Começa a ser pago nesta terça-feira (4), a quinta parcela do benefício Salvador por Todos, no valor de R$ 270 que são pagos a trabalhadores informais da capital baiana por conta da pandemia do novo coronavírus.
Os pagamentos começam contemplando os trabalhadores com nomes iniciados com a letra “A”. A consulta sobre a liberação de pagamento da parcela pode ser feita no site Salvador Por Todos, através da verificação do CPF ou Número de Identificação Social (NIS). Os saques do benefício podem ser feitos nas agências da Caixa.
Na última quarta-feira (29), o prefeito ACM Neto, aunuciou que o auxílio seria prorrogado por mais um mês. Além deste benefício, também são distribuídas cestas básicas para pessoas em situação de extrema pobreza e idosos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), mototaxistas e guias e monitores de turismo em situação de vulnerabilidade social.
Confira as datas para de pagamento:
Trabalhadores com nomes iniciados com a letra A: pagamento a partir de terça-feira (4)
Trabalhadores com iniciais B, C ou D: saque a partir de quarta-feira (5/8)
Trabalhadores com iniciais E: retirada na quinta-feira (6/8)
O transporte intermunicipal será suspenso na cidades de Abaíra, Gavião, Guajeru, Itaguaçu da Bahia, Lagoa Real e Uibaí a partir de quarta-feira (5). A medida, que pretende conter o avanço do novo coronavírus na população baiana, foi publicada em decreto no Diário Oficial do Estado desta terça (4).
Ficam suspensas nesses municípios, até 14 de agosto, a circulação, a saída e a chegada de qualquer transporte coletivo intermunicipal, público e privado, rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans.
O decreto também autoriza a retomada do transporte intermunicipal em Cravolândia, Mulungu do Morro e Rodelas, cidades com 14 dias ou mais sem novos casos de Covid-19.
Entre os dias 26 de julho e 2 de agosto, o Hospital de Campanha, onde são atendidos os pacientes infectados pela Covid-19 regulados pela rede municipal, não registrou óbito. O diretor Francisco Mota relacionou a situação à redução de casos positivos à doença nas últimas semanas.
Outro fator, de acordo com ele, foi a mudança nos critérios de internação, definida pelo prefeito Colbert Filho, coordenação médica do hospital e pelo Comitê Municipal de Controle ao Coronavírus.
Neste encontro ficou definido que as internações seriam mais precoces, principalmente para os grupos de risco – diabéticos, hipertensos, obesos e portadores de doenças pulmonares.
Ainda segundo o diretor, a ampliação dos leitos de UTI, de 10 para 18, ofereceu maior suporte para que os casos positivos fossem internados. Desde que foi aberto, há dois meses, o Hospital de Campanha já recebeu 209 pacientes. Destes, 36 morreram.
As informações são da Secretaria Municipal de Comunicação
A Prefeitura de Feira de Santana está disponibilizando gratuitamente o caminhão de mudança para os vendedores ambulantes que vão se instalar no Centro Comercial Popular. Basta o camelô cadastrado programar a mudança, através de agendamento com a Secretaria do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (Settdec).
Os ambulantes que desejarem utilizar o transporte fornecido pela Prefeitura devem se dirigir ao Centro Comercial Popular, das 8h às 12h e das 14h às 16h, onde serão atendidos por prepostos da Settdec. Será preenchido um formulário constando o dia que desejam fazer a mudança, informar o setor e o número do boxe, além de indicar a rua onde está sua barraca para ser removida.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Antônio Carlos Borges Júnior, afirma que se o ambulante quiser levar a barraca para algum lugar, o caminhão estará disponível. Da mesma forma, se ele disponibilizar, a Prefeitura levará para um depósito. “E aqueles que quiserem levar araras, provador e vitrine, nós também estamos disponibilizando veículos, tudo que for necessário para que o ambulante possa fazer o deslocamento. Iniciaremos com os que já assinaram e pediram”, destacou.
Borges Júnior também observa a importância do Centro Comercial Popular para o controle do coronavírus e os avanços do projeto Novo Centro, motivando as mudanças no comércio da cidade. “A expectativa por dias melhores é grande. E chegou a hora da mudança dos comerciantes de rua para o novo Centro Comercial Popular, local ideal para a implantação do protocolo de segurança contra o coronavírus”, frisou.
