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Instituições estão preparando recomendação para evitar que usuários que não concordem com as regras sejam excluídos do App

Foto: Zoom/ Reprodução
Foto: Zoom/ Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) se juntou ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Autoridade Nacional de Proteção de Dados e à Secretaria Nacional do Consumidor para pedir que o WhatsApp adie a mudança da política de privacidade do aplicativo.

Para isso, uma recomendação conjunta está sendo preparada, a fim de evitar que, a partir do dia 15, os usuários que não concordarem com os termos sejam impedidos de usar o serviço.

A preocupação dos órgãos é que a integração de dados do WhatsApp ao Facebook ainda tem questionamentos do ponto de vista de privacidade, consumo e concorrencial.

A recomendação conjunta não tem caráter obrigatório, segundo a Folha de S.Paulo, mas é um sinal do alerta dos órgãos no Brasil, lembrando que a Europa proibiu a prática. O prazo inicial para a aceitação dos termos era fevereiro.

Informações Bahia.ba


As encomendas podem ser feitas de endereços residenciais ou de outros lugares onde o consumidor estiver

Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília
Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Com o avanço da tecnologia no mundo, novas formas de serviços começam a surgir no mercado. Uma grande novidade está sendo lançada pela rede americana de supermercados Kroger, que vai começar a testar delivery de mercadorias por drone nesta semana na cidade de Centerville, em Ohio.

Ainda com limite de peso, a companhia pretende utilizar o serviço para entregar produtos avulsos que os clientes se esqueceram de comprar, como protetor solar na praia.

As encomendas podem ser feitas de endereços residenciais ou de outros lugares onde o consumidor estiver, como parques, praias e praças, de acordo com informações da Folha de S.Paulo.

Concorrente da Kroger nos EUA, o Walmart lançou um programa piloto de delivery por drone em setembro do ano passado, na Carolina do Norte.

Informações Bahia.ba


Diretor de Projetos e Sistemas da Funtitec, Ícaro Grimaldi

Implantado em 2010 pela Fundação Municipal de Tecnologia da Informação, Telecomunicações e Cultura, Egberto Tavares Costa(Funtitec), o projeto Feira Digital entrou em funcionamento em janeiro de 2011 e está disponível em toda cidade, distritos e povoados com mais de 90% do território municipal, informou o diretor de Projetos e Sistemas da Funtitec, Ícaro Grimaldi.

Segundo ele, “com o Feira Digital foi possível integrar e padronizar os órgãos do município, permitindo a otimização dos serviços, garantindo a redução da burocracia, possibilitando a redução dos custos, além de proporcionar à comunidade feirense, uma opção de Internet gratuita e de qualidade, sendo registrado uma média diária de 30.000 acessos, produzindo efeitos, consumindo conteúdo com pesquisa e entretenimento. A Feira Digital tem sido uma ferramenta importante, se você analisar que em muitos distritos e povoados nossos, não tem cobertura de celular, nem de operadora nenhuma, sendo a rede Feira Digital, a única ferramenta disponível para acesso à Internet de forma tranquila,navegando através do Facebook e do Google”, enfatizou Ícaro Grimaldi.
(Fonte: Ascom/ Funtitec)


Crews work on the SpaceX Crew Dragon, attached to a Falcon 9 booster rocket, as it sits horizontal on Pad39A

O terceiro voo tripulado da SpaceX com destino à Estação Espacial Internacional foi lançado hoje (23) do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Estados Unidos. O lançamento ocorreu após um adiamento devido às condições meteorológicas.

Pela primeira vez, a cápsula espacial Crew Dragon integra um astronauta europeu.

O Falcon 9 decolou do centro espacial Kennedy, na Flórida, Estados Unidos, às 5h49 (hora local), depois do adiamento do lançamento por um dia devido às condições meteorológicas adversas, tornando-se o terceiro voo tripulado de uma cápsula espacial da SpaceX, empresa privada dirigida pelo magnata norte-americano Elon Musk.

Na Crew Dragon seguem o francês Thomas Pesquet, que cumprirá a sua segunda missão na Estação Espacial Internacional, os norte-americanos Shane Kimbrough e Megan McArthur (comandante e piloto de voo, respectivamente) e o japonês Akihiko Hoshide. A tripulação dessa missão ficará seis meses na estação, onde a Crew Dragon deverá acoplar neste sábado (24) de manhã.

