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Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara, em seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista 
Foto: Alex Silva

Depois de seis mandatos consecutivos no Congresso e de presidir a Câmara duas vezes, o deputado federal licenciado Rodrigo Maia (PSDB), 51, desistiu de concorrer novamente ao Legislativo e abriu caminho para sua irmã gêmea, Daniela Maia (PSDB), que deixou a presidência da RioTur.

Maia chegou a se licenciar do governo paulista na semana passada para cumprir o prazo a Justiça Eleitoral, mas na segunda feira, 4, reassumiu o cargo de secretário de Projetos e Ações Estratégicas.

Em entrevista ao Estadão no seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes, o ex-presidente da Câmara, que vai assumir a presidência da federação formada por PSDB e Cidadania no Rio de Janeiro, contou que segue como coordenador do plano de governo de João Doria e vai se dedicar a política fluminense nos finais de semana.

Após ser apontado como presidenciável no início dos debates sobre a sucessão de 2022 e visto como principal interlocutor entre os poderes nas crises provocadas por Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia mergulhou de cabeça no projeto do governador Rodrigo Garcia e decidiu ficar fora das brigas internas de sua nova legenda no plano nacional.

O ex-presidente da Câmara prega que o PSDB se assuma como um partido de centro-direita e rejeita o rótulo de terceira via. “O eleitor de centro pode decidir a eleição, mas não é majoritário. O PSDB é o principal partido de contraponto ao PT, para não usar o termo centro-direita, que alguns tucanos não gostam. Reclamam comigo quando eu uso”, afirmou.

Maia disse, ainda, que se Lula e Bolsonaro forem para o segundo turno, votaria no petista. A seguir, leia os principais trechos da entrevista.

Por que o sr. desistiu de tentar o 7° mandato como deputado federal?
Eu fui tudo na Câmara dos Deputados e quero agora uma experiência fora do Legislativo. Tive a experiência com Doria e agora com o Rodrigo (Garcia), que é de fato o meu grande amigo, e vejo a possibilidade de ajudar no governo dele esse ano. E com a provável reeleição nos próximos quatro anos também. Ser deputado a carreira inteira não é ruim, mas quem chegou à presidência da Câmara já ocupou quase todas as posições na Casa. O político tem que estar sempre aprendendo. Talvez esse seja um dos problemas da política brasileira: as pessoas acabam se acomodando no papel de parlamentar. Quero cumprir um ciclo no executivo e me reciclar. Quero aprender mais sobre gestão e orçamento público para que no futuro eu possa ter outros desafios na política ou até no setor privado.

O sr. segue também como coordenador do plano de governo de João Doria. Acredita que vai haver de fato sinergia entre a campanha dele e a do Rodrigo Garcia à reeleição em São Paulo?
Na campanha do João eu coordeno o plano de governo. Quero me restringir a isso. Entrei no PSDB, mas existem muitos conflitos no PSDB dos quais eu não quero participar. O que me dá prazer na política hoje é aprender. Sou cristão novo no PSDB. Já em relação ao Rodrigo Garcia, é uma eleição diferente. Ele é meu amigo. Na eleição nacional vou me ater aos temas técnicos para construir um plano transformador da vida das pessoas.

O sr. vai estar na campanha do Rodrigo também?
Vou ajudar o Rodrigo no que ele precisar.

Como avalia o cenário no PSDB?
Como deputado e um filiado que acabou de entrar no PSDB, acho esse conflito muito estranho, mas não quero participar disso. Esse conflito vem de antes da minha entrada no partido. Teve prévias e foram questionar. Foi uma votação com 44 mil pessoas. Isso deve ser tratado por quem está no partido há mais tempo. Doria se viabilizou como candidato. Desde o governo Fernando Henrique Cardoso, o PSDB tem um problema de aceitar que está à direita do Lula. O PSDB precisa aceitar isso. É assim que a sociedade nos vê. A gente fez pesquisas por muitos anos. Se a sociedade entende que o Lula é esquerda, então o adversário tem que estar no outro polo. Precisamos resgatar o nosso eleitor e mostrar que nesse campo existe um caminho a ser ocupado.

