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Foto: Divulgação

Com a chegada do último mês do ano, inicia-se a campanha Dezembro Laranja, uma ação nacional promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) com o objetivo de conscientizar a população sobre o câncer de pele, o tipo mais comum de câncer no Brasil.

De acordo com a dermatologista Rebeka Galvão, credenciada à União Médica, o câncer de pele tem origens variadas, incluindo predisposição genética e fatores de risco como o fototipo da pele. Porém, a exposição excessiva aos raios UVA e UVB é o principal causador da doença. “O câncer de pele pode ser dividido em dois tipos: melanoma, que é o mais grave e com alto risco de metástase, e o não melanoma, sendo o carcinoma basocelular o mais comum. Além disso, temos o carcinoma espinocelular, que também merece atenção”, destaca a especialista.

A prevenção é essencial e deve ser incorporada ao dia a dia, especialmente durante o verão. A Dra. Rebeka enfatiza que a proteção solar vai muito além do uso de protetor. “Usar chapéus, bonés, óculos de sol, roupas com proteção UV e evitar a exposição solar nos horários de maior radiação, entre 9h e 16h, são medidas fundamentais. Além disso, é importante buscar sombra sempre que possível e lembrar que o protetor solar deve ser reaplicado a cada duas horas”, explica.

O câncer de pele, embora comum, pode ser tratado com sucesso quando diagnosticado precocemente. “Por isso, ao perceber qualquer alteração na pele, como manchas, feridas que não cicatrizam ou mudanças em pintas, procure um dermatologista”, orienta a médica.

CUIDE DA SUA PELE COM A UNIÃO MÉDICA

A União Médica conta com dermatologistas credenciados prontos para cuidar da sua saúde. Com mais de 20 anos no mercado e presença em quase 50 municípios, a operadora oferece planos acessíveis e uma ampla rede de especialistas.

Para mais informações sobre nossos planos, acesse www.uniaomedica.com.br
ou entre em contato pelo telefone (75) 3023-5005.

Assessoria de Comunicação da União Médica


Brasil terá mais um imunizante a partir do ano que vem, a vacina Covovax, desenvolvida pela farmacêutica Novavax.

Vacina da Pfizer — Foto: Reprodução/TV Globo

Vacina da Pfizer — Foto: Reprodução/TV Globo 

O Ministério da Saúde divulgou como será a vacinação contra a Covid-19 em 2025. A partir do ano que vem, o Brasil terá mais um imunizante no Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacina Covovax, desenvolvida pela farmacêutica Novavax. As novas orientações foram enviadas para todos os estados. 

O órgão também informou que incluiu a vacinação contra a Covid no calendário de gestantes e idosos. Com a atualização, as grávidas deverão ser imunizadas com uma dose a cada gestação e os maiores de 60 anos receberão uma dose a cada seis meses. 

De acordo com o Ministério da Saúde, antes, gestantes e idosos eram somente parte do grupo prioritário. Agora, a vacina contra a covid para essas pessoas virou de rotina. 

“Isso quer dizer que, se algum dia a gestão que estiver à frente do ministério mudar o grupo prioritário, gestantes e idosos continuam tendo direito à vacina, assim como crianças, porque se tornou de rotina’, explicou o ministério em nota. 

Os demais grupos prioritários deverão receber uma dose a cada ano, exceto os imunocomprometidos, que continuarão sendo vacinados a cada seis meses. 

Veja como fica a vacinação:

*Demais grupos prioritários: pessoas vivendo em instituições de longa permanência; indígenas; ribeirinhos; quilombolas; puérperas; trabalhadores da saúde; pessoas com deficiência permanente; pessoas com comorbidades; pessoas privadas de liberdade; funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; e pessoas em situação de rua.

As três vacinas em uso no Brasil são:

Diferentemente das vacinas de mRNA, a Covovax é uma adjuvante proteica (um adjuvante é um ingrediente usado para fortalecer a resposta imune). Enquanto outras vacinas enganam as células do corpo para criar partes do vírus que podem desencadear o sistema imune, a Covovax estimula o sistema imune a produzir anticorpos e respostas imunes de células T. 

A Covovax foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro, após solicitação da Zalika Farmacêutica (representante do Instituto Serum no Brasil). Ela é indicada para imunização de adultos e crianças acima de 12 anos de idade.

Informações G1


A caminhada pode ser um exercício eficaz para queimar a gordura visceral, mas para acelerar o processo é preciso se desafiar

Foto mostra casal fazendo caminhada

Reduzir medidas da barriga é o desejo de muita gente e queimar a gordura abdominal pode ser menos complicado do que se imagina. A caminhada é um exercício de baixa intensidade muito eficaz para manter o corpo saudável, especialmente quando se ultrapassam os 11 mil passos diários, quantidade considerada ideal por um levantamento publicado em janeiro.

