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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo federal impôs sigilo à lista de passageiros que acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um voo retornando de Santiago, no Chile, para o Brasil em 6 de agosto. Este evento suscitou questionamentos após uma escala breve na cidade de São Paulo, conforme reporta a Folha de S. Paulo. O itinerário presidencial inicial não previa tal parada, levando a especulações sobre possíveis motivos ocultos.

Segundo o periódico, a parada em São Paulo durou apenas dez minutos, levantando suspeitas já que a rota entre Santiago e Brasília não exigiria uma interrupção para reabastecimento. A escala destoa das operações habituais, que, em caso de necessidade, teriam um lapso aproximado de uma hora. A primeira-dama, Janja, encontrava-se em São Paulo neste período, mas nenhuma confirmação oficial foi dada sobre sua participação neste trecho do voo.

Durante sua campanha presidencial em 2022, Lula destacou a necessidade de maior transparência dentro do governo, prometendo revogar sigilos que teriam sido instituídos pelo governo anterior para proteger aliados. Em um discurso enfático, o então candidato sublinhou que tais sigilos deveriam ser abertos para o escrutínio do público, afirmando que “se é bom não precisa esconder”. Contudo, a prática de imposição de sigilos pelo atual governo tem gerado críticas, apontando uma continuidade na cultura de confidencialidade que ultrapassa gestões.

Informações Sob Proteção: Dados e Justificativas

Em 2023, o governo negou 1.339 solicitações de informação, justificando que elas envolviam dados pessoais. Este número é comparável às negativas do governo anterior em seu último ano. A manutenção de um número expressivo de sigilos tem gerado debate sobre os limites entre privacidade e transparência no serviço público. A administração federal se vê no meio de críticas que questionam a coerência entre suas ações e as promessas de campanha.

Práticas de Sigilo: Impacto e Repercussões

O sigilo vigente nas operações governamentais levanta questões sobre a capacidade do público de supervisionar adequadamente as ações de seus líderes. Organizações de transparência e os próprios cidadãos têm manifestado preocupações sobre a possiblidade de ocultação de informações que poderiam impactar tanto o interesse público quanto o entendimento das decisões políticas. As práticas de sigilo são confrontadas com um clamor crescente por transparência, especialmente em um contexto onde a confiança nas instituições está em cheque.

Informações TBN


Em vídeo, apresentador diz que psolista vai acabar com narcotráfico na cidade de São Paulo

Vídeo em que Datena apoia Boulos nas eleições foi publicado pela Folha | Foto: Reprodução/Band TV
Vídeo em que Datena apoia Boulos nas eleições foi publicado pela Folha | Foto: Reprodução/Band TV

O candidato à Prefeitura de São Paulo José Luiz Datena (PSDB) declarou apoio a Guilherme Boulos (Psol) no segundo turno das eleições municipais.

“Contra a infiltração do crime organizado em São Paulo, contra a infiltração do crime organizado no poder público, eu apoio o Boulos”, afirmou o apresentador, em um vídeo publicado pelo jornal Folha de S.Paulo.

“Eu voto no Boulos para parar com essa criminalidade que torna a cidade de São Paulo, que torna o Estado de São Paulo, que torna o país refém do narcotráfico”, acrescentou Datena. “Nós não queremos isso, por isso eu apoio o Boulos para o segundo turno de São Paulo. Vote com ele, vote contra o crime.”

O candidato do PSDB terminou a disputa pelo executivo municipal em quinto lugar no primeiro turno, com 1,84% dos votos. Tabata Amaral (PSB), que teve 9,91% dos votos, também declarou voto em Boulos.

Já Pablo Marçal (PRTB), terceiro colocado nas eleições, com 28,14% dos votos, disse que só vai apoiar a reeleição de Ricardo Nunes (MDB) no segundo turno se receber um pedido de desculpas do atual prefeito e de aliados.

