
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta segunda-feira, 7, que o apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) representa apenas o começo de uma nova ofensiva política. Em publicações nas redes sociais, ele agradeceu o gesto e insinuou que outras ações semelhantes estão por vir.
“O que posso dizer é que esta não será a única novidade vinda dos EUA neste próximo tempo”, publicou Eduardo. “Aproveito para agradecer a todos que se empenham nesta batalha.”
No domingo, Trump afirmou em sua rede Truth Social que está acompanhando o que chamou de “caça às bruxas” contra Bolsonaro e seus apoiadores. O republicano defendeu que o julgamento do ex-presidente brasileiro deveria ser feito nas urnas, e não pela Justiça. “Deixem Bolsonaro em paz!”, escreveu.
Eduardo Bolsonaro também voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e associou os ataques a este a um enfraquecimento do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. “Como venho dizendo: atingir Moraes é abalar Lula”, escreveu.
O parlamentar relembrou a detenção do ex-assessor de Trump, Jason Miller, em 2021, por ordem de Moraes. “Eles jamais imaginaram que Trump voltaria à Casa Branca”, afirmou.
Também nesta segunda-feira, Lula usou as redes sociais para falar sobre a soberania do país e o respeito às instituições. Sem citar Trump, ele afirmou que “a defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros”.
“Somos um país soberano”, publicou o presidente. “Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja”, escreveu.

O ex-presidente Jair Bolsonaro agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, por ele ter saído em sua defesa contra a “perseguição política” que enfrenta no Brasil. Pelas redes sociais, Bolsonaro disse que tem em comum com Trump a defesa dos “interesses dos nossos povos e a liberdade de todos”.
“Este processo ao qual respondo é uma aberração jurídica (Lawfare), clara perseguição política, já percebida por todos de bom senso”, disse Bolsonaro em publicação no X. “Agradeço ao ilustre presidente e amigo. V. Exa. passou por algo semelhante. Foi implacavelmente perseguido, mas venceu para o bem dos Estados Unidos e dezenas de outros países verdadeiramente democráticos.”
Bolsonaro finalizou a mensagem dizendo que a luta de Trump por paz, justiça e liberdade “ecoa por todo o planeta”.
“Obrigado por existir e nos dar exemplo de fé e resiliência”, escreveu o ex-presidente, nesta segunda-feira, 7.
Mais cedo, Trump publicou uma longa mensagem em defesa de Bolsonaro em sua rede social.
“O Brasil está fazendo uma coisa terrível no tratamento ao ex-presidente Jair Bolsonaro”, disse Trump. “Eu tenho observado, assim como o mundo, enquanto eles não fazem nada além de persegui-lo, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano! Ele não é culpado de nada, exceto de ter lutado pelo povo.”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu à fala de Trump dizendo que o Brasil é soberano e não aceita interferência estrangeira em assuntos internos.
“A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros”, disse Lula pelas redes sociais. “Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja.”
Lula ainda afirmou que o Brasil possui “instituições sólidas e independentes”, e que “ninguém está acima da lei”.
Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal em um inquérito que investiga um suposto “plano golpista” para impedir a posse de Lula.
Informações Revista Oeste

A partir de amanhã, dia 8, dois municípios do oeste baiano receberão as visitas de promotores de Justiça e servidores do Ministério Público do Estado da Bahia, que darão início a um mapeamento detalhado dos principais serviços públicos das localidades. Nesta terça-feira, dia 8, a ação do MPBA chegará a Mansidão e, na quarta-feira, dia 9, as inspeções acontecerão em Riachão das Neves. A ação faz parte do projeto ‘Raízes da Cidadania’.
O ‘Raízes da Cidadania’ é uma iniciativa que teve sua implantação iniciada pelo MPBA em novembro de 2024 e está sendo desenvolvida em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O objetivo é melhorar, no prazo de dois anos, indicadores sociais relacionados à segurança alimentar de crianças e adolescentes, atenção primária à saúde, evasão/abandono escolar, manejo de resíduos sólidos/saneamento e os índices de mortalidade infantil em 20 municípios baianos.
