ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Ex-ministro Antônio Palocci foi delator da operação de combate à corrupção 

Adhemar Palocci já foi citado por empreiteiro investigado na Lava Jato como suposto recebedor de propina na Eletronorte

O engenheiro civil Adhemar Palocci, irmão do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, foi nomeado como integrante do grupo de trabalho da equipe de transição de Minas e Energia do governo eleito de Lula (PT). A portaria, publicada na quinta-feira 8 no Diário Oficial da União, foi assinada por Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito e coordenador do grupo.

Adhemir Palocci é funcionário de Furnas Centrais Elétricas desde 1987 e teve seu nome envolvido na Lava Jato em 2015. Ele foi apontado por Dalton dos Santos Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa, como receptor de propina na Eletronorte, estatal federal relacionada à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O caso não avançou.

Em 2005, dez anos antes da denúncia da Lava Jato, Adhemar foi chamado para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios. Na época, os governistas conseguiram barrar a convocação dele para explicar uma eventual ligação com a corretora InterBrazil, empresa liquidada pela Susep em razão de irregularidades.

A empresa foi investigada por ganhar seguros de estatais no setor elétrico, depois de contribuir para campanhas eleitorais petistas em Goiás e no Brasil. Ele negou as acusações.

Informações Revista Oeste


Urgente: Alexandre de Moraes é denunciado em Corte Internacional por prisão do Cacique Serere

Na noite desta terça-feira (13), o ministro Alexandrede Moraes, do Supremo Tribunal Federal, foi denunciado junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos por violar os diversos artigos do Pacto de San José da Costa Rica, com a prisão do Cacique Serere, da tribo Xavante.

A denúncia, assinada pelo advogado Ricardo Freire Vasconcellos, que possui cidadania norte-americana, pede, em regime de urgência, uma medida cautelar para que a Corte Internacional faça uma recomendação de liberdade imediata do líder indígena, que de acordo com a Lei 6001/73 são considerados inimputáveis.

“A prisão de um indígena sem o devido processo legal e sem respeitar o estatuto dos povos indígenas constitui crime contra os povos indígenas previsto no artigo 58  e agravada a teor do artigo 59, pois o silvícola preso é um Cacique lider do povo Xavante entao suas prisão  representa um ato contra todos indígenas  de sua etnia a teor do artigo 59 da Lei 6001/73”, consta na denúncia.

Vasconcellos é advogado do jornalista conservadorOswaldo Eustáquio.

Veja a íntegra da denúncia: recurso Indio Serere CDIH.

Hora Brasília


Arrumadinho: PT quer ajuda do TCU para driblar Lei das Estatais
Foto: Divulgação

Caso de Mercadante abre fase de consultas ao TCU; Randolfe quer que ação no tribunal de contas “é mais uma interpretação das leis”

Randolfe Rodrigues (Rede-AP) defendeu nesta terça-feira (13) uma consulta ao Tribunal de Contas da União (TCU) para reinterpretar a Lei das Estataise permitir a nomeação de indicações políticas para empresas públicas. Hoje (13), Lula (PT) confirmou Aloizio Mercadante para o comando do BNDES.

“Não precisa alteração. É mais uma interpretação das leis. Acho que é algo que pode ser resolvido a partir de uma consulta ao TCU”disse Randolfe, que lidera a oposição no Senado e integrou o governo de transição.

Integrantes da transição têm defendido alterações na lei para flexibilizar o poder de indicação o presidente da República. Encontrar essas “brechas”, porém, evitaria ao PT o desgaste de articulação mudanças no Congresso.

Um precedente  seria uma indicação do próprio presidente Jair Bolsonaro ao BNDES. Ao indicar Fábio Abrahão à diretoria do banco de fomento, não foi impeditivo o fato de ele ter sido integrante do Partido Social Liberal (PSL), que alçou Bolsonaro ao poder. 
O Antagonista


Anúncio foi feito na coletiva de imprensa com equipe da transição; presidente eleito também comentou sobre a campanha eleitoral

Foto: Reprodução de

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira (13) Aloizio Mercadantecomo próximo presidente do BNDES. Ele também falou do fim das privatizações no país.

