‘Querem desestabilizar a relação dos deputados bolsonaristas com o público’, diz deputada

Deputada virou alvo dd críticas depois de reportagem | Foto: Reprodução/Facebook

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) tornou-se alvo de críticas da direita depois de uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo nos últimos dias. Ela foi acusada de traição, tentar acordo com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e acabou comparada aos ex-aliados de Bolsonaro, como Alexandre Frota e Joice Hasselmann. A reportagem foi reproduzida por outros veículos de comunicação de esquerda sugerindo que Zambelli estaria “pulando do barco que está afundando”.

Tudo porque a manchete “Zambelli critica Bolsonaro, diz que pode ser presa e pede trégua ao STF e foco em Lula”, segundo a deputada, foi distorcida. Em entrevista a Oeste, Zambelli fala da relação com o ex-presidente, a tal conversa com Moraes — que não aconteceu — e a situação da direita no país.

Como está a sua relação com o Bolsonaro?

Como sempre esteve, normal. Nem melhor nem pior, do mesmo jeito que sempre esteve. 

A mídia insinuou que ele não teria gostado da sua entrevista à Folha. Você chegou a falar com ele?

Não cheguei a telefonar. Tento  perturbar o presidente o mínimo possível. Mas quando ele disse que não ia ler é porque ele não lê a Folha, não é que não ia ler a reportagem. Ainda bem que a gente tem jornalistas sérios, como o Paulo Figueiredo, para desmentir essa história de traidora porque a Folha,  com a Mônica Bergamo, inventou. Essa história de “interlocutores” do presidente. O Bolsonaro não é de falar sobre o que ele pensa de outras pessoas, então quando eu vi aquela matéria na coluna da Mônica Bergamo, já tinha certeza que era mentira e que foi colocada para tentar desestabilizar minha relação com os bolsonaristas. Na verdade, a esquerda quer, a todo custo, desestabilizar as relações dos deputados bolsonaristas com o nosso público. Eu continuo sendo xingada pela esquerda, ou seja, se a esquerda fala que eu sou traidora do Bolsonaro, teoricamente, a esquerda deveria passar a gostar de mim, né? E obviamente que não, continua me xingando do mesmo jeito, me ameaçando e mandando mensagem diariamente, eu sofro isso.

Você fez algum acordo com o Alexandre de Moraes, esteve ou conversou com ele?

Eu não estive com ele nem conversei com ele nem uma vez na minha vida. Eu tentei conversar sobre os presos do dia 8. Eu liguei para tentar me aproximar porque eu acho que não adianta agora a gente estressar a relação com o STF. Óbvio que o coração fala uma coisa e a cabeça outra, mas a gente agora tem que fazer de tudo para que a população brasileira não sofra. Como que a gente faz isso? Tentando minimizar os problemas para a população, por exemplo, os presos do dia 8. Por que a gente vai continuar estressando a relação com o STF se a gente precisa que o STF relaxe as prisões dos inocentes? Então não adianta eu continuar com “raivinha” porque fui prejudicada pessoalmente por ele e não resolver o problema. Dar murro em ponta de faca nunca resolveu o problema de ninguém. Mas eu não tive nenhum acordo com ele, nunca estive e nunca conversei com ele. O que eu fiz foi mandar um e-mail pedindo uma conversa e obviamente eu ia tocar no assunto também das redes sociais, porque eu fui a única  deputada que teve todas as redes bloqueadas. Alguns eleitos na época e agora deputados e reeleitos tiveram Instagram ou Twitter cortados, eu tive todas as nove redes sociais. Até o LinkedIn que é uma rede profissional, quer dizer, não tinha sentido nenhum cortar essa rede e eles cortaram. 