Como o sr. avalia os encontros de tucanos como FHC, Aloysio Nunes e outros com Lula?
Como todos foram para a oposição ao Bolsonaro, que é considerado uma direita não democrática, isso confundiu a cabeça do eleitor. Se você olhar o cruzamento de pesquisas na avaliação positiva do governador João Doria, vai ver que o Lula tem 40% das intenções de voto. No cenário de São Paulo, o candidato hoje que tem os votos com perfil tucano é o Fernando Haddad, e não o Rodrigo Garcia ainda. Naturalmente o Haddad vai para a oposição e nós vamos ocupar aquele espaço da boa avaliação que o governo tem hoje. Nacionalmente, o nosso eleitor tem hoje mais restrição ao Bolsonaro do que vontade de apoiar uma candidatura fora da polarização. Um terço dos votos do Lula está no antibolsonarismo. O Churchill tem uma passagem muito interessante. Um jovem deputado chegou para ele no início da legislatura, olhou para o lado dos opositores e disse: ‘Primeiro-ministro, lá na frente eles serão nossos inimigos’. Churchill respondeu: ‘Não, lá na frente eles serão nossos adversários. Nossos inimigos estão aqui atrás’. É um pouco do que acontece hoje no PSDB e no nosso campo. Se conseguirmos ocupar um espaço, será tirando a vaga do Bolsonaro.

Qual deve ser o discurso para o PSDB entrar nesse jogo?
Não deve ser atacar o presidente Lula. Eu disse isso ao governador João Doria. Temos que dizer aos eleitores que se decepcionaram com Bolsonaro que temos uma alternativa que não seja a volta ao passado e o PT. A esquerda acha que se reduz desigualdade intervindo no Estado. Nós acreditamos que vamos redistribuir renda estimulando o setor privado.

O antipetismo deixou de ser então o grande eleitor que foi em 2018?
O antipetismo é a mola mestra do presidente do Bolsonaro, mas ninguém deu uma alternativa que o ocupe o lugar dele na centro-direita democrática. Temos que derrotar o Bolsonaro com uma candidatura que defenda aquilo que motivou o eleitor em 2018: um Estado moderno, eficiente, bom prestador de serviço e que segurança jurídica para o setor privado investir.

Qual a sua leitura sobre esse debate no PSDB sobre uma possível revogação das prévias pela convenção do partido e qual o valor dessa carta que o Bruno Araújo, presidente do partido, escreveu validando o resultado da consulta interna?
O governador Doria venceu um modelo de prévias que em tese era favorável ao governador Eduardo Leite. Ele (Doria) mesmo assim se dispôs s disputar. Não foi um voto para cada eleitor, mas com pesos diferentes para os líderes políticos. O melhor modelo era ser um voto para cada filiado ao PSDB. O processo escolheu de forma democrática o Doria e foi legitimado pelos adversários. Isso certamente tem muito mais valor que uma convenção. Mas não tenho nenhum interesse em participar desse debate, até porque isso pode enfraquecer o partido. O PSDB é o principal partido de contraponto ao PT, para não usar o termo centro direita, que alguns tucanos não gostam. Reclamam comigo quando eu uso. A gente devia ajudar o governador Doria a se viabilizar. Se lá em julho isso não acontecer, ele vai certamente construir uma solução. O nosso campo, que tem uma linha mais pró-mercado, está fora do debate. O debate está sendo feito entre valores conservadores – e muitas vezes reacionários – e por outro lado liberais demais com o PT e seus aliados.

Por que o sr. não encaminhou o processo de impeachment contra o Bolsonaro quando era presidente da Câmara?
Porque não havia apoio político. Uma vitória de Bolsonaro poderia fortalecer demais o presidente e organizar uma narrativa contra as instituições democráticas.

Avalia que a campanha do Rodrigo em São Paulo deve ser casada com a do Doria para presidente?
O governador Rodrigo precisa primeiro mostrar a sua história e sua experiência com 5 governadores e defender o Governo de São Paulo, que teve grandes acertos. Ele tem que ser o governador do Estado de São Paulo. Não tenho dúvida que ele chega ao 2° com pelos menos 25% dos votos.

Por que João Doria tem uma rejeição incompatível com a aprovação do governo?
Todos os políticos que se colocam no centro terão uma rejeição alta. Se você projetar a rejeição do Eduardo Leite e da Simone Tebet sobre o que eles têm hoje de imagem positiva e negativa, e o alto desconhecimento, eles chegarão a uma rejeição parecida a do governador Doria. Ele fez o enfrentamento a máquina bolsonarista, o que gera uma rejeição grande. Eles operam unidos. Não é à toa que o Tarcísio cresce rapidamente.

