Em entrevista ao Estadão, o deputado afirmou que não pretende sair do PSDB
Deputado Aécio Neves Foto: Lula Marques/AGPT
Em entrevista ao jornal o Estado de São Paulo, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) falou de sua relação com seu partido e com o governador de São Paulo, João Doria, que venceu as prévias e será o candidato do PSDB à Presidência em 2022.
Aécio também falou sobre o PT e revelou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “um cara bacana para sentar e tomar uma cachaça”.
O comentário sobre o petista foi feito ao Aécio falar de uma possível aliança entre o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin e Lula.
– A trincheira tem de ser dentro do PSDB. Lamento, inclusive, que o governador Geraldo Alckmin não tenha escolhido o campo do PSDB para fazer o seu projeto. Acho contraditória uma aliança com o PT. Nós combatemos o PT a vida inteira, tanto ele quanto eu e muitos outros. Não porque não gostamos do Lula. O Lula é uma grande figura, um cara bacana para sentar e tomar uma cachaça. Eu tive uma ótima relação com ele durante oito anos, mas o PT faz muito mal ao Brasil – destacou.
Já sobre o PSDB, Aécio Neves afirmou que seu partido precisa conquistar uma bancada forte no Congresso.
– Se nós formos para o isolamento, e eu espero que esse não seja nosso caminho, isso [se refletirá] inclusive na nossa presença nas assembleias, na nossa presença congressual. Mesmo que o PSDB não vença essas eleições, nós temos de sobreviver enquanto um partido sólido no Congresso. Se prevalecer essa polarização, ela vai chegar a um exaurimento, [à] fadiga, [ao] cansaço – ressaltou.
Aécio Neves ainda negou que pretenda deixar o partido.
– De forma alguma. Estou construindo o PSDB há mais de 30 anos. Essa é uma etapa da vida do PSDB. Já passei por várias outras. Eu vou sempre atuar no sentido de que o PSDB possa liderar um projeto de país. O PSDB é essencial para o Brasil – apontou.
O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a tecer duras críticas à Rede Globo. Para o petista, a emissora é uma das responsáveis pelo povo estar desacreditado com a política brasileira.
Durante uma entrevista ao podcast ‘Podpah’, dos apresentadores Igão e Mítico, o ex-presidente também criticou o radialista José Luiz Datena, conhecido por apresentar o Brasil Urgente, da Rede Bandeirantes de Televisão.
“Eu não acho que o povo está totalmente errado quando ele tem raiva da política. O povo não tem informação, ele assiste a Rede Globo. Ele vê aqueles repórteres falarem mal da política o tempo inteiro. Ele vê esse radialista que só fala de crime, que parece que está incentivando o crime, ser candidato. Ele não tem noção. Nós é que temos que dar noção e trabalhar a formação política. Nós é que temos que fazer com que as pessoas conheçam a realidade desse país. Discutir economia. Quanto mais politizado você for, mais porreta você será”, concluiu Lula.
O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), confirmou pela primeira vez nesta quinta-feira (2), em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, que está trabalhando para se candidatar ao Governo da Bahia em 2022. Segundo ele, o apoio a sua candidatura foi uma das questões do Partido Liberal (PL) para a filiação do presidente Jair Bolsonaro.
“Estou trabalhando para ser candidato a governador. O apoio a minha candidatura foi uma das questões do PL”, disse o ministro ao Estadão.
Caso se confirme, Roma pode ter pela frente um velho conhecido na disputa, ACM Neto (DEM), seu padrinho e hoje adversário político, que lançou sua pré-candidatura nesta quinta, além do senador Jaques Wagner, possível nome escolhido pelo governador Rui Costa para substituí-lo.
Presidente afirmou que ex-ministro mentiu ao dizer que ele teria comemorado a saída de Lula da prisão
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR
Durante sua tradicional live, realizada na noite de quinta-feira (2), o presidente Jair Bolsonaro fez duras críticas ao ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. De acordo com o chefe do Executivo, Moro é uma pessoa “sem caráter” e o vazamento da troca de mensagens entre Moro e os procuradores da Lava Jato expôs uma “vergonhosa troca de informações”.