O projeto representa um fortalecimento da atuação estratégica institucional e interinstitucional, promovendo a construção e execução sistematizada e monitorada de políticas públicas resolutivas destinadas a transformar a realidade social da Bahia, especialmente nos municípios e localidades com população com mais vulnerabilidade em seus direitos e no acesso aos serviços públicos.
Realidade social
Os dados do ‘Painel Social do MPBA’, que traz informações de diversos indicadores sociais, incluindo aqueles utilizados pelo ‘Raízes’, aponta desafios e fragilidades nesses municípios, especialmente em áreas como meio ambiente, saúde, educação e infância.
O município de Mansidão, que, segundo Censo do IBGE de 2022, tem cerca de 14 mil habitantes, tem quase 100% da população sem coleta de esgoto. Apenas metade da população conta com abastecimento regular de água. Além disso, dados da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) revelaram uma taxa média de mortalidade infantil de 39,47 óbitos por cada mil nascidos vivos em 2022. A cidade não conta com serviço de acolhimento para crianças e não tem plano municipal de atendimento socioeducativo.
Riachão das Neves, que registra uma população de 22.289 habitantes, com mais da metade morando na zona rural, tem apenas 50% do total de habitantes atendido com abastecimento de água. Os dados de 2002 apontaram ainda que a cidade não conta com Conselho Municipal do Idoso. Em 2020, o município registrou uma taxa de evasão escolar no ensino fundamental de 5,1%, conforme pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
Segundo a promotora de Justiça Patrícia Medrado, coordenadora da Gestão Estratégica (CGE), “o Raízes da Cidadania fortalece o compromisso do Ministério Público com a defesa dos direitos fundamentais e o desenvolvimento sustentável. Sua atuação nos municípios da Bahia reforça a importância da mobilização conjunta entre sociedade civil, poder público e sistema de justiça para a construção de soluções com impactos reais e positivos visando a melhoria da qualidade de vida da população baiana”.
Sobre o projeto
O Raízes da Cidadania atuará por dois anos nesses municípios, com foco na redução da mortalidade infantil, combate à evasão escolar, fortalecimento da atenção básica em saúde e ampliação da cobertura de saneamento básico. O projeto foi iniciado em novembro de 2024, quando foram visitados os Municípios de Caraíbas, Itaju do Colônia, Itarantim e Maiquinique, no sudoeste baiano.
Durante as visitas, as equipes do MPBA percorrem equipamentos públicos como unidades escolares, de saúde, conselhos tutelares e casas de acolhimento de crianças e adolescentes para coletar informações que instruirão procedimentos administrativos e fomentarão políticas públicas mais eficazes.
Nas reuniões públicas com gestores, lideranças e representantes da sociedade civil, as equipes do MPBA apresentarão as metas, objetivos e diagnósticos prévios do projeto, além de ouvir demandas da população. Essas discussões serão fundamentais para o planejamento das próximas ações e para garantir que as iniciativas atendam às reais necessidades das comunidades atendidas.

Deputados e senadores do PT enviaram R$ 5,5 milhões em emendas parlamentares para a fundação que administra a TV dos Trabalhadores (TVT), canal de notícias alinhado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os recursos foram encaminhados ao longo de sete anos por 21 políticos petistas. Entre eles, estão os atuais ministros Alexandre Padilha (Saúde), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário).
Segundo Maurício Júnior, diretor e membro do conselho da TVT, a Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho, responsável pelo canal, é custeada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, e “os recursos das emendas são complementares para a criação de novos quadros e programas que tenham, como objetivo principal, a comunicação pública e educativa”.
Júnior disse, ainda, que as emendas financiam projetos que mostram “o Brasil real, com suas periferias, juventudes, mulheres, povos do campo e comunidades tradicionais”.
“Essas produções fortalecem a democracia, ampliam o acesso à informação de qualidade e contribuem para a construção de uma comunicação mais inclusiva e plural. Sem esse apoio, muitas dessas histórias deixariam de ser contadas — e, com elas, perderíamos narrativas essenciais para entender e transformar a sociedade brasileira”, disse o diretor da TVT.
