Deputado apontou possível estratégia da esquerda para gerar tumulto
Deputado federal Eduardo Bolsonaro alertou para infiltração da esquerda em atos Foto: Agência Brasil
O deputado federal Eduardo Bolsonaro divulgou um vídeo, na manhã desta terça-feira (7), em que reforça que os atos convocados para hoje serão pacíficos e feitos por pessoas ordeiras e trabalhadoras. Eduardo gravou o vídeo a caminho da concentração que acontece em Brasília.
– A nossa manifestação vai ser pacífica e ordeira. A esquerda sempre faz uma narrativa para depois ter algum ganho com isso, então o que eles mais querem é que essa narrativa fantasiosa que eles fazem, de que vai ser violento, se concretize – apontou.
O parlamentar alerta para a possível infiltração de militantes da esquerda nos atos. Segundo ele, o objetivo seria provocar tumulto nas manifestações. Eduardo também orienta que o manifestante não se envolva em conflitos.
– Conhecendo um pouco a esquerda, que joga sujo, pode ser até que eles infiltrem alguém nessas manifestações patrióticas, pela liberdade, e que vão além da defesa de Jair Bolsonaro. [Pode ser] que eles façam alguma coisa desse tipo. Então, se for verificado alguma violência, deixa a polícia vir e tirar essa pessoas, senta no chão, se for o caso, e deixa a polícia trabalhar – orientou.
Veto será publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira
O presidente da República, Jair Bolsonaro, vetou projeto de lei (PL) que permitiria aos partidos políticos se unirem em uma federação e, após registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atuarem como se fossem uma legenda única, informou a Secretaria-Geral da Presidência da República. O veto será publicado na edição desta quarta-feira (8) do Diário Oficial da União.
O PL nº 2.522, de 2015, que alteraria Lei dos Partidos Políticos (nº 9.096, de 19 de setembro de 1995) e a Lei das Eleições (nº 9.504, de 30 de setembro de 1997), foi aprovado pela Câmara dos Deputados por 304 votos a 119 em agosto.
Os partidos organizados em federação constituiriam programa, estatuto e direção comuns. Diferentemente das coligações eleitorais, as federações não encerrariam o seu funcionamento comum terminado o pleito. Na prática, a proposta ajudaria partidos a alcançar a cláusula de barreira – instrumento criado para reduzir o número de partidos com pouca representação na Câmara dos Deputados.
A Secretaria-Geral da presidência da República disse, em nota, que “a proposição contrariaria interesse público tendo em vista que a vedação às coligações partidárias nas eleições proporcionais, introduzida pela Emenda Constitucional nº 97/2017, combinada com regras de desempenho partidário para o acesso aos recursos do fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão tiveram por objetivo o aprimoramento do sistema representativo, com a redução da fragmentação partidária e, por consequência, diminuição da dificuldade do eleitor se identificar com determinada agremiação.”
Ainda de acordo com a secretaria-geral, o PL “inauguraria um novo formato com características análogas à das coligações, em que pese a proposição ter estabelecido regras específicas para buscar dar maior estabilidade para este instituto proposto.”
Ex-policial disse que mataria o ministro e sua família
Ministro Alexandre de Moraes Foto: Carlos Moura/SCO/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva do ex-policial militar Cássio Rodrigues Costa Souza nesta segunda-feira (6). O magistrado atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) após Rodrigues ameaçá-lo de morte.
O ex-policial afirmou que o assassinato do ministro ocorreria nesta terça-feira, dia 7 de setembro, data em que estão previstas grandes manifestações a favor do presidente Jair Bolsonaro e contra ministros do STF, sobretudo Moraes e Luís Roberto Barroso.
– Morra, careca filho da p***. Terça-feira vamos te matar e toda a sua família, seu vagabundo, advogadinho de m**** do PCC. Sou policial militar e nós militares te eliminaremos – escreveu o ex-PM nas redes sociais.