Bolsonaro afirmou que Moro mente ao dizer, como fez em entrevista a uma rádio, na manhã desta quinta, que ele teria comemorado a saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da prisão.
– Esse cara está mentindo descaradamente. Em vez de mostrar o que fez, fica apontando dedos para os outros e mentindo. É papel de palhaço, um cara sem caráter. Saiu do governo pela porta dos fundos, traindo a gente, querendo trocar o diretor-geral da Polícia Federal por sua indicação ao Supremo. Aprendeu rápido, hein Sérgio Moro? Aprendeu rápido a velha política – disse.
Bolsonaro ainda sinalizou que pode revelar quem teria vazado para a imprensa informações coletadas pelo Coaf sobre sua família. De acordo com o líder, os membros da força-tarefa teriam votado no então candidato Fernando Haddad (PT) contra ele no segundo turno das eleições de 2018.
– Vou trazer algo sobre isso semana que vem. Em dado momento, descobriram a pessoa que vazava as informações do Coaf para a imprensa. E os procuradores rindo do vazamento – disse o presidente.
Mulheres que foram vítimas de violência doméstica terão preferência
Foto: Valter Campanato
O presidente Jair Bolsonaro editou nesta quinta-feira (2) decreto que regulamenta a Lei 14.237/21, que institui o auxílio gás. O texto detalha regras necessárias à operacionalização do programa, destinado a atenuar o efeito do preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) no orçamento de famílias de baixa renda.
O auxílio será concedido às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) cuja renda familiar mensal per capita for igual ou inferior a meio salário mínimo e às famílias que tenham, entre seus membros, quem receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A edição do decreto viabiliza a implantação do benefício a partir deste mês.
A lei prevê ainda que o auxílio seja concedido preferencialmente às famílias com mulheres vítimas de violência doméstica que estejam sob o monitoramento de medidas protetivas de urgência. Neste sentido, o decreto define que tal concessão será realizada a partir do acesso a informações do banco de dados mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
As famílias beneficiadas terão direito, a cada bimestre, a um valor equivalente a 50% da média do preço nacional de referência do botijão de 13 quilogramas (kg) dos últimos seis meses. O preço de referência será estabelecido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Programa Alimenta Brasil
Bolsonaro editou também hoje decreto que regulamenta o funcionamento do Alimenta Brasil, programa de aquisição de alimentos de produtores rurais familiares, extrativistas, pescadores artesanais, povos indígenas e demais populações tradicionais. O texto ainda amplia o limite de recursos que cada entidade familiar ou cooperativa pode receber do poder público.
“Não é admissível que nesse Brasil do conhecimento ainda exista brasileiro e brasileira passando fome. A fome não é silenciosa, ela dói”, afirmou o ministro da Cidadania, João Roma, durante a solenidade de assinatura do decreto.
De acordo com o decreto, a partir de 1º de janeiro de 2022, o limite anual de valores pagos a unidades familiares para a aquisição dos alimentos vai aumentar em relação ao antigo programa, da seguinte forma:
Modalidade
PPA (antigo)
Alimenta Brasil
Compra com doação simultânea
R$ 6,5 mil
R$ 12 mil
Compra direta
R$ 8 mil
R$ 12 mil
Incentivo à produção e ao consumo de leite
valor anual referente a venda 35 litros de leite por dia
R$ 30 mil
Apoio à formação de estoques
R$ 8 mil
R$ 12 mil
Compra institucional
R$ 20 mil
R$ 30 mil
Para as cooperativas, o limite anual a ser pago também será aumentado nas modalidades apoio à formação de estoque, que passará de R$ 1,5 milhão para R$ 2 milhões; e compra direta, de R$ 500 mil para R$ 2 milhões. Nas demais modalidades, os limites serão mantidos: compra com doação simultânea, com R$ 2 milhões; e compra institucional, com R$ 6 milhões.
O Programa Alimenta Brasil tem como finalidade incentivar a agricultura familiar, promovendo a inclusão econômica e social dos agricultores familiares mais pobres, além de promover o acesso à alimentação, em quantidade, qualidade e regularidade necessárias, pelas pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional.