“Vai acabar privatizações nesse país. Já privatizaram quase tudo. Vai acabar, e nós vamos provar que algumas empresas públicas vão poder mostrar a sua rentabilidade”, disse.

Ao justificar a escolha de Mercadante para o BNDES, explicou que “precisamos de alguém que pense em desenvolvimento, de alguém que pense em reindustrializar esse país, que pense em inovação tecnológica, de alguém que pense na geração de financiamento ao pequeno, grande e médio empresário para que esse país volte a gerar emprego”.

As falas foram feitas durante coletiva de imprensa da equipe de transição, em que coordenadores falaram brevemente sobre os relatórios finais que os grupos técnicos montaram sobre a situação do governo federal atual e do orçamento.

Participaram do evento a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, Aloizio Mercadante, Flávio Dino, próximo ministro da Justiça, Rui Costa, próximo ministro da Casa Civil, Mauro Vieira, próximo ministro das Relações Exteriores, Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito, a futura primeira-dama Janja e Lu Alckmin.

Campanha, transição e Bolsonaro

Lula também pontuou que a campanha presidencial de 2022 “não foi habitual”, tendo que “enfrentar o Estado brasileiro”. Ele também classificou como sendo, possivelmente, a corrida eleitoral mais difícil que disputou.

“Nunca o Estado brasileiro e suas instituições estiveram tão a serviço de um candidato na história do Brasil desde a proclamação da República como esteve na defesa da campanha do senhor sainte, o senhor Bolsonaro”, comentou.

O presidente eleito afirmou que respeitou quem ganhou nas outras eleições em que disputou, e que Bolsonaro “está mostrando o que ele é agora”, “incentivando os ativistas fascistas que estão nas ruas se movimentando”.

Sobre os relatórios que foram feitos pela equipe de transição, o petista destacou que foi realizada uma “radiografia perfeita do estrago que foi feito nesse país”.

Reforma tributária e compromisso com educação e saúde

Outros pontos de destaque na fala de Lula foram a educação e a saúde, advertindo que o SUS é “incompreendido desde a sua criação”.

“Quero, no dia da minha posse, assumir um compromisso com a educação básica nesse país, com o ensino fundamental desse país”, disse, acrescentando que lutará para ensino integral.

Dentro do escopo da saúde, após falar sobre a população mais pobre não ter acesso a planos de saúde, por exemplo, o presidente eleito pontuou que é necessária uma reforma tributária para “corrigir um pouco as injustiças centenárias que tem nesse país”.

“Governar para todos de verdade significa: o crescimento do PIB não é um número para ser utilizado em manchete de jornal. O crescimento do PIB só tem sentido se a gente distribuir o crescimento com aqueles que produziram o crescimento, que é o povo trabalhador desse país”, finalizou Lula.

Informações CNN


Texto foi aprovado no Senado e é considerado primordial pelo novo governo para viabilizar gastos de 2023. Lira diz que tema será levado aos partidos e prevê concluir análise na próxima terça.

Lula cumprimenta Lira e Pacheco durante diplomação no TSE, na segunda (12) — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Lula cumprimenta Lira e Pacheco durante diplomação no TSE, na segunda (12) — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo 

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta terça-feira (13) que o texto da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Transição – que servirá para viabilizar o Bolsa Família de R$ 600 no próximo ano – ainda “será negociado” com todos os partidos. 

Lira praticamente descartou a conclusão da votação do texto ainda nesta semana – o que deve desagradar aliados do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

“O texto será negociado, com o relator designado a partir de amanhã, conversando com todos os membros das bancadas. E o texto final, negociado com todos os partidos, será levado a plenário”, declarou Lira após almoço com a Frente Parlamentar Agropecuária. 

“Nós vamos fazer o esforço [para votar nesta semana], vai depender da conversa do relator a partir de amanhã cedo, vou combinar agora no colégio de líderes com os partidos. Há, sim, a previsão de iniciar quarta ou quinta e de terminar na terça-feira [20]”, prosseguiu. 

