Pandemia da covid-19 transferiu o do ano passado para 2021
Foto: Tânia Rêgo
Estudantes que fizeram as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, aplicadas em janeiro e fevereiro deste ano, e ainda não conseguiram uma vaga no ensino superior, preparam-se para fazer o segundo Enem do ano. A menos de um mês para as provas do Enem 2021, marcadas para os dias 21 e 28 de novembro, eles contam que, apesar da ansiedade, sentem-se um pouco mais preparados para o exame.
O caminho não está sendo fácil. É a primeira vez que o exame é aplicado duas vezes no mesmo ano, por causa da pandemia da covid-19. Será também o segundo Enem de Kailane Kelly da Silva Brito, 18 anos de idade, valendo uma vaga no ensino superior. Antes disso, a estudante participou apenas como treineira, sem o diploma do ensino médio, para testar os conhecimentos.
“Na edição do ano passado, eu não obtive o resultado que eu esperava. Eu até conseguiria entrar em outros cursos, mas que não eram do meu interesse”, disse. A estudante ainda não definiu o curso que pretende cursar, mas busca uma nota alta suficiente para ter opções.
Foto: Fernando Frazão
“Tem sido bem complicado. O meu problema, em toda minha preparação, é a questão de ser muito ansiosa. Isso me atrapalha no momento da prova”, disse, acrescentando que “no Enem 2020, eu acredito que fui com uma base de conteúdo boa, mas minha ansiedade me atrapalhou muito. Meu psicológico atrapalhou”.
A estudante de Cocal dos Alves (PI) buscou, então, tratamentos que a ajudasse a lidar com a ansiedade e acredita que está mais preparada este ano. “O Enem virou, para mim, uma grande oportunidade de mudar as coisas, mudar minha vida. É como eu posso ter a possibilidade de mudar as coisas também para minha família. Virou algo muito além da prova”.
O fato de já conhecer como é a prova é uma vantagem, segundo o técnico em informática Franklyn Pinheiro, 29 anos de idade, do Rio de Janeiro. No Enem 2020, ele participou da primeira aplicação no formato digital. Ele tinha muitas dúvidas e se surpreendeu, por exemplo, com o fato da prova de redação ser feita em papel. Ele havia se preparado para digitar o texto no computador.
“Estou tentando de novo para ver se consigo uma nota mais alta”, disse o estudante que, com o Enem, pretende cursar ciências da computação. Na reta final, ele usa a internet para estudar e para refazer provas de anos anteriores do Enem.
Pinheiro está inscrito novamente na modalidade digital. “A diferença do Enem no papel é que não precisa pintar as bolinhas [do cartão de respostas], ficou mais fácil. No digital, você apenas clica na resposta correta”.
Veteranos do Enem
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a porcentagem de estudantes que fazem o Enem mais de uma vez vem caindo ao longo dos anos.
Em 2014, do total de inscritos confirmados no Enem, 16% estavam fazendo o Enem pela primeira vez, o que significa que 84% já tinham feito a prova anteriormente. Em 2019, a porcentagem de novatos subiu para 47%, o que mostra que a porcentagem daqueles que estavam fazendo as provas pelo menos pela segunda vez caiu para 53%.
Os dados foram divulgados em outubro de 2019. Na época, o Inep explicou que os números mostram que está aumentando a participação de novatos. Um dos motivos, segundo a autarquia, é a mudança nas regras da isenção do pagamento da inscrição, que ocorreu em 2017. Desde 2018, os participantes precisam justificar a ausência na edição anterior para estarem aptos a pedir uma nova isenção. Aqueles que não têm a justificativa aceita, precisam pagar a taxa, que atualmente é R$ 85.
Excepcionalmente em 2021, por causa da pandemia da covid-19, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a necessidade de justificativa. O STF entendeu que a exigência de comprovação documental para os ausentes viola diversos preceitos fundamentais, entre eles o do acesso à educação e o de erradicação da pobreza. Além disso, a obrigação imposta pelo edital penaliza os estudantes que fizeram a “difícil escolha” de faltar às provas para atender às recomendações das autoridades sanitárias de evitar aglomerações.
