Programa é uma das principais apostas do governo Lula para as eleições

A apreciação da proposta pelo Congresso Nacional era urgente porque, caso não fosse apreciada até o dia 11 de fevereiro, a MP perderia validade | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A apreciação da proposta pelo Congresso Nacional era urgente porque, caso não fosse apreciada até o dia 11 de fevereiro, a MP perderia validade | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira, 3, a Medida Provisória (MP) 1.313/2025, que cria o programa Gás do Povo, uma das apostas do governo Lula para as eleições de 2026. Por ter sido aprovada com alterações, a medida segue agora para sanção presidencial.

A apreciação da proposta pelo Congresso Nacional era urgente porque, caso não fosse apreciada até o dia 11 de fevereiro, a MP perderia validade. A medida já havia sido aprovada no plenário da Câmara dos Deputados na noite desta segunda-feira, 2, pelo placar de 415 votos a favor a 29 votos contra, além de duas abstenções.

O programa Gás do Povo substitui o Auxílio Gás dos Brasileiros, criado durante o governo de Jair Bolsonaro, também voltado para ajudar famílias de baixa renda a comprar gás de cozinha. De acordo com dados do Poder Executivo, o Auxílio Gás contemplava mais de 5 milhões de famílias pelo país.

A medida praticamente triplica o público que tem direito ao benefício, com expectativa de distribuir gás de cozinha gratuitamente para 15 milhões de pessoas. A iniciativa também cria a modalidade de gratuidade do botijão de 13 quilos de GLP, adquirido diretamente em revenda varejista autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Como funciona o Gás do Povo

O programa recém-aprovado pelo Congreso mantém a modalidade do Auxílio Gás de pagamento do benefício em dinheiro. Nesta alternativa, a família beneficiada tem direito, bimestralmente, a um valor correspondente a uma parcela de, no mínimo, 50% sobre o preço médio do botijão de GLP ao consumidor final.

A lei considera como disponibilização do botijão de GLP apenas a recarga do conteúdo, compreendida como a entrega do botijão cheio mediante devolução do botijão vazio. 

Para se tornar beneficiária, a família precisa estar inscrita no CadÚnico e receber uma renda per capita menor ou igual a meio salário mínimo (equivalente a R$ 810,50 atualmente).

Toda revenda credenciada é obrigada a afixar, em local visível ao público, a informação de que participa do programa, com informações úteis aos beneficiários. As revendas que praticarem infrações ficam sujeitas a multa de até R$ 50 mil, suspensão temporária do credenciamento e, até, descredenciamento definitivo do programa.

Informações Revista Oeste


Um ex-funcionário do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, afirmou que o empresário costumava mencionar, de forma recorrente, uma suposta proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao negociar com fornecedores e parceiros comerciais. O relato foi publicado nesta terça-feira (3) pelo colunista Tácio Lorran, do site Metrópoles.

– Antonio falava abertamente sobre o filho do rapaz!!! Fábio Lula da Silva. Falava “filho” e sinalizava mostrando a mão com quatro dedos… Falou o nome de Fábio Lula diversas vezes, a mim, a alguns parceiros comerciais, em reunião de diretoria – disse a testemunha.

De acordo com o colunista, essa foi a primeira entrevista concedida pelo ex-funcionário de Antonio Carlos. O nome foi mantido em sigilo por segurança, após relatos de possíveis ameaças atribuídas ao lobista em meados de 2025. Além do encontro presencial com a coluna, a testemunha encaminhou respostas por escrito, que foram anexadas ao material jornalístico.

No depoimento prestado à Polícia Federal, o ex-funcionário também confirmou ter ouvido do próprio Antunes que haveria o pagamento de uma mesada de R$ 300 mil ao filho do presidente, além da antecipação de 25 milhões (sem ter sido citada a moeda) relacionados a projetos na área da saúde, como o Amazônia e o Teste de Dengue.

Segundo a testemunha, o lobista dizia encontrar Lulinha algumas vezes em São Paulo e no Distrito Federal. Mensagens obtidas pela PF mostram que o lobista transferiu R$ 1,5 milhão para Roberta Luchsinger, amiga próxima do filho de Lula. Em uma dessas transferências, Antunes afirmou que o valor seria destinado ao “filho do rapaz”, expressão interpretada pelos investigadores como referência a Lulinha.