A mídia sugere que você estaria “saindo do barco antes de afundar” e até fez uma comparação com Alexandre Frota e Joice Hasselmann.
Eles querem enfraquecer quem está bem na mídia. Veja os meus números de alcance de rede social nos últimos dois anos, antes de cortarem… Eu era a primeira colocada em nível de interações e alcance no Congresso inteiro; pela segunda vez fui a deputada eleita como a Melhor do Brasil, pelo voto popular no concurso Congresso em Foco; um mês antes de me cortarem eu tive um bilhão de interações no Instagram; segundo um levantamento do Globo, dos 10 deputados mais influentes do Facebook, por exemplo, eu sozinha tive 20% das interações de toda a Câmara dos Deputados. Se fizer uma projeção, é interação suficiente para 88 deputados. Então, pegar uma pessoa dessa forma, que teve quase um milhão de votos, foi a mulher mais votada do Brasil, e querer colocar essa deputada no mesmo rol de pessoas traidoras é muito fácil. A única coisa que eles não tiveram é consciência de que o barco não está afundando, muito pelo contrário, a eleição do Lula só vai fazer com que a direita se reforce no Brasil. Eu sei que é estranho pensar assim agora, e obviamente eu não queria isso, eu preferia que a direita fosse sendo construída a partir do amor e não com a dor, mas a gente tem duas formas de aprender na vida: com amor ou com a dor. Infelizmente, com a faixa sendo entregue para o Lula, a gente vai aprender com a dor, haja vista os R$ 18 de aumento do salário mínimo, o maior desmatamento do mês de fevereiro da história desde que começou a ser contabilizado, a inflação sendo 11 vezes revista para cima. Em dois meses, foram só notícias ruins. Tudo o que ele tem feito é pelo plano de poder.
Na campanha eleitoral você trabalhou o tema lealdade. E agora é acusada de traição. Acha que é uma provocação?

Com certeza. Logo depois que eu recuperei minhas redes, simplesmente querem me colar a pecha do que eu mais aprecio numa pessoa. Lealdade é você conforme você prometeu, ter constância. Eu tenho 12 anos de carreira pública, antes com o Movimento Nas Ruas, durante sete anos, e agora estou no quinto ano de legislatura. Então, me chamar de traidora é a pior coisa que pode acontecer. Jamais faria isso, tenho consciência de que o número de um milhão de votos que recebi foi pela lealdade que eu tive com o presidente Bolsonaro durante os quatro anos e esse barco não está afundando. Eu preferia que o Bolsonaro tivesse ganhado. Engraçado porque vi quantas pessoas não eram Bolsonaro em 2018 e quantas acabaram gostando do governo dele. Então a gente não diminuiu, a gente está aumentando, o barco não está afundando, o barco está se tornando cada vez mais forte.

A manchete foi feita para chamar a atenção, causar confusão?

Eu acho que não só faltou profissionalismo como faltou também esperteza, porque o grande problema que eu tive é que as pessoas leram o título, mas não clicaram na entrevista. Por exemplo, o Fernando Holiday, no começo do dia, falou que eu era traidora porque eu tinha criticado o Bolsonaro, e no final do dia ele pede desculpas — porque a Folha levou ele a pensar mal de mim. Pediu desculpas publicamente e claro foi desculpado, porque esse tipo de erro é normal. Mas quando as pessoas veem esse tipo de manchete pronta elas não clicam. Além de antiético, porque eu não critico o presidente, muito pelo contrário, eu digo que estou sentindo falta do presidente estar no Brasil liderando a oposição, mas eu compreendo a falta dele, porque sei dos problemas que ele está vivendo. Isso aí não é uma crítica, estou exaltando a figura do presidente, dizendo o quanto ele é importante para direita e para o conservadorismo no Brasil. Eles não só deturparam o que eu falei, distorceram e colocaram exatamente o contrário. Foram burros, né? Porque perderam cliques.

Por que a senhora deu a entrevista ao jornal sabendo dos riscos de ter sua fala distorcida?

A intenção de dar entrevista para a Folha, como todos os anos eu faço,  é sair da bolha, chegar até as pessoas que a gente não alcança pelas redes sociais. É como se fosse um desafio, e até me coloco na posição de eventualmente ter problemas, eu sei que é um prejuízo calculado, digamos assim, mas pode ser uma forma de trazer pessoas para as nossas redes sociais. 

