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Por J.R Guzzo para Revista Oeste

Quando a direita ganha na votação popular, é porque o povo está sendo ‘contra a democracia’ — e isso não pode ser admitido pelos que se julgam condutores do ‘processo civilizatório’

Foto: Montagem Revista Oeste/Midjourney

À primeira vista, é um perfeito contrassenso. As eleições na Europa, dentro de cada país e no plano geral do Parlamento europeu, estão sendo apresentadas como uma ameaça mortal para a democracia. Por quê? Porque a direita tem boas chances de avançar mais. Tem sido assim nestes últimos tempos. A cada vez que a população é chamada para manifestar a sua vontade nas urnas, a direita ganha mais espaço e põe mais gente nos governos. Mas como os resultados de uma eleição limpa poderiam ser uma ameaça para a democracia? A ideia essencial das sociedades livres é exatamente esta: vai para o governo quem obtiver mais votos dos cidadãos. Estão querendo dizer, então, que só há democracia quando a esquerda ou o “centro” ganham a eleição? Chega-se aí à segunda vista, e por esta segunda vista não há contrassenso nenhum. Na visão unânime das elites políticas, culturais e econômicas, na Europa e no resto do mundo, é precisamente disso que se trata. Quando a direita ganha na votação popular, é porque o povo está sendo “contra a democracia” — e isso não pode ser admitido pelos que se julgam condutores do “processo civilizatório”. De acordo com a elite mundial, em suma, as eleições livres são hoje o maior perigo que existe para o Estado democrático. Assumiram o mandamento fundamental dos regimes de esquerda: o povo, realmente, não pode votar, porque se pudesse iria votar contra a gente.

É daí que vem a crescente histeria das mentes civilizadas diante do quadro eleitoral da Europa. Vai haver, já agora em junho, eleições gerais para o Parlamento da União Europeia, com 705 deputados dos 27 países membros. As previsões mostram que a direita é quem tem mais chances de crescer — e como lá não é a Venezuela, onde todos os candidatos viáveis da oposição são proibidos de concorrer, a esquerda e seus aliados de “centro”, ou coisa parecida, estão vivendo momentos de ansiedade intensa. Depois disso pode acontecer um horror maior ainda: uma possível vitória de Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos, descrita pelas vozes do “equilíbrio” como um passo direto rumo à Terceira Guerra Mundial e à volta do mundo à Idade da Pedra Lascada. Já houve a eleição de Javier Milei na Argentina. Haverá até mesmo as eleições municipais no Brasil, em outubro próximo — e o governo Lula, a dupla STF-TSE e a esquerda nacional estão num estado de pré-pânico com o que pode acontecer.

Vai haver, já agora em junho, eleições gerais para o Parlamento da União Europeia, com 705 deputados dos 27 países membros | Foto: Shutterstock

A ideia-matriz, nisso tudo, é a tentativa de impor uma nova definição para o conceito de democracia: todos podem votar, mas não podem votar nos candidatos, nas ideias e nos valores que preferem. Têm, necessariamente, de aderir às Escrituras da esquerda, que determinam a obediência ao vasto X-tudo montado por seus comissários. O sujeito, aí, tem de professar fé no “Estado”, a quem deve amar acima de todas as outras coisas. Tem de ser a favor dos movimentos negro, indígena, feminista, quilombola e identitário. Tem de denunciar a “crise do clima”, as fake news e as grandes fortunas. Tem de ser a favor da regulamentação de tudo o que se move sobre a face da Terra. Tem de ser contra a liberdade de expressão, o lucro e a ideia geral de Deus, Pátria e Família. Tem de achar que as cores verde e amarela, juntas, são fascistas. Tem de apoiar o Hamas. Tem de denunciar o sionismo, Israel e os judeus em geral. Da mesma forma, está proibido de dizer que o comunismo deu errado. Não pode ser contra os criminosos, nem apoiar a polícia. Não pode, em resumo, pensar com a sua própria cabeça. Se pensar, e se quiser votar conforme pensa, estará sendo uma ameaça para a democracia.

Não se pode, é claro, voltar à democracia da Grécia de 500 antes de Cristo. Na época, os riscos de que o eleitor aprovasse ideias erradas eram eliminados a pau — para começar, com a redução ao mínimo do número de eleitores. Ou à Roma Antiga, onde o voto de um gato gordo da nobreza valia mais que o voto de cem manés da plebe. Hoje todo mundo tem de votar; no Brasil, inclusive, o sujeito é multado se não votar. Na Coreia do Norte se vota. Em Cuba se vota. Em qualquer ditadura se vota — basta que o eleitor vote em quem o governo mandar. O Primeiro Mundo em geral está fazendo uma adaptação, para uso próprio, do conceito de democracia tal como ela é praticada nas ditaduras. A chave, aí, é impor a seleção natural das espécies — de acordo com a mídia que promoveu a si própria às funções de editora da humanidade, os arquiduques da vida cultural e os milionários que têm uma “pegada mais social”. Permitem a existência de candidatos que não ultrapassem os limites de um Emmanuel Macron; um pouquinho à direita dele, já não pode mais. Trump, Milei e Jair Bolsonaro, apesar dos mais de 100 milhões de eleitores que se sentem representados por eles, são proibições absolutas — uma espécie de fatal error que a nova democracia não admite em hipótese nenhuma. O sistema cai se o eleitor quer votar neles.

