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Na Itália para participar do G20, o encontro de líderes das maiores economias do mundo, o presidente Bolsonaro foi mais uma vez aclamado pelo povo.
As imagens são impressionantes, você não vai ver isso na Globo, que certamente deve estar procurando um militante esquerdista em algum esquina da capital italiana.
Não é a primeira que o presidente do Brasil é recebido com festa no exterior, e certamente não será a última.
Aqueles que lutam por liberdade, se identificam com Jair Messias Bolsonaro.
Cada vez mais, ele marca seu nome na história, como um dos maiores governantes que nosso país já teve.
Jair Bolsonaro dá-se ao luxo de só bater em Lula, e de orientar sua tropa a fazer o mesmo. Lula é seu adversário preferido. Nas contas dele, seria o mais fácil de derrotar ano que vem.
De resto, bater em nomes que ainda carecem de apoio em massa só serviria para fortalecê-los. Seria uma jogada burra, primária, amadora, não à altura da experiência acumulada por ele.
O que Bolsonaro mais teme é um candidato da dita terceira via que venha a consolidar-se como tal. Porque, nesse caso, ele correria o risco de ficar de fora do segundo turno, quiçá do primeiro.
Pela terceira via, o nome que mais o ameaça é o do ex-juiz Sergio Moro, o paisano dono da maior coleção de condecorações militares desde que a Operação Lava-Jato foi deflagrada.
Bolsonaro torce para que venha pela terceira via o governador João Doria, de São Paulo, que a seu juízo teria dificuldades de unir seu próprio partido, o PSDB, quanto mais os outros.
Em resumo: é tempo de Bolsonaro seguir batendo em Lula, e só uma vez ou outra em quem mais puser a cabeça de fora. Lá pelo fim do primeiro trimestre de 2022, escolherá também outro alvo.
O recurso da repetição temporal já foi exaustivamente aplicado em narrativas durante a história do cinema, procurando exaltar o plano do personagem central de se redimir de determinado erro ou mesmo de uma conduta delituosa. “Feitiço do Tempo” (1993), dirigido por Harold Ramis (1944-2014), decerto o mais famoso deles, além de divertir por meio do argumento nonsense, suscita no público a reflexão sobre o verdadeiro suplício que seria acordar todos os dias num momento da vida já experimentado anteriormente e que se sabe que não acaba bem, cenário que o meteorologista Phil, de Bill Murray, é obrigado a suportar no enredo.
Por mais que se assemelhe a “Feitiço do Tempo” (2020), o caso de “Dois Estranhos”, todavia, tem particularidades que aludem a escolhas estilísticas e, claro, à gravidade do mote. O filme de Travon Free e Martin Desmond Roe destaca o bom trabalho de composição do músico Joey Badass como Carter James, um homem negro de classe média alta que, depois de passar a noite com uma desconhecida, só deseja voltar ao apartamento em que mora sozinho com seu pitbull a fim de alimentá-lo — embora se faça o merchandising descarado de um aparelho, acionado por um aplicativo de celular, que libera pequenas porções de ração enquanto o dono do animal não volta. Contudo, malgrado Badass dê conta do recado com galhardia, o que importa mesmo em “Dois Estranhos” são os desdobramentos de um evento que não deveria ter importância alguma na trama, mas que se mostra fundamental a fim de esclarecer o que se vai assistir na sequência.
Free e Desmond Roe se valem da realidade austera do negro nos Estados Unidos ainda hoje para abordar a crueldade por trás de um sistema que simplesmente se viciou na discriminação velada (ou nem tanto) de indivíduos que, em tese, seriam livres e gozariam dos mesmos direitos e teriam a obrigação de cumprir as mesmas leis que os demais, e, no entanto, estão alijados dessa condição elementar da cidadania por não serem brancos, ou não se encontrarem representados por qualquer das letras que integram a sigla WASP (white, anglo-saxons and protestants, ou brancos, anglo-saxões e protestantes), uma vez que imigrantes, latinos e asiáticos, sobretudo, e judeus, mormente os ortodoxos, são vistos como a escória da sociedade na América. Nesse aspecto, se eleva o caráter documental do filme, uma vez que a ficção se orienta pela bússola inflexível da realidade, refletindo-a, destacando sua natureza abjeta, repudiando a persistência imoral com que se perpetua.