No começo deste ano, Suelen Carvalho, de 23 anos de idade, foi uma das primeiras a chegar à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), local em que fez o Enem 2020, para evitar aglomerações no transporte público e se proteger da covid-19. A estudante disse na época à Agência Brasil que, apesar de considerar arriscado, foi fazer a prova porque temia não conseguir isenção novamente na edição de 2021.
“A prova para mim representa uma oportunidade”, disse a estudante do Rio de Janeiro. Suelen disse que conseguiu se preparar ao longo do ano melhor do que conseguiu em 2020. Ainda assim, foram muitas as dificuldades. Ela precisou conciliar trabalho e estudo. Ela entra no trabalho às 8h, e só quando sai começa a estudar para as provas. As aulas vão até as 22h. Mas só depois desse horário, ela disse que consegue fazer exercícios para fixar o conteúdo.
A estudante quer cursar medicina. “Eu estou focando em passar, porque eu sei que só vou ter uma realidade diferente através da educação. A minha sociedade, o país em que eu vivo, e o meu lugar como mulher negra e favelada, e eu quero muito uma realidade diferente disso. Eu quero ter conhecimento, ocupar outros lugares e quero abrir caminhos para mulheres como eu terem acesso à universidade”, disse.
Foto: Tânia Rêgo
Sonho realizado
Em 2021, Sergio Manoel Passos Cardoso, 18 anos de idade, pode descansar dos estudos. Ele não vai fazer o segundo Enem do ano, pois conquistou uma vaga em odontologia na Universidade Estadual do Piauí Parnaíba (Uespi), pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O ex-estudante da Escola Augustinho Brandão, em Cocal dos Alves (PI), conversou com a Agência Brasil no início do ano, antes de prestar o Enem 2020.
Na época, disse que estava tendo aulas pelo WhatsApp e com uma série de dificuldades nos estudos.
O sonho de ingressar no ensino superior não era apenas dele, mas também do pai, que faleceu este ano, vítima de câncer. “Passei por um ano bastante conturbado, com a morte do meu pai, e ele sempre quis me ver passando em uma universidade, principalmente em odontologia. E consegui fazer com que ele visse isso acontecendo”, disse o estudante.
As aulas do primeiro período da Uespi começam no próximo dia 9. Aos demais estudantes, ele deixa uma mensagem de esperança: “Buscar sempre se manter focado, e pensar que apesar das dificuldades, tudo é possível”.
O governo federal publicou, nesta segunda-feira (1), uma portaria a fim de proibir a demissão ou a não contratação de servidores por conta da não apresentação de certificado atestando a imunização contra a Covid-19.
A política de admissão ou continuidade dos funcionários em seus cargos condicionada a vacinação já é uma prática implementada ou estudada em estados e municípios. Em São Paulo, três pessoas em cargos comissionados e que se recusaram a tomar vacinas contra a Covid-19 foram demitidas e concursados serão alvos de processos administrativos.
Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, a portaria do governo federal, assinada pelo ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, prevê que a obrigatoriedade de certificado de vacinação em processos seletivos de admissão de trabalhadores, bem como a demissão por justa causa de empregado em razão da não apresentação do certificado, é descrita como prática discriminatória.
O documento ainda diz que o rompimento da relação de trabalho pelo motivo descrito dá ao empregado o direito a reparação por dano moral e a possibilidade de optar entre a reintegração com ressarcimento integral de todo o período de afastamento ou o recebimento, em dobro, da remuneração do mesmo período.
Em vídeo, Onyx Lorenzoni disse que “tanto a Constituição brasileira como a consolidação das leis do trabalho não fazem essa exigência” do comprovante de vacinação. “Ao contrário, há o livre arbítrio, há uma decisão que é de foro íntimo de cada pessoa”.