Informações Agência Brasil


Força-tarefa integrada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Procon e Inmetro fiscaliza postos revendedores de combustíveis em Brasília.
Foto: Marcelo Camargo

Provar materialmente uma das fraudes mais comuns e com o maior número de vítimas – a das bombas de postos de combustíveis – é algo que envolve equipamentos e procedimentos complexos, além de apreensões in loco e análises laboratoriais. Tudo isso poderá ser substituído por um clique de celular, dado por qualquer consumidor.

Basicamente, o equipamento a ser instalado na bomba é composto por um hardware(equipamento) que faz a leitura de um transdutor óptico capaz de contar a quantidade de combustível que é apresentada no display da bomba. A garantia de que a bomba de combustível está correta é dada por uma assinatura digital que poderá ser checada por meio do bluetooth dos celulares. A violação dessa assinatura comprova a fraude.

Para se ter uma ideia de como são praticadas fraudes nas bombas de combustíveis, a cada ano cerca de 20 mil casos são autuados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) – número que fica ainda mais impressionante se for levado em conta a complexidade para se conseguir evidenciar esse tipo de prática fraudulenta. 

“As bombas medidoras de combustíveis possuem eletrônica bastante complexa, com placas de circuitos e software(programa de computador) que são vulneráveis a modificações, sendo quase impossível, ao fiscal, verificá-las em campo. Em muitos casos são necessárias análises laboratoriais para produzirmos provas materiais contra os infratores”, afirmou à Agência Brasil o chefe da Divisão de Metrologia em Tecnologia da Informação e Telecomunicações do Inmetro, Rodolfo Saboia. 

Citando levantamento divulgado pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), o chefe da Divisão de Gestão Técnica do Inmetro, Bruno de Carvalho, disse que “as fraudes em bombas movimentam mais de R$ 20 bilhões a cada ano”.

Certificação digital

Para resolver – ou, pelo menos, amenizar – esse problema, o Inmetro está adaptando e implementando uma tecnologia que, há muito, já vinha sendo usada para dar segurança às transações feitas pela internet: a certificação digital.

“Nas bombas de combustíveis, o componente que faz a transformação da informação de medição, em sinal elétrico, é conhecido como transdutor [pulser]. Ele contém um chip criptográfico com um certificado digital. Desta forma, toda informação de medição que sai do pulser é assinada digitalmente, ficando impossível sua adulteração, sem que essa assinatura seja invalidada”, detalha Rodolfo Saboia.

Para agregar ainda mais segurança ao processo, os certificados digitais estarão vinculados à Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), cadeia hierárquica de confiança coordenada pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), que viabiliza a emissão de certificados digitais para identificação virtual do cidadão em documentos como o e-CPF (Cadastro de Pessoa Física). O pedido de credenciamento – que tornará o Inmetro autoridade certificadora de primeiro nível na cadeia do ITI, para a adoção do equipamento – ainda está sob análise do instituto. A expectativa é de que essa aprovação ocorra ainda neste semestre.

“Na prática, o certificado digital ICP-Brasil funciona como uma identidade na rede mundial de computadores, garantindo a identificação inequívoca dos seus titulares e dando aos atos praticados por meio dele a mesma validade jurídica daqueles que assinamos e reconhecemos firma em cartório”, detalhou o presidente-executivo da Associação das Autoridades de Registro do Brasil (AARB), Edmar Araújo.

Identificação imediata

Saboia disse, também, que o principal ganho com a assinatura digital da informação de medição é a “rápida identificação de uma eventual fraude”. “Atualmente, para identificar uma fraude eletrônica em uma bomba de combustível é necessário apreender as placas eletrônicas das bombas e levar para análise em laboratório. Esta análise pode levar semanas. Com a assinatura digital, em poucos minutos, por meio de interface ou aplicativo de smartfhone, será possível – a fiscais e consumidores – checar se a assinatura é válida. Se a assinatura não for válida, significa que a bomba foi fraudada”, argumentou.

Com as medições analógicas dando lugar às digitais, sua utilidade poderá abranger fraudes envolvendo pesos e medidas que vão além das praticadas por postos de combustíveis mal intencionados. Segundo o presidente da AARB, “o certificado será destinado exclusivamente a objetos metrológicos regulados pelo Inmetro, mas é possível que seja também utilizado para controle de outros equipamentos, como balanças e relógios medidores de energia elétrica”.

Araújo estima que ainda no segundo semestre de 2021 tudo esteja operacionalizado para que as bombas de combustíveis comecem a ser certificadas.

