O mensageiro tem focado cada vez mais no território brasileiro, visto sua popularidade no país
O WhatsApp, da empresa Meta, quer adicionar novos recursos no aplicativo no Brasil. Entre as novidades estão a implementação de um mecanismo para os usuários encontrarem empresas e a realização de compras. O aplicativo de mensagens vai apresentar também o recurso Diretório, que traz uma estrutura com contatos telefônicos e estava em fase de testes em São Paulo desde o ano passado.
O Brasil foi um dos primeiros países a receber o recurso de pesquisas, junto com Reino Unido, Colômbia, México e Indonésia, com a inclusão de estabelecimentos locais. O objetivo das melhorias é facilitar o processo de busca de estabelecimentos e a realização das compras. O WhatsApp busca tornar o aplicativo em um mecanismo de comércio e gerar anúncios por meio da receita publicitária. O lucro em anúncios por clique pode gerar cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 8 bilhões) por ano.
Novidades a caminho
O aplicativo da Meta busca experimentar novas formas de pagamento pelo chat e expandir a experiência de um comércio por meio do mensageiro. O recurso provavelmente será expandido pelo mundo nos próximos meses.
A nova ferramenta está disponível por enquanto para dispositivos Android, sem previsão para os aparelhos com sistema iOS. Para acessá-la, abra a aba “Nova Conversa” e pesquise um estabelecimento no campo “Empresas”, com a possibilidade de selecionar alguns locais.
O bilionário Elon Musk publicou na madrugada deste sábado (19) uma foto com alguns funcionários do Twitter que ainda trabalham na sede da empresa em São Francisco, nos Estados Unidos. A imagem foi compartilhada no perfil do executivo na própria rede social recém-adquirida por ele.
“Acabo de sair da [reunião de] revisão de código na sede do Twitter”, disse Musk. Em outro registro, ele aparece conversando com outros colaboradores.
“A maior quantidade de pessoas que eu já vi no prédio de longe”, respondeu o bilionário a um seguidor mais tarde.
Após ser comprado por Musk, o Twitter vem sofrendo pedidos de demissão em massa. O novo dono do aplicativo, no entanto, disse na última sexta-feira (18) que não está preocupado com a saída de funcionários da plataforma.
A afirmação do empresário foi feita após o final do prazo, na quinta-feira (17), para que os trabalhadores que não concordassem com as novas políticas da empresa a deixassem.
Alguns funcionários do Twitter publicaram um vídeo na rede social no qual fizeram uma contagem regressiva dos últimos momentos como parte da equipe da plataforma.
O dono do Twitter, Elon Musk, disse nesta sexta-feira (18) não estar preocupado com a saída de funcionários da plataforma. Segundo a BBC, os colaboradores foram surpreendidos com fechamento temporário de escritórios. A decisão foi tomada em meio a rumores sobre pedidos de demissão em massa.
“As melhores pessoas vão ficar, então não estou super preocupado”, publicou o bilionário em seu perfil. Além disso, ele também ironizou a situação ao postar memes e frases.
A afirmação do executivo foi feita após o fim do prazo, na quinta-feira (17), para que os funcionários que não estivessem de acordo com as novas políticas da empresa a deixassem. A rede social foi comprada em outubro por Musk.
Segundo a Reuters, centenas de trabalhadores saíram. O Twitter, porém, não divulgou números.
Durante a madrugada, a rede social ficou instável, segundo relatos de usuários registrados na plataforma Downdetector. Os três principais problemas relatados foram a conexão com o servidor, dificuldade de uso do aplicativo e falha no acesso para o site do Twitter.
Os problemas duraram cerca de duas horas e meia, até por volta das 3h desta sexta.
Musk respondeu mensagens de usuários da plataforma que questionavam o suposto fim da rede social. Em uma das postagens ele disse que o Twitter bateu recorde de acessos – sem informar os números.
“Um número recorde de usuários está se conectando para ver se o Twitter está morto, ironicamente tornando-o mais vivo do que nunca.”
