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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (20), durante sua live semanal nas redes sociais, que a escolha de ministros e presidentes de estatais com base em critérios técnicos e sem indicação de terceiros “ajudou a evitar que a corrupção florescesse no Brasil”.

Bolsonaro ressaltou ainda a prevenção para evitar os casos. “Não interessa pegar um corrupto na ponta da linha, mas evitar que a corrupção seja praticada”, disse ele, ao lado do ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Wagner Rosário. “A gente não quer prender ninguém. A gente só quer que ninguém faça nada de errado”, completou Bolsonaro.

Rosário destacou aplicação de um “filtro prévio” criado pela gestão Bolsonaro para impedir casos de corrupção em outros cargos do governo. “Estamos há 20 meses sem nenhum caso de corrupção no governo porque temos um ‘filtro prévio’ que evite que qualquer pessoa ocupe esses cargos”, observou. Para o ministro, o legado vai ajudar os próximos governos a manter as ações de combate aos ilícitos.

Ao comentar a respeito dos desvios envolvendo o combate à pandemia do novo coronavírus, Rosário estimou perdas em torno de R$ 3 milhões ou R$ 4 milhões. Ele afirma que R$ 117 milhões de recursos do auxílio emergencial de R$ 600 já devolveram os recursos, sendo eles 680 mil servidores públicos.

“Estamos abrindo processos e notificado os servidores. Quem não respondeu, vai responder por ter utilizado os recursos públicos de maneira incorreta […] Esse número vai cair bastante quando fizermos um filtro melhor desses dados”, garantiu o ministro.

Bolsonaro ainda destacou o papel das forças militares e federais no tráfico de drogas e armas em território nacional. “De maio pra cá, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) triplicou a apreensão de drogas e armamentos”, afirmou o presidente. Ele também disse que foi autorizada a abertura de concursos para 2.000 policiais federais.


Foto: Divulgação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, eafirmou que a Suprema Corte tem sido usada por partidos de oposição ao Governo Bolsonaro para intervir no trabalho feito pelo presidente.

O caso recente de discordância nas ações de acessos de dados da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), é, conforme dito por Marco Aurélio, uma das provas de que a Corte está atuando sob influências políticas.

“Como já disse em sessão do caso Abin, o Supremo está sendo utilizado pelos partidos de oposição para fustigar o governo. Isso não é sadio. Não sei qual será o limite”, revelou.

Informações: site Terra Brasil Notícias


Pesquisa PoderData indica alta de 7 pontos percentuais na aprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro em relação ao último levantamento, realizado 15 dias antes. Passou de 45% para 52%. É o maior percentual registrado em 2020.

A taxa de rejeição manteve-se em queda. Caiu 5 pontos no período. Há pouco mais de 2 meses, a administração federal era rejeitada por 50% dos brasileiros. Hoje, são 40% os que desaprovam o governo.

O aumento da avaliação positiva coincide com o período em que Bolsonaro passou a evitar falar com a imprensa ou fazer ataques a adversários. Também com a retomada da agenda de viagens do presidente.

Na pesquisa concluída em 5 de agosto, 45% aprovavam o governo e 45% desaprovavam. A “boca de jacaré” havia fechado. Agora, abriu novamente, com as linhas se cruzando.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é realizada em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 17 a 19 de agosto, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 481 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Nas últimas duas semanas, a proporção dos que aprovam o governo Bolsonaro só não aumentou no grupo de quem recebe de 2 a 5 salários mínimos. Manteve-se estável.

Entre os que estão desempregados ou sem renda fixa, a avaliação positiva do governo Bolsonaro subiu 10 pontos percentuais. Passou de 50% para 60%.

A região Norte teve o maior crescimento da aprovação. Subiu 26 pontos percentuais em 15 dias. Passou de 44% para 70%. A desaprovação caiu de 43% para 23% –maior queda observada numa só região.

As pessoas de 25 a 44 anos e as de 60 anos ou mais passaram a avaliar melhor o governo. Houve alta de 12 pontos em cada grupo nos últimos 15 dias.