Paraná Pesquisas indica vitória de Nunes nas eleições

De acordo com a última projeção do Paraná Pesquisas, o atual prefeito paulistano supera Guilherme Boulos em dois diferentes cenários. 

Na espontânea, Nunes aparece com 35,3%. Boulos, por sua vez, registra 29%. Nessa parte, o Paraná Pesquisas informa que 2,7% dos entrevistados citaram outros nomes. Enquanto isso, 7,8% ficaram no bloco de nenhum/branco/nulo. Já 25,3% não souberam responder ou não quiseram participar do levantamento.

A vantagem do emedebista sobre o psolista é ainda maior na estimulada. De acordo com a pesquisa, o prefeito abre 13,8 pontos porcentuais: 52,8% versus 39%. Do total de entrevistados, 4,8% disseram que vão anular ou votar em branco. Além disso, 3,4% não souberam ou não quiseram responder.

Informações Revista Oeste


Por Joilton Freitas

Foto: Assessoria/José Ronaldo

As urnas trouxeram mais uma vitória de José Ronaldo. Foi uma eleição difícil. A vitória de Ronaldo o consolida como a maior liderança política da história de Feira de Santana, em uma cidade que já teve grandes líderes como Chico Pinto, João Durval, José Falcão e Colbert Martins.

Mas você pode estar dizendo: foi com 50,32% dos votos. Sim, mas foi no primeiro turno. E é aí que a vitória dele fica maior do que os números mostram. Para chegar até a vitória, ele teve que usar de toda a sua astúcia política e sua capacidade de agregar.

Ronaldo sabia que essa era a eleição da sua vida. Portanto, não podia errar. Ele sabia que o seu maior trunfo era a memória afetiva que a população tem com ele. Caminhar era preciso. E se tem uma coisa que ele sabe, é caminhar e dialogar com povo. Foi com essa ideia na cabeça e com muita disposição, que ele percorreu todo o município, antes e durante as eleições. Falou diretamente com o povo.

Mas só falar com o povo não era o suficiente. Era preciso aglutinar lideranças. Foi assim que abrigou sob o seu guarda-chuva: José de Arimateia, Targino Machado, Carlos Geilson, Pablo Roberto, e manteve o apoio do atual prefeito Colbert Filho.

Ronaldo tinha o conhecimento de que enfrentaria duas máquinas poderosas: o Governo Federal e o governo estadual. O governador veio para dentro de Feira. Aqui, fincou o seu quartel-general. A máquina estatal foi usada como nunca em uma eleição municipal. A baixa aprovação de Colbert foi usada como o principal mote da campanha petista. A imprensa local recebeu recursos em propaganda que beiram um verdadeiro escândalo de desperdício de dinheiro público.

Com o início da propaganda gratuita, o marketing petista fez vários ataques. A ideia era desconstruir Ronaldo. Tentaram, mas não conseguiram. José Ronaldo saiu gigante da eleição. A vitória dele será importante para as eleições de 2026. Além de Feira, seu arco de influência se estende a mais de uma centena de cidades. Juntamente com Otto Alencar, que é da base petista, Ronaldo se tornou a maior liderança do interior da Bahia. Que venham as eleições de 2026.


Fernando Frazão/Agência Brasil.

Uma recente entrevista com o jornalista Glenn Greenwald trouxe à tona a descrição do apartamento de Caetano Veloso e Paula Lavigne no Rio de Janeiro como um centro de encontros influentes entre a esquerda cultural e política. Esta declaração foi feita durante sua participação no podcast Flow, onde compartilhou suas observações sobre este espaço social.

Convergência cultural

Greenwald descreveu o apartamento como um espaço quase mítico, uma “espécie de bunker da esquerda”, que tem um papel significativo nas dinâmicas políticas da cidade. Segundo o jornalista, é difícil vencer uma eleição no Rio sem passar por este local, sublinhando a sua importância estratégica na esfera política e cultural.