O perfil oficial do Instagram no Twitter publicou, ainda de madrugada, uma mensagem sobre o caso. “Para ser sincero, nós amamos o Twitter”.
Ironia e xingamentos
Nesta sexta-feira (18), Musk publicou uma série de frases e memes para ironizar a saída de profissionais do Twitter.
Um deles é referente à suposta “morte do Twitter” – na verdade, trata-se de uma adaptação de um meme do ator Grant Gustin, que interpreta o personagem da DC Comics, Flash, em frente ao túmulo de outro personagem fictício, Oliver Queen, o Arqueiro Verde, também do universo DC.
Musk ainda utilizou outro meme para criticar a sugestão feita por senadores americanos para que a Comissão de Livre Comércio do Senado investigue o Twitter por possíveis danos causados aos consumidores pelas mudanças implementadas por ele.
No meme, dois rinocerontes copulam ao fundo enquanto um fotógrafo aponta a câmera para outra direção, sugerindo que a casa legislativa está mirando no alvo errado.
Ainda na imagem, ele faz menção à corretora de criptomoedas FTX – a empresa entrou com um pedido de recuperação judicial.
“FTX perdendo mais de um bilhão de dólares de fundos de clientes // Senadores pedindo que a Comissão de Livre Comércio investigue o Twitter”.
Por meio de um meme, Musk criticou a possibilidade de a Comissão de Livre Comércio do Senado investigar o Twitter. — Foto: Reprodução
Se o bilionário usou de ironia, pessoas nada satisfeitas com as mudanças feitas por Musk na plataforma decidiram utilizar uma abordagem mais agressiva.
Projeção na sede do Twitter nos EUA chama Musk de ‘bebezão medíocre’ e ‘bilionário inútil’
Uma projeção na sede do Twitter em São Francisco (Estados Unidos) exibiu uma série de xingamentos contra Elon Musk na noite desta quinta-feira (17).
Na exibição, Musk foi chamado de “bebezão medíocre”, “racista mesquinho”, “megalomaníaco”, “bilionário inútil”, entre outros termos. O vídeo, que viralizou nas redes sociais, tem mais de 430 mil curtidas e quase 90 mil retuítes (compartilhamentos).
O movimento crítico foi acompanhado por uma onda de lamentações na plataforma por usuários que usaram a hashtag “#RipTwitter”.
Escritórios vão ficar fechados até segunda, diz BBC
Segundo a BBC, o Twitter enviou um comunicado aos usuários informando que os escritórios da empresa vão ficar fechados temporariamente até segunda-feira (21), mas não explicou se a rede social chegará ao fim. Um dos principais assuntos da rede social é “Morte do Twitter”.
Na quarta-feira (16), o bilionário enviou e-mail aos funcionários da empresa, informando que todos deverão aceitar uma cultura “extremamente dura” no que se refere ao trabalho nos próximos tempos na plataforma ou deixar a companhia. E muitos parecem que decidiram seguir por este caminho.
Os empregados receberam um aviso por e-mail que dizia: “se você tem certeza que quer fazer parte do novo Twitter, por favor clique no botão ‘Sim’ abaixo”. Ao fazer isso, o usuário era redirecionado para um formulário no qual Musk afirma aos funcionários que terá que “trabalhar longas horas em alta intensidade” caso aceitasse ficar.
Em uma enquete na Blind, uma plataforma que verifica o e-mail corporativo dos funcionários e permite que compartilhem informações sem serem identificados, 42% de 180 pessoas escolheram a resposta “escolhi a opção de sair, estou livre!”. Ainda, 25% escolheram ficar “relutantemente” e apenas 7% disseram que vão ficar pois são “hardcore”.
Demissões
O e-mail de Musk chega menos de duas semanas após o bilionário dar início ao processo de demissões que cortou 7,5 mil funcionários da plataforma.
No último dia 10, o bilionário enviou seu primeiro e-mail aos funcionários. No texto, ele instituiu o fim do home office para todos e disse para que se preparem para “tempos difíceis à frente”, segundo a Bloomberg.
O Twitter foi comprado por US$ 44 bilhões após seis meses de negociações bastante conturbadas.