Comentarista político estreia neste mês o novo programa Boletim Coppolla e retorna para a casa onde foi revelado em 2019
Arquivo PessoalCaio Coppolla é comentarista político, especialista em comunicação digital, consultor e palestrante
O Grupo Jovem Pan anuncia a contratação do comentarista político Caio Coppolla, revelado pela rádio em 2019. “É um reforço de peso para o nosso jornalismo de opinião. E era o nome mais pedido pela audiência”, afirma Tutinha, presidente do grupo, ao assinar o contrato. Coppolla apresentará um novo programa, o Boletim Coppolla, com estreia prevista para este mês, na TV Jovem Pan News, na Rádio Jovem Pan e no aplicativo Panflix. Pela internet, o programa será exibido via YouTube exclusivamente no canal oficial do comentarista:youtube.com/CaioCoppolla.
O Boletim vai ao ar à noite em horário nobre, com reprise pela manhã – durante o Jornal da Manhã – e na programação da tarde. Com linguagem sintética e didática, o programa trará um formato inovador às noites da TV e da rádio, abordando um tema específico e combinando os editoriais incisivos de Coppolla a entrevistas com especialistas e autoridades públicas.
Na sua conta de Instagram, @BoletimCoppolla, o comentarista agradeceu ao público e celebrou a liberdade de expressão com poesia. “Assinei contrato de exclusividade para rádio e TV com a Jovem Pan News, uma emissora ao mesmo tempo tradicional e disruptiva, em que impera a liberdade de expressão. Ter um programa que leva meu nome na grade da Jovem Pan é uma imensa honra; ser o redator, apresentador e editor do Boletim será uma tremenda responsabilidade; mas o sentimento que prevalece é o de alegria. Me sinto como Manuel Bandeira em sua utopia ‘Pasárgada’, que parafraseio aqui: ‘Fui-me embora para a Pan; Lá sou amigo do rei; Lá terei o programa que eu quero; Falando o que escolherei’.”
“Seja bem-vindo, Coppolla”, afirma a direção do Grupo Jovem Pan.
Sobre o talento
Formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), Caio Coppolla é comentarista político, especialista em comunicação digital, consultor e palestrante. Em 2019, foi revelado pela rádio Jovem Pan no programa Morning Show e participou de outras atrações da emissora, como o Pânico e o Os Pingos nos Is. Em 2020, estrelou o quadro “O Grande Debate”, à época líder de audiência na CNN Brasil. Foi classificado pela “Sonar/O Globo” como uma das dez personalidades mais influentes da política nacional e, no mesmo ano, foi convidado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para estrelar uma campanha nacional de conscientização cívica durante as Eleições Municipais.
Em 2021, Coppolla abraçou o ativismo político militando em defesa da liberdade de expressão e do devido processo legal: seu abaixo-assinado pela análise do pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes (STF) angariou mais de 2,7 milhões de assinaturas. De volta ao Grupo Jovem Pan, o comentarista apresentará o Boletim Coppolla, programa diário exibido em horário nobre na TV Jovem Pan News e na rádio Jovem Pan.
Feira de Santana registrou apenas um caso positivo da Covid-19 nesta segunda-feira (01). O município manteve a marca de 48.242 curados da doença, índice que representa 94,7% dos casos confirmados. Enquanto isso, mais três exames foram negativos. Os resultados positivos de hoje são em relação a liberação dos exames acumulados que haviam realizado coleta entre os dias 26 de setembro e 29 de outubro que estavam aguardando resultado do laboratório.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda nenhum óbito e nove pacientes internados no município. As informações são da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde.
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA SEGUNDA-FEIRA 01 de novembro de 2021
Casos confirmados no dia: 1 Pacientes recuperados no dia: 0 Resultados negativos no dia: 2 Total de pacientes hospitalizados no município: 9 Óbito comunicado no dia: 0
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 183 (Dados da Sesab) Total de casos confirmados no município: 50.957 (Período de 06 de março de 2020 a 01 de novembro 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 1.704 Total de recuperados no município: 48.242 Total de exames negativos: 77.878 (Período de 06 de março de 2020 a 01 de novembro de 2021) Aguardando resultado do exame: 27 Total de óbitos: 1.003
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 26.123 (Período de 06 de março de 2020 a 01 de novembro de 2021) Resultado positivo: 5.044 (Período de 06 de março de 2020 a 01 de novembro de 2021) Em isolamento domiciliar: 0 Resultado negativo: 21.079 (Período de 06 de março de 2020 a 01 de novembro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Tite fala sobre ‘caso Maurício Souza’ após convocação do Brasil: ‘O preconceito não deve existir’ (1:32)
O caso envolvendo a demissão do jogador Maurício Souza do Minas Tênis Clube ganhou novos capítulos neste final de semana, graças a um áudio vazado, com conteúdo divulgado pelo site UOL.
