Nesta quinta-feira (2), o Banco Central concedeu autorização ao WhatsApp para oferecer aos usuários a opção de realizar pagamentos com cartões de crédito, débito e pré-pago. Com essa novidade, será possível realizar pagamentos dentro do aplicativo para empresas cadastradas no serviço.
Entretanto, a funcionalidade não estará imediatamente disponível para todos os usuários. O WhatsApp deverá comunicar a implementação do recurso com, no mínimo, 30 dias de antecedência a todos os seus parceiros, respeitando os “princípios regulatórios relacionados aos aspectos concorrenciais e de não discriminação”, segundo o BC.
Anteriormente, o Banco Central havia barrado o lançamento dessa versão do recurso, impedindo as parceiras Mastercard e Visa de disponibilizá-lo no WhatsApp. Até então, o aplicativo só permitia transferências entre pessoas físicas.
A decisão do BC foi celebrada por Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta, controladora do WhatsApp, que escreveu em seu perfil no Instagram que as pessoas poderão pagar pequenas empresas diretamente no aplicativo. O chefe do WhatsApp para a América Latina, Guilherme Horn, anunciou que o pagamento de produtos e serviços em uma conversa usando cartões Mastercard e Visa será liberado em breve.
Já se perguntou se alguém está bisbilhotando suas conversas privadas no WhatsApp? Essa dúvida pode ser respondida mais facilmente do que você imagina. Especialistas reuniram sete maneiras de descobrir se suas conversas foram violadas, já que os smartphones modernos permitem o controle de muitas atividades no dispositivo.
Uma das configurações possíveis em um celular é ter acesso ao tempo de uso da tela. Além de analisar o tempo geral, é possível ver em qual aplicativo foi usado e por quanto tempo. Dessa forma, é possível perceber se alguém bisbilhotou qualquer aplicativo. Por exemplo, se o WhatsApp foi usado por uma hora enquanto você ainda estava dormindo.
Caso você receba notificações de uso de dados mais cedo do que o normal no mês, isso pode ser um indício de uso sem o seu conhecimento. Se esse tipo de aviso sobre seu limite de dados aparecer e você não reconhecer o uso, alguém pode estar realizando uma espionagem bastante séria.
Se o seu bisbilhoteiro for descuidado, é possível analisar o histórico de internet, que apesar de ser fácil de limpar, pode ser esquecido. A partir do histórico de navegação do celular, é possível descobrir o responsável pela espionagem.
Outra maneira óbvia de revelar que alguém está mexendo no seu telefone é por meio de mensagens exibidas como lidas, mas que você mesmo não clicou nelas. O WhatsApp é um dos aplicativos que mostram de forma clara quando uma mensagem foi lida. Esta é uma forma infalível de capturar espiões, já que para examinar mensagens é necessário abrir algumas ainda não lidas, e não há uma forma de desler alguma delas.
É possível que um espião tenha uma conversa inteira usando o dispositivo e depois a exclua, deixando você sem saber. Mas caso você receba mensagens de texto estranhas ou ofensivas, podem ser respostas para essa conversa excluída e mais provas de jogo sujo.
Outra alternativa é verificar o carrossel de aplicativos, que provavelmente será esquecido por um bisbilhoteiro habilidoso, que se lembraria de excluir o histórico da Internet ou qualquer bate-papo que tenha tido. Em um iPhone, você pode acessar o recurso deslizando de baixo para cima e segurando o dedo no centro da tela. Dessa forma, o carrossel mostrará quais aplicativos foram usados recentemente e em qual ordem. Para que isso seja eficaz, é importante que você saiba qual aplicativo usou na última vez que você o desligou.
Caso a desconfiança seja muito grande, você também pode ficar de olho na duração da bateria. Essa é uma maneira bem direta de verificar se alguém está utilizando o seu celular. Uma bateria esgotando rapidamente sem que você use o dispositivo pode ser um sinal. Apesar disso, não é uma prova conclusiva, já que pode significar apenas um desgaste da bateria.
Os usuários do aplicativo Meu Correios precisam atualizar a senha. Uma falha técnica nesta semana permitiu o acesso indevido aos números de telefones vinculados aos números do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) dos clientes.
Em nota, os Correios informaram que resolveram o problema e comunicou o incidente à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Mesmo assim, orienta a atualização das senhas por prevenção.