Quem foi demitido recebeu o aviso pelo e-mail pessoal. Os que continuarem na empresa foram notificados pelo e-mail de trabalho.
Para garantir a segurança dos funcionários e dos dados e sistemas da empresa, os escritórios do Twitter foram fechados temporariamente e as credenciais de acesso foram suspensas.
O bilionário está redesenhando a estrutura empresa. Ele sustenta que vai defender a liberdade de expressão na rede social, mas ainda não deu muitos detalhes sobre como fará isso.
Decisão ocorre em meio a rumores sobre onda de pedidos de demissão na empresa.
Twitter — Foto: Divulgação
O Twitter avisou seus funcionários que os escritórios da empresa serão fechados temporariamente — uma medida com efeito imediato.
Em mensagem à qual a BBC teve acesso, os profissionais foram informados que os escritórios da companhia reabririam as portas na segunda-feira (21).
O Twitter não explicou o motivo da medida.
O anúncio ocorre em meio a relatos de que um grande número de funcionários estava se demitindo depois de o novo proprietário da plataforma, o empresário Elon Musk, ter dado um ultimato à equipe para se comprometer a “longas jornadas de alta intensidade” ou deixar a empresa.
A mensagem anunciando o fechamento temporário dos escritórios ainda dizia: “Por favor, continue a cumprir a política da empresa, abstendo-se de discutir informações confidenciais da companhia nas redes sociais, com a imprensa ou em qualquer outro lugar”.
O Twitter não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da BBC.
Nesta semana, Musk disse aos funcionários do Twitter que eles tinham que optar por trabalhar longas horas e “ser extremamente hardcore” ou deixar a empresa.
Em e-mail aos funcionários, o novo proprietário da plataforma afirmou que os profissionais deveriam concordar com a condição se quisessem permanecer na companhia, informou o jornal americano Washington Post.
Eles teriam recebido um prazo até quinta-feira (17) para aceitar ou não os novos termos — aqueles que se recusassem, receberiam uma indenização de três meses de pagamento pela demissão, segundo Musk.
No início deste mês, a empresa afirmou que reduziria cerca de 50% de sua força de trabalho. Mas o anúncio do fechamento temporário dos escritórios do Twitter ocorre em meio a sinais de que um grande número de funcionários se demitiu por não aceitar os novos termos de Musk.
Alguns funcionários tuitaram usando a hashtag #LoveWhereYouWorked (que pode ser traduzida como “ame onde você trabalhou”) e um emoji de saudação para mostrar que estavam deixando a empresa.
Um ex-funcionário do Twitter que preferiu permanecer anônimo disse à BBC:
“Acho que, quando a poeira baixar hoje, provavelmente terão sobrado menos de 2 mil pessoas”.
A mesma fonte acrescentou que todos na sua equipe foram demitidos.
“O gerente da equipe, e o gerente dele foram demitidos. E depois o gerente desse gerente foi demitido. A pessoa acima dele, que era um dos executivos, foi demitida no primeiro dia. Portanto, não sobrou ninguém nessa cadeia de comando.”
Antes de Musk assumir o controle do Twitter, a empresa tinha cerca de 7,5 mil funcionários. Também foi noticiado que a companhia empregava milhares de trabalhadores terceirizados, a maioria dos quais foi dispensada.
Outro funcionário contou que pediu demissão mesmo estando preparado para trabalhar longas horas.
“Eu não queria trabalhar para alguém que nos ameaçou por e-mail várias vezes sobre ‘só tuiteiros excepcionais deveriam trabalhar aqui’, quando eu já estava trabalhando de 60 a 70 horas semanais”, declarou.
Musk, a pessoa mais rica do mundo, virou presidente-executivo do Twitter depois de comprar a empresa no mês passado em um negócio de US$ 44 bilhões (cerca de R$ 238 bilhões).
Em resposta a uma pergunta sobre preocupações com o futuro da empresa, feita após o envio da mensagem anunciando o fechamento dos escritórios, Musk tuitou:
“As melhores pessoas vão ficar, então não estou muito preocupado.”
