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Pesquisa aponta primeiros casos da doença febril em Roraima. Ela tem sintomas parecidos com a chikungunya e contágios urbanos têm crescido

anticorpos agindo contra vírus mayaro

Um estudo feito por biólogos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificou os primeiros casos de pessoas infectadas com o vírus mayaro em Roraima. A pesquisa foi publicada na edição de maio da revista Emerging Infectious Diseases, produzida pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

A investigação coletou 822 amostras de pacientes em estado febril em Roraima entre 2018 e 2021. Todos tinham sintomas semelhantes aos da dengue, mas tiveram resultado negativo para a doença.

Desse total, foram identificadas 3,4% pessoas com mayaro, o que representa 28 indivíduos contaminados no período. O número é expressivo pois não havia conhecimento de casos da doença no estado, o que pode apontar para uma subnotificação.

“A maioria dessas pessoas não relatou qualquer atividade em área de mata, dando margem para pensar em uma circulação nas áreas urbanas de Roraima”, alerta a pesquisadora Julia Forato, líder do estudo, em entrevista ao site da Unicamp.

Para o infectologista André Bon, do Hospital Brasília, a circulação em ambiente urbano é o que mais preocupa. “Os casos de mayaro geralmente ocorrem em pessoas que vivem em áreas próximas de selvas. Registros em áreas urbanas sempre nos deixam em alerta sobre uma maior difusão da doença”, afirma.

Casos de mayaro já tinham sido documentados no Acre, Amazonas e Pará, mas ele costuma ser identificado em comunidades mais isoladas e em pequena proporção de casos. Em Roraima (que até então só tinha registros em animais silvestres), porém, o vírus foi encontrado em habitantes de áreas urbanas.

O que é o vírus mayaro?

O vírus mayaro é transmitido em regiões tropicais do Caribe e da Amazônia. A condição é uma arbovirose, ou seja, uma doença transmitida por insetos. O principal vetor é o Haemagogus janthinomys, inseto que também transmite a febre amarela selvagem.

A febre do mayaro tem sintomas semelhantes aos da chikungunya, como dores no corpo, fadiga, dor e inchaço nas articulações. Os dois vírus são considerados primos pois pertencem à mesma família dos togavírus, apesar de terem surgido em regiões diferentes e terem estruturas ligeiramente distintas. O parentesco entre os patógenos é tanto que até a vacina que está sendo desenvolvida para um é capaz de proteger do outro.

Não há tratamento específico para a febre mayaro. A indicação para os pacientes é permanecer em repouso, com o uso de analgésicos ou drogas anti-inflamatórias apenas para amenizar os sintomas.

Futuro causa preocupação

O parentesco entre os vírus, porém, é motivo de preocupação. O medo dos pesquisadores é que o Aedes aegypti, tão disseminado no país e responsável pela transmissão do chikungunya, passe a carregar também o mayaro.

“Em laboratório, já foi constatada a capacidade do A. aegypti em transmitir também o mayaro. Como as pessoas não tiveram contato com esse vírus, são mais suscetíveis a ter uma infecção e isso pode ter o potencial de uma nova epidemia de casos”, completa a pesquisadora Julia.

Embora essa transmissão pelo Aedes tenha acontecido em laboratório, o infectologista Bon acredita que é preciso avaliar se o processo ocorre na natureza, já que é preciso ter uma carga viral alta o suficiente para passar para o mosquito, o que ainda não foi demonstrado.

Apesar dos casos inéditos em Roraima, não é a primeira vez que o Brasil vive um surto do vírus mayaro. Em 1955, apenas um ano após a doença ser descoberta, foi documentado um surto de casos em comunidades às margens do rio Guamá e em Belém (PA) com mais de 50 casos em humanos.

O último surto conhecido aconteceu em 2011, em Manaus (AM), com 33 casos confirmados. Desde então, apenas grupos isolados com o vírus foram identificados.

O homem é considerado um hospedeiro acidental da febre do mayaro e o risco de contágio é maior ao viver em regiões silvestres onde a doença é endêmica. Entretanto, com a diminuição dessa área, cresce a necessidade dos mosquitos se alimentarem do sangue de humanos.

Além do risco do mayaro, a pesquisa da Unicamp aponta que 60% das pessoas não tiveram nenhum vírus identificado entre os oito testes complementares feitos pelos pesquisadores, o que pode indicar que há um crescimento de doenças desconhecidas na região.