O espectador não desgruda os olhos da tela desde a primeira tomada, que apresenta cenas prosaicas de Nova York, como o fluxo de carros pela ponte do Brooklyn, que liga Manhattan, o centro nervoso da megalópole, ao subúrbio, onde Carter mora. A exposição do personagem de Badass como um sujeito meio marginal, ainda que não seja pobre, despojado sobre a cama de uma mulher que conhecera horas antes, dá uma pálida ideia do que pode sofrer um homem negro em situação parecida com a dele, enfatizando-se que aqui, nem mesmo sua condição socioeconômica favorável lhe socorre, já que se trata de um sujeito desconhecido no bairro, que deixa um prédio de apartamentos a horas prematuras da manhã e ainda tem o péssimo hábito de fumar em público. Isto é, com Carter, Free e Desmond Roe apresentam um dos infinitos painéis a se desdobrar sobre o preconceito racial — e, neste ponto, pouco importa se nos Estados Unidos ou não: essa é a praxe em qualquer biboca do globo, de Nova York a São Paulo, passando ainda por um grande número de capitais da Europa, em que se registra a olho nu o incremento da presença de imigrantes desde 2017, quando foi realizado o censo mais recente, que revelou que o Velho Mundo abriga mais de 4% de não-europeus, cerca de trinta milhões de pessoas. Nos Estados Unidos, a amostra é numericamente a mesma, mas a proporção é duas vezes e meia maior: a população da América é composta de 10% de imigrantes, muitos deles ilegais. A maioria, negros e pardos.
A força de “Dois Estranhos”, que por meio da situação fantástica de um homem negro que, por mais que tente evitar, não consegue evitar ser caçado e morto por um policial branco reiteradas vezes, transcende o ativismo épater la bourgeoisie, gratuito. O destemor do filme, ganhador do Oscar de Melhor Curta-metragem em 2021, ombreia com outros premiados pela Academia, a exemplo de “Green Book: O Guia” (2018), de Peter Farrelly. O sangue que verte de um homem, assassinado por quem deveria se encarregar de lhe permitir viver, é vermelho como o de qualquer um, mas escorre com uma frequência acintosa. Chame-se esse homem George Floyd ou João Vítor.
Participantes nostálgicos apresentaram níveis de felicidade maiores Imagem: iStock
Sentir nostalgia — ou lembrar vivências que deixaram saudade — pode ter efeitos genuinamente positivos, inclusive para lidar com a pandemia 😷 sda covid-19, de acordo com estudo feito por pesquisadores das Universidades de Southampton, na Inglaterra, e de Zhejiang, na China.
A partir de um questionário, 3,7 mil participantes dos Estados Unidos, Reino Unido e China descreveram os níveis de solidão, nostalgia e felicidade que sentiam em uma escala de 1 (“de jeito nenhum”) a 7 (“muito”). Os dados foram coletados durante os primeiros dias da pandemia, com o início do isolamento social.
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Na análise, os pesquisadores observaram que, nos três países, os voluntários com uma taxa relativamente alta de solidão apresentavam uma média mais baixa de felicidade. O que chamou atenção, no entanto, foi que a solidão também conduzia às memórias nostálgicas que, por sua vez, aumentavam a sensação de felicidade e combatiam a influência negativa da solidão.
Cultivar a nostalgia leva à felicidade
Para complementar os resultados do questionário, os pesquisadores testaram a ideia em outros três experimentos, com cerca de 200 pessoas em cada. Os voluntários foram divididos em dois grupos:
Em um, os participantes tinham que escrever quatro palavras sobre um evento nostálgico do passado. Na sequência, eles descreviam livremente, por três minutos, como essas experiências os faziam se sentir.
O outro grupo, que serviu de controle e comparativo, recebeu a mesma tarefa, porém sem a indicação de que as memórias induzissem uma nostalgia.
Os resultados mostraram que, na comparação com o grupo controle, os participantes nostálgicos apresentaram níveis de felicidade maiores — igual aos dados obtidos na primeira etapa da pesquisa. Ainda, após o experimento original, os voluntários do grupo da nostalgia foram induzidos a pensarem novamente em suas memórias e esse “impulsionador” levou, mais uma vez, a pontuações mais altas do sentimento.
