Especialista explica regras, alerta sobre malha fina e dá dicas legais para reduzir o valor do imposto

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O período de declaração do Imposto de Renda costuma gerar dúvidas entre os contribuintes, principalmente sobre quem é obrigado a declarar, quais erros devem ser evitados e como economizar dentro da lei. Em entrevista ao Rotativo News, o educador financeiro Arthur Mariano, da Fire|ce, esclareceu os principais pontos e orientou sobre como se organizar para não ter problemas com a Receita Federal. O Imposto de Renda é, basicamente, uma forma de o contribuinte informar ao governo tudo o que recebeu ao longo do ano, como salários, aluguéis, investimentos e outras fontes de renda. Para o exercício de 2025, estão dispensadas da declaração as pessoas que tiveram renda mensal de até R$ 2.965 ou anual de até R$ 35.500.
Apesar de discussões recentes sobre a ampliação da faixa de isenção para R$ 5 mil, a mudança ainda não está em vigor. A nova regra, caso confirmada, deverá valer apenas a partir do exercício de 2026.
Um dos principais motivos que levam contribuintes à malha fina é a inconsistência de informações. Entre os casos mais comuns estão acordos informais que não se confirmam na prática, como situações envolvendo aluguel. Quando o inquilino declara o pagamento e o proprietário omite o recebimento, a divergência é identificada pela Receita.
Erros também ocorrem em declarações de serviços médicos ou odontológicos, quando os valores informados não coincidem entre quem paga e quem recebe. Outro problema frequente é a duplicidade na inclusão de dependentes, como filhos declarados por ambos os responsáveis.
Além disso, deixar de informar rendimentos extras — como bônus, reajustes salariais ou trabalhos temporários — pode gerar inconsistências e resultar em penalidades.
Para evitar esse tipo de problema, a recomendação é organização. Reunir todos os documentos com antecedência, manter registros atualizados e utilizar ferramentas oficiais, como a declaração pré-preenchida, são medidas que ajudam a reduzir erros.
Outro fator importante é o prazo. Quem entrega a declaração mais cedo tende a receber a restituição primeiro, respeitando a ordem de envio e as prioridades legais, como idosos, aposentados e professores. Já quem perde o prazo está sujeito a multa mínima de R$ 165 e pode enfrentar restrições no CPF, o que dificulta operações financeiras, como acesso a crédito e compras parceladas.
Para pagar menos imposto de forma legal, o contribuinte deve aproveitar as deduções permitidas. Despesas com saúde e educação podem ser abatidas, desde que devidamente comprovadas.
A previdência privada no modelo PGBL também pode ser uma aliada, permitindo deduzir até 12% da renda tributável. No entanto, esse benefício é válido apenas para quem opta pela declaração completa.
Por fim, a escolha entre o modelo completo e o simplificado deve ser feita com atenção. Quem não possui muitas despesas dedutíveis pode se beneficiar mais do modelo simplificado, que oferece um desconto padrão e torna o processo mais prático. Com planejamento e atenção aos detalhes, é possível evitar erros e manter a situação regular junto à Receita Federal.
Da Redação do Rotativo News