Informações Revista Oeste


Equipe de Lula ainda vai ampliar impostos sobre cigarros, bebidas alcóolicas e quer taxar jogos eletrônicos 

Imposto serviria para financiar transição para fontes de energia verde

A criação de um novo imposto está sendo debatida por membros da equipe econômica do governo. A ideia é que as atividades que geram emissões de carbono sejam taxadas, e o valor arrecadado será revertido para o financiamento de ações para transição energética “verde”.

A hipótese da criação do novo imposto foi feita pelo secretário extraordinário para reforma tributária, Bernard Appy, nesta sexta-feira, 3. “A reforma tem a possibilidade de um imposto seletivo para setores que têm efeitos negativos sobre saúde e meio ambiente. Eventualmente, pode ser usado um carbon tax(imposto do carbono, em inglês), mas não há definição”, afirmou o secretário durante evento.

O secretário disse que “com certeza” o consumo do setor do tabaco e bebidas alcoólicas também receberão um novo imposto após a reforma tributária. A iniciativa é chamada de “imposto do pecado”. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, prometeu durante a semana, taxar jogos eletrônicos.

Emissões de carbono e meio ambiente

O assessor especial dos Estados Unidos para o clima John Kerry reuniu-se com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e disse que a Amazônia é “um teste para toda a humanidade” e que esse “tesouro extraordinário pertence a todos”. A reunião aconteceu na terça-feira 28. O norte-americano considera uma “necessidade” fazer investimentos em “projetos para conter as mudanças climáticas no Brasil”, como mitigação e adaptação climática.

A oposição teme que o governo Lula esteja colaborando com uma articulação internacional para impossibilitar que o Brasil desenvolva a Amazônia de forma sustentável. Kerry alegou que, se a Amazônia não for protegida, “não conseguiremos manter a temperatura do mundo desta maneira”.

A ministra afirmou que o governo Lula tem compromisso de acabar com o desmatamento na região até 2030, mas respondeu a Kerry que a Amazônia pertence ao Brasil.

Informações Revista Oeste


Dias Toffoli atendeu ao pedido feito pela Procuradoria-Geral da República

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli arquivou dois pedidos de investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, abertos após a finalização dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia.

Os parlamentares solicitaram as investigações contra Bolsonaro em relação às supostas práticas de infrações a medidas sanitárias e pelo crime de epidemia, agravado por resultar em mortes.

Os arquivamentos atendem ao pedido feito, em julho do ano passado, pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que não encontrou provas da materialidade de nenhum dos crimes.

“A partir dos elementos de informação colacionados aos autos, depreende-se que não se pode concluir pela prática do ilícito penal imputado ao Presidente da República Jair Messias Bolsonaro”, afirmou a PGR.

Desta forma, Toffoli destacou que como é competência exclusiva da PGR, processar junto ao Supremo práticas criminosas do presidente da República, e esta não viu ilícito, o pedido de arquivamento deve ser aceito.

“Se, dos fatos narrados e suas eventuais provas, apresentados, agora, à autoridade a quem compete investigar e representar por abertura de inquérito perante esta Suprema Corte, não visualizou a Procuradoria-Geral da República substrato mínimo para tais medidas, deve-se acolher seu parecer pelo arquivamento”.

Informações TBN


Primeira-dama tem atuado como uma espécie de assessora especial de Lula, ouvindo ministérios e despachando informações para o presidente

Janja vai ganhar no Planalto para trabalhar com ações estratégicas do governo Lula

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, terá uma função não remunerada na estrutura do Gabinete Pessoal da Presidência da República. Ela trabalhará no novo Gabinete de Ações Estratégicas em Políticas Públicas, que será o braço do presidente Lula para definir ações estratégicas e transversais do governo, uma das principais diretrizes de sua gestão.

A expectativa é que o gabinete seja oficialmente criado por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias. Mesmo antes de ser oficializado, contudo, o gabinete de Janja já tem a plaquinha de identificação com o novo nome há mais de um mês. Hoje, a primeira-dama tem uma equipe de quatro pessoas, nomeadas no gabinete pessoal de Lula. 

