Com equilíbrio e boas escolhas, é possível incluir a pizza no cardápio — até mesmo em planos de emagrecimento
Quando se fala em reeducação alimentar ou perda de peso, a pizza costuma ser um dos primeiros alimentos a entrar na “lista proibida”. A verdade é que ela não precisa ser banida do cardápio — e o Dia da Pizza, comemorado nesta quinta-feira (10/7), é a chance perfeita para lembrar que o segredo está no equilíbrio, não na restrição.
O problema não é a pizza em si, mas a frequência, os ingredientes e o tamanho da porção. Uma ou duas fatias de pizza, em um contexto de alimentação equilibrada, não compromete o processo de emagrecimento. O que pesa é transformar isso em rotina ou exagerar nas quantidades.
Para quem quer manter o foco na saúde sem abrir mão da celebração, há estratégias simples:
Prefira massas finas e integrais, que têm menos calorias e mais fibras;
Opte por recheios leves, como vegetais, frango, atum e queijos magros;
Evite bordas recheadas, molhos cremosos e embutidos em excesso.
Outra dica é preparar a própria pizza em casa, o que permite controlar os ingredientes e adaptar às necessidades individuais.
Além disso, incluir a pizza como parte de uma refeição planejada — e não como um “deslize” — ajuda a manter uma relação saudável com a comida, reduzindo a culpa e o efeito sanfona.
Ou seja: dá, sim, para comemorar o Dia da Pizzasem sair da linha. Afinal, saúde também tem a ver com prazer e equilíbrio — não com proibições radicais.
Ministério da Saúde afirma que casos são investigados e que a vacina é a principal forma de prevenir casos graves e mortes
Foto: Shutterstock/reprodução
Oito casos da nova variante da covid-19, a XFG, forma identificados em pacientes. Foram seis no Ceará e dois em São Paulo. A mutação do vírus pode provocar casos mais graves.
A XFG é a mais recente de sete variantes classificadas como sob monitoramento pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em nota, o Ministério da Saúde informou que monitora de “de forma contínua” a vigilância do SARS-CoV-2, vírus que causa a doença.
Também informou que não foram registrados óbitos entre os pacientes diagnosticados com a nova variante. “A vacinação segue sendo a principal forma de prevenir casos graves e mortes”, diz a pasta.
Segundo a OMS, a variante a XFG surgiu de uma recombinação entre duas versões anteriores do vírus, a LF.7 e a LP.8.1.2. Ela foi identificada pela primeira vez no mundo em 27 de janeiro.
Previsão da pasta é que dispositivo seja liberado no 2º semestre
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Sistema Único de Saúde (SUS) vai disponibilizar o implante contraceptivo popularmente conhecido como Implanon a partir do segundo semestre deste ano. De acordo com o Ministério da Saúde, serão distribuídos 1,8 milhão de dispositivos, sendo 500 mil ainda este ano. O investimento será de cerca de R$ 245 milhões – atualmente, a unidade do produto custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.
“Além de prevenir a gravidez não planejada, o acesso a contraceptivo também contribui para a redução da mortalidade materna, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU [Organização das Nações Unidas]”, diz o comunicado.
Em nota, a pasta informou que a decisão de incorporar o contraceptivo ao SUS foi apresentada na tarde desta quarta-feira (2) durante a reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).
A portaria que oficializa a incorporação do contraceptivo deve ser publicada nos próximos dias. A partir da publicação, áreas técnicas da pasta terão 180 dias para efetivar a oferta, o que envolve etapas como atualização de diretrizes clínicas, aquisição e distribuição do insumo, capacitação e habilitação de profissionais, entre outras ações.
Em entrevista ao programa Rotativo News, nesta segunda-feira (30), a psicóloga Lismara Moreira trouxe reflexões contundentes sobre a saúde mental masculina e os desafios que ainda cercam o tema. Segundo Lis, o principal obstáculo é o estigma social, que ainda impõe aos homens a necessidade de parecerem “fortes” e inabaláveis — o que os leva a reprimir emoções e a evitar a busca por ajuda profissional.