O ministro participou do evento de dez anos de concessões aeroportuárias no Brasil
Paulo Guedes Foto: Ascom/ME/Edu Andrade
O ministro da Economia, Paulo Guedes, não demonstrou preocupação com a retração de 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB), no terceiro trimestre, e com a queda de 0,4% (revisado), no segundo trimestre do ano. Guedes garantiu que o país vai crescer em 2022.
– Dizer que o Brasil não vai crescer é um equívoco. O Brasil vai crescer um pouco menos, porque vamos combater a inflação. Hoje saiu o dado de que entramos em recessão técnica, e a Bolsa subiu 3%. Se alguém estivesse levando a sério que o PIB vai cair, a Bolsa não estava subindo – afirmou o ministro, em palestra no evento de dez anos de concessões aeroportuárias no Brasil.
Guedes repetiu que o governo tem R$ 600 bilhões em compromisso de investimentos em infraestrutura para os próximos anos.
– Essa conversa de que o Brasil não vai crescer é conversa de maluco. O crescimento está contratado. São R$ 600 bilhões de contratos assinados em todos os setores: gás natural, petróleo, saneamento, cabotagem, ferrovias e aeroportos. E vem mais R$ 100 bilhões com o 5G – completou Guedes.
O ministro da Economia voltou a argumentar que a escalada de preços é um problema global.
– O Brasil está condenado a crescer. A pergunta é se vai ter um pouco mais ou um pouco menos de inflação. A inflação brasileira era 4% e chegou a 10%. Nos Estados Unidos, era zero e chegou a 6%; subiu como aqui. Vão dizer que foi o (presidente) Bolsonaro que fez a inflação americana subir? – questionou.
Guedes argumentou que houve uma desorganização mundial das cadeias produtivas, enquanto a demanda se manteve em programas sociais de transferência de renda.
– A inflação vai ser dominada, controlada, vai baixar, e o Brasil vai voltar a crescer – completou o ministro.
“Centenas de não robôs ficaram perplexos”, disse o comentarista
Caio Coppolla dá esclarecimentos em seu programa na Jovem Pan News Foto: Reprodução/YouTube Caio Coppolla
Após ser duramente criticado por ter dado a entender que apoiaria Sergio Moro nas próximas eleições, em uma entrevista no programa Pânico, o comentarista Caio Coppola decidiu esclarecer suas declarações.
Em seu novo programa na Jovem Pan News, o Boletim Coppolla, o comentarista frisou que se trata de uma fake news e desinformação. Ele conta que foi surpreendido nas redes sociais e “massacrado” por “supostamente” apoiar a candidatura de Sergio Moro à Presidência. Posteriormente, o esclarecimento foi publicado em seu perfil no Instagram.
Em um tom polido, Coppolla chega a dar razão a quem ficou perplexo e considera a hipótese de ter se expressado mal.
– Centenas de não robôs ficaram perplexos, e com toda razão, com a minha suposta declaração de voto ao ex-juiz […] É claro que se a coisa tomou toda essa proporção é porque eu não me expressei bem ou porque houve algum mal entendido – disse nesta quarta-feira (1°).
Coppolla diz compreender que seu papel enquanto comentarista de uma grande emissora não é apoiar políticos ou governos, mas criticar todos eles “com embasamento e propriedade, na medida dos seus erros e acertos”, com exceção ao ex-presidente Lula.
– A única exceção a essa linha editorial é a candidatura do ex-condenado por corrupção, que será combatida de forma intransigente por ofender demasiadamente nosso senso de justiça e moralidade.
Embora tenha feito críticas a Sergio Moro durante sua participação no Pânico, Coppolla aponta que o que incomodou as pessoas foi sua declaração de “dar o benefício da dúvida” ao ex-juiz, além de considerar a hipótese de o mesmo ser uma “boa escolha para o país”.
– Uma análise isenta e desapaixonada desse trecho desmonta a ideia de apoio político – argumenta.
Ele diz que dar o benefício da dúvida quer dizer que ele ainda não está convencido dos benefícios da candidatura de Moro, o que seria diferente de apoiar.
– Eu já fui duramente penalizado por defender o que eu acredito. E fiz isso sem contar com proteção institucional ou cargo público… Eu espero que você enxergue algum valor nisso, e me dê um desconto. Por favor não me interprete da pior maneira possível quando eu me comunicar mal – pede o comentarista.
