de casos e mortes em decorrência do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou a substituição de Eduardo Pazuello por Marcelo Queiroga no Ministério da Saúde – ele é o quarto ministro apenas durante a pandemia.
Na última sexta-feira (12), o Brasil estabeleceu um novo recorde e ultrapassou os Estados Unidos no número de média móvel de mortes pela Covid-19 – o índice é a média de mortes nos últimos sete dias no país. Somente nas últimas 24 horas, foram 2.724 óbitos em razão do vírus no país.
Na Bahia, a situação não é diferente. Com índices de ocupação de leitos de UTI acima de 80%, parte do estado está sob decreto de toque de recolher. Nas últimas 24 horas, mais um recorde de mortes foi batido: 153 – este número é mais que o dobro do pico apresentado na primeira onda, acontecida no ano passado (leia mais aqui).
A ocupação das UTIs para adultos subiu de 86% para 87% nas últimas 24 horas. Nos leitos de terapia intensiva para crianças, a taxa caiu de 64% para 58%. No caso das enfermarias, o percentual de vagas preenchidas é de 67% entre as para adultos e 69% nas infantis.
Os casos ativos da Covid-19 também aumentaram. O número de contaminados subiu de 17.693 na quarta-feira para 17.922 nesta quinta-feira, conforme o boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).
No interior, principalmente na região do Sisal, hospitais municipais vêm apresentando escassez de oxigênio emergencial, o que vem demandando transferência de pacientes para unidades hospitalares do estado. Segundo o governador Rui Costa (PT), no entanto, não há indicativo de crise no sistema de saúde por conta da ausência do insumo.
Mesmo enfrentando o momento mais crítico da pandemia na Bahia, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) está prestes romper o vínculo com pelo menos 800 médicas e médicos contratados por regime CLT – a partir de organizações sociais (OS). Os profissionais prestam serviço em unidades de saúde na capital e no interior do estado, a exemplo do Hospital Geral Roberto Santos, o Prado Valadares, em Jequié, maternidades e UPAs.
Para que se mantenham em seus postos de trabalho, os profissionais deverão, obrigatoriamente, constituir com as unidades de saúde um vínculo via Pessoa Jurídica (PJ), culminando na perda de direitos trabalhistas, como férias, 13º salário, recolhimento de INSS e FGTS, assim como afastamento remunerado em caso de doenças.
A “pejotização” na contratação de médicos na Bahia está amparada na Portaria 1003/2010. À época, o chamamento público apontava para a contratação de serviços médicos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), em hospitais públicos de urgência/emergência e de retaguarda, administrados diretamente pela Sesab. Em 20 de fevereiro deste ano, aos 10 anos de vigência da Portaria 1003, o Estado publicou no Diário Oficial uma atualização da tabela remuneratória.
Durante o ano de 2020, quando a crise sanitária provocada pela Covid-19 obrigou a contratação de equipes médicas e abertura de novos leitos, a gestão estadual, amparada pela portaria de 2010, aplicou pelo menos R$ 151 milhões em credenciamento direto de profissionais de saúde, contratados por PJ e com dispensa de licitação. Para o Sindimed, o atual contexto faz acender o sinal de alerta, pois a urgência da pandemia tem aberto a possibilidade de ampliar o modelo de contratação, burlando a previsão constitucional de realização de concurso público, além de delinear um contexto de precarização que vai desde as condições de trabalho à oferta de serviço ao público que recorre ao SUS no estado.
“Desde 2010 a Sesab tem um edital de credenciamento direto, que é uma burla ao concurso público. Um credenciamento direto tem que ser por edital muito bem posto e todos os médicos terem acessos. Em 2010 eles fizeram o edital e estamos aí com 10 anos de vigência, quando já deveria ter sido revisto, editado e divulgado amplamente. Somente alguns médicos é que ficam sabendo do credenciamento direto. Existem empresas especializadas em fazer essas Pessoas Jurídicas, que ganham um pedaço do trabalho do médico e na verdade é uma burla ao vínculo de fato, que é mediante o concurso público”, avalia Ana Rita de Luna, médica cirurgiã plástica e presidente do Sindimed.
Segundo ela, a precarização do vínculo resulta também na falta de segurança quanto à suposta especialização do profissional, pois o Estado “não pede provas, não se apresenta vínculos, apenas a identificação da Pessoa Jurídica”. Um levantamento feito pelo jurídico do sindicato observou que no credenciamento de especialidades há PJs sem a suposta área de atuação específica cadastrada junto ao Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb).
