O Brasil terá, pela primeira vez, datas diferentes para a posse do presidente da República e dos governadores. A partir do próximo mandato, o presidente do Brasil assumirá o cargo em 5 de janeiro, enquanto os governadores tomarão posse no dia 6. A alteração rompe uma tradição mantida por décadas e busca tornar o processo mais organizado e acessível.
O que mudou e por quê
Desde 1988, a Constituição fixava o 1º de janeiro como data oficial das posses. Essa regra vigorou por mais de 30 anos, até ser modificada por uma emenda constitucional aprovada em 2021, válida para os próximos ciclos eleitorais. O principal motivo foi evitar conflitos com as festas de Ano Novo e ampliar a presença de autoridades nos eventos oficiais.
Antes da mudança, presidentes e governadores eram empossados no mesmo dia. Isso dificultava a participação dos governadores nas solenidades realizadas em Brasília, já que precisavam estar simultaneamente em seus estados. Com o novo calendário, as cerimônias foram separadas para facilitar a logística e garantir maior representatividade institucional.
Contexto histórico das posses
A posse em 1º de janeiro passou a ser adotada apenas em 1995, com Fernando Henrique Cardoso. Antes disso, presidentes assumiam em março, como ocorreu com Fernando Collor de Mello (1990), Juscelino Kubitschek (1956), Jânio Quadros (1961) e João Goulart (1961, após renúncia de Jânio). Ao longo da história republicana, o país teve 39 presidentes, somando 43 mandatos, considerando reeleições e governos em períodos distintos.
Subtítulo: Proposta em análise na Câmara quer garantir dia de descanso remunerado para celebração
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
A Câmara dos Deputados recebeu uma proposta que prevê folga remunerada no dia do aniversário do trabalhador. A proposta em análise na Câmara dos Deputados altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A medida sugere mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para que o benefício seja oferecido.
A proposta, Projeto de Lei 886/25, é de autoria do do deputado Duda Ramos (MDB-RR). O parlamentar defende que uma folga remunerada na data do aniversário é algo almejado pelos trabalhadores, que “desejam poder ter um dia de tranquilidade, descanso e celebração nesse marco tão simbólico da passagem da vida”.
“Nesse sentido, a presente proposição busca incluir na legislação trabalhista esse direito, promovendo o bem-estar e o fortalecimento da saúde mental dos trabalhadores”, defendeu o deputado.
O projeto tramita em caráter conclusivo, quando a proposta é votada apenas pelas comissões designadas a analisar o texto. A medida será analisada pelas comissões de Trabalho; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Em simulação de 1º turno, a diferença do petista para o liberal cai para menos de 7 pontos porcentuais
Lula e Flávio Bolsonaro são pré-candidatos à Presidência da República | Foto: Montagem da Revista Oeste, Agência Brasil e Agência Senado
Levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado na manhã desta quinta-feira, 29, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão em condição de empate técnico em eventual segundo turno na disputa pela Presidência da República.
Na simulação de confronto direto entre os dois, Lula registra 44,8% das intenções de voto. Flávio, por sua vez, surge com 42,2%. Com essa configuração, 8,3% formam o bloco de nenhum/branco/nulo. Além disso, 4,7% não souberam responder ou não quiseram participar.
A diferença do petista para o liberal é inferior à margem de erro do levantamento, que é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos. Dessa forma, o atual presidente poderia ter de 42,6% 47%. A pontuação do senador fluminense variaria de 40% a 44,4%.
O Paraná Pesquisas mostra a evolução da pré-candidatura de Flávio. Em outubro, por exemplo, ele alcançaria 37% das intenções de voto num segundo turno contra Lula, que na ocasião registraria 46,7%.
Levantamento mostra evolução de Flávio Bolsonaro em eventual confronto contra Lula | Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas
Outras simulações de 2º turno
Para o material desta quinta-feira, o Paraná Pesquisas realizou outros dois eventuais cenários de segundo turno, com Lula, mas sem Flávio Bolsonaro.