No áudio, o diretor de vôlei, Elói Lacerda de Oliveira, afirmou que o jogador não foi demitido por homofobia, mas pelo clube ter sido ‘obrigado a dispensá-lo’ para proteger o clube e o jogador.
“Ele não foi mandado embora porque ele é homofóbico, porque ele não é homofóbico. O que ele falou foi uma declaração pessoal dele. Ele foi mandado embora para a proteção dele. E ele recebeu integralmente o salário dele e a proteção do Minas”, disse o dirigente.
“Nós fomos obrigados a dispensar o Maurício, se não ele seria destruído, tá? E que todos saibam que nós pagamos o contrato dele integral até maio. Ele não ficou desamparado. Ele recebeu o salário dele todo antecipado e nós fizemos isso porque nós não tivemos apoio”, completou, revelando que houve pagamento de salário do jogador.
Além disso, Elói ainda fez críticas ao movimento LGBTQIA+, a colocando como ‘comunidade radical’.
“A gente tem que aprender a ser proativo e não reativo. Essas comunidades radicais elas são ativas. Eles foram na presidência da Melitta na Alemanha, eles foram na Fiat em Betim, lá na Itália, tá certo? E nós ficamos literalmente rendidos, tudo o que nós fizemos nós fizemos a gente era de simplesmente derrotados, porque haviam milhares de manifestações contra o Minas, contra o Maurício”, afirmou.
Demitido pelo Minas, Maurício Souza revela receio de seguir carreira no Brasil
Após ter seu contrato rescindido com o Minaspor ser acusado de homofobia, Maurício Souza revelou nesta sexta-feira que sente receio de seguir atuando no voleibol nacional. Em entrevista ao canal Pilhado, o atleta admitiu que deve encontrar uma nova equipe em “alguns dias”, mas ainda não decidiu se será no Brasil ou no exterior.
“Meu empresário já tem alguns times em vista, está negociando a questão salarial. Mas não falta trabalho para mim, não. Daqui a alguns dias, já estou em outra equipe. Nós estamos com algumas opções no Brasil e no exterior, mas não sei ainda. O meu empresário está tomando conta disso, vendo qual é a melhor opção. Mas ele realmente está com medo de que eu fique aqui no Brasil, por tudo o que está acontecendo”, declarou.
“Eu também tenho medo não por mim, mas pelos meus colegas de equipe. Porque. para se ganhar um campeonato, é preciso ter um time fechado, uma união muito grande. E eu não sei se, de alguma forma, tudo o que estou passando faria bem para algum time do Brasil. Como o grupo lidaria com isso, como seria a minha aceitação dentro desse grupo. Então. talvez a melhor opção, olhando por essa perspectiva, seja jogar fora do Brasil mesmo”, completou.
Maurício Souza foi demitido do Minas depois de ter sido acusado de realizar comentário homofóbico nas redes sociais. Em postagem da DC Comics, a qual informa que o novo Super-Homem se descobre bissexual, o atleta escreveu: “É só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar…”.
Inicialmente, o jogador foi afastado do clube, multado e orientado a se retratar publicamente. Maurício se desculpou via Twitter e, posteriormente, gravou vídeo em seu Instagram pedindo desculpas “a quem se sentiu ofendido com sua opinião. Pouco tempo depois, o Minas anunciou a rescisão contratual.
O presidente foi a Anguillara Veneta, cidade de um de seus antepassados que hoje é governada por um partido de extrema-direita, para receber título de cidadão honorário.