Roberta é apontada pela Polícia Federal como parte do núcleo político do esquema. Mesmo após a primeira fase da operação, deflagrada em abril de 2025, ela manteve contato com o lobista. Em mensagens interceptadas, Luchsinger demonstrou preocupação ao saber que a PF havia apreendido um envelope “com o nome do nosso amigo”.

Em nota enviada anteriormenete, a defesa de Roberta sustentou que as tratativas diziam respeito a uma atuação no mercado de canabidiol e negou qualquer envolvimento no esquema de fraudes do INSS.

*Pleno.News
Fotos: Carlos Moura/Agência Senado // Juca Varella/Estadão


Ex-presidente está preso na Papudinha desde 15 de janeiro

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O ex-presidente Jair Bolsonaro, em registro de 14/9/2025, quando deixou o Hospital DF Star; neste sábado, 22, ele foi alvo de mais uma decisão de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ex-vereador Carlos Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 2, que o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta piora enquanto está sob custódia. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira, 2, na qual relata receber informações diárias de pessoas “legalmente autorizadas” a acompanhar o pai quando não pode visitá-lo.

A família tem autorização para estar presente por “poucas horas”, às quartas-feiras e aos sábados. No texto, Carlos afirma que “seu quadro só piora a cada dia”, e acrescenta que “a apatia se aprofunda de forma acelerada e visível”. Na mesma publicação, ele diz que “o que estão fazendo com um homem inocente não é fruto do acaso” e afirma que “há método, há intenção”.

Carlos também indaga os limites das ações adotadas: “Até onde pode chegar a maldade humana? Até que ponto irão, sem freios morais, sem limites legais, sem qualquer resquício de humanidade?”. Ao final, conclui: “Isso não é justiça, é crueldade deliberada”.

Saúde de Bolsonaro é delicada desde a facada

Desde a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro enfrenta problemas de saúde recorrentes, sobretudo no sistema digestivo. O ataque provocou lesões abdominais graves, que resultaram em diversas cirurgias ao longo dos anos, além de internações por obstruções intestinais e dores persistentes.

Em abril de 2025, Bolsonaro sentiu fortes dores durante um evento político no Rio Grande do Norte e precisou ser transferido para atendimento hospitalar em Natal e, posteriormente, em Brasília. No dia 13 daquele mês, passou por uma cirurgia que durou cerca de 12 horas, a mais longa enfrentada pelo ex-presidente.

Ainda em 2025, Bolsonaro passou por novos atendimentos médicos, como intervenções para bloqueio do nervo frênico, técnica indicada em casos graves e persistentes de soluços, além de uma cirurgia realizada em dezembro para correção das alças intestinais.

Informações Revista Oeste


Durante o ensaio técnico realizado na noite da última sexta-feira (30), na Marquês de Sapucaí, a escola de samba Acadêmicos de Niterói exibiu uma série de imagens zombando do ex-presidente Jair Bolsonaro. A agremiação, estreante no Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro, apresentará um samba-enredo sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre as imagens, que apareciam em um telão fixado a um carro, havia uma que mostrava Bolsonaro com as mãos erguidas e sujas de vermelho, acompanhada da frase “Sem mitos falsos, sem anistia”, verso presente na letra do samba da escola. Em outra, o ex-presidente aparecia em uma montagem com a frase “Nunca estivemos tão bem”, expressão utilizada pelo líder conservador durante o mandato.

Em tom zombador, havia também uma montagem de Bolsonaro vestindo uma roupa semelhante à de presidiário, abraçado com a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), ambos com trajes azul e rosa, acompanhados da frase “menino veste azul e menina veste rosa”. Outra projeção mostrava o ex-presidente com a máscara facial que era utilizada durante a pandemia de Covid-19 e a frase “Quanto importa a vida?”.

Por fim, a escola ainda utilizou imagens em que Bolsonaro aparece sorrindo, com a frase “Rindo igual a um condenado”, além de uma montagem que simulava a capa de uma revista, trazendo o rosto do ex-presidente e o título “Pintou um clima”.

A Acadêmicos de Niterói será a primeira escola a desfilar, no dia 15 de fevereiro, um domingo, com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que retrata a trajetória do petista desde a infância em Garanhuns (PE), a migração para São Paulo, até os mandatos como presidente da República.

