Após a presidente estadual do PSB, Lídice da Mata relatar sua insatisfação com a cúpula petista, agora foi a vez de um dos principais líderes do PSB na Bahia e ex-secretário estadual de Turismo, Domingos Leonelli, não escondeu também sua insatisfação com os petistas baianos, principalmente com Lula. Em texto divulgado nas redes sociais, na noite desta terça-feira (01), fez duras críticas sobre a investida do PT liderada por Lula e Rui Costa que resultou no desmonte da chapa que traria Jaques Wagner como candidato ao governo em um “passe de mágica”. Confira:
CAVALO-DE-PAU EM TRANSATLÂNTICO
Por enquanto quem está ganhando com a implosão da chapa majoritária PT-PSD-PP que concorreria às próximas eleições na Bahia, é o jovem candidato da Arena-PDS- PFL- DEM-União Brasil, ACM Neto.
A parte que tocava à esquerda nessa chapa era a candidatura de Jaques Wagner ao Governo do Estado. O correto senador Oto Alencar seria candidato à reeleição. O PP continuaria como vice. Era um consenso aceito por todos os partidos que mesmo não participando da chapa majoritária ( PSB, PCdoB, Avante e outros ) sentiam-se nela representados.
Nessa operação o governador Rui Costa continuaria à frente do Governo do Estado e seria ministro no futuro governo de Lula. Faria por Wagner o que Wagner fez por ele em 2014.
E não seria apenas por gratidão, mas , sim por necessidade política dada a força da candidatura de ACM Neto. Numa manobra da cúpula das cúpulas considerada pelo meu partido, o PSB, como desrespeitosa aos partidos que construíram a primeira vitória de Wagner em 2006, essa chapa foi desmontada num passe de mágica.
Rui sai do governo para se candidatar ao Senado , Wagner desiste e o senador Oto Alencar seria o candidato ao Governo.
As possíveis razões desse cavalo-de-pau num transatlântico são puramente petistas e não levaram em conta as outras forças progressistas da Bahia. Atribui-se a responsabilidade a Lula querendo trazer o PSD para sua aliança eleitoral já no primeiro turno e ao desejo de Rui Costa de aproveitar os altos índices de aprovação do governo para candidatar-se ao Senado. E a Wagner a compreensão de que sua eleição seria muito difícil se Rui abandonasse o governo em abril.
O que é que veio antes ou depois: a candidatura de Rui ao senado, a manobra de Lula junto ao PSD, usando a Bahia como moeda troca, ou a chateação de Wagner? Sinceramente não importa a ordem desses fatores. Permanece a indagação: a cúpula do PT tem o direito de tomar uma decisão dessa envergadura sem consultar nem as lideranças dos partidos aliados, nem a sociedade, nem os parlamentares e nem as bases do próprio PT?
Um governador, um ex-governador e um ex-presidente são os donos do destino politico da Bahia? E pela eventual volta da direita ao Governo do Estado?
Ressalte-se aqui o bom senso e a dignidade do senador Otto Alencar que, pelo menos inicialmente, resistiu a essa manobra que o levaria a uma candidatura para a qual não se preparou nem desejava. E embora tenha sido todos esses anos um firme aliado da esquerda no Senado,deve saber que ao disputar o governo, o primeiro argumento dos adversários será o de que a disputa se dará entre o velho “carlismo” representado por ele e o novo carlismo representado por ACM Neto.
E de quebra esse comportamento da cúpula do PT joga água no moinho dos que estão contra a formação da Federação que uniria as esquerdas, exatamente com o argumento do hegemonismo do PT.
Eu uso o argumento contrário: se já estivéssemos nos organizado numa Federação a cúpula do PT teria muito mais dificuldade para tomar uma atitude tão desrespeitosa e autoritária.
Neste domingo, presidente brasileiro foi questionado a respeito de declarações do deputado sobre ucranianas
Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Alan Santos
Neste domingo (6), o presidente Jair Bolsonaro foi questionado pela CNN Brasil a respeito das declarações do deputado estadual Arthur do Val (Podemos-SP) sobre as refugiadas ucranianas. O chefe do Executivo chamou as falas do parlamentar de “asquerosas”.
– É tão asquerosa que nem merece comentário – disse Bolsonaro, ao chegar ao Palácio da Alvorada.