Os diretores do canal buscam parlamentares de esquerda para mostrar os projetos que são formulados anualmente pela TV. Deputados e senadores retornam os contatos com a rede de televisão e “explicam como as verbas podem ser destinadas para esses objetivos”, segundo Maurício.
A TVT faz parte da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) e firmou convênios com a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), durante os governos petistas. Um dos contratos, de 2010, teve duração de 10 anos para transmitir a programação da RNCP. Em 2023, com a volta do PT ao Palácio do Planalto, o canal firmou novo contrato com a EBC.
No fim de 2024, a TVT fez dois novos convênios com a estatal de comunicação. Um deles, no valor de R$ 1,8 milhão, foi para “aquisição de equipamentos para aprimorar as operações da TVT”. Outro, de R$ 800 mil, tem como objeto a “produção de 100 programas jornalísticos inéditos”. Os R$ 2,6 milhões dos dois contratos foram pagos com emendas parlamentares.
A atual ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, foi uma das parlamentares que bancou os convênios da TVT com a EBC. A equipe da SRI confirmou a destinação das emendas, mas não respondeu se o repasse tinha um viés eleitoreiro por causa da linha editorial da TVT.
Eleita pelo Paraná, Gleisi enviou, em fevereiro deste ano, R$ 250 mil para a TV ligada aos sindicatos paulistas. Em abril de 2023, a deputada já havia enviado R$ 100 mil à TVT.
Já a assessoria do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que enviou emendas à TVT em 2021 e 2023, disse, por meio de nota, que “a TVT tem programação educativa, não se trata de um veículo comercial nem partidário”.
“Todas as emendas de Alexandre Padilha, enquanto deputado, foram amplamente declaradas no Portal da Transparência, sem qualquer questionamento dos órgãos de controle”, completou.
O deputado Paulo Teixeira informou que enviou emendas para a produção de 12 episódios sobre culturas e artes periféricas. Ele destinou, em 2021, R$ 100 mil, e disse, por meio de nota, que o mérito da emenda foi aprovado pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“A análise do mérito, do interesse público e da legalidade do objeto proposto são responsabilidade do poder Executivo, assim como o empenho e o pagamento da emenda, no caso, a Secretaria Nacional de Cultura do governo Bolsonaro.”
Em dezembro de 2023, quando já havia assumido o Ministério do Desenvolvimento Agrário, ele destinou mais R$ 100 mil à fundação que gere a televisão. “A TVT cumpre uma função social importante, o que justifica os repasses”, diz a nota.
Os parlamentares que mais enviaram recursos à fundação por meio de emendas foram o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o deputado federal Alfredinho (PT-SP), que destinaram R$ 500 mil, cada.
Ao Metrópoles Alfredinho disse que o valor enviado à TVT é “muito inferior” aos milhões de reais em emendas que ele manda para custeio da saúde. O deputado reforça que a destinação das emendas para a fundação foi “dentro da legalidade” e que tem certeza de que o recurso contempla o plano de trabalho apresentado pela TVT.
“Destinei porque eu tenho uma origem no setor metalúrgico E conheço o trabalho que a TVT faz já de alguns anos, e só destinei porque sei que eles fazem um trabalho sério”, pontuou o parlamentar.
O senador Jaques Wagner afirmou, em nota, que “sempre incentivou a comunicação pública e alternativa no país com o objetivo de promover a democratização dos meios de comunicação e o livre debate público”. Wagner não explicou por que encaminhou recursos a uma fundação paulista, embora tenha sido eleito pela Bahia.
Outra emenda é da deputada Benedita da Silva(PT-RJ). Ela defendeu que o repasse é importante para “garantir o acesso da população à informação de qualidade”, uma necessidade para garantir direitos “em tempos de desinformação em massa”.
Por meio de nota, a petista também afirmou que as emendas enviadas para São Paulo “reflete o seu compromisso sólido com o setor cultural não somente no Rio de Janeiro, mas em todo o país”.