O sr não gosta do termo terceira via?
Não tem terceira via. O Tony Blair se dizia terceira via, mas não era. Eram os trabalhistas contra os conservadores. Depois de um ciclo longo com os conservadores no poder o partido trabalhista estava mofado. Tony Blair modernizou o partido e criou o termo terceira via apenas para sair isolamento da esquerda e caminhar para o eleitor de centro, que existe. O eleitor de centro pode decidir a eleição, mas não é majoritário no processo eleitoral em nenhuma democracia do mundo. Se você olhar as eleições no Brasil vai ver que sempre sobram os dois. Em 2002 Roseana (Sarney) foi alternativa e caiu. Depois veio o Lula disputar contra o Serra, que era o candidato do governo. Em 2018 o Bolsonaro ocupou o lugar do PSDB na polarização contra o PT. A polarização comandou o processo político brasileiro desde 1994.

A tendência então é a polarização se repetir esse ano?
Se nós não entendermos que o nosso campo é à direita do Lula, estaremos fora do segundo turno. Não é fácil ocupar esse espaço porque estamos no campo da direita com o Bolsonaro à nossa direita. Precisamos buscar esse 1/3 do eleitor do presidente Lula que não sairá com ele sendo agredido.

Em São Paulo, vê o Fernando Haddad no 2° turno e o Rodrigo disputando com Tarcísio Freitas?
O Rodrigo Garcia para mim está no 2° turno. Teremos um segundo turno entre PT e PSDB em São Paulo. É praticamente impossível que o governador não esteja no segundo turno.

Como enxergou a mudança de planos do Sergio Moro, que vai disputar algo em São Paulo, e do José Luiz Datena, que foi para um partido aliado do Bolsonaro e saiu da coligação do Rodrigo Garcia?
Moro está fora do processo nacional e vai enfrentar um processo regional, de parlamentar. Vai cuidar da vida dele. Datena é um grande comunicador e tem muita popularidade, mas vai ter muita dificuldade em transferir votos para alguém.

Como está o cenário eleitoral no Rio de Janeiro? O candidato a governador do grupo de vocês será o nome escolhido por Eduardo Paes?
Minha decisão de assumir a presidência da federação no Rio é um alinhamento com o prefeito do Rio. Estaremos juntos com a candidatura que ele apoiar. Tem o Felipe Santa Cruz (ex-presidente da OAB), e o Rodrigo Neves, do PDT, de quem o Eduardo está próximo. Mas podemos colocar aí um terceiro nome: o ex-prefeito César Maia, que aparece com 18% de intenção de votos em todas as pesquisas. Temos três alternativas nesse processo. Acho que o presidente Lula errou. a gente deveria ter tentado construir uma candidatura em torno do presidente da Assembleia, que deixaria o PT e iria para o PSD. Uniríamos todos os campos políticos do Rio para o enfrentamento com o Cláudio Castro e o Bolsonaro. Infelizmente não foi possível.

Como avalia a escolha do Geraldo Alckmin como vice de Lula?
Ele é meu amigo. Sou admirador do governador Geraldo Alckmin. Foi uma grande escolha do presidente Lula. Foi uma decisão acertada. Alckmin sabia que enfrentar uma eleição contra a máquina em São Paulo não seria simples. É importante abrir espaço para outros. Seria o 5° mandato dele. Alckmin avaliou o cenário político atual. Tomou uma decisão pessoal de fazer uma aliança da esquerda a centro direita para colaborar com enfrentamento a esse governo que não é muito democrático. Lula é nosso adversário, mas não é nosso inimigo.

No caso de um 2° turno entre Lula e Bolsonaro, quem o sr. apoiaria?
Não posso falar nem quero falar pelo PSDB. Se o governador João Doria não estiver no 2° turno, e acredito que ele estará, o natural é que eu caminhe para votar no presidente Lula no 2° turno. Mas acredito em um 2° turno Lula x Doria.

*Estadão


Presidente disse que com o povo, seu governo irá garantir “a democracia e a liberdade”

Presidente Jair Bolsonaro Foto: EFE/ Joédson Alves

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (5), que tem o povo brasileiro como o “maior exército do mundo” para atingir seus objetivos e garantir a democracia e a liberdade no país.