Chegou a vez do bairro Campo Limpo e região receberem nesta quinta-feira (2) a Caravana Ouvindo Feira, realizada pelos Mandatos Itinerantes dos deputados federal Zé Neto e estadual Robinson Almeida, e dos vereadores Silvio Dias e Professor Ivamberg. O encontro acontece às 19h30, no Centro Paroquial Padre Luís Angelo, na rua Maria Alves Brasil, nº 44 – Loteamento João Serafim (uma rua antes à esquerda do Colégio da Polícia Militar), e contará também com as presenças do vereador Luiz da Feira e lideranças comunitárias, associativas e sindicais do Campo Limpo e adjacências.
Criado em 2019 por Zé Neto, Robinson Almeida e, à época, o vereador Alberto Nery, o Ouvindo Feira tem como objetivo dialogar com a população dos bairros e distritos de Feira de Santana sobre as demandas da comunidade, buscando encontrar soluções para os respectivos problemas.
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) chorou nesta quinta-feira (2), durante evento de lançamento de sua pré-candidautra ao governo do estado da Bahia. Depois de discursar para uma enorme plateia, ele subiu ao palco, enquanto um telão exibia imagens suas e tocava o jingle do seu avô, Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), quando foi eleito governador em 1990.
Usando um microfone headset, que fica acoplado na orelha (muito associado a palestras dados por coachs), ACM Neto foi às lágrimas quando o público começou a gritar seu nome.
No discurso, ACM Neto fez duas críticas à gestão petista, que há 15 anos governa a Bahia. “Nós temos a convicção de que a Bahia pode mais. Pode mais na segurança pública. Na educação, saindo da lanterninha. Na saúde, sobretudo com os desafios deixados pela pandemia. Na geração de emprego, já que o nosso Estado hoje é campeão nacional de desemprego”, discursou o ex-prefeito.
Durante a cerimônia do lançamento da candidatura do ex-prefeito ACM Neto a governador da Bahia, ocorrida na manhã desta quinta-feira (2), no Centro de Convenções Salvador, na Boca do Rio, o prefeito Bruno Reis ressaltou a importância de Neto para o estado da Bahia, nos oito anos em que exerceu o mandato de deputado federal.
“Lembro muito bem do trabalho feito por toda a Bahia, conhecendo todos os municípios, o que fez dele o deputado mais votado da Bahia. Chegou ao Parlamento como neto de Antônio Carlos Magalhães e sobrinho de Luís Eduardo Magalhães, mas logo perceberam quem era o jovem deputado, que mais trouxe obras para a Bahia naquele período, e um dos parlamentares mais influentes do Brasil, mesmo na oposição”, afirmou o chefe do Executivo municipal.
O chefe do Executivo municipal também lembrou que a gestão do ex-prefeito colocou a capital baiana de volta aos trilhos. “Em 2012, muitos diziam que era impossível ele governar uma cidade falida, principalmente por não ser do mesmo partido do presidente e do governador. No entanto, com o povo ao seu lado, e quando o povo quer não tem jeito: ACM Neto foi eleito prefeito de Salvador. Montou uma equipe qualificada e, com dedicação, se tornou o melhor prefeito do Brasil, por oito anos consecutivos. E, com quase 90% de aprovação, me elegeu seu sucessor, como o prefeito mais votado de todas as capitais brasileiras. ACM mudou a realidade de Salvador”, afirmou o prefeito.
Bruno Reis destacou ainda que por ser filho da terra, ACM Neto é fruto de um sonho construído há 22 anos, quando iniciou na vida pública, e é parte do sonho de milhares de baianos, de todas as partes do estado, que se acostumaram a vê-lo levar melhores condições à população carente. “Com toda a experiência que adquiriu, ACM Neto está pronto. Não há quadro público tão qualificado que reúna experiência administrativa e capacidade política, mostrada na atuação como presidente nacional do Democratas e como um dos idealizadores do União Brasil”.
O evento contou ainda com a presença de lideranças partidárias, congressistas e demais personalidades da política nacional, como o ex-ministro da Saúde, Luis Henrique Mandetta, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o deputado federal Luciano Bivar.