A PEC da Transição, já aprovada no Senado, amplia o teto de gastos para permitir a manutenção do pagamento de R$ 600 do Bolsa Família. 

O texto também retira da regra fiscal R$23 bilhões em investimentos – dinheiro obtido com o excesso de arrecadação e que, sem essa mudança, seria usado para reduzir a dívida pública. 

Parte desse montante deve ser destinado ao pagamento de emendas de relator. Atualmente, R$ 7,7 bilhões estão bloqueados justamente para cumprir o teto de gastos. 

O teto de gastos é uma regra que limita o crescimento da maioria das despesas do governo federal. A cada ano, o crescimento do gasto público não pode superar a inflação do período anterior. 

A PEC que tramita no Congresso também permite que o governo eleito recomponha o orçamento de pastas e programas considerados essenciais cumpra outras promessas de campanha, como o reajuste do salário mínimo acima da inflação. 

O governo de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tenta agilizar a aprovação das novas regras para integrar a PEC ao Orçamento de 2023 e, com isso, começar a executar os valores já após a posse. 

Nesta terça, depois de detalhar seu parecer do Orçamento de 2023, o senador Marcelo Castro (MDB-PI) ressaltou que, se a PEC não for aprovada, será “um caos do ponto de vista fiscal”. Veja detalhes abaixo:

PEC da Transição: líderes de partidos discutem quando o texto vai ser votado na Câmara

PEC da Transição: líderes de partidos discutem quando o texto vai ser votado na Câmara 

Lira negou que a negociação pela aprovação da PEC envolva cargos no governo Lula. 

“A gente tem que parar com essa história de vender toma lá, dá cá o tempo todo. Essa presidência nunca se pautou há dois anos por cargo nenhum em governo nenhum”, disse. 

“Não vamos, já que o Senado votou uma matéria que será pertinente a todos os outros anos, dizer que, porque existe esse ano essa matéria, vai estar condicionada à aprovação ou não”.

Informações UOL


Atitude do petista durante cerimônia de diplomação causou revolta na internet

| Foto: Reprodução/ Justiça Eleitoral

A diplomação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula (PT), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) virou assunto na internet nesta segunda-feira, 12. Durante a cerimônia do Hino Nacional, o petista foi flagrado bebendo água em vez de cantar a música patriótica. 

A atitude de Lula gerou críticas de opositores nas redes sociais. Para alguns internautas, o ato de beber água durante o Hino Nacional simbolizou um desprezo ao país. “A falta de respeito é tão grande que isso não causa espanto”, escreveu um usuário, no Twitter. 

“Não sei o que é pior: ‘Loola’ bebendo água durante o Hino, ou os outros canalhas fingindo reverência ao Hino do país que eles estão jogando num poço sem fundo”, afirmou outro internauta.

“Ele não tem compromisso algum com o país, tanto que não é capaz nem de esperar alguns minutos para beber água, pois ele faz questão de tornar o rito do Hino Nacional irrelevante para ele”, argumentou um opositor.

Cerimônia polêmica

Lula e seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), foram diplomados em Brasília pelo TSE. A entrega dos diplomas foi feita pelo presidente da Corte, Alexandre de Moraes. Além de formalizar o resultado das eleições, o ato solene confirma que o presidente eleito está apto para tomar posse em 1º de janeiro.

“Esse diploma não é meu, mas do povo que reconquistou o direito de viver em uma democracia neste país”, disse Lula. “Na minha primeira diplomação, em 2002, fiquei honrado em receber o diploma. Eu, alguém que sempre foi questionado por não ter um diploma universitário”, continuou o presidente eleito.

Além de gerar críticas por beber água durante o Hino Nacional, o petista causou mais uma polêmica ao atacar o presidente Jair Bolsonaro (PL), chamando-o de “destruidor” e de “intimidador dos mais vulneráveis”. “Eles semearam a mentira e o ódio, mas a democracia venceu”, declarou.

