Após anunciar que deixaria a carreira de artista para concorrer a deputado federal pelo PT do Rio de Janeiro, nas eleições do ano que vem, o ator José de Abreu tem dado mais detalhes sobre os planos dentro da política. Em entrevista ao portal Metrópoles, o polêmico veterano comentou sobre o impacto que a decisão terá em sua vida profissional, uma vez que ele está escalado para a próxima novela da Globo das 21h, Segundo Sol.
– Não tenho medo [das consequências]. Pela primeira vez, Globo e eu estamos do mesmo lado. O canal, obviamente, não apoia o governo Bolsonaro. Estamos do mesmo lado, fazendo oposição. Se é que a Globo tem uma posição política… Mas pelo ódio que o Bolsonaro tem dela, a perseguição de bolsonaristas a funcionários da casa, como o caso do cinegrafista agredido em Aparecida (SP), tudo isso demonstra como é essa relação – afirmou.
Abreu foi um dos muitos funcionários que tiveram o contrato modificado com a Globo no ano passado. Agora, o vínculo do ator com a emissora é fechado por obra, ou seja, não é mais fixo.
Questionado se pode haver algum conflito entre sua participação no folhetim Um Lugar ao Sol e sua candidatura, Abreu se mostra otimista. Segundo ele, a novela já está toda gravada e deve ficar no ar até abril.
– Acredito que não terá problema. As convenções de partido serão depois disso – declarou.
Amigo pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Abreu revelou que o líder petista não concorda com sua candidatura, por entender que ele pode ter mais influência como artista do que como político. No entanto, o ator é taxativo: “Lula não quer, mas o partido quer”.
– Eu já estava a fim [de ser candidato], justamente, por causa do efeito Bolsonaro. Eu sempre falava não, porque adoro representar, mas, realmente, esse momento histórico que a gente vive exige um certo sacrifício. É uma pulsão que eu tenho pelo país que a gente está vivendo – disse.
Debate acontece em meio a casos de infecção por coronavírus entre parlamentares e seus funcionários
Foto: Pablo Valadares/ Agência Câmara
A Mesa Diretora da Câmara se reúne na próxima segunda-feira (18) para decidir se a Casa voltará ou não a fazer sessões presenciais, suspensas por causa da Covid-19. Hoje, comissões e plenário funcionam em formato híbrido, com deputados trabalhando presencialmente e em home office. As informações são da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.
O debate acontece em meio a casos de infecção por coronavírus entre parlamentares e seus funcionários. Até semana passada, o retorno ao modelo convencional de trabalho vinha sendo protelado, em meio a uma polêmica sobre a obrigatoriedade de um “passaporte da vacina” para entrada nas instalações.
Pedido foi enviado à PGR pela ministra Rosa Weber, do STF
Davi Alcolumbre, presidente da CCJ do Senado Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom
Nesta sexta-feira (15), a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de investigação contra o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). A medida tem por base a demora na sabatina de André Mendonça na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Ex-advogado-geral da União, Mendonça foi indicado em 13 julho pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar a vaga deixada pelo ministro Marco Aurélio de Mello no STF. Mas, desde então, seu nome não passou pelo primeiro passo para ingressar na Corte, já que Alcolumbre (DEM-AP), presidente da CCJ, ainda não definiu a data do procedimento.
Diante da demora, um advogado decidiu acionar o Supremo para questionar a iniciativa de Alcolumbre. Na ação, ele pediu que o presidente da CCJ seja afastado de seu posto pelos indícios de crimes de responsabilidade, de discriminação religiosa e contra o Estado Democrático de Direito.
Diante do pedido, Weber enviou a ação para o posicionamento da PGR.
– Determino a abertura de vista dos autos à Procuradoria-Geral da República, a quem cabe a formação da opinio delicti em feitos de competência desta Suprema Corte, para manifestação no prazo regimental – escreveu Weber.
Nesta quarta-feira (13), após inúmeras críticas, Alcolumbre emitiu uma nota para falar do atraso na sabatina. No texto, o senador apontou que a “nomeação do ministro do Supremo Tribunal Federal” é “um ato complexo” e disse que não aceita “ser ameaçado, intimidado, perseguido ou chantageado com o aval ou a participação de quem quer que seja”.
Nesta quinta-feira (14), um grupo de senadores entregou ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), um requerimento em favor da sabatina de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF). O documento conta com as assinaturas de 17 integrantes titulares da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa e também com os nomes de 16 suplentes.