Protótipos

Segundo o Inmetro, as indústrias já estão finalizando o desenvolvimento de protótipos para que a tecnologia seja colocada em prática. “Restam ainda algumas dúvidas normais de implementação, que estão sendo sanadas com auxílio da equipe do Inmetro”, disse Saboia.

Depois disso, os modelos de bomba serão enviados a laboratórios acreditados para a realização dos testes laboratoriais necessários para a aprovação de modelo dos instrumentos. “Uma vez aprovado pelo Inmetro, as indústrias já estarão autorizadas a comercializar seus instrumentos”, complementa Bruno de Carvalho.

Aplicativo

A fiscalização das bombas poderá ser feita por meio de um aplicativo para smartphones, a ser disponibilizado pelo Inmetro. A ideia é fazer com que eles se conectem com as bombas de combustíveis por meio de bluetooth, de forma a verificar se a assinatura digital da bomba foi violada. Caso tenha sido violada, a informação é imediatamente encaminhada ao Inmetro via internet.

“As bombas de combustível deverão ter informações sobre sua identidade – como o endereço do posto, sua data de fabricação e se o certificado metrológico ICP-Brasil está instalado – disponíveis a qualquer pessoa”, detalhou Araújo.

Segundo o Inmetro, a ideia inicial era a de que a tecnologia servisse apenas para os fiscais. No entanto, ao identificarem como será simples o processo, optou-se por estender a ferramenta aos usuários.

“Com o aplicativo, todos serão nossos olhos nos postos de combustíveis, o que empoderará o consumidor. Basta ligar o bluetooth para captar os dados da bomba e saber se há alguma inconsistência na assinatura digital. Quanto à transmissão, ela pode ser feita automaticamente, assim que se tiver acesso à internet”, finalizou Saboia.

Informações Agência Brasil


Após ter lançamento adiado, nanossatélite brasileiro chega com sucesso à órbita da Terra.

Agência Brasil|Após ter o lançamento adiado por 24 horas em decorrência de uma falha técnica, o nanossatélite brasileiro NanoSatC-Br2 foi lançado com sucesso nesta segunda-feira (22), às 3h07, a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. A desacoplagem do foguete Soyuz-2.1A – que leva no total 38 satélites, sendo o maior da Coreia do Sul – deve acontecer por volta de 7h (horário de Brasília).

O lançamento do NanoSatC-Br2 foi transmitido ao vivo pela TV Brasil e pela Agência Brasil.

Assista ao lançamento do NanoSatC-Br2

https://www.youtube.com/embed//CjAwEm2_0Sg

Atraso por falha

Segundo informou a agência espacial russa Roscosmos – responsável pela missão -, uma avaria no foguete Soyuz que transportava 38 satélites, entre eles o brasileiro, foi identificada pelo corpo técnico do cosmódromo momentos antes do lançamento, na madrugada de sábado (20).

“Esses atrasos são muito comuns. Anomalias climáticas ou outros eventos que podem influenciar no lançamento estão sempre sendo monitorados. É uma pena, mas o processo todo requer muita segurança”, afirmou Michele Melo, assessora de Inteligência da Agência Espacial Brasileira (AEB), durante o programa especial da TV Brasil sobre o lançamento adiado.

Na ocasião, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, frisou a importância das medidas e checagens de segurança durante as missões. “Segurança em primeiro lugar, sempre!”, afirmou o ministro.

Assista ao programa do lançamento adiado

https://www.youtube.com/embed//o_XOpJw7crQ

Sobre o NanoSatC-Br2

De dimensões modestas, o NanoSatC-Br2 pesa apenas 1,72 quilograma. Com 22 centímetros (cm) de comprimento, 10 cm de largura e 10 cm de profundidade, o satélite é menor que uma caixa de sapato. A principal missão do equipamento é monitorar a anomalia magnética do Atlântico Sul – fenômeno natural causado pelo desalinhamento do centro magnético da Terra em relação ao centro geográfico, característica que atrapalha a captação de imagens e transmissão de sinais eletromagnéticos numa determinada faixa do céu -, mas ele também servirá de ferramenta de pesquisa para estudantes de diversos campos: engenharia, aeronomia, geofísica e áreas afins.

O projeto é um esforço conjunto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul e da Agência Espacial Brasileira (AEB). O NanoSatC-Br2 ficará situado a cerca de 500 quilômetros de altitude – na camada da atmosfera chamada Ionosfera – e fará uma órbita polar héliossíncrona, ou seja, o NanoSatC-Br2 cruzará a circunferência entre Polo Norte e Polo Sul, mas sempre no mesmo ponto em relação ao Sol, em ciclos constantes.