Há a expectativa de que políticos acompanhem o desfile no Sambódromo, com convites organizados pela equipe presidencial. No entanto, até a publicação desta reportagem, não havia a confirmação sobre a presença de Lula na Sapucaí.

*Pleno.News
Foto: Reprodução/Print de Vídeo das Redes Sociais


Sessão solene marca retomada dos julgamentos, com presença de autoridades e debate interno sobre Código de Conduta para ministros

Os ministros do STF, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, Luiz Inácio Lula da Silva e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, durante a solenidade comemorativa ao Dia do Soldado, em 2024, Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os ministros do STF, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, Luiz Inácio Lula da Silva e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, durante a solenidade comemorativa ao Dia do Soldado, em 2024, Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta segunda-feira, 2, os trabalhos do Judiciário em 2026. A sessão solene de abertura está marcada para as 14h e simboliza o reinício das atividades regulares da Corte, como votações e julgamentos em plenário.

Além de ministros do STF, o presidente da República vai participar da solenidade, que tem caráter simbólico e não envolve julgamento de processos. Os presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), também confirmaram presença no evento.

O pronunciamento de abertura do Ano Judiciário será feito pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, em um cenário no qual dez ministros estarão presentes. A Corte opera com uma vaga em aberto desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Luís Roberto Barroso, ex-presidente do STF e ministro aposentado do STF | Foto: Antonio Augusto/STF
Luís Roberto Barroso, ex-presidente do STF e ministro aposentado do STF | Foto: Antonio Augusto/STF

Entre os ministros do STF, somente Luiz Fux não estará presente. O magistrado foi diagnosticado com pneumonia dupla, causada pelo vírus influenza, informou o gabinete do magistrado, segundo o portal Metrópoles. Ele vai seguir a orientação médica de evitar comparecer a eventos, mas deve acompanhar a cerimônia por videoconferência.

STF retoma atividades em meio ao caso Master

A retomada das atividades ocorre em meio ao avanço do inquérito do caso Master, sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Durante o recesso, Fachin antecipou seu retorno a Brasília para lidar com a crise institucional em torno do processo. O presidente da Corte tem dialogado com os demais ministros na tentativa de construir e aprovar um Código de Conduta.

Nos bastidores, setores da classe política em Brasília passaram a defender o afastamento de Toffoli do caso, especialmente diante de decisões consideradas contraditórias e de reportagens que indicam uma ligação do ministro com um resort no Paraná, associado a fundos investigados no âmbito do caso Master.

O empreendimento apelidado de resort do Toffoli tem funcionários que tratam o magistrado como dono apesar da ausência de registro formal | Foto: Reprodução

Diante do desgaste de imagem do tribunal, Fachin retornou à capital cerca de uma semana antes do fim das férias coletivas e discutiu o tema com os colegas. Nesse contexto, retomou a proposta apresentada no ano passado para a criação de um Código de Conduta para os ministros do STF.

Apesar da intenção de Fachin, ainda não existe um documento formal com diretrizes definidas — apenas debates internos entre os magistrados.

Informações Revista Oeste


Em viagem ao Oriente Médio, os dois já registraram encontros com ao menos 16 autoridades, entre primeiros-ministros, presidentes, ministros e parlamentares.

Foto: © Agência Câmara

Sem mandato na Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro tem utilizado a influência política que conseguiu após anos de construção de alianças na direita internacional para tentar impulsionar a candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em viagem ao Oriente Médio, os dois já registraram encontros com ao menos 16 autoridades, entre primeiros-ministros, presidentes, ministros e parlamentares.

A princípio, Flávio informou ao Senado que se afastaria do Brasil em missão oficial de 18 de janeiro a 7 de fevereiro e custearia a viagem com dinheiro público. Depois, o senador postergou a volta por mais cinco dias e afirmou que pagaria suas despesas com recursos próprios.

Os irmãos já visitaram Israel e Bahrein e planejam seguir para os Emirados Árabes Unidos e para o Catar. Avaliam ainda viajar pela Europa, mas os países ainda não estão definidos. No início de janeiro, Flávio Bolsonaro também foi aos Estados Unidos, onde o irmão mora desde março de 2025.

