A Regulação Estadual submete pacientes e familiares a dias de tortura e incertezas
Uma tortura que não tem fim. Em Feira de Santana, 30 pacientes estão em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais esperando a transferência para uma unidade hospitalar até a segunda-feira (11). E quem mais sopfre são os idosos.
Na UPA da Mangabeira, o paciente V. F., 79 anos, aguarda há sete dias transferência para tratar problemas decorrentes de uma insuficiência cardíaca. Na policlínica do George Américo, há 12 dias, o paciente J. C. M., 85 anos, espera transferência para tratar uma úlcera.
A demora para a transferência sobrecarrega o sistema de saúde municipal fazendo com que as unidades fiquem lotadas. Ainda expõe os pacientes a uma espera exaustiva por tratamento adequado, segundo matéria da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom).
No total, 10 pacientes estão na UPA Queimadinha, 9 na UPA Mangabeira, 1 na policlínica do Parque Ipê, 3 na policlínica do Feira X, 5 na policlínica do Tomba, 1 na policlínica da Rua Nova e 1 na policlínica do George Américo.
REGULAÇÃO ESTADUAL
O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.
Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas.
Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema, para que o paciente tenha a assistência adequada.
Até hoje, vacina tem apenas aprovação para uso emergencial
Um ano e meio após a aprovação do uso emergencial, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu o pedido de registro definitivo da vacina CoronaVac contra a covid-19. O pedido foi enviado pelo Instituto Butantan ontem (8), mas a informação só foi divulgada hoje (9) pela agência.
O imunizante está aprovado no Brasil desde 17 de janeiro de 2021, para adultos e crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. A autorização, no entanto, prevê apenas o uso emergencial.
As áreas técnicas da Anvisa analisarão o registro definitivo em até 60 dias. Assim como as demais vacinas contra a covid-19, o pedido terá análise prioritária, conforme firmado pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 415/2020. Além da tramitação acelerada, a norma prevê a possibilidade de assinatura de termos de compromisso.
A análise será feita de forma conjunta, por três áreas distintas da Anvisa: a área de Medicamentos, que avalia os aspectos de segurança e eficácia; a área de Farmacovigilância, responsável pelo monitoramento e planos de acompanhamento da vacina; e pela área de Inspeção e Fiscalização, responsável pela avaliação das boas práticas de fabricação.
Esse não é a única pendência da CoronaVac na Anvisa. Na próxima quarta-feira (13), o órgão discutirá a autorização para uso emergencial do imunizante em crianças de 3 a 5 anos. A reunião será realizada por meio de videoconferência e será transmitida pelo canal oficial da Anvisa no Youtube.
O Brasil tem 106 casos confirmados de varíola dos macacos (Monkeypox), segundo levantamento do Ministério da Saúde. A maioria (75) foi registrada em São Paulo. Em seguida, está o Rio de Janeiro, com 20 casos.
Em Minas Gerais, foram três casos da doença. No Ceará, no Paraná e no Rio de Grande do Sul foram dois registros em cada estado. Há também confirmação de infecção pelo vírus no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte, com um caso cada.
O órgão destacou que segue em articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes. Isso é feito por meio da Sala de Situação e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional).
O vírus
A varíola causada pelo vírus hMPXV (Human Monkeypox Virus, na sigla em inglês) causa uma doença mais branda do que a varíola smallpox, que foi erradicada na década de 1980.
Trata-se de uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode ser por abraço, beijo, massagens ou relações sexuais. A doença também é transmitida por secreções respiratórias e pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies utilizadas pelo doente.
Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões. O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos.
Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.
Para a prevenção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido usado pelo infectado. Também é importante a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel.
Órgão não solicita dados pessoais para realização de cadastros através de aplicativos de mensagens ou ligação
A Secretaria de Saúde de Feira de Santana esclarece que a solicitação de dados por Whatsapp a um morador deste município despertou a atenção da pasta para, preventivamente, alertar quanto a atuação de golpistas.
Felizmente, a mensagem exposta não se configurou “golpe” e foi encaminhada por uma agente comunitária de saúde do município de Serrinha. De acordo com a profissional, houve um engano ao salvar o número de um morador da localidade e a mensagem foi direcionada equivocadamente a um morador de Feira.
Vale deixar claro que durante apuração dos fatos houve tentativa de contato da pasta com a suposta golpista; no entanto não obteve retorno – situação que deixou o órgão municipal em alerta.
A Secretaria de Saúde reitera que não solicita dados pessoais para realização de cadastros através de aplicativos de mensagens ou ligação. Os cadastros e encaminhamentos são realizados apenas de forma presencial, e não virtual.