“Tão logo a situação foi identificada, foi realizada a comunicação à Autoridade Nacional de Proteção de Dados – ANPD e novas medidas de segurança foram adotadas para assegurar a privacidade dos dados pessoais no referido aplicativo. De forma preventiva, os clientes que utilizam o aplicativo foram orientados a atualizarem as senhas de acesso”, destacou o comunicado.
A estatal não informou o número de usuários atingidos nem a brecha técnica que levou à exposição dos dados. Os Correios afirmaram apenas que outros aplicativos da empresa, como Portal Correios, Rastreamento, Busca Cep, Busca Agência e Pré-Postagem, não foram afetados e estão funcionando normalmente.
“Os Correios reafirmam o compromisso em garantir a confiabilidade de seus canais digitais e a segurança das informações, para promover a melhor experiência aos clientes e ao comércio eletrônico nacional e internacional”, destaca a nota.
A empresa informou ter colocado à disposição os canais oficiais de atendimento para tirar dúvidas. Os clientes podem ligar para os telefones 3003-0100(capitais e regiões metropolitanas), 0800-725-0100(para todo o Brasil) ou entrar no site www.correios.com.br e conversar pelo chat ou pelo canal Fale Conosco.
As big techs deram início a onda de demissões de colaboradores no Brasil. De acordo com a informação publicada no site Layoffs Brasil, cerca de 170 pessoas foram demitidas pelo Google e Yahoo entre a quinta e sexta-feira, 10.
Só o Google, que anunciou no mês passado a demissão de 12 mil pessoas globalmente, equivalente a 6% da sua força de trabalho, demitiu 90 colaboradores no Brasil. Segundo o Layoffs Brasil, dentre as equipes mais afetadas está a da computação em nuvem. Esta foi a segunda rodada de demissões do Google no Brasil em 12 meses.
Já o Yahoo está dispensando 20% da sua força global de trabalho — sendo 80 no Brasil. A empresa encerrou a área de publicidade e negócios. As dispensas acontecem em um momento de queda nas receitas publicitárias, com a economia americana ameaçada de entrar em recessão.
No mês passado, a Amazon já tinha anunciado a demissão de 18 mil pessoas globalmente, também com reflexos no Brasil. A Microsoft demitiu 10 mil pessoas pelo mundo, enquanto a Meta, dona do Facebook e do Instagram, desligou 11 mil no final do ano passado e não descarta novos cortes este ano.
Empresa anunciou uma série de novos recursos para o Status. Novidades estarão disponíveis para todo mundo ‘nas próximas semanas’.
‘Status’ do WhatsApp ganha áudio, reações com emojis e recurso de privacidade — Foto: Divulgação/WhatsApp
O WhatsApp anunciou nesta terça-feira (7) um pacote de novos recursos para quem usa o Status. Nas próximas semanas, os usuários poderão reagir com emojis, postar áudios, selecionar quem pode visualizar o Status, entre outras novidades.
Confira todas elas a seguir:
🎤 Status de voz: permite compartilhar áudio de até 30 minutos com familiares e amigos. “O status de voz pode ser usado para enviar atualizações mais pessoais, especialmente se você se sente mais confortável falando do que escrevendo”, disse a empresa.
😍 Reações: assim como no Instagram, ao deslizar o dedo para cima, o usuário poderá reagir com uma das oito figurinhas disponíveis: 😍😂😮😢🙏👏🎉💯. A empresa lembra que os usuários “ainda podem responder a um status com texto, mensagem de voz, figurinha e outros recursos.
🔒 Privacidade: a pessoa pode atualizar as configurações do recurso e definir quem pode visualizar cada Status que postar. Será possível definir: “meus contatos”, “meus contatos, exceto…” ou “Compartilhar somente com…”
🔗 Prévias de links: ao publicar o link de uma matéria no Status, você terá uma prévia visual do conteúdo.
🟢 Círculo de status: a partir de agora, você pode visualizar status diretamente na lista de conversas. “O círculo será exibido em volta da foto do perfil do seu contato sempre que essa pessoa compartilhar uma atualização de status”. Esse recurso já está disponível para algumas pessoas.
Por que não aparece para mim?
