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Indicado pelo ex-presidente receberá todo o apoio do partido

Valdemar e Bolsonaro Foto: Beto Barata/ PL

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, declarou nesta quarta-feira (3) que o partido apoiará Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na disputa pela Presidência em 2026, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro faça esse pedido. A fala ocorreu após questionamento sobre uma possível filiação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à legenda.

Valdemar explicou que o PL seguirá a escolha de Jair Bolsonaro para a sucessão, mesmo que o nome indicado seja de um de seus filhos.

– Tarcísio só vem para o PL se o Bolsonaro apoiá-lo para presidente. Se for o Eduardo Bolsonaro, apoio o Eduardo. O Eduardo é o nosso candidato – disse em entrevista à GloboNews.

Na mesma entrevista, o dirigente do partido confirmou que Tarcísio de Freitas tem atuado em articulações pela anistia. O tema ganhou força nesta semana com o apoio integral do PL. Recentemente, Eduardo ameaçou deixar a legenda caso o governador de São Paulo entre para o PL, saindo com toda a família.

Informações Pleno News


O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, deputado Lindbergh Farias (RJ), afirmou, nesta terça-feira (2), que cresceu entre os líderes partidários uma tendência para que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), inclua na pauta do plenário o projeto que concede anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O petista manifestou desespero com a crescente articulação para que o perdão concedido pelo Estado seja pautado.

As declarações ocorreram após o petista ter saído de uma reunião entre líderes na residência oficial de Motta, em Brasília (DF). Segundo Lindbergh, a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em Brasília influenciou um “movimento” dos líderes na defesa da inclusão da anistia na pauta, após a conclusão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), em 12 de setembro.

– É um grave erro qualquer discussão para pautar a anistia. Existe essa discussão, cresceu um movimento com a presença aqui do governador de São Paulo, Tarcísio, de colocar em discussão essa questão da anistia para depois do julgamento – declarou.

O parlamentar de esquerda disse ainda que “o Poder Legislativo embarcar em uma pauta como essa é um grave equívoco”.

Segundo Lindbergh, “vários partidos” pediram essa pauta na reunião de líderes, como o União Brasil, o PP e o Republicanos. O petista afirmou que Tarcísio “está procurando todos os partidos” em favor da anistia e que houve “uma mudança de tom e de intensidade no desejo de pautar” a proposta.

O petista sustentou ainda que o governador de São Paulo tem a intenção de construir a sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2026.

– Tarcísio, pelo jeito, está construindo um caminho para virar o candidato de todo mundo, ao assumir dessa forma essa pauta. Agora, é claro que o Tarcísio vai pagar o preço por isso – disse Lindbergh. O líder do PT na Câmara prosseguiu em seu lamento.

– Eu acho que ele consolidou a candidatura dele para presidente – afirmou.

De acordo com o congressista, a discussão sobre a inclusão da pauta após o julgamento vai ser colocada em uma nova reunião de líderes nos próximos dias. O parlamentar afirmou ainda que não houve apresentação de um texto concreto.

A fala do deputado foi publicada em vídeo, nesta terça, em suas redes sociais; no qual Lindbergh demonstra total contrariedade ao avanço das articulações políticas pró-anistia.

*Pleno.News
Foto: Reprodução/Redes Sociais


O presidente do PL Bahia é ex-ministro da Cidadania, João Roma, convocou os patriotas baianos a se reunirem neste 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, a partir das 9 horas, nas imediações do Farol da Barra, em Salvador. Em sua convocação, Roma declarou:

“Nesta data que marca a independência do Brasil e simboliza a instauração da liberdade na história do país, nada mais oportuno que o povo baiano se una aos demais de outros estados brasileiros em protesto contra as arbitrariedades sofridas pelo presidente Jair Bolsonaro e outros patriotas no processo persecutório em andamento no Supremo Tribunal Federal.”


Em maio, o tribunal rejeitou por unanimidade a ação apresentada por dois partidos

PL - sergio moro
Sergio Moro | Foto: Isac Nóbrega/Agência Brasil

Depois da publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que rejeita a cassação do mandato de Sergio Moro (União Brasil-PR), o Partido Liberal, liderado por Jair Bolsonaro (PL), optou por não protocolar novo recurso na Corte no momento.

No julgamento realizado em maio, o TSE votou de forma unânime contra a perda do mandato de Moro, decisão solicitada tanto pelo PL quanto pelo PT. O acórdão referente a esse julgamento foi divulgado na sexta-feira 29.