“Pedimos que, se alguém entrar em contato por estes meios, não forneçam nenhum documento, pois o agente comunitário tem acesso aos bairros onde estão alocados e fazem esse cadastro pessoalmente através de tablet ou ficha”, explica a chefe da Atenção Primária à Saúde, Helen Costa.
Secretaria de Saúde reforça as ações de combate ao mosquito em Feira
O aumento no número de casos notificados de arboviroses – doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypti – chama a atenção da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Desta forma, o órgão municipal alerta a população a adotar as medidas de prevenção com o objetivo de diminuir os índices de infestação vetorial e quebrar a cadeia de transmissão da doença.
De janeiro até o dia 7 de junho deste ano foram registrados 460 casos suspeitos de dengue, 132 de chikungunya e 6 de zika vírus. Desse total, 50 foram confirmados como dengue, 28 de chikungunya e um sendo zica vírus.
O coordenador do Centro Municipal de Referência em Endemias, Edilson Matos, afirma que o município vive um período crítico com o aumento de casos.
“As pessoas se descuidaram. Temos na cidade 40 mil tanques descobertos, 12 mil casas fechadas, além de terrenos baldios, onde são jogados lixos e outros detritos. Tudo isso facilita a proliferação do mosquito”, ressalta.
Ele destaca que o trabalho do órgão municipal é realizado diariamente, inclusive nos finais de semana. Contudo, reitera que é importante a conscientização da população no combate ao mosquito.
“As medidas de prevenção estão acontecendo diuturnamente em todo o município com ações de conscientização e combate efetivo. Mas, a população deve ser parceira nessa luta”, diz o coordenador de Endemias.
Locais onde há focos do mosquito podem ser denunciados através do número 156.
VISITA DOMICILIAR
Ainda de acordo com Edilson Matos, os agentes de endemias trabalham fardados e possuem identificação. Geralmente atuam na mesma região e em grupos. Ao visitarem os domicílios, orientam os moradores a manter os recipientes secos, sem água parada, fazem o bloqueio da cadeia de transmissão do mosquito e realizam o trabalho perifocal, junto a aplicação de larvicida em água parada.
“Outro fator que prejudica o nosso trabalho é a insegurança do morador por medo de assaltos, principalmente em condomínios fechados. Informamos que os agentes têm identificação”.
SINTOMAS
Pessoas que sentem febre, dores nas articulações, náuseas/vômito, dor nos olhos e manchas no corpo devem procurar a unidade de saúde mais próxima da residência. No local será feita a avaliação, medicação e encaminhamentos – se necessário.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) orienta as pessoas que apresentam sintomas gripais ou da Covid a procurarem as unidades de saúde de seu bairro de abrangência para fazer o teste de antígeno. A medida tem o objetivo de evitar aglomerações nos pontos de testagens.
“Com este fluxo, os pacientes têm mais facilidade em encontrar o serviço, o tempo de espera é reduzido e mais conforto durante o atendimento. É importante ressaltar que para maior efetividade do exame, o ideal é coletar a partir do terceiro dia de sintoma para evitar um resultado falso negativo”, explica a chefe da Atenção Primária à Saúde, Helen Costa.
De segunda a sexta-feira, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs) realizam o teste de antígeno por ordem de chegada. Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais são feitos o exame RT-PCR. O serviço é disponibilizado gratuitamente todos os dias, das 7h às 19h.
O Ministério da Saúde informou neste domingo (3) que, até o momento, 76 casos de varíola dos macacos (monkeypox) foram confirmados em todo o país.
Desse total, foram registrados um caso no Distrito Federal, um no Rio Grande do Norte, dois em Minas Gerais, dois no Rio Grande do Sul, dois no Ceará, 16 no Rio de Janeiro e 52 em São Paulo.
“A pasta, por meio da Sala de Situação e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional) segue em articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes”, disse o ministério.
Em Feira de Santana, somente em junho, foram 1.117 casos diagnosticados da Covid. É a maior quantidade registrada nos últimos três meses. O município não presenciava este aumento desde abril, quando a média de exames positivos era quatro por dia.
Mesmo com o crescimento significativo de casos, nenhuma morte foi registrada e cinco pessoas estão internadas por complicações da doença no município, de acordo com o último boletim divulgado pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde.
O painel epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) aponta que a taxa de letalidade em Feira de Santana é de 1,68%. Já em Salvador o índice é mais elevado, com 2,86%.
Vale destacar que as testagens estão sendo intensificadas pela Prefeitura a fim de rastrear e evitar a proliferação do vírus no município.
A orientação para as pessoas que apresentam sintomas gripais ou da Covid é procurar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou uma das sete policlínicas municipais para fazer o exame RT-PCR. O serviço é disponibilizado gratuitamente todos os dias, das 7h às 19h.