Janja tem atuado como uma espécie de assessora especial de Lula, ouvindo ministérios e despachando informações para o presidente. No início da semana, por exemplo, esteve no Ministério da Cultura para acompanhar a criação dos “Comitês de Cultura”, promessa de campanha do petista e um dos seus projetos prioritários. 

Janja reúne ministras e presidentas dos bancos, na abertura do Mês Internacional das Mulheres 01.03.2023 — Foto: Ricardo Stuckert/PR

Janja reúne ministras e presidentas dos bancos, na abertura do Mês Internacional das Mulheres 01.03.2023 — Foto: Ricardo Stuckert/PR

No novo gabinete, Janja seguirá encabeçando essas ações. A ideia é que ela continue fazendo a escuta dos ministérios e proporcione a interlocução das pastas. A primeira-dama já entrou em campo, por exemplo, para amarrar as ações que serão apresentadas para o Mês Internacional da Mulher. No dia 8 de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, o governo lançará ações de políticas públicas sobre o tema em mais de 30 pastas. 

Nesta quarta-feira, Janja articulou o evento que reuniu as 11 ministras do governo em uma cerimônia que marcou a abertura do Mês da Mulher e que lançou a campanha “O governo que respeita todas as mulheres”. 

O GLOBO obteve, via Lei de Acesso à Informação, às agendas de Janja nos primeiros meses de governo. Em menos de 60 dias de governo, ela fez duas reuniões com o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, além de ter participado ao lado da ministra Margareth Menezes da reunião sobre os “Comitês de Cultura”. Ela também visitou o Ministério da Mulher e teve agenda ao lado da titular da pasta, Cida Gonçalves, e sua secretária-executiva, Maria Helena, amiga de Janja.

O Globo 


28.02.2019 - O então governador da Bahia, Rui Costa, hoje ministro da Casa Civil, ao lado de sua esposa Aline Peixoto - Raul Spinassé/Folhapress
28.02.2019 – O então governador da Bahia, Rui Costa, hoje ministro da Casa Civil, ao lado de sua esposa Aline Peixoto Imagem: Raul Spinassé/Folhapress

Em erupção. É assim que se encontra o meio político devido à candidatura da esposa do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), a conselheira do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia —cargo vitalício com salário mensal de R$ 41,8 mil.

Entre acusações de patrimonialismo e nepotismo, a indicação da ex-primeira-dama da Bahia, Aline Peixoto, tem causado desconforto tanto na oposição quanto em líderes petistas.

Além de constranger o novo governo do presidente Lula, a polêmica em torno da candidatura tem obrigado parlamentares, companheiros de Rui Costa, a realizarem verdadeiros malabarismos para defender que a vaga fique na família do ex-governador.

Deputados aliados levantam falsas justificativas de preconceito contra os profissionais da saúde —a candidata é enfermeira— e outros chegam a apontar machismo na crítica a essa candidatura.

A situação é ainda mais constrangedora para o governo Lula por chamar atenção para o fato de que Aline não é a primeira esposa de um ministro do atual governo a ter a candidatura ao cargo de conselheira no Tribunal de Contas emplacada pelas relações políticas dos maridos.

  • Renata Calheiros, mulher do ministro dos Transportes Renan Filho (MDB), foi eleita em dezembro a nova conselheira do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas.
  • Em janeiro, a deputada federal Rejane Dias, mulher do ministro do Desenvolvimento Social Wellington Dias (PT), foi indicada pela Assembleia Legislativa para uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado do Piauí.

Autoritarismo e ataque à imprensa da era bolsonarista

Há deputados petistas que tentam defender a candidatura de Aline Peixoto com ataques a profissionais de imprensa, nos forçando a lembrar o autoritarismo e perseguição a jornalistas que presenciamos de forma ferrenha na gestão Bolsonaro —simplesmente por exercermos a nossa função social de noticiar os fatos.