Em postagens separadas, ele tuitou um emoji de caveira e ossos cruzados e um meme mostrando uma lápide com o logotipo do Twitter.
– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-63675221
A Alphabet, dona do Google, vai pagar cerca de U$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) para resolver uma queixa apresentada por 40 Estados norte-americanos sobre alegações de que a empresa rastreou ilegalmente a localização dos usuários. A informação foi confirmada nesta segunda-feira, 14, pelo gabinete do procurador-geral de Michigan.
Segundo a agência de notícias Reuters, as investigações dos últimos meses descobriram que os aplicativos ligados ao Google continuavam a rastrear informações sobre os usuários, mesmo depois da desativação das funcionalidades.
“Quando os consumidores tomam a decisão de não compartilhar dados de localização em seus dispositivos, eles devem poder confiar que uma empresa não rastreará mais todos os seus movimentos”, afirmou Tom Miller, procurador-geral do Estado de Iowa, nos EUA. “Este acordo deixa claro que as empresas devem ser transparentes na forma como rastreiam os clientes e cumprem as leis de privacidade estaduais e federais.”
Além do pagamento, os procuradores-gerais determinaram que o Google deverá ser mais transparente com o rastreamento de dados a partir de 2023. Os Estados do Texas, Indiana, Washington e o Distrito de Columbia processaram a empresa em janeiro, pelo que chamaram de “práticas enganosas”, que invadem a privacidade dos usuários.
Em defesa, o porta-voz do Google, Jose Castaneda, alegou que a empresa de tecnologia realizou melhorias nos últimos anos. “Resolvemos essa investigação baseada em políticas de produtos desatualizadas que alteramos anos atrás, disse.
‘Vou olhar isso’, escreveu empresário na rede social
O empresário Elon Musk disse que vai analisar os casos de censuras prévias impostas contra brasileiros por decisão dos gerenciadores do Twitter. Ele é o novo controlador da plataforma. Assumido na noite do domingo, 6, o compromisso veio em resposta a questionamentos realizados por usuários do Brasil na rede social.
“Vou olhar isso”, disse o empresário, depois de ler as mensagens. Inicialmente, o bilionário fez uma postagem afirmando que o poder é do povo.
Allan dos Santos, Daniel Silveira, Ludmilla Lins, Nikolas Ferreira, Oswaldo Eustáquio, Latino, Zezé di Camargo, Luciano Hang, Sara Winter, Marisa Lobo, Marcos Cintra, Coronel Tadeu, Carla Zambelli, André Valadão, Major Vitor Hugo, Gustavo Geyer, Bob Jeff, Canal Hipócritas (…)
Ao ver a mensagem, a jornalista Fernanda Salles, da Gazeta do Povo, citou o nome de diversos brasileiros que tiveram perfis censurados em redes sociais. Na lista, estão empresários, jornalistas, políticos e até cantores.
Josiano Padovani, outro usuário da rede social, também se manifestou na postagem de Musk no Twitter. Ele comentou que a plataforma “vem impondo uma censura ideológica draconiana ao direito de liberdade de expressão do povo brasileiro” e desafiou o novo dono da rede social a levantar-se contra a censura.
Hey @elonmusk,your company has been imposing a draconian ideological censorship of the Brazilian people's right to free speech. We are at a critical moment in our history! Wtf is going on?We thought you bought Twitter exactly for this reason! Rise and lift against censorship NOW!
Ao deparar com a sequência de respostas, ele questionou Padovani. “A que censura você se refere?”, escreveu.
A essa altura, Paulo Figueiredo, comentarista político brasileiro, entrou no debate. Ele disse que a plataforma impôs uma censura própria espontaneamente.
Of course, Twitter needs to obey Brazilian "court" decisions. But the company has gone above and beyond, spontaneously imposing its own censorship, even stricter than that of our flawed courts. Your moderators are currently being more dictatorial than our own courts!