O WhatsApp costuma liberar novos recursos aos poucos e, por isso, é possível que as novidades não estejam disponíveis para você assim que são anunciadas.
Uma boa prática para receber novos recursos é manter o aplicativo atualizado. Isso não garante que as mudanças aparecerão mais rapidamente, e sim que você terá uma versão mais recente, que está apta a receber a nova funcionalidade.
Veja como atualizar o WhatsApp:
Acesse a Play Store (Android) ou App Store (Apple) e busque por “WhatsApp”;
Na página do aplicativo, veja se há um botão com o título “Atualizar”;
Clique em “Atualizar” e aguarde o download;
O aplicativo vai reiniciar e estará atualizado.
Importante: se em vez de “Atualizar”, o botão estiver com a mensagem “Abrir”, o aplicativo já está na versão mais recente disponível.
Durante a maior parte de 15 anos, o Google parecia uma força imparável, impulsionada pela força de seu mecanismo de busca online e negócios de publicidade digital. Mas ambos agora parecem cada vez mais vulneráveis.
Nesta semana, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou o Google de administrar um monopólio ilegal em seu negócio de publicidade online e pediu que partes dele fossem desmembradas. O caso ocorre alguns anos depois que o governo Trump entrou com uma ação semelhante contra o domínio da gigante da tecnologia em buscas.
O Google disse que o Departamento de Justiça está “reforçando um argumento falho” e que o processo mais recente “tenta escolher vencedores e perdedores no altamente competitivo setor de tecnologia de publicidade”. A informação é da CNN Brasil.
Se forem bem-sucedidos, no entanto, ambos os casos de grande sucesso podem derrubar um modelo de negócios que tornou o Google a empresa de publicidade mais poderosa da internet. Seria a vitória antitruste mais significativa contra uma gigante da tecnologia desde o caso do governo dos EUA com a Microsoft há mais de 20 anos.
Mas, embora os processos estejam no centro da máquina de receita do Google, eles podem levar anos para se desenrolar. Enquanto isso, duas outras questões espinhosas estão prestes a determinar o futuro do Google em um período de tempo potencialmente mais curto: a ascensão da inteligência artificial generativa e o que parece ser um declínio acelerado na participação de mercado de anúncios online do Google.
Poucos dias antes do processo do DOJ, o Google anunciou planos de demitir 12 mil funcionários em meio a uma desaceleração dramática no crescimento de sua receita e enquanto trabalha para reorientar seus esforços parcialmente em torno da IA.
Uma nova ameaça para pesquisar
Google há muito tempo é sinônimo de buscas online; foi uma das primeiras empresas de tecnologia moderna cujo nome se tornaria um verbo. Mas uma nova ameaça surgiu no final do ano passado, quando a OpenAI, uma empresa de pesquisa de inteligência artificial, lançou publicamente uma nova ferramenta viral de chatbot de IA chamada ChatGPT.
Os usuários do ChatGPT demonstraram a capacidade do bot de criar poesia, redigir documentos legais, escrever códigos e explicar ideias complexas, com pouco mais do que atender a um simples comando do usuário.
Treinado em uma vasta quantidade de dados online, o ChatGPT pode gerar respostas longas para perguntas abertas, embora seja suscetível a alguns erros, ou responder a perguntas simples – “Quem foi o 25º presidente dos Estados Unidos?” – que antes era necessário percorrer os resultados de pesquisa no Google para encontrar.
O ChatGPT é treinado em grandes quantidades de dados e usa isso para gerar respostas aos comandos do usuário.
Embora a tecnologia subjacente do ChatGPT já exista há algum tempo, o fato de que qualquer um pode criar uma conta e experimentar a ferramenta gerou muito entusiasmo pela IA generativa e tornou o potencial da tecnologia instantaneamente compreensível para milhões de uma forma que antes era apenas abstrata.
Também teria levado a administração do Google a declarar uma situação de “código vermelho” para seu negócio de busca.
“O Google pode estar a apenas um ou dois anos da disrupção total. A IA eliminará a página de resultados do mecanismo de pesquisa, que é onde eles ganham a maior parte de seu dinheiro”, tuitou Paul Buchheit, um dos criadores do Gmail, no ano passado. “Mesmo que eles alcancem a IA, eles não podem implantá-la totalmente sem destruir a parte mais valiosa de seus negócios!”