Ex-advogado-geral da União, Mendonça foi indicado em 13 julho pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar a vaga deixada pelo ministro Marco Aurélio de Mello no STF. Mas, desde então, seu nome não passou pelo primeiro passo para ingressar na Corte, já que Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da CCJ, ainda não definiu a data do procedimento.
A iniciativa de colher assinaturas partiu de Fernando Bezerra, líder do governo no Senado. No total, o Senado é composto por 81 parlamentares. Para ingressar no STF, Mendonça precisa do apoio de 41 deles.
Nesta quarta-feira (13), após inúmeras críticas, Alcolumbre emitiu uma nota para falar do atraso na sabatina. No texto, o senador apontou que a “nomeação do ministro do Supremo Tribunal Federal” é “um ato complexo” e disse que não aceita “ser ameaçado, intimidado, perseguido ou chantageado com o aval ou a participação de quem quer que seja”.
O apoio dado por parlamentares a André Mendonça foi comentado pelo pastor Silas Malafaia em suas redes sociais.
– AÍ ESTÁ A PROVA! André Mendonça, em lista de apoio na CCJ, teve 32 votos. Fora alguns que não quiseram assinar a lista e asseguraram que vão votar no André. Para ser aprovado, André precisa de 41 votos. Alguém tem alguma dúvida que ele vai ser aprovado no senado? PIADA! – apontou.
O candidato ao governo da Bahia nas próximas eleições, ACM Netto (DEM) e o possível candidato a vice-governador ou a senador, José Ronaldo (DEM), estiveram no município de Paulo Afonso nesta quinta-feira (14). Os candidatos estiveram dialogando com as lideranças de toda região. O encontro foi coordenado por Mário Galinho.
Participaram da reunião representantes dos municípios de Jeremoabo, Sítio do Quinto, Fátima, Coronel João Sá, Pedro Alexandre, Santa Brígida, Rodelas, Chorrochó e Abaré.
Estiveram presentes o deputado estadual Laerte do Vando e o deputado federal Adolfo Viana.
Ator tentará se eleger deputado federal pelo Rio de Janeiro
Lula é contra candidatura de José de Abreu Foto: PT/Ricardo Stuckert
O ator José de Abreu decidiu deixar a carreira artística para tentar uma vaga como deputado federal nas eleições do ano que vem. A informação é da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.
Ainda segundo a jornalista, Abreu, conhecido por se envolver em polêmicas na internet por causa de política, irá se candidatar pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para representar o estado do Rio de Janeiro.
O ator definiu que irá apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Palácio do Planalto e o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) para o governo do estado do Rio: “A junção de Lula e Freixo é irresistível”, disse.
– Vou abrir mão da minha carreira, do que eu mais amo fazer, que é representar, para ajudar o Lula a reconstruir o Brasil e o Freixo a reconstruir o Rio de Janeiro – disse.
Segundo Abreu, Lula, que é seu amigo pessoal, não concorda com sua candidatura.
– Ele acha que hoje, como ator da TV Globo, eu calço 47 [em influência e importância]. Se for deputado, vou calçar 33 pois serei do baixo clero do Congresso [ao se integrar a um colegiado em que será um entre 513 parlamentares]”. Já o ex-ministro José Dirceu, segundo ele, acha que “além de seguir calçando 47, vou somar os 33” – disse à jornalista.
Zé de Abreu afirma que atuar é o que ele “mais ama fazer”, mas que abdicará de sua carreira para “ajudar o Lula a reconstruir o Brasil e o Freixo a reconstruir o Rio”.
Jornalista apontou suposto abuso de poder econômico por parte da presidente interina da sigla
Roberto Jefferson e Oswaldo Eustáquio Foto: PTB Nacional/Weleson Nascimento
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que a Polícia Federal faça um “pente-fino” nas contas do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). A sigla é comandada pelo ex-deputado Roberto Jefferson, que está preso por determinação de Moraes.
A ordem surgiu após o jornalista Oswaldo Eustáquio, expulso recentemente do partido, denunciar que a vice-presidente da legenda, Graciela Nienov, estaria praticando abuso de poder econômico com recursos públicos do Fundo Partidário.
Moraes quer apurar se a verba foi usada para financiar a propagação de fake news.
