Agosto é celebrado nacionalmente como o Mês de Aleitamento Materno desde 2017. O período também é chamado de Agosto Dourado, cor que simboliza o padrão ouro de qualidade do leite humano, líquido essencial para a vida e o desenvolvimento do bebê. Mas, em meio à pandemia de covid-19, a preocupação das mães com a amamentação aumenta. . E uma dúvida surge: mulheres que contraíram a doença podem amamentar normalmente?
Para a coordenadora da assistência em aleitamento materno do Banco de Leite Humano (BLH) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz), Maíra Domingues, que é enfermeira pediátrica, os estudos feitos com amostras de leite de mães que tiveram covid-19 indicaram que vírus SARS-CoV-2 não é transmitido pela amamentação.
“As mães podem e devem continuar amamentando, mesmo estando com sintomas compatíveis com a síndrome gripal ou infecção respiratória, ou mesmo a confirmação para covid-19, se for seu desejo e se estiver em condições clínicas adequadas. Mas é importante que elas utilizem a máscara quando forem amamentar ou realizar algum cuidado com o bebê. E, claro, a higienização das mãos com bastante frequência, antes e depois da mamada ou cuidado”.
A Secretaria da Saúde (Sesab) informou que a ocupação de leitos de Tratamento Intensivo (UTI) caiu no estado. Neste domingo a taxa ficou em 59%. Os dados indicam queda no índice desde o domingo (2), em que a taxa era de 73,56%.
O boletim deste domingo ainda informa que na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.628 novos casos de Covid-19 e 54 óbitos.
Desde o início da pandemia são 193.029 casos confirmados, sendo que 175.287 já são considerados recuperados, e 3.953 mortes.
O estado possui 13.789 casos ativos. Os casos confirmados ocorreram em 413 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (32,69%).
O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, está confiante no controle da pandemia do coronavírus no Brasil, em setembro. De acordo com técnicos da pasta, houve uma redução no ritmo da doença em algumas regiões, o que adiou, ao menos em alguns dias, a marca de 100 mil mortes pela Covid-19 no país. Até quarta-feira (5), o número de vítimas estava em 95 mil.
Há dois meses e meio no cargo, Pazuello tem conquistado força para continuar por mais tempo.
A Prefeitura de Feira de Santana, por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), informa que até o momento não recebeu relatório da inspeção realizada pelo Ministério Público do Trabalho e Comitê de Enfermagem, sinalizando ajustes e adaptações necessárias.
Antemão, o órgão municipal reforça que estratégias para reduzir os riscos de contaminação por Covid-19 foram traçadas pela instituição, entre outras, com horários de descanso alternado para reduzir as chances de aglomeração. Todos os locais de repouso do SAMU possuem janelas e aparelhos de ar-condicionado, proporcionando a ventilação.
A respeito de profissionais estarem colocando colchão no chão para dormir, o órgão reitera que não é essa a orientação, uma vez que o SAMU possui local específico destinado para o repouso da equipe.
Salienta que a Central de Material e Esterilização (CME) está sendo utilizada em sua função original. Portanto, não procede a informação de que o local estaria servindo como depósito.
O órgão municipal ressalta que todos os profissionais fazem uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), respeitando o período indicado para descarte. E acrescenta que a respeito do técnico auxiliar de regulação médica foi feita adaptação de distanciamento hoje, 4. O profissional da recepção, por sua vez, trabalha com máscara e face Shields.
Vale salientar que, até o momento, a Secretaria de Saúde recebeu apenas uma solicitação de documentos e está à disposição para fazer os ajustes e adaptações necessárias.
No entanto, reforça as medidas adotadas no SAMU para o enfrentamento à doença, como distanciamento social; desinfecção da base uma vez por semana, por meio da Secretaria de Serviços Públicos; uso de máscara e protetor facial para os profissionais da recepção e dispensadores de álcool em gel.
O plano de contingência para o enfrentamento ao coronavírus, inclui ainda, revestimento de toda aérea externa e corredores com material lavável para facilitar a higienização e reduzir a contaminação, e a compra de Equipamentos de Proteção Individual específicos para o atendimento aos pacientes suspeitos ou portadores da Covid-19.
Além disso, é disponibilizado em cada ambulância o “Kit Covid” e um reserva para dar celeridade aos atendimentos, e protetores impermeáveis.
O Governo Municipal pontua que não há infraestrutura comprometida na base do SAMU. No dia da inspeção, foi sinalizado um fio desencapado e exposto, mas que não apresenta riscos. O órgão já está providenciando o ajuste.
Os profissionais de saúde permanente incapacitados para o trabalho por terem atuado no atendimento a pacientes do novo coronavírus não vão receber ajuda do governo federal. Foi o que decidiu o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ao vetar um projeto de lei do Congresso que previa uma compensação financeira que deveria ser paga pela União.