Segundo o argumento, se mais usuários começarem a confiar na IA para suas necessidades de informação, isso poderá minar a publicidade de busca do Google, que faz parte de um segmento de negócios de US$ 149 bilhões da empresa. A cobertura da mídia sobre o ChatGPT dobrou nesse ponto, com alguns veículos colocando o ChatGPT contra o Google em testes frente a frente.
Não necessariamente um cenário de pesadelo
Existem algumas razões para duvidar que esse cenário de pesadelo possa acontecer para o Google.
Por um lado, o Google opera em uma escala muito diferente. Em novembro, o site do Google recebeu mais de 86 bilhões de visitas, ante menos de 300 milhões do ChatGPT, segundo o site de análise de tráfego SimilarWeb. O ChatGPT foi lançado publicamente no final de novembro.
Por outro lado, mesmo em um mundo onde o Google fornece respostas específicas geradas por IA às buscas do usuário, ele ainda pode analisar as consultas para fornecer publicidade de pesquisa, assim como faz hoje.
O Google tem seus próprios investimentos em inteligência artificial altamente sofisticada. Um de seus programas de bate-papo orientados por IA, o LaMDA, até se tornou um ponto de conflito no ano passado, depois que um engenheiro da empresa alegou que havia alcançado a sensibilidade. O Google contestou a reclamação e demitiu o engenheiro por violação da política da empresa.
O CEO da companhia, Sundar Pichai, disse aos funcionários que, embora o Google tenha recursos semelhantes ao ChatGPT, a empresa ainda não se comprometeu a fornecer respostas de pesquisa geradas por IA devido ao risco de fornecer informações imprecisas, o que pode ser prejudicial para o Google a longo prazo.
A postura da empresa destaca sua incrível influência, como o mecanismo de busca mais confiável do mundo, e um dos principais problemas da IA generativa: devido ao design de caixa preta da tecnologia, é virtualmente impossível descobrir como a tecnologia chegou a um resultado específico.
Para muitas pessoas, e por muitos anos, ser capaz de avaliar diferentes fontes de informação por conta própria pode superar a conveniência de receber uma única resposta.
Uma máquina de vendas de anúncios sob pressão
Tudo isso ocorreu no contexto do que parece ser um declínio prolongado e plurianual na participação de mercado de publicidade online do Google. Sua posição em publicidade digital atingiu o pico em 2017 com 34,7% do mercado dos EUA, de acordo com estimativas de terceiros da indústria, e está a caminho de responder por 28,8% este ano.
O Google não é o único gigante da publicidade a experimentar essa tendência. Fatores pontuais como a pandemia e a guerra na Ucrânia, bem como o medo de uma recessão iminente, afetaram amplamente o setor de publicidade online.
Outros, como a Meta, dona do Facebook, têm sido particularmente suscetíveis a mudanças sistêmicas, como as atualizações de privacidade de aplicativos da Apple, que restringem a quantidade de informações que os profissionais de marketing podem acessar sobre os usuários do iOS.
Mas o declínio também ocorre quando o Google enfrenta uma nova concorrência no mercado. Rivais como Amazon, TikTok e até Apple atraem uma fatia crescente do bolo de publicidade digital.
Seja qual for a causa, o negócio de publicidade do Google, que ainda é enorme, parece enfrentar crescentes ventos contrários. E esses ventos contrários podem ser exacerbados se algumas das previsões sobre IA generativa acontecerem ou se os processos do Departamento de Justiça enfraquecerem o controle do Google sobre a publicidade digital.
Como parte do caso, o governo dos EUA pediu a um tribunal federal que cancelasse duas aquisições que supostamente ajudaram a consolidar o monopólio do Google em publicidade.
O desmantelamento da máquina de anúncios totalmente integrada do Google restaurará a concorrência e tornará mais difícil para a big tech extrair lucros de monopólio, segundo o governo dos EUA.
Este e outros processos antitruste – embora ameaçadores por si só – simplesmente aumentam a pressão sobre o dilema mais amplo que o Google enfrenta ao enfrentar uma nova era de mudanças tecnológicas potencialmente tumultuadas.
Ferramenta de inteligência artificial pode facilitar plágios e cópias sem reflexão. Por outro lado, é capaz de poupar tempo, resumir assuntos estudados e revisar o que foi aprendido em aula.