“A gente vê também que muitos médicos com uma melhor qualificação poderiam ocupar essas vagas mediante concurso ou alguma prova ou forma que confirmasse qualificação técnica, mas ficam para trás, em detrimentos de alguns”, acrescenta Ana Rita. “A gente está em plena pandemia e o Estado vai impor para a classe médica demissões, ao invés de valorizar a classe que está arriscando sua vida para poder cuidar da população”, desabafa. O último concurso estadual que contemplou a classe ocorreu em 2008.
Para a advogada do Sindimed, Cristiana Santos, o “argumento fiscal” não justifica o vácuo de 10 anos sem a realização de concurso público, pois, neste período, o Estado realizou certames para contratação de profissionais em diversas outras áreas. Segunda ela, o que a Sesab coloca em prática é a execução de uma discussão que a pasta vem ampliando há alguns anos com a classe médica: o desejo de “extinguir os concursos públicos e passar a contratar todos na condição de sócios de pessoa jurídica”.
“Será o fim da carreira de médico como servidor público. É essa pejotização para todo mundo. Os médicos não serão mais estatutários. Serão contratados na condição de sócios de pessoa jurídica. A consequência imediata é se deixar de ter servidor público de carreira que pense políticas públicas de saúde, que conheça a estrutura pública de saúde do estado. Em um intervalo de 10 anos sem concurso já se perdeu muita gente que se aposentou e não se está renovando esse quadro. Além disso, tem ilegalidades de não ter concurso, a ilegalidade dos direcionamentos. Você imaginar um diretor da Sesab ligando para o médico para dizer que ‘você monte sua empresa’. Por que não é por um edital aberto?”, questiona Cristiana.
Ao Bahia Notícias, uma fonte revelou que a “orientação” aos profissionais para a criação e associação de pessoa jurídica costuma ocorrer por meios informais, seja pelo gestor imediato do especialista e até mesmo por aplicativos de troca de mensagens. Situações deste tipo estão detalhadas em uma denúncia apresentada pelo Sindimed ao Ministério Público Estadual da Bahia (MP-BA) em 2020. O documento revela que, em alguns casos, a empresa determinada para fazer a administração das sociedades de pessoas jurídicas precisa ter “anuência e alinhamento com a gestão da unidade onde deverá se instalar”.
Conforme a Portaria Nº236/2019, “o prazo de vigência dos contratos, em razão da necessidade de efetiva disponibilidade orçamentária, há que ser de 12 (doze) meses, inexistindo impedimento para prorrogação contínua a partir da renovação”. Na avaliação de Cristiane, o modelo abre espaço para o “compadrio”, ou seja, o beneficiamento de profissionais a partir de outras relações, não somente suas capacidades técnicas, tempo de serviço e experiências acumuladas.
O levantamento divulgado pela Secretaria estadual de Saúde da Bahia (Sesab) trouxe o maior número de mortes desde o início da pandemia do novo coronavírus em um único boletim epidemiológico. Nesta quinta-feira (18) foram registradas 153 óbitos em decorrência da doença. Apesar de os óbitos terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram contabilizados hoje. Nas últimas 24h, 4.584 pessoas contraíram a Covid-19.
Conforme a Sesab, a existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.
Casos
Desde o início da pandemia, 758.168 pessoas contraíra a doença, 13.742 morreram, 726.504 já são considerados recuperados e 17.922 estão com o vírus ativo. Dentre os óbitos, 55,91% ocorreram no sexo masculino e 44,09% no sexo feminino.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 1.086.057 casos descartados e 177.853 em investigação. Na Bahia, 44.629 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.
Regulação
Às 15h desta quinta-feira, 446 solicitações de internação em UTI Adulto Covid-19 constavam no sistema da Central Estadual de Regulação. Outros 177 pedidos para internação em leitos clínicos adultos Covid-19 estavam no sistema. Este número é dinâmico, uma vez que transferências e novas solicitações são feitas ao longo do dia.
Vacinação
Com 814.734 vacinados contra o coronavírus (Covid-19), dos quais 282.680 receberam também a segunda dose, até as 15 horas desta quinta-feira. A Bahia é um dos estados do país com o maior número de imunizados.
