O pré-candidato a presidência da República, Ciro Gomes (PDT), refez o convite ao também pré-candidato Sérgio Moro (Podemos), a participar de um debate ao vivo e apresentar as suas propostas de governo.
Em uma rede social, Ciro acusou Moro de ‘falar obviedades’, se referindo a uma postagem do ex-juiz que tratava de sua agenda econômica como eventual presidente da República.
E continuou afirmando ser fácil “papagaiar no Twitter”.
A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, usou as redes sociais nesta segunda-feira (3) para agradecer aos seguidores pelo apoio recebido após a mais recente internação do presidente Jair Bolsonaro. O chefe do Executivo foi diagnosticado com uma nova suboclusão intestinal decorrente da facada que recebeu em 2018, episódio que, segundo Michelle, sua família carregará como sequela para o resto da vida.
– Agradeço as orações e as mensagens de carinho, recebidas pela internação do Jair decorrente do atentado que sofreu em 2018. Sequela que levaremos para o resto de nossas vidas – escreveu a primeira-dama.
Michelle ressaltou, porém, que “Deus é bom” e salientou que ele possui “o controle de todas as coisas”.
Bolsonaro se encontra internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, sem previsão de alta. Ele deu entrada na unidade de saúde após o almoço desse domingo (2). O líder brasileiro passará por novos exames para determinar a necessidade de cirurgia.
Tribunal pediu a procuradores como Deltan Dallagnol e Rodrigo Janot a devolução de recursos públicos
Foto: Marcos Corrêa/PR
A Procuradoria-Geral da República (PGR), comandada por Augusto Aras, enviou ao Tribunal de Contas da União (TCU) os novos dados, obtidos na gestão de Rodrigo Janot, sobre o pagamento de passagens e diárias usufruídas por procuradores durante a Operação Lava Jato.
Segundo informações da coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, os dados são para que o TCU dê andamento à investigação que apura o fato de procuradores que atuavam em Curitiba (PR) terem recebido diárias como se morassem em outra cidade e trabalhassem na capital do Paraná apenas transitoriamente.
O Ministério Público junto ao TCU concluiu que o modelo de funcionamento adotado pela força-tarefa não representou o menor custo possível para a sociedade brasileira. E disse que ele “resultou em interessante ‘rendimento extra’ em favor dos beneficiários, a par dos elevados valores das diárias percebidas”.
Tido como idealizador do modelo, o ex-procurador Deltan Dallagnol é um dos citados no caso, sendo acionado pra devolver os recursos solidariamente aos cofres públicos.
Também foram citados os procuradores Antonio Carlos Welter, que recebeu R$ 506 mil em diárias e R$ 186 mil em passagens, Carlos Fernando dos Santos Lima, que recebeu R$ 361 mil em diárias e R$ 88 mil em passagens, Diogo Castor de Mattos, com R$ 387 mil em diárias, Januário Paludo, com R$ 391 mil em diárias e R$ 87 mil em passagens, e Orlando Martello Junior, que recebeu R$ 461 mil em diárias e R$ 90 mil em passagens.
Meta será perseguida até fevereiro; plano B é a disputa por uma vaga ao Senado, segundo colunista
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Caso não alcance 15% das intenções de voto até fevereiro, o ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro (Podemos), deve se lançar ao Senado. As informações são da colunista Carolina Brígido, do UOL, que conversou com interlocutores do até agora presidenciável. Nas pesquisas já realizadas o ex-magistrado tem pontuado próximo de 10%.
A mudança de rota, conforme a colunista, não é uma estratégia apenas política. O ex-juiz espera garantir um mandato a partir de 2023 em razão das investigações no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o seu contrato com a consultoria americana Alvarez & Marsal, onde atuou depois que saiu do ministério, no final de abril de 2020.
O TCU não integra o Judiciário – é um órgão auxiliar do Parlamento -, mas o ex-ministro teme que o caso cresca e chegue ao Judiciário. Interlocutores de Moro acreditam que, neste primeiro momento, a suspeita levantada contra Moro tem muito mais consequência política do que jurídica. Seria o primeiro movimento para derrubar os planos do ex-juiz de ser eleito presidente da República em outubro.
