Presidente do Brasil teve 24% dos cerca de 9 milhões de votos. Resultado final será anunciado na próxima semana
Presidente Jair Bolsonaro Foto: EFE/Joedson Alves
Nesta terça-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro conquistou o posto de ‘Personalidade do Ano’ da revista Time. Bolsonaro venceu a eleição popular, com 24% dos mais de 9 milhões de votos feitos por meio do site da revista.
Bolsonaro recebeu cerca de 2,1 milhões de votos.
O anúncio foi feito pela própria Time, que revelou ainda que o ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ficou na segunda posição, com 9% dos votos. Já a terceira ficou com os profissionais de saúde que atuaram no combate à Covid-19, com 6,3% dos votos.
Apesar dos resultados, a Time ressalta que a escolha final recai sobre os editores da revista e que a enquete serve para prover “informações relevantes sobre a opinião pública, dando aos leitores uma chance de influenciar na escolha”. O resultado final será divulgado na próxima segunda-feira (13).
Essa não é a primeira vez em que Bolsonaro é incluído na lista de candidatos. Em 2018 e 2019, o presidente já esteve entre os concorrentes na votação. Em 2020, por sua vez, Bolsonaro integrou uma outra lista da publicação dos Estados Unidos, a de 100 personalidades mais influentes do ano.
No total, a lista de 2021 inclui 54 candidatos, entre pessoas e grupos. O resultado com o nome do escolhido deve ser anunciado em dezembro.
uma conversa com apoiadores na segunda-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, está tentando copiar seu slogan da campanha de 2018. De acordo com o líder, o “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, adotado por ele desde o último pleito, virou “o povo acima de tudo” com Moro.
– Para tentar copiar o meu “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, ele botou “o povo acima de tudo”. Esse não aguenta 10 segundos de debate – disse Bolsonaro a apoiadores, no Palácio da Alvorada.
O presidente também falou sobre o posicionamento de Moro a respeito das armas e destacou que o ex-juiz deveria ter tido “caráter” em vez de, segundo Bolsonaro, ter aceitado o convite para trabalhar no governo sem concordar com os valores defendidos pelo chefe do Executivo.
– O Lula falou que vai recolher as armas. O Moro também falou que ele podia ser mais rígido, né… Me peitar mais durante a questão das portarias de armamento dele. Como é que o cara aceita trabalhar comigo sabendo que eu sou armamentista? Tinha que ter caráter, né? Era só falar: “Não me interessa trabalhar porque sou de esquerda” – completou.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques reconsiderou um veredito referente à cassação do mandato do ex-deputado Targino Machado (DEM). Relator do caso no STF, Marques voltou atrás e permitiu que os partidos DEM e PSDB atuem como amicus curiae [amigo da Corte, em latim] ao usarem a argumentação oral na defesa de Machado.
Nunes Marques – que antes tinha declarado a extinção do processo – declarou que as legendas têm o direito ao procedimento. Com essa posição, o ministro acredita que outros processos semelhantes não serão prejudicados. Segundo ele, a decisão serviria “para evitar ou reparar as ofensas articuladas, tenho como atendida a subsidiariedade”.
Com essa decisão, agora são três os partidos que vão usa da argumentação para tentar reverter a cassação de Targino Machado. Além do DEM e do PSDB, o MDB também obteve o direito de defender o deputado.
As legendas alegam que pelo fato de a coligação que elegeu Targino Machado na última eleição – DEM/PRB/PV/PSDB – não conseguir o mínimo de deputados, como forma de contestar a cassação na Assembleia Legislativa do Estado (AL-BA), só restou a argumentação oral no processo.
Machado foi cassado no começo de outubro do ano passado por unanimidade de votos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele foi acusado de abuso de poder nas eleições de 2018 ao trocar atendimento médico por voto.
Ministro falou sobre a pesquisa de minerais na “faixa de fronteira”
General Augusto Heleno Foto: PR/Marcos Corrêa
Nesta segunda-feira (6), o ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), rebateu uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo sobre a autorização do garimpo em áreas da Amazônia. Em sua conta do Twitter, Heleno afirmou que o veículo “ignora” a legislação e que é legal autorizar “pesquisa” de minerais na “faixa de fronteira”.
A reportagem foi publicada pela Folha no fim de semana e apontava que o ministro “autorizou o avanço de sete projetos de exploração de ouro numa região praticamente intocada da Amazônia”. Além disso, o veículo informou que era uma decisão inédita do Conselho de Defesa Nacional nos últimos dez anos.
Ao rebater a informação, Heleno disse que o mapeamento de riqueza continuará “pelo bem do Brasil”.