Trump, Milei e Jair Bolsonaro, apesar dos mais de 100 milhões de eleitores que se sentem representados por eles, são proibições absolutas | Foto: Reprodução/Redes Sociais

As elites brasileiras, do alto do seu subdesenvolvimento, tentam imitar os europeus e os americanos, tais como eles são definidos pelo The New York Times, o Black Lives Matter e os ideólogos da Disney. (O STF, por exemplo, fica cada vez mais parecido com Leonardo DiCaprio e coisas que o valham.) O processo de seleção, aqui, é feito pela polícia eleitoral do regime, o TSE. O cidadão quer votar em Bolsonaro, ou em algum outro nome da direita e/ou extrema direita? Não pode. Tem de se contentar com uma Simone Tebet, talvez um Alckmin, no máximo um Lira-Pacheco da vida. Na Europa e no resto do Primeiro Mundo não se pode contar com o TSE, nem proibir os indesejáveis de se candidatarem até o ano de 2030. Joga-se tudo, então, na lavagem cerebral por parte da mídia, dos burocratas-raiz da máquina estatal e das “personalidades”, incluindo-se aí os politicões que dispõem do selo de aprovação da elite pensante. Não tem funcionado, porque o eleitor presta cada vez menos atenção nessa gente toda — e se sente cada vez mais distante dela. Mas a única opção disponível, na falta de um STF ou de um Nicolás Maduro, é a tentativa de fazer terrorismo democrático: “Não vote neles, porque se você votar a civilização acaba”.

É esse o discurso oficial e cada vez mais frenético dos “formadores de opinião”. Criaram novos crimes políticos, segundo a sua própria Tábua de Mandamentos, e definem como criminosos antidemocráticos quem não está de acordo com as suas posições — líderes políticos e quem vota neles. Uma de suas acusações mais frequentes neste momento é a “islamofobia”. Se o cidadão faz objeções à imposição de costumes, atitudes ou leis muçulmanas no país onde vive, então ele é um “islamofóbico”, e como tal uma ameaça para a democracia. Se quiser regras mais duras contra a imigração estará cometendo o crime de “xenofobia”. Se não andar a pé ou de bicicleta será um delinquente ambiental — salvo se rodar em carro chapa branca, claro. É ilegal, para os efeitos da moral política vigente, contestar as decisões da burocracia transnacional ou do seu próprio país — sobre vacinas, comida, produção de carbono, impostos, direitos individuais. É um delito, ou pelo menos um pré-delito, discordar da internacionalização das regras da sociedade, ou desses órgãos mundiais parasitas que o pagador de impostos tem de sustentar. Você é réu de “populismo” se tiver preferência por políticos populares. É réu de “nacionalismo” se defender o direito do seu país a fazer as próprias leis. É réu de “individualismo”, ou a favor da “exclusão social”, se acreditar que as pessoas devem ser compensadas de acordo com os seus méritos pessoais.

A angústia do “campo progressista” se estende agora ao crescimento popular da direita na França, na Alemanha e na Espanha. Acaba de ganhar as eleições em Portugal. Pode ganhar no Parlamento europeu

A ideia geral por trás de tudo isso é interditar a ação política de quem discorda do pensamento único — ou “deslegitimar”, como se diz, as suas crescentes vitórias eleitorais. A indignação da sabedoria oficial é tanto mais neurótica quanto mais limpa for a eleição, mais inteligente for o vencedor e mais indiscutível for o seu apoio popular. O caso mais notável do momento é o da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. Ela é de direita, e nunca teve a mais remota preocupação de esconder o que é. Também não se importa a mínima com o que os Macrons e os jornalistas do The Economist dizem a seu respeito. Não está no governo porque deu um golpe de Estado; está lá porque foi eleita em eleições absolutamente livres. Por isso mesmo, é odiada com tanta determinação pela mídia mundial “de qualidade”. A senhora Meloni não apenas pensa diferente e faz coisas diferentes, mas ganha eleições perfeitamente democráticas; para a esquerda, isso é intolerável. Temos, assim, que uma líder da estatura de Giorgia Meloni é uma “ameaça para a democracia”. Como não pode ser acusada de totalitária, inventaram um novo tipo de acusação contra ela: “iliberal”. Ou seja: os eleitos têm, obrigatoriamente, de ser o que a elite considera “liberais”. Se não forem, são um perigo de morte para a democracia. A mesma excomunhão atinge o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, que tem o péssimo hábito de ganhar todas as eleições que disputa desde 2010 — cada uma delas inteiramente legítima. Já está no seu quarto mandato.

Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, é de direita e nunca teve a mais remota preocupação de esconder o que é | Foto: Shutterstock

A angústia do “campo progressista” se estende agora ao crescimento popular da direita na França, na Alemanha e na Espanha. Acaba de ganhar as eleições em Portugal. Pode ganhar no Parlamento europeu — que não manda nada, é verdade, e funciona mais como um fórum de opiniões, mas é um espelho do que a maioria dos cidadãos está querendo. A questão real, na verdade, é muito clara — é o pavor fundamental que a ideia de maioria provoca na esquerda e nos seus acompanhantes. Seu pior problema de hoje, e de sempre, é a articulação da vontade popular. É o que se vê num retrato em alta definição do Brasil deste exato momento. Nada, até agora, deixou o regime mais transtornado do que a mobilização do povo na tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul. A massa se mostrou muito mais eficaz, organizada e generosa do que o Estado e todo o seu aparelho. Civis estão salvando civis. O governo Lula, o STF e a maioria da mídia não suportam ver isso.

Informações Revista Oeste


foto: Reprodução 

Recentemente, o governo federal, sob a liderança de Lula, anunciou a criação de uma campanha chamada “Seja um voluntário digital da informação”, que visa combater a disseminação de fake news no Brasil. A iniciativa convida cidadãos a se cadastrarem para receber informações oficiais e relatar possíveis notícias falsas, com o material reportado sendo encaminhado para apuração pelas autoridades competentes.