Presidente Jair Bolsonaro alterou nesta segunda-feira (6), por meio de medida provisória, a lei do Marco Civil da Internet, criada por iniciativa da ex-presidente Dilma Rousseff. A mudança reforça os direitos e as garantias dos usuários da rede à liberdade de expressão.
De acordo com a Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social), a medida “objetiva conferir maior clareza às ‘políticas, procedimentos, medidas e instrumentos’ utilizados pelos provedores de redes sociais para cancelamento ou suspensão de conteúdos e contas”.
Para que um conteúdo, ou uma conta de rede social, sejam cancelados, suspensos ou excluídos, passará a ser necessária a apresentação de justa causa e motivação. O direito de restituição do conteúdo publicado também deverá ser garantido ao usuário, se a medida for considerada injusta.
Donald Trump Jr. participou a Conferência Conservadora no Brasil
Donald Trump e seu filho, Donald Trump Jr. Foto: Reprodução
Um dos convidados da Conferência de Ação Política Conservadora neste sábado (4), Donald Trump Jr, filho do ex-presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump, mostrou preocupação com as eleições no Brasil em 2022. Durante sua participação no evento, ele sugeriu que a China pretende substituir o presidente Jair Bolsonaro por um presidente socialista.
O discurso de Donald Trump Jr. foi feito por meio virtual, já que ele não pode comparecer ao Brasil. Ao falar do pleito, o filho de Trump falou em dois lados, em referência a Jair Bolsonaro e ao ex-presidente Lula.
– Vocês vão no caminho do socialismo ou permanecem fortemente para a liberdade? (…) As exportações que vão do Brasil para a China são uma ‘linha da vida’ para a China. Então, se você não acredita que eles não estão fazendo que puderem para ter um governo socialista que eles possam manipular aí, alguém que seja suscetível suas maluquices…. se você não acha que a China tem planos para isso, para seu inimigo no ano que vem, então você não está assistindo nada – ressaltou.
Ele também afirmou que a população brasileira não pode aceitar governos tirânicos.
– Não é um campo justo, não é uma luta justa. Tem instituições com trilhões de dólares reprimindo nossas crenças, nossas ideias ao mesmo tempo que estão alimentando essas ideias socialistas. Temos que falar alto, temos que não ter medo de falar contra o futuro desses governos tirânicos que querem nos impor – destacou.
Donald Trump Jr. também aproveitou a fala para criticar o atual presidente dos EUA, Joe Biden, pela questão do Afeganistão.
– Estamos assistindo comboios de talibãs voando helicópteros americanos, dirigindo carros americanos. Armamos o inimigo, que vai usar as mesmas armas para reprimir, mulheres, crianças e seus inimigos políticos (…) O talibã olha para Joe Biden e vê um homem que não consegue subir escadas, que não consegue fazer um discurso inteiro, que não consegue lembrar o nome do seu secretário de Defesa – apontou.
Neste período, presidente passou por diversas cirurgias
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O atentado a faca ocorrido contra o presidente Jair Bolsonaro completa três anos nesta segunda-feira (6). Na ocasião, Bolsonaro fazia campanha para sua eleição à Presidência da República nas ruas de Juiz Fora, em Minas Gerais.
O autor do atentado, Adélio Bispo de Oliveira, à época com 40 anos, foi preso no mesmo dia. Ele alegou que o ataque foi um “incidente”, e que “se sentiu ameaçado pelo discurso de Jair Bolsonaro”.
Desde então, usuários das redes sociais vêm exigindo respostas sobre o crime utilizando a hashtag #QuemMandouMatarBolsonaro. Os apoiadores pedem agilidade nas investigações, principalmente para descobrir se Adélio seguiu as ordens de um mandante e, se for este o caso, quem seria o mentor do atentado.
Mesmo sem a perícia do telefone de Adélio e nem o nome de quem bancou o advogado que defendeu Adélio – que chegava a cobrar honorários de R$ 150 mil em um caso “comum” -, a Polícia Federal concluiu que ele agiu sozinho, com fins meramente políticos.
