Para Amen, transtornos de saúde mental são problemas cerebrais. Ele indica especialistas a olharem para o principal órgão do sistema nervoso
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Metrópoles- Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) sugerem que 30% da população das Américas teve ou terá algum transtorno mental. No Brasil, depressão e ansiedadeestão entre as doenças que mais causam incapacidade. As condições afetam a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas. Geralmente, ao serem diagnosticados com os distúrbios, os pacientes são tratados com medicamentos e terapias. Contudo, antes de prescrever as terapêuticas, há um equívoco, segundo atesta Daniel Amen, o psiquiatra mais popular dos Estados Unidos.
De acordo com o Amen, os psiquiatras continuam sendo “os únicos médicos a raramente examinar o órgão que tratam”. Na avaliação dele, as condições de saúde mental são, na verdade, problemas de saúde cerebral, o que propicia analisar o principal órgão do sistema nervoso. Assim faz o norte-americano de 66 anos com os milhares de pacientes da clínica que fundou, a Amen Clinics. Para diagnosticar e tratar as doenças da mente, o especialista usa a SPECT, em outras palavras, tomografia computadorizada de emissão de fóton único.
“Psiquiatras de antes e até mesmo de hoje fazem o diagnóstico como em 1840. Quando você tem o privilégio de mudar o cérebro de alguém, não só muda sua vida, mas dispõe da oportunidade de impactar gerações futuras”, ressaltou o psiquiatra em uma palestra na TEDx Talks, em 2013. Líder em neuroimagem, Amen é o responsável por liderar a maior base de dados de varreduras cerebrais. Até 2018, o médico e equipe da clínica tinham feito 150 mil escaneamentos do “computador central” de pessoas de 93 países.
Como funciona?
“Ao contrário da psiquiatria tradicional, que dificilmente olha para o cérebro, a Amen Clinics usa tecnologia de imagens do órgão com finalidade de identificar o seu tipo específico de cérebro. Dessa forma, podemos definir um plano de tratamento direcionado para melhorar sua qualidade de vida”, explicou o especialista no site da clínica. Na palestra, o médico disse sobre esse trabalho ter ensinado lições importantes para não lançar “dardos no escuro” nem “adivinhar” diagnósticos.
Um dos aprendizados é que doenças como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), ansiedade, depressão e vícios não atingem o cérebro de um único modo. “Há distintos tipos dos transtornos. Dois pacientes podem ter praticamente os mesmos sintomas, mas órgãos radicalmente diferentes. Como saber o que fazer com eles? Só se olharmos a atividade cerebral com objetivo de adaptar o tratamento de forma individualizada e não se pautar por conjuntos de manifestações”, salientou o médico.
A SPECT é um exame de imagem capaz de medir o fluxo sanguíneo em órgãos do corpo. O médico define esse tipo de tomografia como “um mapa capaz de orientar as pessoas a terem cérebros e vidas melhores”. Com a tecnologia, ele afirma ver as áreas de alta e baixa atividade cerebral. Ao examiná-las por meio do “scanner”, Amen consegue indicar os tratamentos e medicamentos mais eficientes. A primeira paciente do método do norte-americano foi Sandy Springs. A consulta ocorreu no início da década de 1990.
O psiquiatra recomenda “olhar o cérebro” por meio dos exames de imagem SPECT
“Olhe o cérebro”
À época com 40 anos, Sandy tinha distúrbio de déficit de atenção (DDA). Na noite anterior à consulta, ela tentou se matar. E a SPECT revelou haver uma queda abrupta na atividade do córtex pré-frontal, o centro de decisão do cérebro. “Uma das maiores lições da imagem foi que ela nos ajudou a prevenir erros, como estimular um cérebro hiperativo, acalmar um que está subativo ou rotular o comportamento como intencional, de fato, se baseando na atividade cerebral”, atestou Amen na página da clínica.
O corpo clínico da Amen Clinics descreveu seis tipos de cérebros de pessoas com vícios, cinco relacionados à compulsão alimentare três associados à violência. “A SPECT pode ajudar, especificamente, quem tem ansiedade, depressão e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH); além de auxiliar pessoas a superarem conflitos conjugais, envelhecerem melhor e com problemas de peso”, escreveu o psiquiatra no site da clínica. O trecho foi usado em uma reportagem do The Washington Postsobre o método do especialista.