A maior queda na desaprovação ocorreu entre os que recebem mais de 10 salários e entre os moradores da região Norte: caiu 20 pontos em cada grupo. Entre os mais ricos, a proporção de descontentes com o governo passou de 68% para 48% em duas semanas.

O levantamento mostra ainda que o presidente enfrenta maior resistência entre os que cursaram o ensino superior: 60% desse grupo rejeitam o governo.

Os mais jovens foram os únicos que passaram a desaprovar mais a administração federal. Antes, a percepção negativa nessa faixa etária era de 39%. Agora é de 55% –alta de 16 pontos percentuais.

O PoderData também perguntou o que os entrevistados acham do trabalho de Bolsonaro como presidente: ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo. A avaliação positiva do desempenho pessoal do presidente teve alta de 6 pontos percentuais. Há duas semanas, era de 32%. Passou para 38%.

Os que consideram a atuação de Bolsonaro “regular” são 23% –variação dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

A rejeição ao trabalho do presidente caiu 6 pontos em duas semanas. Manteve a tendência de queda registrada há 2 meses, quando os que desaprovavam o trabalho do presidente eram 48%.

Bolsonaro se sai melhor (mais “ótimo” ou “bom”) no Norte (59%), entre eleitores de 25 a 44 anos (45%), no grupo dos homens (46%) e sobretudo entre quem não tem renda fixa (46%).

O presidente tem sua pior avaliação entre os que recebem mais de 10 salários mínimos (56%), os que têm ensino superior (54%), nordestinos (43%), pessoas de 16 a 24 anos (46%) e mulheres (40%).

O PoderData também mostra como cada grupo socioeconômico avalia o presidente.

A aprovação de Bolsonaro teve alta de 12 pontos percentuais entre os desempregados e sem renda fixa. A percepção positiva do trabalho do presidente passou de 34% para 46% em duas semanas. O grupo representa 47% da população acima de 16 anos, segundo o IBGE. Esse estrato demográfico também é o que mais concentra beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600.

Entre os desempregados e sem renda fixa, 28% avaliam como “ruim” ou “péssimo” –houve queda de 5 pontos.

O levantamento mostra ainda que, entre os que recebem mais de 10 salários, 35% avaliam a atuação de Bolsonaro como “ótima” ou “boa”. Há duas semanas, eram 19% –alta de 16 pontos em 15 dias.

O PoderData ainda mostra como se posicionam os que acham o trabalho de Bolsonaro regular (23%).

O cruzamento dos dados indica que cada vez mais esse grupo passou a dizer que aprova o governo federal.

Há 2 meses, 42% dos que enxergam a atuação do presidente como “regular” aprovavam a administração federal. Agora são 66%.
O PoderData mostra que a aprovação do governo segue trajetória de alta no Nordeste. Há pouco mais de 3 meses, 27% dos nordestinos avaliavam positivamente o governo. Hoje, são 48%.

A região tem o maior número de beneficiários do Bolsa Família, que durante a pandemia recebem em seu lugar o auxílio emergencial de R$ 600.

Segundo levantamento feito pelo Poder360, atualmente, o número de beneficiários do programa supera o de empregos com carteira assinada (o que exclui setor público) em 3 Estados do Nordeste (Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco).

O pagamento do auxílio emergencial termina neste ano. A intenção do governo agora é transformar o Bolsa Família no programa Renda Brasil, ainda a ser lançado. A estimativa é de beneficiar de 35 milhões a 40 milhões de pessoas com pagamentos no valor de R$ 300.

Informações: site Poder 360

Foto: Divulgação



Ex-prefeito de Salvador por dois mandatos, João Henrique decidiu não disputar nenhum cargo eletivo neste ano. O nome dele era ventilado para a prefeitura de Feira de Santana, cidade já governada pelo seu pai, o ex-senador João Durval.

Ao Bahia Notícias, João admitiu que não será candidato em 2020 e anunciou ter se desfiliado do PRTB, partido pelo qual disputou o governo do estado em 2018.

