O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, lançou hoje (17), em coletiva virtual, o movimento “Pela Bahia – Caminhos para o futuro do nosso estado”. O objetivo é promover encontros em toda a Bahia para discutir os problemas, pensar soluções e encontrar novas potencialidades para o desenvolvimento dos baianos. O projeto começa essa semana pela região da Chapada Diamantina, onde vivem quase 500 mil pessoas.
Na quinta (20) e sexta (21), ACM Neto vai visitar as cidades de Mucugê, Ibicoara, Barra da Estiva, Abaíra e Piatã, quando terá encontro com produtores rurais, trabalhadores, associações, cooperativas, lideranças comunitárias e políticos. A principal atividade econômica desses municípios é a agricultura, a exemplo da produção de café e cachaça.
“Decidimos começar o movimento pela Chapada Diamantina porque é uma região que tem muitos bons exemplos e iniciativas na área da agricultura que podem ser reforçados, ampliados e positivamente copiados para outros locais do estado. A Chapada tem um potencial extraordinário, com bons empreendimentos já implantados”, explicou o democrata.
Na quinta (20), a partir das 9h, em Mucugê, Ibicoara e Barra da Estiva, ACM Neto passa o dia visitando áreas rurais de plantio e uma vinícola, além de se encontrar com lideranças políticas e comunitárias, à noite.
Já na sexta (21), o democrata, ainda em Mucugê, toma café com produtores de frutas vermelhas no Projeto Sempre Viva. No mesmo dia, ele se desloca para Abaíra, onde tem encontro com produtores da cooperativa de produtos de Cachaça. Por fim, o democrata visita Piatã para uma conversa com produtores de café gourmet.
Diagnóstico – Com o movimento “Pela Bahia”, ACM Neto pretende intensificar as viagens ao interior, onde passará mais de um dia na estrada, visitando cidades até maio de 2022. “Não há uma receita única quando se pensa em soluções para os problemas do estado. Cada região tem sua própria realidade. A ideia é trazer sugestões a partir dessas viagens para que possamos construir um projeto para o futuro da Bahia”.
ACM Neto explicou que dividiu a Bahia em 15 regiões e cinco eixos temáticos de análise: o econômico, o sociocultural, o ambiental, o tecnológico e o político. “Dentro desses eixos vamos encaixar e avançar em discussões de temas como a educação, a saúde, a segurança, as atividades econômicas, identificando potencialidades e fragilidades de cada região”, declarou.
Além das viagens, ACM Neto afirmou que pretende encomendar pesquisas qualitativas, criar grupos de estudo e contar com a parceria de técnicos qualificados, de dentro e de fora da Bahia, para compreender melhor as realidades econômicas e sociais das 15 regiões do estado. Assim, será construído um completo diagnóstico socioeconômico do estado e serão feitas projeções sobre o futuro.
A Professora Gilcélia Silva tem 89 anos e estava já imunizada pela segunda dose da Coronavac, mas contraiu a doença
O Protagonista |
Mesmo imunizada contra a covid-19, com duas doses da vacina Coronavac, a professora Gilcélia dos Santos Silva, de 89 anos, contraiu a doença e está na intubada na UTI do Hospital Unimed. Ela é mãe do deputado e radialista Carlos Geílson.
A informação foi passada na manhã desta segunda-feira (17) pelo próprio deputado, em seu programa, na rádio TransBrasil. “Peço a oração de todos vocês, ouvintes, a quem considero da minha família pela relação de décadas”, apela.
Dona Gilcélia, segundo Carlos Geilson, é uma idosa bastante ativa. “Sem problemas de saúde, a não ser pela idade avançada. Uma pessoa ativa, que todo domingo faz o almoço”, destaca o deputado, acrescentando que a mãe recebeu a segunda dose da vacina no mês de abril e já estava imunizada.
Carlos Geilson perdeu o pai, Carlos Santos, em 7 de março, vítima de covid. A doença levou o próprio deputado à UTI, há alguns meses. Dois irmãos, uma tia e filhos do parlamentar também contraíram covid, mas já se recuperaram.
Emocionado, Carlos Geilson lembrou que a mãe fez uma promessa para que ele se recuperasse da covid, quando, infectado, esteve na UTI de um hospital em Salvador. “Ela pediu a Deus minha recuperação e prometeu que eu iria a Bom Jesus da Lapa. Irei”, destaca.
A rejeição ao nome do governador de São Paulo para a sucessão de Bolsonaro é grande de uma ponta à outra do país, e ele sabe disso
Foto: Reprodução
Se Bruno Covas, prefeito de São Paulo, não tivesse morrido tão cedo, o governador João Doria contaria com um forte aliado para realizar seu sonho de disputar a sucessão do presidente Jair Bolsonaro no ano que vem, como candidato do PSDB. Mas não afastaria as gigantescas dificuldades que ele enfrenta.
