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Rotativo News/Stephen Kanitz

Foto: Reprodução/Facebook

A briga de bastidores entre Bolsonaro e Mandetta jamais será retratada corretamente, nunca acreditem num livro de história.

Para entenderem essa briga, primeiro alguns fatos.

O Exército Brasileiro se preocupou com saúde desde o seu início, preocupado que era com seus soldados.

Possuía três dos melhores hospitais da época e criou a Escola de Aplicação Médico-Militar (1910), Escola de Aplicação do Serviço de Saúde do Exército (1921) e a Escola de Saúde do Exército (1933).

Em 1904 o Exército se viu envolvido com a Revolta das Vacinas, contra a varíola, quando a população se revoltou contra a vacinação.

Por isso epidemias e vacinas foram sempre assuntos discutidos entre os nossos militares, mais do que nossos médicos, haja visto.

Os médicos do Exército são também os que mais entendem de malária, em São Paulo nenhum médico jamais viu essa doença.

Mesmo não sendo médico, Bolsonaro teve uma exposição à medicina bem diferente do Mandetta, um ortopedista que praticamente nunca exerceu.

Em março, Trump liga para Bolsonaro perguntando qual era a produção brasileira de hidroxichloroquina, e que ele deveria investigar porque parecia ser um “game changer”.

Bolsonaro obviamente consultou os seus médicos do Exército, que ele confia mais e que entendem muito desse remédio e usam direto na Amazônia tratando malária.

Bolsonaro fica animado e repassa essa informação ao seu Ministro.

Mandetta simplesmente descartou, “bobagem”, combateu a hipótese a ser testada desde o seu início.

Não sendo médico, Bolsonaro obviamente cedeu.

Mas começa a perceber que há dois tipos de medicina, a do conhecimento do seu exército, e a do político na área da saúde, que começa a ter sonhos mais altos.

Bolsonaro é duramente pressionado também pelo Guedes, que o alerta contra um confinamento exagerado, que poderia parar a economia, quebrar milhares de empresas, e empoçar de vez.

Entre salvar possivelmente 2.000 idosos em situação crítica, e salvar da fome 40 milhões de possíveis desempregados, Bolsonaro não tem mais dúvidas.

Bolsonaro passa a ser o único a perceber que o problema não é salvar vidas do coronavírus, mas sim salvar a vida econômica especialmente dos 12 milhões de desempregados, por exemplo.

Que se não acharem emprego não terão mais um ano de vida se morrerem de fome.

O segundo atrito entre Bolsonaro e Mandetta aparece quando surgem as notícias do Prevent Senior, que anima os médicos do Exército e do próprio Bolsonaro.

Bolsonaro volta à carga, e recebe mais negativas.

“São picaretas”, retruca Mandetta, “não é uma empresa séria”, “são um bando de irresponsáveis”, que o Ministro repetiu deselegantemente numa coletiva.

Mandetta sugeriu intervir na Prevent Senior e impedir o uso desse remédio não comprovado, mas que todo médico famoso infectado implorou tomar.

Foi aí que até eu fiquei preocupado.

Fã que eu era da postura segura do Mandetta, até aquele momento.

A Prevent Senior é uma empresa vencedora, case mundial, estudada por administradores hospitalares do mundo inteiro, ensinado na Harvard Business School, que eu confio.

Bolsonaro demorou para ser informado da briga pessoal entre o Mandetta e a Prevent Senior.

Que agora já é conhecida pela maioria da imprensa, calada.

Não somente se sentiu enganado pelo seu Ministro, em detrimento da nação, mas ficou furioso com o despreparo e motivação do seu assessor.

Tornaram a hidroxicloroquina uma batalha política, em vez de uma decisão do paciente à beira da morte e seu médico.

E total descaso para aqueles que não podem ficar um dia sem trabalho.

Em vez de se unirem diante de uma crise, muitos líderes brasileiros estão querendo aproveitar a pandemia para tomar o poder em 2020.

Quando nesses momentos se espera a cooperação de todos, inclusive dos políticos e da imprensa em oposição.


Rotativo News/Bahia.Ba

O Diário Oficial do Estado acrescentou nesta sexta-feira (17) as cidades de Aiquara, Amélia Rodrigues, Buerarema, Conceição do Jacuípe e Curaçá à lista de cidades com transporte suspenso até 3 de maio. Nestas cidades, a medida entra em vigor a partir deste sábado (18). Com a decisão do governador Rui Costa, a Bahia alcança a marca de 79 cidades com a restrição.