Entretanto, os resultados podem demorar a aparecer, já que os benefícios da caminhada surgem a longo prazo. O Ministério da Saúderecomenda que a circunferência abdominal seja de até 80 cm para as mulheres e 94 cm para os homens, e números acima disso aumentam o risco de ter gordura entre os órgãos e doenças ligadas ao coração.

Por isso, personal trainers recomendam algumas estratégias para intensificar a caminhada e perder medidas para quem quer acelerar o processo de emagrecimento e de diminuição da barriguinha.

“A melhor forma de reduzir a gordura abdominal é fazer uma combinação de exercícios aeróbicos, como é o caso da caminhada, com exercícios resistidos, como a musculação. Essa combinação é o que os estudos vêm demonstrando como o mais eficiente para o emagrecimento”, afirma o profissional de educação física Raphael Carvalho, professor da Faculdade Uniguaçu.

Em um artigo publicado no site Eat this, not that!, o profissional de educação física americano Tim Liu recomenda que pessoas que já caminham regularmente incrementem a prática para acelerar a redução de medidas.

Como queimar gordura abdominal na caminhada

Andar na subida

Uma das formas mais eficazes de tornar a caminhada desafiadora e usá-la para queimar gordura é aumentar o nível de dificuldade do percurso. Isso pode ser feito facilmente nas esteiras, adicionando inclinação progressivamente, mas também é possível escolher os locais da cidade com maiores subidas, como pequenos morros, para intensificar o esforço.

Acelere o passo

A caminhada pode ser ainda mais desafiadora quando se caminha rapidamente. Adicionar velocidade aumenta também o gasto calórico e, consequentemente, reduz as reservas de gordura abdominal. Quanto mais rápido se conseguir caminhar, melhor.

O personal trainer Victor Gomes, de Brasília, recomenda adicionar pequenos trotes ou corridinhas durante o percurso de caminhada para intensificar a prática. “Você pode escolher uma ladeira específica do seu trajeto para percorrer correndo ou separar dois ou três minutos para fazer com mais velocidade e ir se acostumando ao desafio. Para quem faz treinos na esteira, o ideal é usar uma programação que tenha velocidades flutuantes em vez de se manter numa constante”, explica ele.

Inclua pesos na caminhada

Tanto Liu como Gomes recomendam que a caminhada seja feita também com a integração de pesos. Podem ser usadas sacolas, distribuindo o peso entre as mãos, ou mesmo halteres específicos para serem carregados, como os kettlebells. Além de levá-los consigo, é bom fazer levantamentos laterais e frontais enquanto se caminha para aumentar a intensidade. Uma mochila com peso também pode cumprir essa função, mas lembre de ajustar as alças para não prejudicar a saúde das costas.

Inclua movimentos desafiadores

A caminhada pode ser complementada ainda com alguns exercícios que tragam maior esforço para a musculatura, como agachamentos enquanto se espera o sinal abrir ou alguns afundos durante a caminhada. Se houver espaço para abdominais, melhor ainda.

“O mais importante para perder a gordura abdominal é começar a se movimentar. Claro que a intensidade que adicionamos ajuda a aumentar o gasto calórico e a acelerar o metabolismo. Fazer mil abdominais é muito bom, mas não está ao alcance de todos. É importante fazer o que é possível e incluir alguns desafios a cada dia já ajuda, e muito, a evitar os males do sedentarismo”, conclui Gomes.

Informações Metrópoles


O último mês do ano traz mais que celebrações: ele também destaca a importância da prevenção e do combate ao HIV, à Aids e a outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) através da Campanha Dezembro Vermelho. No Brasil, os desafios permanecem significativos: só em 2023, o país registrou cerca de 40 mil novos casos de HIV, segundo dados do Ministério da Saúde, destacando a necessidade de intensificar as ações preventivas e ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento.

Segundo o Dr. André Lessa, infectologista credenciado pela União Médica, a prevenção deve ser uma prioridade. “O uso de preservativos ainda é o método mais eficiente para evitar tanto o HIV quanto outras ISTs, como sífilis, gonorreia, clamídia e hepatite B. Além disso, a chamada prevenção combinada — que inclui o uso de medicamentos como a profilaxia pré-exposição (PrEP) e a profilaxia pós-exposição (PEP) — aumenta significativamente a proteção.”