Também de acordo com a Sesab, tem se observado volume excedente de doses nos frascos das vacinas contra a Covid-19, o que possibilita a utilização de 11 e até 12 doses em apenas um frasco, assim como acontece com outras vacinas multidoses.
O Ministério da Saúde emitiu uma nota que autoriza a utilização do volume excedente, desde que seja possível aspirar uma dose completa de 0,5ml de um único frasco-ampola. Desta forma, poderá ser observado que alguns municípios possuem taxa de vacinação superior a 100%.
A paralisação acontece entre as 08h e 12h e chama atenção para o risco de contaminação que os profissionais enfrentam no exercício das atividades. A partir de 12h, as atividades voltam a ser executadas normalmente.
Foto: Joaquim Neto/Bom Dia Feira
Bom dia Feira| Policiais Civis do Nordeste realizam, nesta quinta-feira (18), o Lockdown da Segurança Pública.
A paralisação acontece entre as 08h e 12h e chama atenção para o risco de contaminação que os profissionais enfrentam no exercício das atividades.
‘Seria uma necessidade de todo o Brasil, mas à princípio o Nordeste está realizando, para informar a sociedade que os policiais estão se contaminando, na Bahia já tivemos, infelizmente, 20 óbitos da classe e aqui em Feira, 90% foi contaminado e nessa nova onda, muitos estão se contaminando novamente’, afirma o diretor do Sindicato dos Policias Civis da Bahia (Sindpoc) Luiz Artur.
Para o diretor do Sindpoc, há a necessidade de vacinação dos policiais civis entre os primeiros grupos prioritários.
‘A vacinação ainda não chegou a categoria e não está na prioridade, não queremos passar na frente de ninguém, mas estamos na linha de frente. O nosso local de trabalho é uma porta de entrada do vírus, a rotatividade é muito grande da comunidade e geralmente não desinfecta’, diz.
O sindicato, porém, descarta greve.
‘Não é o momento de pensar nisso, essa paralisação é só para mostrar a necessidade e conscientizar a população’, pontua.
Durante a paralisação de 4h, somente os serviços de atendimento flagrante delito e levantamento cadavérico funcionam. A partir de 12h, as atividades voltam a ser executadas normalmente na totalidade.
Barbara Barreto com informações do repórter Joaquim Neto
Durante o programa Papo Correria desta quarta-feira (17), o governador Rui Costa respondeu a um questionamento sobre se a situação da saúde na Bahia já pode ser considerada como colapso e afirmou que sim e deu exemplo da quantidade de pacientes aguardando vagas em UTIs no estado, que, segundo ele, são 400.
“Eu diria que a situação no Brasil é de colapso, sim. Se nós temos 100, 200, 300, 400, ou como eu vi um dado ontem sobre o Paraná, que tinha 1.400 pessoas aguardando um leito de UTI, essa é uma situação de colapso. Na Bahia nós estamos com 400 pessoas. É evidente que quando você chega a um número desses, de ter que regular, no dia, 400 pacientes, e você não consegue regular todos em 24 horas, você está numa situação de colapso. E por isso nós continuamos abrindo leitos: são 200 leitos na Fonte Nova, abrindo leitos em parceria com os municípios, ou diretamente, no interior, vamos somar mais nos próximos dias. E vamos abrir os 280 do Hospital Metropolitano“, afirmou Rui.
O torcedor rubro-negro verá um Vitória com novidades ao acompanhar as emoções do Ba-Vi do Campeonato Baiano, quarta-feira (17), às 18h, em Pituaçu. Titulares nos seis jogos disputados pelo Leão na temporada 2021, Wallace, Van e Vico serão poupados do clássico válido pela 5ª rodada do estadual. Conforme apurou o CORREIO, os nomes deles não constam na lista de 23 jogadores relacionados para o duelo.
“A gente vai criar novamente uma estratégia para que a gente possa colocar jogadores que foram recentemente contratados pra terem a oportunidade de jogar. Acredito que a gente vai entrar mais uma vez com uma equipe de um comprometimento muito grande, de uma intensidade alta e buscando mais do que nunca fazer um grande jogo”, projetou o técnico Rodrigo Chagas, durante entrevista coletiva, sem confirmar quem entra no time.