Jair Bolsonaro durante uma visita a Anguillara Veneta, no nordeste da Itália, onde foi premiado com a cidadania honorária — Foto: PIERO CRUCIATTI / AFP
Manifestantes contrários e favoráveis ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foram à cidade de Anguillara Veneta, no norte da Itália, na tarde desta segunda-feira (11) onde ele recebeu o título de cidadão honorário da cidade em uma cerimônia oficial.
Inicialmente programada para acontecer na sede da prefeitura, a cerimônia foi transferida para uma residência do século 17 da região. Bolsonaro recebeu o título diante de quase 200 convidados, incluindo parentes e vereadores do município.
“Estou emocionado por estar aqui. Acho que dá para ver. Daqui saíram meus avós. Tenho o prazer de estar entre tantas pessoas boas”, disse Bolsonaro no início do encontro, segundo a agência italiana AGI, já que a maioria dos veículos de imprensa tiveram o acesso impedido.
Bolsonaro é recebido em cidade italiana com manifestações contra e a favor
Um bisavô de Bolsonaro emigrou de Anguillara Veneta para o Brasil. Hoje, a cidade tem cerca de 4 mil moradores e é governada pela Liga, partido de extrema-direita.
“Deus quis que eu fosse presidente do Brasil e estou honrando a família nesse país. Temos muito apoio popular. Estamos fazendo um grande trabalho, que o povo reconhece, ao contrário dos meios de comunicação”, acrescentou o presidente no ato que durou cerca de quatro horas.
Depois do evento, o presidente brasileiro foi almoçar com vários membros da família Bolsonaro, alguns parentes próximos, em uma elegante residência do século 17 da região.
A chegada do presidente mobilizou militantes de esquerda e de organizações antifascistas, contrários a sua política de extrema-direita, assim como um setor da comunidade brasileira que mora na Itália.
Manifestações a favor e contra o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em Anguillara Veneta, na Itália, em 1º de novembro de 2021 — Foto: Piero Cruciatti /AFP
Manifestações contrárias
Sob uma chuva persistente e em meio à neblina, representantes de vários partidos de esquerda, de sindicatos e da associação antifascista ANPI protestaram com bandeiras e cartazes contra a honraria ao presidente brasileiro.
“Que visite a cidade de onde vem sua família é justo, mas não que o apresentem como um modelo a seguir com a concessão do título de cidadão honorário”, disse Antonio Spada, vereador da oposição.
“Fora Bolsonaro”, afirmava um cartaz, enquanto outro, escrito a mão, declarava “Anguillara ama o Brasil, mas não Bolsonaro”.
Imagem de protesto contra o presidente Jair Bolsonaro em Anguillara Veneta — Foto: Piero Cruciatti / AFP
Entre os manifestantes mais indignados estava o missionário italiano Massimo Ramundo, que viveu por 20 anos no Brasil, sendo 12 deles no Maranhão (estado que tem 34% do território ocupado pela floresta amazônica).
“É uma vergonha. Estou furioso com a prefeita desta cidade. Ela não sabe o que Bolsonaro fez e disse, não escutou suas declarações de teor racista, contra os indígenas, os vacinados, as mulheres. Além disso, ele quer que a Amazônia seja um negócio. Não respeita os valores do papa Francisco”, afirmou o religioso.
Em Anguillara Veneta, mulheres fixam faixa em italiano onde se afirma que o título de cidadão honorário não deveria ser dado como um presente, mas, sim, conquistado; manifestantes protestaram contra o presidente Jair Bolsonaro, em 1º de novembro de 2021 — Foto: Piero Cruciatti/ AFP
Manifestantes pró-Bolsonaro
Grupos de simpatizantes do presidente também se manifestaram. “Estou aqui para dizer que não está sozinho”, declarou Silvana Kowalsky, 50 anos, que viajou de Vicenza, a 85 quilômetros de distância, para expressar seu apoio.
Com chapéus e bandeiras do Brasil, os simpatizantes do presidente preparam-se para defender a homenagem.
“É um grande presidente e tem o direito, porque é descendente de italianos. Tudo o que a CPI (do Senado) fala dele é mentira”, afirmou o brasileiro Cláudio Resende, de 65 anos, que mora na Itália há 17 anos.