– Juntos, e ao lado do maior exército do mundo, nosso povo, atingiremos nossos objetivos e garantiremos a democracia e a liberdade – declarou o presidente em cerimônia de cumprimento aos militares promovidos a Oficiais-Generais.

E continuou.

– Se a pátria um dia voltar a nos chamar, por ela tudo faremos, até mesmo sacrifício da própria vida – acrescentou.

Não foi a primeira vez que Bolsonaro disse ter o povo ao lado como um exército. Em ato político do PL no final de março, o presidente declarou que tomaria decisões “contra quem quer que seja” se tiver apoio de seu “exército” de apoiadores na disputa que chamou de “luta do bem contra o mal”.

A fala, desta vez, foi feita no Palácio do Planalto a uma plateia de militares, que foram chamados de “âncora do nosso País” pelo presidente.

– Isso traz tranquilidade para o governo, para seus ministros, na certeza de que o trabalho dos senhores é revertido para todos os 215 milhões de habitantes – disse o presidente, que é capitão da reserva.

Bolsonaro também declarou que as Forças Armadas estão “sempre prontas” e voltou a insinuar que seus adversários políticos agem à margem da lei.

– Queremos é que todos cumpram nossa Constituição, que pode ter seus defeitos, mas é nosso norte – afirmou o presidente.

Bolsonaro ainda afirmou que o Ministério da Defesa – hoje nas mãos do general Paulo Sérgio, que foi comandante do Exército até semana passada – é a pasta que, em última análise, “pode fazer o País rumar em direção à normalidade, ao progresso e à paz”.

– Tenho 23 ministros, todos são importantes, mas um se destaca: é o da Defesa, porque tem as tropas em suas mãos (…) Aqui é mesclado de civis e militares – apontou.

No mesmo discurso, Bolsonaro, em tom otimista, disse que os números da economia têm mostrado para onde nosso País está indo e disse ver o Brasil “conturbado por questões ideológicas”.

– O bem sempre venceu o mal, e vencerá também a batalha que temos pela frente – pontuou, sobre as eleições.

*AE


Presidente da Câmara dos Deputados comentou a questão envolvendo o nome de Adriano Pires para o comando da empresa

Presidente da Câmara, Arthur Lira Foto: EFE/ Joédson Alves

O presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), ironizou, nesta segunda-feira (4), as críticas ao possível conflito de interesses do economista Adriano Pires, indicado para a presidência da Petrobras.

– Tem que pegar um arcebispo para ser diretor da Petrobras? – indagou.

A declaração de Lira foi feita durante evento organizado pelo Jota, do qual ele participou ao lado do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

– Hoje eu estava comentando aqui com o ministro [Gilmar Mendes]: a pauta da imprensa, e talvez do Ministério Público, é condenar o possível presidente da Petrobras porque prestava assessoria a um grupo empresarial. Se eu sou da atividade privada, eu não posso trabalhar para nenhum grupo empresarial? Eu não posso prestar serviço? Eu não posso ter trabalhado e isso vai me prejudicar nas minhas decisões lá na frente? – disse Lira.

E continuou.

– Quer dizer: você tem que pegar um funcionário público para ser diretor da Petrobras? Ou pegar um arcebispo para ser diretor da Petrobras? Um almirante, um coronel para ser diretor da Petrobras? Não, você tem que colocar alguém que entenda de petróleo e gás. Alguém que entenda do setor, que vá ser julgado daqui para frente sobre suas ações. A gente tem um falso moralismo, um julgamento precipitado, uma versão das ações que só atrapalha o nosso país – acrescentou o presidente da Câmara.

Segundo apurou o Estadão, Pires desistiu de assumir o comando da Petrobras depois de o governo do presidente Jair Bolsonaro receber informações de que o nome dele não passaria no “teste” de governança da empresa, devido a um possível conflito de interesses. O economista é sócio fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) e, por isso, tem contratos de longo prazo com petroleiras e empresas de gás, como a Cosan.

Pires avaliava que poderia simplesmente passar os contratos para o filho, mas isso não é permitido pelas regras de governança da estatal.