O lembrete dos tempos sombrios que vivemos nos últimos quatro anos vem a partir de uma excelente matéria publicada na Folha de S.Paulo pelo jornalista João Pedro Pitombo.

A reportagem traz que a esposa do ministro da Casa Civil não revelou em seu currículo de candidatura que ocupou um cargo na Secretaria de Saúde da Bahia há pelo menos nove anos, incluindo oito em que o seu marido foi governador do estado. Neste período, como primeira-dama, ela assumiu a coordenação das Voluntárias Sociais do Estado. As verdades da matéria geraram ataques ao repórter por parte de políticos petistas.

O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), líder de Rui Costa e, agora, de Jerônimo Rodrigues na Assembleia Legislativa da Bahia, foi responsável pelos piores ataques ao colega João Pedro Pitombo.

Em um vídeo publicado pelo portal Aratu On, Rosemberg Pinto acusou o repórter de ser “mentiroso e contra a Bahia”, alegando inconsistências na matéria. A postura do deputado, no entanto, destoa de líderes nacionais do partido, inclusive o senador Jaques Wagner, contrário à candidatura da ex-primeira dama, que buscam uma boa relação com a imprensa e entendem o papel do Jornalismo na democracia.

A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), o Sinjorba (Sindicato dos Jornalistas da Bahia), a Associação Bahiana de Imprensa e a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) reagiram aos ataques contra o direito da sociedade à informação.

Carta da Fenaj e Sinjorba

Em carta conjunta, o Sinjorba e a Fenaj manifestaram irrestrita solidariedade ao jornalista João Pedro Pitombo.

“À luz da prática do bom jornalismo, como defendem o Sinjorba e a Fenaj —tão necessário nesse tempo de circulação de fake news—, não há qualquer inverdade na referida matéria, apurada segundo critérios técnicos, com informações confirmadas por fontes da Secretaria de Saúde do Estado e corroboradas pelo ex-secretário da pasta, o médico Fábio Vilas-Boas, a quem Aline Peixoto, concorrente a uma vaga de conselheira no Tribunal de Contas dos Municípios, esteve subordinada.

O Sinjorba e a Fenaj chamam atenção da imprensa e de outros segmentos sociais para a necessidade de se discutir os critérios não técnicos que sempre foram utilizados na indicação aos postos dos tribunais de contas, inclusive na Bahia. Que este caso lamentável de agora alerte para as responsabilidades envolvidas no ato de fazer críticas, além de evidenciar a importância do critério jornalístico nas apurações, para servir à sociedade, contribuir com o combate às fake news e ajudar na mudança de práticas políticas deletérias.”none

Em vez de lançar insultos aos profissionais da imprensa ou de pongar em movimentos sérios, como a luta contra o preconceito e contra a desigualdade de gênero, os companheiros de Rui Costa deveriam estar preocupados em demonstrar à sociedade as capacidades técnicas de Aline Peixoto que a legitimam a exercem o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, órgão importante na fiscalização das contas públicas.

O enigma está lançado à espera de uma resposta: a ex-primeira dama possui experiência na gestão pública? Se, sim, esta foi desenvolvida enquanto seu marido era governador do Estado?

Para ocupar o cargo no TCM, o critério fundamental deveria ser a transparência.

Informações UOL


Ex-presidente está nos Estados Unidos desde dezembro de 2022

Presidente do PL Valdemar Costa Neto | Foto: Divulgação Twitter PL

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirmou nesta quarta-feira, 1º, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve retornar ao Brasil em até abril. Bolsonaro está nos Estados Unidos desde 30 de dezembro de 2022. No país norte-americano Bolsonaro participa de palestras e eventos de conservadores.

A espera de Valdemar, no entanto, é que após seu retorno, Bolsonaro ajude no articulação e no engajamento de votos nas eleições municipais de 2024. A expectativa é que o presidente faça campanha pelo país junto da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. A presidente do PL Mulher retornou ao território nacional em 26 de janeiro e tem participado de diversos eventos políticos.