Dr. André Lessa destaca que métodos preventivos modernos são acessíveis e podem ser adaptados às necessidades de cada pessoa. “A PrEP, por exemplo, é indicada para aqueles que se consideram em risco de infecção. Ela consiste no uso de medicamentos antirretrovirais antes de possíveis exposições ao HIV. Já a PEP deve ser iniciada até 72 horas após uma relação de risco, e protege não apenas contra o HIV, mas também contra outras doenças, como a hepatite B.”

O especialista também enfatiza a importância do diagnóstico precoce. “A testagem regular é fundamental tanto para a saúde individual quanto para a prevenção coletiva. Ao identificar a infecção cedo, é possível iniciar o tratamento imediatamente, garantindo uma vida saudável e quebrando a cadeia de transmissão.”

Um dos maiores desafios relacionados ao HIV ainda é o estigma. O médico reforça que o tratamento antirretroviral permite que pessoas com o vírus tenham uma vida normal. “Portar o HIV não é sinônimo de doença. Com a carga viral indetectável, o vírus não é transmitido, e a pessoa pode viver plenamente, inclusive com melhor acompanhamento médico e prevenção de outras condições,” firmou o médico acrescentando que “Muitas pessoas com HIV desenvolvem um vínculo mais próximo com sua saúde, o que pode ser uma oportunidade para melhorar hábitos e prevenir outras doenças crônicas no futuro.”

Assessoria de Comunicação
União Médica


Mudanças no estilo de caminhar estão ligadas à degeneração de áreas do cérebro responsáveis pela coordenação e controle motor

Homem andando à beira do rio. Metrópoles

A demência é uma síndrome progressiva que afeta milhões de pessoas no mundo, sendo caracterizada por um declínio nas funções cognitivas, como memória, raciocínio e linguagem. Mas, os primeiros sinais dessa condição vão além das tão faladas falhas de memória.

O neurologista Maciel Pontes, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) aponta que, geralmente, os sinais precoces de demência mais notados são associados às alterações cognitivas, aos problemas de linguagem, à desorientação e dificuldade em realizar tarefas mais complexas. Segundo ele, no entanto, há cada vez mais evidências de outras alterações que podem ser indicar precocemente a condição.

“Estudos indicam que mudanças no andar, como passos mais curtos, ritmo mais lento e alteração no balanço dos braços, podem ser consequência de dificuldades na comunicação entre o cérebro e o sistema motor. A piora no senso de direção, por exemplo, está frequentemente associada a déficits cognitivos iniciais, como comprometimento da memória espacial”, explica o especialista.

Além disso, existe uma condição específica que associa alterações motoras a sintomas cognitivos iniciais. “Há uma condição chamada síndrome de risco motor cognitivo, que combina queixas de perda de memória com lentidão ao caminhar. Quando esses dois sinais aparecem juntos, o risco de demência cresce de forma considerável”, indica o neurocirurgião Renato Campos, que também atende em Brasília.

Os sintomas também podem variar conforme o tipo de demência. “Demências como a de corpos de Lewy estão intimamente ligadas a problemas motores, como instabilidade postural, quedas frequentes e lentidão dos movimentos. Além disso, existe a hidrocefalia de pressão normal, uma condição que, embora menos conhecida, pode ser reversível se tratada adequadamente”, ressalta Campos.

Do ponto de vista neurológico, essas mudanças estão ligadas à degeneração de áreas do cérebro responsáveis pela coordenação e o controle motor. “Demências como o Alzheimer afetam o lobo frontal, crucial para a tomada de decisões e o controle motor. A perda de sinapses e a morte neuronal prejudicam a integração entre movimento e função cerebral, resultando nessas alterações motoras”, explica Pontes.

Outros sinais precoces que podem sugerir demência

Além das mudanças no andar, outros sinais como dificuldades em realizar tarefas cotidianas, lapsos de memória que afetam atividades diárias e alterações de humor ou comportamento são comuns. “Esses sintomas costumam se manifestar de forma sutil, mas podem evoluir gradativamente”, destaca o neurologista Maciel Pontes.

O especialista também alerta que algumas condições podem estar relacionadas às alterações no andar, como o Parkinson e a hipertensão intracraniana benigna. Essa última apresenta três sintomas principais: dificuldade para caminhar, incontinência urinária e perda cognitiva. “O diagnóstico é feito por meio de exames como tomografia e punção lombar, que avaliam a pressão do líquor”, explica.

Do ponto de vista motor, o neurocirurgião Renato Campos ressalta a importância de observar a lentidão nos movimentos, conhecida como bradicinesia. “É quando o paciente passa a fazer certas atividades com mais vagar”, esclarece.

