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Indústria Wirth Calçados
Dois Irmãos (RS) 14.04.2006 - Foto: Miguel Ângelo
Foto: Miguel Ângelo

O desempenho recente dos indicadores econômicos de atividade levou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a manter em 4,8% e 2% a previsão feita em junho deste ano para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) para 2021 e 2022, respectivamente.

No fim de setembro, pesquisadores do Ipea analisarão de novo o cenário para ver o que há de mais relevante e farão a revisão dos números para o PIB e previsão para o terceiro trimestre. Para essa divulgação agora, viu-se que não havia motivos para mexer no que se previu há três meses, disse hoje (27) à Agência Brasil o economista Leonardo Mello de Carvalho, pesquisador do Ipea e um dos autores do estudo.

Carvalho ressaltou, porém, que há um pequeno viés de baixa para 2022. “Existe a possibilidade de trabalhar com um número menor quando se soltar a nova revisão, no mês que vem.” Segundo o pesquisador, identificaram-se alguns sinais de risco para o cenário econômico, como, por exemplo, a inflação, que “está um pouco pior do que o previsto anteriormente”. Carvalho disse que, com os aumentos da taxa básica de juros, já existe um aperto este ano, embora haja uma defasagem para que tais efeitos ocorram na atividade econômica. Espera-se que esse efeito negativo ocorra em 2022, um pouquinho acima do que se tinha calculado há três meses. “Em grande medida, por isso, foi colocado esse viés de baixa”, explicou Carvalho. Daí, o Ipea trabalhar com crescimento menor do que 2% para o próximo ano. “Mas ainda está valendo o crescimento de 2%, por enquanto.”

Para o segundo trimestre do ano, o Ipea trabalha com a perspectiva de o PIB apresentar resultado próximo da estabilidade, em comparação com o trimestre anterior, mostrando alta em torno de 0,1%.

Serviços
Por indicadores econômicos, Carvalho destacou que o setor de serviços, especialmente o segmento de serviços prestados às famílias, que tem sido muito prejudicado pela crise sanitária, ainda se encontra em nível 22,8% abaixo do de fevereiro de 2020, um mês antes do início da pandemia de covid-19. “Ainda existe um espaço muito grande para a recuperação desse segmento, e isso puxaria o setor de serviços como um todo. Por sua vez, este é o setor que mais pesa no PIB e que mais emprega na economia. Por isso, acreditamos que ele seja um driver importante para a evolução do PIB ao longo do segundo semestre”. A previsão é de alta de 0,7% para o PIB de serviços no segundo trimestre, em comparação ao trimestre anterior dessazonalizado, com alta de 4,8% no ano.

Sobre a pandemia, Leonardo de Carvalho afirmou que houve um retrocesso reduzido, com total ainda pequeno da população vacinada com a segunda dose da vacina contra a covid-19. De qualquer modo, o pesquisador disse esperar que, ao longo do segundo semestre, a mobilidade continue no processo positivo e que isso abra espaço para recuperação dos segmentos de serviços que ainda estão muito abaixo dos níveis pré-pandemia, acarretando efeitos positivos também no mercado de trabalho.

De acordo com a Carta de Conjuntura divulgada hoje pelo Ipea, a recuperação do setor de serviços deve continuar a ser estimulada pelo avanço da vacinação. A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que a alta de junho para o setor (1,7%) foi a décima segunda variação positiva em 13 meses.

A expansão foi generalizada entre os segmentos, com destaque para os serviços prestados às famílias, (+ 8,1% na margem e 72,7% sobre junho de 2020). No entanto, esse segmento ainda se encontra em patamar 22,8% inferior ao de fevereiro de 2020, antes da pandemia. Para o mês de julho, os pesquisadores estimam que a receita de serviços apresente acomodação, com queda de 1% na série sem efeitos sazonais, atingindo patamar de 14,2% acima do mesmo período do ano passado.

Indústria
Dados divulgados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE indicam que a produção física do setor recuou 2,5% no segundo trimestre deste ano. O destaque positivo foi o segmento das indústrias extrativas, que cresceu 4,8%, estimulado pela alta nos preços internacionais de commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado exterior) e pelo crescimento das importações mundiais. Em contrapartida, a indústria de transformação recuou 3,8%, devido à escassez de matéria-prima e ao aumento de custos.

Carvalho disse, entretanto, que as pesquisas de confiança têm mostrado melhora generalizada em termos setoriais ao longo de 2021, de maneira significativa, em patamares que já denotam otimismo. “É uma coisa boa, porque, apesar das restrições que ainda existem no cenário, como a possibilidade de crise hídrica, escassez de matérias-primas para indústria, ainda assim, consegue-se ver uma melhora da confiança dos agentes de maneira geral, sejam empresários ou famílias. O setor de construção é um deles”, afirmou.