– Folha de SP ignora a Lei 6.634/79 e o Decreto 85.064/80. É legal autorizar a pesquisa/lavra de minerais, na faixa de fronteira, inclusa a Amazônia. Respeitadas a legislação e o meio ambiente, continuaremos a mapear nossas riquezas pelo bem do Brasil e do nosso povo – apontou.
Pré-candidato a governador afirmou que, se chegar ao governo, vai “enfrentar os bandidos e criminosos e colocá-los na cadeia”
Fotos: Gilberto Júnior
O pré-candidato a governador ACM Neto (Democratas/ União Brasil) recebeu nesta segunda-feira (6) o título de cidadão de Simões Filho e, em discurso, citou o ex-deputado Luís Eduardo Magalhães e voltou a criticar os índices negativos de segurança pública e educação do estado. Neto participou da inauguração dos 10 primeiros leitos de UTI do município e da entrega de uma UTI móvel e de um odontomóvel, ao lado do prefeito Dinha Tolentino, do deputado federal Paulo Azi, da deputada estadual Kátia Oliveira, dentre outras autoridades e lideranças.
Após receber o título de cidadão, o ex-prefeito de Salvador lembrou do ano de 1998, quando seu tio Luís Eduardo lançou em Simões Filho sua candidatura ao governo. O ex-deputado faleceu naquele mesmo ano vítima de um infarto. “Eu tinha pouco mais de 19 anos. Naquele ano, lembro que, num domingo à tarde, eu saí de Salvador com minha família e vim até Simões Filho para acompanhar o lançamento da candidatura de Luís Eduardo Magalhães ao governo do estado. Jamais eu pude imaginar, naquele dia, com apenas 19 anos, que eu teria condições de voltar a Simões Filho como pré-candidato ao governo do estado”, disse.
Neto elogiou a gestão do prefeito Dinha e lembrou que, em 2016, foi ao município para a campanha do então candidato, que foi eleito e reeleito em 2020. “Eu tinha certeza que Dinha iria transformar a realidade desta cidade. Tinha certeza que Dinha iria escrever o seu nome como um dos maiores prefeitos de toda a história de Simões Filho. Dinha, hoje entregando dez leitos de UTI, mostra que o homem público quando quer ele consegue fazer, mostra que não há objetivo impossível para quem é trabalhador, para quem tem compromisso com a vida das pessoas”, afirmou.
Ele lembrou que, como prefeito de Salvador, fez o primeiro hospital municipal da história da capital. “Levou 471 anos para que um prefeito pela primeira vez na história da cidade pudesse construir o hospital municipal, que hoje funciona lá graças ao nosso trabalho”, pontuou.
Ele voltou a reforçar que não fará a crítica pela crítica e que, caso seja eleito governador, as coisas positivas, os projetos que deram certo, serão mantidos. “Eu não faço política perseguindo ninguém. Eu não faço política olhando pro retrovisor. Eu faço política com espírito público”, ressaltou, destacando os índices negativos de segurança pública e educação da Bahia.
“Quero apenas dizer que não dá pra gente se orgulhar do nosso estado ser campeão nacional do número de homicídios desde 2017 e, por outro lado, ocupar a lanterninha na educação pública. A educação pública da Bahia tem que ser prioridade. É por isso que, se Deus me permitir chegar ao governo, eu vou colocar a educação em primeiro lugar e a violência em último lugar”, disse.
“Ao lado dos bravos policiais dessa terra, eu vou enfrentar os bandidos e criminosos e vou colocá-los na cadeia. E vou trabalhar para que a Bahia seja o estado das oportunidades, da geração de emprego, das chances para os nossos jovens, para que eles se qualifiquem, consigam o primeiro emprego, trabalhem na sua terra e realizem o sonho das suas famílias”, acrescentou.
A proposta foi apresentada por um cidadão e está sendo discutida na Comissão de Direitos Humanos
Projeto quer responsabilizar por sequelas e mortes quem obrigou outras pessoas a se vacinarem Foto: Pixabay
Um projeto que tramita no Senado pretende responsabilizar quem obrigar outras pessoas a se vacinarem contra a Covid-19, nos casos em que ocorrer morte ou sequelas provocadas pelos imunizantes.
A ideia foi apresentada ao portal e-Cidadania do Senado Federal e recebeu o apoio de 20 mil pessoas. Com isso, ela foi transformada na Sugestão Número 24 de 2021 e enviada para a Comissão de Direitos Humanos do Senado, onde aguarda um relator.
O texto, que já está na Comissão desde setembro, aponta que “dirigentes e responsáveis por instituições, públicas e privadas, que obrigarem, mesmo indiretamente, servidores e funcionários a tomarem qualquer uma das vacinas da Covid-19, sejam responsabilizados penalmente por quaisquer consequências danosas e por possíveis mortes ocasionadas pela vacina”.