Em 2 de outubro de 2018, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra Adélio por “praticar atentado pessoal por inconformismo político” contra o então candidato do PSL à Presidência, e a Justiça aceitou a acusação.
Apesar do crime praticado tendo o país como testemunha, Adélio foi considerado inimputável por supostamente não gozar totalmente de suas faculdades mentais. Agora, os advogados tentam na Justiça para que ele seja transferido para um hospital psiquiátrico próximo de sua família. No entanto, ele continua preso em uma penitenciária federal em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, desde 2018, quando foi detido.
CIRURGIAS E AFASTAMENTO MÉDICO Desde o ataque, o presidente Jair Bolsonaro já se submeteu a seis cirurgias relacionadas à facada. A última delas foi realizada para corrigir uma hérnia na região abdominal.
RENASCIMENTO No ano passado, no dia em que a facada completou dois anos, Bolsonaro usou as redes sociais para agradecer a Deus por sua vida, e também à equipe médica que atuou no seu socorro.
– OBRIGADO: Senhor pela minha vida. Dr. Borsato e profissionais de saúde da Santa Casa de Juiz de Fora/MG. Drs. Macedo e Leandro, médicos e enfermeiros do Hospital Albert Einstein. Aos que oraram e ao Brasil por continuar livre e sendo a terra mais maravilhosa do mundo! – escreveu o presidente, citando também seus apoiadores.
Segurança foi informado do xingamento em bar do clube Pinheiros, chamou polícia e acusado teve ir até a delegacia para que ocorrência fosse registrada
O ministro Alexandre de Moraes registrou boletim de ocorrência contra frequentadores de clube que o xingaram Sérgio Lima/Poder360 – 22.mar.2017
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes prestou queixa contra uma pessoa que o xingou dentro e na calçada do Clube Pinheiros, em São Paulo, na madrugada de 5ª para 6ª feira (3.set.2021). O magistrado não estava no local no momento, mas seus seguranças ouviram as ofensas e fizeram o registro em seu nome. Eis a íntegra do boletim de ocorrência (495 KB).
Segundo o boletim de ocorrência registrado no 14º Distrito Policial da capital paulista e confirmado pelo Poder360, “vigilantes particulares” avisaram a um integrante da escolta pessoal de Alexandre de Moraes que “indivíduos embriagados no interior do clube Pinheiros” estariam “proferindo ameaças e injúrias à pessoa da vítima”.
Alexandre de Moraes é sócio e frequentador assíduo do Pinheiros. Mora bem próximo dali. Integrantes de sua escolta pessoal ficam sempre nas imediações do local.
Ao saber do que se passava (avisado por funcionários do clube), um agente de segurança do ministro do STF foi ao Pinheiros e “constatou da calçada, e, por meio da grade do clube, 4 indivíduos em uma mesa falando alto e ingerindo bebidas alcoólicas”. Requereu então que um profissional do estabelecimento orientasse a todos que “cessassem os insultos e a importunação do sossego alheio”. Tudo teria se acalmado por volta da meia-noite de 5ª para 6ª feira.
Só que mais tarde, no início da madrugada, as ofensas prosseguiram na rua por parte de uma pessoa que saiu do clube. O sócio do Pinheiros Alexandre da Nova Forjaz, que se apresenta como agente publicitário, foi identificado como o que proferiu os xingamentos quase em frente ao edifício do ministro. Ele teria gritado “careca ladrão”, “advogado do PCC”, “vamos fechar o STF” e “careca filha da puta” [sic]. Toda a vizinhança ouviu, inclusive Alexandre de Moraes.
A partir daí, ainda que o ministro não estivesse presente, o segurança do magistrado “acionou apoio da Polícia Militar, que o apoiou na condução do investigado” até o 14º D.P.
Na delegacia, Alexandre da Nova Forjaz disse que estava no Pinheiros “assistindo a jogo de futebol e que havia [pessoas em] várias mesas insultando a pessoa da vítima [o ministro Alexandre de Moraes]”. Negou, entretanto, que estivesse fazendo os xingamentos e que desconhecia quem eram as outras pessoas presentes.