O custo estimado do NanoSatC-Br2 – entre desenvolvimento, lançamento e operação – é de cerca de R$ 1 milhão, de acordo com Michele Melo, assessora de Inteligência da Agência Espacial Brasileira (AEB).

O nanossatélite permitirá a capacitação de profissionais em diversos campos relacionados à ciência e tecnologia. “Os alunos vão ajudar na operação do nanossatélite. O contato principal é depois de o equipamento lançado. Eles vão obter os dados científicos que estão chegando à Terra. O fato de os alunos terem esse contato na graduação é fantástico porque eles conhecem como funcionam o mercado de satélite e todo o processo que envolve a fabricação e aquisição de equipamentos, lançamento e operação dele no espaço,” afirmou o professor Eduardo Escobar Bürger, da UFSM.

Missão conjunta

O lançamento do NanoSatC-Br2 é fruto da parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, a AEB e a Roscosmos – a agência espacial russa. O satélite brasileiro é um dos 38 dispositivos que estão carregados no foguete Soyuz-2.1A que parte hoje do Cazaquistão. A missão envolve Brasil, Rússia e outros 16 países – a maior parceria aeroespacial internacional para lançamentos de satélite registrada até hoje.


Mudança visa facilitar a identificação de quem cadastrou seu número

Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia. É prático, rápido e seguro.

Usuários do Pix poderão integrar as listas de contato de seus celulares. A mudança no regulamento, feita pelo Banco Central, visa a facilitar a identificação de quem cadastrou seu número de celular como chave Pix, simplificando ainda mais o pagamento com a funcionalidade.

O Pix é um recurso que permite a transferência de recursos entre contas bancárias 24 horas por dia. As transações são executadas em até 10 segundos, sem custo para pessoas físicas. Para usar o Pix, o correntista deve ir ao aplicativo da instituição financeira e cadastrar as chaves, que podem seguir o número do celular, o e-mail, o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), para pessoas físicas, ou o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), para empresas.

Além disso, os usuários finais também poderão, em caso de mudança no nome, solicitar alteração das informações, como nome completo, nome empresarial e título do estabelecimento, sem a necessidade de excluir e registrar novamente a chave. Isso vai facilitar, por exemplo, o ajuste quando uma pessoa alterar o nome em decorrência de casamento ou uma empresa alterar o nome fantasia do estabelecimento.

A mudança no regulamento também impede a imposição de limites para o número de transações Pix, seja de envio ou de recebimento. De acordo com o Banco Central, “essa vedação é necessária para garantir condições competitivas equânimes entre diferentes instrumentos de pagamento”.

Informações Agência Brasil


Por enquanto, serviço só será disponibilizado nos Estados Unidos; não há previsão de expansão para outros países

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Uma nova ferramenta criada pelo aplicativo ‘Tinder’ vai permitir a verificação de antecedentes criminais e histórico de abusos dos usuários. A novidade foi anunciada pelo Match Group e, por enquanto, só será disponibilizada nos Estados Unidos.

O serviço será disponibilizado pela rede de verificação de antecedentes criada por mulheres, a Garbo. De acordo com a organização, atualmente o valor cobrado é de “baixo custo”, mas ainda não há detalhes de quanto custará o recurso. O serviço consegue ter acesso a registros públicos e relatórios de violência ou abuso, prisões, condenações, ordens de restrição e assédio.

O Match Group ainda não informou a data para a atualização entrar em funcionamento. Além disso, o serviço da Garbo também estará disponível nos outros aplicativos da empresa, a exemplo de Meetic e OkCupid. O Match Group também não detalhou se o recuso será expandido para outros países.

Informações Bahia.ba


Primeiro astronauta brasileiro a ir ao espaço, ministro da Ciência e Tecnologia exaltou parceria com a Índia após lançamento do satélite Amazonia-1

Ministro Marcos Pontes discursa na Índia após lançamento do satélite Amazonia-1
Ministro Marcos Pontes discursa na Índia após lançamento do satélite Amazonia-1

Primeiro astronauta brasileiro e sul-americano a ir ao espaço, em 2006, e hoje ministro da Ciência e Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes acompanhou localmente, na Índia, o lançamento bem-sucedido do satélite brasileiro Amazonia-1, realizado a partir da base de Satish Dhawan (SHAR), em Sriharikota, na madrugada deste domingo (28).

Desenvolvido ao longo de 13 anos, o equipamento se torna o primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.