Outro ponto de atenção é a instabilidade postural, que pode causar quedas frequentes. “Esses quadros de desequilíbrio sem causa aparente devem ser valorizados, especialmente em idosos, pois são sinais precoces de processos demenciais”, afirma Campos.

De acordo com Pontes, os sintomas podem aparecer anos antes de um diagnóstico formal, dependendo do tipo de demência. “Pesquisas sugerem que alterações motoras podem ser percebidas até uma década antes. Ao notar esses sinais, é importante buscar avaliação médica para a realização de exames cognitivos e de imagem. Um diagnóstico precoce permite intervenções que podem melhorar a qualidade de vida do paciente”, recomenda.

Medidas importantes para evitar demência ou reduzir seus impactos

Embora não seja possível evitar completamente as alterações motoras relacionadas à demência ou a outras condições neurológicas, algumas medidas podem ajudar a adiar ou reduzir seus impactos, além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

De acordo com o clínico geral e geriatra Natan Chehter, do Hospital Estadual Mário Covas, de São Paulo, é essencial manter um acompanhamento médico adequado para identificar a causa exata das alterações motoras. “Se estamos falando de Parkinson, paralisia supranuclear progressiva, demência por corpos de Lewy ou outra condição, o diagnóstico correto e o tratamento adequado são fundamentais”, explica.

Chehter destaca a fisioterapia e fortalecimento muscular são frequentemente recomendados para preservar a saúde muscular e articular. “Isso é válido não apenas para pacientes com doenças neurológicas, mas para todos. Ter um bom condicionamento físico e massa muscular preservada contribui para uma melhor qualidade de vida, independentemente da condição”, afirma.

Já o neurologista Maciel Pontes aponta que uma abordagem multidisciplinar pode fazer a diferença:

Informações Metrópoles


Medicamento nacional busca patente e pode ser liberado para testes em humanos a partir do ano que vem

O imunizante Vivaxin, com produção 100% brasileira: fase de obtenção de patente seguida de testes em humanos | Foto: Divulgação/CTVacinas
O imunizante Vivaxin, com produção 100% brasileira: fase de obtenção de patente seguida de testes em humanos | Foto: Divulgação/CTVacinas

Uma vacina brasileira contra o tipo mais comum de malária no país e em regiões das Américas está em fase de obtenção de patente. Até janeiro de 2025, as agências reguladoras devem receber o pedido para a realização de testes em humanos

Sob produção da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, o imunizante contra o Plasmodium vivax passou pela fase pré-clínica. Desse modo, apresenta resultados positivos na avaliação de critérios como qualidade, eficácia e segurança.

Vacina é inédita no mundo

Atualmente, não há uma vacina contra a malária vivax, doença infecciosa que tem como origem o parasita do gênero Plasmodium. Há 3 espécies mais comuns do parasita no Brasil – vivax, falciparum e malariae -, cujo contágio em humanos se dá por picada de fêmeas de mosquitos Anopheles.

“Temos um produto inédito no mundo e com produção inteiramente brasileira. Meu objetivo desde o início da pesquisa, há mais de dez anos, foi conseguir uma vacina. Agora estamos na etapa final para autorização dos estudos clínicos”, diz a professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP Irene Soares.

Irene coordena o trabalho ao lado do professor Ricardo Gazzinelli, diretor do Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCT-Vacinas).

Chamado de Vivaxin, o imunizante passou por testes de boas práticas de laboratório e de fabricação. Conforme a professora, a validação desta vacina pode representar, assim, um importante passo, sobretudo, na conexão entre o trabalho científico e a aplicação prática na sociedade. 

Professora e pesquisadora Irene Soares: Brasil tem 'grande lacuna1 na linha de pesquisas de vacinas | Foto: Divulgação/CTVacinas
Professora e pesquisadora Irene Soares: Brasil tem ‘grande lacuna’ na linha de pesquisas de vacinas | Foto: Divulgação/CTVacinas

Trabalho vai além de artigo em revista

“No Brasil, existe uma grande lacuna em linhas de pesquisa de vacinas. Na academia, normalmente, é feita a pesquisa básica, que envolve a definição de antígeno, adjuvante e provas de conceito. A partir disso, resulta em publicação de artigos e os estudos são, no entanto, descontinuados, não chegando até a vacina”. 

Irente diz, contudo, que o objetivo da parceria entre USP e UFMG é vencer principalmente o ‘vale da morte’ e ter o produto final, para testes em humanos, em um processo todo desenvolvido no país, fato raro na ciência brasileira na área de vacinas.