Doria tem em mãos uma recente pesquisa nacional aplicada para seu próprio consumo. E os resultados foram péssimos para ele. A rejeição ao seu nome é enorme de uma ponta à outra do país, particularmente em São Paulo. No capítulo destinado a conferir as intenções do voto, ele não passaria, hoje, de 4% a 5%.
Entre outros motivos, dois são os que pesam mais contra ele. Doria é visto como um político não confiável, porque teria passado a perna em Geraldo Alckmin (PSDB), disputando o governo apenas dois anos após se eleger prefeito. E por trair Jair Bolsonaro, do qual afastou-se, depois de pegar carona na eleição dele.
Nem Alckmin, que concorreu à Presidência e perdeu feio, nem grande parte dos paulistas o perdoa. Doria é visto também, particularmente pelos paulistas, não como o pai da vacina que os imuniza, mas como um ambicioso que procura tirar vantagem da pandemia para se credenciar à Presidência.
Se tivesse travado a guerra da vacina com mais discrição, sem preocupar-se em aparecer tanto, teria maiores chances. No momento, não tem sequer para se reeleger governador. Ao atrair para sair do DEM e filiar-se ao PSDB o seu vice Rodrigo Garcia, Doria comprometeu-se a fazer dele seu sucessor.
Antônio Carlos Magalhães Neto, presidente do DEM, rompeu com Doria. A amigos, sob segredo, Garcia já confidenciou que carregar Doria nas costas na eleição para o governo de São Paulo poderá lhe custar muitos votos. Mesmo que mantenha distância dele, os adversários o apontarão como candidato de Doria.
Alckmin ameaça migrar para outro partido se não for o candidato do PSDB ao governo de São Paulo. As pesquisas indicam que ele é bem avaliado, mas há muita lembrança do seu nome nisso. Tucanos emplumados dizem que Alckmin não se reconhecerá no espelho se deixar o PSDB, onde fez carreira. A conferir.
Para complicar ainda mais a vida de Doria, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e o governador Eduardo Leite (PSDB-RS) parecem dispostos a concorrer com ele nas prévias do partido. Jereissati dá sinais de que está de fato interessado em bater-se com Bolsonaro. Se o escolhido for ele, o DEM o apoiaria.
A condição primária para que um candidato se lance à Presidência é arrumar antes sua própria casa – no caso, o seu estado. Esse será um desafio monumental para Doria. A casa o rejeita e ele carece da habilidade de unir pessoas e aparar divergências.
O transporte intermunicipal será suspenso na Bahia durante o São João. A medida foi anunciada na manhã desta segunda-feira (17) pelo governador Rui Costa (PT) como forma de tentar conter a circulação de pessoas durante o feriado.
“Nós vamos agir no sentido de limitar ao máximo o contágio no São João porque é assim mesmo. (…). Todas as vezes que, por alguma razão, as pessoas se juntaram, duas semanas depois os casos aparecem”, justificou o governador, ao falar com a imprensa na entrega de uma contenção de encosta no bairro de Boa Vista do Lobato, em Salvador.
Neste ano, o feriado não foi antecipado, pois o gestor avaliou que a medida não foi efetiva em 2020. Por outro lado, assim como no último ano, os festejos juninos não serão realizados.
A Covid-19 já tirou a vida de 19.894 mil moradores da Bahia e, embora o estado tenha avançado nas flexibilizações, o índice de ocupação nas UTIs Covid ainda está na faixa dos 80%. Além disso, a última semana, Rui chegou a demonstrar preocupação com o novo crescimento de casos ativos.
O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) deve receber no próximo sábado (22) uma nova remessa de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para a produção de vacinas contra a covid-19.
Os carregamentos do insumo são importados da China, onde são produzidos pela Wuxi Biologics. Após a próxima entrega, está prevista a chegada de mais uma remessa para o dia 29 de maio.
Com o desembarque desses dois carregamentos de IFA no Brasil, a Fiocruz afirma que estará garantida a entrega de vacinas ao Programa Nacional de Imunizações nas três primeiras semanas de junho.
Em publicação nas redes sociais, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destacou a importância das novas remessas.
A Fiocruz produz no Brasil a vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19, devido a um acordo de encomenda tecnológica firmado no ano passado com a empresa europeia. Também está em curso um processo de transferência de tecnologia, para que a fundação seja capaz de produzir o IFA no Brasil, garantindo autossuficiência na produção da vacina.