A campanha é vista por alguns analistas e opositores como uma tentativa de controle da opinião pública. Eles apontam para a história de regimes totalitários, como a Alemanha nazista e a União Soviética, que utilizaram estratégias de controle da comunicação e denúncia entre cidadãos para reprimir a dissidência e reforçar a autoridade estatal.

A Campanha “Seja um voluntário digital da informação”

De acordo com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), Paulo Pimenta, o canal foi criado para promover a circulação de informações verdadeiras e responsabilizar os autores e propagadores de desinformação. Ele afirmou que todo material recebido será cuidadosamente verificado e poderá resultar em medidas legais contra os responsáveis por disseminar informações falsas.

No entanto, críticos do governo acreditam que a iniciativa pode ser mais do que uma simples campanha contra fake news. Eles temem que o programa seja um instrumento de intimidação e controle sobre quem se opõe ao governo, levando o país a um caminho perigoso de censura e perda de liberdades individuais.

Um Olhar Histórico

Historicamente, iniciativas semelhantes foram vistas em períodos sombrios. Na Alemanha nazista, cidadãos eram incentivados a denunciar vizinhos e até familiares que suspeitassem de atividades judaicas ou contra o regime. Durante a Revolução Comunista na União Soviética, sob o pretexto de proteger a ideologia do estado, a população foi incentivada a reportar atividades suspeitas, o que resultou em vastas redes de espionagem e repressão.

O Caminho para o Totalitarismo?

Se este programa continuar a expandir-se sem um controle republicano rigoroso, há um risco de que o Brasil possa evoluir para um regime onde a liberdade de expressão é severamente limitada e a mídia é rigorosamente controlada pelo estado. A história ensina que o controle da informação e a repressão de críticos são características típicas de regimes totalitários.

A intenção de combater fake news é, em si, positiva. No entanto, é crucial que a implementação de medidas para este fim esteja alinhada com os princípios democráticos e direitos humanos, garantindo que a liberdade de expressão e o direito à crítica sejam preservados. A vigilância sobre possíveis abusos é essencial para evitar que uma campanha legítima de combate à desinformação se transforme em uma ferramenta de repressão política.

É um momento crucial para o Brasil, onde a sociedade precisa estar atenta e engajada, garantindo que os mecanismos de controle da informação não comprometam os pilares democráticos e a pluralidade de opiniões.

Júnior Melo (advogado e Jornalista)

Informações TBN


No reino da Bahia, entre brilho e esplendor,
Nasceu João Durval Carneiro, um grande gestor.
Feirense da gema, em Ipuaçu brotou,
E em sua trajetória, o sucesso encontrou.

Completou 95 anos, cheios de vigor e vontade,
Na política, deixou sua marca com lealdade.
Vereador, prefeito, governador com devoção,
Senador incansável, na história da nação.

Seu Norato, atento ao que o mundo tem a contar,
Num cochilo profundo, começou a sonhar.
Em seu sonho, um Cordel News a se esboçar,
João Durval, num cooper pela cidade, a desbravar.

Com boné na cabeça e tênis Nike a brilhar,
Na avenida Maria Quitéria, foi começar.
Obra que ergueu com força e maestria,
João Durval, na história, eternizaria.

Pelos caminhos da cidade, sua história reluz,
Na avenida João Durval, seu nome ecoa, é a luz.
Com passos firmes, sua marca seduz,
Feira de Santana o acolhe, ele é quem conduz.

Sedento, João Durval segue em sua missão,
Corre para a Caixa D’Água do Tomba, sua construção.
Monumento que é um marco da Princesa do Sertão,
É quase a nossa Torre Eiffel, que orgulha o coração.

No cooper pela Princesa do Sertão segue Durval,
Rumo ao Clériston Andrade, num passo fenomenal.
Sua gestão também inaugurou esse hospital vital,
Cuida da saúde, além-fronteiras, num feito sem igual.

Cansado, porém firme, segue João Durval na jornada,
Ao Estádio Joia da Princesa, sua obra aclamada.
Palco de glórias, onde a história é celebrada,
O futebol e o povo, em sua honra, alçados à alvorada.

Acelerou, quase voando, no aeroporto aportou,
Onde seu nome ecoa, em alto ressoou.
Como um pássaro livre, seu legado voou,
Na história de Feira, para sempre ficou.

Pela avenida de contorno, incansável, ele seguiu,
A Froes da Motta, sua marca ali se construiu.
Conjunto Feira X, e a Cidade Nova – “Feira Um”
João Durval, o político, que a cidade viu crescer e fluiu.

Na cultura, João Durval deixou sua marca imortal,
Ergueu a escola que virou Teatro Margarida Ribeiro.
O Centro de Cultura Amélio Amorim, um símbolo real,
Honra à arte e à história, neste vasto arsenal.

Trocou dois Fuscas por um terreno, um negócio visionário,
Doou para construir a UEFS, um gesto solidário.
Água, luz, indústria e universidade, pilares necessários,
Fez de Feira de Santana um polo extraordinário.

Para encerrar a jornada, João Durval partiu sem receio,
De volta a Ipuaçu, onde nasceu seus desejos.
Hoje, distrito João Durval, um tributo sem rodeio,
À beira do rio Jacuípe, ele agradeceu ao próprio enleio.

Seu Norato despertou do sonho, a verdade a encontrar,
Agradece a João Durval, por tanto se doar.
Orou a Deus, para mais vida e saúde lhe dar,
Para Feira, sempre mais honras a João Durval prestar.