Com a tecnologia SPECT, o proprietário da Amen Clinics afirma ver as áreas de alta e baixa atividade cerebral
Alzheimer
Causa mais comum da demência, a doença de Alzheimer acomete 1,2 milhão de pessoas no Brasil e 35,6 milhões no mundo, conforme levantamento da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). Com o envelhecimento da população, os números deverão dobrar em duas décadas. Geralmente, a enfermidade afeta pessoas acima dos 60 anos e, segundo Amen, o problema começa no cérebro de 30 a 50 anos antes de surgir algum sintoma.
“Uma das lições mais profundas de nosso trabalho com imagens cerebrais é que a doença de Alzheimer e outras formas de demência podem ser vistas em exames de SPECT anos antes que as pessoas apresentassem quaisquer sintomas. Estudos anatômicos, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, são indicadores de atraso. Eles mostram problemas mais tarde no curso da doença, quando as intervenções tendem a ser menos eficazes”, defende o médico, líder em neuroimagem.
Reabilitação cerebral
O trabalho de imageamento ensinou aos profissionais da Amen Clinics que lesões cerebrais traumáticas leves são uma das principais causas de doenças mentais. “Praticamente ninguém sabia disso, porque eles iam aos especialistas por quadros de problemas de temperamento, ansiedade, depressão e insônia. Por não olhar o cérebro, como os psiquiatras deveriam saber?”, garantiu o médico no TEDx Talks. Ao abordar o assunto, ele cita um pacienteque caiu de uma escada aos 3 anos. A criança ficou inconsciente por alguns minutos.
Daniel Amen atendeu o paciente com 15 anos de idade. Na época, o adolescente tinha o histórico de expulsão de tratamentos para violência. No ponto de vista do psiquiatra, recomendaram a terapêutica errada: “Ele precisava de um programa de reabilitação do cérebro, não apenas mais medicação atirada contra ele no escuro, ou terapia comportamental, por vezes, se pensar, é cruel. O comportamento é a extensão do problema e não o problema”.
Em um estudo, Amen verificou existir lesões cerebrais em jogadores da Liga Nacional de Futebol (NFL) – ativos e aposentados – em razão de danos provocados por golpes na cabeça, o mesmo ocorre com boxeadores. No programa de reversão do psiquiatra, há estímulos em áreas de fluxo sanguíneo, memória e humor. Em 2019, o especialista foi convidado pela Casa Branca para discutir tratamentos de saúde mental.
Livros
Ao longo de 30 anos de trabalho, o expert escreveu dezenas de livros, ocupando 12 vezes o posto de autor best-seller do The New York Times. Uma das obras mais vendidas de Amen é Mude seu cérebro, mude seu corpo, de 1996. Aos interessados, há uma versão do exemplar traduzida para português. A última publicação do especialista foi lançada em março de 2020 e tem como título O fim da doença mental: como a neurociência está transformando a psiquiatria, até então, somente em inglês.
CNN Brasil- Quando o quesito é criatividade, o brasileiro pode largar na frente de outros países. Exemplos que confirmam essa premissa vieram à tona recentemente, depois que algumas pessoas começaram a usar o Pix, novo sistema de pagamentos do Banco Central, para… paquerar.
A ferramenta foi lançada em novembro do ano passado com o objetivo de permitir transações financeiras entre usuários em tempo real e sem custos adicionais, uma alternativa ao DOC e à TED. No entanto, há usuários indo um pouco além e usando a plataforma como se fosse uma rede social.
Os flertes têm seguido o seguinte método: a pessoa envia uma quantia simbólica para a conta de quem está interessada e, no campo onde deveria escrever a identificação da transferência, acrescenta um flerte.
Um dos primeiros casos do tipo viralizou depois que um internauta fez um post contando que sua ex-namorada, bloqueada em todas as suas redes sociais, havia lhe enviado uma sequência de transferências pelo Pix, todas no valor de R$ 0,01, com pedidos para reatar o namoro.
Não demorou muito para que outras pessoas aderissem à ideia e compartilhassem suas chaves do Pix, pedindo que interessados lhe fizessem um “agrado” semelhante.
