Rio de Janeiro – O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) inaugura nova ala com quatro novos leitos, no Centro de Transplante de Medula Óssea (Cemo). (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
O governo federal zerou o Imposto de importação para cinco produtos, entre eles um remédio para tratamento de câncer e dispositivos para uso de pessoas com deficiência. A medida foi aprovada na quarta-feira (15) pelo Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério da Economia.
O presidente Jair Bolsonaro destacou a decisão do governo, em publicação nas redes sociais.
O medicamento atezolizumabe foi incluído na Lista Brasileira de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec) com redução de 2% para 0 na alíquota de importação. Trata-se de um anticorpo monoclonal indicado para o tratamento de câncer metástico. A medida também incluiu três tipos de próteses endoesqueléticas transfemurais – em titânio, fibra de carbono ou alumínio – e todas tiveram redução de alíquotas de 4% para zero.
Além disso, foi reduzida a taxa de importação, de 12% para 0 para dois tipos de teclados especiais para computadores: o alternativo e programável e o teclado especial com possibilidade de reversão de função mouse/teclado. As máscaras de teclado e os softwares de teclado virtual com dispositivo de varredura, apresentados em forma de memory cards, também tiveram suas alíquotas reduzidas a 0 de um patamar vigente de 8% e 2%, respectivamente.
No caso dos teclados e dos softwares, o instrumento de redução tarifária utilizado foi a Lista de Bens de Informática e Telecomunicações (Lebit). Todos eles são dispositivos de tecnologia assistiva para pessoas com deficiência.
“Me prenda e esta noite eu irei comer”, grita a mulher com policiais
Enfermeira se acorrenta nas grades da Casa Rosada, na Argentina Foto: Reprodução/Twitter
Em mais um triste episódio da crise na Argentina, uma enfermeira se acorrenta no portão da Casa Rosada, sede da presidência da República do país, em Buenos Aires, pedindo para ser presa. Ela não cometeu nenhum delito, mas precisa comer e acredita que apenas na prisão terá esse direito.
– Me prendam! O que vocês querem? Que eu assalte um banco? Eu quero comer! – gritou a mulher a policiais e seguranças que tentavam contê-la.
A enfermeira conta que é diabética e, na prisão, além de comida, receberia os medicamentos que precisa. Em desespero, ela também reclama que seus anos de profissão não a ajudaram a ter condições financeiras melhores.
– Desde os 20 anos eu estudo enfermagem . Estudo, estudo e estudo. Trabalho na UTI, salvo vidas, a sua [do policial] e a de qualquer um que receber um disparo. Já atendi policiais e salvei a vida deles. Ajudei a trazer vidas ao mundo. Me prenda e esta noite eu irei comer – disse.
O presidente Alberto Fernández sofreu uma dura derrota nas eleições primárias do último domingo (12), o que demonstrou o descontentamento crescente com os rumos do governo nos últimos meses: inflação, desemprego e a relação com o Fundo Monetário Internacional [FMI]. Essas questões despertam a ira da povo, que vivem os reflexos de uma recessão no país há três anos e meio.
Secretaria Municipal de Saúde realizou levantamento nesta semana
Maioria de internados com Covid em São Paulo já receberam ao menos a 1ª dose da vacina Foto: Agência Brasil
Um levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo aponta que 81,7% dos 629 pacientes internados com Covid-19 em hospitais da rede pública já receberam pelo menos uma dose da vacina contra a doença.
Do total de hospitalizados, 51,6% (325 doentes) já foram totalmente vacinados, com as duas doses ou com a dose única da Janssen. Apenas 18,3% (115 pacientes) não tinham sido imunizados.
No entanto, o secretário-adjunto Luiz Carlos Zamarco, que coordena o trabalho, diz que o elevado percentual de vacinados internados já era esperado, uma vez que o número de vacinados tambem está aumentando.
– A adesão à vacinação foi total na cidade, com praticamente toda a população adulta já vacinada. Sabemos que as vacinas não garantem que ninguém ficará doente. Portanto, muitos dos internados, a partir de agora, estarão vacinados – explicou.
A Secretaria Municipal de Saúde também esclareceu em nota.