“A nostalgia aumenta a felicidade imediatamente após a manipulação e, com um impulsionador, até dois dias depois. É um recurso psicológico que pode ser aproveitado para aumentar a felicidade e ajudar a combater a solidão”, destacam os autores no artigo publicado no periódico Social Psychological and Personality Science.
Benefícios para a saúde mental
Mesmo não sendo o primeiro estudo sobre o assunto, as descobertas trazem impactos principalmente para o campo da saúde mental, segundo Milena Fernandes Mata, neuropsicóloga da Vibe Saúde, pós-graduada pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP.
“A nostalgia aparece como um neutralizador e elemento protetivo, uma vez que estimula o aumento da felicidade e a permanência desta por até 48 horas. Com isso, pontuam a importância do conhecimento e discussões de tais resultados”, explica.
Para Mata, nutrir momentos nostálgicos é uma forma de mantermos a própria história e existência vivas, especialmente no caso da pandemia, que impôs uma barreira social extensa. “Passamos a preencher as lacunas com experiências passadas de afeto, na tentativa de lidar ou suportar essa falta”, diz a neuropsicóloga.
Nostalgia pode ser ruim?
Embora não seja o mais comum, vivenciar sentimentos nostálgicos também pode ser nocivo em alguns casos. Isso ocorre principalmente diante de idealizações que se tornam insuperáveis.
O sentimento pode limitar a sensação de prazer nas relações e experiências presentes, e as lembranças passam a ser vistas com dor e desconforto. Em longo prazo, pode causar prejuízos, inclusive para a saúde mental.
Quando isso ocorre, é fundamental buscar ajuda de profissional capacitado, que pode indicar sessões de psicoterapia, remédios ou outras atividades que auxiliam no processo.
Bolsonaro em Roma; presidente receberá homenagens na Itália, ao mesmo tempo que é alvo de protestos
A concessão da cidadania honorária do vilarejo italiano de Anguillara Veneta ao presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, se tornou o mais recente símbolo da disputa histórica entre a extrema direita e a extrema esquerda na Itália. Manifestações foram marcadas para o mesmo dia (1º/11) em que o mandatário foi homenageado, logo após o encontro do G20 (20 maiores economias do mundo) em Roma.
A prefeitura de Anguillara Veneta, comandada por políticos considerados de direita e de extrema direita, acabou depredada por um grupo ambientalista como “resposta” à homenagem a Bolsonaro, que conseguiu atrair críticas de diversos grupos de esquerda na Itália por outros motivos, como o desmatamento da Amazônia e as acusações da CPI da Covid contra sua gestão da pandemia, todas refutadas pelo presidente.
Mas o que Bolsonaro tem a ganhar com todo esse imbróglio? Segundo David Magalhães, professor de relações internacionais da PUC-SP e da Faap e coordenador do Observatório da Extrema Direita, “receber uma homenagem de uma liderança política conservadora, por menor que seja a importância, ajuda a energizar a base radical interna de Bolsonaro, que de tempos em tempos precisa de combustível para manter sua militância engajada, principalmente nas redes sociais, enquanto constrói-se uma narrativa de que o presidente não está isolado, que ele é admirado e que quem o rejeita é uma elite progressista nacional e internacional”.
Para o cientista político italiano Fabio Gentile, professor da Universidade Federal do Ceará especializado em fascismo, a homenagem ao presidente brasileiro por causa de seu bisavô também é cercada de laços simbólicos e históricos relacionados a uma bandeira tradicional da direita e da extrema direita na Itália: a concessão de cidadania italiana a descendentes nascidos em outros países.
“Numa lógica de propaganda política, Bolsonaro seria o valor simbólico de uma italianidade no mundo, de um nacionalismo italiano que se espalhou há muitas décadas, e esse é um dos grandes temas da direita italiana. Tanto que ela criou há muitos anos as organizações dos italianos no mundo. Isso passa pela ideia de uma suposta raça italiana, como se eles tivessem herdado pelo sangue uma suposta raça italiana, seus valores e sua capacidade”, afirma Gentile.
Segundo ele, não é uma coincidência que a prefeita que concedeu a homenagem, Alessandra Buoso, seja filiada ao partido Liga, liderado por Matteo Salvini, senador nacionalista de direita próximo da família Bolsonaro. Essa sigla herdou a bandeira política da italianidade sanguínea defendida por outros partidos de direita e de extrema direita a partir dos anos 1980, como o Movimento Social Italiano, fundado por ex-integrantes do regime fascista liderado por Benito Mussolini.