Outros foram ainda mais longe e deram um nome para isso: “pixsexual”, que virou sinônimo da brincadeira, e fez até o Banco Central se manifestar sobre o assunto.
O que o Banco Central tem a dizer
O Banco Central afirma que o único objetivo da ferramenta é dar mais agilidade às transações financeiras e ressalta: “O PIX é um meio de pagamento, não uma rede social”.
O BC acrescenta também que não há previsão legal para bloqueio de usuários específicos dentro do sistema. Contudo, para quem não quer ser incomodado com mensagens, indica que o usuário pode configurar o aplicativo do banco onde mantém a conta para não receber notificações de pagamentos.
Sobre quem compartilha suas chaves do Pix na internet, esperando receber uma transferência, a instituição alerta que a exposição tem riscos, principalmente quando a chave cadastrada é o CPF ou número de telefone, que são dados sensíveis.
Já para a chave aleatória, que não inclui dados pessoais, a entidade garante ser seguro compartilhá-la, já que ela não dá acesso à conta, servindo apenas para receber o dinheiro.
CNN Brasil- Durante o lançamento do iPhone 12, em outubro do ano passado, a Apple anunciou a retirada de alguns acessórios inclusos na compra dos smartphones.
De acordo com a consultoria de mercado Counterpoint Research, a empresa poupa cerca de US$ 4,20 (R$ 23 no câmbio de hoje) por unidade ao retirar adaptador de tomada e fones de ouvido. Os consumidores que não tinham as peças de compras anteriores precisam adquirir os itens separadamente.
A estimativa é que a empresa tenha vendido mais de 63 milhões de unidades somente no final do ano passado, representando uma economia de US$ 264 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão na conversão direta).
Ainda que a medida tenha sido anunciada durante o lançamento do iPhone 12, a estratégia também vale para outros smartphones da Apple. Agora, os aparelhos acompanham somente um cabo USB-C Lightning.
A empresa defende que a medida foi adotada como parte dos esforços para preservar o meio ambiente, alegando que muitas pessoas já têm carregadores e fones de outras compras e que a retirada dos acessórios ajudaria a reduzir o impacto da emissão de carbono. A decisão foi alvo de críticas de usuários e de solicitação de esclarecimentos por órgãos de defesa do consumidor.
Plataforma do Facebook tem encontrado forte rejeição após anunciar alteração na política de privacidade de dados
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As mudanças na política de privacidade do WhatsApp têm se mostrado desastrosas dia após dia, com o crescimento vertiginoso dos concorrentes e a queda da plataforma de mensagens instantâneas mais utilizada no mundo. Segundo a plataforma Sensor Tower, o Telegram passou para a liderança como app mais baixado entre os usuários de iOS e o Signal entre os telefones Android. Em ambos os sistemas, o WhatsApp agora é o 3°.
A alta de downloads dos rivais nos últimos dias é devido ao fato de que o WhatsApp vem informando aos usuários que vai passar a compartilhar os dados de seus utilizadores com o Facebook, Instagram e Messenger. Usuários que não aceitarem os novos termos até o dia 8 de fevereiro poderão ter sua conta excluída.
Diante do fato, internautas se revoltaram contra a plataforma e começaram a buscar novas alternativas. Com isso, apps como Telegram e Signal têm sido muito procurados nos últimos dias. Na última terça-feira (12), Pavel Durov, fundador do Telegram, registrou a chegada de 25 milhões de novos usuários do app desde sábado (9) fazendo com que o app ultrapassasse a marca de 500 milhões de usuários ativos.
Outro aplicativo que teve grande ascensão desde a última semana é o Signal. Na quarta-feira (13), o aplicativo de mensagens tornou-se o app gratuito mais baixado na Play Store brasileira. Além disso, a plataforma ganhou o apoio público do bilionário Elon Musk. Para encontrar a página do Pleno.News no Signal basta clicar neste link e assim ficar atualizado com as principais notícias.
Inovação é responsável por mais de 4,5 mil acordos desde agosto
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Agência Brasil – Em pouco mais de quatro meses de funcionamento, a renegociação de dívidas pelo Whatsapp alcançou R$ 40 milhões, informou o Banco do Brasil (BB). O assistente virtual está disponível desde agosto a clientes da instituição financeira.