O pesquisador lembrou que houve crescimento relevante de crédito imobiliário para pessoa física e jurídica, o que é um bom termômetro para medir como anda a demanda nesse mercado. “São indícios de que o segmento está dando sinais de melhor desempenho”. O Ipea estima que a produção industrial de julho tenha recuado 1% na série sem efeitos sazonais, com alta de 1,4% na comparação com o mesmo período de 2020. Para o segundo trimestre de 2021, o Ipea prevê retração de 0,7% para o setor da indústria, em razão do problema de insumos.

Comércio
A retomada de alguns programas de transferência de renda pelo governo central, que resultam em impacto positivo nas vendas, e a melhora da dinâmica epidemiológica da covid-19 no Brasil em maio e junho ajudam a explicar o crescimento do comércio varejista no segundo trimestre do ano. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, as vendas no varejo encerraram o segundo trimestre com alta de 3%. Para julho, a estimativa do Ipea é que o resultado ficará próximo da estabilidade, com pequeno recuo de 0,4%.

Carvalho ponderou que, embora o comércio tenha lidado melhor com as restrições impostas pela pandemia, a migração do consumo que seria gasto em serviços para o comércio de bens pode tirar um pouco o ímpeto do comércio. “Com o setor de serviços se recuperando e voltando às suas atividades normais, esperamos que esse processo se reverta um pouco. Talvez, por esse lado, o comércio de bens perca um pouquinho do seu ímpeto, pela volta do consumo de serviços”. A previsão do Ipea para o consumo de bens e serviços aumentou, passando de 11,7% para 12,5% sobre o segundo trimestre de 2020. Para o resultado anual, o incremento esperado evoluiu de 3,9% para 4,1%.

Agricultura
Para o setor agropecuário, o estudo do Ipea usa as novas previsões de crescimento do PIB agropecuário, que foram divulgadas ontem (26) e mostram redução de 2,6% para 1,7% em 2021. A queda da previsão de crescimento deve-se, principalmente, a uma estimativa menor do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) para a safra de milho, cuja queda evoluiu de -3,9% para -11,3%.

Informações: Agência Brasil


Foto: Divulgação

A secretária de Educação, Anaci Paim, participou nesta quinta-feira, 26, da abertura do XI Seminário PAI – Programa de Apoio à Inclusão e Capacitação no Atendimento à Pessoa com Deficiência. O evento é promovido pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Feira de Santana, APAE.

A programação do seminário, que segue até este sábado, 28, é voltada para formação de profissionais que atuam com pessoas com deficiência. Os participantes estão sendo capacitados com o curso “Estratégias de manutenção e recuperação da capacidade funcional da pessoa com deficiência intelectual e transtorno do espectro do autismo”.

Para a secretária Anaci, “participar do evento é uma oportunidade de fortalecer os direitos das pessoas com deficiência e fortalecer essa luta. Também traz informações importantes para colocar em prática na educação municipal”.

Isabella Carvalho, coordenadora do Centro Integrado de Referência em Educação Inclusiva, também prestigiou o evento. “Todos os estudantes devem ter direitos iguais e o acesso à informação é fundamental para isso. Precisamos unir forças em prol deste objetivo”, ressalta a professora.

Secom


DF - TERRAS/INDÍGENAS MARCO TEMPORAL - GERAL - Nesta sexta (27) tribos indígenas ?Luta pela Vida? realizam protesto na frente do Palácio do Planalto e colocam fogo em caixão provocando forte chamas e fumaça preta. 27/08/2021
Foto: FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO/ANTONIO MOLINA

Um grupo de manifestantes indígenas ateou fogo em um caixão gigante que colocaram na frente do Palácio do Planalto, sede da Presidência da República. O protesto foi realizado na manhã desta sexta-feira (27) e tinha como objetivo mostrar oposição ao chamado “marco temporal”.

Com a aprovação da proposta, os indígenas poderão reivindicar apenas as terras que já estavam ocupadas por eles até o momento em que a Constituição de 1988 foi promulgada. O julgamento do projeto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) estava marcado para a quinta-feira (26), mas foi adiado para o dia 1º de setembro.

O presidente Jair Bolsonaro compartilhou no Twitter um vídeo do incêndio e afirmou que “esse tipo de gente quer voltar ao poder com a ajuda daqueles que censuram, prendem e atacam os defensores da CF [Constituição Federal] e da liberdade”. Bolsonaro está em Goiás, onde cumpre agenda em Goiânia.