Informações Revista Oeste


Vivianne Miranda, 32, teve o útero perfurado pelo DIU duas vezes
Vivianne Miranda, 32, teve o útero perfurado pelo DIU duas vezes Imagem: Acervo pessoal 

A produtora de conteúdo Vivianne Miranda, 32, passou por um grande susto. Seu DIU perfurou a parede do útero duas vezes em dois anos. Mesmo fazendo a colocação sedada e no centro cirúrgico, ela conta que teve problemas com o método contraceptivo. A VivaBem, Miranda contou sua história.

‘Sentia cólica, mas estava acostumada’

“Eu tomava pílula anticoncepcional e não estava me fazendo bem, então a endócrino recomentou que eu parasse e sugeriu que eu tentasse o DIU.

Fui à ginecologista e conversei sobre a possibilidade. Ela topou e marcamos de colocá-lo no centro cirúrgico em julho de 2022. Tinha medo de sentir dor e, como o convênio cobria o procedimento com anestesia, preferi fazer dessa forma.

Achei também que seria mais seguro, já que o médico teria acesso a aparelhos de vídeo, algo que não existe no consultório. Quando acordei, estava com muita dor. Tomei remédios fortes e não melhorava, eu nem conseguia entender o motivo.

Os dias foram passando e a dor diminuiu até sumir.

Passados 30 dias, fiz o exame de imagem e ele mostrou que o DIU estava no lugar. Eu sentia cólica, mas, como estava acostumada, não pensei que poderia ter alguma coisa a ver com meu método contraceptivo.

Primeira perfuração

Seis meses após a colocação do DIU, fiz outro exame de imagem. Desta vez, o resultado mostrava que existia uma perfuração no meu útero. A médica do ultrassom chegou a me perguntar se eu estava sentindo muita dor. Eu expliquei que não, só uma cólica. Eu não tinha me ligado, mas, como não menstruava mais, não deveria sentir cólica.”

Como a médica que colocou meu DIU parou de atender pelo convênio, procurei outro profissional. Ele olhou meus exames e disse que não precisávamos tirar o DIU, bastava reposicioná-lo. Fui mais uma vez para o centro cirúrgico. Ele foi reposicionado e segui a vida.

Quando fui fazer meus exames de rotina, no ano seguinte, mais uma vez o técnico do ultrassom me disse que o DIU estava perfurando a parede do meu útero. Era a segunda vez. Não estava entendendo o que acontecia comigo.

Procurei uma terceira ginecologista —isso em um intervalo de dois anos. A médica me explicou que isso podia ter acontecido por um erro, mas não dava para afirmar com certeza.

Dessa vez, eu precisaria retirar o DIU, esperar que a laceração cicatrizasse para depois pensar em colocá-lo novamente. Então, fui mais uma vez para o centro cirúrgico fazer a retirada. Foi muito rápido. Em cerca de 20 minutos, estava de volta ao quarto.

Traumas

A ginecologista me explicou que não corro o risco de ter sequelas. Basta cicatrizar o machucado que está tudo bem. Que eu poderia tentar colocá-lo novamente em alguns meses.”

Não tenho coragem de colocar de novo porque tenho medo de passar pelo mesmo que passei.”

O que dizem os médicos

Perfurações não são consideradas erros médicos, diz a ginecologista e obstetra Larissa Cassiano. “São complicações possíveis de acontecer durante a inserção do DIU. Nós, médicos, estamos vendo um aumento de mulheres que usam esse método e, por consequência, também um aumento de histórias de perfurações”, explica.

A especialista explica que esse tipo de lesão é mais comum quando o DIU é hormonal. “O insertor faz uma certa pressão na hora da colocação e isso pode favorecer a perfuração.”

A hora da colocação é a mais perigosa, avalia o ginecologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Rogerio Felizi. “O músculo do útero é um tecido frágil. Com excesso de força ou colocação inadequada essa lesão pode aparecer.”

Além da força na colocação, a anatomia da paciente pode ser outro fator “Como aconteceu duas vezes, com profissionais diferentes, diria que tem mais chances de ser uma questão do corpo do que de um erro médico”, diz Cassiano.

Há ainda uma terceira possibilidade que pode levar à perfuração. “É bem raro, mas o DIU pode migrar dentro das tubas uterinas. Já vimos acontecer, mas é muito difícil”, diz Felizi.

No Brasil, há aumento na busca por esse método. Cassiano explica que, há oito anos, um hospital podia chegar a colocar 10 DIUs por mês. Hoje, coloca-se esse número em um único dia. “Por isso vemos mais perfurações.” Apesar de problemas eventuais, como o que aconteceu com Miranda, é bom lembrar que, de um modo geral, o DIU é extremamente seguro e eficaz, tem algumas vantagens sobre outros métodos, como as pílulas, e ainda permite que a mulher passe vários anos sem se preocupar com a contracepção.