A mudança dos comerciantes de rua para o novo equipamento deve ser concluída até o dia 5 de agosto. E muitos deles já estão adequando seus espaços para montar seus comércios, em espaço adequado, com total conforto e segurança.
Desde o dia 5 de junho, há um clima diferente nas ruas do complexo de favelas de Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro: não houve nenhuma operação policial por ali.
A data marca o início da suspensão de operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro no período da pandemia da Covid-19, salvo em casos “absolutamente excepcionais”, como determina liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.
Nesta terça (4), a medida cautelar recebe os votos dos demais ministros do STF, que decidirão sobre sua manutenção ou retirada.
A medida cautelar fez cair o número de operações em favelas do Rio em 78% de 5 de junho a 5 de julho, e no período o número de mortos nessas incursões recuou 72,5%, segundo estudo do Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos (GENI), da Universidade Federal Fluminense. O estudo também aponta redução de 47,7% nos crimes contra a vida e de 39% nos crimes contra o patrimônio na região metropolitana do Rio de Janeiro no mesmo período, quando vigorou a quarentena.
Segundo projeções do estudo a partir das tendências no número de mortes provocadas pelas polícias em operações, e da redução observada, a suspensão promovida pela liminar seria capaz de poupar 360 vidas nesses territórios ao longo de um ano.
A judicialização das operações policiais fluminenses ocorre no âmbito da ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635.
Entre os pedidos da ADPF estão a formulação de um plano de redução da letalidade policial e de violações de direitos humanos, a vedação ao uso de helicópteros como plataformas de tiro ou instrumentos de terror, a divulgação dos protocolos de atuação policial, a instalação de câmeras e GPS nas viaturas, a presença de ambulâncias com equipes médicas durante as operações e a redução de operações no entorno de hospitais e escolas a casos excepcionais.
Com milhares de servidores públicos trabalhando de forma remota em casa por causa da pandemia, o governo federal conseguiu reduzir em R$ 466,4 milhões as despesas de custeio da máquina pública. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (3) pelo Ministério da Economia.
Entre as principais despesas que foram economizadas estão deslocamentos e viagens a trabalho, que demandam pagamento de diárias e passagens, e os serviços de energia elétrica e comunicação. A comparação foi feita entre os meses de abril, maio e junho deste ano com o mesmo período de 2019. Somente com diárias e passagens, o governo economizou mais de R$ 271,4 milhões, um valor 67,5% menor em relação ao ano passado. Os gastos com energia elétrica caíram, na média dos três meses, 22,4%, uma economia de R$ 127,9 milhões. Os serviços de comunicação (correspondências), de água e esgoto e cópia e reprodução de documentos também tiveram quedas expressivas no mesmo período.
O governo federal está estudando a possibilidade de estender o auxílio emergencial até dezembro deste ano. No entanto, o valor do benefício deve ser inferior aos atuais R$ 600.
Por causa do rombo no orçamento, o Ministério da Economia trabalha com a possibilidade de pagar mais três parcelas de R$ 200, totalizando R$ 600. Os valores seriam repassados nos meses de outubro, novembro e dezembro. R$ 200 é o valor médio do Bolsa Família.
Ainda assim, para que o valor do auxílio possa ser reduzido, o Congresso Nacional precisa aprovar a medida. O governo federal poderia prorrogar o benefício por conta própria se o valor de R$ 600 mensais fosse mantido.
Inicialmente, o auxílio emergencial seria pago durante três meses, gerando um impacto de R$ 151,5 bilhões nos cofres públicos. No entanto, o agravamento da pandemia e a perda de postos de trabalho obrigaram o governo a estender o benefício por mais dois meses, a um custo adicional de R$ 51 bilhões. Até o momento, a medida já exigiu cerca de R$ 203 bilhões.
A Bahia é o estado brasileiro com o maior número de casos sob investigação de Síndrome Congênita da Zika (SCZ), incluindo ocorrências de 2015. A informação consta na edição de julho do boletim epidemiológico da doença divulgado pelo Ministério da Saúde, com base na notificação dos casos suspeitos no Registro de Eventos em Saúde Pública (Resp).
A síndrome pode causar diversos sintomas e sinais, como calcificações intracranianas, problemas auditivos e graves anomalias oculares, mas o mais conhecido é a microcefalia – quando um bebê apresenta diminuição do perímetro craniano ao nascer.
