Partido gastou R$ 200 mil com lançamento da pré-candidatura à Presidência e ainda pagou salário de R$ 22 mil ao ex-juiz por quatro meses
Ex-ministro da Justiça, Sergio Moro Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo
Nesta quinta-feira (31), o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, abandonou o Podemos e se filiou ao União Brasil para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. De acordo com o colunista Guilherme Amado, o ex-juiz custou ao Podemos ao menos R$ 288 mil.
Segundo o veículo, o partido gastou R$ 200 mil em um evento para lançar a pré-candidatura de Moro à Presidência em novembro do ano passado. Além disso, o Podemos ainda pagou uma salário mensal ao ex-juiz durante o tempo em que ficou no partido.
Sergio Moro recebeu R$ 22 mil durante quatro meses. Ou seja, dezembro de 2021, janeiro, fevereiro e agora março.
O colunista ainda lembrou que os gastos podem ser maiores, já que não foram contabilizados itens como segurança e transporte.
Retomada de eventos esportivos adiados pela pandemia elevou os custos da empresa em 2021
TV Globo Foto: Divulgação
Nesta quinta-feira (31), a Rede Globo divulgou seu balanço financeiro do ano de 2021. Embora a receita líquida da empresa tenha crescido 15% em relação a 2020 e voltado ao estágio pré-pandemia, a emissora teve um prejuízo de R$ 173 milhões, contra um lucro de R$ 167 milhões no ano anterior. O prejuízo se deve a um aumento de despesas no ano de 2021, que foi impulsionado pelos custos dos atrasos de programações e eventos esportivos durante a pandemia.
Acontece que com a chegada da Covid-19, as produções ao vivo, gravações em andamento e eventos esportivos tiveram que ser suspensos. Com a retomada das atividades, os custos se elevaram, pois a emissora teve que bancar os pagamentos que haviam sido adiados. Boa parte do prejuízo se deve aos direitos de transmissão no esporte.
Somente com a Fifa, a Globo precisou negociar uma dívida de 90 milhões de dólares (cerca de R$ 426 milhões), devido a uma parcela atrasada de 2020 dos direitos da Copa do Mundo do Catar. A empresa ainda teve que bancar pagamentos de eventos como os Jogos Olímpicos de Tóquio e as mudanças no calendário do futebol brasileiro.
Segundo o balanço, as despesas aumentaram de R$ 9,4 bilhões em 2020 para R$ 11,8 bilhões em 2021. Como consequência, a dívida da empresa também subiu. O débito foi de R$ 5,5 bilhões para R$ 5,8 bilhões.
A receita líquida, por outro lado, cresceu de R$ 12,3 bilhões para 14,17 bilhões, atingindo o patamar em que estava antes da Covid-19.
Apesar do aumento da dívida, o diretor-geral de Finanças da Globo, Manuel Belmar, considera que o cenário é positivo. Segundo a mensagem que a empresa passou para o mercado, o faturamento está em alta e as contas, equilibradas.
– Apesar de 2021 ainda ter sido permeado por muitas incertezas, a Globo normalizou sua programação do horário nobre, com novos lançamentos nos três horários das novelas. O investimento no ambiente digital tem se mostrado um modelo vencedor, com o aumento da nossa base de Globo IDs [usuários identificados nas plataformas] – declarou Manuel Belmar, segundo informações do portal Notícias da TV.
Programa revelou nomes como Eliana, Priscilla Alcântara e Yudi Tamashiro
Silvia Abravanel foi a última apresentadora do Bom dia & Cia
A grade de programação do SBT será outra a partir da semana que vem, deixando de fora o já tradicional Bom Dia & Cia, que sai do ar após 28 anos. A mudança é até segunda ordem, de acordo com a assessoria do canal.
Dedicado ao público infantil, o Bom Dia & Ciaestreou no SBT em 2 de agosto de 1993, e diversos nomes passaram pelo seu comando. Atualmente Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos, estava à frente do programa, que tinha como atrações games e provas com a participação do público, além da exibição de desenhos, como Tom & Jerry, Três Espiãs Demais, Os Jovens Titãs em Ação e Homem-Aranha.
Comandaram o Bom Dia & Cia, desde sua estreia, nomes como Eliana, Jackeline Petkovic, Jéssica Esteves, Kauê Santin, Yudi Tamashiro, Priscilla Alcântara, Maisa Silva, Ana Vitória Zimmermann, Matheus Ueta e Ana Julia Souza.
A partir da próxima segunda-feira (4) o programa Primeiro Impacto ocupa o horário deixado pelo infantil, sendo exibido das 6h da manhã até meio-dia.
Debate ocorreu após o não comparecimento do ex-ministro Milton Ribeiro
A Comissão de Educação do Senado debateu nesta quinta-feira (31) a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) que apure as denúncias de tráfico de influência no Ministério da Educação (MEC). A discussão ocorreu após o não comparecimento do ex-ministro Milton Ribeiro, que já havia confirmado a presença na audiência.
Segundo o presidente da comissão, senador Marcelo Castro (MDB-PI), não houve justificativa para ausência do ex-ministro.
“No meu entender, o mais grave é que não deu nenhuma satisfação a esta comissão. A maneira cortês, urbana com que sempre foi tratado nesta comissão merecia dele pelo menos uma distinção, um telefonema, um e-mail justificando sua ausência. Os fatos que nos trouxeram até aqui hoje são fatos graves. Vão contra todos os princípios que regem a administração pública”, disse.
Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a ausência “equivale a uma assimilação de culpa”.