Ao deixar o Palácio do Planalto, os manifestantes foram protestar em frente à sede do ministério da Justiça e Segurança Pública, onde chegaram a banhar-se no espelho d’água do Palácio da Justiça.

Informações: Pleno News


São três casos confirmados da variante delta na Bahia, com um óbito | Foto: Divulgação | Sesab - Foto: Divulgação | Sesab
Foto: Divulgação Sesab

A primeira morte pela variante delta do novo coronavírus na Bahia foi confirmada nesta sexta-feira, 27, pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Trata-se de um tripulante de um navio americano que esteve ancorado na Bahia. Ele tinha 43 anos e não teve a identidade divulgada. Não há informações se o homem estava vacinado. No mesmo navio, também foi detectado um caso da variente beta.

Outros dois casos da delta já foram confirmados na Bahia, nos municípios de Feira de Santana e Vereda. Os dois homens não estavam vacinados.

Em Feira, o homem de 52 anos apresentou sintomas no dia 20 de julho. Já o morador de Vereda, de 29 anos, teve os primeiros sintomas no dia 14 de julho. Nenhum dos dois precisou ser internado. Eles foram monitorados pelas secretarias municipais de saúde e também pela Sesab.

É possível que outras pessoas tenham sido infectadas pela delta, identificada inicialmente na Índia e apontada como mais transmissível. A secretária de Saúde em exercício, Tereza Paim, ecplica que há um delay entre a coleta das amostras para sequenciamento genético e o resultado, que precisa ser validado pelo Ministério da Saúde. Todo o processo leva aproximadamente 30 dias.

“Esses testes são enviados ao laboratório central, é colhido o RT-PCR e passam a ser eleitos para um sequenciamento. Ficam 64 exames a cada 15 dias e precisa ser validado pelo Ministério da Saúde, que dura mais 15 dias”, afirma a secretária. “As duas pessoas, uma de Vereda e uma de Feira de Santana, tiveram poucos sintomas. Então, é possível, sim, que elas tenham passado para outras pessoas e a gente já chama de infecção comunitária. Mas, em Vereda, por exemplo, foi muito bem monitorado”, completou.

Informações: A Tarde


Foto: Reprodução

A prefeitura de Anguera informou nesta sexta-feira (27), que o município está com casos ativos de Covid-19 zerados há oito dias. No entanto, um alerta também foi feito, de que a pandemia ainda não terminou e há casos registrados de variantes ativas no estado.

Veja o comunicado

“Anguerenses, conseguimos zerar os números de casos ativos da COVID-19 por oito dias consecutivos. Mas atenção: a pandemia ainda não acabou! Precisamos continuar em alerta, a variante indiana da Covid-19 (Delta) e uma sul-africana (Beta) estão ativas no estado da Bahia. Continuem tomando os cuidados, evitando aglomerações, lavando sempre as mãos, usando máscaras e vacinem-se. Essa luta é de todos nós”, informou a prefeitura em comunicado à população.


Feira de Santana: Escritório do deputado Fernando Torres é arrombado
Foto: Divulgação / PSD

Uma decisão do ex-ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicada no último dia 12 de agosto, determinou que o inquérito de desvio de verbas públicas que tem como acusado o ex-deputado federal Fernando Torres seja enviado à Justiça Federal. O ex-deputado é atualmente vereador e o presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana.

De acordo com a Procuradoria Geral da República (PGR), o inquérito, de autoria do Ministério Público Federal, aponta supostos “desvio de verbas alusivas à cota para o exercício da atividade parlamentar e eventual cometimento de crimes de falsificação de documentos públicos e lavagem de dinheiro”.

Inicialmente, com o fim do mandato de Fernando Torres, o STF decidiu remeter o inquérito à 8ª Vara Criminal da Circunscrição Judiciária de Brasília, ou seja, a Justiça comum. Entretanto, a PGR recorreu dessa decisão, mediante a petição nº 6.870/2019 ao STF, solicitando o envio à Justiça Federal, no que foi atendido pelo Ministro Marco Aurélio.

A recente movimentação dos autos no Supremo Tribunal Federal pode ser verificada como inquérito 3787, número único 9992683-32.2013.1.00.0000.


Continuando as visitas ao extremo sul da Bahia, ACM Neto e José Ronaldo participaram na manhã desta sexta-feira (27), do Encontro de Lideranças em Itamaraju.

As visitas ao extremo sul do estado fazem parte da pré campanha para o governo da Bahia, onde ACM Neto será o candidato a governador e Ronaldo a vice-governador ou senador.