“É claro que o Twitter precisa obedecer às decisões do ‘Tribunal’ brasileiro”, escreveu Figueiredo. “Mas a empresa foi além, impondo espontaneamente sua própria censura, ainda mais rigorosa do que a de nossos Tribunais falhos. Seus moderadores estão sendo mais ditatoriais do que nossos próprios Tribunais!”
Uma lei federal restringe grandes empresas de realizarem demissões em massa sem aviso prévio de pelo menos 60 dias
O Twitter foi processado pelo plano de Elon Musk de eliminar cerca de 3.700 empregosda plataforma de mídia social. Trabalhadores alegam que a empresa não cumpriu os requisitos de aviso prévio, violando leis federais e da Califórnia.
Uma ação coletiva foi protocolada na quinta-feira no tribunal federal de San Francisco.
O Twitter pretende começar os cortes na sexta-feira, disse a empresa em um e-mail aos funcionários. Musk planeja se livrar de metade da força de trabalho, cumprindo planos de cortar custos na plataforma que adquiriu por US$ 44 bilhões no mês passado, disseram pessoas com conhecimento do assunto.
Uma lei federal restringe grandes empresas de realizarem demissões em massa sem aviso prévio de pelo menos 60 dias.
O Twitter não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
O processo pede que o tribunal emita uma ordem exigindo que o Twitter obedeça à regra de aviso prévio e impeça a empresa de solicitar que funcionários assinem documentos em que poderiam abrir mão do direito de participar de litígio judicial.
“Entramos com esta ação hoje à noite na tentativa de garantir que os funcionários estejam cientes de que não devem abrir mão de seus direitos e que têm um caminho para perseguir seus direitos”, disse Shannon Liss-Riordan, advogada que apresentou a queixa quinta-feira, em entrevista.
Liss-Riordan processou a Tesla por reivindicações semelhantes em junho, quando a fabricante de carros elétricos liderada por Musk demitiu cerca de 10% de sua força de trabalho.
A Tesla ganhou uma decisão de um juiz federal em Austin forçando os trabalhadores nesse caso a buscar suas reivindicações em arbitragem a portas fechadas, em vez de em tribunal aberto.
Musk ordenou times de engenharia a criar plataforma de assinaturas para quem quiser ser verificado
Elon Musk já começou a dar seus primeiros sinais de comando no Twitter, depois de oficializar a compra da plataforma por US$ 44 bilhões. De acordo com documentos internos vistos pelo site americano The Verge, Musk quer cobrar para que os usuários sejam verificados na rede social. O plano é estimado em US$ 20 mensais (cerca de R$ 106) e daria um selo automático para as contas assinantes.
Ainda, segundo o The Verge, o sistema de assinaturas teria sido um ultimato para a equipe de engenharia: funcionários teriam até o 7 de novembro para criar a solução e colocar o serviço no ar ou seriam demitidos.
A intenção seria substituir o Twitter Blue, plano que existe em alguns países no valor de US$ 5. Na assinatura atual, os usuários têm acesso a ferramentas exclusivas como a ferramenta de cancelar tuítes para corrigir informações, acesso a artigos de sites sem publicidade e a possibilidade de customizar a barra de navegação da plataforma.
Também há a indicação, segundo o site americano, que o novo plano de assinaturas abra caminho para que todos os usuários verificados tenham que pagar para manter o selinho azul ao lado do nome, mesmo quem já tem a certificação anterior à compra da plataforma. Para quem já tem a “marquinha” azul, o prazo para assinar o serviço seria de 90 dias. Após esse período, o selo será removido.
The whole verification process is being revamped right now— Elon Musk (@elonmusk) October 30, 2022
Com isso, a verificação se tornaria quase um “aluguel” no site — caso o usuário receba o selo mas deixe de assinar o serviço, a certificação seria revogada automaticamente. Procurado pelo The Verge, o Twitter não quis comentar.
Musk concretizou o acordo de compra do Twitter na última quinta-feira, 27, depois de indicar a aquisição no início de outubro. O empresário enfrentaria julgamento na Corte de Delaware a partir do dia 17 deste mês caso não encerrasse a negociação. Especialistas afirmaram que, caso Musk e Twitter fossem à justiça, as chances de vitória do bilionário eram pequenas.