O jornalista destacou que o ambiente é frequentado por figuras proeminentes, tanto da mídia quanto da política, sugerindo um certo distanciamento da elite artística em relação ao cidadão comum. Isso, de acordo com Greenwald, pode explicar em parte a perda de representatividade da esquerda, por serem os seus porta-vozes integrantes de uma elite distante da realidade prática da maioria da população.

Descrição do ambiente social

Greenwald, que frequentava o apartamento devido a relações pessoais e profissionais, revelou detalhes sobre o funcionamento do local. Ele mencionou que muitas celebridades e personalidades midiáticas se reúnem ali, sugerindo um contraste entre as discussões sobre ajuda às comunidades e a opulência do local. Greenwald também relatou a presença de trabalhadores invisíveis que apoiam a logística das reuniões realizadas, indicando uma estrutura de apoio bem montada e discreta.

Implicações para a esquerda brasileira

A análise de Greenwald vincula-se a uma discussão mais ampla sobre os desafios que a esquerda brasileira enfrenta atualmente. A percepção de que ela está demasiadamente enclausurada em bolhas de elite cultural e financeira pode estar custando-lhe uma conexão mais forte com as bases populares, crucial para seu reavivamento. Este distanciamento é algo que continua a ser debatido entre analistas políticos e sociais no Brasil.

Reflexão sobre liderança e conexão popular

A revelação sobre o apartamento coloca em evidência a questão da representatividade e da verdadeira conexão com as necessidades populares. A discussão levanta uma reflexão sobre como os movimentos progressistas podem reavaliar sua abordagem para galvanizar um apoio mais dinâmico e inclusivo. Estender essa discussão para além dos círculos fechados e conectar-se mais intimamente com várias camadas sociais pode viabilizar mudanças significativas.

Em conclusão, a informação trazida por Greenwald não só fornece uma visão intrigante sobre as dinâmicas sociais e políticas no Brasil, mas também convida a uma introspecção contínua sobre o papel dos líderes culturais e políticos na formação do futuro político do país.

Informações TBN


O psolista solicitou a remoção de um vídeo que mostrava sua vitória nos presídios de São Paulo, mas teve o pedido negado

Boulos Nunes aniversário SP
Juiz não considerou que vídeo publicado por Nunes ligava Boulos ao crime | Foto: Montagem/Reprodução/Bernardo Guerreiro e Prefeitura de São Paulo 

O deputado federal Guilherme Boulos (Psol),candidato à Prefeitura de São Paulo, sofreu uma derrota contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB), na Justiça Eleitoral.

O psolista solicitou a retirada um vídeo que mostrava que a maioria dos presos em São Paulo votou nele. O pedido, no entanto, foi negado pelo juiz Murillo D’Avila Vianna Cotrim, da 2ª Zona Eleitoral de São Paulo, no sábado 12.

Na ação movida por Boulos, ele acusou Nunes de “transmitir informações falsas, com porcentual que não considera mesários e funcionários, tampouco informa o porcentual de votos recebidos pelo próprio autor, induzindo o eleitor a erro, bem como incorre em ofensa ao vincular Guilherme Boulos ao crime”.

Para o juiz, não há imputação direta ou vinculação imediata de Boulos ao crime. Ele disse que o vídeo publicado pelo prefeito apenas informa sobre a votação em seções eleitorais de centros de detenção e da Fundação Casa. Por isso, autorizou que a propaganda continue no ar.

Boulos venceu com 48% nos presídios de São Paulo

Guilherme Boulos (Psol), em encontro com prefeitos e lideranças globais, realizado no Novotel Jaraguá, em São Paulo - 28/6/2024 | Foto: Yuri Murakami/FotoArena/Estadão Conteúdo
Guilherme Boulos (Psol), em encontro com prefeitos e lideranças globais, realizado no Novotel Jaraguá, em São Paulo – 28/6/2024 | Foto: Yuri Murakami/FotoArena/Estadão Conteúdo

Conforme noticiou Oeste, na terça-feira 8, Guilherme Boulos foi o candidato à Prefeitura de São Paulo mais bem votado nos presídios.

