
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vetou nesta terça-feira (1º) os depoimentos dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), como testemunhas na ação penal que investiga uma suposta trama golpista.
Ambos haviam sido arrolados como testemunhas de defesa de Filipe Martins, ex-assessor internacional de Bolsonaro e um dos réus do chamado núcleo 2 da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que apura a tentativa de subverter a ordem democrática.
Na decisão, Moraes argumenta que os dois são diretamente envolvidos em investigações conexas à trama golpista e, por isso, não podem atuar como testemunhas no processo. “Eduardo é investigado por suposta atuação junto ao governo dos Estados Unidos para influenciar medidas contra o STF, enquanto Carlos foi indiciado por envolvimento no esquema de espionagem ilegal da Abin, conhecido como ‘Abin Paralela’”, escreveu o ministro.
Além disso, Moraes destacou o vínculo familiar dos dois com o ex-presidente Jair Bolsonaro, também investigado em ação penal relacionada, como mais um fator impeditivo para o depoimento. “Ambos são filhos de um dos investigados em ação penal conexa, portanto, não podem ser ouvidos como testemunhas”, afirmou.
Os depoimentos das testemunhas de defesa e acusação dos réus do núcleo 2 estão marcados para ocorrer entre os dias 14 e 21 de julho.
Informações Bahia.ba

A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF)para participar como amicus curiae (amiga da Corte) em uma ação que discute a validade de um decreto legislativo que cancelou o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) feito pelo governo federal.
A solicitação ocorre no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.839, apresentada pelo Psol.
A federação representa mais de 72 mil indústrias paranaenses e quase 1 milhão de trabalhadores ligados ao setor. Segundo a Fiep, o aumento das alíquotas do IOF, que havia sido imposto por três decretos do Executivo em maio e junho de 2025, traria impacto direto nos custos de produção, no crédito e na inflação.
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A entidade afirma que a decisão do Congresso de sustar esses decretos, formalizada no Decreto Legislativo nº 176/202, foi legítima e necessária.
Na petição enviada ao STF, a Fiep afirma que o aumento do IOF não teve finalidade regulatória, como exige a Constituição, mas teve foco meramente arrecadatório, o que seria irregular.
Para a entidade, os decretos presidenciais “exorbitaram o poder regulamentar” ao criar, por conta própria, novas formas de cobrança do imposto, sem previsão legal.
Além disso, a federação critica a falta de transparência na edição dos decretos e os efeitos práticos nocivos à economia. Entre os impactos citados estão:
A Fiep também argumenta que a Constituição dá ao Congresso o poder de sustar decretos presidenciais que excedam sua função regulamentar, como teria ocorrido nesse caso. Por isso, defende a ideia de que o decreto legislativo deve ser mantido.

O aumento do IOF, decretado pelo governo Lula em maio, gerou discussão entre os Poderes. O Executivo editou decretos que elevaram alíquotas sobre crédito, câmbio e seguros com o objetivo de reforçar a arrecadação e cumprir a meta fiscal do ano, estimando um ganho de até R$ 20 bilhões.
A medida, no entanto, foi derrubada pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo nº 176/2025. Parlamentares ressaltaram que o governo Lula extrapolou sua função ao criar novas formas de incidência do tributo sem aprovação legislativa. A revogação teve apoio expressivo na Câmara e no Senado.
Diante disso, o governo acionou o STF para tentar reverter a decisão. A Advocacia-Geral da União argumenta que o Executivo tem autorização constitucional para alterar alíquotas do IOF por decreto, e que a derrubada compromete a política fiscal.
O caso foi judicializado e será analisado pelo STF, que deverá definir até onde vai o poder do Executivo para modificar tributos por decreto e qual o limite de atuação do Congresso nesse tipo de controle.

Em maio, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, a Bahia gerou 12.858 postos com carteira assinada (diferença entre 90.611 admissões e 77.753 desligamentos). Trata-se do quinto mês seguido com saldo positivo. Os dados foram sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O saldo de maio se revelou inferior ao de abril (+14.227 postos) e se mostrou o terceiro maior do ano no estado. No comparativo anual, porém, o resultado foi maior do que o de maio do ano passado (+9.417 postos). A Bahia, assim, passou a contar com 2.197.203 vínculos celetistas ativos, uma variação de 0,59% sobre o quantitativo do mês anterior.