Manifestantes a favor de Jair Bolsonaro em Anguillara Veneta, na Itália, em 1º de novembro de 2021 — Foto: Piero Cruciatti / AFP
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), incluiu nesta terça-feira (26) o senador Luís Carlos Heinze (PP-RS) na lista de sugestão de indiciamentos feita pelo colegiado. A decisão atendeu a um pedido de outro senador, o oposicionista Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que acusou o colega de comissão de disseminação de notícias falsas.
“Essa CPI teve a coragem de pedir o indiciamento do presidente da República e do líder do governo. Não pode fechar os olhos com relação ao comportamento do seu colega parlamentar”, argumentou Alessandro sob protestos de governistas.
“Uma medida radical como essa passa um claro recibo de revanchismo, de perseguição. Quem tem moral aqui para falar, se no dia que vieram médicos fazer o contraponto se retiraram, não compareceram. Isso é uma covardia”, criticou o senador Eduardo Girão (Podemos-CE).
A solicitação foi feita durante a apresentação do voto alternativo de Heinze ao parecer de Renan Calheiros. Ao longo dos trabalhos da comissão, por várias vezes, o senador gaúcho defendeu drogas comprovadamente sem eficácia contra o coronavírus. No documento lido hoje, entre outros pontos, Heinze manifestou apoio ao Conselho Federal de Medicina (CFM) pela defesa da autonomia médica durante a pandemia e afirmou que seu relatório inclui centenas de estudos sobre o uso de substâncias no tratamento da covid-19 feitas por “cientistas, não charlatões”. “São pesquisas que o Ministério Público e a Procuradoria-Geral da República vão se debruçar. Não são factoides, não são narrativas”, argumentou.
O recente episódio envolvendo Maurício Souza fez com que o jogador de vôlei se transformasse numa “personalidade” nas redes sociais. E durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, o atleta afirmou que pode disputar as eleições de 2022 e que já foi procurado por vários partidos políticos.
A polêmica teve início após Maurício Souza postar a imagem do novo Super-Homem, que se assumiu bissexual, beijando outro homem. Na ocasião, o atleta fez comentários críticos sobre a situação. Diante da repercussão, patrocinadores pressionaram o Minas Tênis Clube, que acabou dispensando o jogador.
Ícaro Ivvin estava acompanhado da namorada, fato não relatado no vídeo da motorista de aplicativo
O advogado Ícaro Ivvin também utilizou sua conta no Instagram para responder à motorista de aplicativo, Beatriz Vidal. “Não é do meu feitio utilizar redes sociais para me referir à minha pessoal. Mas venho a público, agora, para esclarecer um fato ocorrido durante uma viagem de Uber. Uma situação que veio a público de forma distorcida e errada e eu gostaria de relatar o grave acontecimento que ocorreu”, argumenta.
“Na sexta-feira eu deixei o carro na casa dos meus pais. Eu e minha namorada utilizamos de um Uber para nos deslocarmos até a residência dos meus pais. Ao chegar, percebi que minha carteira não estava comigo. Assim que percebi, fiz o procedimento de comunicar à empresa. Eu liguei 17 vezes para a motorista. Nas duas primeiras vezes a chamada foi até o final e caiu. Depois continuei ligando. Minha namorada, Natália, enviou emails para o Uber, comunicando o ocorrido. Contactamos com amigos que fazem Uber em Feira de Santana para tentar contato com a motorista”, relata.
“Na carteira ficaram meus documentos, cartões, inclusive que passa sem senha, e cerca de R$ 500 reais em espécie. Fizemos todos os procedimentos. Nada conseguimos. Então, diante dessa dificuldade de contato, conseguimos o telefone e endereço da motorista. Fomos eu e minha namorada até a casa dela. Vimos o carro. As luzes da casa estavam acesas, inclusive a porta estava fechada, mas as janelas abertas. Ato contínuo, chamei por cerca de 40min. Natália, então, se dirigiu até a casa de vizinhos”, diz Ícaro.