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Félix Plasencia, pediu neste sábado (1º) ao presidente Jair Bolsonaro, que autorize voos e transferências terrestres que permitam o retorno de migrantes venezuelanos que estão no Brasil.
– O que o senhor Bolsonaro deveria fazer é autorizar os voos e transferências terrestres (do plano do governo) ‘Volta à Pátria’ para facilitar a migração de retorno dos venezuelanos que querem fugir de sua gestão desastrosa da ‘gripezinha’ (como Bolsonaro chamou a covid-19) e sua capacidade nula de controlar a pandemia – escreveu Plasencia, no Twitter.
Em sua mensagem, ele respondeu a uma notícia da última quinta-feira em que Bolsonaro agradeceu a ajuda oferecida pela Argentina diante da emergência causada pelas chuvas na Bahia e esclareceu que rejeitou a oferta porque não era a mais adequada.
Presidente teria sentido dores abdominais e, por isso, foi levado ao Hospital Vila Nova Star
Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Alan Santos
O presidente Jair Bolsonaro foi internado na madrugada desta segunda-feira (3) no Hospital Vila Nova Star, na Zona Sul de São Paulo, após sentir dores abdominais. O desembarque do chefe do Executivo na capital paulista aconteceu por volta de 1h30, após ele deixar o litoral de Santa Catarina, onde passou a virada do ano.
À CNN Brasil, o médico Antônio Luiz Macedo, que acompanha Bolsonaro desde o episódio em que o líder sofreu uma facada em setembro de 2018, disse que há suspeita de obstrução intestinal e que o presidente será submetido a exames para diagnóstico preciso. O médico está nas Bahamas e aguarda um avião para retornar ao Brasil e analisar o quadro de Bolsonaro.
Desde que foi vítima do atentado cometido por Adélio Bispo durante a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro já passou por quatro cirurgias em decorrência do episódio. Já no último mês de julho, ele precisou ser hospitalizado devido a soluços persistentes.
Jornalista investigativo ainda culpou a imprensa “transformar” Sergio Moro em “herói”
Glenn Greenwald disse que Rede Globo quer vitória de Moro nas eleições Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão
O jornalista e militante Glenn Greenwald, notabilizado por obter e vazar documentos sigilosos, muitos com impacto político, não poupou críticas ao ex-ministro Sergio Moro. Em entrevista ao site Consultor Jurídico, Glenn afirmou que a Rede Globo tem interesse na vitória do ex-juiz nas eleições presidenciais deste ano.
– Ele é o candidato do establishment, do setor financeiro, da Globo. Mas é muito difícil ver Moro inspirando a grande maioria dos brasileiros. Além disso, que espaço político Moro irá ocupar? Lula domina a esquerda, Bolsonaro, a direita. O centro-esquerda está sendo ocupado por Ciro Gomes, o centro-direita, por João Daria – pontuou.
Com discurso afiado a favor de Lula, Glenn criticou a Lava Jato – comandada por Moro -, e apontou a “mídia brasileira” como “principal vilã” da operação contra a corrupção.
– Há um vilão principal na história da ‘Lava Jato’, e é a mídia brasileira. Foi ela, principalmente a Globo, mas também ‘Veja’, ‘Estadão’ e ‘Folha’, que criou a imagem de herói de Moro. Foi uma violação do dever jornalístico de proibir qualquer político de não ser questionado. Isso é sempre errado para jornalistas, seja com Moro ou Lula – declarou.
A taróloga Inês Sapucaia revelou que as eleições para Governador da Bahia em 2022 trarão algumas surpresas.
Afirma ainda que será definido em primeiro turno o resultado das eleições para governador na Bahia. A professora ressalta quem deve ser o próximo governador da Bahia em 2022.
Ricardo Salles se manifestou por meio das redes sociais
Ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles Foto: MMA/Gilberto Soares
O ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, usou as redes sociais neste sábado (1º) para fazer comentários a respeito do Brasil. Ele também afirmou que “temos uma eleição crucial para ganhar”.