Informações Metrópoles


Algo simples, como a higiene correta do pênis, evitaria a maior parte dos casos em que homens precisaram amputar o órgão

Foto colorida de uma cenoura cortada ao meio em uma superfície cinza - Metrópoles

Por mais simples que possa parecer o ato de lavar o pênis, o fato é que a falta de higiene faz com que milhares de homens precisem amputar o órgão ao redor do mundo. No Brasil, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia, semanalmente nove homens têm o pênis amputado em decorrência de câncer — o que poderia ser evitado com limpeza regular.

Ao não higienizar o pênis de forma correta, há um acúmulo do que é conhecido como esmegma, uma secreção de cor branca que se forma naturalmente na pele com o acúmulo de oleosidade. Nos homens, costuma aparecer embaixo do prepúcio, a pele que cobre a cabeça do pênis.

De acordo com o urologista e sexólogo Celso Marzano, conhecido como Dr. do Sexo, essa sujeira, em excesso, eleva o risco de diversos malefícios, além de câncer.

“A falta de higienização pode aumentar o risco de infecções genitais, como inflamações do prepúcio e infecção urinária”, explica.

Para realizar a higienização correta é simples. Basta apenas água e sabão neutro, atentando-se para “esticar” a pele do pênis para baixo, deixando a glande exposta e lavando bem a região. Homens com fimose precisam ter ainda mais atenção nesse momento.

Por fim, o especialista afirma que o ideal é que essa higienização fosse feita após o sexo.

“Com ou sem camisinha, não é indicado dormir ou ficar com sêmen ou secreção vaginal no pênis. Se for secreção anal, pior ainda. Tem que lavar”, frisa.

Informações Metrópoles


Reprodução/IIPB

Sophie Deram, nutricionista franco-brasileira e autora de “O peso das dietas” e “Os 7 pilares da saúde alimentar”, lançou seu novo livro “Pare de engolir mitos: Como as novas descobertas da nutrição podem nos orientar em meio a modismos, desinformação e pseudociência” pela Editora Sextante. Nesta obra, ela desafia o que consideramos como ‘cuidado pessoal’ e sugere que isso pode estar nos prejudicando. As informações são do Estadão.

Deram, uma das primeiras a usar o termo “terrorismo nutricional” e a se posicionar contra as dietas no Brasil, questiona uma série de mitos que permeiam as discussões sobre nutrição, alimentação e saúde. Ela desafia, com base em evidências científicas – ou na falta delas – crenças amplamente divulgadas e aceitas, desde “não devemos ingerir líquidos durante a refeição” até modismos mais recentes, como o jejum intermitente.

Em entrevista ao Estadão, ela expressa sua frustração com a repetição constante de informações errôneas. Ela acredita que essas desinformações nos levam a uma situação trágica. “As pessoas se desconectaram de sua sabedoria interna e começaram a seguir regras”, diz ela. Ela argumenta que terceirizamos nossa saúde, fome e sono, e que isso nos faz perder a confiança em nossos corpos.

Essa desconexão nos leva ao centro de uma tempestade de saúde, caracterizada pelo avanço de doenças crônicas e alta prevalência de transtornos de saúde mental. Ela acredita que precisamos repensar nosso foco excessivo no peso, que é apontado como um fator de risco para várias doenças. “Incentivar a pessoa a emagrecer é uma fábrica de obesidade”, afirma.

No livro, ela compartilha suas experiências em seu consultório, onde coordena um projeto de genética e atende no Programa de Tratamento de Transtornos Alimentares (Ambulim) do Hospital das Clínicas do IPq-FMUSP. Ela enfatiza a importância de o paciente se tornar o protagonista de sua própria saúde. “O médico ou o nutricionista não sabe mais do que a pessoa (sobre ela mesma). A pessoa dirige seu próprio barco”, diz ela.

Deram tem a ideia de escrever esse livro há 30 anos, quando sentiu na pele esses mitos da nutrição e da saúde enquanto morava nos Estados Unidos com seus filhos pequenos. Ela acredita que a nutrição é muito mais complexa do que um simples cálculo de calorias e que a obesidade deve ser vista mais como uma consequência do que a causa do problema. Ela argumenta que incentivar uma pessoa a perder peso pode colocá-la em risco de obesidade e doença crônica.