Uso do ChatGPT na educação tem vantagens e desvantagens; saiba quais — Foto: g1
O ChatGPT, novo sistema de inteligência artificial, está sendo tratado como “vilão” por escolas no exterior: nos Estados Unidos e na Europa, colégios bloquearam o acesso ao robô, temendo que os alunos trapaceiem nas provas e passem a apenas copiar e colar os textos escritos automaticamente pela ferramenta.
Mas, afinal, vale a pena comprar essa briga nas salas de aula? Segundo especialistas ouvidos pelo g1,lutar contra o robozinho é perda de tempo.
“Não vai adiantar proibir, é o cenário para o futuro. Primeiro, precisamos conhecer o ChatGPT e entender que ele não é um oráculo: tem limitações e pontos positivos. A partir disso, vamos adaptar a forma de ensinar e de avaliar [as turmas]”, explica Diogo Cortiz, professor de tecnologia da PUC-SP.
Para quem ainda não sabe como funciona o ChatGPT, aqui vai uma explicação simplificada: a partir de um vasto material disponível na internet, o site (por enquanto, gratuito) responde a qualquer pergunta que o usuário digitar (desde “o que é Revolução Gloriosa?” até “Deus existe?”). Mas, atenção: o próprio sistema admite que tem limitações e que pode fornecer dados imprecisos, incompletos e desatualizados.
Abaixo, conheça as vantagens e desvantagens de usar essa ferramenta na educação:
🔴Desvantagens (e como superá-las)
🔍 Dificuldade de detectar plágios e de avaliar alunos
Se, ao fazer um trabalho da faculdade, o estudante copiar e colar um trecho da Wikipedia, softwares antiplágio identificarão exatamente o parágrafo transcrito.
Mas esse “flagra” não acontece com o ChatGPT, porque o robozinho é mais esperto. Ele usa uma infinidade de textos disponíveis na internet para redigir uma resposta “com as próprias palavras”, sem, em geral, citar as fontes. Ou seja: o risco de trabalhos acadêmicos serem plagiados aumenta.
Na FGV Direito Rio, por exemplo, o professor Luca Ili deixará de testar os conhecimentos dos alunos por meio de redações.
“O ChatGPT faria o texto em 5 minutos. Vou passar a pedir que [as turmas] respondam as perguntas oralmente ou façam apresentações em sala de aula”, conta.
Não é só uma questão de nota. Se a maioria dos alunos só tirar notas boas “artificialmente”, por meio do robô, os professores não conseguirão detectar as dificuldades que precisam ser sanadas ao longo do semestre.
💡 Possível solução: repensar a forma de avaliar os estudantes (trocar as provas no computador por formulação de projetos ou apresentações orais).
🤔Opiniões rasas e desestímulo ao pensamento crítico
Se o estudante fizer ao ChatGPT qualquer questão que envolva opiniões, receberá uma resposta rasa. Sim, o robô é bem “ensaboado”.
“A tecnologia ainda não conseguiu replicar a inteligência humana. Em conteúdos que vão além do factual e que exijam a própria versão de algo, [a ferramenta] vai até responder, mas de forma básica e pouco convincente”, explica o professor Ili.
⬇ Veja abaixo um exemplo do que ele escreveria sobre aborto. Se o aluno apenas copiar a resposta, perderá a oportunidade de desenvolver o pensamento crítico.
Exemplo de dúvida sobre aborto no ChatGPT — Foto: Reprodução
💡 Possível solução: estimular os alunos a usarem o ChatGPT apenas como um ponto de partida para a discussão, em vez de limitarem-se às respostas rasas dele.
🤦♀️Imprecisão de respostas
Martin Oyanguren, vice-presidente do Educacional (ecossistema de tecnologia e inovação), afirma que o ChatGPT “pode fornecer respostas incompletas ou incorretas, especialmente se as perguntas forem mal formuladas ou se as informações na base de conhecimento estiverem desatualizadas”.
O próprio robô tem “consciência” de suas limitações: no painel principal, há um aviso de que os dados podem estar errados ou ultrapassados (especialmente se o assunto for recente, de 2021 até agora).
“Será importantíssimo por parte do professor e do aluno garantir a curadoria do conteúdo”, diz Oyanguren.