Informações UOL


A falta de fome e refeições erradas podem fazer com que algumas pessoas comam errado e sofram com a carência de nutrientes

Canetas de injeção de Ozempic ao lado de fita métrica e uma balança ao fundo - Metrópoles

A saciedade é um dos efeitos colaterais dos remédios para diabetes prescritos de forma off-label para o emagrecimento, como o Ozempic, Wegovy e Mounjaro. Sem fome, é natural que os usuários passem períodos maiores sem comer ou façam refeições menores. O problema é que, além de perder peso, os pacientes podem acabar desnutridos.

A desnutrição é comumente associada à magreza extrema. No entanto, ela se refere à carência de nutrientes essenciais para o funcionamento do corpo, como vitaminas e minerais, resultando em sintomas como fadiga e tontura. Assim, mesmo pessoas com obesidade podem ser consideradas desnutridas.

“O fato de uma pessoa ter excesso de gordura no corpo não significa que ela tem vitaminas, minerais e fibras suficientes”, afirma o médico Marcio Mancini, chefe do grupo de obesidade do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e coordenador do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem).

Médicos alertam que o processo de emagrecimento com esses medicamentos deve ser acompanhado por um nutricionista para que os pacientes sigam uma dieta equilibrada e nutricionalmente variada.

“Como diminui a fome e a ingesta calórica, a pessoa acha que quanto menos comer, melhor. Não toma café da manhã, não almoça, vai para a academia e passa mal. Depois, ele atribui esse e outros sintomas, como dor de cabeça, ao remédio”, afirmou o endocrinologista Fábio Trujilho, vice-presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), durante um webinar científico para jornalistas promovido pela farmacêutica Novo Nordisk.

“Não é uma corrida para emagrecer, é o início de uma jornada que, muitas vezes, precisa de outras ações combinadas”, completou o médico.

Desnutrição após tratamentos para emagrecimento

A preocupação com os casos de desnutrição provocados por tratamentos da obesidade começou com a popularização da cirurgia bariátrica. O procedimento leva à perda expressiva de peso (de 25 a 30%, em média) e pode causar má absorção de nutrientes, levando à carência de vitaminas e minerais.

Pode faltar ferro e a pessoa ter anemia, ou faltar cálcio e ela ter osteoporose, por exemplo. “O paciente que passa pela cirurgia bariátrica vai tomar vitaminas e minerais pelo resto da vida. Por isso, antes e depois da cirurgia, as vitaminas e os minerais são medidos em exames de sangue para checar se a suplementação está adequada”, afirma Mancini.

De acordo com o coordenador do departamento de obesidade da Sbem, essa preocupação não existia com os tratamentos clínicos porque a geração anterior de medicamentos para emagrecimento levavam à perda de apenas 5 a 10% do peso. O surgimento da nova geração de medicamentos mudou o jogo. Remédios à base de liraglutida (Saxenda), semaglutida (Ozempic e o Wegovy), e tirzepatida (Mounjaro) levam à perda de peso superior a 15%.

O médico esclarece que os pacientes respondem de forma diferente ao tratamento. Os que têm perda mais rápida de peso, principalmente se o grau de obesidade é menor ou se têm a idade mais avançada, podem correr um risco maior de desnutrição.

Sintomas de desnutrição

Os sintomas da desnutrição variam de acordo com a deficiência. Pessoas com falta de vitamina B12 podem ter anemia, fraqueza e até complicações neurológicas, com falha da memória, sensação de formigamento nas pontas dos dedos e até dificuldade para caminhar, em casos mais raros. As principais fontes de vitamina B12 são carne, peixe, aves, leite e ovos.

A falta de cálcio pode levar à perda óssea, assim como acontece com a deficiência da vitamina D, que tem um papel importante na formação dos ossos. “Muitas pessoas têm fadiga por falta de vitamina D”, afirma Mancini.

A carência de ferro é associada à anemia pode resultar em fraqueza, aceleração do coração ao subir escadas, palidez e falta de ar. O mineral é encontrado na carne vermelha, aves, folhas verdes e feijão, por exemplo.