Desde o início da produção em Bio-Manguinhos, a Fiocruz já produziu e entregou mais de 30 milhões de doses da vacina ao Ministério da Saúde. Outras 4 milhões de doses foram importadas prontas da Índia, onde foram produzidas pelo Instituto Serum.
Somadas, essas quantidades correspondem a 40% das vacinas disponíveis no país, que também aplica imunizantes produzidos pela Sinovac/Instituto Butantan e pela Pfizer/BioNTech.
Trabalhadores rurais que ainda não foram retirar o boleto para pagamento do Seguro Garantia Safra devem se dirigir à Secretaria de Agricultura e Recursos Hídricos (Seagri). Os carnês têm vencimento nesta quinta-feira, 20, em parcela única no valor de R$ 8,50.
Serão contemplados com as cotas do benefício 1.029 pequenos agricultores dos oito distritos, conforme listagem disponibilizada pelo Ministério da Agricultura.
Tem direito ao benefício aqueles com renda mensal de até um salário mínimo e meio e que tiveram perdas de produção igual ou superior a 50%.
O Garantia-Safra prevê o repasse de R$ 850, divididos em cinco parcelas de R$ 170. O valor é disponibilizado obedecendo o calendário de pagamento dos benefícios sociais.
O Programa Garantia Safra é um benefício do Governo Federal disponibilizado para pequenos agricultores nos estados e municípios.
Relatórios fechados até agora pela Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) revelam que 16 bares foram flagrados contrariando o decreto governamental de restrições das atividades econômicas por causa da pandemia, de quinta-feira (13) a sábado (15). Todos eles foram fechados no momento do flagrante e o caso que mais chamou a atenção foi o do bar Sky, onde dezenas de pessoas se aglomeravam, a maioria sem máscaras.
O Sky fica situado no quarto andar do prédio da Polimodas, na avenida Senhor dos Passos. O flagrante aconteceu na sexta à noite e a fiscalização constatou que o estabelecimento desrespeitou o horário de encerrar e havia a aglomeração. A notificação foi expedida em nome da Feira Kart, empresa proprietária do bar.
Confira os outros fechamentos no momento do flagrante:
13/05/2021 – Noturno
Arena Sertão: Rua Marcelino Ramos Bar da Rua Santa Clara: Alto do Papagaio JS Pastelaria: Av. Iguatemi Kal Burguer: Santo Antônio dos Prazeres Secret House: Conceição Boteco do Cézar: Rua Calamar Choperia Steak Bar: Ville Gourmet
14/05/2021 – Noturno
Kiosque da Paz: Av. Fraga Maia Bar da Morena: Av. Fraga Maia Trivella Bar e Petiscaria: Av. Fraga Maia Bar da Morena: Av. Fraga Maia Arena Fraga Maia: Av. Fraga Maia Varandinha: Av. Fraga Maia Pastarell: Av. Fraga Maia Mr. Sall: Av. Fraga Maia
Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em dezembro podem sacar, a partir de hoje (17) a primeira parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro havia sido depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 29 de abril.
Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro podia ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.
Com a retirada, a Caixa conclui o pagamento da primeira parcela da nova rodada do auxílio emergencial. A segunda rodada começou a ser depositada ontem (16) para os trabalhadores e inscritos no CadÚnico nascidos em janeiro.
Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o siteauxilio.caixa.gov.br.
O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.
Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.
Regras
Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.
Foto: Jorge MagalhãesIntervenção motivadas para o andamento de obras
A Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) alerta os condutores para que fiquem atentos às mudanças no trânsito na avenida Eduardo Fróes da Mota (Anel de Contorno). Haverá um bloqueio entre o viaduto do Cajueiro e o Complexo de Viadutos Miraldo Gomes, na Cidade Nova. O trecho vai ser interditado somente das 22h às 6h, de hoje (17) a quinta-feira, 27.
Não será permitido o tráfego de veículos pesados. Já os de pequeno porte, no trecho em obras, deverão utilizar as vias marginais. Desta forma, a SMT orienta que a circulação de caminhões da BR 324 sentido BR 116/Norte deverá ser realizada pela BR 324/Sul (duplicada), no Anel de Contorno, bem como o trânsito da BR 116/Norte a BR 324 deverá ser realizada no sentido inverso.
A interdição é motivada pelo avanço das obras de duplicação dos viadutosFrancisco Pinto, localizado entre as avenidas Getúlio Vargas e Noide Cerqueira, e Wilson Falcão entre as avenidas Maria Quitéria e Fraga Maia, que chega à fase de elevação das vigas. Os serviços estão sendo realizados à noite para minimizar os transtornos no trânsito.