Em entrevista dada a jornalistas, o presidente do PL afirmou que Bolsonaro e Michelle viajarão separados. Cada um com uma tarefa diferente. “A Michelle ficará concentrada nas mulheres e o Bolsonaro fazendo visita para os nossos prefeitos. Acho que o Bolsonaro vai estar aqui em abril”.

Depois de ter conquistado a maior bancada da Câmara dos Deputados em 2022, com 99 parlamentares, Valdemar espera ter um “crescimento brutal” no número de vereadores e prefeitos eleitos pela sigla no próximo pleito. Para tanto, quer contar com a popularidade de Bolsonaro.

“Temos observado que Bolsonaro não perdeu prestígio, ele vai ser uma pessoa muito importante nas eleições municipais do ano que vem”, afirmou. De acordo com Costa Neto, a meta é conquistar mil prefeituras. “Como nós fomos para 99 deputados, devemos chegar a 1.000 prefeituras. Com o trabalho que podemos fazer e que o Bolsonaro pode fazer na eleição,  devemos passar bastante disso”, disse o presidente do PL.

Michelle, por outro lado, deve iniciar sua caravana pelo país entre os meses de maio e junho. Ela deve se encontrar com as presidentes estaduais do PL Mulher.

Bolsonaro fala de voltar ao Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista ao jornal norte-americano The Wall Street Journal, que definiu uma data para voltar ao Brasil. Planejada para março, a ideia do retorno é de liderar a direita e se defender das acusações de ter incitado a violência nas manifestações de 8 de janeiro.

Interpelado sobre sua responsabilidade nos protestos que degeneraram em atos de vandalismo contra os prédios dos Três Poderes, Bolsonaro foi direto em sua resposta. “Nem estava lá, e eles querem me culpar”, afirmou.

Por fim, Bolsonaro disse que sua única preocupação ao voltar para o Brasil é ser preso de maneira arbitrária. “Uma ordem de prisão pode surgir do nada”, disse o ex-presidente.

Informações Revista Oeste


Ministro usou o caso do jogador de futebol Robinho como exemplo da prática

Flávio Dino, ministro da Justiça

O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que a Polícia Federal pode acionar o Poder Judiciário para “tomar providências” caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não compareça para depor em inquéritos em que é investigado. Entre os medidas que poderão ser adotadas, está uma “cooperação judiciária internacional”. A declaração foi dada em uma entrevista na quarta-feira 28.

De acordo com o ministro, Bolsonaro é um dos investigados formais e deve ser ouvido em algum momento. “Se ele não comparecer nos próximos meses, é claro que a Polícia Federal vai pedir providências”, declarou.

“Pedir a quem? Ao Poder Judiciário, para que deflagre algum mecanismo de cooperação jurídica internacional, que é uma tendência que nós estamos defendendo. Não é algo restrito a essa investigação”, concluiu Dino, sobre os mecanismos usados.

Uma das maneiras possíveis para executar essa ação é o envio de uma carta rogatória — um ofício entre membros do Poder Judiciário de diferentes países usado para comunicar uma solicitação de demanda. A medida, no entanto, só seria tomada se Bolsonaro permanecesse nos Estado Unidos, onde está desde dezembro de 2022.

Durante a entrevista, Dino usou o caso do jogador de futebol Robinho como exemplo da prática — o atleta poderia ter sido transferido para o território brasileiro a pedido da Justiça italiana. A pasta da Justiça reconheceu ser possível este procedimento e encaminhou o caso para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Informações Revista Oeste


Magistrado negou pedido apresentado pela defesa do ex-secretário

Ministro Alexandre de Moraes é o relator das ações | Foto: Divulgação STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido apresentado pela defesa do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres. A decisão do magistrado foi tomada nesta quarta-feira, 1º, e atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Torres teve a prisão decretada por Moraes, sob acusação de “indícios de omissão” nos atos de vandalismo registrados nas sedes dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro. O ex-secretário está preso desde 14 de janeiro.

Ao solicitar a liberdade do ex-ministro da Justiça e ex-secretário do DF, os advogados de Torres argumentaram que não há elementos que o liguem aos atos de vandalismo em Brasília.