Informações Metrópoles

A confiança do brasileiro na seleção nunca esteve tão em baixa às vésperas de uma Copa do Mundo. Levantamento do instituto Datafolha revela que apenas 33% da população acredita que o Brasil será campeão em 2026, menor índice já registrado desde o início da série histórica, em 1994.
O dado surge em um momento de transição na equipe, agora sob comando do técnico italiano Carlo Ancelotti. A menos de um ano do Mundial, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México, o torcedor parece cético quanto à possibilidade de o Brasil conquistar o hexacampeonato.
Queda de confiança
Na edição anterior, no Catar, 54% dos brasileiros apostavam na seleção. Antes disso, em 2018, eram 48%, número que já refletia os traumas de 2014, quando o Brasil foi goleado por 7 a 1 pela Alemanha em casa e depois perdeu o terceiro lugar para a Holanda.
Outro dado que chama atenção: 33% dos entrevistados disseram não saber ou não quiseram opinar sobre quem será o campeão.
Este índice reforça o distanciamento emocional de parte do público com a Seleção Brasileira – uma equipe que já foi quase unanimidade nacional e hoje divide opiniões.
O pico de otimismo do torcedor foi registrado em 2006, quando 83% acreditavam no título antes da Copa do Mundo da Alemanha.
Desde então, a expectativa vem caindo gradualmente. Em 2010, era de 64%; em 2014, subiu para 68%; depois caiu para 48% em 2018 e 54% em 2022.
Agora, chega ao seu ponto mais baixo: um terço da população ainda acredita, os outros dois terços duvidam ou simplesmente preferem não opinar.
Pesquisa
O levantamento do Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 136 municípios de todas as regiões do país, nos dias 10 e 11 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Entre os mais velhos, aqueles que assistiram aos tempos gloriosos do Brasil, o pessimismo é ainda maior. Já a nova geração aposta que a seleção pode surpreender sob o comando de Ancelotti.
Informações Bahia.ba

A influenciadora digital, Ana Paula Siebert, de 37 anos, e o apresentador e empresário, Roberto Justus, de 70 anos, utilizaram as redes sociais, neste domingo (6), para um pronunciamento juntos. O motivo da iniciativa, surgiu depois que a filha do casal, Vicky, de apenas 5 anos, recebeu duras críticas e até ameaças por internautas após usar uma bolsa da Fendi avaliada no valor de R$ 14 mil. Os dois, detalharam a situação que a criança foi exposta, e garantiram que já se movimentaram para medidas jurídicas.
Eles iniciaram o vídeo contando que Ana Paula costuma realizar nas redes sociais publicações diárias sobre o seu trabalho, além de expor momentos dela com a sua família. “Vicky apareceu com uma bolsinha que, inclusive, nós nem compramos. Ainda que tivéssemos comprado, não cabe julgar. O julgamento extrapolou o bom senso”, detalharam.
Indignados, eles chegaram a descrever a situação ocorrida no ambiente virtual. “Falaram que ‘só guilhotina resolve’. A pessoa escreveu isso! Depois de algumas horas começou a ser denunciado e apagou, mas nós temos o print. É instigar a morte, o ódio, é inaceitável! Por isso que estamos falando, porque é inaceitável. Se a gente começa a assinar embaixo de que a internet é a terra de ninguém, que todo mundo pode falar o que quiser e escrever o que quiser não é assim que funciona”, opinaram.
Na legenda da postagem colaborativa (colab) eles escreveram. “Poucas vezes nos posicionamos em virtude de críticas ou comentários desagradáveis. Mas instigar a morte e a violência não é aceitável e não pode se tornar ‘normal’. Ontem na rede social X ameaças começaram após a publicação de uma foto nossa em família aqui no Instagram. Agradecemos as centenas de mensagens que recebemos e não vamos aceitar esse tipo de posicionamento, seja de quem for”.

A Federação Israelita de São Paulo (Fisesp) criticou duramente o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula do Brics, acusando-o de omitir o Hamas e de condenar Israel injustamente, além de alertar para o risco de banalização do Holocausto e o alinhamento do Brasil com regimes autoritários.