Em confronto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o petista também aparece numericamente à frente, mas em condição de empate técnico: 43,9% contra 42,5%. Do total de entrevistados, 9,1% disseram que não votariam em nenhum dos dois, votaria em branco ou anularia. Já 4,6% não souberam ou não quiseram responder.
O instituto também simulou como seria um segundo turno entre o presidente e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). Enquanto o petista ficaria com 44,7%, o pessedista somaria 38,9% — diferença fora da margem de erro. Nesse caso, a parcela de nenhum/branco/nulo é de 11,4%, com outros 5% constando como não souberam responder ou não opinaram.
Conforme o Paraná Pesquisas, Lula também estaria tecnicamente empatado com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se o segundo turno da disputa presidencial fosse hoje | Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas
1º turno: diferença de Lula para Flávio cai, mostra Paraná Pesquisas
O instituto Paraná Pesquisas apresentou dois cenários para o primeiro turno. Na simulação de número 1, há lista com sete pré-candidatos à Presidência da República:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 39,8%;
Flávio Bolsonaro (PL) — 33,1%;
Ratinho Júnior (PSD) — 6,5%;
Ronaldo Caiado (PSD) — 3,7%;
Romeu Zema (Novo) — 2,8%;
Renan Santos (Missão) — 1,5%; e
Aldo Rebelo (Democracia Cristã) — 1,1%.
Nenhum/branco/nulo: 6,8%. Não souberam/não opinaram: 4,7%.
O levantamento desta quinta-feira demonstra a diminuição da diferença entre Lula e Flávio no primeiro turno, que passa a ser de 6,7 pontos porcentuais. Há três meses, a diferença era de 18,4% pontos porcentuais a favor do petista: 37,6% a 19,2%.
Tabela mostra diminuição da diferença de Lula sobre Flávio no primeiro turno | Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas
No outro cenário de primeiro turno, o Paraná Pesquisas tirou os nomes de Flávio e Ratinho e incluiu Tarcísio na lista. Medida que ocorre mesmo com o governador paulista dizendo publicamente que não irá disputar a Presidência. Ele já declarou apoio ao senador do PL do Rio de Janeiro.
Com Tarcísio, as intenções de voto ficam da seguinte forma:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 40,7%;
Tarcísio de Freitas (Republicanos) — 27,5%;
Ronaldo Caiado (PSD) — 6,6%;
Romeu Zema (Novo) — 4,4%;
Renan Santos (Missão) — 2%; e
Aldo Rebelo (Democracia Cristã) — 1,4%.
Nenhum/branco/nulo: 10,8%. Não sabem/não opinaram: 6,6%.
Dados do levantamento
Para mapear as intenções de voto em diferentes cenários de primeiro e segundo turnos da disputa pela Presidência da República, a equipe do Paraná Pesquisas entrevistou 2.080 eleitores em potencial, no Distrito Federal e nos 26 Estados brasileiros. As entrevistas ocorreram de 26 a 28 de janeiro.
Fora a já mencionada margem de erro, de 2,2 pontos porcentuais, o instituto afirma que o grau de confiança do material é de 95%.
Corporação aponta que o ex-presidente é um “custodiado sensível” em razão das funções públicas que exerceu, repercussão do caso e do risco de hostilidades
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de adequações operacionais e de segurança relacionadas à custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no 19º Batalhão da PMDF, conhecido como Papudinha.
No ofício, enviado nesta terça-feira (28), a corporação solicita autorização para alterar o dia de visitas do ex-presidente, permitir a realização de caminhadas em locais controlados da unidade e ampliar o acesso à assistência religiosa.
Segundo a PMDF, Bolsonaro é um “custodiado sensível” em razão das funções públicas que exerceu, da repercussão do caso e do risco potencial de hostilidades. A corporação afirma que o tratamento diferenciado não configura privilégio, mas medida preventiva voltada à segurança e à integridade física do preso, de visitantes e do efetivo policial.