Também estão com transporte suspenso: Abaíra, Adustina, Alagoinhas, Araci, Aurelino Leal, Barra, Barra do Choça, Barra do Rocha, Belmonte, Brumado, Cachoeira, Camacã, Camaçari, Campo Formoso, Canavieiras, Cansanção, Capim Grosso, Catu, Coaraci, Conceição do Coité, Euclides da Cunha, Eunápolis, Feira de Santana, Floresta Azul, Gandu, Gongogi, Ibirataia, Ibotirama, Ilhéus, Ipiaú, Itabuna, Itacaré, Itagi, Itagibá, Itajuípe, Itaparica, Itapé, Itapebi, Itapetinga, Itarantim, Itatim, Itororó, Ituberá, Jaguaquara, Juazeiro, Lauro de Freitas, Luís Eduardo Magalhães, Palmeiras, Piripá, Porto Seguro, Prado, Rio do Pires, Salvador, Santa Cruz Cabrália, Santa Luzia, Santa Maria da Vitória, Santa Teresinha, São Félix, São Francisco do Conde, Serra do Ramalho, Serrinha, Simões Filho, Teixeira de Freitas, Ubatã, Una, Uruçuca, Utinga, Vera Cruz e Vitória da Conquista.

A determinação considera circulação, saída e chegada de qualquer transporte coletivo intermunicipal, público e privado, rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans.

Quatorze municípios que já tiveram a restrição durante a pandemia, mas não apresentam novos casos de Covid-19 há 14 dias ou mais, continuam com transporte autorizado, segundo o Diário Oficial de hoje. São elas: Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Canarana, Candeias, Conde, Correntina, Dias d’Ávila, Entre Rios, Guanambi, Itamaraju, Medeiros Neto, Nova Soure, Pojuca e São Domingos. A cidade de Conceição do Jacuípe, que fazia parte desta lista até ontem, voltou a ter o transporte suspenso.

Foto: Carlos Almeida


Rafael Marques

O número de casos confirmados da COVID-19, em Feira de Santana, aumentou nos últimos dias. De acordo com o último boletim, divulgado ontem (16), o município agora possui 56 casos de coronavírus e 29 pessoas curadas da doença. 5 pacientes estão internados e 65 aguardam resultado de exame.

Foto: Divulgação


Rotativo News/Pleno News

O presidente Jair Bolsonaro e o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, se pronunciaram na tarde desta quinta-feira (16) sobre as mudanças no Ministério da Saúde. Os discursos aconteceram logo após a demissão do então ministro Henrique Mandetta.

Nelson Teich falou em “alinhamento completo” com o presidente e o ministério.

Existe um alinhamento completo entre eu, o presidente e todo o Ministério [da Saúde]. O que a gente está fazendo é trabalhar para que a sociedade retorne cada vez mais rápido à sua vida normal. A gente trabalha pelo país e pela sociedade disse o oncologista.

Teich evitou dizer se haverá alguma mudança na orientação de manter o isolamento. No entanto, ele disse que não haverá “mudança brusca” sobre a quarentena neste momento.

É fundamental que a gente tenha informação cada vez maior sobre o que acontece com as pessoas quando cada ação é tomada. [Devemos] enxergar a informação que temos até agora, decidir qual a melhor ação e assim definir qual é a melhor forma de isolamento e distanciamento. Quanto menos informação a gente tem, mais o assunto é discutido na emoção afirmou Teich.

Especializado em gestão da saúde, Teich disse que é um erro tratar economia e saúde separados.

Saúde e economia não competem entre si. Elas são completamente complementares. [É errado] polarizar entre saúde ou economia, bem ou mal, emprego ou pessoas doentes. O desenvolvimento econômico arrasta outras coisas. Quanto mais desenvolvido um país, mais você investe em educação, em saúde, e mais você tem recursos para ajudar a sociedade.

O novo ministro também defendeu que a adoção de medicamentos e vacinas devem ser tratados de forma científica e técnica e que a coleta de dados será fundamental para entender a doença e assim traçar estratégias.

Para conhecer a doença, precisamos fazer testes. Temos que fazer uma avaliação do que é essa doença hoje. Se a gente não dominar o que está na mão, a gente vira um barco à deriva observou.

Foto: Reprodução


Rotativo News/informações O Antagonista

Luiz Henrique Mandetta acaba de ser demitido oficialmente do Ministério da Saúde. Ele será substituído pelo oncologista e empresário Nelson Teich, que esteve com Jair Bolsonaro mais cedo no Palácio do Planalto.