O psolista conquistou 48% dos votos nas seções eleitorais situadas em presídios e unidades da Fundação Casa. Esses locais abrigam indivíduos que cometeram delitos na adolescência. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) divulgou esse levantamento.

O Presídio Romão Gomes, na zona norte paulistana, foi a única exceção à votação expressiva de Boulos. Nesse local, onde policiais condenados cumprem pena, tanto Boulos quanto Tabata Amaral (PSB) obtiveram apenas dois votos cada um. Em contraste, Ricardo Nunes (MDB) recebeu 25 votos. O candidato tucano, José Luiz Datena, não conseguiu nenhum voto.

Os detentos do Centro de Detenção Provisória 4 de Pinheiros, localizado na zona oeste, votaram em Boulos de forma unânime. Nenhum outro candidato recebeu votos dos encarcerados na unidade.

A Justiça Eleitoral estabeleceu 51 seções eleitorais em instituições prisionais e unidades de internação no Estado de São Paulo. No total, 2,7 mil presos e menores infratores estavam aptos a votar. Entretanto, nem todos decidiram registrar suas preferências nas urnas.

Informações Revista Oeste


Processo foi iniciado em 2017, após publicação de reportagem com o título “Levei mala de dinheiro para Lula”

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: ANTONIO MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou, nesta quarta-feira (9), um pedido de indenização de R$ 1 milhão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a revista IstoÉ, os repórteres Sérgio Pardellas e Germano Oliveira e uma fonte chamada Davincci Lourenço de Almeida. Com a decisão, o presidente deverá pagar R$ 150 mil em honorários aos advogados dos réus.

O processo foi iniciado em 2017, após publicação de uma reportagem de capa com o título “Levei mala de dinheiro para Lula”. Na publicação, Lourenço, apresentado como “testemunha-bomba”, afirma ter transportado em 2012 uma mala de dinheiro para uma terceira pessoa, que por sua vez a repassaria ao petista.

De acordo com a revista, o valor seria para o pagamento pela ajuda em um contrato de R$ 100 milhões da empreiteira Camargo Corrêa com a Petrobras. O entrevistado seria íntimo dos integrantes do alto do comando da empresa e seria encarregado de “missões especiais”.

Ele teria levado a mala – com um valor que não soube informar – do hangar da empreiteira, em São Carlos, no interior de São Paulo, até a sede de uma empresa de táxi aéreo que também seria de propriedade da Camargo Corrêa no aeroporto de Congonhas, na capital paulista.

O valor teria sido entregue a um funcionário da empresa de aviação, que repassaria o valor ao então ex-presidente.

– O dinheiro estava dentro de um saco, na mala. Deixei o saco com o dinheiro, mas a mala está comigo até hoje – declarou Davincci à IstoÉ.

O advogado de Lula à época, Cristiano Zanin, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou na ação que as alegações eram “mentirosas e inventadas por um farsante que almejava obter momentos de fama instantânea”.

A defesa também argumentou que a fonte usada pela revista tinha um vasto histórico de mentiras e mencionou um vídeo em que o entrevistado afirmava que a então presidente Dilma Rousseff teria encomendado o zika vírus para desviar a atenção dos supostos crimes que estaria cometendo.

– Nenhum jornalista sério e responsável publicaria uma enxurrada de ofensas e inverdades oriundas de uma pessoa com o histórico de Davincci sem qualquer elemento de corroboração – diz a ação.

À Justiça, os repórteres e a revista sustentaram que o entrevistado era próximo da família dona da empreiteira e que Lula tentava desqualificá-lo. Além disso, argumentaram que as declarações faziam sentido no contexto da época e que não fizeram nenhuma acusação direta, apenas divulgaram a entrevista

Ao rejeitar o pedido de Lula, os desembargadores do TJ-SP consideraram que a reportagem teve “caráter informativo, com a identificação da fonte e sem opiniões pessoais”.