“Desde pequenos, os homens são ensinados a não chorar, a não demonstrar sentimentos. Isso gera um acúmulo emocional perigoso, que pode se manifestar em doenças ou até em comportamentos violentos”, alertou a psicóloga.
Lis explicou que, ao contrário das mulheres, que costumam extravasar suas emoções de formas menos autodestrutivas, como conversar com amigas ou cuidar da própria aparência, muitos homens acabam recorrendo ao álcool ou à pornografia para tentar aliviar suas angústias. A especialista destacou ainda que a sociedade precisa incentivar os homens a falar sobre seus sentimentos: “Não existe força sem organização emocional. Para ser um bom marido, um bom pai ou um bom profissional, o homem precisa conhecer suas emoções e lidar com elas. ”
Outro ponto importante abordado na entrevista foi o papel das mulheres, esposas, namoradas, mães ou amigas, em perceber sinais de sofrimento e estimular os homens a buscar ajuda especializada. Lis ressaltou que muitas vezes, é essa figura próxima que se torna a chave para que o homem aceite iniciar um tratamento: “Naquele momento, ele não é apenas o marido ou companheiro, é um ser humano que precisa de suporte. ”
A psicóloga também chamou atenção para a influência das redes sociais na saúde mental masculina, principalmente quando o homem já está emocionalmente desorganizado. Ela explicou que imagens sexualizadas podem gerar frustrações, comparações e afastamento dentro dos relacionamentos, além de agravar quadros de baixa autoestima ou compulsões.
“É essencial promover o diálogo no relacionamento, criar intimidade e entender o que falta, para que o homem não busque fora de casa aquilo que poderia encontrar em um relacionamento saudável”, enfatizou Lis.
A entrevista reforçou a importância de quebrar o tabu que ainda envolve a saúde mental dos homens e de promover ambientes de acolhimento para que eles possam se expressar sem medo de julgamentos. “O silêncio do homem pode parecer força, mas, na verdade, é um pedido de ajuda disfarçado”, concluiu a psicóloga.
Durante os festejos juninos de 2025, o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, registrou um aumento de 32% nos atendimentos de vítimas de acidentes relacionados ao trânsito, em comparação com o mesmo período do ano passado. O levantamento da unidade considerou os atendimentos realizados entre os dias 19 e 24 de junho.
Neste ano, foram contabilizados 93 atendimentos por acidentes com veículos — em 2024, esse número foi de aproximadamente 70 ocorrências. Das situações registradas, 75 envolveram motocicletas, 12 foram atropelamentos e 6 acidentes automobilísticos. O balanço também apontou um aumento expressivo nos casos de agressões físicas, muitas delas provocadas por brigas em municípios vizinhos.
Além da alta nos atendimentos por traumas, o hospital atendeu dois casos de queimaduras durante o período junino. Vale lembrar que o HGCA não é unidade de referência para queimados, realizando apenas o primeiro atendimento e, quando necessário, transferindo os pacientes para hospitais especializados como o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ) ou o, Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador.
A diretora-geral do HGCA, que esteve de plantão durante todo o período do São João, acompanhando de perto o funcionamento da unidade, reforçou a importância do planejamento para garantir a assistência à população mesmo diante do aumento da demanda.
“O Clériston Andrade é o maior hospital do interior da Bahia e está em um ponto de ligação entre diversas regiões. Com o aumento no fluxo de pessoas nas estradas e nas cidades durante os festejos, era esperado que houvesse maior número de ocorrências, e infelizmente isso se confirmou. Tivemos muitos casos envolvendo motociclistas e também agressões físicas. Por isso, reforçamos o pedido de que haja mais fiscalização e ações preventivas, para que os festejos continuem sendo uma celebração e não terminem em tragédia. Quero também agradecer à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que esteve presente e nos deu todo o suporte necessário durante esse período,” declarou a diretora-geral Cristiana França.