Teich é formado na Uerj, com especialização em oncologia pelo Inca. Tem MBA em Gestão de Saúde pela Coppe e mestrado em Economia na Universidade de York. É fundador da Centro de Oncologia Integrado, adquirido pela UnitedHealth.

Hoje, é sócio da Teich Health Care, uma consultoria de serviços médicos.

Foto: Reprodução/O Antagonista


Rafael Marques/Rotativo News

De acordo com informações da Vigilância Epidemiológica Municipal, “duas mulheres, de 32 e 34 anos, foram diagnosticadas com a Covid 19 em Feira de Santana, nesta quarta-feira, 15, conforme resultado de exames divulgados pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen). As informações são da Vigilância Epidemiológica Municipal”. Ao todo, Feira possui 55 casos confirmados de coronavírus, 517 casos descartados, 4 pacientes internados, 64 aguardando exames e 25 curados.


O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, comandou na tarde desta quarta-feira (15), mais uma entrevista coletiva e o tom foi de despedida. O ministro revelou estar cansado e que não permanece no governo. “São 60 dias nessa batalha”, comentou.

Em um clima praticamente de confraternização, que incluiu piadas e discursos de despedidas, Mandetta confirmou que Oliveira havia pedido para sair do ministério na manhã desta quarta-feira (15), mas que ele não aceitou a demissão, de acordo com a Revista Veja.

“Entramos juntos e sairemos juntos”, referindo-se aos dois secretários. A entrevista, como sempre, ocorreu no Palácio do Planalto, um andar abaixo do gabinete do presidente Jair Bolsonaro, que ainda procura um substituto para assumir a pasta. 

Perguntado até quando fica no cargo, Mandetta disse que ficará até  encontrarem uma pessoa para assumir seu lugar.

“Não tem mesmo mais jeito de permanecer no governo, ministro? De permanecer no governo? Não, não. São 60 dias nessa batalha. Isso cansa!Sessenta dias tendo de medir palavras. Você conversa hoje, a pessoa entende, diz que concorda, depois muda de ideia e fala tudo diferente. Você vai, conversa, parece que está tudo acertado e, em seguida, o camarada muda o discurso de novo. Já chega, né? Já ajudamos bastante”, disse o ainda Ministro.

Foto: Reprodução Instagram



Rafael Marques/Rotativo News

Nesta quarta-feira (15), o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins da Silva Filho, falou ao vivo dentro do programa Rotativo News, sobre medidas e cuidados tomados pela gestão da cidade, durante a pandemia da COVID-19. Ouça agora na íntegra!


Rafael Marques/Rotativo News

Foto: Rafael Marques

Em virtude da pandemia de coronavírus no mundo, Feira de Santana também aderiu ao fechamento do comércio durante os dias de quarentena, mas o prefeito Colbert Martins Filho decidiu autorizar a reabertura de alguns estabelecimentos na cidade. Durante entrevista ao programa Rotativo News desta última quarta-feira (15), Colbert informou novas medidas para combater a COVID-19. O prefeito afirmou que vai reduzir o próprio salário em 20%, dos secretários em 15% e a gratificação dos servidores da prefeitura em 10%, exceto profissionais de saúde.

A medida passa a valer a partir deste mês. “Este sacrifício que estamos fazendo é um gesto do funcionalismo público municipal de demonstração de solidariedade neste momento extremamente delicado para todos os feirenses”, disse Colbert Filho.


O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, avisou sua equipe na noite desta terça-feira (14) que Jair Bolsonaro já procura um nome para o seu lugar e que deve ser demitido ainda nesta semana.

Ele conversou com integrantes da pasta em clima de despedida após a entrevista coletiva da qual participou no Palácio do Planalto.

De acordo com relatos, Mandetta avisou que combinou de esperar a escolha do substituto e de ficar até a exoneração de fato ocorrer.

Alguns membros da equipe sugeriram que ele pedisse demissão imediatamente, mas a ideia foi rejeitada pelo ministro.

Antes da coletiva, Mandetta esteve presente na reunião do conselho, com Bolsonaro e os demais ministros. Segundo relatos, o chefe da Saúde ficou em silêncio durante todo o encontro.

Desde que a guerra fria envolvendo os dois teve início, Bolsonaro já ameaçou algumas vezes demitir o ministro, mas até agora não concretizou o plano.

O tom adotado foi avaliado pela cúpula fardada como uma provocação desnecessária.