Na Bahia, em maio, todas as cinco grandes atividades registraram saldo positivo. O segmento de Serviços (+5.670 vagas) foi o que mais gerou postos. Em seguida, vieram Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+2.558 empregos), Indústria geral (+2.061 vínculos), Construção (+1.593 vagas) e Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (+976 postos).
No mês, o Brasil computou um saldo de 148.992 novas vagas, enquanto o Nordeste registrou uma geração líquida de 45.888 postos – variações de 0,31% e 0,57% sobre o estoque do mês anterior, respectivamente. A Bahia (+0,59%), portanto, exibiu um aumento relativo maior do que os da região nordestina e do país.
Das 27 unidades federativas, houve crescimento do emprego celetista em 26 delas em maio. A Bahia exibiu o quarto maior saldo do país. Em termos relativos, a unidade baiana situou-se na sexta posição.
No Nordeste, todos os estados também experimentaram alta do emprego formal. Em termos absolutos, a Bahia ocupou a primeira colocação entre as unidades nordestinas. Em termos relativos, por outro lado, o estado baiano situou-se na quarta posição.
Análise do Acumulado do Ano:
No agregado do ano, a Bahia preencheu 59.319 novas vagas – aumento de 2,77% em relação ao total de vínculos do começo do ano.
Segundo o especialista em produção de informações econômicas, sociais e geoambientais da SEI, Luiz Fernando Lobo, “a geração de postos de trabalho com registro em carteira na Bahia continua surpreendendo em 2025, visto que o saldo acumulado de janeiro a maio deste ano, com quase 60 mil novos postos, supera o resultado para o mesmo conjunto de meses do ano passado, quando 46.361 novos vínculos empregatícios foram estabelecidos”.
De janeiro a maio, todos os grandes grupamentos registraram resultado positivo. O setor de Serviços (+33.661 vagas) foi o de maior saldo. Em seguida, indústria geral (+11.428 vínculos), construção (+7.979 empregos), agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+5.538 empregos) e comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (+714 vagas).
O crescimento do emprego também foi observado no Brasil e no Nordeste no ano, com 1.051.244 e 124.662 novas vagas, respectivamente – altas de 2,23% e 1,57% em relação ao quantitativo do início de 2025. A Bahia (+2,77%), dessa forma, exibiu um crescimento relativo maior tanto do que o do Nordeste quanto do que o do país.
No acumulado do ano, 26 unidades federativas contaram com aumento de empregos celetistas. A Bahia exibiu o sexto maior saldo agregado do país e o maior do Nordeste. Em termos relativos, a Bahia se posicionou na nona colocação no país e na segunda posição na região nordestina.
Em breve, estes e outros dados a respeito do assunto serão incorporados ao painel do Mercado de Trabalho na plataforma do InfoVis Bahia (https://infovis.sei.ba.gov.br/).
Foto: Canva
Assessoria de Comunicação
Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI)
Tel.: (71) 3115-4729 / 9708-0782

A “carona” dada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, à primeira-dama Janja e ao ministro do STF Alexandre de Moraes em um voo da FAB foi parar no Ministério Público Federal (MPF).
Após a coluna revelar o fato nesta segunda-feira (30/6), deputados de direita passaram a questionar a legalidade da carona. Um dos questionamentos foi feito pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP).
Kataguiri protocolou uma representação no MPF pedindo a investigação de possível uso indevido dos aviões da FAB. O deputado avalia que carona pode configurar ato de improbidade administrativa de Lewandowski.
“A conduta descrita, consistente na utilização de aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) por agente público — no caso, a primeira-dama Janja da Silva — sem vínculo funcional direto ou atribuição institucional formalizada, e por autoridade do Judiciário, fora de agenda oficial previamente divulgada e com potencial ausência de interesse público, pode caracterizar grave desvio de finalidade administrativa, ensejando consequências civis, penais e administrativas”, diz Kataguiri.