Entre os pedidos, a PM solicita que o dia de visitação de Bolsonaro seja transferido, de forma excepcional, da quinta-feira para o sábado. A justificativa é que, nos dias úteis, há intenso fluxo de servidores, custodiados e atividades administrativas na Papudinha, além de coincidência com o dia de visitas dos demais presos da unidade.
De acordo com o documento, aos sábados o fluxo interno é reduzido, não há expediente administrativo regular e não ocorre visitação dos outros presos, o que permitiria maior previsibilidade operacional, controle de acesso e segregação dos ambientes.
A PMDF também pede autorização para que o ex-presidente realize caminhadas de forma controlada e restrita, sob escolta e supervisão permanente. As atividades ocorreriam em locais previamente definidos, como o campo de futebol ou a pista asfaltada nos fundos do núcleo.
O pedido, segundo o ofício, foi feito com base em recomendações médicas e tem como objetivo a preservação da saúde física de Bolsonaro. A corporação afirma que a medida não envolve contato com outros presos nem uso de equipamentos, além de apresentar baixo impacto operacional.
Outro ponto apresentado ao ministro é a extensão da assistência religiosa. A PMDF informou que o atendimento é prestado pela Capelania da corporação, nas vertentes evangélica e católica, sempre sob supervisão do efetivo responsável e observadas as condições de segurança da unidade.
Bolsonaro foi transferido para a Papudinha no dia 16 deste mês, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Antes, ele estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.
Comentaristas da GloboNews afirmaram, nesta segunda-feira (26), durante o programa Estúdio I, que o STF enfrenta uma crise que afeta a credibilidade da Corte e deve repercutir no cenário político.
O jornalista Merval Pereira disse que a situação tende a se agravar e que ministros precisam se preparar para um período difícil.
– É inevitável que o Supremo enfrente este problema, porque se continuar assim, vai continuar afetando a credibilidade do Supremo enquanto as novidades aparecerão. Não há dúvida nenhuma. Ninguém pense que isso vai acabar. Não pense que não tem gente querendo fazer delação premiada, não tem gente querendo contar mais história. Não há como escapar a não ser com censura. Os ministros do Supremo têm que se preparar para um ano muito duro.
Merval também afirmou que, por ser ano eleitoral, o tema do impeachment de ministros deve ser explorado nas campanhas, com apoio popular, pois a população quer saber quem roubou e quem está defendendo o Banco Master.
A comentarista Andréia Sadi concordou e disse que o impeachment de ministros deixou de ser uma pauta restrita à chamada “extrema-direita”.
Já Octavio Guedes comentou a declaração do ministro Gilmar Mendes sobre o caso, mesmo com a Lei Orgânica da Magistratura vetando esse tipo de posicionamento público.
Lula participou da inauguração da fábrica de insulina da farmacêutica Biomm, que tem o Banco Master como acionista
Lula durante inauguração da fábrica da Biomm, em Minas, em 2024 Foto: Ricardo Stuckert / PR
Antes do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o banqueiro Daniel Vorcaro, realizado fora da agenda oficial no Palácio do Planalto em 4 de dezembro de 2024, houve um episódio que ajuda a contextualizar a relação entre os personagens envolvidos. Meses antes, em abril daquele ano, Lula participou da inauguração da fábrica de insulina da farmacêutica Biomm, em Nova Lima (MG).
A Biomm tem como principal acionista o Banco Master, por meio do Fundo Cartago, com 25,86% do capital. Apesar de o Master deter a maior fatia da companhia, Vorcaro não esteve presente na cerimônia de abril de 2024. Na ocasião, Lula dividiu o palco com outros sócios da Biomm, como Walfrido dos Mares Guia, que possui 5,53% da empresa, e Lucas Kallas, da Cedro Participações, acionista com 8%.