Cerca de uma hora após o sucesso da missão, às 3h30 (de Brasília), Pontes participou de transmissão ao vivo na internet promovida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ele comparou a emoção com o lançamento à senseção que viveu antes de embarcar para a Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo da nave russa Soyuz TMA-8, há aproximadamente 15 anos. 

“O lançamento foi maravilhoso, o coração bateu muito forte. Lembrei de 15 anos atrás [quando foi ao espaço]. Vendo esse foguete decolando todas as emoções vieram de volta”, comentou. 

O ministro também comemorou o momento que classifica como um “novo impulso” do programa espacial brasileiro — citando, além do lançamento do Amazonia 1, o acordo com os EUA para uso da Base de Alcântara, no Maranhão.

“[O lançamento] é um momento histórico do programa espacial brasileiro, que agora tem novo impulso com o desenvolvimento do centro espacial da Alcântara de forma comercial e desenvolvimento de novos satélites”.

Com o lançamento do primeiro satélite 100% brasileiro, Pontes projeta, agora, a produção de novos equipamentos espaciais no país, incluindo foguetes — sem mencionar prazos. 

“O Amazonia-1 lidera o movimento de outros satélites que serão desenvolvidos no Brasil e foguetes brasileiros”, disse.

Parceria com a Índia

Em discurso anterior, logo após a conclusão da missão e falando para cientistas indianos na base de Satish Dhawan, Pontes saudou a parceria entre o Brasil e o país asiático em nome do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“A todos vocês na Índia, gostaria de agradecê-los e parabenizá-los pelo lindo lançamento e lindo foguete, além de todos os esforços que foram feitos aqui”, disse Pontes.

“Essas duas bandeiras (apontando para flâmulas do Brasil e da Índia)  representam exatamente o que estamos fazendo hoje. Vamos trabalhar juntos, falo em nome do presidente do Bolsonaro”, acrescentou o ministro.

Pontes descreveu o lançamento do Amazonia-1 como um “dia muito feliz” e agradeceu a brasileiros e indianos por “trabalharem tão duro” para concluir o lançamento. O equipamento é o primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.

“Gostaria primeiramente de parabenizar a todos e cada um de vocês, por trabalharem tão duro para fazer esse lançamento bem-sucedido. Como podem imaginar, pelo lado brasileiro, nós trabalhamos neste satélite por anos. Todos esses esforços feitos por muitas pessoas, não apenas no nosso país. Todos representam um grande time de muitos anos de trabalho, esse satélite é uma missão muito importante para o Brasil”, declarou o ministro.

Na transmissão ao vivo no canal de YouTube do Inpe, Pontes voltou a exaltar a parceria com a Índia e destacou a importância de parceiras no campo espacial.

“A parceria com a Índia é extremamente promissora. Fiquei extremamente animado e muito emocionado”, disse o ministro.

Durante o agradecimento aos parceiros do país asiático, ele contou ter participado de uma reunião com o presidente do conselho da Agência Espacial da Índia, destacando as metas do programa espacial indiano.

“[A Índia tem] planos futuros ambiciosos e interessantes, que incluem voos tripulados. Um salto gigantesco em termos de tecnologia”, relatou Pontes.

Lançamento bem-sucedido

O Amazonia-1 foi colocado em órbita na madrugada deste domingo (28). Dentro do horário programado – à 1h54 (de Brasília) -, o satélite foi lançado a bordo do foguete indiano PSLV-C51, a partir do Centro Espacial Satish Dhawan (SHAR), em Sriharikota, na Índia.

Nos cerca de 17 minutos seguintes, satélites foram desacoplados do foguete em quatro estágios, que indicaram o sucesso da missão. Às 2h11 (de Brasília), a transmissão oficial mostrou o Amazonia-1 sendo separado do foguete e lançado ao espaço. 

Além do Amazonia-1, outros satélites foram levados à órbita terrestre a bordo do mesmo foguete. O equipamento brasileiro foi colocado numa altitude média de mais de 750 km acima da superfície da Terra. O equipamento terá sua órbita em sincronia com a do sol e viajará a uma velocidade de quase 27.000 km/h, o que lhe permitirá levar apenas 100 minutos para dar uma volta na Terra, com a capacidade de gerar imagens de qualquer ponto do planeta a cada 5 dias.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as informações providas pelo Amazonia-1 consistem em imagens ópticas com resolução de 64m e largura da faixa imageada de 866km.