Salvini é próximo da família Bolsonaro e está no mesmo partido de prefeita que concedeu homenagem ao presidente brasileiro
A cidadania italiana é regulamentada por uma lei de 1992. Baseia-se no princípio do jus sanguinis – termo em latim para direito de sangue – e pode ser transmitida a todos que têm ascendência italiana em todas as gerações. Podem ser filhos, netos, bisnetos ou mesmo descendentes de gerações mais distantes.
Por outro lado, não há o princípio do jus soli, ou direito de solo, em que a nacionalidade é concedida de acordo com o lugar de nascimento. Filhos de estrangeiros que nasceram na Itália podem pedir cidadania após completarem 18 anos, mas precisam atender a diversos pré-requisitos. Em geral, são políticos de esquerda que defendem cidadania mais ampla para esses imigrantes, como o deputado ítalo-brasileiro Fausto Longo (Partido Democrático).
Gentile afirma que esses dois princípios de cidadania estão na raiz da relação entre o identitarismo racista dos últimos anos contra imigrantes (em especial da África e do Oriente Médio) e a defesa de uma suposta raça italiana se espalhando no mundo, mesmo que o povo italiano seja um dos mais miscigenados da Europa em sua origem.
Segundo o pesquisador, o partido nacionalista Liga, que chegou a adotar um lema de raiz fascista para se defender das críticas à sua posição anti-imigratória (“muitos inimigos, muita honra”), conseguiu mobilizar a seu favor a insatisfação racista de parte da população italiana contra o conflituoso processo de integração de cidadãos de ex-colônias, agravado pela recente crise dos refugiados.
Esse tema, aliás, foi tratado em encontro na Itália entre Salvini e o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Questionado pelo filho do presidente sobre os dois princípios de cidadania, o italiano respondeu que os únicos imigrantes que interessam à Itália são os descendentes de italianos que vivem em outros países, como Brasil e Argentina.
Essa reunião foi intermediada pelo deputado ítalo-brasileiro Luis Roberto Lorenzato (Liga), que apoia o presidente Bolsonaro e a concessão do título de cidadão honorário a ele e critica o uso do termo “extrema direita” para caracterizar políticos de seu partido.
O parlamentar defende o direito de sangue e refuta o direito de solo porque “se nasce italiano”.
“A verdadeira riqueza da Itália são os 60 milhões de italianos por direito de sangue (jus sanguinis), que vivem particularmente no Brasil, e são bem qualificados na classe média brasileira e que devem poder criar um verdadeiro relacionamento com a pátria mãe nossa Itália investindo, realizando negócios e até o sonho de ter a ‘prima casa’ na Itália e assim garantir de forma perene a identidade cultural e histórica do povo italiano”, disse em sua campanha eleitoral.
Recepção a Bolsonaro no palácio Quirinale, em Roma
Para se ter uma ideia, a grande imigração italiana no final do século 19 levou para o Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 1,2 milhão de pessoas no período de 1876 a 1920. Um deles foi Vittorio Bolzonaro, que nasceu em Anguillara Veneta e emigrou para o Brasil em abril de 1888, aos dez anos, na companhia do pai, da mãe e de outros dois irmãos.
Angelo, filho de Vittorio nascido no Brasil anos mais tarde, casou-se com uma brasileira descendente de alemães, e em 1927 o casal teve Percy Geraldo. Vinte e oito anos depois, nascia o terceiro dos seis filhos de Percy, Jair Messias Bolsonaro.
Protestos de movimentos de esquerda e extrema-esquerda ao título de Bolsonaro
A homenagem a Bolsonaro tem gerado fortes reações de grupos de esquerda e representantes da Igreja Católica desde que foi anunciada pela prefeita Alessandra Buoso e aprovada pela Câmara Municipal. A mandatária negou motivações políticas no ato, mas isso não foi suficiente para desmobilizar os opositores.
O episódio serviu de estopim para aglutinar diversos grupos de extrema esquerda críticos do presidente. Outros dois combustíveis para movimentos contra ele foram as acusações da CPI da Covid, que repercutiram muito na imprensa italiana, e a ausência de Bolsonaro na COP26, cúpula do clima na Escócia que discute medidas e metas concretas contra o aquecimento global.