“A Federação Israelita do Estado de São Paulo manifesta profunda indignação
diante das recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a sessão
“Paz e Segurança e Reforma da Governança Global” do Brics, neste domingo, 6″, diz a nota oficial.
A federação afirmou, no comunicado, que o presidente ignora fatos relevantes ao não citar o Hamas ou cobrar a libertação dos reféns depois dos ataques de 7 de outubro de 2023. O texto enfatiza: “Desde o massacre promovido pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, Israel vive sob ataque. Famílias foram destruídas. Mulheres foram estupradas. Crianças foram executadas. Cinquenta pessoas seguem sequestradas há mais de 630 dias em Gaza, sendo vítimas diárias de tortura física e psicológica. No entanto, para o presidente da República, esse horror parece invisível”.
A federação afirma ainda que a postura de Lula é condescendente com o Hamas. “Lula não menciona o Hamas. Não exige a libertação dos reféns. Não condena os mísseis lançados sobre civis israelenses. Mas condena Israel, a única democracia do Oriente Médio, por defender sua população.”
Durante seu discurso na abertura da primeira sessão da cúpula, no domingo 6, no Rio de Janeiro, Lula condenou as operações israelenses em Gaza e voltou a acusar Israel de cometer genocídio em Gaza. Para a federação, o uso deste termo banaliza o Holocausto e pode incentivar manifestações antissemitas.
“Ao falar em ‘genocídio’, o presidente desrespeita mais uma vez a memória das vítimas do
Holocausto e banaliza um dos crimes mais graves da história da humanidade. Sua fala não
é apenas falsa, é perigosa. Ela legitima o terrorismo, estimula o antissemitismo e isola o
Brasil no cenário internacional ao colocá-lo ao lado de regimes ditatoriais que sufocam
liberdades”, critica a Fisesp.
A nota cita o recente artigo publicado pela revista The Economist, que afirmou que Lula está cada vez mais hostil ao Ocidente. “Um país que condena ataques a instalações iranianas, ignorando o fato de que o Irã financia o Hamas e reprime brutalmente mulheres e minorias, não está promovendo a paz. Está escolhendo lados. E escolheu o lado errado”, diz a federação.
A nota também afirma que o governo brasileiro demonstra aproximação com regimes autoritários, como Irã, Rússia e Venezuela, e se afasta de democracias. “Participa de cúpulas ao lado de ditadores, mas não aperta a mão do presidente dos Estados Unidos”, conclui a Fisesp.
Informações Revista Oeste

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou os países ligados ao Brics com uma tarifa adicional de importação de 10%.
– Qualquer país que se alinhar às políticas antiamericanas do Brics será submetido a uma tarifa adicional de 10%. Não haverá exceções a essa política. Obrigado pela atenção a este assunto! – escreveu o republicano na rede Truth Social na noite deste domingo (6).
A ameaça de Trump ocorreu ao mesmo tempo em que ocorre a Cúpula do Brics no Rio de Janeiro, que termina nesta segunda-feira (7).
No encontro, os países integrantes do bloco sinalizaram “sérias preocupações” com as medidas protecionistas e unilaterais de comércio, em referência à guerra tarifária deflagrada pelo presidente americano, sem citá-lo nominalmente.
*AE

Eles são fofos, fiéis e muitas vezes mais companheiros do que algumas pessoas. Basta um abanar de rabo ou um miado carinhoso para o coração derreter. No entanto, por mais que pareçam membros da família —e de fato sejam tratados assim—, cães e gatos continuam sendo… bem, cães e gatos. E esperar que se comportem como humanos, como uma criança pequena, pode ser um erro com mais impacto do que parece.
Antropomorfizar —palavra difícil que basicamente significa tratar o bicho como se fosse gente— é uma prática comum e, até certo ponto, natural.
Os sentimentos humanos são projetados nesse animal e muitas pessoas que, por essência, são mais cuidadoras ou protetoras podem “transformá-lo” em um filho de faz de conta.
O problema aparece quando essa fantasia vira um contrato emocional unilateral. O pet não pode (e nem deve) ocupar o lugar de uma criança real, de um parceiro ou de todas as conexões sociais que uma pessoa precisa manter para se desenvolver plenamente.