“Quando a gente resolveu iniciar a CPI, qual era o nosso objetivo: investigar se houve desvio ou mal uso do dinheiro público. Então, fizemos uma auditoria em processo de compra, e nos escondemos o alvo ou a pessoa, tentamos construir documentos para atingir aquela pessoa, nós estudamos os processos de compra. A punição não era o objetivo, tem que ser uma consequência”, afirmou o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI da Saúde), deputado estadual do Rio Grande do Norte, Kelps Lima (Solidariedade) ao avaliar o foco principal das investigações a respeito das aplicações de recursos da saúde no estado, exclusivamente no período da pandemia.
A entrevista foi cedida hoje (6), ao programa Rotativo News com Joilton Freitas, na Rádio Sociedade News FM 102.1.
De acordo com Kelps, quem praticou alguma irregularidade, será devidamente punido.
“Nenhuma testemunha reclamou de ter sido maltratada, nenhum investigado, e todos sabem que a gente não vai abrir mão de punir quem tiver feito coisa errada”.
Ainda segundo o deputado, a CPI está na reta final, e todos os investigados já foram ouvidos.
“Ela tá na sua reta final. Nós já ouvimos todas as testemunhas que estão sendo investigadas, já recebemos todos os documentos possíveis, e próxima quinta-feira, nove de dezembro, o relator vai apresentar a proposta de relatório. Será discutida em duas semanas, e dia 16 de dezembro, a gente volta ao relatório final, apresenta os indiciados e envia cópia para os órgãos de controle: Polícia Civil; Polícia Federal; Ministério Público Federal; Procuradoria Geral da República, STJ e como a CPI investiga o Consórcio Nordeste e envolve 9 governadores, nós vamos mandar as demais 8 Assembléias Legislativas”, explicou.
O pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto (DEM) e o possível candidato a vice-governador ou a senador, José Ronaldo (DEM) estiveram em Wenceslau Guimarães neste domingo (05) a convite do prefeito Cacá, lá, eles prestigiaram a inauguração do Estádio Municipal, que é a realização de um sonho da população.
“Acompanhando o pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, os deputados Paulo Azi, Dal, Luciano Ribeiro, prefeitos e lideranças políticas de toda região. A alegria contagiante do povo, é a certeza de que estamos no caminho certo. A agenda segue pela Bahia, estamos a caminho de Simões Fillho”, afirmou José Ronaldo.
Alexandre Baldy ocuparia cargo de articulação política no Ministério da Economia
João Doria ao lado de Alexandre Baldy Foto: Divulgação/CPTM
O presidente Jair Bolsonaro decidiu vetar o nome do ex-secretário dos Transportes do governo de João Doria em São Paulo, Alexandre Baldy (PP-GO), para um posto de articulação política dentro do Ministério da Economia. A informação foi revelada por fontes do governo a diversos veículos de imprensa.
A pasta do ministro Paulo Guedes deve anunciar nesta semana algumas mudanças, que incluem a troca de dois secretários e a criação de uma nova secretaria dentro do ministério. Nesta reestruturação, estaria a ida de Baldy para um cargo de assessor especial de Guedes, cuja responsabilidade seria cuidar da relação com o Congresso Nacional.
O presidente Jair Bolsonaro, porém, não aceitou o nome do político pelo fato dele ter sido secretário de Transportes no governo João Doria, em São Paulo, que é adversário político do presidente e pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PSDB. Baldy também aparece como pré-candidato ao Senado em Goiás, onde Bolsonaro tem a intenção de emplacar outro nome.
Vale lembrar que Alexandre Baldy, que também foi deputado federal por Goiás e ministro das Cidades no governo do ex-presidente Michel Temer, chegou a ser preso em agosto de 2020 por atos suspeitos antes de assumir a pasta no governo de São Paulo. Segundo a investigação, Baldy usou da influência dos cargos de deputado e ministro para intermediar contratos, sobre os quais ganharia um percentual.
Dal apareceu com o ex-prefeito de Salvador nas cidades de Gandu e Wenceslau Guimarães
Foto: Divulgação
O deputado estadual Dal (PP), da base do governador da Bahia, Rui Costa, participou neste domingo (5) de duas agendas do maior rival do PT no estado, o pré-candidato do DEM ao Palácio de Ondina, ACM Neto.
Dal apareceu com o ex-prefeito de Salvador nas cidades de Gandu e Wenceslau Guimarães. Na última cidade ainda discursou, durante inauguração do estádio municipal.
Com a possível ida de Dal ao grupo de Neto, o governo na Assembleia Legislativa do Estado (AL-BA) já tem ao menos três baixas. Junta-se a Robinho (PP) e Mirela Macedo (PSD), esta última ainda não declarou oficialmente, mas a deputada de Lauro de Freitas já estaria com os dois pés fora do grupo da situação na Casa. Samuel Junior (PDT) também pode voltar à base oposicionista.