“Este Senado não pode e não será desmoralizado. Não restará, diante deste gravíssimo desrespeito, senão a instalação de uma CPI”, disse Randolfe, um dos autores do requerimento para que Ribeiro prestasse informações.
Requerimentos
Com a ausência de Ribeiro, foram aprovados requerimentos para ouvir o ministro interino, Victor Godoy Veiga, e prefeitos de municípios que teriam recebido propostas de participação em um esquema de corrupção na pasta. Ao todo, os requerimentos citam 12 prefeitos, mas nem todos necessariamente serão chamados. A previsão é que sejam ouvidos em duas reuniões na próxima semana, nos dias 5 e 7 de abril.
Também foi aprovada a convocação do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, para falar sobre indícios e irregularidades apontados pela CGU no MEC, quanto ao processo de liberação de verbas do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE) e em eventos da pasta.
Investigação
Milton Ribeiro pediu exoneração do cargo na segunda-feira (28) após abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar o ministro. A medida foi autorizada pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia.
A investigação foi aberta após a publicação de matérias na imprensa sobre suposto favorecimento na liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão ligado ao Ministério da Educação.
Na segunda-feira (21), uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo divulgou um áudio em que Milton Ribeiro diz favorecer, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, prefeituras de municípios ligados a dois pastores.
Sem citar nomes, o presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (31), durante cerimônia no Palácio do Planalto. Na ocasião, Bolsonaro também defendeu a ditadura milistar, que nesta quinta faz 58 anos.
“E nós aqui temos tudo para sermos uma grande nação. Temos tudo, o que falta? Que alguns poucos não nos atrapalhem. Se não tem ideias, cala a boca. Bota a tua toga e fica aí. Não vem encher o saco dos outros”, disse, em referência a ministros do STF, que usam toga.
Presente na plateia, estava o deputado Daniel Silveira (PL-RJ), que há alguns dias protagoniza um embate com o ministro Alexandre de Moraes, que determinou a utilização de tornozeleira pelo congressista até as 15h desta quinta.
“[Na ditadura] todos aqui tinham direito, deputado Daniel Silveira, de ir e vir, e sair do Brasil, trabalhar, constituir família, de estudar”, afirmou.
O regime enaltecido por Bolsonaro teve uma estrutura dedicada a tortura, mortes e desaparecimento.
O ex-juiz Sergio Moro desistiu de disputar a Presidência da República e vai ser candidato a deputado federal por São Paulo.
Moro assinou sua filiação ao União Brasil nesta quinta-feira (31), em um hotel de São Paulo. A decisão de disputar a Câmara dos Deputados ocorreu após reunião com o deputado federal Júnior Bozzella, vice-presidente do União Brasil em São Paulo, e o grupo de Alexandre Leite, filho do presidente da Câmara Municipal, Milton Leite, e antigo presidente do DEM estadual.
O coordenador de sua campanha, o advogado Luís Felipe Cunha, também estava presente.
A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa do deputado Alexandre Leite (União Brasil) e confirmada ao jornal O Globo pela equipe de comunicação do ex-ministro.
Servidores e professores do funcionalismo municipal tiveram os salários pagos em dia nesta quinta-feira, 31. O cumprimento injeta R$ 32 milhões na economia e vai movimentar o comércio, uma vez que os valores vão retornar de forma significativa no mercado, seja com compras ou pagamento de contas.
No mês de fevereiro, à época devido a não aprovação do Orçamento 2022, o Governo Municipal enfrentou dificuldades em pagar os salários em dia. Além disso, o teto máximo de despesas até 1/12 avos do orçamento existente foi extrapolado.
Além dos servidores da ativa, aposentados e pensionistas, já receberam o benefício desde ontem (30).
Nesta quinta-feira (31), o presidente Jair Bolsonaro exonerou o ministro da Defesa, Walter Braga Netto. O general passará a ocupar o cargo de assessor especial do gabinete pessoal do presidente da República.
O militar é o maior cotado para ser vice-presidente de Bolsonaro na chapa eleitoral deste ano. A mudança de posto, na prática, dá mais tempo a Braga Netto para permanecer no governo antes que tenha de deixá-lo para concorrer como vice.
A legislação determina que ordenadores de despesas não podem se candidatar a postos públicos. A saída deve ser feita até seis meses antes das eleições.
No caso de outros servidores públicos, no entanto, o afastamento pode ocorrer até três meses antes do pleito.
A exoneração de Braga Netto foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira. Caberá ao general Paulo Sérgio Nogueira assumir o posto de ministro da Defesa.
O Pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) afirmou que não tem prazo para definir o nome que vai ocupar a vaga de vice-governador em sua chapa.
O ex-prefeito da capital baiana disse que até escolher o nome mais adequado para o cargo vai avaliar os perfis dos aliados e considerar diversas alternativas.
“Nenhuma decisão partidária foi tomada até agora. Continuarei ouvindo os partidos e estabelecendo diálogo com todos aqueles que reúnem as qualidades para ocupar o posto. Não tenho pressa e, justamente por isso, não estabelecemos prazo. A escolha se dará, exclusivamente, em torno do melhor nome para contribuir no nosso projeto de transformação do futuro da Bahia”, ressaltou.
A declaração de ACM Neto ocorre após a confirmação da chegada de Marcelo Nilo ao Republicanos. O presidente estadual da legenda, deputado federal Márcio Marinho apontou um acordo nacional para a garantia de que a legenda irá compor a vice da candidatura de ACM Neto ao governo da Bahia. De acordo com o parlamentar, o ajuste fica pendente apenas para a definição do nome: Nilo ou o próprio Marinho.