“Sua presença nesta cidade é indesejável; basta lembrar a gestão criminosa da pandemia realizada pelas autoridades brasileiras, e a comissão parlamentar de inquérito que pediu que ele fosse julgado por crimes contra a humanidade. Nos últimos anos, Bolsonaro se tornou um dos principais baluartes da negação – tanto pandêmica quanto climática – do racismo mais vulgar, colonialismo e sexismo”, afirma um grupo que convoca protestos contra Bolsonaro em Pádua e em Anguillara Veneta, no norte da Itália.
Segundo Luca Dall’Agnol, representante do sindicato ADL Cobas, sua entidade participará dos protestos contra Bolsonaro e a decisão da prefeitura de conceder o título honorário a ele como um ato de solidariedade a todos que tem se mobilizado no Brasil contra o presidente nos últimos anos. “Suas políticas levaram à aceleração do desmatamento da Amazônia e a uma escalada de ataques contra comunidades indígenas, e sua resposta negacionista à pandemia de covid-19 levou à perda de muitas vidas.”
Para o sindicalista, Bolsonaro é um “fascista de nosso tempo”. “Fica claro pelo seu desprezo pela democracia que a única coisa que o impede de assumir poderes autoritários é o equilíbrio social de poder existente hoje e a resistência que vem sendo feita pelos cidadãos brasileiros”.
Fabio Gentile, da Universidade Federal do Ceará, afirma que o antifascismo permeia a Constituição italiana desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. “Existe uma cultura antifascista dentro da formação do Estado italiano republicano contemporâneo, que se tornou também uma rede de associações que, a partir das décadas de 1940, 1950, estão defendendo os valores antifascistas da Constituição italiana. A maior delas é a Anpi (Associação Nacional dos Partisans da Itália, que também protestará contra Bolsonaro).”
Segundo o pesquisador, a luta entre fascismo e antifascismo se arrasta há décadas no país, mas “é claro que existe um uso bastante ideológico desses conceitos, porque nem tudo que a extrema-esquerda está combatendo é fascismo”.
De todo modo, Gentile avalia que os atos contra Bolsonaro também possam estar sendo usados como uma resposta desses movimentos à invasão da sede da Confederação-Geral Italiana do Trabalho, o principal sindicato italiano, no início de outubro.
O local foi invadido em ato liderado pelo partido de extrema direita Força Nova e por manifestantes antivacina, que criticavam o sindicato por não ter lutado contra a obrigatoriedade de vacina para todos os trabalhadores do país. “A meu ver, o que os movimentos antifascistas estão pensando? É realmente uma coisa absurda dar uma cidadania para um cara como Bolsonaro, que é contra vacina, associa vacina à Aids e fala outras coisas sem embasamento científico que acabam incentivando e mobilizando movimentos negacionistas e antivacinas.”
Bolsonaro foi o único líder do G20 que declarou não ter se vacinado contra a covid-19.
Desta segunda-feira (1º) até 30 de novembro, pessoas físicas com dívidas em atraso poderão renegociar os débitos no Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira. Promovida pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), pelo Banco Central, pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e pelo Senado, a iniciativa também promoverá cursos de educação financeira.
Os interessados devem fazer o registro no site, criado pela Senacon e com a adesão de mais de 160 instituições financeiras. Após concluir o registro, o devedor deve escolher a instituição com a qual deseja negociar, relatar o problema e fazer o pedido. O banco ou a financeira tem até 10 dias para analisar a requisição e apresentar uma proposta.
A novidade desta edição está no desenvolvimento de um site específico para o devedor preparar a negociação. No endereço mutirao.febraban.org.br, é possível pegar orientações antes de inserir a proposta na plataforma da Senacon. Entre as informações que podem ser obtidas na página estão a lista das dívidas, quando vale a pena participar do mutirão e a parcela do orçamento que pode ser destinada ao pagamento das dívidas.
A página da Febraban também tem um link para o Registrato, sistema do Banco Central que divulga um extrato das informações de uma pessoa com instituições financeiras, inclusive a lista de dívidas em seu nome. O site também fornece o Índice de Saúde Financeira (ISF) de cada devedor.
Educação financeira – Segundo a Febraban, o foco na educação financeira representa um dos principais diferenciais do mutirão deste ano. O objetivo é preparar os consumidores para a negociação em si, evitando que o usuário chegue em desvantagem na hora de lidar com as instituições financeiras e reduzindo o risco de reincidência dos devedores.