Foto: Metrópoles

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira (26/8), que, se for eleito presidente, “vai regular os meios de comunicação”. Em entrevista ao jornal Bahia no Ar, da rádio Metrópole FM, Lula disse que já observa setores da imprensa que não querem que ele seja candidato e apontou essa intenção como motivo das críticas.

“Estou conversando com muita gente, leio muita coisa, estou ouvindo muito desaforo. Tem setores da imprensa que não querem que eu seja candidato. Porque se eu voltar, vou regular os meios de comunicação deste país”, prometeu o ex-presidente que é o candidato do PT à corrida eleitoral de 2022.

Lula disse que a proposta inclui até a internet e ressalvou que não se trata de censura. “A gente não pode ficar com a regulamentação de 1962. Não é possível”, disse.

A Lei de Imprensa é de 1967 e Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962. Na entrevista, Lula não deixou claro a que legislação ele estava se referindo.

“A regulamentação dos meios de comunicação é do tempo que a gente conversava por carta. É de 1962. Olha a revolução que houve nas comunicações”, argumentou o ex-presidente.

Segundo o ex-presidente, o PT já tem uma proposta estruturada para essa regulação.

Censura
De acordo com o petista, o objetivo é conduzir uma regulametação que não seja censura, “que permita que a gente conduza a internet mais para o bem que para o mal”, disse. “É impedir a a utilização dela para tudo que é sacanagem para tudo que é podridão”, argumentou.

E passou a apontar o uso das redes sociais por parte do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), para a divulgação de notícias falsas. “Um canalha que não tem coragem de falar uma coisa para você na sua cara, ele se esconde dentro do quarto e fala mal da tua mãe, da tua filha, do teu neto, do filho que você ainda não teve”, disse Lula. “Fica receitando remédio que não tem nenhuma eficácia, isso é um crime”, criticou.

Ele também lembrou que foi massacrado pela imprensa quando era presidente. “Fui enterrado”, reclamou.

Retomada
O ex-presidente lembrou as articulações do seu primeiro mandato para se aprovar mudanças na estrutura de comunicação do país, na época conduzidas pelo então ministro da Comunicação do Planalto, o jornalista Franklin Martins. Recentemente, Martins assumiu o controle da comunicação de Lula com vistas à campanha de 2022. O objetivo, segundo o ex-presidente é retomar a discussão feita no passado.

“Nosso projeto não foi uma coisa feita pelo Franklin ou pelo Lula. Nosso projeto teve uma conferência nacional. Nós tivemos conferências municipais, estaduais, depois a nacional. Foram 3 mil pessoas que participaram”, ressaltou.

“Combate ao monopólio”
Lula ressaltou que a proposta deve caminhar no sentido de combater a concentração de poder da comunicação nas mãos de poucos e de que haja uma programação mais regionalizada para as TVs.

“O que não pode é nove famílias terem todos os meios de comunicações”, disse Lula. “É preciso democratizar um pouco isso, A televisão precisa ser mais plural”, enfatizou.

“É importante que se tenha mais programas regionais. Fico nervoso porque o povo do Nordeste, do Amapá, da Bahia, de Roraima, do Amazonas, é obrigado a ver o que nós, de São Paulo e do Rio somos obrigados a ver”, reclamou. é preciso ter mais regionalização para ter mais notícia do estado, para ter mais cultura do estado, mais arte do estado”, receitou Lula.

Lula negou ter a intenção de controla conteúdos e ainda afastou qualquer comparação aos modelos de comunicacão adotados em países como Cuba e China, que exercem esse poder sobre meios de comunicação.

Informações: Metrópoles


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Foto: EBC

As famílias pagaram juros menores no cheque especial e no crédito não-consignado em julho, de acordo com dados divulgados hoje (27) pelo Banco Central (BC). A taxa de juros do cheque especial para pessoas físicas caiu 2,1 pontos percentuais no mês e chegou a 123,5% ao ano.

Já no crédito pessoal não-consignado a queda foi de 2,9 pontos percentuais, alcançando 79,5% ao ano em julho. Por outro lado, os juros do crédito pessoal consignado variou 0,1 ponto percentual no mês, para 18,8% ao ano.

Da mesma forma, houve aumento em cartões. Os juros do rotativo do cartão de crédito cobrados pelos bancos tiveram alta de 4 pontos percentuais no mês, alcançando 331,5% ao ano. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão e dura 30 dias. Após o prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida. Nesse caso, no cartão parcelado, houve queda de 0,9 ponto percentual, com a taxa de juros ficando em 163,6% ao ano.

No geral, a taxa média de juros para as famílias situou-se em 39,8% em julho, com redução de 0,1 ponto percentual no mês e em 12 meses.