Projeto visa enfrentar o grande desafio das mudanças climáticas
Foto: Divulgação/USP
Uma parceria do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Senai Cetiqt) com a Repsol Sinopec Brasil, a Hytron e o departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) iniciou o projeto “CO2CHEM”, que tem como objetivo desenvolver alternativas tecnológicas para a produção de hidrocarbonetos verdes a partir de gás carbônico (CO2).
Com apoio financeiro da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), o projeto visa enfrentar o grande desafio das mudanças climáticas, derivado do acúmulo de carbono na atmosfera, explicou à Agência Brasil o coordenador de Engenharia de Processos do Senai Cetiqt, João Valentim.
O Acordo de Paris, assinado por 195 nações em 2015, estabeleceu a meta de manter o aumento da temperatura do planeta abaixo dos 2ºC até o fim deste século. João Valentim lembrou, entretanto, que estudos indicam que essa meta não será alcançada se a economia for neutra em carbono. “Ou seja, nem emite (CO2), nem tira”. Para que a meta seja alcançada, a economia, a partir de 2050, teria que ser negativa em carbono.
“Nossas atividades produtivas deveriam consumir mais dióxido de carbono do que emitem para garantir o pacto do clima firmado no Acordo de Paris”, salientou o coordenador do Senai Cetiqt. Valentim assegurou ainda que há necessidade de se tirar carbono da atmosfera. Do ponto de vista tecnológico, a análise é que isso tinha que ser matéria-prima para outro produto, que não tenha o ciclo muito curto.
Tecnologia brasileira
João Valentim afirmou que, sob essa ótica, o projeto CO2CHEM pode contribuir para atingir as metas firmadas no Acordo de Paris, fornecendo tecnologia brasileira. “Outros países estão também debruçados nesse desafio. E [o projeto] vai colocar o Brasil como um dos protagonistas e detentores desse know-how, que são tecnologias que convertem CO2 em produtos”.
Ao final do projeto, estimado em dois anos, ou seja, em 2023, a previsão é que já se tenha uma unidade piloto, do tamanho de um conteiner, que possa ser transportada para lugares onde existam grandes produtoras de CO2, como unidades de cimento, para a produção das primeiras gotas de combustível sintético, também chamado hidrocarboneto verde ou renovável. As matérias-primas desse projeto são gás carbônico, água e eletricidade, conforme explicou o coordenador. “Ao final do projeto, a gente vai ter plantas (conjuntos de equipamentos) em contêineres que vão utilizar eletricidade, água e CO2. Você vai obter um produto equivalente ao petróleo”.
Valentim informou que poderão ser obtidos produtos energéticos, como gasolina e diesel, como materiais, como polímeros. A produção dos chamados hidrocarbonetos verdes consome várias moléculas de CO2 e, “mesmo quando você reemite, o balanço do seu processo é carbono negativo. Ou seja, você está tirando carbono da atmosfera e substituindo a gasolina, que aumenta a concentração na gasolina normal de dióxido de carbono, por uma gasolina igual que não tem esse problema”.
Sustentabilidade
Valentim salientou que isso tudo tem de ser visto e analisado dentro de uma perspectiva de sustentabilidade, levando em consideração aspectos ambientais e sociais, como segurança e remuneração para os trabalhadores. Outra perspectiva fundamental é que o processo seja economicamente viável. O coordenador de Engenharia de Processos do Senai Cetiqt explicou que o projeto vai ser continuamente testado e orientado por esses três resultados: econômico, ambiental e social, do ponto de vista global.
Além do CO2, que é a matéria-prima do projeto, Valentim destacou que a energia elétrica tem de ser de fonte limpa. “Não pode ser produzida por carvão”. O projeto dará ainda um olhar de circularidade no consumo da água, visando sua eficiência, e também para outras gerações de resíduos. “O projeto vai ter que gerar uma solução que não traga impactos negativos no aspecto de resíduos também”, observou.
Caberá ao Senai Cetiqt conduzir parte das atividades laboratoriais para o desenvolvimento do processo de produção de hidrocarbonetos verdes. Além disso, realizará as avaliações de viabilidade técnico-econômica, com apoio da Hytron e USP, fazendo uso de simuladores de processos e econômicos, com suporte das equipes de Transformação Química e Engenharia de Processos da organização.
Os pesquisadores vão trabalhar do desenvolvimento à implantação em escala piloto de dois sistemas integrados com tecnologias nacionais capazes de consumir CO2 de diferentes fontes, como por exemplo, das atividades de exploração e produção offshore para produção dos hidrocarbonetos verdes, em um ciclo fechado de produção, e consumo de CO2 alimentado por fontes de energia renovável.