Ela conclui que a obesidade é uma condição, na qual você armazena um tecido gordo maior, com risco para doença cardiovascular, diabetes, etc. Mas a questão é: por que você engordou? Ela acredita que precisamos trabalhar a saúde primeiro, não atacar o peso. E isso, ela admite, é complicado de explicar, porque parece contraintuitivo.

Então, como lidar com esse paciente? É necessário ajudá-lo a se reconectar com o próprio corpo. Mas como fazer isso? A maioria dos pacientes tem o objetivo de perder peso. Eu digo a eles: “Não vou ignorar seu desejo de emagrecer, mas vamos mudar nossa abordagem. Você passou a vida inteira tentando perder peso e, nesse processo, acabou ganhando mais. E o paciente concorda, dizendo ‘é verdade, faz 20 anos que estou tentando perder peso. Comecei querendo perder três quilos, hoje preciso perder 20’”. Nosso objetivo será melhorar a alimentação, viver de forma mais saudável, melhorar o estilo de vida. Muitas vezes, o paciente tem medo, porque passou a vida inteira ganhando peso. Meu desafio é fazer o paciente comer, porque ele não quer comer.

Nosso foco é melhorar a alimentação. Como? Primeiro, é preciso ter consciência de como você está se alimentando. Muitos pacientes não sabem, porque seguiram regras externas de várias dietas. Eu digo: “Vamos observar como você funciona e vamos melhorar sua alimentação”. Geralmente, o paciente fica um pouco triste, porque ele diz “eu tento comer perfeitamente e, depois das 17h, tudo desanda”. Isso é o famoso comer emocional.

Como melhorar isso? O primeiro passo é ter certeza de que você não está com fome. Se estiver com fome, é melhor comer. Uma vez que cuidou dessa fome física, precisa perceber o que tem de psicológico na sua fome. É um trabalho de terapia.

Sophie Deram, nutricionista, afirma: “A minha dificuldade é fazer o paciente comer, porque ele não quer comer”. Segundo informações do Estadão, ela geralmente trabalha com cinco sessões e, depois, deixa o paciente decidir se quer continuar ou não, mas precisa de pelo menos cinco sessões para abordar toda a questão do comportamento. Os pacientes melhoram.

Ela fez uma pesquisa interna, não científica, com seus pacientes. Perguntou: “Você está comendo melhor?”. A resposta foi: “Muito melhor, porque eu não tenho tanto comer emocional”. Ela perguntou: “Você acha que está comendo menos?”. A maioria respondeu que sim, de 30% a 50%. Comendo melhor, com mais tranquilidade, respeitando o corpo e as vontades, mas identificando o comer emocional para responder sem comer a essas emoções.

O paciente não apenas come melhor, mas também come menos. Quando você tem permissão para comer, não precisa mais fazer “despedida”, se entupir de um pacote de doce. É uma reeducação total da relação com a comida. Ela também incentiva a atividade física e um sono melhor.

O que é uma alimentação saudável? Não há consenso dentro da nutrição. Alguns dirão que é comer tudo orgânico, outros dirão que não pode ter glúten, lactose ou alimentos inflamatórios. E tudo isso é defendido por alguns profissionais muitas vezes sem ter ciência por trás. Alimentação saudável deveria ter uma definição bem mais ampla, porque até alimentos como um bolo de chocolate podem ser saudáveis se você come em paz. Ela tem uma definição do que é comer de forma mais saudável: comer de tudo sem restrição, sem culpa, com prazer e respeitando a fome e as emoções. No comer saudável, não será um alimento ou outro que fará a diferença, é mais uma atitude geral. E, claro, incentiva mais alimentos frescos, caseiros, menos dietas e mais legumes e frutas. É importante ver a sua alimentação como um padrão. Não é uma refeição que vai estragar toda a saúde do seu corpo. Como se proteger de mitos, então? No final do livro, tem uma lista (do que fazer). Primeiro, reconectar-se: você é o seu melhor especialista. É interessante ter informação, mas tem que ter muita cautela em filtrar. Se escutar algo que te assusta, busque uma segunda opinião. Outra coisa: nenhum corpo funciona igual. Então, o especialista, aquela pessoa que realmente estuda, sempre terá um discurso relativamente ponderado. Jamais será oito ou 80, porque não existe essa certeza.