Como manter uma alimentação saudável

A medicação provoca saciedade precoce, diminui a fome e a velocidade de esvaziamento gástrico. Assim, o paciente fica satisfeito com porções pequenas. Mas Mancini alerta que não basta comer menos para garantir os resultados. É preciso ter atenção a outros hábitos, como:

Informações Metrópoles


Estudo analisou cerca de 15 mil internações de pessoas com mais de 60 anos e apontou que em 71,8% dos casos houve pelo menos um alerta de uso de medicamentos potencialmente inapropriados para idosos. O omeprazol foi um dos mais citados
Estudo analisou cerca de 15 mil internações de pessoas com mais de 60 anos e apontou que em 71,8% dos casos houve pelo menos um alerta de uso de medicamentos potencialmente inapropriados para idosos. O omeprazol foi um dos mais citados Imagem: iStock

Você já parou para pensar que aquele “remedinho” que sempre ajudou a sanar a sua dor de cabeça pode se tornar um risco para o seu organismo com o passar dos anos?

Em um país como o Brasil, que apresentou um aumento de quase 57,5% no número de pessoas com mais de 65 anos nos últimos doze anos e onde espera-se que essa faixa etária represente 75,3 milhões até 2070, surge um novo desafio: preparar o sistema de saúde para o cuidado adequado com essa parcela da população.

Essa adequação inclui a avaliação dos riscos de medicamentos potencialmente inapropriados para idosos (sigla MPI em português e PIM em inglês, de Potentially Inappropriate Medication. Trata-se de uma parcela da população com particularidades que não se aplicam a pacientes mais jovens. Os mais velhos têm mais doenças concomitantes, necessitam um maior uso de medicamentos e são mais vulneráveis a eventos adversos.

Muitas vezes, idosos gerenciam um ou mais problemas de saúde crônicos e que têm necessidades específicas, exigindo um olhar diferenciado. Nessas situações, o uso de certos medicamentos pode agravar um quadro clínico, por exemplo, e aumentar os custos para o paciente e o sistema de saúde.

Um estudo realizado recentemente pelo Núcleo de Medicina Avançada do Hospital Sírio-Libanês e publicado no JAMDA (Journal of the American Medical Directors Association) analisou cerca de 15 mil internações de pessoas com 60 anos ou mais. A análise foi feita com a ajuda de um sistema de suporte à decisão clínica integrado ao prontuário eletrônico dos pacientes que gera alertas sobre a segurança e o uso correto de medicamentos.

Nesta pesquisa, avaliamos os alertas relacionados a PIMs para idosos e sua associação com os riscos clínicos dos pacientes internados, destacando os impactos na saúde e na trajetória hospitalar. Os resultados apontaram que em 71,8% das internações houve pelo menos um alerta de uso de medicamentos potencialmente inapropriados para idosos.

É possível que profissionais menos familiarizados com a saúde do idoso subestimem eventuais riscos e sejam mais resistentes a fazer uma revisão de medicamentos. A principal justificativa para manter os PIMs de alta criticidade na prescrição foi de que o paciente já fazia uso contínuo.

Um dos medicamentos mais citados no estudo foi o omeprazol, que é facilmente comprado nas farmácias e indicado para problemas gastrointestinais. No entanto, trata-se de um remédio que está associado ao aumento das chances de manifestar problemas cognitivos no futuro, provavelmente por interferir na absorção da vitamina B12 no estômago. Nos dias atuais, muita gente toma esse medicamento por conta própria, sem indicação clara.

Mais do que isso: em pacientes internados, a diminuição da acidez do estômago provocada pelo omeprazol  pode aumentar a quantidade e a variedade de bactérias e elevar o risco de pneumonia por broncoaspiração quando a pessoa tem refluxo.

Podemos mencionar também o ciprofloxacino, um antibiótico prescrito para infecções bacterianas graves ou que não respondem bem a tratamentos convencionais. Nos idosos, no entanto, o medicamento pode causar efeitos colaterais como a confusão mental, especialmente em pessoas com idade avançada ou com histórico de problemas cognitivos. Esse tipo de reação pode surgir de forma abrupta, muitas vezes nas primeiras 24 horas após o início do uso, manifestando-se por meio de sintomas como desorientação, sonolência, agitação, confusão mental e alterações no ciclo do sono.

Este é um exemplo claro de que mesmo remédios comuns e de fácil acesso podem trazer grandes riscos à terceira idade e de que é preciso ter cuidado no momento de prescrição. Cada condição deve ser analisada individualmente para saber se há outro tipo de tratamento e entender se o benefício vale mais a pena do que o risco.

A ajuda das novas tecnologias

A vulnerabilidade da população acima de 65 anos a diversos medicamentos potencialmente inapropriados pode ser explicada por meio do conceito de reserva funcional. Essa reserva garante a condição adequada do organismo para enfrentar eventos adversos sem interferir no equilíbrio e antes de qualquer problema se manifestar.