Segundo Lula, poucas vezes na história do Brasil a democracia foi ameaçada. “O povo brasileiro escolheu o amor ao invés do ódio”, afirmou. O petista ainda elogiou a ação do TSE e do Supremo Tribunal Federal, durante o pleito de 2022.

Informações Revista Oeste


Por J.R. Guzzo

O primeiro ato concreto do petista, assim que o TSE o declarou vencedor, foi exigir mais dinheiro do pagador de imposto 

O ex-presidente Lula, durante reunião com empresários na Fiesp - 10/08/2022 | Foto: André Ribeiro

(J.R. Guzzo, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 11 de dezembro de 2022)

O anúncio dos nomes dos ministros que vão formar o governo Lula deveria lembrar, em circunstâncias normais, a formação de uma equipe de trabalho. Não está sendo assim. Parece, muito mais, uma partilha de bens arrecadados — os trilhões de reais, na soma total, dos recursos que estarão à disposição de Lula, do PT e do vasto bonde formado em volta deles a partir de 1º de janeiro de 2023, e por pelo menos quatro anos.

É dinheiro que não acaba mais. Foi-se o tempo em que o Brasil era um paiseco indigente, desses que vivem pedindo esmola ao FMI ou aos “banqueiros internacionais”, e onde o governo não consegue comprar um rolo de esparadrapo. Hoje, só de impostos federais, são R$ 2 trilhões — é o que foi arrecadado em 2022.

Some-se a isso os caixas hoje bilionários das empresas estatais, que nunca tiveram tanto lucro como nos últimos quatro anos, mais reservas internacionais em divisas que estão acima de US$ 320 bi, mais isso e mais aquilo — e dá para se ter uma ideia do que vale, hoje, ter a chave do Erário deste país. É muito compreensível, ao mesmo tempo, o monumental esforço que foi feito para se chegar a ela.

Um mês e meio depois das eleições, o governo Lula não apresentou a mais remota ideia do que poderia ser um plano de governo; também não disse nada durante a campanha eleitoral. No máximo, aqui e ali, foram expostos desejos vagos de adotar “políticas sociais”, de investir na “educação”, na “saúde” e na “cultura” ou de fazer do Brasil “um país feliz”.

Fala-se em índio, e em Ministério do Índio. Não há o menor risco de nada disso resultar em algum benefício real para a população. Lula e o seu entorno, do seu lado, não têm nenhum interesse sério nessas coisas — o olho de todo mundo está fixado neste imenso pernil que daqui a pouco vai para mesa.

“Políticas sociais”, etc., são apenas a senha para se entrar no sistema onde aquela montanha toda de dinheiro está à espera das canetas que vão determinar quem leva quanto, onde e como. A fome é tanta que nem os trilhões que estão aí foram suficientes. O primeiro ato concreto de Lula, assim que o TSE declarou que ele ganhara as eleições, foi exigir mais dinheiro — nem chegou a entrar no Palácio do Planalto, mas já arrancou do pagador de impostos (é ele que paga, sempre; nunca é “o Congresso”) R$ 170 bilhões para gastar a mais do que a lei permite. Imagine-se, então, depois que o seu governo começar.

Tudo isso, mais a determinação de destruir todos os mecanismos que foram postos em funcionamento para estabilizar a economia, passa hoje por virtude. É “capacidade de articulação política”, dizem.

Informações Revista Oeste


TSE: Diplomação de Lula terá segurança reforçada, e prazo para contestação eleitoral será aberto hoje
Foto: Marcelo Camargo

Em meio a um forte esquema de segurança, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será diplomado nesta segunda-feira (12) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como o próximo presidente da República. A diplomação, marcada para as 14h, é um ato formal que atesta que o petista está apto para assumir o cargo em 1º de janeiro, quando tomará posse. Mas a solenidade também abre o prazo legal para que sejam apresentadas ações de cassação de Luladevido a supostas irregularidades que tenha cometido. Na mesma cerimônia, Geraldo Alckmin (PSD) será diplomado como vice-presidente.