– A determinação decorre de ofício encaminhado pela Corregedoria-Geral Eleitoral, que apura a disseminação de notícias fraudulentas pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, que, por meio de redes sociais, teria utilizado a estrutura do partido – explica o STF.
O ministro deu prazo de 30 dias corridos para a Polícia Federal fazer um levantamento minucioso das notas fiscais emitidas pela assessoria de marketing digital que presta serviços ao PTB.
DENÚNCIA DE EUSTÁQUIO De acordo com a denúncia de Oswaldo Eustáquio, desde que assumiu a presidência interina do PTB, após a ausência de Roberto Jefferson, Graciela teria aumentado o próprio salário para R$ 33,8 mil – mais alto até do que o do presidente da República. Além disso, o partido agora arca com o aluguel de um flat em um condomínio para Graciela.
Eustáquio também citou na ação que a presidente interina do partido recebeu reembolso de R$ 1,2 mil gastos em lanches no hotel. O partido também estaria pagando pela conta de celular, passagens aéreas, restaurantes de luxo e táxi, despesas que ultrapassam R$ 50 mil por mês.
O jornalista ainda questiona supostos “supersalários do PTB” e contratos com empresas para a realização de eventos promovidos pela legenda.
– Seis pessoas no partido recebem valores maiores do que o presidente da República. […] Vale lembrar que as contas do partido não são aprovadas desde 2016 e uma ação no STF avalia afastar o presidente nacional do partido por essas incoerências financeiras realizadas por quem o cerca – destacou.
O advogado Vasco Rusciollelli Azevedo, assim com a mãe, a desembargadora Sandra Inês Rusciollelli (veja aqui), fechou acordo de delação premiada que prevê a pena privativa de liberdade de 22 anos. Ele é um dos acusados pela Operação Faroeste de participar de um esquema de grilagem de terras no Oeste da Bahia e venda de sentenças judicias no Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA).
Com o acordo firmado, Vasco ficará seis meses em regime fechado e três anos e seis meses em prisão domiciliar em apartamento no condomínio Le Parc, onde mora. Ele não poderá se ausentar da residência no primeiro ano.
Após o segundo ano de prisão, ele poderá se ausentar uma vez por semana da residência com o uso da tornozeleira eletrônica. O advogado só poderá receber vista de parentes de até 3º grau, profissionais de saúde e de uma lista pré-estabelecida de 15 pessoas. Poderá praticar até uma hora de acaminhada ou atividade física na áera comum do condomínio e não poderá sair aos finais de semana e feriados.
A cada 6 meses de regime poderá passar cinco dias em local diverso. Ele também vai ter que prestar serviços comunitários de 22 horas semanais, não poder realizar viagens internacionais, somente viagens nacionais e a trabalho, entre outras medidas.
Além disso, tanto a desembargadora quanto Vasco vão pagar cerca de R$ 4 milhões como pena compensatória por conta do acordo (veja aqui). Ambos apresentaram patrimônio e os bens deverão ser ajudicados caso o débito não seja quitado.
A desembargadora Sandra Inês Rusciolell, investigada na Operação Faroeste, denunciou na delação premiada uma série de esquemas criminosos e figuras que atuavam em três grupos fixos e outras que orbitavam dentro das práticas. A lista de crimes inclui: grilagem de terras no Oeste da Bahia; o gabinete de segurança institucional (GSI) instituído pelo desembargador e ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Gesivaldo Britto; designação de magistrados para decidirem favoravelmente aos interesses da organização criminosa (orcrim); vendas de decisões no varejo com atuação dos filhos de desembargadores e outros operadores; recuperações judiciais; rachadinhas e outros esquema de grilagem.
Sandra Inês falou sobre a operação Immobilis, que desarticulou uma organização criminosa que simulava a presença de pessoas em ações das quais eram emitidas ordens judiciais cancelando a hipoteca de imóveis, o que permitia a transferência destes para alguém do grupo criminoso ou a comercialização para terceiros de boa-fé. Segundo a desembargadora, o “quase-cônsul” da Guiné Bissau, Adailton Maturino, e os membros da organização criminosa mapeavam pessoas endividadas com hipotecas imobiliárias comprando com quantia inexpressiva requerendo judicialmente a baixa das hipotecas que era indeferidas por um juiz do Piauí. Depois disso o bem era vendido pelo valor de mercado.