Poderão fazer parte do mutirão dívidas sem bens dados em garantia, que estejam em atraso e em nome de uma pessoa natural e tenham sido contraídas de bancos ou financeiras. Segundo o Banco Central, o acordo de cooperação técnica entre o órgão e a Febraban para desenvolver ações coordenadas de educação financeira integra a Agenda BC#, lista com as prioridades e as estratégias da autoridade monetária.
Começou nesta segunda-feira, 1º, a fiscalização eletrônica no trânsito com uso da tecnologia por videomonitoramento em tempo real. O objetivo é garantir mais segurança e organização da mobilidade urbana em Feira de Santana.
Conforme o diretor de Operações da SMT (Superintendência Municipal de Trânsito), Édimo Pires, a fiscalização do trânsito por câmeras visa disciplinar os condutores que insistem em cometer infrações, como ultrapassagens indevidas, parada em fila dupla e avanço de sinal.
“O principal objetivo do monitoramento é proporcionar melhores condições de segurança no trânsito, combatendo as infrações e garantindo o ordenamento”, afirma.
Segundo o diretor de Operações, o trabalho de fiscalização será em conjunto com outros órgãos, como as secretarias de Transportes e Trânsito (SMTT), de Prevenção à Violência e Promoção dos Direitos Humanos (SEPREV), Guarda Municipal e o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
As imagens capturadas por modernas câmeras vão possibilitar ainda quaisquer esclarecimentos acerca de possíveis infrações. Os equipamentos serão operados apenas por agentes de trânsito – únicos responsáveis pelas autuações.
Vale destacar que fiscalização através das câmeras está permitida desde 2015, de acordo com a resolução 532 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
presidente da República, Jair Bolsonaro, recebeu nesta segunda-feira (1°) o título de cidadão honorário de Anguillara Veneta, comuna da província de Pádua, no interior da Itália, onde nasceram e viveram os antepassados do chefe do Executivo.
A outorga da homenagem foi aprovada pelo Poder Legislativo local. Após a cerimônia, que contou com a presença de parentes distantes do presidente, Bolsonaro foi recebido em um almoço organizado pela prefeita Alessandra Buoso, filiada ao partido de direita Liga e autora do projeto de homenagem.
Antes da cerimônia, o presidente atendeu um grupo numeroso de apoiadores que o aguardavam aos gritos de “mito”. No local, o líder acenou para o grupo em registro que foi filmado e compartilhado nas redes sociais do presidente.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (1), em Roma, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que a Petrobrás vai anunciar um novo reajuste no preço dos combustíveis em 20 dias.
“A Petrobras anuncia, isso eu sei extraoficialmente, novo reajuste em 20 dias”, disse Bolsonaro. “Isso não pode acontecer. A gente não aguenta, porque o preço do combustível está atrelado à inflação”, lamentou.
Em seu discurso, Bolsonaro também reclamou de governos anteriores, como o de Michel Temer, quando teve início a política de atrelar o preço do combustível ao dólar.
O presidente voltou a dizer ainda que o ICMS é o vilão do preço dos combustíveis, e defendeu novamente a privatização da Petrobras – algo que, segundo ele, não é algo para o curto prazo.
O último reajuste anunciado pela estatal foi na semana passada, menos de vinte dias depois da alta anterior. Na ocasião, o preço médio de venda da gasolina A para as distribuidoras teve reajuste de 7% e o diesel, de 9,15%.
Foto: DivulgaçãoLocalidade vai receber serviços socioassistenciais gratuitos
Moradores da Mantiba recebem, nesta quinta (4) e sexta-feira (5), o CRAS Itinerante, que leva serviços socioassistenciais para mais perto das comunidades.
A ação vai acontecer das 8h às 13h, na Unidade de Saúde da Família (USF) da região.A iniciativa da Prefeitura de Feira, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, leva serviços de atualização e inscrição no CadÚnico; acesso ao Bolsa Família e ao Programa Criança Feliz (para gestantes e crianças de 0 a 6 anos), além de atividades recreativas (de convivência) ao público infantil.
Ainda serão disponibilizados atendimentos com psicólogos e assistentes sociais.Na última edição do projeto, que contemplou os moradores do residencial Solar da Princesa Aeroporto, foram prestados 504 atendimentos em apenas três dias.