Os discursos alarmistas desses charlatões mudam constantemente. Eles vão atacar o leite, depois o pão… O livro dela foi escrito para que as pessoas não fiquem com mais medo, pelo contrário. A ideia é deixá-las mais empoderadas para falar e questionar se é verdade ou não e de onde vêm as informações.

Informações TBN


A carne vermelha é rica em proteínas e vitaminas, mas é preciso equilibrá-la na dieta, pois o excesso traz riscos à saúde

bife ao molho com batatas

A carne vermelha é um assunto cercado de polêmicas: há quem não dispense o consumo diário de um bom bife, como também existem aqueles que a excluem totalmente da dieta.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que a ingestão de carne vermelha seja limitada a 500 gramas por semana, isso porque há evidências de que o consumo excessivo esteja relacionado a doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer, como o de intestino.

Entre os argumentos pró-consumo de carne, estão o fato de o alimento ser uma boa fonte de proteínas, de vitamina-B e de minerais, como ferro e zinco.

Antes de bater o martelo, a professora de nutrição Fábia Carolina Resende, da Faculdade Anhanguera de Belo Horizonte (MG), destaca que é necessário delimitar o grupo de “carnes vermelhas” entre processadas e naturais. “As carnes processadas, tipo as carnes enlatadas, as salsichas e os salames, devem ser evitadas sempre por terem muito sal e aditivos”, afirma a especialista.

As carnes vendidas in natura no açougue são opções mais saudáveis e, entre elas, é possível escolher os cortes magros (coxão duro, coxão mole, filé mignon, lagarto, maminha, músculo e patinho). Se o preparo for caseiro, mais um ponto para o consumo, pois é possível optar por métodos de cozimento mais saudáveis.

“O ideal é consumir a carne cozida ou grelhada a uma temperatura média de até 100ºC para que não queime, como nos churrascos. Assim, é possível fazer uma dieta com três a quatro porções de carne por semana, mas buscando não superar os 500 gramas semanais”, explica a especialista.

O consumo de carne vermelha deve ser limitado a um máximo de 500 gramas semanais e preparos direto no fogo ou muito gordurosos devem ser evitados

Benefícios e prejuízos

Entre os benefícios proporcionados para o corpo pela ingestão de carne, estão o ganho de massa muscular, o fortalecimento do sistema imunológico e o combate à anemia. “As carnes vermelhas são uma excelente fonte de ferro. O mineral é importante por compor a estrutura das células responsáveis pelo transporte de oxigênio, garantindo a energia necessária para as tarefas diárias”, aponta a professora Fábia Carolina.

A carne vermelha também é rica em zinco, necessário para a formação dos ossos e a cicatrização das feridas.

Os estudos que relacionam o consumo de carne a doenças são observacionais – associam a dieta dos indivíduos às doenças que eles desenvolveram ao longo da vida. Em uma revisão de 37 estudos, os autores encontraram fracas evidências da associação entre o consumo de carne vermelha não processada e doenças cardíacas e diabetes tipo 2.

No caso da carne processada, uma revisão recente mostrou que a cada 50 gramas adicionais de carne processada consumida por dia, o risco de doenças cardíacas aumenta 26%, enquanto o risco de diabetes tipo 2 aumenta 44%.

Em relação ao câncer, a associação está bem clara com o câncer colorretal. Um estudo com quase 500 mil pessoas mostrou que a cada 50 gramas adicionais de carne vermelha consumida por dia o risco de câncer colorretal aumenta em 18%. E cada 25 gramas adicionais de carne processada, o equivalente a uma fatia de presunto, o risco aumenta 19%.

Segundo a nutricionista, isso acontece porque o consumo excessivo altera o equilíbrio da microbiota intestinal, o que leva a inflamações sistêmicas do organismo. “Essas inflamações, que se concentram especialmente em microlesões da parede intestinal, podem levar a um risco maior de câncer”, conclui Fábia Carolina.

Informações Metrópoles


Eternity in an Instant

Uma nova pesquisa da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, revelou que o kiwi é uma fruta poderosa que pode ter um impacto significativo na vitalidade, no humor e na saúde mental geral.

O estudo envolveu uma intervenção de 8 semanas com 155 adultos que apresentavam baixos níveis de vitamina C. Os pesquisadores compararam os efeitos de suplementos de vitamina C, placebo e kiwis.

Reprodução

Os resultados mostraram que o kiwi melhora o humor e a vitalidade em apenas quatro dias, com um pico de efeito entre 14 e 16 dias.