– É importante lembrar que as vacinas não impedem totalmente que alguém possa ficar doente, mas evitam complicações e mortes e diminuem o número de internações – ressaltou o órgão.
Após uma semana em alerta amarelo, o vulcão Cumbre Vieja entrou em erupção nas Ilhas Canárias neste domingo (19). Por volta das 11h12 no horário de Brasília e às 15h15 no horário local, as autoridades espanholas anunciaram o início da erupção.
Mais cedo, ainda neste domingo, o governo das Ilhas Canárias anunciou que o vulcão estava com “nível de atividade máximo”.
De acordo com o pesquisador do Instituto de Ciências do Mar da UFC (Universidade Federal do Ceará), Carlos Teixeira, a erupção até o momento é de pequeno porte e não há qualquer alerta de tsunami.
A ilha de La Palma, uma das que compoem as Ilhas Canárias, vem sofrendo com tremores há dias. Cientistas que atuam no local e que medem as atividades sísmicas afirmam que mais de 4.200 pequenos tremores foram registrados e que as intensidades eram crescentes. Cerca de 400 tremores mais fortes foram registrados na região apenas nas últimas 72h.
A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que um novo lote de vacina contra o coronavírus chegou ao estado na manhã deste domingo (19). A nova carga é do imunizante Pfizer/BioNTech, contendo 456.300 doses.
Nesta segunda-feira (20), o estado ainda deve receber outras remessas de vacinas contra a doença, com 168.000 doses da Oxford/AstraZeneca e 800 da Janssen, de dose única.
Com as novas remessas, a Bahia chegará ao total de 19.228.408 doses de vacinas recebidas, sendo 7.111.718 da Sinovac/Coronavac; 7.014.830 da Oxford/AstraZeneca; 4.785.960 da Pfizer e 261.900 da Janssen.
Nesta segunda-feira, 20, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) dará continuidade a vacinação contra a Covid-19 com a aplicação da primeira dose para pessoas maiores de 18 anos (nascidos até 20 setembro de 2003), gestantes e puérperas, adolescentes de 16 anos e da segunda dose das vacinas Pfizer, Oxford/Astrazeneca e CoronaVac.
ADOLESCENTES
A aplicação da primeira dose para adolescentes de 16 anos, com ou sem comorbidade, acontece na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), das 13h às 17h. É obrigatório que o jovem esteja acompanhado de um adulto responsável, cartão de vacinação (caso possua), além de RG, cartão do SUS e comprovante de residência.
SEGUNDA DOSE PFIZER
Também na UEFS será aplicada a segunda dose da vacina Pfizer, das 8h às 12h, para pessoas com aprazamento até o dia 20 de setembro. Vale salientar que não será possível o adiantamento da vacinação para além dessa data. Somente aqueles que estão no período recomendado, de acordo com a data na caderneta de vacinação, poderão receber a segunda dose.
18 ANOS OU MAIS, GESTANTES E PUÉRPERAS
A primeira dose também será direcionada para jovens de 18 anos (nascidos até 20 setembro de 2003) ou mais; gestantes e puérperas (até 45 dias pós parto) maiores de 18 anos, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), das 8h às 16h.
É obrigatório apresentar RG, CPF e comprovante de residência no nome da pessoa a ser vacinada, de pai, mãe ou com alguma comprovação de vínculo. Se for aluguel, um documento que comprove a locação.
Nos casos em que a residência está no nome do cônjuge ou ex-cônjuge, é necessário apresentar a certidão de casamento ou divórcio. É exigido para as puérperas e gestantes uma prescrição médica após avaliação individualizada de risco e benefícios.
SEGUNDA DOSE CORONAVAC E OXFORD/ASTRAZENECA
A aplicação da segunda dose das vacinas CoronaVac e AstraZeneca/Oxford, para pessoas que estão no período recomendado, também será nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), das 8h às 16h.
Para receber a segunda dose é obrigatório levar o cartão de vacina com a comprovação da primeira dose, RG, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência.
Confira a lista das Unidades Básicas de Saúde (UBSs):
O ex-prefeito de Feira de Santana e possível candidato a vice-governador ou a senador, José Ronaldo de Carvalho (DEM), participou de uma encontro de prefeitos e lideranças na cidade de Candeal neste sábado (18).