– Brasil completará 200 anos. Temos muitas reformas a fazer, estatais para vender, brasileiros para ajudar e uma eleição crucial para ganhar – escreveu Salles, no Twitter.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) em cerimônia em Brasília, em dezembro de 2021 Imagem: Alan Santos/Presidência da República
Em pronunciamento de seis minutos em rede nacional de rádio e televisão hoje à noite, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar governadores e a exigência de “passaporte” vacinal. Ele ainda voltou a defender a prescrição médica para que crianças sejam vacinadas contra a covid-19.
“Não apoiamos o passaporte vacinal, nem qualquer restrição àqueles que não desejam se vacinar. Também, como anunciado pelo ministro da Saúde, defendemos que as vacinas para as crianças entre 5 e 11 anos sejam aplicadas somente com o consentimento dos pais e prescrição médica. A liberdade tem que ser respeitada”, declarou.
O presidente da República também buscou defender as ações do governo federal ao longo da pandemia do novo coronavírus, em especial as medidas econômicas.
A fala de fim de ano do presidente Jair Bolsonaro foi transmitida às 20h30 e serviu como um compilado do governo em defesa das ações praticadas ao longo de 2021.
Bolsonaro, a primeira-dama, Michelle, e a filha deles, Laura, estão de folga em São Francisco do Sul, em Santa Catarina.
O período de descanso tem sido marcado por críticas pelo fato de o mandatário não ter voltado a sobrevoar áreas atingidas por enchentes na Bahia. Também tem sido marcada por passeios de moto aquática, aglomerações em praias, passeio em parque temático e ida a uma pizzaria. A expectativa é que a família Bolsonaro retorne a Brasília na semana que vem.
Crítica a governadores e vacinação de crianças
O ano de 2021 foi marcado, mais uma vez, por embates entre Bolsonaro e governadores, principalmente em questões relacionadas à vacinação contra a covid-19, como o fechamento do comércio e restrições de circulação para evitar a disseminação do novo coronavírus no período mais crítico da pandemia.
O governo federal, por exemplo, quer que crianças de 5 a 11 anos sejam vacinadas contra a doença com a apresentação de prescrição médica. Ao menos 19 estados mais o Distrito Federal já declararam que não devem cobrar o documento para a imunização.
Embora a vacinação em crianças com o imunizante da Pfizer já tenha sido autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 16 de dezembro, o governo federal ainda não aplicou qualquer dose nessa parcela da população.
O Ministério da Saúde diz que a previsão é que a vacinação em crianças de 5 a 11 anos comece em janeiro. Enquanto isso, promove consulta pública sobre o tema. A expectativa é que a pasta anuncie alguma atualização em 5 de janeiro.
Ao longo do discurso, Bolsonaro buscou ressaltar que o governo federal comprou vacinas contra a covid-19 e que, atualmente, o Brasil é um dos países que mais vacinaram a população. Ele defendeu que cada um tem “liberdade” para decidir se quer vacinar-se ou não.
O presidente ainda aproveitou o discurso de hoje para criticar a exigência da apresentação do comprovante de vacinação completa contra a covid-19, também conhecido como o “passaporte da vacina”, para acesso a determinados lugares ou atividades.
Hoje à noite, o governo federal sofreu um revés no tema com a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), de suspender despacho do Ministério da Educação que proibia as instituições federais de ensino de cobrarem o documento como condição para o retorno às atividades presenciais.
Outros destaques do pronunciamento de Bolsonaro foram a liberação do auxílio emergencial, para ajudar pessoas de baixa renda ao decorrer da pandemia, e a criação do Auxílio Brasil, que substituiu o programa Bolsa Família.
Crise após chuvas fortes na Bahia em 2º plano
A crise enfrentada pela população na Bahia foi abordada pelo presidente no final do discurso, sem tanto destaque.