Operando conjuntamente com os satélites CBERS-4 e CBERS-4A, lançados, respectivamente em dezembro de 2014 e dezembro de 2019, serão providas imagens recorrentes do território brasileiro a cada dois ou três dias, melhorando significativamente a oferta de informações aos seus diferentes usuários.

Essas informações serão úteis para diversas aplicações, como o monitoramento da região amazônica, da diversificada agricultura em todo o território nacional, da região costeira, de reservatórios de água, florestas naturais e cultivadas e desastres ambientais.

Além do domínio do ciclo completo de desenvolvimento de um satélite do porte e complexidade do Amazonia 1 e dos benefícios resultantes das aplicações das imagens obtidas a partir do espaço, a missão permitirá outro ganho tecnológico importante: a validação em voo da Plataforma Multimissão (PMM), projetada para ser utilizada em diferentes tipos de satélites na faixa de 700kg, com redução significativa de prazos e custos.

Informações CNN Brasil


Empresas como Audi trabalham no desenvolvimento de gasolina sintética, feita a partir de hidrogênio extraído da água, e dióxido de carbono - Divulgação
Empresas como Audi trabalham no desenvolvimento de gasolina sintética, feita a partir de hidrogênio extraído da água, e dióxido de carbono Imagem: Divulgação

O preço da gasolina teve o quarto reajuste apenas neste ano nas refinarias e o valor médio ao consumidor final passou de R$ 5 na primeira quinzena de fevereiro.

A Petrobras alega que os aumentos sucessivos acompanham a cotação internacional do petróleo e também são consequência do câmbio desfavorável, com a acentuada desvalorização do real frente ao dólar.

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Para não depender da flutuação do petróleo no mercado e da respectiva disponibilidade, cada vez mais escassa, cientistas trabalham no desenvolvimento de uma gasolina renovável, chamada de e-fuel ou, simplesmente, gasolina sintética.

O novo combustível, que ainda está em fase de testes, não vem do petróleo: sua produção utiliza como matéria-prima água e o dióxido de carbono disponível na atmosfera.

Empresas germânicas como Audi, Bosch e Porsche, além do governo alemão, têm investido nessa tecnologia, que também está nos planos da McLaren para seus carros esportivos.

A expectativa é de que a novidade, quando chegar aos consumidores, garantirá a sobrevida dos motores a combustão interna, seja de forma “pura” ou com algum nível de eletrificação. Hoje, tudo indica que propulsores convencionais estão com os dias contados por conta dos limites cada vez exigentes dos governos em relação às emissões de poluentes.

A gasolina sem petróleo também contribuiria para combater o efeito estufa, que tem o dióxido de carbono entre seus principais vilões, e, de quebra, acabaria com a dependência de um recurso natural que inevitavelmente irá acabar e tende a ficar cada vez mais caro.

De acordo com Everton Lopes, mentor de tecnologia e inovação da SAE Brasil, os combustíveis sintéticos têm a vantagem, como o etanol, de “neutralizar” o carbono resultante de sua queima, além de aproveitar a infraestrutura atual de abastecimento.

Podem ser extraídos na forma de gasolina ou diesel e, portanto, não exigem alterações nos motores que utilizam a versão fóssil desses combustíveis.

Custo de produção ainda é muito alto

Projeto da Audi retira o hidrogênio a partir de hidrólise da água e utliza fontes renováveis de eletricidade Imagem: Divulgação

A perspectiva de benefícios econômicos e ambientais proporcionados pela gasolina sintética é alentadora, porém sua produção ainda é cara ante a gasolina tradicional, destaca o especialista.

O desafio, afirma, é reduzir o custo da extração do hidrogênio necessário para fazer a gasolina sintética, a partir de um processo conhecido como hidrólise.

“É a grande a quantidade de eletricidade utilizada para separar o hidrogênio presente na água. Essa energia deve, preferencialmente, ser de origem limpa, como solar, eólica ou de hidrelétricas”, pontua Lopes.

“O combustível sintético já era usado pela Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial e, desde então, as pesquisas têm evoluído. Porém, o petróleo ainda é muito mais fácil e barato de se obter e refinar”, conclui.

O hidrogênio é a grande aposta de países como a Alemanha para renovar sua matriz energética.

Além de servir para sintetizar combustível líquido, o gás também é visto como opção às caras e pesadas baterias de veículos a propulsão elétrica. Por meio das chamadas células de combustível, incorporadas a automóveis, o hidrogênio gera eletricidade para impulsionar as rodas.

Modelos como o Toyota Mirai já trazem essa tecnologia e são abastecidos com hidrogênio.

Informações UOL Notícias

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