Kallas, por sinal, também é um nome que já esteve nos noticiários por ter sido citado em investigações da Polícia Federal, como as operações Parcours e Rejeito. Empresário do setor de mineração, ele nega irregularidades. Um ponto de convergência entre Vorcaro e Kallas, aliás, é que ambos figuram em inquéritos sob relatoria do ministro Dias Toffoli, no Supremo Tribunal Federal.
Toffoli é responsável na Suprema Corte tanto pelo caso do Banco Master, relacionado à Operação Compliance Zero, quanto pelo inquérito da Operação Rejeito, no qual o nome de Kallas aparece como citado.
A proximidade de Lula com Lucas Kallas, porém, não se restringe à inauguração da fábrica da Biomm em abril de 2024. Em fevereiro de 2025, o petista elogiou o empresário durante a assinatura do contrato de concessão do terminal ITG-02, no Porto de Itaguaí (RJ). O Grupo Cedro arrematou a área por R$ 1 milhão e assumiu o compromisso de investir cerca de R$ 3 bilhões ao longo de três anos.
Na ocasião, Lula afirmou que Kallas era sério, comprometido com o desenvolvimento do país. O empresário, no entanto, tem um histórico de menções em investigações. Em 2008, foi preso durante a Operação João de Barro, que apurava desvios de recursos do PAC no segundo mandato de Lula. Em entrevista à Agência Pública, ele afirmou que a maioria das ações foi encerrada com reconhecimento de sua inocência.
Em março de 2025, voltou a ser citado pelaOperação Parcours, que investigou supostas irregularidades ambientais na Mina Curumi, em Minas, atribuídas à Empresa de Mineração Pau Branco. Segundo a PF, o prejuízo ambiental estimado chegaria a R$ 832 milhões. Kallas afirmou que sua inclusão no inquérito era “completamente descabida”.
Já em setembro de 2025, seu nome apareceu citado em documentos da Operação Rejeito, que apurou crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro com lucro estimado em ao menos R$ 1,5 bilhão. A investigação chegou ao STF após menção ao senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ficando sob relatoria do ministro Dias Toffoli.
A reunião aconteceu logo após a escolha do ex-procurador Wellington César Lima como novo ministro da Justiça
Foto: Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve um almoço reservado com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes recentemente em Brasília, segundo a coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.
O encontro ocorreu em meio à crise envolvendo magistrados e o Banco Master, e não constou nas agendas oficiais de nenhum dos dois. De acordo com três fontes do governo e do Judiciário ouvidas pela coluna, Lula e Moraes almoçaram a sós.
Aliados afirmam que a pauta principal foi segurança pública. A reunião aconteceu logo após a escolha do ex-procurador Wellington César Lima como novo ministro da Justiça.
Este foi o segundo encontro entre os dois em janeiro. No dia 15, Lula havia recebido Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e outros integrantes do governo em uma reunião ampliada.
A poucos dias de visitar Jair Bolsonaro na Papudinha, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que, se o ex-presidente pedisse para ele disputar a Presidência, recusaria o convite. A declaração foi feita nesta terça-feira (27).
“Isso [o pedido] não vai acontecer. Mas eu diria não”, disse o governador. Tarcísio contou que já discutiu o assunto com o ex-presidente na última vez em que se encontraram, em setembro do ano passado. “Na última visita que eu fiz ao Bolsonaro, e ele estava na prisão domiciliar, antes de ele vir para o regime fechado, ele me perguntou: ‘E aí, Tarcísio, eleição presidencial: qual é a sua posição?’ Eu digo: ‘Minha posição é ficar em São Paulo.’ Eu fui muito contundente, muito claro com ele com relação a isso, porque também eu precisava manter uma linha de coerência.”
Visita a Bolsonaro A visita do governador ao ex-presidente — que está preso na “Papudinha”, prédio do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília — está agendada para a próxima quinta-feira (29).