Além disso, o estudo sugere que alimentos integrais, como o kiwi, têm efeitos sinérgicos na saúde mental, superando os dos suplementos de vitamina C.

Detalhes do estudo:

Como o kiwi melhora a saúde mental?

A vitamina C presente no kiwi exerce um efeito direto sobre o cérebro, estimulando a produção de hormônios como serotonina, dopamina e norepinefrina. Esses hormônios desempenham um papel fundamental na melhoria do humor e da função cognitiva. Além disso, a vitamina C contribui para a redução do estresse, diminuindo os níveis de cortisol, um hormônio associado à resposta ao estresse.

Benefícios do kiwi:

Informações TBN


Na contemporaneidade, ser mãe é um verdadeiro malabarismo entre diversas responsabilidades, desejos e expectativas. A maternidade nos tempos atuais não se resume apenas a dar à luz e cuidar do bebê; é uma jornada multifacetada que envolve educar, trabalhar, cuidar da casa e, ao mesmo tempo, enfrentar uma série de desafios emocionais e mentais.

A médica especialista em saúde mental e psiquiatria integrada, Luiza Lessa, afirma que a realidade é complexa. Ela ressalta que, apesar da alegria e do amor incondicional que acompanham a maternidade, muitas mães enfrentam inseguranças, sentimentos de culpa, solidão e exaustão física e mental, especialmente nos primeiros meses após o nascimento do filho.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil registra um aumento preocupante nos casos de doenças mentais entre mães. “A pressão para conciliar todas as tarefas, somada às expectativas sociais e às mudanças hormonais pós-parto, contribui para esse cenário desafiador. A ansiedade e a depressão são as principais condições enfrentadas por mulheres em fase de maternidade, afetando significativamente sua qualidade de vida e capacidade de cuidar de si mesmas e de seus filhos”, afirmou a médica.

Um outro aspecto apresentado pela Dra. Luiza Lessa é a questão da autoexigência materna. Ela enfatiza que muitas mães se cobram excessivamente, buscando alcançar um padrão irreal de perfeição em todas as áreas de suas vidas. No entanto, é importante reconhecer que ninguém pode fazer tudo e ser excelente em tudo. Como a médica afirma: “Uma mãe não consegue ser boa em 100 % das coisas, porque isso simplesmente não é humanamente possível. Boa mãe é aquela que se permite ser 50 %, aceitando suas limitações e buscando apoio quando necessário”.

Mães Atípicas e a Necessidade de Resiliência

A Dra. Luiza também destaca a importância de reconhecer as mães atípicas, aquelas que enfrentam desafios únicos devido a circunstâncias especiais, como mães solo, mães de crianças com necessidades especiais ou mães que enfrentam condições de saúde mental. Para essas mulheres, a necessidade de resiliência é ainda mais evidente.

“Essas mães precisam lidar não apenas com os desafios comuns da maternidade, mas também com obstáculos adicionais que podem exigir um esforço extraordinário. A pressão para ser forte e se manter firme diante das adversidades pode ser esmagadora, tornando a resiliência uma ferramenta essencial para enfrentar os momentos difíceis e encontrar forças para seguir em frente”, pontuou acrescentando que “reconhecer e valorizar a força dessas mães é essencial para construir uma sociedade mais inclusiva e solidária, onde todas as mães possam encontrar apoio e compreensão em sua jornada única”.

A especialista orienta que nesse contexto, “é fundamental que essas mães tenham acesso a redes de apoio sólidas, que possam oferecer suporte emocional, recursos práticos e compreensão genuína. Cultivar a resiliência não significa enfrentar os desafios sozinhas, mas sim encontrar formas saudáveis de lidar com as dificuldades e buscar ajuda quando necessário”.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Cristiane Melo
75 99134-1324


País também registrou um aumento expressivo no número de casos confirmados da doença: 4,3 milhões

A cidade de São Paulo lidera o ranking de óbitos, com 576 mortes | Foto: Reprodução/Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas
A cidade de São Paulo lidera o ranking de óbitos, com 576 mortes | Foto: Reprodução/Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas

Somente neste ano, o Brasil superou a marca de 2 mil mortes pela dengue. Ao todo, 2.197 pessoas perderam a vida pela doença, de acordo com o Ministério da Saúde. A pasta usou como base os dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses

O número ultrapassa a marca de 2023, quando 1.179 mortes foram confirmadas. Com a atualização, 2024 é marcado como o mais letal desde o início da série histórica, em 2000.