Ele acrescentou que investirá nos próximos anos na carreira de comunicador, utilizando plataformas como as redes sociais. Já o filho do ex-prefeito será candidato a vereador de Salvador.


Rotativo News/Rafael Marques – Nesta quarta-feira (19) o deputado federal e pré-candidato a prefeito de Feira de Santana, José de Cerqueira Neto (PT) participará do quadro Entrevista do Dia no Rotativo News com o jornalista Joilton Freitas. O programa vai ao ar às 15h na Rádio Sociedade News FM 102.1.

Imagem: Rafael Marques

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) anunciou na manhã desta quarta-feira (19) que testou positivo para Covid-19. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da parlamentar, que também confirmou que Zambelli fará uso da hidroxicloroquina durante o tratamento.

“A parlamentar iniciará o tratamento com hidroxicloroquina”, informou a equipe da deputada.

Informações Pleno News


Alvo de um vídeo publicado nas redes sociais, pelo deputado Targino Machado (DEM), o presidente da Câmara de Feira de Santana, José Carneiro (MDB) disse nesta segunda-feira (17), em discurso na Casa, que já foi seu aliado político e que, enquanto esteve ao seu lado, era chamado de “correto, honesto e amigo”, mas agora, que se encontram em  lados opostos, “não presto mais”. Targino usou a gravação de uma discussão entre Zé Carneiro e o vereador Edvaldo Lima, durante uma sessão da semana passada.


“É preciso reconhecer quando se erra, pois todos erram, eu também erro, porém sou humilde para reconhecer e pedir desculpas, mas com todo respeito, ele (Targino) seria o último que eu ouviria em relação a equilíbrio. Ele não é muito equilibrado, prova disso é que usa a Tribuna da Assembleia constantemente para ofender os seus pares. Não quero ouvir seus conselhos em relação a equilíbrio”, disse o presidente.  

Targino cometeu ataque semelhante, relembra José Carneiro, contra seus ex-aliados José Ronaldo e o prefeito Colbert Martins Filho. “Quem não se recorda do episódio que envolveu Colbert  (o atual prefeito foi preso, em 2011, acusado de ter autorizado pagamento ilegal quando era secretário nacional de Desenvolvimento do Turismo)?  Disse que por ele não colocava a mão no fogo, mas o corpo todo e hoje está falando mal do prefeito”.  Sobre Ronaldo, o deputado teria dito “que era seu líder, um grande político e até usava a frase ‘ Zé Ronaldo é meu farol sinalizador’.  Hoje, por conveniência, Ronaldo não presta”.


Feira de Santana, disse o presidente da Câmara, é uma cidade onde “se discute ideias e aponta soluções para os problemas, mas ainda não o vi fazer isso”. Fez ressalva de que respeita o deputado,  nada tem de pessoal contra ele e esperoa “que seja feliz e alcance objetivos trabalhando”.  Carneiro, no entanto, quer “reciprocidade com o respeito”. E, se faltar, vai retribuir à altura. “Se tiver réplica, tem tréplica, pois não tenho medo de ameaças. Ele não é melhor do que eu. Porque tem uma dinheirama? Porque é valentão? Porque é deputado as pessoas tem que ter medo?”


O doleiro Dario Messer foi condenado nesta segunda-feira (17) a 13 anos e 4 meses de prisão pelo crime de evasão de divisas. A sentença do juiz Alexandre Libonati determinou o início do cumprimento da pena em regime fechado, mas apenas após o fim da pandemia do novo coronavírus.

Messer foi condenado, pela primeira vez, no processo da Operação Marakata, um desdobramento da Câmbio, Desligo que se refere às operações dolar-cabo feitas para empresários que exploram pedras preciosas na Bahia. A sentença foi proferida cinco dias após o mesmo magistrado homologar a delação premiada do “doleiro dos doleiros”, como ele é conhecido por seu protagonismo na atividade.

O acordo prevê que ele cumpra 18 anos e 9 meses de pena, além de abrir mão de seu patrimônio estimado em R$ 1 bilhão. A maior parte dos bens está no Paraguai, cujo governo reivindica ficar com uma parte dos recursos. A proporção será definida por acordo de cooperação internacional.