Decisão do PL e próximos passos

Com a divulgação do documento, iniciou-se o prazo para apresentação de embargos pelos partidos interessados. “A decisão do PL, neste momento, é de que não recorramos”, explicou o advogado Guilherme Ruiz Neto, representante do PL na ação, ao portal Metrópoles. O presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, também confirmou que orientou a equipe jurídica a não recorrer.

O prazo para possíveis embargos no TSE termina nesta quarta-feira, 3. Além desse período, partidos ainda poderão entrar com recursos no Supremo Tribunal Federal (STF) em até 15 dias.

Informações Revista Oeste


Sessão está marcada para as 9h; processo por tentativa de golpe tem outros sete réus

anderson torres
Sessão da 1ª Turma do STF em 6/5/2025 | Foto: Fellipe Sampaio /STF

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta terça-feira, 2, o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus acusados de tentativa de golpe. O julgamento da Ação Penal 2.668 (AP 2668) deve começar às 9h e será transmitido ao vivo pela Corte.

O processo poderá se estender até 12 de setembro e, por isso, o STF reservou sessões em 3, 9, 10 e 12 de setembro. 

Bolsonaro e os sete réus são acusados de tentativa pela Procuradoria Geral da República (PGR) tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Se for condenado por todos os crimes, Bolsonaro pode pegar pena de 43 anos de prisão e ficaria ao menos 12 anos em regime fechado.

Eventuais recursos serão julgados pelo próprio STF e, quando não houver mais possibilidade de reverter eventual decisão de condenação, ocorre o trânsito em julgado, e a pena começa a ser cumprida. Bolsonaro já está em prisão cautelar, em sua residência.

Rito do julgamento de Bolsonaro no STF

O relator do processo contra Bolsonaro é Alexandre de Moraes (relator). Também fazem parte da 1ª Turma os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Bolsonaro será representado por nove advogados, entre eles Celso Villardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser, integrantes das bancas que cuidam de sua defesa.

Depois de aberta a sessão pelo presidente da 1ª Turma, Cristiano Zanin, Moraes faz a leitura do relatório, apresentando a síntese das investigações e das alegações finais da PGR e dos réus.

Bolsonaro, durante interrogatório no STF - 10/06/2025 | Foto: Ton Molina/STF
Bolsonaro, durante interrogatório no STF – 10/06/2025 | Foto: Ton Molina/STF

Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, vai fazer a sustentação oral, por até duas horas. Depois, começa o prazo de uma hora de sustentação oral para a defesa de cada um dos réus.

Quando essas manifestações terminarem, o relator profere seu voto. Depois disso, votam os outros ministros da turma, nesta ordem: Dino, Fux, Cármen e, por último, Zanin. Bastam três votos entre os cinco ministros para condenar ou absolver os réus.

Os réus

Além de Bolsonaro, são réus no processo:

Mauro Cid é um delator do caso, mas desdisse suas acusações em áudios vazados. Outros 30 réus são acusados de participação no suposto golpe, mas os casos foram desmembrados pela PGR, que agrupou os réus em quatro “núcleos” diferentes. 

Esquema de segurança

O STF reforçou o esquema de segurança no entorno do prédio em razão do julgamento. A proteção envolve policiais judiciais do tribunal e de outros Estados, que operam em regime integral, com o apoio da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Entre as ações estão controle de acesso, utilização de detectores de metal e fechamento da praça dos Três Poderes.

Para acompanhar as sessões, 500 profissionais de imprensa nacionais e estrangeiros foram credenciados. O público geral enviou mais de 3,3 mil solicitações de inscrição, mas apenas 150 lugares foram disponibilizados na sala da 2ª Turma, com acompanhamento por telão. O acesso à 1ª Turma está restrito a jornalistas e advogados.

Informações Revista Oeste


Gestão petista cogita retaliação se novas penalidades forem aplicadas por Donald Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do evento Transformação Digital: um governo para cada pessoa, no Palácio do Planalto, em Brasília, DF (23/7/2025) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do evento Transformação Digital: um governo para cada pessoa, no Palácio do Planalto, em Brasília, DF – 23/7/2025 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A proximidade do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) gera apreensão no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que prevê a possibilidade de novas sanções dos Estados Unidos caso o ex-presidente seja condenado. A informação é do canal CNN Brasil.

O processo começa na terça-feira 2, a partir das 9h, envolvendo Bolsonaro e mais sete acusados por um suposto plano de golpe de Estado em 2022.

Apesar de negar relação direta, integrantes do governo reconhecem que a decisão de iniciar, na quinta-feira 28, um processo visando retaliação às tarifas de 50% impostas por Donald Trump serve para garantir respaldo jurídico a eventuais respostas políticas, se houver agravamento das punições americanas.