Apesar de alguns integrantes do governo e aliados políticos buscarem a reversão da situação e tentarem manter a indicação de Pires, a avaliação é de que seria muito difícil a permanência dele no cargo. Emissários já fazem sondagens junto a investidores destacados do setor de petróleo sobre novos nomes para o comando da Petrobras, segundo apurou o Estadão.

Pires foi indicado para o comando da Petrobras na semana passada, após Bolsonaro demitir o general Joaquim Silva e Luna, que presidia a empresa até então. Nas últimas semanas, a pressão política sobre a Petrobras tem aumentado juntamente com a alta no preço dos combustíveis, que alimenta a inflação e afeta a popularidade dos políticos em ano eleitoral.

O próprio presidente da Câmara tem elevado o tom das críticas à empresa.

– Nós estamos com o petróleo baixando e o dólar baixo. E a cobrança é: a Petrobras agora vai baixar o combustível? O óleo diesel é mais barato fora [do País] do que aqui. Nós vamos ter redução de preço?”, questionou Lira, em 16 de março.

E seguiu.

“O barril baixou. O barril sobe, a gente aumenta. O barril baixa, a gente não baixa? Então, é importante que a Petrobras recue o preço e do aumento que deu, porque o dólar está caindo e o barril está caindo, são os dois componentes que fazem a política de preços da Petrobras”, emendou.

Neste domingo (3), o empresário Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, anunciou que abriu mão do cargo de presidente do conselho de administração da Petrobras. Ele havia sido indicado pelo governo em 28 de março, junto com a indicação de Adriano Pires para a presidência da estatal.

*AE


Eleitor tem um mês para regularizar situação

Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Termina hoje (5) o prazo para os partidos políticos publicarem as normas para escolha e substituição de candidatos às eleições de 2022. A formalidade está prevista no calendário eleitoral e vale para as legendas que ainda não definiram a questão no estatuto interno. 

A publicação das normas internas para a indicação aos cargos que serão disputados é obrigatória e deve ser enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes das convenções partidárias, que poderão ser realizadas a partir de 20 de julho. 

A partir de hoje, os agentes públicos também estão proibidos de aumentar o salário de servidores, exceto para recompor perdas do poder aquisitivo durante o ano. A regra vale até a posse dos eleitos. 

Título de eleitor 

Outras datas também devem ser observadas no calendário eleitoral.

O eleitor tem um mês para regularizar a situação na Justiça Eleitoral e ficar apto a votar. A partir de 4 de maio, o cadastro eleitoral será fechado e nenhuma alteração poderá ser feita nos registros.  

Para verificar se há pendências, o eleitor deve entrar no site do TSE e checar se há algum débito em seu nome, pela aplicação de multa por não ter votado em eleições anteriores, caso mais comum de irregularidade. 

O pedido de transferência do local de votação também pode ser feito pelo site. A medida se aplica aos brasileiros que mudaram de cidade. Entre as regras, é necessário que o eleitor esteja morando no município há pelo menos três meses. 

O primeiro turno será realizado no dia 2 de outubro, quando os eleitores vão às urnas para eleger o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Um eventual segundo turno  para a disputa presidencial e ao governo estadual será em 30 de outubro.

Informações Agência Brasil


“Liberdade, democracia e vidas, não se resolvem em uma mesa de bar”, destacou Fabiana Tronenko

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: EFE/Joédson Alves

Nesta segunda-feira (4), a ex-embaixatriz da Ucrânia no Brasil, Fabiana Tronenko, usou as redes sociais para criticar a declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito da guerra provocada pela invasão russa. Durante um evento na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) na semana passada, o petista fez uma “piada” e disse que se fosse no Brasil, a questão seria decidida com conversa e cerveja “numa mesa de bar”.

As declarações de Lula foram dadas no evento Democracia e Igualdade, promovido por esquerdistas na universidade, na última quarta-feira (30).

– O povo quer paz, o povo precisa de paz. A quem interessa essa guerra? Aqui no Brasil, a gente conversaria com cerveja, numa mesa de bar. Se não fosse na primeira cerveja, seria na segunda, ou até a caixa acabar – apontou o petista.

Fabiana Tronenko classificou a fala de Lula como falta de respeito.

– Que desrespeito do ex-presidente Lula com o povo ucraniano e com todos os esforços do Presidente Zelensky! Liberdade, democracia e vidas, não se resolvem em uma mesa de bar – escreveu a ex-embaixatriz, no Instagram.