O veto integral do presidente foi divulgado pela Secretaria-Geral da Presidência e deve ser publicado no Diário Oficial desta terça-feira (4). Segundo a pasta, a proposta do Congresso Nacional tem “mérito” e “boa intenção”, mas afirma há “obstáculos jurídico que a impedem de ser sancionada”.
Segundo o governo, não houve estimativa do impacto financeiro da indenização que seria criada, o que contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal. O texto vetado garantia a compensação ao profissional de saúde incapacitado permanente em razão do seu trabalho de combate à Covid-19.
Também estendia o pagamento aos agentes comunitários de saúde que ficassem incapacitados permanentemente por terem realizado visitas domiciliares durante a emergência sanitária, segundo informações da Folha de S.Paulo.
O valor da indenização que seria paga ao profissional de saúde incapacitado era de R$ 50.000, segundo o projeto de lei. A proposição vetada também alterava outras normas para determinar que, durante a emergência sanitária, o empregado não precisaria comprovar doença durante os sete primeiros dias de afastamento do trabalho.
O governo argumenta que a matéria já foi objeto de veto presidencial recente por gerar insegurança jurídica.
Entre os dias 26 de julho e 2 de agosto, o Hospital de Campanha, onde são atendidos os pacientes infectados pela Covid-19 regulados pela rede municipal, não registrou óbito. O diretor Francisco Mota relacionou a situação à redução de casos positivos à doença nas últimas semanas.
Outro fator, de acordo com ele, foi a mudança nos critérios de internação, definida pelo prefeito Colbert Filho, coordenação médica do hospital e pelo Comitê Municipal de Controle ao Coronavírus.
Neste encontro ficou definido que as internações seriam mais precoces, principalmente para os grupos de risco – diabéticos, hipertensos, obesos e portadores de doenças pulmonares.
Ainda segundo o diretor, a ampliação dos leitos de UTI, de 10 para 18, ofereceu maior suporte para que os casos positivos fossem internados. Desde que foi aberto, há dois meses, o Hospital de Campanha já recebeu 209 pacientes. Destes, 36 morreram.
As informações são da Secretaria Municipal de Comunicação
A Bahia é o estado brasileiro com o maior número de casos sob investigação de Síndrome Congênita da Zika (SCZ), incluindo ocorrências de 2015. A informação consta na edição de julho do boletim epidemiológico da doença divulgado pelo Ministério da Saúde, com base na notificação dos casos suspeitos no Registro de Eventos em Saúde Pública (Resp).
A síndrome pode causar diversos sintomas e sinais, como calcificações intracranianas, problemas auditivos e graves anomalias oculares, mas o mais conhecido é a microcefalia – quando um bebê apresenta diminuição do perímetro craniano ao nascer.
O estado somava até então 451 casos suspeitos sendo analisados. Em todo o Brasil são 2.835 nesta situação, de acordo com dados notificados até junho pelo Ministério da Saúde. Deste total, 166 são de 2015, quando foi identificada a relação do vírus da zika e o aumento de casos de microcefalia e outras alterações em bebês. O número representa 4% do total de notificações naquele ano.
O boletim informa que o total ainda inclui 709 casos de 2016, que equivalem a 8% das notificações de SCZ, 428 de 2017 (16%), 436 de 2018 (25%), 704 de 2019 (47%) e 392 de 2020 (84%).
Seguem a Bahia na soma de casos em investigação São Paulo com 336, Tocantins que totaliza 284 e o Espírito Santo com 222.
Na publicação, a pasta alerta que apesar do período de emergência ter sido encerrado, novos casos da Síndrome Congênita da Zika continuam ocorrendo no país.
A Fundação Hospitalar de Feira de Santana (FHFS) vai realizar, entre 1º a 31 de agosto, o VII Encontro de Aleitamento Materno do Banco de Leite Humano do Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS), o Hospital da Mulher. Neste ano, devido à pandemia do novo coronavírus, haverá uma programação por meio da internet. Trata-se do I Encontro Virtual de Aleitamento Materno.
A atividade é em alusão a 29ª Semana Mundial de Aleitamento Materno e marca o início da campanha nacional Agosto Dourado, cujo tema é “Apoie o Aleitamento Materno por um Planeta mais Saudável”. O objetivo é intensificar a importância da amamentação nas primeiras horas de vida do recém-nascido, e que deve ser mantida de forma exclusiva por seis meses.
O encontro, que é gratuito, é destinado para profissionais da saúde, estudantes e a comunidade em geral. Para participar do evento virtual, basta acessar a plataforma disponível no site: www.evens3.com.br/encontroaleitamentohips2020.