O voo conjunto de Janja e Moraes também despertou questionamentos de figuras importantes da bancada bolsonarista. Dentre eles, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e Nikolas Ferreira (PL-MG).
Nikolas focou suas críticas em Moraes, relator do chamado “inquérito do golpe”. Segundo o deputado mineiro, o ministro do STF “nem disfarça” o fato de embarcar com a esposa do principal adversário de Jair Bolsonaro.
“Fico imaginando o teor das conversas entre ambos ao longo da viagem. O nível de imoralidade e de parcialidade demonstrado por esse senhor não tem limites”, afirmou Nikolas nas redes sociais.
Já o líder do PL na Câmara preferiu lembrar da vitória ao derrubar o decreto do IOF de Lula e questionar seus leitores ao compartilhar a notícia: “Já pagou seus impostos hoje?”.
Segundo registros da Aeronáutica, a aeronave da FAB decolou de Brasília às 9h15 e pousou no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, às 10h50, com 12 passageiros abordo.
Nem a FAB, nem o Ministério da Justiça informaram o nome dos passageiros. A coluna, porém, recebeu imagens de Janja e Moraes desembarcando do voo ao lado de Lewandowski e seguranças.
A assessoria de imprensa da primeira-dama confirmou que ela viajou no voo. Segundo a assessoria, Janja tinha uma consulta médica e “viajou de carona” em um voo já solicitado por Lewandowski.
“Janja tinha uma consulta na ginecologista e viajou de carona com os ministros, em um avião da FAB que já estava solicitado pelo ministro Lewandowski. Não tendo, então, custos adicionais para a União”, informou a assessoria de Janja.
Procurados, o Ministério da Justiça e a assessoria de imprensa do STF não responderam. O espaço segue aberto para eventuais manifestações de Lewandowski e de Alexandre de Moraes.
Informações Metrópoles

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos confirmou que as inscrições para a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) começam no dia 2 de julho e vão até 20 de julho. A taxa de inscrição será de R$ 70, com pagamento até o dia 21. O edital completo será publicado ainda nesta segunda-feira (30).
Ao todo, serão ofertadas 3.642 vagas em 32 órgãos públicos, sendo 2.480 para preenchimento imediato e 1.172 destinadas a cadastro de reserva. As provas objetivas estão marcadas para o dia 5 de outubro, das 13h às 18h, e serão aplicadas em 228 cidades de todo o país, inclusive no Distrito Federal. Já as provas discursivas para os candidatos habilitados serão realizadas em 7 de dezembro.
A primeira lista de classificados será divulgada em 30 de janeiro de 2026, e a banca responsável pela organização do concurso será a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Como funcionam os blocos temáticos
Seguindo o mesmo modelo da primeira edição, os cargos estarão organizados em nove blocos temáticos, com agrupamento por áreas de atuação. Isso permite que o candidato concorra a mais de um cargo dentro do mesmo bloco com uma única inscrição.
Na hora da inscrição, será possível montar uma lista de preferência com base no perfil acadêmico, nas experiências e nas intenções profissionais do candidato.
Veja abaixo os blocos e áreas temáticas:
1. Infraestrutura, Exatas e Engenharias
2. Tecnologia, Dados e Inovação
3. Ambiental, Agrário e Biológicas
4. Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos
5. Trabalho e Previdência
6. Gestão Governamental e Administração Pública
7. Economia, Orçamento e Finanças Públicas
8. Setores Jurídicos e Correcionais
9. Controle e Governança Pública
Informações Bahia.ba

No 633º dia da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, o Irã voltou a reafirmar sua determinação em manter o programa nuclear. O embaixador do país na Organização das Nações Unidas, Amir-Saeid Iravani, declarou, neste domingo, 29, que o enriquecimento de urânio “nunca vai parar”. Segundo ele, trata-se de um direito assegurado pelo Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares para fins pacíficos.
À rede norte-americana CBS News, Iravani afirmou que o Irã está aberto ao diálogo. Rejeitou, contudo, o que classifica de exigências de “rendição incondicional”. Para o diplomata, o momento atual não é propício para novas negociações. “Estamos prontos para conversar, mas, depois dessa agressão, não há condições apropriadas para uma nova rodada de diálogo.”