Em suas redes sociais, Ronaldo publicou fotos do evento, realizado pelo prefeito Everton Cerqueira e o vice-prefeito Agnaldo Neto.
A introdução de novos pré-candidatos – dos senadores da CPI Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Simone Tebet (MDB-MS) ao governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) – dispostos a encampar uma candidatura da chamada terceira via pouco alterou a escolha do eleitor para a disputa à Presidência da República em 2022. Embora haja uma avenida de desiludidos em busca de um candidato para tentar quebrar a polarização protagonizada pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva e pelo presidente Jair Bolsonaro, pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira 17 mostra que Lula mantém a dianteira, com patamares que variam de 42% a 46%, e Bolsonaro permanece na segunda colocação, com 25% ou 26%, a depender de quais são os demais adversários.
A aparente estagnação de opções de terceira via contrasta com pesquisas internas de partidos que ainda tentam viabilizar um candidato que represente o eleitorado nem-nem, que não quer nem Lula nem Bolsonaro. Um levantamento encomendado pelo Podemos, partido que tenta filiar o ex-juiz Sergio Moro e lançá-lo como candidato, listou, por exemplo, o que o eleitor não quer dos políticos que se apresentam na corrida pelo Palácio do Planalto. Dos entrevistados, 47% dizem não tolerar um candidato a presidente corrupto, 19% rejeitam os desonestos e 9% os mentirosos ou falsos.
Há ainda os que não querem candidatos a presidente que façam promessas falsas (7%), que sejam incompetentes (5%), ignorantes (4%) ou arrogantes e prepotentes (3%). Dois por cento dos entrevistados listam como ponto negativo que o candidato à Presidência seja truculento e 1% que seja antipático.
Os protestos do domingo 12, convocados para se contrapor às manifestações governistas de 7 de setembro e supostamente expor o desejo de grande parte dos brasileiros por um candidato diferente de Lula ou de Bolsonaro, foram sintomáticos sobre a dificuldade de a terceira via sair do papel. Eles arregimentaram pouco público, e os movimentos e políticos em torno de uma candidatura longe da polarização não conseguiram transformar a procura por um nome em algo palpável para o eleitor que hoje se define como nem-nem.
Nos últimos meses, representantes de siglas como PSDB, DEM, PSB, PDT e Podemos estabeleceram o mês de janeiro como marco final para que decidam se existe mesmo viabilidade para uma candidatura capaz de unificar o eleitorado que em 2022 não pretende votar nem no presidente, que disputará a reeleição, nem em Lula, atual líder nas pesquisas de intenção de votos. Um tanto quanto utópica, a proposta dos partidos é a de que em pouco mais de três meses o nome mais bem colocado entre todos os pré-candidatos tenha no mínimo dois dígitos nas pesquisas de intenção de votos e seja automaticamente ungido como o presidenciável da chamada terceira via. A proposição prevê ainda que todos os demais postulantes ao cargo abram mão de disputar o Palácio do Planalto.
Será contratada energia de reserva nas fontes termica, de biomassa, eólica e fotovoltaica
Foto: Paula Fróes/GOVBA
Agência Brasil
Em meio a maior crise hídrica já registrada nos últimos 91 anos e considerando estudos sobre as condições de fornecimento nos próximos anos, em outubro haverá um leilão emergencial de energia para garantir o suprimento a partir de 2022.
Segundo portaria normativa do Ministério de Minas e Energia (MME), publicada em edição extra do Diário Oficial da União de sexta-feira (17), o objetivo é a contratação de forma simplificada. O edital está sendo elaborado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A medida atende recomendação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e foi aprovada pela Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg), órgão presidido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para tratar da crise hídrica.
O leilão emergencial vai contratar energia de reserva, na modalidade por quantidade para usinas termelétricas a biomassa, eólica e solar fotovoltaica, e na modalidade por disponibilidade para termelétricas a gás natural, óleo combustível e óleo diesel, sendo estas duas mais caras para o consumidor, ambas com suprimento entre 1º de maio de 2022 e 31 de dezembro de 2025.