Magnata concluiu a compra da plataforma nesta quinta-feira
Concluída a aquisição do Twitter por Elon Musk, o magnata já iniciou mudanças nos cargos mais altos da empresa ao demitir o CEO, Parag Agrawal, o CFO, Ned Segal, e Vijaya Gadde, chefe do Departamento Jurídico, Políticas e Confiabilidade. Vijaya Gadde, inclusive, foi o responsável pelo banimento definitivo do ex-presidente Donald Trump da plataforma, logo após o episódio da invasão ao Capitólio.
Na decisão, no ano passado, Gadde citou “risco de mais incitação à violência”.
Por causa da aquisição de Musk, negociações de ações do Twitter nas bolsas de Nova Iorque foram suspensas, informa o documento publicado na Securities and Exchange Comission (SEC, equivalente à CVM nos Estados Unidos). O documento ainda diz que a Bolsa de Valores de Nova Iorque notificou sua intenção à SEC de deslistar a ação da companhia no dia 8 de novembro.
Com a compra por Elon Musk, o Twitter se tornará uma empresa de capital fechado.
O CEO da Tesla, Elon Musk, demitiu vários altos executivos do Twitter depois de assumir oficialmente o controle da empresa na noite de quinta-feira, de acordo com vários relatórios.
David Faber, da CNBC, informou na noite de quinta-feira que o CEO do Twitter, Parag Agrawal, e o CFO Ned Segal “deixaram” a sede do Twitter e “não retornarão quando a era Musk começar”.
Pessoas familiarizadas com o assunto disseram ao The Washington Post que a mudança ocorreu após o fechamento do acordo de US$ 44 bilhões de Musk para a aquisição da empresa.
Eles disseram ao veículo que Agrawal e Segal , assim como Vijaya Gadde, chefe de política legal, confiança e segurança, foram retirados do prédio após serem demitidos.
O titã da tecnologia fez sua primeira oferta de US$ 44 bilhões para adquirir a plataforma de mídia social em abril, depois procurou desistir do acordo semanas depois devido a preocupações com seu volume de contas falsas e spam. O Twitter acabou processando Musk por violar o acordo original, enquanto Musk rebateu, alegando fraude.
Os dois lados estavam programados para se reunir em um tribunal de Delaware no início deste mês para resolver a disputa antes que Musk reenvie sua oferta original de US$ 44 bilhões, sem explicação. Musk não foi encontrado para comentar. Em um comunicado, o Twitter disse que planejava fechar o acordo com Musk pelo preço original acordado.
O acordo promete reformular um importante fórum para discurso online pouco antes da eleição de 8 de novembro. Musk, desde o início de sua oferta pública de aquisição, esboçou uma visão para o Twitter que inclui mais liberdade de expressão.
“Queremos ter a percepção e a realidade de que o discurso é o mais livre possível”, disse ele em uma conferência em abril.
No mês seguinte, Musk disse que reverteria a proibição permanente de Donald Trump da plataforma . O ex-presidente já havia declarado que não retornaria à plataforma e permaneceria em sua rede Truth Social.
Na quinta-feira, Musk escreveu uma mensagem destinada a tranquilizar os anunciantes de que os serviços de mensagens sociais não se transformariam em “um inferno livre para todos, onde qualquer coisa pode ser dita sem consequências!”
“A razão pela qual adquiri o Twitter é porque é importante para o futuro da civilização ter uma praça digital comum, onde uma ampla gama de crenças possa ser debatida de maneira saudável, sem recorrer à violência”, disse Musk na mensagem. “Atualmente, existe um grande perigo de que as mídias sociais se fragmentem em câmaras de eco de extrema direita e extrema esquerda que geram mais ódio e dividem nossa sociedade.”
Musk chegou à sede do Twitter no início desta semana carregando uma pia e escreveu: “Entrando na sede do Twitter— O objetivo era fazer um trocadilho com a expressão “let that sink in”, indicando que as pessoas devem aceitar a situação — neste caso, a compra da rede social por ele.