Olhe só um exemplo de resposta incompleta: o ChatGPT não menciona o nome de Santos Dumont na discussão (polêmica) de quem inventou o avião. Ele é categórico ao afirmar que foram os irmãos Wright. ⬇
Resposta do ChatGPT sobre a invenção do avião não menciona Santos Dumont — Foto: Reprodução
💡 Possível solução: Propor debates em grupo e “correções” a partir de respostas dadas pelo ChatGPT.
🎨Falta de estímulo à criatividade e à pesquisa
Se o aluno parar de se esforçar para solucionar problemas e deixar de pesquisar novas fontes de informação, não exercitará sua criatividade.
Carlos Neves, professor do curso de sistemas de informações da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), conta que fez uma brincadeira: pediu para o ChatGPT criar um roteiro de propaganda de cerveja.
“O sistema criou algo genérico, que tiraria um 3 ou 4 na nota. Mas dá para o aluno usar aquilo como ponto de partida, se não souber por onde começar”, diz.
💡 Possível solução: Professores explicarem que a ferramenta é útil para dar ideias iniciais, mas não para criar um material inédito.
💬 Novas formas de interagir com a informação
O ChatGPT pode ser interessante para que o aluno e os professores interajam de forma diferente com o conteúdo ensinado.
“Serve como um suporte. Por exemplo: para testar os próprios conhecimentos, você consegue pedir para a ferramenta gerar perguntas sobre um assunto. É um treino personalizado muito bacana”, diz Neves, da ESPM.
Exemplo de perguntas geradas pelo ChatGPT — Foto: Reprodução
Oyanguren dá outro exemplo: o sistema é útil para “gerar tutoriais interativos que permitem aos alunos aprenderem de forma mais independente”.
🩺Desenvolvimento de habilidades de análise
Henrique Braga, coordenador do ensino médio do Sistema Anglo, explica que o ChatGPT pode ser uma oportunidade para os estudantes exercitarem a capacidade de raciocínio analítico.
“Se o aluno estiver diante de uma questão proposta pelo professor ou extraída de um vestibular/concurso público, pode ser interessante elaborar [primeiramente] sua própria resposta e, depois, comparar com a oferecida pelo robô”, diz.
“Qual ficou mais adequada? É possível melhorar? Esse tipo de reflexão na construção de conhecimento estimula o desenvolvimento de habilidades complexas, como análise e avaliação.”
O ChatGPT pode ajudar alunos e professores a pouparem o tempo que gastariam com tarefas repetitivas e mecânicas, para que se dediquem a trabalhos mais criativos, explica Luca Ili, da FGV.
👅Treino em idiomas estrangeiros
O mecanismo de conversação do robozinho também é um bom apoio para treinar idiomas estrangeiros:
ChatGPT escreve em idiomas estrangeiros — Foto: Reprodução
📱 Aprendizado sobre ética digital
O aluno pode usar o ChatGPT de forma desonesta ou pouco crítica? Sim, há esses riscos. Mas não será a primeira vez que uma nova tecnologia terá um “lado ruim”.
“A existência de um robô que traz prontas todas as respostas gera ótimas oportunidades para exercitar uma relação ética com as tecnologias digitais na escola”, afirma Henrique Braga.
A competência 5 da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) — documento com o que deve ser ensinado nas escolas — diz que, ao terminar a educação básica, o estudante precisa saber “compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais”.
Instalação de antenas deve ser autorizada por lei municipal
As operadoras de telefonia móvel enfrentam um entrave para a expansão do sinal 5G para as cidades de médio porte. Segundo levantamento da Conexis Brasil Digital, que reúne as empresas de telecomunicações e de conectividade, dez dos 26 municípios com mais de 500 mil habitantes não têm leis específicas para a instalação de antenas e demais infraestruturas necessárias para a nova tecnologia.
O levantamento não considera as capitais, que já têm 5G desde o segundo semestre do ano passado. Apenas as cidades de regiões metropolitanas ou do interior incluídas na nova etapa de expansão do sinal foram incluídas.
As cidades que precisam adequar a legislação para receber a tecnologia são Ananindeua (PA), Aparecida de Goiânia (GO), Belford Roxo (RJ), Campinas (SP), Guarulhos (SP), Nova Iguaçu (RJ), Osasco (SP), São Bernardo do Campo (SP), Serra (ES) e Vila Velha (ES).