Inédita no sistema financeiro nacional, a solução tecnológica usa inteligência artificial e dispensa a necessidade de acionar atendente. Segundo o BB, cerca de 4,5 mil acordos de clientes pessoas físicas foram firmados exclusivamente com o assistente virtual.
Disponível para clientes com pagamentos em atraso, a ferramenta permite renegociações de até R$ 1 milhão, que levam, em média, quatro minutos para serem concluídas. As mulheres entre 18 e 29 anos lideram o uso da tecnologia.
Para ativar a comunicação com o Banco do Brasil pelo Whatsapp, o cliente deve salvar o número (61) 4004-0001 no celular e entrar em contato com a instituição. Para pedir a renegociação de dívidas, basta conversar com o assistente virtual ou enviar a palavra #renegocie.
O próprio sistema de inteligência artificial identifica as ofertas de renegociação disponíveis para o cliente. Ao escolher uma delas, o negócio é automaticamente fechado, com o boleto enviado pelo próprio Whatsapp. Durante o processo, há a opção de pedir para conversar com um atendente.
Para fazer uso da solução, o dispositivo móvel do cliente deve estar liberado para transações pelo WhatsApp. A ferramenta também permite o cancelamento de acordo realizado, a emissão de segunda via de boleto de renegociação e a liquidação antecipada de acordos.
Usuários do WhatsApp começaram a receber notificações de uma atualização nos termos de privacidade da plataforma de mensagens. Agora, qualquer pessoa que usa o aplicativo deve consentir com o compartilhamento de seus dados com o Facebook, empresa que é dona do WhatsApp. A mudança é obrigatória e não é possível optar por não compartilhar os dados pessoais.
A partir do dia 8 de fevereiro de 2021, os novos termos do aplicativo de mensagens tornam obrigatório o compartilhamento de informações como número de telefone, dados de transações, endereço IP, dados de dispositivo, dados sobre as interações com outros contatos (pessoas ou empresas), entre outros.
Até os grupos que o usuário ingressou ou seus status (em estilo de stories) podem ser coletados e compartilhados com o Facebook. As informações podem ser compartilhadas também com outras empresas do Facebook.
Para o WhatsApp, a coleta de dados serve para “melhorar, personalizar, apoiar e comercializar” suas funções, de acordo com nota publicada em seu site. “Precisamos de certas informações para fornecer nossos serviços”, disse a empresa em nota.
Em meio ao debate sobre a possibilidade de uma retomada segura das atividades escolares presenciais no Brasil, o SESI Nacional lançou um desafio relâmpago, com foco na volta às aulas, para estudantes de 9 a 18 anos.
Um dos projetos selecionados para a etapa final é uma mochila anticovid-19, de quatro alunos baianos, da Escola SESI Feira de Santana.
A solução elaborada por Micael Souza, 17, Matheus Rosa, 17, Robert Viana,18, e Pauline Nascimento, 17, do terceiro ano da turma de Novo Ensino Médio (NEM) SESI/SENAI (eles também fazem curso técnico em Eletrotécnica) consiste numa mochila confeccionada com tecido anticovid, feito com micropartículas de prata, que conseguem inativar diversos microrganismos em até dois minutos, inclusive o novo coronavírus.
Além do tecido, a mochila tem um design pensado para evitar contaminações: o projeto utiliza tecido de íons de prata como material externo e interno, tem um estojo embutido em uma das alças para evitar que a mochila seja aberta frequentemente, pequenos cravos na base para diminuir a área total de contato com o solo.
“E ainda zíperes escondidos, bolsos internos para armazenamento de máscaras e álcool gel, e um bolso térmico para conservar a temperatura da garrafinha de água individual, já que bebedores não são recomendados”, explica uma das inventoras, Pauline Nascimento.
A partir do desafio, os alunos refletiram sobre o uso das mochilas que, além de apresentarem uma exposição significativa aos ambientes (escola, meio de transporte, dentro das casas), participando de todo o percurso, da chegada à escola até a volta ao lar.
“Mesmo usando máscaras e respeitando o distanciamento, este item pode ser um vetor de contaminação para estudantes, professores e a própria família, o que foi levado em consideração”, argumenta o coordenador de Robótica do SESI Bahia, Fernando Didier.