Em áudios vazados, Arthur do Val disse que as refugiadas ucranianas “são fáceis porque são pobres”.
Presidente da Câmara, Arthur Lira Foto: EFE/ Joédson Alves
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), suspendeu por tempo indeterminado o retorno das sessões presenciais na Casa. Neste sábado (5), o ato mantendo a deliberação remota foi publicado em edição extraordinária do Diário da Câmara dos Deputados. As informações são do Estadão.
O retorno das votações presenciais estava previsto para ocorrer após o feriado de Carnaval, porém as votações continuarão a ocorrer de forma remota.
Os parlamentares podem participar das sessões de forma presencial ou remota, inclusive quando votam em projetos.
Lira justificou o ato em função pandemia de Covid-19.
– Essa medida visa a diminuir a circulação de pessoas nas dependências desta Casa Legislativa, preservando a saúde não só dos parlamentares, mas também dos servidores e dos colaboradores, considerando os efeitos da pandemia – aponta a decisão dele.
No Senado, as sessões continuam funcionando em um formato parecido, semipresencial.
Representante da embaixada ucraniana disse que caberá à sociedade brasileira julgar o parlamentar
Arthur do Val Foto: Alesp/Carol Jacob
O encarregado de negócios da embaixada da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, disse neste sábado (5) que os comentários do deputado estadual Arthur do Val (Podemos-SP) a respeito das ucranianas são “inaceitáveis”. Em conversa com jornalistas, Tkach afirmou que caberá à sociedade brasileira julgar o parlamentar.
– Os comentários são inaceitáveis. Dessa natureza, são inaceitáveis – disse.
Em áudios enviados para amigos divulgados pela imprensa na sexta-feira (4), o parlamentar disse, entre outras agressões, que as mulheres naquele país “são fáceis porque são pobres”. Questionado por jornalistas, o chefe da embaixada ucraniana em Brasília preferiu não se alongar.
Mais cedo, o senador Humberto Costa (PT-PE), presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, afirmou que quer convocar o deputado Arthur do Val após as declarações ofensivas proferidas contra mulheres ucranianas.
ÁUDIO VAZADO No áudio vazado nas redes sociais, o deputado estadual faz uma série de comentários machistas e preconceituosos sobre as refugiadas ucranianas. Nas gravações, o parlamentar afirma que as ucranianas “são fáceis porque são pobres”. Ele também diz que a quantidade de seguidores em seu Instagram facilitam o acesso às mulheres.
– Vou te dizer, são fáceis, porque elas são pobres. E aqui minha carta do Instagram, cheia de inscritos, funciona demais. Não peguei ninguém, mas eu colei em duas “minas”, em dois grupos de “mina”, e é inacreditável a facilidade – diz o deputado, em tom de vitória.
Ainda segundo o pré-candidato ao governo de São Paulo nas eleições deste ano, e aliado do ex-juiz Sergio Moro, que após a repercussão do fato rejeitou receber o apoio de Arthur, “a fila da melhor balada do Brasil não chega aos pés da fila de refugiados”.
– Só vou falar uma coisa para vocês: acabei de cruzar a fronteia a pé aqui, da Ucrânia com a Eslováquia. Eu juro, nunca na minha vida vi nada parecido em termos de “mina” bonita. A fila das refugiadas… Imagina uma fila sei lá, de 200 metros, só deusa. Sem noção, inacreditável, fora de série – diz ele.
O pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto (DEM), e o ex-prefeito de Feira de Santana e possível candidato a vice-governador ou a senador, José Ronaldo de Carvalho (DEM), visitaram diversas cidades do interior da Bahia nesta sexta-feira (04), onde receberam o apoio de importantes lideranças políticas.
Em Jussiape, os candidatos foram recebidos pelo ex-prefeito Zé Luz, filiado ao PSB, que declarou apoio a pré-candidatura de ACM Neto. Participaram do encontro, vereadores do município de Ibicoara.
Em Rio de Contas, eles estiveram com a prefeita de Mucugê, Dona Ana, Marquinhos de Piatã, Diga de Abaíra e vereadores da região.