Pelo edital da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o sinal 5G deve estar instalado nas cidades com mais de 500 mil moradores até julho de 2025, com uma antena para cada 10 mil pessoas. A agência reguladora já autorizou a ativação comercial da frequência de 3,5 giga-hertz (GHz) nas 26 cidades. No entanto, a adoção da tecnologia também depende das leis locais.
Ajuste parcial
Segundo o levantamento, 12 municípios com mais de meio milhão de habitantes têm leis específicas sobre o tema, mas precisam adequar a legislação local à Lei Geral de Antenas e a práticas de licenciamento que forneçam segurança jurídica.
Essa lista é composta por Caxias do Sul (RS), Contagem (MG), Duque de Caxias (RJ), Feira de Santana (BA), Jaboatão dos Guararapes (PE), Juiz de Fora (MG), Londrina (PR), Niterói (RJ), Ribeirão Preto (SP), Santo André (SP), São Gonçalo (RJ) e Sorocaba (SP).
Nesses locais, assim como ocorre em algumas capitais que ainda não adaptaram a legislação, a tecnologia 5G pode ser instalada, mas a expansão do sinal e a cobertura em determinados bairros ficam comprometidas.
Apenas quatro das 26 cidades com mais de 500 mil moradores, segundo a Conexis Brasil, têm legislações e processos burocráticos municipais que tornam o ambiente favorável para a chegada do 5G. Os municípios são Campos dos Goytacazes (RJ), Joinville (SC), São José dos Campos (SP) e Uberlândia (MG).
Segundo a entidade, que gerencia o projeto Conecte 5G, a existência de leis municipais que facilitem a instalação de antenas, com regras claras e licenciamento ágil, resulta na atração de investimentos, ao oferecer mais segurança jurídica para as operadoras. Diferentemente das tecnologias 3G e 4G, o sinal 5G não exige a instalação de torres, com as antenas podendo ser instaladas no topo de prédios e interferindo pouco na paisagem urbana.
Após ser assumida por Elon Musk, empresa começou a cortar gastos
Foto: Reprodução/Twitter
O Twitter está sendo acusada de não pagar o aluguel de sua sede em Londres e foi processado pela Crown Estate, órgão que administra os bens da monarquia britânica.
Um representante do Crown Estate afirmou nesta terça-feira (24) ter entrado em contato com o Twitter e está em negociações com a empresa, comprada em outubro pelo bilionário Elon Musk por US$ 44 bilhões.
Em Londres, a sede do Twitter está localizada perto de Picadilly Circus desde 2014, em um complexo chamado Air W1, propriedade da família real britânica.
O jornal Daily Telegraph noticiou que o logotipo da empresa foi retirado do prédio. Entretanto, um funcionário da rede social garantiu que ainda frequenta as instalações.
A rede social ainda não se manifestou sobre a situação.
Em comunicado, o CEO da empresa fala em reestruturação e promete o pagamento de benefícios
Spotify Foto: Smartmockups
Nesta segunda-feira (23), o Spotify anunciou que demitirá cerca de 600 pessoas, o que representa aproximadamente 6% do quadro global de funcionários.
O comunicado da empresa fala em “reestruturação organizacional mais ampla” diante de um “ambiente econômico desafiador”.
– Em um ambiente econômico desafiador, a eficiência assume maior importância. Assim, em um esforço para gerar mais eficiência, controlar custos e agilizar a tomada de decisões, decidi reestruturar nossa organização – diz a nota assinada por Daniel Ek, CEO do Spotify.
A empresa anunciou algumas mudanças. Entre elas, a saída da diretora de conteúdo e publicidade, Dawn Ostroff, e a promoção de Gustav Söderström, que deixa de ser líder de produtos e tecnologia e passa a ser diretor de produtos. Já Alex Norström passa a ser diretor de negócios.
Sobre os demitidos, a plataforma de streaming garante que cada um será chamado para conversas individuais e que todos serão indenizados de acordo com as leis locais.
O Spotify fala no pagamento de aviso prévio, estabilidade do empregado e indenizações por cinco meses. Gastos com saúde também fazem parte do que é prometido pela empresa.