Bolsonaro liberou hoje R$ 700 milhões para a assistência social à população de áreas afetadas pelas fortes chuvas, como na Bahia e em Minas Gerais. A Medida Provisória que abre crédito extraordinário no valor de R$ 700 milhões para uso do Ministério da Cidadania foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
O valor representa apenas 35% do custo total que a Bahia precisa para reconstruir as estruturas destruídas pelas chuvas, segundo o governador Rui Costa (PT). Ele disse ontem, quinta-feira (30), durante visita a municípios da região sul, que serão necessários R$ 2 bilhões para recuperar casas, rodovias estaduais e federais, além do custo social de moradores e comerciantes que perderam móveis, eletrodomésticos e mercadorias.
A Defesa Civil da Bahia aumentou ontem para 25 o número de mortos no estado por causa das fortes chuvas que acometem a região. De 163 cidades afetadas pelos temporais, 151 estão em situação de emergência.
A quantidade de pessoas feridas aumentou para 517. Ao menos 643.068 pessoas foram atingidas pela tragédia, que tirou 91.806 delas de suas casas; 37.035 estão completamente desabrigadas.
Bolsonaro nega corrupção; veja suspeitas
Em determinado momento do pronunciamento, Bolsonaro disse que o Brasil não registra casos de corrupção há três anos, o que coincide com o início de seu mandato.
“Completamos três anos de governo sem corrupção. Já concluímos, com menor custo, centenas de obras paradas há vários anos”, disse.
No entanto, o presidente é alvo de inquérito no STFpor suspeita de prevaricação no caso das negociações para a compra da vacina contra a covid-19 Covaxin pelo Ministério da Saúde.
O inquérito nasceu de uma acusação feita durante a CPI da Covid, no final de junho deste ano, pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e pelo irmão dele, o servidor da pasta da Saúde Luis Ricardo Miranda. Aos senadores, eles disseram terem alertado Bolsonaro pessoalmente, em encontro no Palácio da Alvorada, sobre irregularidades na compra da vacina, sem que o chefe do Executivo tivesse tomado medidas para acionar investigações.
A CPI da Covid também abordou a oferta de vacinas pelo cabo da PM Luiz Paulo Dominghetti, que acusou o então diretor do Ministério da Saúde Roberto Dias de ter cobrado propina na negociação dos imunizantes, que acabou não se concretizando.
Outro caso de repercussão é o das chamadas emendas secretas do orçamento, usadas sem transparência para que políticos que apoiam o governo possam efetuar repasses a municípios de suas bases eleitorais.
Há outras suspeitas que não têm relação direta com o governo, mas que atingem a família Bolsonaro.
Dois filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos), são investigados por suspeitas de corrupção. O primeiro é suspeito de suposta prática de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio, quando era deputado estadual, enquanto o segundo é suspeito de ter abrigado funcionários fantasmas na Câmara Municipal carioca.
Para evitar a abertura de um processo de impeachment contra Bolsonaro na Câmara dos Deputados, o Planalto também intensificou a negociação de cargos e emendas a parlamentares, com destaque aos integrantes de partidos do chamado centrão -mais fisiológicos, sem tantas ideologias políticas sólidas.
A medida permitiu que o governo ampliasse a base aliada no Congresso Nacional. Mas isso não foi suficiente para impedir o funcionamento da CPI da Covid no Senado, em que várias suspeitas de corrupção -como ainda no contrato bilionário do Ministério da Saúde com a Precisa Medicamentos para o fornecimento de vacina contra a covid-19— foram apuradas.
O presidente Jair Bolsonaro foi apontado no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito como um dos principais responsáveis pelo agravamento da pandemia de coronavírus, que matou mais de 600 mil pessoas no Brasil.
Os crimes apontados a Bolsonaro pelo documento foram epidemia com resultado morte; infração de medida sanitária preventiva; charlatanismo; incitação ao crime; falsificação de documento particular; emprego irregular de verbas públicas; prevaricação; crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos; e crimes de responsabilidade (violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo).
Panelaço no momento do pronunciamento
Ao longo da transmissão do pronunciamento de Bolsonaro, houve panelaços contra o presidente da República.
Hoje mais cedo, Bolsonaro publicou um vídeo em suas redes sociais em que ironizou o então possível panelaço.
“Estou convocando toda a esquerda do Brasil para fazer um panelaço, bem grande, para comemorar três anos sem corrupção”, disse, em conversa com apoiadores em Santa Catarina.