Messer está em prisão domiciliar desde abril deste ano após decisão da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os ministros consideraram que ele faz parte do grupo de risco da Covid-19 e aceitaram o pedido da defesa de saída da prisão até o fim da pandemia.

O doleiro foi preso em julho do ano passado após ficar um ano foragido. A estimativa é que ele fique mais dois anos na cadeia, quando passar a cumprir de novo o regime fechado da pena.
Dario Messer era o líder de um banco paralelo que movimentou 1,6 bilhão de dólares (o equivalente a cerca de R$ 5,3 bilhões) de 2011 a 2017 envolvendo mais de 3 mil offshores em 52 países.
Ele também é apontado como o controlador do banco Evergreen (EVG) em Antígua e Barbuda, no Caribe. Uma lista de mais de 400 clientes está nas mãos do Ministério Público Federal para apurar quais casos envolvem crime -o banco misturava negócios legais e ilegais.

A atuação da família Messer no câmbio ilegal remonta à década de 1980, pelas mãos do patriarca Mordko Messer, espécie de mentor do esquema mantido por Dario.

As amizades do “doleiro dos doleiros” vão desde o ex-atacante Ronaldo Fenômeno até o ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes, que o chamou de “irmão de alma”. O paraguaio foi socorrido pelo patriarca Mordko numa fase de dificuldades financeiras. Atualmente, é réu em ação penal da Lava Jato fluminense.

O doleiro foi investigado na CPI do Banestado e teve o nome citado no escândalo do mensalão. Em 2009, ele foi alvo da Polícia Federal na Operação Sexta-Feira 13, que investigou um fluxo de mais de 20 milhões de dólares (R$ 110 milhões) em paraísos fiscais, um esquema que funcionava desde 1997. Messer se tornou foragido em 2018 após a Operação Câmbio, Desligo, que mirou a atuação de seis dezenas de doleiros e seus funcionários no país.

A investigação teve como base dois sócios minoritários de Messer, Vinicius Claret e Cláudio Barboza. Os dois eram os responsáveis por operar toda a complexa estrutura de dólar-cabo, enquanto o “doleiro dos doleiros” era o lastro financeiro da dupla, bem como o responsável por avalizar a confiança dos dois em sua rede de contatos no país e no exterior.

A estrutura montada pelo grupo era uma das poucas que conseguia operar as duas pontas do dólar-cabo: ao mesmo tempo, oferecer dinheiro vivo no país e ter caixa disponível em contas no exterior, em paraísos fiscais.

Dario chegou a ensaiar uma delação premiada com procuradores federais em 2017 e 2018. Esbarravam na recusa do investigado em permanecer um dia sequer na prisão. A delação se tornou uma opção discutida por Messer no início da 2017, após a homologação da colaboração de executivos da Odebrecht. Os nomes de Claret e Barboza já havia aparecido nos registros da empreiteira, uma das principais clientes do banco paralelo do doleiro.

A partir daquele momento, se discutia uma delação conjunta, incluindo os três, além dos familiares de Messer. O doleiro aceitava perder boa parte da fortuna, mas não queria ir para a cadeia. Fortalecia a resistência dele o fato de a opção pela colaboração não ser unânime na extensa equipe de advogados.

Numa reunião em 3 de março de 2017, a equipe discutia com Messer o cenário. O advogado uruguaio Oscar Algorta -também suspeito de lavar dinheiro- sugeriu que o doleiro poderia ir para o seu país, onde, garantia ele, as investigações não alcançariam seu cliente.

A sugestão mostrou-se equivocada no mesmo dia, quando a dupla Claret e Barboza foi presa no Uruguai, a pedido da Justiça brasileira. Eles tinham mandados de prisão expedidos por Marcelo Bretas em decorrência da Operação Eficiência, em fevereiro de 2017. Pela estrutura gigantesca gerida pelos dois passaram cerca de 3 milhões de dólares (R$ 16 milhões) do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

Claret e Barboza foram classificados na ocasião como doleiros do emedebista, mas eles só se conheceram na prisão. Os reais operadores de Cabral, os irmãos Renato e Marcelo Chebar, usaram o sistema de Messer para movimentar os recursos do ex-governador. Mesmo com a prisão, as equipes dos doleiros mantiveram a discussão de uma colaboração em conjunto. Os relatos dos três eram vistos como complementares.