Moraes, no entanto, disse que se mantêm os motivos que levaram à prisão do ex-secretário e que as investigações até agora mostram que Torres foi omisso no dia 8.

Informações Revista Oeste


‘Não tenho absolutamente nada contra o povo baiano, citei (os baianos) porque estavam envolvidos no processo que está ocorrendo’, disse

Foto: reprodução, redes sociais

Depois de minimizar o episódio dos trabalhadores encontrados em trabalho análogo à escravidão, e sugerir, durante discurso em uma sessão da Câmara Municipal de Caxias do Sul nesta terça (27), que empresários agrícolas não contratem mais “aquela gente lá de cima”, em referência ao povo baiano, o vereador Sandro Fantinel (Patriota-RS) minimizou a sua declaração xenofóbica em entrevista ao jornal O Globo.

“Fiz uma fala que foi um pouquinho infeliz. No calor da fala a gente diz coisas que depois se arrepende. Depois, no pequeno expediente, eu disse que eu jamais tenho alguma coisa contra os baianos, inclusive tenho amigos e primos que moram no nordeste, na parte mais norte do país. Não tenho absolutamente nada contra o povo baiano, citei (os baianos) porque estavam envolvidos no processo que está ocorrendo em Bento Gonçalves”, afirmou Fantinel, acrescentando que adora “as praias de lá”.

A declaração do vereador repercutiu em todo o Brasil. Na ocasião, ele sugeriu, ainda, que agricultores e empresas agrícolas contratem trabalhadores argentinos no lugar de baianos. “Em nenhum lugar do estado, na agricultura, teve um problema com argentino ou com um grupo de argentinos. Agora, com os baianos, que a única cultura que eles têm é viver na praia tocando tambor, era normal que se fosse ter esse tipo de problema. Que isso sirva de lição, deixem de lado aquele povo que é acostumado com carnaval e festa para vocês não se incomodarem novamente”.

A fala xenofóbica e racista de Fanantiel gerou a reação de diversas autoridades no país. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), foi às redes sociais para repudiar a declaração do vereador. Segundo o petista, foi determinada “a adoção de medidas cabíveis” para que o Fantinel seja responsabilizado judicialmente. “É desumano, vergonhoso e inadmissível ver que há brasileiros capazes de defender a crueldade humana”, destacou Jerônimo no Twitter.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), também utilizou as redes sociais para repudiar a fala do edil. “O discurso xenófobo e nojento de vereador de Caxias contra o nordeste não representa o povo do Rio Grande do Sul”, disse. O deputado gaúcho Leonel Radde (PT-RS) registrou um Boletim de Ocorrência contra o vereador Sandro Fantinel.

Informações Bahia.ba


O deputado André Fernandes, durante coletiva de imprensa na Câmara - 20/11/2019 | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Na noite da segunda-feira 27, o deputado federal André Fernandes (PL-CE) protocolou o pedido de abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro. O objetivo é apurar os responsáveis pelos atos de vandalismo registrados nas sedes dos Três Poderes. A CPMI quer investigar se houve leniência do governo com quem destruiu prédios públicos.

Fernandes obteve 189 assinaturas na Câmara e 33 no Senado. Para a investigação sair do papel, contudo, ainda é necessária a formalização do requerimento na próxima sessão do Congresso Nacional. Segundo o artigo 21 do regimento interno do Parlamento, a instalação do colegiado é automática.

“Mais de 1/3 do Congresso Nacional quer esta comissão para investigar todos os atos de ação e omissão ocorridos no último 8 de janeiro em Brasília”, escreveu Fernandes, no Twitter, ao anunciar o protocolo de abertura da CPMI do 8 de Janeiro.

O pedido de investigação das invasões de 8 de janeiro se soma aos requerimentos de CPI no Senado e na Câmara, apresentados pela senadora Soraya Thronicke (União-MS) e José Nelto (PP-GO), respectivamente. O governo, no entanto, tem se posicionado contrário a uma investigação sobre o evento no Congresso.

Informações Revista Oeste