Ainda que tenha sido cassado no final do ano por excesso de faltas, Eduardo Bolsonaro continua sendo apresentado como parlamentar em eventos, como na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada em Jerusalém.

Sem mandato e após sofrer derrotas recentes na relação com Donald Trump, que depois de diálogo com Lula diminuiu o impacto das tarifas e revogou a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Bolsonaro agora foca em apresentar o irmão a lideranças internacionais da direita com foco em sua pré-candidatura ao Planalto.

“Senhoras e senhores, eu discurso hoje não só como senador, mas como pré-candidato a presidente do Brasil”, afirmou Flávio em discurso na conferência em Israel, na última terça-feira (27).
Disse ainda que os Estados Unidos ajudaram a “construir um novo modelo de cooperação internacional” e uma nova fase para a América Latina.

Em Israel, os irmãos se encontraram o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu; o presidente, Isaac Herzog; e o ministro de Combate ao Antissemitismo, Amichai Chikli, com quem gravaram um vídeo no qual Eduardo chama integrantes do Hamas de “selvagens”.

Os dois também estiveram com outras autoridades, como o ex-primeiro-ministro da Áustria Sebastian Kurz, o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, e o embaixador argentino Axel Wahnish. A foto que postaram com o embaixador foi compartilhada pelo presidente da Argentina, Javier Milei.

Os irmãos ainda publicaram fotos com ao menos seis deputados do Parlamento Europeu, como os espanhóis Hermann Tertsch e Jorge Buxadé, do partido Vox, o português Pedro Frazão, vice-presidente do Chega, e o polonês Dominik Tarczynski. Após o encontro, Tarczynski fez uma publicação em que defende a eleição de Flávio em 2026.

Em Bahrein, estiveram com o primeiro-ministro e príncipe herdeiro, Salman bin Hamad bin Isa Al Khalifa, com o príncipe Sheikh Khalid bin Hamad Al Khalifa, e com o parlamentar Hassan Ibrahim Hassan. De acordo com o senador, os compromissos são voltados “ao diálogo institucional, à cooperação internacional e à troca de experiências em temas estratégicos”.

A aproximação de Flávio Bolsonaro com as articulações internacionais de Eduardo marca uma virada na trajetória política do senador, que não participou das principais comitivas parlamentares lideradas por Eduardo desde 2024 para denunciar a suposta existência de uma “ditadura” no país e pedir por sanções contra o país.

Depois que Jair Bolsonaro (PL) deixou a Presidência, o senador fez apenas três viagens internacionais em missão oficial: foi a um seminário promovido por bolsonaristas na Espanha e a uma conferência na Itália e visitou prisões em El Salvador.

O senador não integrou, por exemplo, a comitiva bolsonarista a Washington que envolveu ao menos 15 parlamentares em abril passado. Entre eles, estiveram os deputados Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rodrigo Valadares (União Brasil-SE), que agora acompanham os irmãos na viagem ao Oriente Médio.

Eduardo foi denunciado em setembro passado sob a acusação de tentar intervir nos processos do ex-presidente. Em novembro, Moraes determinou o cancelamento do passaporte diplomático dele.

“A articulação internacional é central para a extrema direita e para o bolsonarismo, porque a ascensão da ultradireita é um fenômeno global”, afirma o professor de relações internacionais e coordenador do Observatório da Extrema Direita, David Magalhães.

Ele avalia que o respaldo que Flávio busca com as autoridades estrangeiras pode beneficiá-lo tanto internacionalmente, ao “reduzir o custo político” de posições radicais, quanto nacionalmente, ao construir uma “imagem de pertencimento a um campo político global” para os apoiadores mais ideológicos.

Nesse processo, o professor considera que Eduardo é essencial, em função do “capital político que ele acumulou ao longo dos últimos anos”. “O que se observa agora é uma tentativa de transferir parte desse capital político, dessas conexões e dessa legitimidade internacional para Flávio Bolsonaro, apresentando-o como herdeiro e continuidade dessa articulação internacional já consolidada”, finaliza.

Fonte: notícias ao minuto


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, que integra o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Segundo decisão assinada nesta sexta-feira (30), Nikolas poderá visitar Bolsonaro no dia 21 de fevereiro, um sábado, no horário das 8h às 10h.