Embora possam ir atrás, brincar e esperar por nós, pets têm limitações e a chance de não corresponderem às expectativas de alguém é grande.
Afinal, animal é animal: não age, não fala e não substitui a atenção dada por um humano.
Esperar que um cão ou gato esteja sempre disponível para dar afeto, entender comandos como um humano ou suprir todas as carências afetivas pode ser frustrante —e injusto para ambos.
Não é tudo problema. Ter um pet está longe de ser um mau negócio para a saúde. Estudos mostram que a convivência com animais de estimação reduz os níveis de estresse, melhora o humor e até ajuda na recuperação de quadros como depressão e ansiedade. Só o fato de eles exigirem passeios e brincadeiras já incentiva a prática de atividade física.
O laço afetivo também ativa áreas cerebrais ligadas ao prazer e à segurança, o que ajuda a criar um ambiente emocional mais estável. E isso vale inclusive para crianças e idosos —há até linhas de pesquisa dedicadas exclusivamente à chamada pet terapia.

Tudo o que é demais pesa. Se o vínculo com o animal exclui relações sociais, impede o sono ou provoca culpa constante por se ausentar, vale ligar o alerta. Há casos em que a pessoa transfere para o animal desejos que não conseguiu realizar, como ter filhos, ou usa o afeto do bicho para evitar se abrir para os humanos.
E isso pode ter efeitos colaterais invisíveis, como a evitação de críticas, o isolamento ou até a substituição de relações humanas por vínculos com os pets —que são mais previsíveis e, por isso, mais “seguros” emocionalmente.
A boa convivência entre humanos e pets também precisa de limites físicos e comportamentais. Os animais devem ter seu próprio espaço, momentos de lazer e estímulo ao instinto —como farejar, correr, cavar.
Essas regras são fundamentais inclusive para crianças: assim, elas aprendem desde cedo a respeitar e a conviver com outras espécies e a ter responsabilidades.
Se o pet é vacinado, limpo e não tem pulgas, carrapatos ou vermes, dormir junto está liberado —desde que o tutor também esteja bem. A exceção é se a pessoa tiver distúrbios do sono, problemas respiratórios ou desenvolver uma dependência emocional do tipo “só consigo dormir se o cachorro estiver na cama”.
Em muitos casos, o apego exagerado vem da culpa de ter ficado o dia todo fora, ou de uma necessidade emocional de proteção. E, aí, pode ser o caso de repensar essa relação —sem deixar de amar, mas aprendendo a amar com equilíbrio.
Informações UOL

As autoridades colombianas localizaram, na última terça-feira (1º), os corpos de oito líderes religiosos em uma vala comum na zona rural de Calamar, no departamento de Guaviare. As vítimas atuavam em ações humanitárias e de evangelização na região quando desapareceram, meses atrás.
De acordo com o Ministério Público, os cristãos teriam sido convocados por integrantes dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), especificamente pela Frente Armando Ríos, sob o comando de um líder conhecido como Iván Mordisco.
A principal linha de investigação aponta que o crime teria sido motivado por uma tentativa de impedir o surgimento de uma célula do Exército de Libertação Nacional (ELN) no local. No entanto, não há evidências de que as vítimas mantinham qualquer vínculo com grupos armados.
A descoberta dos corpos ocorreu após a prisão, em maio, de um membro do grupo guerrilheiro. O celular do detido continha imagens que ajudaram a identificar os religiosos e confirmaram o crime.
As vítimas foram identificadas como James Caicedo, Óscar García, Máryuri Hernández, Maribel Silva, Isaid Gómez, Carlos Valero, Nixon Peñaloza e Jesús Valero. Todos pertenciam às organizações evangélicas Alianza de Colombia e Cuadrangular.
A Confederação Evangélica da Colômbia (CEDECOL) divulgou nota condenando o assassinato e manifestando solidariedade às famílias. No comunicado, a entidade pediu celeridade nas investigações e proteção efetiva aos líderes religiosos que atuam em regiões vulneráveis.
Informações Pleno News