Informações Pleno News


Jair Bolsonaro usa músicas de artistas opositores nos stories
Fotos: EFE/ Joédson Alves, AgNews / Francisco Cepeda, EFE/Giorgio Viera e Thiago Mattos / AgNews

Stores recentes publicados na conta do presidente Jair Bolsonaro vêm chamando atenção por trazerem como trilha sonora canções de artistas opositores ao governo. As músicas, utilizadas em vídeos sobre as realizações da atual gestão federal, são de cantores como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Anitta, Priscilla Alcântara e Daniela Mercury.

Nesta última semana, Priscilla afirmou que nunca mais cantaria Liberdade após a obra ser utilizada pelo presidente para tratar da criação de moradias em seu governo. Depois da declaração, a conta do chefe do Executivo voltou a usar as músicas da artista, selecionando Empatia e Fortaleza para os stories deste domingo (3).

O Leãozinho, de Caetano Veloso, também entrou para o repertório, em um vídeo sobre o crescimento da margem de crédito a segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No caso de Gilberto Gil, a canção selecionada foi Andar com Fé, em versão gravada ao lado de Caetano Veloso. A obra deu o tom de um vídeo sobre investimentos da Defesa Civil.

Daniela Mercury também aparece nos stories do chefe do Executivo, com a canção O Canto da Cidade, em divulgação à inauguração de cisternas no Ceará.

Só o Amor, de Preta Gil e Gloria Groove, foi usada em vídeo que defende a privatização dos portos. Você Aqui, de JAMZ e Anitta, e Meu Mundo Azul, de Gustavo Quadros também entraram para a lista.

PROCESSO
Todas as canções utilizadas fazem parte da biblioteca digital do Instagram, mas alguns artistas cogitam mover um com processo contra o presidente por utilizá-las em publicações de promoção ao governo.

A companheira de Daniela Mercury, jornalista Malu Mercury, disse ao portal Metrópoles que sua equipe jurídica está analisando a possibilidade.

– Inicialmente, entendemos que ele ficou com ciúme do presidente Lula que jantou essa semana na nossa casa na Bahia com Daniela cantando pessoalmente e ao vivo o Canto da Cidade. O ato do presidente é causa de dano moral por violação de direito autoral assegurado por lei, porque utilizou obra artística para fazer propaganda eleitoral sem permissão – declarou Malu ao colunista Guilherme Amado.

O advogado de Caetano Veloso, Caio Mariano, afirmou ter sido acionado pelo cantor para processar Bolsonaro. Segundo ele, embora as canções estejam na biblioteca da rede social, não há autorização para uso indiscriminado.

– Os políticos de qualquer partido precisam entender que internet não é terra de ninguém e não podem usar músicas autorais sem a autorização dos detentores do direito – assinalou Mariano.

*Pleno.News


Glausius: o governo do húngarro Viktor Orbán (esquerda) tem adotado práticas autoritárias e Bolsonaro pode se enquadrar no que ela chama de um "governo de práticas iliberais" - Marcos Corrêa/PR
Glausius: o governo do húngarro Viktor Orbán (esquerda) tem adotado práticas autoritárias e Bolsonaro pode se enquadrar no que ela chama de um ‘governo de práticas iliberais’ Imagem: Marcos Corrêa/PR

A extrema-direita conseguiu resultados expressivos nos últimos dias na Europa. Na Hungria, o primeiro-ministro Viktor Orbán saiu como o grande vitorioso nas eleições neste fim de semana, apesar de a oposição ter costurado uma ampla aliança para tentar derrotar o líder populista. “Irmão” de Jair Bolsonaro, o húngaro usou seus mais de dez anos no poder para silenciar a imprensa independente, manobrou para controlar o Judiciário, encolheu o espaço da sociedade civil, reescreveu o passado e dominou o Legislativo.

Na França, a candidata de extrema-direita Marine Le Pen ganha terreno e se aproxima de Emmanuel Macron, faltando poucos dias para as eleições presidenciais. O atual chefe de estado continua com 26% das intenções de voto. Mas a representante da extrema-direita já soma 21%. E continua a ganhar terreno.