O despacho também autoriza a entrada de outros parlamentares em datas e horários distintos. No mesmo dia da visita de Nikolas, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) poderá ver o ex-presidente das 11h às 13h.

Conforme o cronograma estabelecido pelo Supremo, para o dia 18 de fevereiro, uma quarta, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) foi autorizado a comparecer das 11h às 13h. Já o senador Bruno Bonetti (PL-RJ) poderá realizar a visita das 8h às 10h. Primeiro suplente de Romário (PL-RJ), Bonetti tomou posse em dezembro após o titular entrar de licença.

Bolsonaro foi transferido no dia 16 de janeiro para a Papudinha por determinação do ministro Alexandre de Moraes. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

ROTINA DE BOLSONARO NO BATALHÃO DA PMDF
A direção da Penitenciária da Papudinha enviou ao STF nesta sexta-feira, 30, um relatório com detalhes sobre a rotina de Bolsonaro no período entre 15 e 27 de janeiro de 2026.

Segundo o relatório, o ex-presidente recebe acompanhamento médico diário, realizado tanto por profissionais particulares quanto por equipes da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.

O documento também informa que Bolsonaro iniciou sessões de fisioterapia no dia 17, atividade que passou a realizar quase todos os dias. Bolsonaro mantém uma rotina regular de caminhadas como prática de atividade física.

Em relação às visitas, a unidade prisional registrou encontros semanais com a mulher, Michelle Bolsonaro (PL), às quartas e quintas-feiras, conforme previsto nas regras internas do presídio.

O relatório aponta que as reuniões com a equipe de defesa ocorrem com frequência praticamente diária. Em alguns dias, Bolsonaro participou de atividades de capelania, serviço de assistência religiosa oferecido no sistema prisional, que inclui acompanhamento espiritual, orações e orientações pastorais.

*AE
Foto: Reprodução/YouTube/SilasMalafaia


Ex-presidente da República cumpre pena na Papudinha, em Brasília

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O ex-presidente Jair Bolsonaro, em registro de 14/9/2025, quando deixou o Hospital DF Star; neste sábado, 22, ele foi alvo de mais uma decisão de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Nesta sexta-feira, 30, a defesa de Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para o ex-presidente receber os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Ubiratan Sanderson (PL-RS), assim como os senadores Carlos Portinho (PL-RJ) e Bruno Bierrenbach Bonetti (PL-RJ).

Bolsonaro cumpre pena de quase 30 anos de prisão na Papudinha, em Brasília. Anteriormente, ele estava na Superintendência da Polícia Federal.

No ano passado, a 1ª Turma da Corte condenou Bolsonaro, em virtude de suposta tentativa de golpe de Estado.

Depois de uma reunião entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e ministros do STF, espera-se que o regime seja convertido para domiciliar.

Ontem, Moraes negou a solicitação de visita do presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, e do senador Magno Malta (PL-RS).

Moraes justificou o ato ao mencionar que Costa Neto está sendo investigado em procedimentos correlatos a Bolsonaro.

Já em relação a Malta, seria em razão de suposta desobediência a ordens do próprio STF.

Michelle chama Nikolas Ferreira de filho “06” de Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, durante almoço com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto — 12/3/2025 | Foto: Ton Molina/Foroarena/Estadão Conteúdo
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, durante almoço com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto — 12/3/2025 | Foto: Ton Molina/Foroarena/Estadão Conteúdo

No começo desta semana, Michelle chamou Ferreira de “filho 06” de Bolsonaro.

O post da ex-primeira-dama foi publicado depois da Caminhada pela Liberdade, liderada por Ferreira.

“O Brasil acordou, 06 — lembra que o Jair te adotou em Minas Gerais?”, escreveu Michelle no Instagram.

Informações Revista Oeste


Negociações avançaram depois da visita técnica da Polícia Federal à Papudinha, no Distrito Federal

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A mobilização envolve diretamente Michelle Bolsonaro, conta com o apoio reservado de nomes como Gilmar Mendes e Nunes Marques | Foto: Shutterstock

A costura por uma eventual transferência de Jair Bolsonaro ganhou força entre aliados, autoridades do Planalto e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O jornal O Globo divulgou as informações nesta sexta-feira, 30.