Em julho de 2017, Dario Messer encontrou-se com o procurador José Augusto Vagos, membro da força-tarefa da Lava Jato que atuou em investigações sobre o doleiro desde o início dos anos 2000, para iniciar a negociação sobre uma possível delação. O encontro foi visto como desastroso para o investigado, já que evitou assumir responsabilidade e citou uma atuação tímida no esquema. Seus dois sócios conseguiram negociar, por conta própria, suas delações com a Procuradoria. As negociações com Messer foram interrompidas quando uma escuta telefônica flagrou um operador financeiro comentando, 20 dias antes da Operação Câmbio, Desligo, a iminência da prisão do doleiro.

Dario ficou um mês foragido. As investigações apontam que ele contou com o apoio do ex-presidente paraguaio em sua fuga da polícia. Ele acabou detido isolado, após a colaboração premiada de seus dois sócios, uma funcionária, três filhos e a ex-mulher.

*Folhapress


O ministro da Economia, Paulo Guedes, foi direto ao presidente Jair Bolsonaro numa audiência na tarde desta segunda-feira (17), enquanto o mercado financeiro fervia com notícias sobre “fritura” dele dentro do governo.

“Então, ‘tamo junto’ ou não? perguntou o ministro. “Nós ‘tamos’ casados, PG”, respondeu Bolsonaro.

Guedes chegou ao Palácio do Planalto acompanhado dos principais assessores. Ele diz que isso acontece sempre às segundas-feiras. Mas, num dia de boataria como esta segunda-feira, o séquito do ministro teve forte simbologia.

A partir daí, começou a conversa entre os dois sobre a destinação de recursos do orçamento deste ano para a execução de obras no âmbito do Ministério da Infraestrutura, sob o comando do ministro Tarcísio Gomes e do Ministério do Desenvolvimento Regional, com Rogério Marinho — este, o que mais tem insistido em destinar recursos para obras, o que foi entendido como o “fura-teto”.

Para não haver o “fura-teto”, está certo que pelo menos R$ 5 bilhões serão remanejados no orçamento deste ano a fim de garantir dinheiro para obras.

Inicialmente, os defensores de obras públicas defenderam que o programa Pró-Brasil tivesse previsão de receber R$ 150 bilhões em três anos. Sem recursos, o volume de recursos foi sendo reduzido e chegou à marca de R$ 5 bilhões — com o aval do presidente.

No começo da noite, o presidente postou nas redes sociais que ele e Guedes chegaram juntos ao governo vão sair juntos — uma declaração pública de apoio ao ministro da Fazenda.

Jair Bolsonaro comprou a ideia de que é preciso retomar obras e passou a também pressionar o ministro Paulo Guedes.

Ele tem gostado muito de viajar pelos Estados, como fez nesta segunda-feira, quando foi a Sergipe inaugurar a usina termoelétrica Porto de Sergipe. E não pretende mudar a programação.

Guedes tem dito que reconhece o desejo do presidente. “Ele recebeu quase 60 milhões de votos e quer dar uma resposta ao seu eleitor, isso é legítimo”, disse Paulo Guedes que, no entanto, resiste à ideia de ampliar os gastos neste ano.

“Para bagunçar as contas públicas basta três ou quatro meses. Mas para consertar, são necessários três ou quatro anos”, ele explicou a Bolsonaro.

Paralelamente ao pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 aos brasileiros mais pobres, Bolsonaro acredita que obras e viagens aos Estados têm ajudado a melhorar sua aprovação, sobretudo no Nordeste.

Na região, os índices de rejeição a seu governo caíram dez pontos porcentuais, segundo pesquisa Datafolha; no Brasil inteiro, a aprovação subiu cinco pontos porcentuais.

Fonte: https://g1.globo.com/politica

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