O relator do caso, desembargador James Siano, destacou que, na ocasião, “não havia indícios concretos de falsidade nas informações divulgadas” e que a publicação respeitou os limites legais. Siano também afirmou que Davincci não deveria pagar indenização a Lula, pois apenas reproduziu, em entrevista, fatos que relatou às autoridades policiais.

O presidente ainda pode recorrer da decisão. Procurada pelo Estadão, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência não respondeu ao contato.

*AE


Capital do Ceará é a principal cidade da região em que o partido disputa o segundo turno

lula
Lula vai fazer a entrega de 113 novos ônibus escolares para 113 municípios cearenses | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Depois do fiasco do desempenho do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições municipais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja para Fortaleza (CE) para tentar salvar a disputa pelo segundo turno. O chefe de Estado sai de Brasília no fim da tarde desta quinta-feira, 10, rumo à cidade. 

Fortaleza é a principal capital do Nordeste que o PT de Lula concorre ao segundo turno, em 27 de outubro. Estão na disputa o candidato da sigla, Evandro Leitão, e André Fernandes (PL). 

No Nordeste, além de Fortaleza, só mais uma capital tem segundo turno com um candidato petista. Em Natal, Natália Bonavides (PT) enfrenta Paulinho Freire (União Brasil) — mas o cenário não é tão favorável para a candidata, que só teve 28,45% de votos válidos nas urnas, contra 44,08% do opositor.

André Fernandes (à esquerda) e Evandro Leitão (direita), candidatos à Prefeitura de Fortaleza; o segundo turno das eleições irá acontecer no dia 27 de outubro | Foto: Reprodução/Redes sociais
André Fernandes (à esquerda) e Evandro Leitão (direita), candidatos à Prefeitura de Fortaleza; o segundo turno das eleições irá acontecer no dia 27 de outubro | Foto: Reprodução/Redes sociais

Desempenho do PT de Lula em Fortaleza 

Fortaleza se torna a principal capital do Nordeste para o PT de Lula pelo desempenho de seu candidato nas urnas neste primeiro turno. Evandro Leitão conseguiu 480.174 votos válidos, o equivalente a 34,33% do eleitorado.

O nome do PL em Fortaleza ficou à frente do petista. André Fernandes recebeu o apoio de 562.305 eleitores, correspondendo a 40,20% dos votos na capital cearense. 

No Ceará, Lula vai tentar trazer força ao nome de Evandro Leitão, junto ao ministro da Educação, Camilo Santana — e que foi governador do Estado por dois mandatos. 

Lula e Camilo Santana participam de duas agendas oficiais no Ceará. A primeira ocorre pela manhã, com a entrega de 1.296 apartamentos do Minha Casa, Minha Vida em Fortaleza; já no início da tarde, serão entregues 113 novos ônibus escolares para 113 municípios do Estado. 

Informações Revista Oeste


O mês de outubro é todo voltado para a campanha de prevenção ao Câncer de Mama. O Outubro Rosa ganha grande importância no Brasil, principalmente, pois, excluídos os tumores de pele não melanoma, esse tipo de tumor é o mais incidente em mulheres de todas as regiões. De acordo com INCA – Instituto Nacional de Câncer , para cada ano do triênio 2023-2025 foram estimados 73.610 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 41,89 casos por 100 mil mulheres. Mas, e os homens? A prevenção para esse público, conforme o cirurgião urologista Dr. Eduardo Cerqueira, é um assunto que se faz urgente, uma vez que a doença também é uma realidade para essa população.

“Infelizmente, o câncer de mama em homens, apesar de representar 1% dos casos registrados da doença no país, é geralmente descoberto em fase mais avançada do que em mulheres. Uma das causas desse atraso na descoberta é justamente a não prevenção”, sinalizou Dr. Eduardo Cerqueira. Segundo o especialista, a maioria dos casos diagnosticados na população masculina trata-se do tipo carcinoma ductal, que é um tumor derivado das células que revestem os ductos mamários. Conforme o cirurgião urologista, esse tipo de tumor representa cerca de 80% a 90% dos cânceres de mama. “Esse tipo de câncer tem pior prognóstico em relação a outros tipos de câncer”, alertou o especialista.