A coordenadora do Banco de Leite Humano, Camilla Martins, destaca que foi necessário adequar a programação ao novo cenário pelo qual o país e o mundo atravessam devido à pandemia do coronavírus.
A PROGRAMAÇÃO completa pode ser conferido no site da Prefeitura Municipal de Feira de Santana.
A Coreia do Norte registrou o primeiro caso “suspeito” de coronavírus no país. Segundo a agência de notícias do governo, a KCNA, o país entrou em “emergência máxima”.
A emissora afirmou que se trata de uma pessoa que “voltou em 19 de julho depois de ter cruzado ilegalmente a linha de demarcação” na fronteira com a Coreia do Sul.
A KCNA disse ainda que o infectado é “um fugitivo que foi para o Sul há três anos” e que foi encontrado em Kaesong, na fronteira com a Coreia do Sul.
– [A pessoa] foi inicialmente submetida a uma quarentena rigorosa, e todas as pessoas que estiveram em contato com ela e as que estiveram nesta cidade nos últimos cinco dias estão sendo investigadas minuciosamente – informou a agência.
Até o momento, Pyongyang afirmava que o país, cujas fronteiras são fechadas, não havia registrado casos de Covid-19.
O país classificou a possibilidade de pandemia como uma “situação perigosa” e “que poderia levar a uma catástrofe mortal e destrutiva”. Por esta razão, Kim Jong-un convocou uma reunião extraordinária para adotar um “sistema de emergência máximo e emitir um alerta de alto nível”. Ainda assim, o líder norte-coreano já admite que “parece que o vírus entrou no país”.
Como forma de conter a propagação da doença, a cidade de Kaesong foi completamente confinada.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) criou uma norma que determina que farmácias passem a exigir receita em duas vias para venda do vermífugo ivermectina, com a primeira via sendo retida pelo estabelecimento.
A medida muda o controle sobre esse tipo de medicamento, que é indicado para sarna, piolho e parasitas intestinais.
Até então, a exigência era apenas de apresentação de uma via de receita simples, o que, na prática, é pouco cobrado pelas farmácias.
A mudança ocorre em meio a um aumento na busca pelo medicamento nas farmácias.
Nos últimos meses, mensagens que indicam a ivermectina como possível droga para a Covid-19 têm circulado nas redes sociais, embora não haja nenhuma comprovação científica de eficácia no combate à doença.
Segundo a Anvisa, o objetivo da nova norma é evitar o uso indiscriminado do medicamento.
A norma não determina um tipo específico de receita, a qual pode ser feita por meio de receituário privativo do médico ou da unidade de saúde, mas com retenção de uma via para controle nas farmácias.
O documento deve ter dados do médico e paciente, informações sobre a indicação do medicamento e data de emissão, com validade para 30 dias.
Na prática, o novo modelo é semelhante ao usado para venda de antibióticos, por exemplo. A Anvisa, porém, optou por colocar a ivermectina em uma norma única voltada para controle de medicamentos em meio à emergência pela Covid-19.
Com a exigência de retenção de receita, o medicamento passa a fazer parte do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados. A exceção, segundo a Anvisa, vale para caixas de ivermectina que já constavam do estoque de farmácias.
A agência já havia adotado orientação para cobrança de receita em duas vias no caso dos remédios hidroxicloroquina, cloroquina e nitazoxanida, mas em normas separadas. A diferença é que, agora, uma única resolução vale para todos esses medicamentos.
Indicadas originalmente para malária, artrite e lúpus, a hidroxicloroquina e a cloroquina também vêm sendo alvo de forte procura nas farmácias desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a defender o medicamento para a Covid-19. No Brasil, o discurso foi seguido pelo presidente Jair Bolsonaro.
Resultados iniciais de estudos randomizados e controlados feitos até o momento, no entanto, não têm demonstrado eficácia.
Em documento divulgado na última semana, a Sociedade Brasileira de Infectologia afirma que “é urgente e necessário que a hidroxicloroquina seja abandonada no tratamento de qualquer fase da Covid-19”.
A orientação da entidade ocorreu um dia após dois estudos padrão-ouro mostrarem que a cloroquina não tem efeito em pacientes em quadros iniciais do novo coronavírus, o que já havia sido demonstrado em outras publicações no caso de pacientes graves.
No mesmo documento, a sociedade recomenda que Ministério da Saúde, municípios e estados reavaliem orientações que indicam a droga, o que evitaria gastar “dinheiro público em tratamentos que são comprovadamente ineficazes”.
Em maio, o Ministério da Saúde publicou orientações que ampliam a oferta da cloroquina para pacientes com sintomas leves da Covid-19, mesmo sem comprovação de benefícios e com alerta para riscos.
A norma da Anvisa, porém, não vale para esses casos, já que a distribuição por programas de governo segue protocolos próprios. (Folhapress)