Recém-contratado, o zagueiro Marcelo Alves pode estrear no lugar de Wallace, mas o prata da casa Mateus Moraes também aparece como opção. O lateral direito Raul Prata vai vestir a camisa vermelha e preta pela primeira vez. O lugar de Vico será ocupado por Ygor Catatau, que entrou no decorrer dos dois últimos jogos e dessa vez escutará o apito inicial de dentro das quatro linhas.
“Nós já sabemos que vamos ter a utilização de alguns atletas que estão na casa, alguns contratados, tendo a oportunidade nesse momento. A gente vai tentar inserir esses atletas, sem perder a estrutura da equipe”, pontuou Rodrigo Chagas.
Os escolhidos terão a missão de repetir no segundo clássico do ano a boa atuação que o time teve no primeiro. No sábado (13), o Vitória venceu o Ba-Vi da Copa do Nordeste por 1×0, no Barradão. Na ocasião, o meia Gabriel Santiago armou a jogada e o centroavante Samuel estufou a rede. Recém-promovidos ao time profissional, eles estão cheios de gás e devem ser mantidos entre os titulares.
O elenco rubro-negro finalizou a preparação para o Ba-Vi do estadual na manhã desta terça-feira (16), na Toca do Leão. O meia Eduardo, com dor lombar, e o volante Fernando Neto, lesionado na coxa direita, seguem realizando tratamento médico.
O Vitória deve entrar em campo no clássico com Lucas Arcanjo, Raul Prata, João Victor, Marcelo Alves e Pedrinho; Gabriel Bispo, João Pedro e Gabriel Santiago; Ygor Catatau, Samuel e David.
“Acredito que nossa equipe vai ter um comportamento tão bom ou melhor do que o que tivemos no último jogo. Bastante competitiva, com comprometimento muito grande e intensidade para que a gente possa, se Deus quiser, dar mais essa felicidade para a nossa torcida”, projetou o técnico Rodrigo Chagas.
O técnico Rodrigo Chagas, do Vitória, sinalizou que deve fazer mudanças no time para o confronto diante do Bahia, quarta-feira (17), às 18h, em Pituaçu, pelo Campeonato Baiano. Ele deve promover a estreia dos novos contratados como Raul Prata, Roberto, Marcelo Alves e Walter.
“Acho que no momento é um jogo que pode ser feito algumas situações. A gente está buscando o resultado positivo. Independentemente da equipe que eu colocar em campo, teremos um comportamento tático, tanto ofensivo, como defensivo, muito bom. Até porque nós, nesses dias que antecedem o segundo Ba-Vi, fizemos um trabalho muito bom e muito intenso. Independentemente do atleta que entrar, acredito que o comportamento da equipe será positivo”, destacou.
O treinador ainda elogiou a chegada dos novos contratados. “Acho que, até o primeiro momento, as contratações que estão vindo são boas. Os atletas que estão chegando estão agregando muito bem aquilo que queremos, a nossa filosofia de trabalho”.
No último sábado (13), o Vitória venceu o Bahia por 1 a 0, pela Copa do Nordeste, no Barradão. Agora, o time rubro-negro vai pegar a equipe de transição do Tricolor, que é dirigido por Cláudio Prates. Uma espécie de equipe B. O técnico Rodrigo Chagas espera um confronto para lá de disputado.
“Acho que é um Ba-Vi, independente de quem estará representando o Bahia, se o time A ou o time de transição. Acredito até que o time de transição, em termos de intensidade, pode dar mais, são garotos buscando uma oportunidade. Será um time muito rápido, de velocidade. Sabemos que Cláudio faz um trabalho muito bom. Temos que estar precavidos do que pode acontecer nessa partida. Independente de jogar o time A ou de transição, temos que ter respeito, como houve até hoje. Dentro de campo, ao iniciar a partida, a gente precisa colocar nossas ideias, nossa forma de jogar, que não muda muito em relação aos jogos anteriores. Estudamos muito o adversário também, a forma de jogar. Espero que dentro de campo a gente possa colocar em prática tudo o que foi trabalhado, e que a gente possa realizar um grande jogo independente de time a ou time de transição, o que vier representando o time do Bahia. É clássico e temos que dar nosso melhor”, projetou.
Uma possível escalação do Vitória conta com: Lucas Arcanjo; Cedric (Raul Prata), João Victor, Marcelo Alves e Roberto; Gabriel Bispo, João Pedro (Guilherme Rend) e Alisson Farias; David, Samuel (Walter) e Ygor Catatau