Dr. Eduardo Cerqueira enfatiza que os sintomas do câncer de mama em homens são semelhantes aos das mulheres, ou seja, é preciso ficar atento para dores persistentes na mama e mudanças nos mamilos, a exemplo da inversão (quando o bico do peito fica plano ou virado para dentro) ou secreção mamária. Também é preciso ficar atento à presença de nódulo palpável na mama ou na axila. Geralmente, em homens, o diagnóstico inicial se dá justamente no consultório do médico urologista, a partir de alguma sinalização do paciente acerca de tais sintomas ou pelo próprio profissional.

“O mais comum é solicitarmos os exames de imagem, como mamografia e ultrassonagrafia, por conta da anamnese (entrevista feita junto ao paciente) ou exame clínico. Os homens ainda resistem ao autoexame, pouco ou não fazem. E a prevenção e o diagnóstico precoce serão definitivos para uma maior chance de cura”, salientou o urologista. Dr. Eduardo Cerqueira O médico acredita que o fato de se tratar de uma doença rara pode explicar a questão de poucos homens terem conhecimento sobre esse tipo de câncer. Além disso, ainda existe muito preconceito na hora de buscar ajuda médica. ” É preciso, portanto, ficar atento a qualquer mudança no corpo e buscar ajuda especializada”, afirmou.

As principais causas de câncer entre os homens são fatores ligados à obesidade e ao uso excessivo de bebidas alcoólicas. Além disso, o fator idade também é um ponto importante a ser considerado, uma vez que a doença acomete homens mais velhos a partir de 60 anos. Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, PTEN, P53 e CHEK2 também aumentam o risco de câncer de mama em homens. Se o câncer hereditário na mulher corresponde a 10% de todos os casos, no sexo masculino, a forma hereditária chega a 40% dos casos. “Por isso, a necessidade de investigação precoce tendo casos de câncer na família”, sinalizou. De acordo com números do Inca, no triênio 2023 a 2025, são esperados, 15.690 casos de câncer de mama em homens na Região Nordeste, 4.230 casos somente na Bahia.

O tratamento do câncer de mama masculino é feito por meio da cirurgia de mama, porém, o profissional que acompanha o paciente avalia a necessidade de quimioterapia e radioterapia para cada caso. Se o tumor tiver receptor de estrogênio positivo, também é realizada a hormonioterapia. O urologista, após o diagnóstico, faz o encaminhamento para os profissionais responsáveis por esse tipo de tratamento: o mastologista, que trabalhará com o oncologista clínico e, caso necessário, um radioterapeuta.

Por Adriana Matos
AMA Comunicação Integrada – E-mail: adrianamatos.ama@gmail.com – 75 998465463


O emedebista aparece à frente na disputa pelo Poder Executivo paulistano, indica levantamento do instituto Paraná Pesquisas

ricardo nunes prefeito de são paulo
Ricardo Nunes é o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição pelo MDB | Foto: Reprodução/Facebook/@prefeitoricardonunes

Paraná Pesquisas divulgou, na manhã desta quinta-feira, 10, o seu primeiro levantamento de intenções de voto para a Prefeitura de São Paulo depois da realização do primeiro turno. No material do instituto, Ricardo Nunes (MDB) aparece à frente de Guilherme Boulos (Psol).

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Ricardo Nunes e Guilherme Boulos disputam o segundo turno na capital paulista | Foto: Montagem Revista Oeste/Reprodução/Facebook//Marcelo Camargo/Agência Brasil//Reprodução/Redes sociais

Conforme a pesquisa, o atual prefeito paulistano supera o deputado federal em dois diferentes cenários. A empresa apresenta números tanto da espontânea, quando não se menciona nenhum candidato, quanto da estimulada, situação em que os políticos em disputa são citados pelos entrevistadores.