A direção também destacou o empenho de toda a equipe do HGCA, que se manteve mobilizada em regime de plantão, garantindo atendimento humanizado e resolutivo para a população de Feira de Santana e região.
Assessoria de Comunicação – Hospital Geral Clériston Andrade
Medida da Anvisa busca frear uso indiscriminado de medicamentos usados contra diabetes e obesidade
Ozempic Crédito: Shutterstock
A partir desta segunda-feira (23), medicamentos com ação análoga ao GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, só poderão ser comprados nas farmácias mediante retenção da receita médica. A exigência foi estabelecida pela Anvisa em abril com o objetivo de coibir o uso sem orientação profissional e fora das indicações previstas nas bulas.
A nova regra vale para medicamentos de tarja vermelha, que já exigem prescrição médica, mas que vinham sendo adquiridos com facilidade sem a devida receita. Agora, esses fármacos seguirão os mesmos critérios aplicados aos antibióticos: a receita médica será obrigatoriamente retida na farmácia.
Nos casos de tratamentos prolongados, será permitido o uso da mesma prescrição por até 90 dias, desde que o médico detalhe a posologia mensal. O farmacêutico não poderá aceitar documentos com prazo de validade vencido, conforme as diretrizes da agência.
Apesar da mudança, a Anvisa esclarece que médicos continuam tendo liberdade para prescrever os remédios em situações não previstas na bula, o chamado uso off-label, desde que entendam que os benefícios superam os riscos. As indicações oficiais dos medicamentos são para o tratamento de diabetes tipo 2, mas eles também vêm sendo utilizados contra obesidade sob orientação médica.
A decisão foi tomada diante do aumento do consumo irregular dos chamados agonistas do GLP-1 para fins estéticos, o que gerou preocupação entre autoridades de saúde. Segundo a Anvisa, esses medicamentos ainda são considerados novos e o perfil de segurança a longo prazo não é totalmente conhecido. A agência informou que, até setembro de 2024, 32% dos efeitos adversos notificados relacionados à semaglutida no Brasil estavam ligados a usos não autorizados, número muito acima da média global de 10% apontada pela OMS.
“Chama a atenção que a pancreatite correspondeu a 5,9% das notificações para a semaglutida no Brasil, mais que o dobro da porcentagem na base global, que foi de 2,4% das notificações para o mesmo princípio ativo até o final de setembro de 2024”, destacou a Anvisa no processo que embasou a decisão.
Entidades médicas como a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), além de sociedades de endocrinologia e diabetes, apoiaram a nova regra por meio de uma carta aberta. “A compra irregular para automedicação coloca em risco a saúde das pessoas e dificulta o acesso de quem realmente precisa de tratamento”, afirmaram as instituições.
Infecção causada por vírus, o herpes genital não tem cura, mas pode ser controlado com antivirais. Veja sintomas, formas de contágio e como se proteger.
O que se sabe sobre a herpes genital — Foto: Reprodução/Canva Pro
O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada por vírus. Existem dois tipos de vírus: HSV-1, mais comum na boca, mas que também pode afetar a região genital; e HSV-2, geralmente associado ao herpes genital. A infecção é permanente, mas os sintomas podem aparecer em surtos intermitentes.
Quais são os sintomas do herpes genital?
Os principais sintomas incluem:
Bolhas ou feridas nos órgãos genitais, ânus, coxas ou nádegas;
Ardência, coceira ou dor ao urinar;
Febre e mal-estar nos primeiros surtos;
escamação da pele nas áreas afetadas.
Muitas pessoas podem não apresentar sintomas visíveis, o que favorece a transmissão do vírus sem saber.
Como o vírus é transmitido?
A transmissão ocorre por contato direto com a pele ou mucosas durante relações sexuais — incluindo oral, vaginal e anal. Mesmo sem sintomas, a pessoa infectada pode transmitir o vírus. Herpes oral também pode infectar a região genital e vice-versa.