No município de Dom Basílio, foram recebidos pelo candidato a prefeito do PP, Marcão, que declarou apoio a pré-candidatura de Neto ao Governo da Bahia. Estiveram presentes também, líderes políticos de Érico Cardoso, onde toda a oposição se uniu e declarou apoio a ACM Neto. Estiveram presentes representantes políticos do município de Brumado, Drº Fabrício e os vereadores Léo Vasconcelos e Manelão.
Na cidade de Tanhaçu, os candidatos receberam o apoio do ex-prefeito e de lideranças, Doutor Jorge, e também do ex-prefeito do município de Contendas do Sincorá, Didi e vereadores. Presentes também líderes políticos de Caetité.
Pré-candidato ao governo disse ainda, em entrevista coletiva, que a definição da chapa deve acontecer até o final de março
O pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) disse nesta sexta-feira (4), em Jussiape, no Centro Sul da Bahia, que dará atenção ao absoluta à situação das barragens do estado, caso seja eleito. Segundo ele, nos 16 anos de governos do PT, foram “pouquíssimas intervenções em relação à segurança hídrica, para garantir água para produção”.
“Então, eu saio daqui com essa preocupação e me comprometo que nós, caso Deus nos permita chegar ao Governo do Estado, teremos uma atenção absoluta em relação às barragens e à garantia para que o homem do campo possa ter condições de ter acesso a água e assim possa produzir, trabalhar e viver com dignidade”, afirmou.
No município, Neto participou de um encontro político com a presença de lideranças locais e estaduais. Ele ainda vai nesta sexta a Rio de Contas, Dom Basílio e Tanhaçu, todos na região do Centro Sul, onde também realizar reuniões políticas com lideranças.
Em entrevista coletiva, ACM Neto afirmou que a definição da chapa majoritária deve acontecer até o final de março, coincidindo com o fim da janela partidária. “Estamos conversando com alguns partidos. Teríamos aí de oito a dez partidos no nosso horizonte de alianças. Amanhã, por exemplo, nós já vamos receber oficialmente apoio do primeiro partido que é o Cidadania”, afirmou.
“Em relação à chapa a definição deve acontecer até o final desse mês de março. Como vocês sabem, até o dia 2 de abril é o prazo para definição das filiações partidárias pra quem quer disputar as eleições deste ano de 2022. Então, a gente deve acompanhar esse prazo também para o fechamento da nossa chapa, anunciando portanto os candidatos à vice e ao Senado”, acrescentou.
Neto voltou a fazer críticas à situação da educação e da segurança pública da Bahia, que têm os piores indicadores do país. Na educação, o ensino médio do estado é considerado o pior, enquanto na segurança, a Bahia lidera o ranking de homicídios.
Ele também criticou a situação da fila da regulação e voltou a defender a necessidade de levar o Governo do Estado para os 417 municípios baianos. “Eu não vou permitir que o governo esteja lá nos gabinetes do Centro Administrativo Bahia (CAB), na capital. Ao contrário, queremos levar o governo para o interior”, frisou.
Comentarista esportivo é crítico ferrenho de Jair Bolsonaro
Walter Casagrande disse “não” ao PT Foto: Reprodução/TV Globo
O Partido dos Trabalhadores (PT) convidou o comentarista esportivo da Globo Walter Casagrande para concorrer a uma vaga no Senado Federal pelo partido nas eleições 2022. A informação foi divulgada pelo colunista Menon, do UOL Esportes, nesta sexta-feira (4).
De acordo com Menon, o convite fora feito em 2021 e, desde então, o ex-jogador participou de alguns encontros do partido para ouvir as propostas. Caso aceitasse, ele poderia seguir os passos de Romário, que foi eleito ao Senado pelo Rio de Janeiro.
Após as reuniões, Casagrande acabou optando por não aceitar ingressar na carreira. Crítico ferrenho do presidente Jair Bolsonaro, o comentarista de 58 anos disse que vai continuar sendo “um cidadão contestador”.
Ação foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal pelo senador Randolfe Rodrigues
Ministro Alexandre de Moraes Foto: STF/Rosinei Coutinho
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de cinco dias para que o governo se manifeste sobre a presença do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), do Rio de Janeiro, durante uma viagem do presidente Jair Bolsonaro à Rússia. Além disso, ele pediu informações à Câmara de Vereadores do Rio para saber se Carlos estava de licença para fazer a a viagem.