Na espontânea, Nunes aparece com 35,3%. Boulos, por sua vez, registra 29%. Nessa parte, o Paraná Pesquisas informa que 2,7% dos entrevistados citaram outros nomes. Enquanto isso, 7,8% ficaram no bloco de nenhum/branco/nulo. Já 25,3% não souberam responder ou não quiseram participar do levantamento.

A vantagem do emedebista sobre o psolista é ainda maior na estimulada. De acordo com a pesquisa, o prefeito abre 13,8 pontos porcentuais: 52,8% versus39%. Do total de entrevistados, 4,8% disseram que vão anular ou votar em branco. Além disso, 3,4% não souberam ou não quiseram responder.

O Paraná Pesquisas aproveitou para divulgar a evolução das intenções de voto para o segundo turno. Conforme o instituto, que já mapeava projeções mesmo antes do primeiro turno, Nunes alcança a sua maior pontuação para um embate direto contra Boulos. O membro do Psol, no entanto, segue o mesmo caminho — com a queda se dando somente entre brancos, nulos e indecisos.

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Evolução das intenções de voto para o segundo turno na capital paulista | Foto: Divulgação/Paraná Pesquisas

2º turno em São Paulo: Boulos supera Nunes em rejeição

Não são em todos os indicadores em que, contudo, Nunes aparece na liderança. Boulos supera o adversário no quesito rejeição. De acordo com o Paraná Pesquisas, 48,1% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum no psolista para ocupar o cargo de prefeito de São Paulo, contra 33,1% que disseram a mesma coisa em relação ao emedebista.

Para mapear as intenções de voto — e de rejeição — de Nunes e Boulos na disputa pela Prefeitura de São Paulo, a equipe do Paraná Pesquisas entrevistou 1,2 mil eleitores em potencial na capital paulista. O trabalho de campo ocorreu, a saber, de 7 a 9 de outubro.

Conforme o instituto, a margem de erro é de 2,9 pontos porcentuais para mais ou para menos. Nesse sentido, a empresa afirma que o nível de confiança do material é de 95%.

O levantamento conta com registro no Tribunal Superior Eleitoral. O código SP-08049/2024 é o protocolo de acompanhamento nesse sentido.

Informações Revista Oeste


Sob gestão de Carol de Toni (PL-SC), o colegiado aprovou 4 propostas que freiam as ações da Suprema Corte

'Não à toa, os impostos são cobrados a rodo, para suprir a gastança desenfreada desse desgoverno', disse Carol De Toni, ao citar Janja | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Carol de Toni afirmou que aprovação do pacote foi uma ‘resposta’ ao Judiciário | Foto: | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados 

Apesar das tentativas de obstrução e retirada de pauta por parte de deputados da base do governo Lula, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o pacote de propostas que buscam frear as ações politizadas no Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante quase 10 horas de sessão, os parlamentares discutiram e votaram quatro propostas que versam sobre a atuação do STF:

Em entrevista a Oeste, a presidente da CCJ, Carol de Toni (PL-SC), explicou os quatro projetos visam a reequilibrar os Três Poderes, estabelecendo suas competências dentro do estado democrático de direito. 

“São projetos trazem mais segurança para a nossa democracia”, afirmou. “Isso é necessário porque o próprio colegiado da comissão, o povo brasileiro, está todo mundo vendo inquéritos sendo abertos, em uma perseguição não cabe ao judiciário.”

A presidente da CCJ definiu como uma “resposta clara” de ampla maioria do colegiado a aprovação do pacote de medidas para frear a Suprema Corte.

“E isso demonstra que realmente estava na hora da gente debater esses temas e esperamos agora que o presidente da Câmara, Arthur Lira, leve adiante nas comissões especiais e no plenário da Casa”, acrescentou.

Informações Revista Oeste

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