Além das mortes já confirmadas, outras 2.276 estão sob investigação, o que ressalta a gravidade do surto atual. Em paralelo, houve um aumento expressivo no número de casos confirmados da doença: 4,3 milhões de registros — um número significativamente maior do que o pico anterior, de 1,6 milhões de casos, em 2015.

Campanha de vacinação e medidas emergenciais contra a dengue

A cidade de São Paulo lidera o ranking de óbitos, com 576 mortes. Em seguida, Minas Gerais, com 342; Distrito Federal, com 308; e Paraná e Goiás, ambos com 152 mortes. 

Em resposta, o Ministério da Saúde expandiu a campanha de vacinação contra a dengue. A pasta incorporou 625 novos municípios à lista de cidades que recebem o imunizante, em um total de 1.330 municípios atendidos.

Como forma de controlar a disseminação do vírus, nove Estados, além do Distrito Federal, declararam emergência. Medida similar ocorreu em 605 municípios, ao incluir capitais como Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Impacto além das fronteiras brasileiras

A crise da dengue não está limitada ao Brasil. Toda a América sente o impacto. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), vinculada à OMS, registrou 5,2 milhões de casos no continente. 

O número representa um aumento de 48%, em relação aos 3,5 milhões de casos do ano passado. Jarbas Barbosa, diretor da Opas, descreveu a situação como emergencial para as Américas. Ele afirmou ainda que a vacinação em massa não surtirá efeito imediato na contenção do surto.

Inovação no combate à dengue

Para combater a alta no número de casos de dengue, o Ministério da Saúde inaugurou recentemente uma fábrica em Belo Horizonte (MG), dedicada à produção do método Wolbachia. 

Esse método consiste em inserir uma bactéria (Wolbachia) em ovos do mosquito, em laboratório. Por terem a Wolbachia, os mosquitos não são capazes de carregar os vírus que causam dengue, zika, chikungunya ou febre amarela. Tornam-se, assim, inofensivos.

Informações Revista Oeste


A partir do dia 20 de maio, Feira de Santana receberá a Carreta de Saúde Respiratória que vai disponibilizar tomografias gratuitas para pessoas entre 50 e 80 anos que são fumantes ou ex-fumantes.

Para ter acesso ao exame, o interessado deve realizar um cadastro para triagem que pode ser feito nas unidades de saúde dos bairros, pelo whatsapp 71 9 9927-9041 ou através do endereço eletrônico propulmao.com.br . A unidade móvel será instalada na Praça Filinto Bastos e o atendimento ocorrerá por marcação.

O projeto Propulmão, iniciativa desenvolvida pelo Senai Cimatec e que conta com o apoio da Prefeitura de Feira, tem como objetivo efetuar o rastreamento do câncer de pulmão, de maneira precoce, em indivíduos que estiveram expostos aos fatores de risco da doença, a exemplo do tabagismo.

Sobre a doença

O câncer de pulmão é o segundo mais incidente no mundo, com 2,2 milhões de casos novos, o que corresponde a 11,4% de todos os tipos de câncer. Entre homens, ocupa a primeira posição e, entre as mulheres, a terceira. Os dados são do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Mais de 90% dos pacientes são diagnosticados na fase avançada da doença, quando a cura é menos provável. Desse modo, apesar de melhores resultados com a imunoterapia e terapias-alvo, cerca de 65% das pessoas diagnosticadas morrem em menos de um ano.

Em termos de mortalidade no Brasil, em 2020, ocorreram 16.009 óbitos por câncer de pulmão em homens e 12.609 em mulheres, esses valores corresponderam a um risco estimado de 15,46 mortes para cada 100 mil homens e de 11,65 para cada 100 mil mulheres.

*Secom/PMFS


Imagem: NurPhoto/NurPhoto via Getty Images

Animais e seres humanos compartilham aproximadamente 300 doenças infecciosas, e novas doenças surgem anualmente. Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal, cerca de 75% das novas infecções humanas emergentes têm origem animal. O Congresso Mundial da Sociedade Europeia de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas (ESCMID), realizado em Barcelona de 27 a 30 de abril, destacou a ameaça de uma nova pandemia como um de seus principais tópicos.