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, afirmou que o Irã mantém intacta a capacidade de retomar o enriquecimento de urânio e que isso pode ocorrer em poucos meses. A declaração contradiz autoridades dos Estados Unidos, que alegam que ataques militares recentes teriam desmantelado grande parte da infraestrutura nuclear iraniana.
As palavras de Grossi estão em linha com avaliações preliminares da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, que apontam apenas uma interrupção temporária nas atividades iranianas, sem prejuízo estrutural significativo.
Enquanto isso, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, convocou uma reunião emergencial com os chefes das Forças de Defesa e da segurança interna, depois de uma série de ataques violentos de colonos israelenses contra soldados do próprio Exército em áreas da Cisjordânia.
Gallant prometeu “medidas firmes” para coibir a violência e advertiu: “Ninguém ousará levantar a mão contra nossas forças”. Ele também ressaltou o compromisso dos reservistas em serviço desde o ataque terrorista do Hamas, em 7 de outubro de 2023, e afirmou que o governo não permitirá que uma minoria extremista ameace a segurança nacional.
Informações Revista Oeste

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou nesta segunda-feira, 30, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de redistribuir para o ministro Alexandre de Moraes a relatoria da ação movida pelo Psol contra a decisão do Congresso Nacional que derrubou o aumento do IOF estabelecido por decreto do presidente Lula.
A relatoria da ação contra a derrubada do aumento do IOF seria inicialmente do ministro Gilmar Mendes. No entanto, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, decidiu transferir o caso para o ministro Alexandre de Moraes.
A mudança de relator gerou reação imediata no parlamentar. Durante pronunciamento, Girão afirmou que a redistribuição do processo levanta suspeitas sobre a isenção da Corte.
“O ministro Alexandre Moraes, será o relator da ação no STF contra a derrubada do decreto do IOF”, disse. “Inicialmente, o caso seria analisado por Gilmar Mendes, mas foi redistribuído, a pedido do Gilmar Mendes, a Moraes, que já examina outra ação sobre o tema.”
O senador apontou o que considera uma incoerência nos critérios adotados pelo Supremo para distribuição de processos: “Olha, são dois pesos e duas medidas”.
“Quando interessa passar para o Moraes, ok”, prosseguiu. “Parece uma jogada, sim, combinada de um jogo de futebol. É uma jogada ensaiada, passa para ver se limpa a barra.”

Girão ainda citou pesquisas de opinião que apontam desgaste da imagem do STF junto à população. “Saiu outra pesquisa agora mostrando que a maioria das pessoas do Brasil, da população, tem vergonha do STF. Vergonha”, declarou.
Para o senador, o movimento pode ser uma tentativa de reconstruir a imagem de Moraes diante da opinião pública. “Acredito que Moraes vai devolver [a ação]. Isso aqui vai ser para ele manter a decisão do Congresso, para dizer que estamos numa democracia”, concluiu.
O presidente do STF decidiu redistribuir a ação do Psol nesta segunda-feira, ao identificar conexão entre o pedido do Psol e outra ação já em andamento no tribunal, apresentada pelo PL, que também questiona mudanças promovidas pelo governo no IOF.
“As peculiaridades da causa convencem da necessidade de redistribuição do processo”, observou Barroso. “Isso porque o Decreto Legislativo nº 176/2025 sustou os efeitos dos Decretos do presidente da República nº 12.466/2025, 12.467/2025 e 12.499/2025. Conforme apontou Mendes, a análise do tema exige que primeiro se delimite se, ao editar os Decretos nº 12.466/2025, 12.467/2025 e 12.499/2025, ‘o presidente da República exerceu seu poder dentro dos limites regulamentares ou da delegação legislativa, para, na sequência, analisar se o procedimento suspensivo do Parlamento encontra amparo no texto constitucional’. Sendo assim, havendo importante grau de afinidade entre os temas em discussão e fundado risco de decisões contraditórias, incide a regra prevista no art. 55, § 3º, do CPC.”
