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Caso envolve acordo coletivo, firmado pela estatal, durante o segundo governo Lula

O STF reconhece oficialmente a validade do acordo coletivo de trabalho firmado entre Petrobras e sindicatos | Foto: Divulgação/Agência Petrobras
O STF reconhece oficialmente a validade do acordo coletivo de trabalho firmado entre Petrobras e sindicatos | Foto: Divulgação/Agência Petrobras

A Petrobras teve uma vitória no Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira, 10, em uma ação judicial de cerca de R$ 40 bilhões.

O caso envolve um acordo coletivo de trabalho, assinado em 2007, que estabeleceu um piso salarial, chamado Remuneração Mínima por Regime e Nível (RMRN).

A discussão é sobre a forma como esse acordo equipara “injustamente” os salários de áreas administrativas a salários de áreas de risco.

Com a vitória judicial, a primeira turma do STF reconhece oficialmente a validade do acordo coletivo de trabalho, firmado entre a Petrobras e os sindicatos naquele período. 

Quando o tema apareceu como processo judicial pela primeira vez, a perda da estatal era de R$ 3,1 bilhões em 2014 — hoje, equivalente a R$ 5,2 bilhões. Com um maior número de ações, a estatal hoje calcula possíveis perdas na ordem de R$ 39,2 bilhões.

Sindicatos vão recorrer da decisão do STF

Petrobras STF
A Petrobras ressaltou que o acordo de 2007 aconteceu de forma livre | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Federação Única dos Petroleiros (FUP)anunciou que irá recorrer da decisão proferida pela Primeira Turma do STF, por 3 votos a 1. Com isso, o recurso deverá ser passar pelo plenário do tribunal.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, 13, a Petrobras alega que o acordo com os sindicatos foi firmado “livremente”.

A FUP, signatária do acordo, afirma que a Petrobras aplicou de “forma errada” a RMNR e defende negociações com a estatal.

“A insistência da Petrobras em não negociar, em não reconhecer que aplicou a cláusula da RMNR de forma equivocada [] prejudica a categoria petroleira”, afirmou o coordenador-geral, Deyvid Bacelar.

Informações Revista Oeste

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