Estratégias do governo frente a possíveis sanções

A equipe do governo considera o processo de retaliação, fundamentado na Lei de Reciprocidade, um mecanismo seguro para enfrentar possíveis novas tarifas dos EUA. O trâmite pode durar de seis meses a um ano, por isso a antecipação foi considerada necessária.

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Além disso, o Brasil dispõe de meios emergenciais para impor tarifas sobre produtos norte-americanos se o conflito comercial se intensificar. A Embaixada do Brasil em Washington notificou o USTR na sexta-feira 29, sobre o início desse procedimento formal.

Aliados de Bolsonaro avaliam que o governo Trump pode retaliar em caso de condenação, cogitando até a ampliação da Lei Magnitsky para incluir familiares do ministro Alexandre de Moraes e outros membros do STF. 

No Planalto, prevalece a avaliação de que o foco de Washington segue no julgamento, e a tensão deve persistir até as eleições de 2026.

STF julga Bolsonaro e outros 7 por suposto plano de golpe

Moraes reforça restrições e ordena vistoria em veículos na casa de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, ordenado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, enquanto aguarda julgamento por uma suposta conspiração para anular as eleições de 2022, em Brasília, Brasil, em 14 de agosto de 2025 | Foto: Reuters/Adriano Machado

O STF inicia na terça-feira 2, o julgamento de Jair Bolsonaro e outros sete acusados de planejar um golpe de Estado em 2022. O processo será analisado pela Primeira Turma do tribunal, sob a presidência do ministro Cristiano Zanin, que designou cinco sessões para avaliar o caso.

As sessões têm horários alternados: em dois dias, ocorrem das 9h às 12h; nos outros três, estão previstas duas rodadas, das 9h às 12h e das 14h às 19h. O julgamento começa com o relatório do ministro Alexandre de Moraes, que detalha as provas reunidas até o momento, sem tempo determinado para essa exposição.

Depois da leitura do relatório, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que foi reconduzido ao cargo na última semana, fará sua manifestação oral, seguido pelos advogados dos oito réus, cada um com até uma hora para apresentar argumentos. O procurador-geral poderá ter mais tempo, se autorizado pelo presidente da Primeira Turma, por envolver múltiplos réus.


O caso do jovem Lucas Costa Brasileiro, condenado a 14 anos de prisão pelos atos do 8 de janeiro de 2023, chamou atenção esta semana após ele ser impedido de abraçar familiares no velório da avó na tarde desta terça-feira (26). Segundo a família do rapaz, que defende sua inocência, Lucas havia ido à Esplanada na ocasião dos atos porque estava fazendo um concurso público e teria entrado no Palácio do Planalto para se proteger das bombas de gás lacrimogêneo.

– Lucas chegou na Esplanada às 17h40 porque estava fazendo um concurso público, e foi preso por volta das 18h – declarou o pai do jovem, Evandro Brasileiro, segundo informações do Gazeta do Povo.

Lucas está preso há dois anos. Ele ficou no Complexo Penitenciário da Papuda até 19 de agosto do ano passado. Posteriormente, foi liberado sob a condição do uso de tornozeleira eletrônica, mas voltou a ser detido sob justificativa de “risco de fuga”.

Ele é casado e tem duas filhas, uma delas bebê.

Nesta terça, o jovem compareceu ao velório da avó materna, Joanice, após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) autorizar sua ida ao local. Inicialmente, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) negou a condução do detento até o velório, afirmando haver falta de contingente, mas depois mudou de posicionamento.

Segundo Evandro, o caixão teve que ser transferido do salão para o cemitério devido ao atraso na escolta de Lucas.

– Depois que rodou essa gravação que eu fiz eles mudaram de ideia e levaram o Lucas. Tivemos que segurar o velório, que já saiu do salão e ficou no cemitério de 16h às 18h42 quando o Lucas chegou, com mais de 35 policiais armados até os dentes – relatou.

De acordo com familiares, os policiais militares portavam fuzis. A Seap-DF se negou a informar quantos agentes foram deslocados para acompanhar o rapaz.

Vídeos mostram o jovem algemado, sendo conduzido pelos agentes até o túmulo da avó. Ele permaneceu alguns minutos no local antes de ser levado de volta ao presídio, e não foi autorizado a abraçar ou falar com nenhum familiar, nem mesmo a mãe.

*Pleno.News


Itamaraty comunicou à Câmara de Comércio Exterior (Camex) sobre a decisão

O presidente Lula (PT) autorizou a adoção de consultas para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica nos Estados Unidos (EUA).A medida é encarada como uma resposta ao tarifaço de 50% nas importações brasileiras anunciado pelo governo Donald Trump. A sobretaxa entrou em vigor no dia 6 deste mês.