Informações Revista Oeste

Um termo de cooperação técnica voltado à criação de um espaço dedicado à memória da Independência da Bahia foi assinado nesta segunda-feira, 30, durante a cerimônia de abertura das ações do Ministério Público estadual em alusão ao ‘2 de Julho’, no município de Cachoeira. O evento ocorreu na Câmara de Vereadores e o acordo foi firmado pelo procurador-geral de Justiça Pedro Maia; pela prefeita de Cachoeira, Eliana Gonzaga de Jesus; e pelo presidente da Câmara Municipal, Josmar Barbosa dos Santos de Souza.
“Estar aqui no 2 de Julho marca um compromisso da nossa gestão com a sociedade, à qual servimos diretamente, e com a cultura. A Bahia tem um papel fundamental na independência do Brasil, e boa parte dessa história começa aqui, em Cachoeira”, destacou o procurador-geral, ao ressaltar o interesse convergente entre os signatários. Ele informou que hoje e amanhã, dias 30 e 1°, a Instituição está na cidade, de forma mais próxima, para prestar serviços à população em suas mais diversas áreas. A Instituição, disse o PGJ, está sempre voltada para atender e defender os direitos da sociedade, “em especial dos cidadãos mais vulnerabilizados, que não estão ao alcance do Estado na entrega dos serviços públicos, na implementação das políticas públicas”. “O MP é a voz na efetivação dos direitos fundamentais daqueles que não são escutados”, complementou Pedro Maia, frisando que o Ministério Público “é uma instituição indutora de políticas públicas muito antes de ser fiscal da lei e de ser uma integrante do sistema de justiça”.
Ao falar sobre o marco histórico do ‘2 de julho’, o PGJ pontuou que “resgatar essa história é, sobretudo, dar à Bahia e à Cachoeira o lugar de protagonistas que lhes é de direito e passa pela preservação do patrimônio histórico e pela construção de espaços como esse, com o qual nos comprometemos hoje”. A prefeita Eliana Gonzaga agradeceu a presença do MPBA e assinalou que “com o Ministério Público da Bahia, garantimos que os festejos da vitória baiana contra a tirania portuguesa sejam também um espaço de cidadania, respeito e proteção”. Também estavam presentes as procuradoras-gerais de Justiça Adjunta, Norma Calvacanti, e Adjunta para Assuntos Jurídicos, Wanda Valbiraci; secretários estaduais e municipais; os promotores de Justiça André Lavigne (secretário-geral); Fabrício Patury (chefe de Gabinete); coordenadores de Centros de Apoio; promotores de Justiça locais e de outros municípios; vereadores e cidadãos.
De acordo com o termo, o espaço a ser criado deverá contemplar a exibição e interpretação do patrimônio histórico e cultural relacionado às lutas pela independência, com destaque para o dia 25 de junho e para o papel histórico da cidade de Cachoeira. A proposta inclui a valorização da Casa de Câmara e Cadeia, imóvel tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e sua relevância no contexto dos eventos que marcaram a Independência da Bahia — e, por consequência, do Brasil. A ideia é que o espaço funcione no pavimento térreo da Câmara, onde hoje existe uma área destinada a exposições. Para sua concepção, o Município se comprometeu a criar um comitê interinstitucional, com a participação do Arquivo Público Municipal, do Conselho Municipal de Cultura, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, da própria Câmara e do MPBA. Caberá ao comitê definir a estrutura de funcionamento do espaço. O Ministério Público acompanhará a execução do projeto por meio do Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Nudephac), do Centro de Apoio às Promotorias de Meio Ambiente e Urbanismo (Ceama). “Esperamos que o espaço revele à população a verdadeira importância de Cachoeira, que é protagonista na independência da Bahia e do Brasil”, concluiu o procurador-geral.
Coordenadora da Gestão Estratégica do MPBA, a promotora de Justiça Patrícia Medrado registrou que a Instituição está reunida na cidade história, “para homenagear os homens e mulheres e todas as pessoas que lutaram com bravura, por liberdade, justiça e soberania”. Celebrar o 2 de julho é também refletir sobre “o papel de cada instituição na construção de uma sociedade livre, justa e solidária, como previsto em nossa Constituição”, disse ela.