Num eventual segundo turno, as pesquisas apontam uma vitória de Macron, mas por uma margem mínima. Le Pen ficaria com 47% dos votos, contra 53% para o atual presidente.

Nas últimas eleições em 2017, depois de um debate no qual ela “explodiu” contra Macron, sua derrotada ficou consolidada com 66% dos votos para o atual presidente. Muitos consideravam Marine Le Pen como descartada do cenário político francês e incapaz de retornar.

Cinco anos depois, ela atinge seu melhor resultado nas pesquisas de opinião, depois de um longo processo de “desintoxicação” de seu partido. Seu segredo? Ser vista como uma candidatura “normal”. Neste ano, seu foco não é a imigração, mas o custo de vida.

Mas basta abrir seu programa eleitoral para descobrir frases como “a França para os franceses” e a proposta de um referendo sobre a imigração.

Pelo menos em público, Le Pen parece ter deixado o discurso racista para outro candidato da extrema-direita, Eric Zemmour. Se muitos acreditavam que os ultraconservadores estariam divididos, a entrada em cena do radical de extrema-direita deu à candidata Marine Le Pen uma aura de “moderada”.

Juntos, porém, os dois pretendentes ao governo da França contam com a simpatia de mais de 30% da população.

Os sinais precisam ser ouvidos com atenção, principalmente pela oposição democrática no Brasil. As democracias, no século 21, não morrem diante do desembarque de tanques no centro de Budapeste ou em Paris. Mas por meio de movimentos que usam justamente os instrumentos da democracia – o voto – para chegar ao poder, desmontar por dentro as instituições e abertamente questionar o sistema de direitos humanos.

Hoje, a democracia liberal é um privilégio de apenas 6% da população mundial. O processo vive seu momento mais dramático em 30 anos e os níveis de democracia retornaram ao que o mundo vivia em 1989. Mas essa deterioração pode não ter terminado.

Anestesiadas, oposições repetem modelos econômicos e sociais responsáveis por excluir milhões de pessoas e por gerar um exército de desiludidos.

Em Paris ou em Budapeste, a marcha da extrema-direita não perdeu força. Ao serem “normalizados”, esses movimentos ganharam a legitimidade das urnas que por tantos anos buscaram. Mas, acima de tudo, se consolidaram como parte incontornável do cenário político desses países. Dando o tom das campanhas eleitorais, definindo os temas da agenda de debates e alimentando a resiliência de um movimento ultraconservador que passou a ser a realidade em muitas sociedades.

O fuso horário europeu de alguns meses em relação às eleições no Brasil talvez seja uma oportunidade para que, no país, toda a oposição democrática examine em detalhe o que significa o avanço desses movimentos. E os riscos profundos para a democracia.

Informações UOL


Principal liderança política de Feira de Santana, o ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho já bateu o martelo e decidiu permanecer no União Brasil (UB), ao lado do pré-candidato a governador ACM Neto. 

A decisão adotada por José Ronaldo não surpreende os analistas políticos já que ele sempre se manteve fiel às origens, da mesma forma que ao seu grupo político. E, sendo assim, não seria diferente com o União Brasil, legenda que tem em suas origens o seu primeiro partido ao ingressar na vida política.

José Ronaldo iniciou a carreira filiado a Arena, sigla que mais tarde se tornou PDS. Em seguida, com as articulações políticas, seu partido deu origem ao PFL e, por fim, passou para a denominação de DEM até a fusão que resultou agora no UB.

José Ronaldo também resistiu às especulações, nos últimos dias, dando conta de que estaria de malas afiveladas para outro partido. Convites certamente foram feitos, alguns possivelmente tentadores, mas resistiu e permaneceu leal às suas origens no União Brasil. 

A cada evolução do partido, José Ronaldo também experimentou novas mudanças e galgou espaços importantes na vida pública, sempre carregando as mesmas bandeiras em defesa do povo de Feira de Santana e da Bahia. Assim começou a carreira como vereador, deputado estadual, deputado federal e prefeito por quatro mandatos, demonstrando também força política ao eleger seus sucessores. Um amor recíproco entre ele e a cidade a qual o recebeu como mãe ainda na adolescência e por aqui fincou raízes e construiu família. 

Para as eleições de 2 de outubro, José Ronaldo é um dos mais cotados para assumir a condição de pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada por ACM Neto, do mesmo partido. 