Por Ordachson Gonçalves


A regra de perseguição a homens que são colocados como estupradores em potencial é posta apenas para aqueles que não estão protegidos pela esquerda

Por Adrilles Jorge para a Revista Oeste

O presidente Lula e um dos filhos, Luís Claudio, acusado de agredir a ex-mulher | Foto: Reprodução/Twitter/X
O presidente Lula e um dos filhos, Luís Claudio, acusado de agredir a ex-mulher | Foto: Reprodução/Twitter/X

A nora de Lula acusou o filho de Lula de agredi-la. Fisicamente, verbalmente, moralmente. Ganhou medida protetiva contra o acusado de agressão. Não há ninguém fazendo acusação taxativa de que o filho de Lula é culpado de qualquer coisa. Caberá à Justiça decidir sobre sua culpa ou inocência. Mas há, como todos sabem, uma propensão a se crer na palavra da mulher em todos os casos em que se acusam um homem de agressão. Há uma tendência a se linchar homens, culpados ou não, pelo que o feminismo contemporâneo chama de machismo estrutural que oprime e agride, moralmente e fisicamente, uma mulher.

A mídia sempre entra em polvorosa quando qualquer figura pública é acusada peremptoriamente de agressão e o pré-julgamento é quase sempre concluído contra o réu, antes de qualquer justiça real. Mas praticamente nenhuma palavra foi dita contra o filho de Lula. E praticamente várias palavras foram ditas ou sugeridas contra a suposta vítima, a nora de Lula. Uma famosa socialite de esquerda chegou a dizer dela que era uma mulher vulgar, que se vestia de maneira obscena e fazia procedimentos estéticos de uma mulher não confiável. Nesta live, outros ativistas “progressistas” riram desbragadamente. Nenhuma palavra de proteção à mulher. Nenhuma palavra de contrariedade ao pré-julgamento de uma mulher que se colocava no lugar de vítima.

A pauta de proteção à mulher é legitima. Mulheres que sofrem agressões tem todo o direito, atual e histórico, de acusarem homens agressivos, opressores e abusadores. Mas há uma distorção do conceito de Justiça quando se colocam quaisquer homens em situação de condenado pela mais remota acusação. Não é o caso de Lula por uma razão muito simples. É o filho de Lula, o ícone maior da esquerda brasileira. A regra de perseguição inclemente a todos os homens que são colocados como estupradores e agressores em potencial é posta apenas para aqueles homens que não estão protegidos pela estrutura do poder que a esquerda exerce sobre a mídia, sobre as universidades, sobre as escolas, sobre o Judiciário e sobre todas as instituições culturais ocupadas pelo “progressismo” e por uma caricatura contemporânea de feminismo que se transformou em mera perseguição contra homens. Mas alguns homens têm proteção especial. O próprio Lula já chegou a fazer piadas grosseiras contra homossexuais e mulheres. Nada lhe acontece. Bolsonaro foi condenado por ter feito um trocadilho vulgar contra uma jornalista. Foi acusado de agressão simbólica não só à tal jornalista como a toda a imprensa brasileira. Não importa o que se diz, mas quem diz, já diz o sabido ditado que traduz os cancelamentos orquestrados pela esquerda nacional e mundial.

A questão é que ninguém consciente advoga linchamento e cancelamento de absolutamente ninguém, sobretudo sob uma séria acusação de agressão a uma mulher. A Justiça foi subvertida a ponto de condenar toda pessoa previamente, publicamente, por ser homem. Neymar, não houvesse sua acusadora de estupro ter feito um vídeo tosco em que provava ser ela a abusadora, estaria até hoje respondendo pelo falso crime de abuso que sua acusadora lhe atribuiu. A mídia toda, bom lembrar, se assanhou em acusá-lo incisivamente e levantar suspeitas seríssimas. Assim com outros personagens masculinos notórios no brasil e no mundo. A coisa é mais aterradora quando se coloca em pauta a questão de “agressão simbólica” ou “agressão moral’”. Por agressão simbólica se entende qualquer coisa, até uma voz elevada ou um olhar mais agressivo. Por várias vezes congressistas de esquerda xingaram seus adversários políticos de ladrão, abusador, criminosos e quando contestadas, acusavam seus oponentes de agressão simbólica contra mulher.

As feministas se calaram diante das acusações contra o filho de Lula

O feminismo nasceu com a melhor das intenções e ações, é bom lembrar. Mulheres não tinham direito a trabalho remunerado, voto, herança, a viajar sem autorização do marido, e, claro, muitas vezes sofriam agressões simbólicas e reais de todos os níveis. Isso foi devidamente mudado pela história. Mas o feminismo hoje se transformou num movimento exclusivo de perseguição a homens. As mulheres já conquistaram todos os seus direitos e liberdades. É claro que há machistas e abusadores, mas pontuais, como há assassinos, traficantes, criminosos pontuais no Brasil. O Brasil não é estruturalmente criminoso nem machista. Não existe tal coisa como machismo estrutural que abrange todos os homens no brasil. Homens e mulheres podem ser bons ou maus, homens e mulheres podem ou não ter desvios de caráter e serem agressivos uns com outros. Homens e mulheres podem se agredir eventualmente numa relação. Simbolicamente e fisicamente. Claro que homens tem mais força física. Mas isso não impede que uma mulher possa mentir, se aproveitando justamente de ter a Justiça e a mídia a seu lado, sobretudo quando se trata de alguém famoso e sobretudo quando se trata de alguém famoso que não esteja alinhado a um pensamento progressista. Imaginem se fosse algum filho de Bolsonaroenvolvido numa suposta agressão a uma mulher sua.