A mobilização envolve diretamente Michelle Bolsonaro, conta com o apoio reservado de nomes como Gilmar Mendes e Nunes Marques e tem como trunfo um novo laudo médico produzido pela Polícia Federal (PF).

Gilmar convenceu Alexandre de Moraes, relator do inquérito sobre a suposta tentativa de golpe, a receber Michelle em seu gabinete no dia 15 de janeiro. Inclusive, o próprio Gilmar conversou com a ex-primeira-dama e, embora ressalte que a decisão cabe a Moraes, tem manifestado apoio à mudança de regime em razão das condições médicas de Bolsonaro.

Kassio Nunes, por sua vez, já transmitiu a Moraes sua concordância com a eventual transferência para o regime domiciliar.

Laudo médico embasa pedido por prisão domiciliar

Na semana passada, uma equipe de três peritos da PF esteve na Papudinha, Sala de Estado-Maior dentro do Complexo da Papuda, onde Bolsonaro está detido. O laudo médico ainda não foi finalizado, mas já se tornou peça central nas tentativas de revisão do regime.

Aliados e integrantes do Judiciário e do Executivo demonstram preocupação com um possível agravamento do estado de saúde do ex-presidente.

O temor ganhou força depois da morte de Cleriston Pereira da Cunha, ocorrida em 2023. Preso preventivamente pelos atos do 8 de janeiro, ele sofreu um mal súbito durante o banho de sol e morreu dentro da Papuda.

Inclusive, no dia 15 de janeiro, advogados e parlamentares acionaram a Organização dos Estados Americanos, por meio da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, com um pedido de concessão de medidas cautelares em favor de Bolsonaro.

De acordo com os signatários, o ex-presidente é idoso, possui comorbidades e enfrenta quadro clínico incompatível com a permanência no cárcere.

Nesse sentido, a petição sustenta que esse histórico “constitui parâmetro concreto de advertência acerca dos riscos associados à manutenção da custódia de pessoas clinicamente vulneráveis diante de alertas médicos reiterados”.

Informações Revista Oeste


No documento, parlamentar destaca que a não divulgação desse compromisso contraria os princípios da moralidade administrativa

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A senadora Damares Alves foi ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo de Jair Bolsonaro | Foto: Clarice Castro/MMFDH

Questionamentos sobre transparência motivaram a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) a encaminhar à Procuradoria-Geral da República (PGR), na última terça-feira, 27, um pedido de investigação referente à falta de registro em agenda oficial de um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, realizado em dezembro de 2024.

No documento, a parlamentar destaca que a não divulgação desse compromisso contraria os princípios da moralidade administrativa, estabelecidos pela Constituição Federal. O pedido classifica a reunião como um “compromisso secreto”.

Damares questiona consultoria de Lewandowski 

Damares Alves também solicita que Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Lula, esclareça detalhes sobre sua atuação como consultor do Banco Master. A parlamentar pede que seja apurado se essa consultoria ocorreu durante seu período no ministério.

Entre as medidas sugeridas, Damares propõe a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos envolvidos. Além disso, pede outros procedimentos que possam contribuir para o esclarecimento completo dos fatos.

Haddad detalha conversa de Lula com Toffoli sobre Master

Haddad é um dos cotados para suceder a Lula nas próximas eleições I Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Haddad é um dos cotados para suceder a Lula nas próximas eleições I Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou detalhes de um almoço realizado em dezembro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao portal Metrópoles nesta quinta-feira, 29, o titular da pasta afirmou que Lula deu um “recado conceitual” sobre a oportunidade de entregar um país melhor.

Segundo o ministro, o presidente citou como exemplo as investigações integradas entre a Polícia Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras e o Ministério Público. Fernando Haddad destacou que o STF pode sair fortalecido se agir com a altivez necessária diante da gravidade do caso que envolve o Banco Master. O Banco Central (BC) determinou a liquidação extrajudicial da instituição.

Sobre o proprietário do banco, Daniel Vorcaro, o ministro declarou que o empresário enganou pessoas que agiram de boa-fé. “O cara levou muita gente no bico. Quem agiu de má-fé tem de responder”, disse o chefe da Fazenda. Por causa da quebra da instituição, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) precisará ressarcir credores em um montante de R$ 40,6 bilhões.

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