Informações Sem Censura


Foto: Divulgação

Por Joilton Freitas 

Refeitos das recusas de Jaques Wagner e Otto Alencar em aceitar seus candidatos ao governo, os petistas tinham que definir um nome para “cabeça de chapa”. 

Luiz Caetano (ex-prefeito de Camaçari e secretário de Rui Costa) ou Moema Gramacho (prefeita de Lauro de Freitas). Era tido como certo, que um deles seria o candidato. O nome de Jerônimo Rodrigues, secretário de Educação, corria por fora e era considerado um azarão. 

Caetano e Gramacho são cabeças coroadas do partido, mas têm uma coisa em comum: pertencem à Região Metropolitana de Salvador, região que concentra a maior força de ACM Neto, o favorito nas pesquisas e que colocou Wagner e Otto para correr. 

Portanto, a ordem é pensar. Evitar lutar diretamente com seu adversário no território dele. Lá, ele deve ser fustigado a sair para o seu campo ou em campo aberto. E, aberto está o interior. É no interior que o PT vai travar com Neto a sua decisiva batalha. 

Foi pensando nisso que o “azarão” Jerônimo Rodrigues se tornou candidato. A vinda de Lula à Salvador foi só para inglês ver e suíço aplaudir. Portanto, o “cacique mor” do partido deu a sua benção ao neófito Jerônimo, e caiu fora. Tchau queridos, deve ter dito Lula.

Hoje, a chapa petista desembarcou em Feira de Santana. É aqui a porta para o interior. É Feira quem dita as normas, moda e política, para mais de 200 cidades interioranas. Jerônimo Rodrigues tem sua base em Feira, ele é professor da UEFS, é um nome de Feira. 

Com mais de 400 mil eleitores, Feira de Santana é o segundo maior colégio eleitoral do estado, perdendo apenas para Salvador. Um campo estratégico para quem quer vencer uma guerra. Quem pensar que a fatura está liquidada para Neto, comete um grande erro. O PT não está morto. O partido Governa o estado há 16 anos. O governador Rui Costa, é bem avaliado e Lula na Bahia é o favorito para presidente, segundo pesquisas. Somam-se, a tudo isso, as máquinas administrativas de campanhas petistas. 

ACM Neto, até o momento, “patina” para definir a sua chapa. A do PT já está pronta e largou na frente. Neto só tem “um canhão” para deter o avanço do exército petista na região: José Ronaldo! 

Muito se ouve falar em Marcelo Nilo, Félix Mendonça Júnior e João Gualberto. Todos políticos sem expressão e um “punhadinho” de voto. Em uma guerra para tomar o Palácio de Ondina, muito pouco significam. 

A chapa de Neto com João Leão, ficou a cara de Salvador. Nilo, Mendonça e Gualberto não mudam esse perfil. 

Portanto Neto: quem vai para o mar, se prepara em terra. “Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”. Como dizia o velho Magalhães Pinto: “Política é como nuvem, muda a todo momento”.


Ex-ministro foi procurado pelo partido para assumir corrida presidencial

Ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa Foto: STF/Felipe Sampaio

Após a saída do ex-juiz Sergio Moro, o Podemos conversou com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, sobre uma possível candidatura à Presidência. O ex-magistrado, contudo, rejeitou a ideia de concorrer ao Planalto.

Segundo informações do colunista Igor Gadelha, Barbosa foi procurado por diversos integrantes da cúpula do partido nesta semana.

Recentemente, ele havia dito que não descartava a ideia de entrar na disputa presidencial. A declaração, veiculada no último dia 8 de março pelo programa Conversa com Bial, acabou incentivando o Podemos a tentar lançar Barbosa no lugar de Moro.

Após o convite, no entanto, o ex-ministro declinou da ideia.

Barbosa era filiado ao PSB (Partido Socialista Brasileiro) desde 2018, mas deixou o partido em janeiro de 2022, após a aproximação da legenda com o ex-presidente Lula (PT).

Também fora da disputa pelo Planalto, o ex-juiz Sergio Moro agora é filiado ao União Brasil, e deve concorrer ao cargo de deputado ou senador no pleito deste ano.

Sem candidato à Presidência, o Podemos pretende permitir que seus filiados apoiem o candidato com quem melhor se identifiquem.

Informações Pleno News

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