Esse tipo de feminismo canhestro inclusive afeta as reais vítimas de homens violentos que começam a ser discriminadas e sofrerem desconfiança. Este tipo de feminismo canhestro mina as relações entre homens e mulheres que estabelecem uma mútua desconfiança entre eles. Mas esse tipo de feminismo canhestro se cala quando sabe que um de seus protegidos pelo poder está sob a acusação de agredir uma mulher de um filho do presidente Lula. Aí a mulher passa de vítima em potencial a vulgar, suspeita em potencial.

Informações Revista Oeste

Artigo: A balbúrdia do STF
2 de Maio de 2024

O Supremo promove a si próprio à condição de infalível, e seus ministros a um estágio superior ao de todos os demais seres humanos vivos no momento no planeta Terra

Ministros viajam pela Europa e Reino Unido para participar de eventos jurídicos | Foto: Fellipe Sampaio/STF
Ministros viajam pela Europa e Reino Unido para participar de eventos jurídicos | Foto: Fellipe Sampaio/STF

(J. R. Guzzo, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 1º de maio de 2024)

Supremo Tribunal Federal sustenta, há anos, que é vítima de perseguição da direita brasileira e, nesses últimos tempos, da direita mundial. Construíram e colocaram em circulação a doutrina segundo a qual o STF é o maior produtor líquido de democracia no Brasil. Simetricamente, todos os que fazem críticas à sua conduta são conspiradores dedicados a impor uma ditadura no país, liquidar as instituições e deter o chamado “processo civilizatório”. Podem até não ser conscientes do que fazem, mas são todos “golpistas”, “fascistas”, “bolsonaristas” — enfim, inimigos da democracia que se disfarçam por trás de sua hostilidade ao Supremo para destruir o estado democrático de direito no Brasil.

Não ocorre ao STF, nunca, que pelo menos uma parte da indignação causada pelo mais alto tribunal de Justiça do Brasil junto à opinião pública não se deve às suas decisões — mas sim aos atos objetivos que os ministros praticam. Classificam absolutamente tudo, seja lá qual for a crítica, como “ataques ao Supremo”. É falso. O que acontece é que os ministros se comportam mal, e se escondem por trás da imagem do STF como “defensor perpétuo” da democracia para não ter de responder pelo que fazem. É o que está acontecendo, mais uma vez. Três ministros, ao mesmo tempo, fazem uma viagem a Londres e não explicam quem pagou suas despesas. O que isso tem a ver com democracia? Nada, mas eles se acham vítimas de mais um “ataque”.

STF impõe sigilo sobre a viagem dos ministros

Por este critério, o STF promove a si próprio à condição de infalível, e seus ministros a um estágio superior ao de todos os demais seres humanos vivos no momento no planeta Terra — nem um nem outro podem ser julgados, jamais, pelo seu comportamento. No caso de Londres, a deformação fica especialmente agressiva. É impossível entender, em primeiro lugar, porque três ministros, fora de seu período de férias, precisam ir a Londres para fazer uma palestra para brasileiros e sobre questões do Brasil. Fica ainda mais incompreensível que tenham sido acompanhados por um cardume inteiro de peixes graúdos do alto Judiciário: cinco ministros do STJ, um do TSE, o procurador-geral, o advogado-geral. Levaram até o diretor da Polícia Federal. Para que isso tudo?

Mas o pior é quando se vai ver quem pagou as contas — e essas contas incluem hotel com diárias de R$ 6 mil para os ministros. A tentativa de esconder foi inútil. A imprensa ficou sabendo a identidade de pelo menos dois dos financiadores: o Banco Meta e a antiga companhia de cigarros Souza Cruz, hoje de volta ao nome da matriz, a British-American Tobacco. As duas empresas têm uma penca de causas em julgamento no STF e no STJ — só o Banco Master, e só no STJ, tem 27 processos pendentes. Existe alguma possibilidade de acontecer uma coisa dessas em qualquer supremo tribunal do mundo civilizado? Não, não existe nenhuma. Fica então a pergunta final: por que dar essas informações e falar deste assunto seria colaborar com o “golpe de Estado da direita”, que, segundo os ministros, estaria em andamento?

Informações Revista Oeste


Foto: Reprodução/Wikipedia

Por Tasso Franco

Houve uma época nesta cidade da Bahia em que a vida noturna era pulsante, quer no centro histórico; quer nos bairros para dançar e farrear; vadiar e acasalar; flanar sem medo de ser feliz

Quem é antigo como eu lembra do Rumba Dancing, do Tabaris, do Varandá, do Maria da Vovó, no Anjo Azul, do Cacique, do XK, Braseiro da Ladeira da Praça, do Oceania, do chope La Fontana na Carlos Gomes

Havia até um pouso da madrugada no Largo de Amaralina que sequer tinha portas, o Gereré; e no Cosme de Farias, em Semirames, brincava-se com os copos e a prosa até as madrugadas; na Boa Viagem e na Ribeira, nos divertíamos no Caçuá e no Tainheiros

A Barra era um paraíso desde a Maria Fumaça aos clubes chiques e populares com seus bailes nos finais de semana, na Associação Atlética, no Palmeiras, no Democratas, no Amazonas e, de quebra, nas madrugadas descer a terceira escada rumo as areias da praia e ao amor

Pensar sobre o tempo e todo esse retrocesso imaginando que teríamos continuidade com outras formas de viver a cidade às noites é um passatempo desagradável já que, nesse alvorecer do século XXI, vivemos enjaulados

Há grades em nossas casas por todos os lados nas residências dos ricos, dos pobres, dos remediados, das autoridades, dos juízes, dos parlamentares, dos templos religiosos, nos colégios, universidades, ninguém escapa dessa vigilância permanente acrescida de cães e câmeras