O primeiro protótipo da mochila – tecido tricoline, tecido tricoline antiviral, zíper, argolas, cursores, regulador de alça, TNT, viés e serviço de costura – custou R$ 112,60. De acordo com o professor orientador da equipe, José Augusto Júnior, a curto prazo, a equipe pretende realizar parcerias com escolas que já voltaram às aulas presenciais e também uma vaquinha virtual para arrecadar fundos e produzir de 50 unidades para doação.
Ao todo, 120 equipes se inscreveram para o Desafio Relâmpago – Volta às Aulas. Na fase final 18 equipes foram selecionadas para uma entrevista online com os juízes, entre elas a Equipe 4F da Escola SESI José Carvalho de Feira de Santana. Os projetos vencedores serão conhecidos em 16 de dezembro.
Um experimento envolvendo 101 pessoas na Alemanha trouxe novas evidências de que o uso intenso do celular se assemelha ao vício em drogas e jogos.
Os resultados foram publicados nesta quarta-feira (18/11) na revista científica PLOS ONE.
Nele, os pesquisadores monitoraram o tempo de uso de iPhones pelos participantes. Estes, por sua vez, responderam a questionários que medem o comportamento em uma espécie de jogo de recompensas (denominado delay discounting, na literatura especializada) — avaliando se uma pessoa prefere esperar menos tempo e obter benefícios menores, ou se consegue aguardar mais para ter ganhos maiores.
O questionário faz perguntas do tipo: você prefere obter 15 euros imediatamente, ou esperar 13 dias para receber 35 euros?
Obter recompensas menores rapidamente caracteriza um comportamento impulsivo, já observado no uso abusivos de drogas, álcool e jogos de azar, segundo a publicação na PLOS ONE. Escolher o caminho mais curto ou mais longo também tende a ser um comportamento estável ao longo do tempo, então para estudiosos da área, ter uma postura ou outra é comparável a um traço de personalidade.
“Nossos principais resultados vão ao encontro de pesquisas anteriores destacando a importância do delay discounting como um indicador de comportamentos problemáticos”, respondeu à BBC News Brasil por e-mail Tim Schulz van Endert, coautor do artigo junto com Peter Mohr, respectivamente pesquisadores da área de economia e neurociência da Universidade Livre de Berlim.
No experimento com as 101 pessoas, aquelas que passaram mais tempo nos seus celulares tinham maior probabilidade de escolher esse caminho mais curto — especialmente quando o tipo de uso era focado nas redes sociais e em jogos.
Ambas foram usadas por um tempo considerável (média diária de 46 minutos para redes sociais e 35 minutos para jogos) pelos usuários, mas as redes se mostraram muito mais presentes nos celulares dos participantes (87% dos aparelhos analisados tinham apps de redes sociais, versus 40% que tinham apps de jogos).
Os participantes gastaram em média 3 horas e 12 minutos do dia nos celulares — sendo no mínimo de 12 minutos e máximo de 8 horas e 24 minutos.
Uma recompensa maior e mais distante foi escolhida em 45% dos casos.
“Os resultados parecem intuitivos, uma vez que ambos os tipos de aplicativos oferecem gratificações na forma de curtidas ou conteúdo engajador (redes sociais) ou prêmios e bônus (jogos). Pesquisas recentes já mostraram que o comportamento nas redes sociais corresponde aos princípios do aprendizado por recompensa”, diz o artigo na PLOS ONE.
Mas o que viria primeiro: pessoas que usam muito o celular seriam estimuladas a ter um comportamento mais impulsivo, ou pessoas mais impulsivas tendem a usar mais o celular?
De acordo com Tim Schulz van Endert, ainda não é possível responder isso.
“Essa questão de causalidade é provavelmente a mais importante nos estudos sobre o uso de smartphones. Nossos dados atuais — e praticamente todos os outros estudos — não permitem uma resposta conclusiva, infelizmente.”
“Considerando um estudo que não encontrou indícios de que o uso mais intenso de smartphones por alguns meses leva a mudanças no comportamento impulsivo em adultos, e no fato de que a escolha impulsiva é uma característica relativamente estável, atualmente tendemos para a interpretação de que indivíduos mais impulsivos tendem a usar mais o smartphone.”