Ainda disse que Mauricio Barbosa, ex-secretário de Segurança Pública da Bahia, coordenou pessoalmente a operação de reintegração de posse das terras na região Oeste mediante indicação de um grupo especial de policiais para cumprir as diligências.
A delação ainda traz o fato de que como a “Bom Jesus Agropecuária” ganhou a causa no CNJ, se iniciou uma nova batalha no TJ-BA. Sandra Inês era relatora de recursos no TJ. Ela cita que o desembargador Gesivaldo Britto designou a juíza Eliene Simone para atuar no Oeste, sendo que a magistrada era de Salvador e não integrava a lista anual de substituição. A juíza determinou o bloqueio das matrículas 726 e 727 do cartório de notas de Formosa do Rio Preto. Houve um recurso em que a relatora foi a desembargadora Ilona Reis que suspendeu a decisão de Eliene, mas depois por ter recebido propina mudou sua decisão.
A desembargadora delata a desembargadora Dinalva Laranjeira que passou a atuar em favor do grupo através do sobrinho Fernando Gomes Lobo, tendo recebido R$ 500 mil.
O depoimento de Sandra Inês ainda cita que o advogado Abdon Abade era um dos operadores do esquema sob o comando de João Novaes e Adailton Maturino.
Ela ainda abre um parêntese para afirmar que que existe esquema de negociações de decisões judiciais mediante lobby praticada por operadores, dentre eles alguns filhos, outros parentes, advogados e assessores ligados a desembargadores do TJ-BA.
Também aponta Rui Barata como integrante da organização criminosa que atuou com o filho da desembargadora, Vasco Rusciollelli Azevedo.
Sandra Inês ainda apresentou uma planilha de processos da Faroeste.
Ela delatou nomes integrantes da organização criminosas em vários grupos. O primeiro grupo era ligado a Adailton e integrado pela esposa do “quase-cônsul” da Guiné Bissau, Geciane Maturino, além de João Carlos Novais, o advogado Abdon Abade, Carlos Ratis e José Valter Dias.
O grupo dois tinha como integrantes a desembargadora Maria do Socorro Santiago, a filha dela Mariana Barreto Santiago, o genro de Socorro e advogado Márcio Duarte, além do juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio.
Integravam o grupo três o desembargador Gesivaldo Britto, o servidor do TJ-BA Antônio Roque, a desembargadora Ilona Reis, o advogado Marcelo Junqueira Ayres, desembargadora Dinalva Pimentel, Fernando Gomes (sobrinho de Laranjeira) e Marivalda Moutinho (juíza).
Outros integrantes eram: a desembargadora Maria da Graça Osório, Carla Janaína Leal Vieira (sobrinha de Maria da Graça), desembargadora Cynthia Rezende, Márcio Reinaldo Braga (juiz), desembargador José Olegário, o delator Júlio Cesar Cavalcante Ferreira, a desembargadora Ligia Ramos, o filho dela Rui Barata, o tenente Marcos Antonio Lemos (braço armado), e Mauricio Teles Barbosa.
A delação premiada da desembargadora Sandra Inês Rusciolelli e do filho, Vasco Rusciolelli, aponta que o deputado federal Ronaldo Carletto (PP) e o desembargador Maurício Kertzman estariam envolvidos no pagamento de propina para obtenção de uma sentença. A delação da desembargadora investigada na Operação Faroeste foi homologada em junho deste ano pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo o documento, o processo envolveria a empresa ITmov do Brasil, com ação ocorrendo em maio de 2018. A delação aponta também que o valor da propina ficaria a ser definido. Além de Inês, Vasco, Kertzman e Carletto, estaria também envolvido no esquema Júlio Cavalcanti.
Entre as revelações feitas pela desembargadora, o desembargador Maurício Kertzman também estaria envolvido na venda de sentenças. Ele teria recebido um terreno de 10 mil m2 no condomínio Vilas de São José, em Itacaré. A negociação teria ocorrido através do escritório de Pedro Castro, com uma proposta feita por Arthur Ramos Barata.
A delação aponta também que o acordo não foi finalizado, pois o desembargador “passou por cima e resolveu diretamente”, recebendo o terreno que fica “ao fundo do Itacaré Suítes”. Além deles, Leandro Loureiro também estaria envolvido, sendo dois “acertos” distintos para o mesmo processo, onde Maurício teria decidido e recebido a propina.