Já no crédito livre para pessoas jurídicas, a taxa média de juros cresceu 0,9 ponto percentual no mês e 3 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 15,4% ao ano. Os destaques são para desconto de duplicatas e outros recebíveis (alta de 1,5 ponto percentual, para 12,2% ao ano), capital de giro (alta de 0,6 ponto percentual, para 15,5% ao ano) e financiamento às exportações (alta de 1,1 ponto percentual, para 10,4% ao ano).

Crédito direcionado
Essas taxas são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado tem regras definidas pelo governo, e é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

No caso do crédito direcionado, a taxa média para pessoas físicas ficou em 7% ao ano em julho, alta de 0,2 ponto percentual no mês. Para as empresas, a taxa também subiu 0,2 ponto percentual para 8,7% ao ano no mês passado.

Inadimplência e endividamento
A inadimplência (considerados atrasos acima de 90 dias) das famílias, no crédito livre, cresceu 0,1 ponto percentual, para 4,1%, em julho. Já as empresas, na mesma modalidade, ficou estável no mês, em 1,6%. De acordo com o BC, as taxas de inadimplência permanecem nos menores níveis da história, com média de 2,3%.

O endividamento das famílias, relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses, bateu novo recorde e chegou a 59,2% em maio, na série histórica iniciada em janeiro de 2005, refletindo o aumento das concessões de empréstimos. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, ficou em 36,5% no mês.

Já o comprometimento da renda, relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período, ficou em 30,6% naquele mês. Para esses dados de endividamento e comprometimento, há uma defasagem maior do mês de divulgação, pois o Banco Central depende de dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a renda das famílias.

Saldo
No mês passado, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 4,265 trilhões, um aumento de 1,2% em relação a junho. Em 12 meses, o crescimento total da carteira de crédito manteve-se estável, de 16,3% em junho para 16,2%, em julho. No período houve aceleração das operações de crédito destinadas às famílias de 17,5% para 18,2%. Por outro lado, a carteira de crédito para empresas tiveram desaceleração, de 14,8% para 13,6%, no mesmo período de referência.

Mas olhando apenas para o crédito direcionado, a carteira de pessoas jurídicas teve altas de 1,9% no mês e de 14,6% em 12 meses, com destaque para a expansão de 7,1% em julho na carteira de outros créditos direcionados, onde estão inseridas as operações contratadas no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

O saldo do crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) correspondeu a 52,6% de todos os bens e serviços que o país produz – o Produto Interno Bruto (PIB).

O crédito ampliado ao setor não-financeiro, que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos independente da fonte (bancário, mercado de título ou dívida externa) alcançou R$ 12,731 trilhões (156,9% do PIB), crescendo 1,4% no mês e 16,2% em 12 meses, resultado principalmente da elevação da carteira de empréstimos do SFN e de títulos públicos, que teve alta de 24,2% no período.

A variação mensal refletiu crescimentos de 1,1% nos empréstimos e financiamentos e de 1,2% nos títulos de dívida. Já a dívida externa elevou-se 2,4% refletindo a depreciação cambial de 2,39% no mês.

Informações: AG~encia Brasil


Foto: Roberta Costa

Profissionais que atuam no Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF), nas unidades de saúde, foram capacitados quanto ao atendimento da população LGBTQIA+ nesta quinta-feira, 26. A reunião faz parte do I Encontro Temático do Grupo de Trabalho (GT), com o objetivo de melhorar o acesso aos serviços de saúde para este público em Feira de Santana.

Inicialmente a capacitação foi destinada a educadores físicos, psicólogos, assistentes sociais e nutricionistas. O próximo evento vai capacitar os médicos e enfermeiros que prestam serviços a essa população.

“É preciso apresentar os termos corretos e os direitos dessa população, além das especificidades do atendimento a este público, para garantir um atendimento de qualidade”, explica Jamiley Dias, enfermeira referência técnica da saúde da população LGBTQIA+ em Feira de Santana.

O movimento LGBTQIA+ no Brasil e em Feira de Santana foi destaque de palestra do assistente social, Fábio Ribeiro.“Temos que ressaltar a importância do atendimento humanizado, para que as pessoas sejam bem tratadas e tenham acesso aos serviços de saúde que garantem a sua dignidade, já que o acesso à saúde é direito de todos”, afirma.

O professor Valterney Morais também abordou sobre o preconceito, com a temática “Conhecer para acolher”. Além das palestras, a integrante do Grupo de Pesquisa e Estudos de Gênero e Sexualidade, professora doutora Maria Aparecida Sanches, junto a enfermeira Geovanna Braitt e a a bacharel em Direito Hortência Braite, trataram sobre relatos de experiência.

Secom