Os EUA serão comunicados sobre a ação nesta sexta-feira, 29, depois da notificação feita pelo Itamaraty à Câmara de Comércio Exterior (Camex).

O processo, no entanto, não é imediato e pode levar cerca de sete meses, já que inclui etapas formais de consulta ao governo americano.

O que é a Lei da Reciprocidade?

A Lei da Reciprocidade permite ao Brasil responder a medidas unilaterais de outros países que prejudiquem a competitividade nacional.

A nova legislação foi sancionada em abril pelo presidente Lula (PT).

Informações Bahia.ba


Deputado afirma que processo no STF atende a interesses políticos

Para Nikolas, acusações contra Bolsonaro são 'inventadas' para tirá-lo da disputa política | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Para Nikolas, acusações contra Bolsonaro são ‘inventadas’ para tirá-lo da disputa política | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou, em entrevista à CNN Brasil na noite desta quinta-feira, 28, que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF) ocorre com “cartas marcadas”.

Segundo o parlamentar, o processo tem na condução ministros com claro posicionamento contrário a Bolsonaro. “É muito fácil tirar um oponente numa corrida eleitoral dizendo que ele cometeu um golpe, falando que é em defesa da democracia, inclusive antes mesmo da condenação.” 

Para Nikolas, STF ‘inventa’ acusações 

Ao falar ao canal de TV CNN Brasil, Nikolas reforçou sobretudo sua visão quanto ao grau de parcialidade. “Podemos dizer que já é um julgamento com cartas marcadas, óbvio, é um julgamento onde as pessoas têm parte interessada naquele processo”.

Nikolas argumentou principalmente que Bolsonaro “não tem uma linha de corrupção” e que nunca teve nenhum tipo de condenação. Para ele, as acusações contra o ex-presidente são invenções para silenciar a sua participação política.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou Bolsonaro à inelegibilidade até 2030. O liberal enfrenta ainda diferentes processos no STF relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023 e suposta tentativa de golpe de Estado.

Informações Revista Oeste


Deputado cita ‘crise institucional’ e afirma que Brasil vive sob ‘chantagem’ de ministro do STF

Deputado federal Eduardo Bolsonaro | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
O parlamentar está fora do país desde 27 de fevereiro | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) protocolou um ofício à Presidência da Câmara em que solicita autorização para cumprir suas funções parlamentares diretamente dos Estados Unidos.

No pedido, divulgado por ele mesmo na plataforma X, Eduardo alega ser vítima de perseguição política. Ele argumenta que o atual cenário no Brasil seria mais grave que a pandemia da covid-19, quando a Casa adotou o sistema remoto.

“As condições atuais são muito mais graves do que as vividas naquele período”, escreveu Eduardo. “O risco de um parlamentar brasileiro ser alvo de perseguição política hoje é incomparavelmente maior do que o risco de adoecer gravemente durante a pandemia. Não se pode admitir que o que foi assegurado em tempos de crise sanitária deixe de sê-lo em um momento de crise institucional ainda mais profunda.”

O parlamentar está fora do país desde 27 de fevereiro. No mês seguinte, pediu licença do mandato por quatro meses. Afastado até 20 de julho, ele passou a acumular faltas desde o fim do prazo.

No documento enviado a Hugo Motta (Republicanos-PB), Eduardo menciona que embarcou com “uma pequena mala” em uma viagem “de caráter predominantemente privado”. Ele afirma que decidiu estender sua estadia nos EUA depois de avaliar que sua segurança estaria em risco no Brasil.

Eduardo diz que Câmara não pode ser “cúmplice de regime ditatorial”

Eduardo argumenta que o Brasil vive “um regime de exceção”, em que deputados estariam “sob o terror e a chantagem instaurados por um ministro do Supremo Tribunal Federal”. Sem citar nomes no trecho, o deputado afirma que esse ministro “já é alvo de repúdio internacional” por violar direitos fundamentais.

Ao fim do documento, ele ressalta que sua ausência não se dá por escolha pessoal, mas por coerção externa. Por isso, solicita que a Câmara viabilize meios técnicos e jurídicos para garantir a continuidade do seu mandato a distância.

“A Câmara dos Deputados não pode se tornar cúmplice de um regime ditatorial já sancionado internacionalmente por graves violações de direitos humanos”, disse o parlamentar.

Eduardo e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foram indiciados pela Polícia Federal em 20 de agosto por coação no curso do processo que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado. A apuração revela que o deputado teria atuado nos EUA para pressionar autoridades brasileiras e angariar apoio internacional contra decisões do Judiciário.

Informações Revista Oeste

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