Até imagens de santos vivem em nichos enjaulados e furta-se os dízimos na Irmandade do Senhor do Bonfim a ponto de Sua Eminência, o cardeal, intervir nomeando um monsenhor probo

Esse é o ambiente na Cidade da Bahia que já foi de paz e amor, do pombo Correio, do caminhar sem lenço nem documento nas dunas do Abaeté e nas areias das praias

Dorival Caymmi teria sido um profeta desse novo tempo? Ai, ai que saudade eu tenho da Bahia/ Ai, se eu escutasse o que mamãe dizia/ “Bem, não vá deixar a sua mãe aflita/ A gente faz o que o coração dita/ Mas esse mundo é feito de maldade e ilusão

É isso, agora, proíbe-nos de sairmos às noites, de tomarmos um chopinho a beira orla, curtir o largo da Dinha, degustar o sorvete na balaustrada da Ribeira diante de tanta maldade e balas perdidas a voar
Na década de 1970, Vinicius de Moraes e Toquinho cantavam: É bom passar uma tarde em Itapuã/Ao sol que arde em Itapuã/ Ouvindo o mar de Itapuã/ Falar de amor em Itapuã/ Depois sentir o arrepio/ Do vento que a noite traz/ E o diz-que-diz-que macio/ Que brota dos coqueirais/ E nos espaços serenos/ Sem ontem nem amanhã/ Dormir nos braços morenos/ Da lua de Itapuã

Devolva-nos essa velha vida senhores e senhoras autoridades das gravatas, togas e colarinhos engomados. Juro que tenho saudade desse tempo da cidade inteira e não pela metade, do meio turno. Viramos repartição pública

Hoje, é-nos proibido dormir nos braços morenos da lua de Itapuã, das dunas do Abaeté, do luar da praia de Tubarão, da colina do Monte Serrat e até do largo onde fica a Basílica do Senhor do Bonfim

Resta-nos, oh! que tristeza, o sol se pondo em Cacha Pregos vendo-se da encosta do Farol da Barra e, logo em segunda, o caminho de casa como cordeiros de Deus

A cidade perdeu o seu glamour dos luares, do seu encanto das noites, e olhar a beleza da lua cheia só é permitido das janelas das casas e apartamentos, das cornijas das igrejas ainda, arriscados, a seremos atingidos por alguma bala perdida que zunindo no espaço não tem endereço certo

Eu, o andarilho desta cidade, limito-me a flanar apenas no quadrilátero do centro histórico e quando vou a algum sitio na minha vizinhança, para algum serviço, no Calabar, na Sabina, no Alto das Pombas, fico atormentado

Era cliente há decênios da borracharia da entrada do Calabar de longos anos e, hoje, evito-a; freguês da oficina do mestre Botafogo, na Sabina, que também evito

E o que dizer de andar pela Capelinha do São Caetano, pela Valéria, Saramandaia, São Bartolomeu, Avenida Peixe, Pedrinhas, Rua Direita do Uruguai, praça da Revolução, em Periperi, no Boca de Galinha da Plataforma que tanto gostava, nem pensar

Fui expulso (eu e todos os outros estranhos a esses sítios) desses bairros porque não nos enquadramos dentro do código estabelecido pela bandidagem, aquele que vale, uma vez que o código Hamurabi, dos togados, não serve para nada.

Quando escrevia Dom Quixote em seu prólogo na dúvida do que colocaria no papel, Cervantes foi visitado por um amigo que lhe fez muitos questionamentos e acordou para o escrito dando um tapa na testa
Estamos assim, vivendo em pensamentos e precisando de um tapa desses a darmos nas autoridades, um tapa na consciência.

Somos, pois, os baianos da capital, da Cidade da Bahia outrora de paz e amor, plena, inteira, cheia, noite e dia, agora, apenas pássaros que somos regulados pelo tempo e, ao escurecer, ao sol se por no horizonte, irmos para casa e dormir

Vivemos numa cidade pela metade do raiar ao por do sol.

Texto de Tasso Franco.


No próximo dia 28, o multifacetário Alfredo de Morais Neto, que se divide entre a Literatura, Psicologia, Docência, Artes Plásticas e as atividades militar e empresarial, fará o lançamento do seu livro “Kayango e Dandalunda: indumentárias, paramentos e suas simbologias”, na Bienal do Livro Bahia, que acontece no período de 26 de abril a 01 de maio, no Centro de Convenções Salvador.

A mais nova publicação do escritor feirense fala sobre um estudo da trajetória das raízes culturais do nascedouro da religião de matriz africana no Brasil, principalmente as advindas de Angola. Todo o histórico vem da leitura do significado das roupas de duas Yabas (orixás femininas).

A expectativa dos prepostos da GL Events Exhibitions – empresa que organiza a Bienal – é receber mais de 90 mil visitantes nos seis dias do evento.

Com o tema “As Histórias que a Bahia Conta”, a Bienal terá 200 marcas expositoras e mais de 170 autores, personalidades e artistas, que produzirão cerca de 100 horas de conteúdo para todos os públicos, em três diferentes espaços da programação cultural oficial: Café Literário, Arena Jovem e Espaço Infantil.

Entre as atrações confirmadas estão Abdi Nazemian, Scholastique Mukasonga, Itamar Vieira Jr, Ricardo Ishmael, Pedro Rhuas, Paula Pimenta, Socorro Acioli e Thalita Rebouças, além de artistas como Daniela Mercury, Bruna Lombardi e Zélia Duncan.