A partir dos 30 anos, o corpo começa a perder, lentamente, parte dessa reserva – mesmo se considerarmos um envelhecimento saudável. É neste momento que algumas ações podem impor ao corpo consequências maiores do que quando o indivíduo era mais jovem. Aumenta, por exemplo, o risco de toxicidade por medicamentos, uma vez que a diminuição da reserva funcional pode impactar na quebra de alguns princípios ativos pelo fígado.

A medicina procura recursos para apoiá-la na tomada de decisão no momento da prescrição de medicamentos. Nesse aspecto, a tecnologia pode ser uma grande aliada. No Hospital Sírio-Libanês, uma ferramenta de IA (inteligência artificial) trabalha dentro de um repositório de informações sobre a segurança e os riscos de remédios, fazendo um cruzamento de dados que leva em consideração faixa etária e quadro clínico do paciente. Isso vem gerando alertas em tempo real no prontuário médico em que as prescrições são inseridas. Além dos alertas relacionados a PIMs, a ferramenta também avisa quando dois medicamentos podem não funcionar bem juntos.

O estudo realizado no Hospital Sírio-Libanês evidencia a necessidade dos sistemas de saúde se adaptarem e se modernizarem para melhor atenderem os idosos. A tecnologia para isso já está disponível. Agora, é necessário que outras áreas médicas, e não apenas a Geriatria, fiquem cada vez mais atentas à prescrição de medicamentos para essa parcela da sociedade.

Pedro Curiati, Médico, doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo e professor da Especialização em geriatria, Núcleo Avançado de Geriatria (NAGe) do Hospital Sírio Libanês

This article is republished from The Conversationunder a Creative Commons license. Read the original article.

Informações UOL


Tratamento é para para pacientes com mutação genética específica; risco de recorrência da doença ou morte diminui 76%

Aproximadamente 85% dos pacientes com diagnóstico de câncer de pulmão no Brasil são do tipo não pequenas células. Maioria é de jovens, com menos de 55 anos, que nunca fumaram ou com histórico leve de tabagismo | Foto: Reprodução/Twitter/X
Aproximadamente 85% dos pacientes com diagnóstico de câncer de pulmão no Brasil são do tipo não pequenas células. Maioria é de jovens, com menos de 55 anos, que nunca fumaram ou com histórico leve de tabagismo | Foto: Reprodução/Twitter/X

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou esta semana a primeira terapia-alvo para o tratamento de um tipo específico de câncer de pulmão. A droga destina-se a casos com diagnóstico em fase inicial. 

O medicamento é o alectinibe. A farmacêutica Roche foi quem desenvolveu a solução. Oral, a droga é para pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas ALK-positivo em fase inicial.

Na maioria, câncer desaparece depois de 3 anos de tratamento

Resultados do estudo clínico mostraram principalmente que o tratamento reduz o risco de recorrência da doença ou morte em 76% dos pacientes. Depois de três anos de tratamento, 9 em cada 10 pacientes ficaram livres da doença. O câncer de pulmão é o quarto tipo de câncer mais incidente no Brasil. Além disso, é o que apresenta a maior taxa mortalidade, conforme pesquisas do Instituto Nacional do Câncer (INCA). 

Aproximadamente 85% dos pacientes com diagnóstico de câncer de pulmão no país são do tipo não pequenas células. Desse total, cerca de 5% possuem principalmente alteração do gene ALK. Os pacientes com essa mutação costumam ser pessoas jovens, com menos de 55 anos, que nunca fumaram ou com histórico leve de tabagismo.

“Aproximadamente metade dos pacientes com diagnóstico positivo de câncer de pulmão de não pequenas células nos estágios iniciais apresentam recidiva, mesmo depois da cirurgia e da quimioterapia”, informa a médica Clarissa Baldotto, presidente do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica (GBOT) e diretora da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).

 “Como mostram os dados do ALINA, agora poderemos beneficiar uma população de pacientes mais jovens, que possuem alto risco de desenvolver metástases cerebrais, impactando diretamente na possibilidade de cura para essas pessoas”, acrescenta.

Uma das opções do medicamento em versão comercial: redução de risco de metástases cerebrais especialmente em jovens | Foto: Reprodução/Twitter/X
Uma das opções do medicamento em versão comercial: redução de risco de metástases cerebrais especialmente em jovens | Foto: Reprodução/Twitter/X

O Brasil já aprovou o alectinibe, assim como outros mais de 100 países que admitem a droga como primeira ou segunda linha de tratamento do câncer de pulmão ALK-positivo em estágio avançado ou metastático. Europa e Estados Unidos também aprovaram a nova indicação para estágio inicial.

Informações Revista Oeste

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