Ex-governador do Ceará afirmou que “eles se corromperam feio”
Ciro Gomes e o ex-presidente Lula Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula
Ex-aliado do Partido dos Trabalhadores (PT), Ciro Gomes, segue disparando críticas à sigla. Durante participação no programa Em Ponto, da rádio 98 FM Natal, o ex-governador do Ceará disse que o PT “que a Gleisi Hoffman representa”, se transformou em uma “organização criminosa.
Ciro iniciou o assunto falando sobre a prisão dos tesoureiros do partido.
– Todos os tesoureiros do PT foram presos. Todos. O Palocci não é um efeito colateral, não foi uma aliança que o Lula fez. O Palocci é fundador do PT. Ele fez uma delação premiada der fazer corar um frade de pedra (…) Ele diz que levava R$ 30 mil em saco de dinheiro físico para o Lula – ressaltou.
Ele então disse que o PT foi uma sigla muito importante para o país, mas que acabou se corrompendo “feio”.
– Eu não falo isso com nenhum prazer, me dói muito, porque o PT foi um partido muito importante para organizar o povo brasileiro. O problema é que eles se corromperam feio – apontou.
Ciro também disparou críticas contra a deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT.
– O PT, o lulopetismo, essa Gleisi, que é uma puxa-saco desqualificada, eles perderam a compostura e acham que nós todos somos idiotas. Eles acham que todos nós somos imbecis e que o São Lula pode fazer o que quiser e acontecer e que nós temos que engolir. Para mim, chega – apontou.
Os presidentes do Clube Militar, Clube Naval e do Clube de Aeronáutica, assinaram nota conjunta em convocação de seus filiados para as manifestações programadas para o dia 7 de setembro, feriado da Independência.
No documento, eles afirmam que o feriado da Independência é uma data a ser efusivamente comemorada por todos os brasileiros que presam a independência e a liberdade.
No entanto, os presidentes fazem uma ponderação acerca dos limites extrapolados pelos Poderes do Estado.
– A independência e a liberdade são perdidas facilmente quando os responsáveis pela condução das instituições colocam os seus interesses partidários ou pessoais acima daqueles do país e quando os poderes do Estado não se cingem a seus limites constitucionais – disseram em nota.
A Polícia Militar de Santa Catarina informou que não irá monitorar a participação de seus agentes nas manifestações marcadas para o dia 7 de setembro. A punição de militares que pretendem aderir ao movimento não é consenso no país, uma vez que a corporação de cada estado tem seu regimento interno.
Em nota enviada ao Diário Catarinense, a PMSC destacou seu “posicionamento isento e sem nenhum tipo de encaminhamento ideológico ou político à corporação”.
Outro governador que se comprometeu a não punir seus oficiais e praças foi Cláudio Castro, do Rio de Janeiro. Castro declarou que o governo “é defensor da liberdade de expressão e respeita qualquer ato de manifestação pacífica. A ação da Polícia Militar em atos públicos é regulada pelo Regimento Interno”.
De acordo com levantamento do jornal O Globo, dos 26 governos estaduais e mais o Distrito Federal, oito afirmam que irão punis os agentes que participarem dos protestos. O governador de São Paulo, João Doria, é o que mais tem ameaçado a corporação. Recentemente, ele exonerou um coronel da Polícia Militar que convocou seus colegas para o dia 7 de setembro.
– Policiais militares da ativa, conforme a legislação, são proibidos de participar de eventos de caráter político-partidário. Toda e qualquer denúncia de descumprimento das normas vigentes são rigorosamente apuradas e punidas, se confirmadas – diz uma nota do governo de SP.
Além de São Paulo, os estados que devem punir policiais que se manifestarem são Bahia, Paraíba, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Amazonas e Roraima.
Dez governadores não deixaram claro sobre as condutas que irão adotar; sete não responderam ao O Globo.