O cerimonial do TSE foi comunicado da confirmação da presença de mais de 120 convidados e 45 representações diplomáticas estrangeiras. Um forte esquema de segurança foi montado pela Polícia Judicial, Polícia Federal e Governo do Distrito Federal para evitar qualquer embaraço. Existe um temor de que possa haver tumulto provocado por manifestantes contrários à eleição de Lula que venham a se deslocar para a sede do Tribunal, em Brasília.

A segurança será ainda mais forte do que foi na posse do atual presidente do TSE, Alexandre de Moraes, em agosto. Na ocasião, a cúpula dos Três Poderes e a elite da política e da Justiça em Brasília compareceram em peso. Bolsonaro ficou de frente para Lula, que esteve acompanhado dos ex-presidentes Michel Temer, José Sarney e Dilma Rousseff. Todos os ministros do Supremo Tribunal Federal estiveram presentes.

Agora, o TSE pediu ao governo do Distrito Federal reforço, principalmente na área externa, em razão da suspeita de que manifestantes indignados com a vitória de Lula possam querer invadir o TSE para tentar demonstrar revolta contra o resultado da eleição ou causar algum tipo de transtorno. Para frustrar qualquer tentativa do tipo, a Polícia Militar delimitará um perímetro maior em volta da sede do TSE, dentro do qual só poderão entrar pessoas previamente cadastradas e autorizadas – basicamente, autoridades, convidados, jornalistas e servidores.

Na área interna, agentes da PF farão a segurança pessoal de Lula e de seus familiares. A Polícia Judicial do TSE fará a vigilância interna do evento juntamente com a PF.

Com informações da Gazeta do Povo


Eleições: candidato gay é acusado de fraude após concorrer em cota feminina
Foto: Reprodução/Redes Sociais.

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), em Goiás, está sendo acusado de fraude eleitoral, após a audeclaração de gênero do ex-candidato Júnior Pinheiro, que concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) no pleitode 2022 na cota feminina do partido. De acordo com a ação, assinada pelas advogadas AmandaSouto Baliza e Talita Silvério Hayasaki, houve conduta desleal ao “criar-se uma candidata”.

Conforme a peça judicial, Júnior Pinheiro, que é assessor parlamentar, é declaradamente gay; no entanto, sempre se apresentou como homem e se identificou com o sexo masculino. De acordo com as juristas, a chapa de estaduais do PSDB-GO desrespeitou a cota feminina de candidaturas e, por isso, pede a cassação da chapa.

Candidatura inventada

Ao Metrópoles a advogada Amanda Baliza reforçou que apesar de ser declaradamente homossexual, Júnior Pinheiro não é mulher, nem cis nem trans e, portanto, não poderia concorrer na cota feminina do partido.

“Foi uma manobra para preencher a cota de 30% das candidaturas femininas. Forjaram a candidatura inventando uma mulher trans que nunca existiu. Isso ofende tanto o movimento sufragista feminino, quanto a comunidade LGBT”, afirma ela.

Na peça, é pedida a cassação da chapa que elegeu os candidatos tucanos Dr. José Machado e Gustavo Sebba.

“Reconheça-se o ilícito para cassar-se o registro da chapa de candidatos a deputado estadual formada pela Federação PSDB Cidadania, cassando-se o registro ou o diploma de todos os candidatos eleitos e suplentes, dentre eles os candidatos José Machado dos Santos, GustavoKoppan Faiad Sebba, com a realização de nova totalização dos votos e recálculo do quociente eleitoral, visto que beneficiados pela fraude à cota de gênero, nos moldes do art. 22, da Lei Complementar nº 64/1990”, diz o documento.

Segundo a advogada, Júnior Pinheiro nunca havia se declarado como mulher. “Ele sempre se declarou homem cis, apesar da orientação sexual. Inclusive, a candidatura dele foi registrada no portal Vote LGBT, que divulgava candidaturas LGBT, como ‘45745 Júnior Pinheiro – PSDB – Deputado Estadual – GO Bissexual – Branco’”, diz ela.

Na ação, as advogadas também requerem que a Associação Mais LGBT, responsável pelo Vote LGBT, seja oficiada para esclarecer como foi a declaração de gênero do candidato na plataforma.