A nemorada do advogado, neste momento do vídeo, faz seu relato. “Uma vizinha disse que só a conheciam de vista, e que não tinha contatos para poder ligar”, afirma. Ícaro prossegue: “Ela recomendou que insistíssemos tentando contato, porque poderia ter alguém em casa. Então eu vi os interruptores, apertei um deles e luzes foram desligadas. Logo em seguida, uma outra vizinha saiu. Eu estava fora do carro já muito preocupado, porque a pessoa tinha deixado o carro em casa e não mantinha contato. A vizinha, então, disse que manteve contato com ela e que estava vindo. Aí chegou a senhora Betriz Vidal, a motorista do Uber. Totalmente desequilibrada, desceu do carro e me chamou de ‘advogadozinho de merda’, idiota, e disse que eu iria ver com quem estava lidando e que aquilo não ficaria por isso mesmo”, prossegue Ícaro.
“Eu disse que só queria minha carteira. Ela disse que eu deveria ter acionado a empresa Uber. Eu avisei que tínhamos feito isso. Até a chave do meu apartamento estava ali, dentro da carteira. Ela continuou xingando e disse que só abriria o portão quando um amigo dela, da Polícia, chegasse. Não demorou 3 minutos e uma viatura da Polícia chegou. Foram hiper educados e me questionaram sobre o corrido. Eu expliquei que havia perdido minha carteira dentro do carro do Uber e não estávamos conseguindo contato com a motorista. Perguntaram como eu havia conseguido contato e endereço da motorista, eu expliquei, inclusive para vizinhos, que devido à minha profissão consegui, mas não quis entrar em detalhes”, diz o advogado.
“O portão da casa foi aberto e os policiais e os dois homens que a acompanhavam entraram e esses me ofenderam e diziam que eu não sabia com quem estava lidando. Eu ainda tentei entrar para acompanhar um policial, mas ela impediu minha entrada. O policial, então, mandou que eu entrasse para verificar se a carteira estava mesmo no carro. A carteira foi achada e o policial pediu que eu conferisse se estava tudo certo. Ela continuou me ofendendo. Eu sugeri que iria à delegacia para esclarecer tudo. Aí me ameaçaram de todo tipo de coisa. Um dos homens que a acompanhavam parou em frente a mim com olhar ameaçador e eu questionei se ele iria me agredir na frente da Polícia”, salienta.
Nesse momento, segundo Ícaro, a irmã da motorista, identificada como Betina Vidal, se dirigiu a ele e disse: “Ícaro, eu te conheço. Fui sua aluna. Sei que você não imaginava que estava lidando com gente de bem”. “Então eu disse que não estava entendendo o escândalo. Ela pediu que deixasse tudo pra lá. Agradeci aos policiais e saímos, eu e minha namorada, achando que tudo estava resolvido”, relata Ícaro.
“Mas, ontem à noite, estava na casa de amigos, jantando, quando fui surpreendido pelo vídeo da motorista de Uber, enviado por amigos meus, com ela me difamando, afirmando que eu fui lá e fiz isso, e fiz aquilo, se vitimizando, diante da situação de eu ter ido à casa dela apenas buscar minha carteira. Decidi procurar a Polícia. Inclusive, ela mostra no vídeo apenas o momento em que eu estou sozinho na frente da casa. Minha namorada estava ali, também, mas não foi mostrada no vídeo, bem como não mostraram o momento em que ela chega, agressiva, e os homens que estavam com ela me ameaçando. Se faz necessário este esclarecimento porque na sociedade de hoje as pessoas fazem de tudo para destruir o nome das outras. A providência e a justiça já estão sendo tomadas”, avisa Ícaro.
Ainda segundo a namorada do advogado, em nehum momento partiram palavras agressivas do casal em direção à motorista de aplicativo. “Ela, sim, que desde que chegou ao local já foi com agressões verbais e insultos”, pondera.
Ao final do vídeo, mostrando muita segurança na argumentação, o advogado Ícaro Ivvin mostra um documento emitido pela empresa de aplicativo e afirma que vai, também, apresentar vídeos que comprovam sua versão.