Embora seja amplamente aceito que uma nova pandemia ocorrerá, o desafio reside em identificar sua causa e momento. Anos atrás, a OMS já alertava sobre a “doença X” como uma potencial ameaça à saúde global. O microrganismo causador provavelmente seria um vírus altamente transmissível pelo ar, extremamente virulento e novo para o sistema imunológico humano.

Enquanto muitos cientistas consideravam que um novo vírus da gripe era o candidato mais provável, o coronavírus SARS-CoV-2 surgiu como o vencedor. Apesar disso, a ameaça de um novo coronavírus ainda permanece, mas o vírus da gripe continua sendo o candidato mais provável para desencadear a próxima pandemia.

O vírus da gripe, ou influenza, é altamente variável e pertence à família Orthomyxovirus. Existem quatro tipos principais (A, B, C e D), sendo a influenza A a mais comum em humanos. O vírus da gripe varia por meio de mutações genéticas e recombinações, o que resulta em diferentes subtipos e cepas. As aves aquáticas são os hospedeiros naturais do vírus, mas ele pode infectar uma variedade de animais, incluindo seres humanos.

A gripe sazonal afeta milhões de pessoas todos os anos, enquanto as pandemias são eventos menos frequentes, mas potencialmente devastadores. Houve quatro pandemias de influenza no século XX e uma ameaça em 2009 causada pelo H1N1. O H5N1, um vírus altamente patogênico em aves, também representou uma ameaça pandêmica, com casos esporádicos em humanos desde sua detecção na década de 1990.

Recentemente, o H5N1 se espalhou para mamíferos, incluindo gado e humanos. Embora ainda não seja altamente transmissível entre humanos, sua capacidade de infectar uma ampla gama de espécies é preocupante. Monitorar de perto os vírus da gripe e desenvolver vacinas universais são medidas essenciais para enfrentar essa ameaça contínua à saúde global.

Informações TBN


iStock/Mohammed Haneefa Nizamudeen

O infarto silencioso, apesar de seu nome, é uma condição médica com consequências sérias e potencialmente letais. Este tipo de ataque cardíaco, diferentemente do infarto tradicional que é marcado por sintomas intensos como dor no peito, pode ocorrer sem qualquer sinal aparente, tornando-se um perigo extremo.

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Segundo informações do Catraca Livre, o infarto silencioso ocorre de forma sutil, quando o fluxo sanguíneo para uma parte do coração é subitamente interrompido. As causas são similares às de um infarto comum, incluindo obstrução por placas de gordura, coágulos sanguíneos e fatores de estilo de vida, como sedentarismo e má alimentação.

Em muitos casos, o infarto silencioso não se manifesta através de dor ou desconforto no peito, sintomas típicos de um ataque cardíaco evidente. Esta falta de sinais claros pode impedir que a pessoa afetada procure ajuda médica imediata, aumentando o risco de complicações graves, como danos permanentes ao músculo cardíaco ou até mesmo a morte.

Apesar da natureza assintomática do infarto silencioso, alguns sintomas podem surgir, como falta de ar, suores frios, sensação de desmaio e, finalmente, dor nas costas ou no estômago. É comum que as pessoas só descubram que sofreram um ataque após um exame de rotina ou um check-up cardiovascular.

Estudos indicam que alguns grupos específicos, como mulheres, idosos e pessoas com diabetes, têm um risco elevado de sofrer um infarto silencioso. Além disso, fatores como colesterol alto, tabagismo, sedentarismo, obesidade e estresse crônico também contribuem para essa condição.

Em caso de suspeita de um infarto silencioso, é essencial consultar um cardiologista. Exames como ECG (eletrocardiograma) e testes sanguíneos podem ajudar a detectar anomalias e iniciar o tratamento adequado. Quanto mais cedo o problema for identificado, maiores são as chances de um tratamento eficaz e de uma recuperação completa.

A prevenção do infarto silencioso segue os mesmos princípios de um infarto comum. Medidas incluem manter uma dieta equilibrada, praticar atividades físicas regularmente e monitorar indicadores de saúde como pressão arterial, glicemia e níveis de colesterol. É crucial também realizar check-ups regulares, especialmente se pertencer a um grupo de risco.

Estar ciente dos fatores de risco e das medidas preventivas é essencial para evitar não só o infarto silencioso, mas diversas outras condições cardiovasculares. Uma abordagem proativa à saúde do coração pode salvar vidas, garantindo mais anos de vida com qualidade.

Informações TBN

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