Tem cura? Como é o tratamento?
Não existe cura para o herpes genital, mas é possível controlar os sintomas com medicamentos antivirais, como o aciclovir. Esses remédios ajudam a reduzir a duração dos surtos, aliviar os sintomas e diminuir o risco de transmissão.
É possível prevenir o herpes genital?
Sim. Algumas formas de prevenção incluem:
Uso de preservativos (mesmo sem eliminar 100% do risco);
Evitar contato íntimo durante surtos;
Testagem regular e diálogo com parceiros sobre ISTs;
Uso de medicamentos antivirais contínuos em alguns casos.
Gravidez e riscos para o bebê
Se a gestante tiver um surto ativo próximo ao parto, há risco de transmissão para o bebê, o que pode ser muito grave. Por isso, é fundamental o acompanhamento médico durante toda a gestação.
Lote W07310 da toxina botulínica da Dysport foi suspensa após um comunicado da Beaufour Farmacêutica, informou a agência em comunicado
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Avisa) determinou nesta sexta-feira (30) a apreensão do lote W07310 da toxina botulínica, também conhecida como botox, Dysport, após ter identificado que o carregamento não havia sido produzido pela fabricante do produto e, portanto, trata-se de um medicamento falsificado.
Segundo matéria do InfoMoney, a suspensão atinge apenas o lote falsificado e proíbe seu armazenamento, comercialização, distribuição, exportação, fabricação, importação, propaganda, transporte e uso de qualquer produto que o tenha como componente.
“A medida foi motivada após um comunicado da Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., em que a empresa, detentora do registro do medicamento, informou que desconhece a originalidade do lote W07310 do produto DYSPORT”, diz a Anvisa.
Em nota, divulgada pela autarquia após a apreensão, é reforçado que os produtos do lote não devem ser utilizado “em hipótese alguma, já que seu conteúdo e origem são desconhecidos”. Destaca também que a falsificação e o comércio de medicamentos falsificados são crimes tipificados no Código Penal.
Nesta quinta-feira, 29 de maio, data em que se celebra o Dia Mundial da Saúde Digestiva, a médica Julian Galvão chama atenção para um problema que atinge milhares de brasileiros e que muitas vezes é negligenciado: a esofagite.
Em entrevista ao programa Rotativo News, da Sociedade News FM, Julian esclareceu as principais dúvidas sobre essa inflamação no esôfago, que pode comprometer a saúde e o bem-estar quando não tratada adequadamente.
“A esofagite é uma inflamação da mucosa do esôfago, o tubo que conecta a boca ao estômago. Em muitos casos, ela é causada pelo refluxo gastroesofágico, que é quando o conteúdo ácido do estômago volta para o esôfago, irritando a parede desse órgão”, explicou a médica.
Sintomas frequentes e sinais de alerta
Entre os sintomas mais comuns da esofagite estão a azia, dor ao engolir, sensação de queimação no peito, gosto amargo na boca e até dor no estômago. Em quadros mais graves, pode haver sangramento, úlceras ou estreitamento do esôfago.
“É muito comum as pessoas acharem que azia é algo normal do dia a dia e tomarem remédios por conta própria. Mas, quando isso se torna frequente, o ideal é procurar um especialista. A automedicação pode mascarar sintomas importantes e retardar o diagnóstico de condições mais sérias”, alerta Julian.
Alimentação, hábitos e tratamento
A médica também destaca que hábitos alimentares inadequados são grandes vilões. Excesso de café, frituras, bebidas alcoólicas, chocolate e alimentos muito condimentados favorecem o refluxo e a inflamação.
“Além da alimentação, fatores como obesidade, tabagismo, estresse e uso contínuo de certos medicamentos também podem contribuir para o surgimento da esofagite”, explica.
O tratamento inclui mudanças na alimentação, uso de medicamentos para reduzir a acidez estomacal e, em casos mais severos, acompanhamento com gastroenterologista e endoscopia.