Os ingressos podem ser adquiridos por meio do site oficial do evento: www.bienaldolivrobahia.com.br. A entrada inteira custa R$ 30, enquanto a meia entrada tem o valor de R$ 15. Durante os dias da Bienal, haverá também bilheteria física no próprio Centro de Convenções Salvador.

Fonte: Jornalista Sérgio Augusto


Foto: REUTERS/Gonzalo Fuentes

Elon Musk explica por que sua filha não pode se casar com um homem pobre.

Há alguns anos, numa conferência nos Estados Unidos sobre investimentos e finanças, um dos palestrantes foi Elon Musk. Durante a sessão de perguntas e respostas, foi feita uma pergunta que fez todos rirem.

Perguntaram-lhe se o homem mais rico do mundo poderia aceitar que sua filha se casasse com um homem pobre ou modesto.

Sua resposta pode mudar algo para todos.

Elon Musk respondeu: Em primeiro lugar, entenda que riqueza não significa ter uma grande conta bancária. A riqueza é acima de tudo a capacidade de criar riqueza.

Exemplo: Alguém que ganha na loteria ou joga. Mesmo que ganhe 100 milhões, ele não é rico: é um homem pobre e com muito dinheiro. Esta é a razão pela qual 90% dos milionários da loteria ficam pobres novamente após 5 anos.

Também existem pessoas ricas que não têm dinheiro.

Exemplo: A maioria dos empreendedores.
Eles já estão no caminho da riqueza mesmo que não tenham dinheiro, porque estão a desenvolver a sua inteligência financeira e isso é riqueza.

Como os ricos e os pobres são diferentes?

Simplificando: os ricos podem morrer para ficar ricos, enquanto os pobres podem matar para ficar ricos.

Se você vir um jovem que decide treinar, aprender coisas novas, que busca se aprimorar constantemente, saiba que ele é rico.

Se você vir um jovem que pensa que o problema é o Estado, e que pensa que os ricos são todos ladrões e que critica constantemente, saiba que ele é pobre.

Os ricos estão convencidos de que só precisam de informação e formação para descolar, os pobres pensam que outros precisam de lhes dar dinheiro para descolarem.

Concluindo, quando digo que minha filha não vai se casar com um homem pobre, não estou falando de dinheiro. Estou falando da capacidade desse homem de criar riqueza.

Desculpe-me por dizer isso, mas a maioria dos criminosos são pessoas pobres. Quando se deparam com dinheiro, perdem a cabeça, por isso roubam, roubam, etc. Para eles, é uma bênção porque não sabem como poderiam ganhar dinheiro sozinhos.

Um dia, o guarda de um banco encontrou uma sacola cheia de dinheiro, pegou a sacola e foi entregá-la ao gerente do banco.

As pessoas chamavam esse homem de idiota, mas na verdade ele era apenas um homem rico que não tinha dinheiro.

Um ano depois, o banco ofereceu-lhe o cargo de recepcionista, 3 anos depois foi gestor de clientes e 10 anos depois gerenciou a gestão regional deste banco, supervisionou centenas de funcionários e o seu bónus anual ultrapassou o valor que poderia ter roubado.

A riqueza é acima de tudo um estado de espírito.

Então… você é rico ou pobre?

Um estudante que trapaceia para conseguir um diploma nunca será rico. Em vez de criar riqueza, ele estará sempre inclinado a roubar para conseguir o dinheiro e a desperdiçá-lo no espírito de publicidade para ser visto. Vamos ensinar nossos adoráveis ​​filhos como criar riqueza. Esta é a melhor herança. A riqueza é uma mentalidade! Você deve escolher ter sucesso por meios honestos.

APRENDAM E SEJAM RICOS!


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, emitiu um despacho no domingo à noite, 7 de abril, incluindo o bilionário americano Elon Musk em um inquérito. Essa decisão foi uma resposta às críticas feitas por Musk em sua rede social, o X (antigo Twitter).

De acordo com informações da revista Crusoé, o documento de Moraes apresenta pelo menos sete falhas jurídicas.

  1. Não existe o crime de “dolosa instrumentalização criminosa” das redes sociais: A principal acusação de Moraes é de que Musk teria cometido uma “dolosa instrumentalização criminosa” das redes sociais, mas esse crime não existe no Código Penal brasileiro. Musk apenas usou sua conta pessoal para expressar suas opiniões. Para Moraes, contudo, Musk buscou “desestabilizar a opinião pública, atentando contra a soberania do país“. Não há como definir o que seriam essas coisas.