“Todos os registros que conseguimos juntar no processo mostram que não é uma mulher trans ou uma travesti, se fosse, teria sim o direito de concorrer na cota feminina. Mas a pessoa, pelas provas, não vive o gênero feminino de fato. No jingle de campanha fala que ‘ele é um homem trabalhador e honesto’. Como uma mulher trans, colocaria isso em seu jingle? Uma mulher jamais faria isso, seria até uma ofensa, entre outras questões”, ressalta Amanda Baliza.

Sem consentimento

Questionado sobre a situação, Júnior Pinheiro disse ao Metrópoles que a autodeclaração de gênero foi feita pelo partido, sem o consentimento dele; no entanto, respondeu usando os pronomes femininos. “Sou filiada desde os 16 anos, sempre me senti no plural feminino, como as fotos provam. Eu não sairia candidata, mas resolvi sair candidata pela causa da diversidade, a favor das mulheres. No meio da documentação, o partido colocou essa autodeclaração de gênero para que eu assinasse. Quando eu percebi, questionei os advogados, mas me informaram que estava tudo certo, que a candidatura já havia sido deferida, que as fotos me davam razão e que arcariam com a minha campanha, na cota dos 30% de mulheres, o que não aconteceu. O partido me doou apenas R$ 20 mil, sendo que havia uma promessa para um valor maior, que eu prefiro não citar”, explicou.

“Eu me senti muito triste, muito envergonhada, principalmente pela forma como eles [o partido] tratam o ser humano. Mesmo com o meu sentimento feminino, eu teria direito a essa cota, me senti irritada, foi uma sacanagem. Eu nunca errei com eles, eles que erraram comigo”, afirmou Júnior.

Ainda de acordo com o ex-candidato, ele ainda não sabe se tomará alguma providência contra a legenda. “Ainda não decidi se vou tomar alguma medida. Estou aguardando o início do ano, pois o partido não cumpriu com a promessa de pagar as minhas dívidas de campanha e eu estou sendo ameaçada pelas pessoas que trabalharam comigo. Estou fazendo tratamento psiquiátrico, em uma fase complicada. Até o momento, o partido não fez nada”, informou.

Créditos: Metrópoles.


PEC do Rombo: como o “buraco no teto” pode furar seu bolso
Foto: Reprodução/Folha do Estado.

Os números mais recentes que saltam das calculadoras de diversos economistas apontam que o buraco no teto de gastos públicos pode alcançar cifras entre R$ 200 bilhões e R$ 220 bilhões no próximo ano. A imprecisão do cálculo, observam os especialistas, é resultado da pouca clareza sobre os valores que serão incluídos na PEC da Transição, além de eventuais penduricalhos, em discussão na Câmara dos Deputados.

E o grande temor, observa Fernando Veloso, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre), é que esses gastos sejam financiados por dívida. “Mesmo porque ainda não temos a menor ideia de quais serão as fontes de receita para bancá-los”, diz.

“Se for dessa forma, e até agora tudo indica que será, despesas dessa envergadura terão forte impacto no bolso das pessoas.” Como e quais? É o pesquisador do FGV-Ibre explica a seguir.

Aumento do dólar

De acordo com Veloso, sinais de descontrole da dívida pública, hoje estimada em cerca de 77% do PIB, tem impacto imediato na cotação do dólar. Nesse caso, aumenta em relação ao real. A estimativa do mercado é que a moeda americana feche o ano em R$ 5,20. No último mês, porém, ela oscilou entre R$ 5,35, passando por um pico de R$ 5,42, e atingiu R$ 5,23 na sexta-feira (10/12) em R$ 5,23.

Inflação

O aumento da cotação da moeda americana, acrescenta o pesquisador do FGV-Ibre, tem reflexos na inflação. Ela aumenta e afeta de formamais aguda as camadas mais pobres da população. “Isso acontece porque o preço de vários alimentos, muitos deles presentes na cesta básica, é cotado em dólares”, diz Veloso.

Creditos: Metrópoles.

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