Já nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs) são realizados o teste de antígeno – também colhe amostra nasal. O resultado é entregue em 15 minutos.
Primeiros pacientes infectados teriam tocado tais objetos em região próxima à fronteira com a Coreia do Sul
A Coreia do Norte concluiu que seu primeiro surto de Covid-19 começou com pacientes tocando “coisas alienígenas” perto da fronteira com a Coreia do Sul, informou a mídia estatal nesta sexta-feira (horário local).
“Sabia-se que um soldado de 18 anos de sobrenome Kim e uma criança de 5 anos do jardim de infância de sobrenome Wi entraram em contato com coisas alienígenas em uma colina ao redor de quartéis e bairros residenciais em Ipho-ri no início de abril”, disse a KCNA.
Ihpo-ri é uma região no condado de Kumgang, na costa leste do país, perto da fronteira com a Coreia do Sul.
No início do mês de maio, a Coreia do Norte declarou estado de emergência e impôs um bloqueio nacional em razão do número de casos da Covid no país.
Com nova lei, a proibição dos cigarros eletrônicos na Paraíba vale para locais de “uso coletivo”, sejam públicos ou privados, como já acontece com os cigarros comuns
A Paraíba proibiu o consumo de cigarros eletrônicos no estado em ambientes coletivos, em lei que entrou em vigor desde a última quinta-feira, 23.
“Fica vedado, nos termos deste artigo, o uso de cigarros eletrônicos, vaporizadores, vape, e-cigarro, e-cig, e-cigarette ou qualquer outro Dispositivo Eletrônico de Fumar – DEF em recinto coletivo público e privado”, diz o texto.
O trecho sobre cigarros eletrônicos foi adicionado a uma lei já existente (número 8.958, de 2009), que proíbe que cidadãos fumem cigarros comuns em locais públicos fechados.
Com a alteração, a proibição dos cigarros eletrônicos vale para locais de “uso coletivo”, sejam públicos ou privados, como já acontece com os cigarros comuns. Na prática, a nova legislação implica que passa a ser proibido fumar cigarros eletrônicos em locais como restaurantes fechados, por exemplo.
A lei foi aprovada em maio, de autoria do deputado Taciano Diniz (União Brasil), e sancionada pelo governador João Azevêdo (PSB).
Cigarro eletrônico é proibido no Brasil
A decisão da Assembleia na Paraíba acontece em meio a discussões crescentes sobre o uso de cigarros eletrônicos e os efeitos do consumo para a saúde.
O produto tem crescido em popularidade em todo o mundo, incluindo no Brasil, embora a comercialização de cigarros eletrônicos seja, oficialmente, proibida pela Anvisa, agência reguladora.
A Anvisa “proíbe a comercialização, a importação e a propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarro eletrônico”, segundo texto de resolução de 2009.
A resolução da Anvisa implica que empresas não estão autorizadas a comercializar os produtos legalmente. Ainda assim, cigarros eletrônicos ainda entram no Brasil importados de forma irregular ou trazidos do exterior por consumidores.
As regras estão em debate, com argumentos favoráveis a alterações na proibição da Anvisa apontando que, com a regra, os “vapes” seguem sendo consumidos, mas chegam ao mercado sem fiscalização sanitária.
Reguladora nos EUA baniu marca pioneira
Também neste mês, a FDA, agência reguladora de remédios e alimentos nos Estados Unidos, baniu do mercado local a Juul, pioneira na comercialização e marketing de cigarros eletrônicos e uma das principais empresas mundiais no setor. Os cigarros eletrônicos de outras marcas autorizadas continuam sendo permitidos.
O principal argumento da FDA foi alto consumo de cigarros eletrônicos da Juul por adolescentes, em meio a um marketing direcionado da empresa a esse público, como com cigarros de sabores de frutas.
Um estudo da FDA no ano passado estimou que mais de 2 milhões de adolescentes no ensino fundamental e médio nos EUA fumavam cigarros eletrônicos.
Estudos têm mostrado que os efeitos dos cigarros eletrônicos podem ser tão ou mais nocivos do que dos cigarros comuns. O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, outra autoridade de saúde do governo norte-americano, afirma publicamente que a exposição à nicotina nos cigarros eletrônicos pode prejudicar o desenvolvimento do cérebro de jovens adultos. Os produtos, segundo a autoridade, também possuem insumos químicos que podem desencadear câncer e outros efeitos indesejados nos pulmões.
Em resposta ao escrutínio crescente, a Juul Labs já havia parado de vender cigarros eletrônicos com sabor de fruta, um de seus mais populares, em 2019. A empresa também reduziu os gastos com campanhas de marketing. Em resposta, as vendas caíram de US$ 38 bilhões para US$ 5 bilhões entre 2018 e 2021.