Inicialmente, o encontro estava previsto para a última quinta-feira (22), mas foi adiado pelo governador. Em nota à imprensa, a assessoria de Tarcísio alegou que o cancelamento foi devido aos compromissos que ele teria no estado. “A visita do governador Tarcísio de Freitas ao presidente Bolsonaro será adiada a pedido do governador para cumprimento de compromissos em São Paulo. Uma nova data será solicitada.”
*Metro1 Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil | Celso Silva / Governo de São Paulo
Sigla aponta interferência atípica em inquérito e questiona resort de família
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
A bancada do Partido Novo formalizou, nesta segunda-feira (26), uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) e um pedido de investigação na Polícia Federal contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A sigla alega a existência de uma “interferência atípica” do magistrado na condução de um inquérito que envolve o Banco Master, do qual ele é o relator.
A movimentação ocorre após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivar um pedido anterior de parlamentares que buscavam o impedimento e a suspeição do ministro. Na ocasião, o questionamento baseava-se em uma viagem de Toffoli em aeronave particular com o advogado Augusto Botelho, que representa um dos diretores da instituição financeira.
No documento enviado às autoridades, os parlamentares Adriana Ventura (SP), Marcel van Hattem (RS) e o senador Eduardo Girão (CE) solicitam que a Polícia Federal apure a “real titularidade” do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR). O empreendimento já pertenceu, em parte, a irmãos do ministro e tem sido alvo de questionamentos sobre possíveis ligações com o magistrado.
Condução de Toffoli no caso Master
A condução de Toffoli no caso Master tem gerado controvérsias devido a decisões processuais recentes, como o sigilo do inquérito, que tramita sob o segundo maior nível de restrição do STF, ocultando inclusive a lista de advogados habilitados.
O ministro chegou a convocar um embate presencial entre o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, e o dono do Master, Daniel Vorcaro, mas recuou após repercussão negativa, transferindo a decisão sobre a oitiva para a PF.
Toffoli determinou que depoimentos previstos para ocorrer ao longo de duas semanas fossem concentrados em apenas dois dias, definidos para esta segunda (26) e terça-feira (27).
Até o momento, o gabinete do ministro Dias Toffoli não se manifestou oficialmente sobre a representação protocolada pelo partido.
Encontro em dezembro de 2024 reuniu cúpula do governo petista e representantes do Banco Master
Lula recebeu Vorcaro no Palácio do Planalto a pedido do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega I Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva omitiu uma reunião com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de sua agenda oficial. O encontro foi realizado em dezembro de 2024, no Palácio do Planalto, e durou cerca de uma hora e meia.
Além de Lula e Vorcaro, estiveram presentes na reunião o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega; o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; Gabriel Galípolo, que já estava indicado para assumir a presidência do Banco Central (BC); e o então CEO do Banco Master, Augusto Lima.
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De acordo com o site Metrópoles, o encontro foi marcado por Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Lula que tinha um contrato de R$ 1 milhão por mês para prestar serviços de consultoria ao Banco Master.
O ex-ministro atuou como consultor do Master durante as negociações de venda para o Banco Regional de Brasília (BRB). O BC, entretanto, vetou a operação.
Mantega exerceu a função entre julho de 2024 e novembro de 2025, período em que recebeu ao menos R$ 16 milhões em honorários. Ele deixou a consultoria do Master depois de o Banco Central decretar a liquidação da instituição financeira.
Lula comenta caso Master pela primeira vez
Na última sexta-feira, 23, durante evento em Maceió (AL), Lula disse que há muitas pessoas que defendem o Banco Master por “falta de vergonha na cara”. O petista não mencionou nomes.
“Não é possível que a gente continue vendo pobre ser sacrificado enquanto tem um cidadão, sabe, do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”, afirmou Lula. “E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica, é o Itaú. E ainda tem gente que defende, porque também está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara neste país.”
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, cumpre medidas cautelares no âmbito Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF). A investigação apura fraudes na negociação de carteiras de crédito entre o Banco Master e o BRB.
O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Dias Toffoli.