Vencedores do 1º Concurso de Redação de Cachoeira
Ainda durante o evento de abertura, o MPBA realizou a premiação do ‘1º Concurso de Redação de Cachoeira – O direito daqueles que não têm voz’, promovido com o objetivo de valorizar talentos locais, incentivar o desenvolvimento da linguagem escrita e estimular a reflexão sobre o papel do Ministério Público na defesa dos direitos da população baiana. Um a iniciativa relevante, que, segundo o PGJ, alegra a Instituição. Venceram o concurso em primeiro lugar na categoria ensino fundamental e médio/profissionalizante/EJA, respectivamente, Natalia da Silva Pereira e Raiane de Jesus Souza; segundo lugar, Lucas Nascimento de Assis e Lauana dos Santos de Jesus da Hora; ficando com o terceiro lugar de cada uma das categorias os estudantes Allef Lima dos Santos e Letícia Batista Moreira Sueira.
Foram premiados os seis melhores textos de estudantes regularmente matriculados no Ensino Fundamental, Ensino Médio, Ensino Profissionalizante e na Educação de Jovens e Adultos (EJA), em unidades escolares da rede pública do município. Os primeiros colocados de cada categoria receberam R$ 1,2 mil, além de troféu e certificado emitido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). Os segundos e terceiros lugares também foram homenageados com troféus e certificados.
A programação de abertura das ações do MPBA no Dois de Julho contou ainda com a palestra ‘As mulheres na independência: apanhado histórico sobre o mundo para elas’, ministrada pela promotora de Justiça Sara Gama, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid).

Com César Oliveira
Tema: O cenário político do Brasil
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Tecnologia, inovação e práticas sustentáveis adotadas pela agropecuária baiana foram o foco da missão oficial do Ministério Federal da Alimentação, Agricultura e Identidade Regional da Alemanha (BMLEH), durante visita ao Oeste da Bahia. A delegação foi guiada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), em parceria com a Bahiainveste, com o objetivo de estreitar laços e fomentar parcerias entre os governos da Bahia e da Alemanha.
Entre os dias 17 e 19 de junho, a missão percorreu os municípios de Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e Riachão das Neves, conhecendo experiências locais nas áreas de agricultura regenerativa, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), rastreabilidade e recuperação de pastagens degradadas.
O secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, destacou que a visita da delegação alemã representa o reconhecimento internacional ao esforço do estado em promover uma agropecuária eficiente, sustentável e alinhada com as demandas globais.
“Essa é uma oportunidade para fortalecer parcerias, atrair investimentos e mostrar ao mundo os resultados das políticas públicas que impulsionam cadeias produtivas competitivas, com foco na qualidade e no respeito ao meio ambiente”, afirmou o secretário.
À frente da comitiva alemã, a secretária de Estado Parlamentar do BMLEH, Martina Englhardt-Kopf, elogiou o alto nível tecnológico da produção agrícola na região. “A Alemanha tem muito em comum com a Bahia, especialmente na agricultura. Foi fundamental presenciar o que está sendo feito aqui em termos de inovação e compromisso com a sustentabilidade. Vemos grande potencial de colaboração e crescimento conjunto entre nossas agriculturas”, destacou.
Representando a Seagri durante as visitas, o coordenador de Políticas Públicas para o Matopiba, Paulo Baqueiro, também ressaltou a importância da missão. “É uma oportunidade de apresentar o que estamos construindo no campo com tecnologia, responsabilidade ambiental e visão de futuro”.
Além das visitas técnicas, a agenda incluiu debates sobre cooperação nas áreas de bioeconomia, segurança alimentar e energias renováveis.
Relações comerciais Bahia–Alemanha
O agronegócio é um dos pilares da relação comercial entre a Bahia e a Alemanha. Em 2024, 66% das exportações baianas para o país europeu foram de farelo de soja, seguidas por celulose (16%), café (13%) e outros produtos agropecuários (6%). Em contrapartida, a Bahia importou, principalmente, maquinários e equipamentos agrícolas, reforçando o intercâmbio tecnológico entre os dois mercados.