Prevenção é o melhor caminho
“Cuidar da saúde digestiva é uma forma de prevenir não só a esofagite, mas outras doenças do trato gastrointestinal. A mensagem para hoje é clara: ouvir os sinais do seu corpo e procurar atendimento médico é um ato de autocuidado e prevenção”, finaliza Julian Galvão.
Conselho Federal de Medicina reconhece procedimento em jovens a partir de 14 anos com obesidade grave; especialista detalha avaliação, riscos e cuidados no pós-operatório
O Conselho Federal de Medicina (CFM) atualizou recentemente as regras para a realização de cirurgia bariátrica em adolescentes. Agora, o procedimento está autorizado para pacientes a partir de 14 anos de idade, desde que apresentem obesidade grave — definida por um índice de massa corporal (IMC) maior que 40, associado a complicações clínicas importantes — e que haja avaliação de uma equipe multidisciplinar e o consentimento dos responsáveis legais.
Para entender melhor essa nova resolução, o programa Rotativo News, apresentado por Emanueli Pilger, conversou nesta quarta-feira (28) com o médico cirurgião Dr. João Victor do Vale. Ele explicou que a mudança é um marco no tratamento da obesidade grave em adolescentes, mas exige atenção redobrada.
“A cirurgia bariátrica em adolescentes é uma alternativa segura e eficaz para casos muito específicos. Mas não é uma decisão simples. Ela só pode ser considerada após uma avaliação criteriosa da equipe médica, que envolve endocrinologistas, nutricionistas, psicólogos, psiquiatras e o cirurgião responsável”, explicou
Critérios para avaliação e indicação
De acordo com o cirurgião, alguns critérios são fundamentais para definir a necessidade da cirurgia em adolescentes:
IMC maior que 40, caracterizando obesidade grave;
Presença de complicações clínicas, como diabetes tipo 2, apneia do sono grave, hipertensão arterial ou doenças ortopédicas associadas à obesidade;
Fracasso no tratamento clínico e conservador (alimentação, atividade física e medicação);
Maturidade emocional e psicológica do adolescente, avaliada pela equipe multidisciplinar;
Consentimento expresso dos pais ou responsáveis legais.
Riscos e benefícios
Embora seja uma ferramenta eficaz para o controle do peso e melhora das doenças associadas, a cirurgia bariátrica em adolescentes apresenta riscos que devem ser discutidos com clareza.
Segundo o médico, “o principal benefício é o controle precoce das comorbidades que, se não tratadas, podem impactar a saúde ao longo da vida. Mas existem riscos cirúrgicos, como sangramento, infecções, trombose e deficiência de nutrientes após a operação”.
Papel da equipe multidisciplinar
A decisão sobre a cirurgia bariátrica em adolescentes não cabe apenas ao cirurgião. Dr. João Victor destacou que o papel da equipe multidisciplinar é essencial: “São profissionais que avaliam o grau de obesidade, as doenças associadas, as questões emocionais e comportamentais. Isso garante que a cirurgia só ocorra quando realmente for a melhor opção e que o paciente tenha suporte antes e depois da operação. ”
Complicações clínicas e o pós-operatório
Entre as complicações clínicas mais comuns que justificam a cirurgia, estão diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemias (colesterol e triglicerídeos elevados), apneia obstrutiva do sono e problemas ortopédicos severos. O pós-operatório exige acompanhamento rigoroso.
“No pós-operatório, o adolescente precisa seguir orientações alimentares, suplementar vitaminas e minerais, além de manter acompanhamento psicológico e endocrinológico. O objetivo é garantir que ele tenha uma boa evolução e que não ocorra reganho de peso ou deficiências nutricionais”, concluiu
A nova resolução do CFM representa um avanço no tratamento da obesidade grave, mas também um alerta para que pais, médicos e pacientes compreendam que a cirurgia é apenas parte de um processo que exige comprometimento, diálogo e responsabilidade.