Como será Pelas regras, não poderão participar do leilão emergencial usinas que não estejam nos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul, hidrelétricas, além de empreendimentos com capacidade instalada menor ou igual a três megawatts (MW) para usinas a óleo diesel e cinco MW para as demais, e termelétricas com Custo Variável Unitário (CVU) superior a R$ 750 por megawatt-hora (MWh) para gás natural e R$ 1 mil por MWh para diesel e óleo combustível.
Também ficarão de fora térmicas a diesel, óleo combustível ou gás natural que não sejam despachadas centralizadamente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e térmicas a diesel cuja indisponibilidade programada seja diferente de zero, em ciclo combinado e a biomassa, além de eólica e solar cujo CVU seja diferente de zero.
Mãe da vítima afirma ter exame que comprova relação da morte com o imunizante
Última foto de Bruno, no hospital Foto: Reprodução/Redes Sociais
Bruno Oscar Graf, um advogado de Blumenau (SC), morreu aos 28 anos após sofrer um AVC hemorrágico decorrente de Trombocitopenia Trombótica Imune, 12 dias após a primeira dose da vacina contra a Covid-19.
Bruno recebeu o imunizante da AstraZeneca em 14 de agosto. Nas primeiras horas, ele sentiu um desconforto na região onde havia sido aplicada a vacina, que evoluiu para dores no corpo por dias seguidos. De acordo com sua mãe, Arlene Ferrari Graf, ele foi medicado com um remédio para dor que havia em casa, por acreditar que se tratavam de sintomas comuns de reação à vacina.
No nono dia, Bruno sentiu uma dor de cabeça forte o bastante para pedir que fosse levado ao hospital. No Hospital de Santa Catarina, ele recebera medicação para aliviar a dor e fez exame de sangue no qual detectou plaquetas baixas e PCR 113. A médica plantonista cogitou a possibilidade de Covid ou Dengue, mas no mesmo dia, saiu resultado negativo para Covid.
Arlene decidiu solicitar a internação de Bruno. Em 24 de agosto, ele perdeu os movimentos de um lado do corpo, e foi acometido de um AVC hemorrágico gravíssimo. Bruno foi para a UTI, onde ficou ligado a aparelhos até o dia 26 de agosto, quando foi oficializada a morte cerebral.
Arlene conta que, ao questionar os médicos sobre a relação da morte de seu filho à aplicação da vacina, os profissionais lhe indicaram um exame chamado Anti-Heparina PF4 Autoimune, disponível na Espanha, no valor de R$ 3.875,00.
Arlene conta que, mesmo não trazendo seu filho de volta à vida, se dispôs a pagar o exame, pois não queria conviver com a dúvida se a morte foi causada pela vacina ou alguma doença preexistente. A propósito, segundo ela, Bruno gozava de plena saúde e tinha bons hábitos, não consumia bebida alcoólica e tampouco fumava.
Cerca de 15 dias depois, segundo Arlene, o resultado do exame confirmou a relação direta da vacina da AstraZeneca com a morte de Bruno.
– O resultado se confirmou, a causa morte foi a vacina e isto só fez amplificar ainda mais a minha dor, porque eu levei o meu filho para ser vacinado no dia 14 de agosto de 2021. A sensação que ficou dentro de mim depois deste resultado, foi de ter levado meu filho ao matadouro – relatou.
Com a certeza, sua luta agora é buscar ter voz para evitar que outras mães sofram o que ela está sofrendo e que a vacinação não seja obrigatória. Ela concluiu que seria preferível Bruno contrair a Covid-19, pois teria ao menos chance de tratamento.
– Nosso menino advogado de apenas 28 anos nos deixou, nos foi arrancado de nossas vidas subitamente […]Hoje me torturo e penso que, se o Bruno aos 28 anos, saudável, sem nenhuma comorbidade, tivesse contraído o vírus da Covid, coisa que nunca aconteceu nestes 18 meses de pandemia, ele teria tido a chance de tratamento e de lutar – declarou.
Nesta semana, o caso de Bruno foi repercutido no programa 4 por 4, apresentado por Guilherme Fiuza, Rodrigo Constantino, Luís Ernesto Lacombe e Ana Paula Henkel. Nesta sexta-feira (17), Arlene também teve a oportunidade de contar seu relato durante audiência pública da Câmara Municipal de Goiânia, que teve como tema o polêmico passaporte sanitário.