O estado somava até então 451 casos suspeitos sendo analisados. Em todo o Brasil são 2.835 nesta situação, de acordo com dados notificados até junho pelo Ministério da Saúde. Deste total, 166 são de 2015, quando foi identificada a relação do vírus da zika e o aumento de casos de microcefalia e outras alterações em bebês. O número representa 4% do total de notificações naquele ano.
O boletim informa que o total ainda inclui 709 casos de 2016, que equivalem a 8% das notificações de SCZ, 428 de 2017 (16%), 436 de 2018 (25%), 704 de 2019 (47%) e 392 de 2020 (84%).
Seguem a Bahia na soma de casos em investigação São Paulo com 336, Tocantins que totaliza 284 e o Espírito Santo com 222.
Na publicação, a pasta alerta que apesar do período de emergência ter sido encerrado, novos casos da Síndrome Congênita da Zika continuam ocorrendo no país.
Ocupação de UTIs em alerta A taxa de ocupação dos leitos de UTI exclusivos para Covid-19 nas macrorregiões sul e extremo-sul do estado retornou a níveis de alerta neste final de semana. Segundo dados publicados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) na noite desta segunda-feira (3), os números chegaram a 86% e 97%, respectivamente.
No extremo-sul, 34 das 35 vagas exclusivas para Covid-19 em leitos de terapia intensiva estão ocupadas. Há apenas uma unidade disponível, no Hospital Municipal de Teixeira de Freitas.
Já no sul do estado, 114 dos 132 leitos de UTI reservados para o tratamento da Covid-19 estão ocupados, restando oito vagas no Hospital Dr. Heitor Guedes de Mello, em Valença; cinco no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna; duas no Hospital São José, em Ilhéus, uma no Hospital São Vicente, em Jequié; uma no Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus; e uma no Hospital de Ilhéus.
A ocupação dos leitos de terapia intensiva nessas regiões é uma preocupação recorrente do governo estadual desde o fim de abril, quando a Sesab passou a considerar a possibilidade de transferir pacientes de Ilhéus e Itabuna para Vitória da Conquista.
Nas primeiras semanas de julho, sul e extremo-sul superaram a marca de 90% de ocupação dos leitos de UTI. Na ocasião, o secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas anunciou ao Bahia Notícias que abriria novas unidades de terapia intensiva nas regiões, o que foi feito. Entretanto, diante dos novos dados, é possível verificar que o efeito das ações do governo foi temporário.
Apenas 8 municípios não possuem casos Apenas oito municípios baianos ainda não possuem casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, conforme dados publicados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Todas as cidades sem registros da Covid-19 no estado têm população menor que 20 mil habitantes, segundo o último censo realizado pelo IBGE.
A macrorregião oeste possui a maior concentração de cidades sem casos da Covid-19: Brejolândia, Brotas de Macaúbas, Canápolis, Ipupiara e Sítio do Mato. Mais distante da capital (Salvador), o oeste baiano demorou a registrar um grande avanço da pandemia. Entretanto, municípios da região, como Barreiras, com 1.761 contaminados, e Luís Eduardo Magalhães, com 1.057, já possuem alerta ligado.
O sudoeste, com Tanque Novo e Érico Cardoso, e o centro-leste, com Novo Horizonte, são as outras macrorregiões que ainda possuem municípios sem casos confirmados da doença.
Os indicadores da saúde foram decisivos para a reabertura dos restaurantes e lanchonetes, a partir desta terça-feira, 4. É o que afirmou o prefeito Colbert Martins Filho, na manhã desta segunda-feira, 3, na coletiva online. Contudo, terão que obedecer ao protocolo de segurança que proteja funcionários e clientes da contaminação pela Covid-19.
“Os números nos faz persistir na retomada econômica”, afirmou o prefeito. Colbert Filho disse que no Hospital de Campanha, nesta segunda-feira, metade dos 18 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) estava ocupada e que 60% dos 50 leitos clínicos não estavam ocupados.
Para ele, o passo dado foi importante e que era necessário. “Demos um voto de confiança para os empresários do setor, que em dado momento passaram a ter dificuldades”.
O prefeito alertou que nesses espaços os níveis de transmissão da doença são grandes. “Sem o compromisso, da mesma forma que abrimos, voltamos a fechá-los”.