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  1. Só se pode dizer que algo foi intencional depois que uma investigação é concluída: Moraes acusa Musk de “dolosa instrumentalização das redes sociais“. Porém, ele só poderia afirmar que houve intenção (dolo) após concluída uma investigação. “É complicado ter uma investigação que já pressupõe o dolo (intenção). Se você já sabe de cara que alguém teve a intenção, então essa pessoa não precisa ser investigada. Já está concluído“, diz o advogado André Marsiglia, especialista em liberdade de expressão e de imprensa.
  2. Não obedecer a uma ordem judicial não implica obstrução de Justiça: O X, antigo Twitter, recusou-se a cumprir algumas de Moraes ou do Tribunal Superior Eleitoral, como a de fornecer informações pessoais dos usuários da plataforma ou cancelar algumas contas. “Por que ele Elon Musk teria cometido obstrução de Justiça? Por que ele ameaçou não cumprir uma decisão? Descumprir uma decisão não é obstruir a Justiça. Aliás, isso faz parte do jogo. A gente que advoga muito sobre liberdade de expressão e com jornalismo sabemos que é a coisa mais natural do mundo alguém optar por descumprir uma decisão censória contra um veículo ou contra um jornalista. Isso não é obstruir Justiça ou algo do gênero“, diz André Marsiglia.
  3. Musk não pertence a uma organização criminosaMoraes acusa Musk de organização criminosa. Para isso, seria necessário que os autores unissem esforços para realizar infrações penais de forma estruturada, ordenada e com divisão de tarefas. Musk é o dono to X, empresa que não tem o objetivo de cometer crimes. Além do mais, não se pode aventar agora qual crime Musk teria cometido.
  4. Não houve incitação ao crime: Para que alguém possa ser acusado de incitação ao crime, é preciso que exista uma relação entre o que a pessoa disse e o crime que poderia ser praticado por outro. Criticar alguém ou uma instituição nas redes sociais é diferente de convocar outras pessoas a cometer um ato ilícito. “O próprio STF já decidiu que a crítica ácida, até mesmo a utilização de termos ofensivos ou mais agressivos, está coberta pela liberdade de expressão“, diz Marsiglia. “Não vi em momento algum qualquer tipo de estímulo ou de conclame a que terceiros agredissem os ministros ou as instituições.”
  5. Não há razão para Musk ser investigado pelo ST: Ao Supremo Tribunal Federal cabe julgar pessoas com foro privilegiado. Musk é um estrangeiro sem esse benefício.
  6. Não há como investigar Musk: Musk é um estrangeiro que vive nos Estados Unidos. Moraes pensa em chamar Musk para depor? Vai congelar os bilhões que ele tem em bancos do mundo todo? Vai ordenar uma operação de busca e apreensão no Texas? Vai pedir para Musk entregar o seu passaporte? Confiscar a chave de um foguete da SpaceX? As instituições brasileiras não têm competência para fazer esse trabalho no exterior.

*Revista Crusoé
*Agência Brasil e Reuters


Foto: Divulgação

A notícia chegou num grupo de zap com velhos amigos jornalistas. Dos quatro, três tiveram juntos uma experiência pessoal com Ziraldo, o protagonista do triste acontecimento deste sábado. Sim, o menino maluquinho, o filho da Super Mãe, o mineirinho come-quieto, o imbrochável se foi.

A morte sempre está associada a choro, tristeza. Peraí, nada disso combina com Ziraldo e seu traço, seus personagens, seu largo sorriso, suas piadas, seus textos bem humorados, sua arte colorida. Até cor ele inventou para contar uma história infantil que fez sucesso nos palcos. Eu mesmo assisti a “Flicts”, no teatro, na infância.

A simpatia de Ziraldo não era performática. Eu e meus dois amigos, que naqueles já remotos anos 1980 éramos estudantes de jornalismo, constatamos isso. O famoso cartunista estava em Salvador para participar de um evento.

A Facom acabara de adquirir a sua primeira câmera de vídeo. Era uma Sony que tinha um microfone embutido. A presença de Ziraldo na cidade nos motivou a estrear o equipamento, fazendo uma entrevista com ele.

Lá fomos nós para o então hotel Quatro Rodas, pra lá de Itapuã, no meu Gol. Mas antes um dos amigos, precavido, tratou logo de pegar um microfone com cabo para garantir a qualidade do áudio da entrevista.

Tínhamos muitas histórias a colher daquele que foi um dos fundadores de O Pasquim, publicação responsável por uma grande revolução na linguagem da imprensa brasileira. Injetou humor e tirou definitivamente o fraque e a cartola dos textos de jornais e revistas.

Chegando ao hotel, lá fomos nós atrás de Ziraldo. Não tínhamos combinado nada com ele. Esperaríamos ele sair do evento e faríamos a entrevista. Enquanto aguardávamos a saída dele do evento, logo baixou o espírito do Pasquim no trio de repórteres.

Avistamos Ziraldo e um de nós se dirigiu a ele para lhe pedir a entrevista. Enquanto um do trio fazia a abordagem ao cartunista, passa um mensageiro. Os dois que estavam com a câmera e o microfone resolvem testar a popularidade do autor do Menino Maluquinho.

Você conhece Ziraldo?

Sem graça, o funcionário responde que não. Risadinhas são contidas. O entrevistado oficial topou falar com a gente numa boa. Conduzimos ele para um local mais tranquilo e iluminado.

Um, dois, três, câmera, ação!

Muito solícito e atencioso, com grande simpatia, Ziraldo foi bombardeado com várias perguntas sobre O Pasquim, Brizola, eleições, a Bahia, o Brasil e sua arte. Não limitou o tempo. Ficou à vontade e demonstrou ter gostado do papo.

Ao término, agradecemos muito a gentileza e generosidade dele. Comemoramos a grande entrevista que certamente seria exibida para todos os alunos da Facom. Celebramos tomando umas cervejas num boteco de Itapuã.

Naquele tempo nenhum de nós tinha videocassete. Mais complicado ainda era encontrar um com o sistema de reprodução da Sony. Não teve jeito. Tivemos que aguardar até o dia seguinte para ver a histórica entrevista no videocassete da Facom.

Cedo estávamos lá para apertar a tecla do play e ver exibida na tevê as histórias que nos contou o grande Ziraldo. Tudo pronto. Tec… A imagem surgiu na tela. Beleza! Mas cadê o som? Último volume e nada. Que porra é essa?

Dois de nós dirigiram-se àquele que ficou responsável por pegar o equipamento e uníssono disseram: “você não testou o cabo e o microfone?”

Não teve a gagueira dele que era comum em momentos de nervosismo. Ecoou nele o silêncio da gravação da entrevista que sobreviveu apenas na lembrança dos três amigos e até hoje lhes rende boas gargalhadas.

Informações Política Livre

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