A viagem ocorreu no dia 14 de fevereiro. A ação foi apresentada ao Supremo pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Além de Carlos, o senador também pediu que fosse investigada a ida do assessor Tercio Arnaud à Rússia na comitiva presidencial.
O pedido de Randolfe foi feito no inquérito das milícias digitais, relatado no STF por Moraes. O senador questionou “qual a verdadeira razão para uma viagem à Rússia em momento internacional tão delicado, com uma comitiva sui generis, com ausência de ministros e a presença de numerosos integrantes de seu gabinete do ódio e no início de ano eleitoral”.
Presidente reforçou a neutralidade em conflito no Leste Europeu
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR
O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a defender a posição de neutralidade em relação ao conflito entre Rússia e Ucrânia, declarando que o Brasil “não mergulhará em aventura”. O chefe do executivo também afirmou que busca, em primeiro lugar, ter responsabilidade com o bem-estar dos brasileiros.
– Temos um problema a 10 mil quilômetros daqui. Nossa responsabilidade, em primeiro lugar, é com o bem-estar do nosso povo. Nossa postura tem mostrado para o mundo como estamos agindo neste episódio. Estamos conectados com o mundo todo, e o equilíbrio, isenção e respeito a todos se fazem valer pelo chefe do Executivo. O Brasil não mergulhará em uma aventura – declarou, nesta sexta-feira (4), durante evento para marcar o novo contrato de concessão das rodovias Dutra e Rio-Santos, em São José dos Campos, São Paulo.
– O Brasil tem seu caminho, respeita liberdade de todos, faz tudo pela paz, mas em primeiro lugar temos que dar exemplo para isso – acrescentou o presidente.
Nesta quinta-feira (3), Bolsonaro conversou por telefone com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, sobre a guerra na Ucrânia. Os líderes concordaram sobre a necessidade de um “cessar-fogo urgente” no país.
No final de fevereiro o presidente russo, Vladimir Putin, fez o que prometeu: invadiu a Ucrânia. O mundo assiste assustado uma potente máquina de guerra avançar sobre o território de um inimigo que quase não oferece resistência. A inferioridade bélica da Ucrânia é imensa. Isso, só para ficarmos em armas tidas como de uso de qualquer exército de um país que tenha uma força regular.
Putin sabia que a resistência militar seria quase que insignificante, as forças russas ainda não dominaram a Ucrânia totalmente, para evitar um número alto de mortes de civis. Sabia também que os países Ocidentais fariam o que pudessem para ajudar a Ucrânia. Mas, na ajuda não estão incluídas as forças armadas de seus países contra os russos. Chefes de estados liderados por Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, muito antes da invasão, já ameaçavam a Rússia, caso ela resolvesse colocar o seu plano em ação.
A ajuda que o Ocidente tem oferecido à Zelensky, presidente ucraniano se resume a dinheiro, um pouco de armamento bélico e sanções, muitas sanções. Além, do corpo diplomático de cada país trabalhando nos organismos internacionais para dizer ao mundo que estão fazendo algo. O Ocidente está usando a máxima da viúva: choro, mas não desço a sepultura.
Trocando em miúdos: O Ocidente mandou Zelensky enfrentar Putin. Mas na hora da ajuda que o presidente ucraniano esperava ela não veio. Tenho certeza se o presidente da Ucrânia soubesse que isso aconteceria, ele teria negociado com Putin, antes que a guerra tivesse começado. A frase dele demonstra a frustração: o Ocidente nos deixou sozinhos.
Macron, Biden, Johnson, têm procurado fazer o máximo de zoada possível, principalmente com a imprensa que conhece e faz o jogo deles, para não ficarem como covardes em seus países. Eles sabem que subestimaram Putin. Mas fora às decisões acima, nada mais farão. Mesmo às sanções deve ter limite. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, mandou um recado: Biden sabe muito bem que a opção para sanções sem limite é a terceira guerra, disse o velho chanceler. Diante das ameaças dos russos, espero, que os líderes ocidentais tenham lido o livro A Arte da Guerra, Sun Tzu. Nunca deixe seu inimigo sem uma saída. Principalmente, se seu inimigo for a poderosa Rússia.