Inspirado nas estrelas e apoiado no desejo de humanizar a ciência, o professor feirense Alan Alves Brito é um dos autores do livro “Astrofísica para a Educação Básica: A Origem dos Elementos Químicos no Universo”, um dos finalistas da 62ª edição do Prêmio Jabuti, na categoria “Ciências”. A obra foi escrita em parceria com Neusa Teresinha Massoni, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, onde ele também leciona, desde 2014.
“A gente trabalha a astrofísica na perspectiva da física moderna e contemporânea, mas também trazendo aspectos de história, filosofia, ciências e diversidade. Na verdade, a gente traz os leitores para essa reflexão do que é ciência como construção humana e quem são as pessoas que estão na ciência. Então, nessas reflexões a gente também traz as questões de gênero, raça, mas, sobretudo, do papel da ciência como um processo, uma construção coletiva”, explica o baiano, que nasceu em Vitória da Conquista, mas cresceu em Feira de Santana, onde concluiu o bacharelado em Física, pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).
Vindo de família pobre e sem acesso à educação formal, ele foi o primeiro em gerações a cursar o ensino superior, tendo hoje no currículo pós-doutorados na área de Astrofísica na Austrália e no Chile. Por idealismo e também por causa de sua trajetória, ele conta, empolgado, que a ideia de escrever a obra vem de inquietações antigas e no anseio de democratizar o conhecimento. “A narrativa principal é explicar como é que os elementos químicos da tabela periódica se formam no universo. Porque o ferro do nosso sangue, o cálcio dos nossos ossos, o oxigênio que a gente respira, esses elementos químicos são formados nas estrelas”, explica, lembrando que tal perspectiva sempre foi pouco explorada.
“Quando estudei a tabela periódica, nunca ninguém me disse que os elementos químicos são formados nas estrelas. Então, muitas vezes a gente aprende o carbono na aula de biologia, fala do carbono na aula de história, na aula de geografia, na de química, mas não há uma conexão. Parece que esses carbonos são diferentes (risos)”, lembra, destacando como a ciência pode ser trabalhada de forma interdisciplinar e atrativa aos alunos.
A publicação finalista do Prêmio Jabuti, segundo o autor, também vem preencher uma lacuna do ensino básico no país: a formação dos docentes. “É um dado numérico importante para a gente ter em mente: menos de 20% dos professores de física do Brasil são licenciados em Física. Então, quem são os professores que estão trabalhando com educação e ciências, que estão falando de física ou de ciência de maneira geral? No geral, eles não têm formação em Física. São professores de biologia, matemática e até da área de humanas”, pontua, expondo a fragilidade do ensino no país.
Diante do contexto, Alan Alves aponta a obra como um importante suporte pedagógico, com imagens coloridas, propostas didáticas e texto agradável. “Quando a gente escreve esse livro tem também essa intenção, de que qualquer professor da educação básica, independentemente da formação inicial – que muitas vezes não é física – pudesse ler esse livro e se empoderar”, explica.”É um livro que traz física, astrofísica, astronomia, química, física atômica e molecular, física de partículas, que são temas que estão aí e muitas vezes a gente acha que isso não poderá chegar aos professores da educação básica”, acrescenta.
O número de pessoas que mandam mensagem no whatsapp e depois se arrependem é muito maior do que se imagina. Agora o problema delas acabou.
O aplicativo anunciou um novo recurso. Os usuários poderão enviar mensagens que desaparecem. Esta nova função permitirá que as pessoas consigam mandar conteúdos que serão deletados automaticamente depois de sete dias.
Em relação a conversas individuais, os dois usuários envolvidos poderão ativar a opção; já no caso dos grupos, são os administradores que escolhem se permitem ou não que as mensagens desapareçam.
Será necessário ativar a opção manualmente, seja na conversa privada ou no grupo, e serão afetadas apenas as mensagens enviadas depois do recurso ter sido ativado. Fotos, vídeos e áudios também poderão ser apagados depois de uma semana, mas até lá será possível tirar fotos da tela e guardar o que foi enviado.
A atualização está prevista para chegar para todos os usuários do Whatsapp até o final deste mês de novembro.