As reações às falas de Lula passaram a dominar a agenda do Planalto, quando o petista afirmou, que, quando estava preso em Curitiba, dizia a visitantes que ficaria bem apenas se conseguisse ‘foder esse Moro’
Fotos: Lula Marques e Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acumula desgastes nos últimos dias com acusações sem provas feitas pelo presidente de que a ação da Polícia Federal para proteger o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) teria sido uma “armação”. Diante disso, após o adiamento cancelamento a ida de Lula à China, o Palácio do Planalto já recalcula planos para amenizar os danos à sua imagem, já que a expectativa era que os holofotes fossem voltados para as agendas como a reunião bilateral com o líder chinês, Xi Jinping, além de visitas a fábricas e encontros com empresários e o assunto fosse ‘ignorado’.
As reações às falas de Lula passaram a dominar a agenda do Planalto a partir de terça-feira (21), quando o petista afirmou, em entrevista ao site Brasil 247, que, quando estava preso em Curitiba, dizia a visitantes que ficaria bem apenas se conseguisse ‘foder esse Moro’. No dia seguinte a PF deflagrou a operação Sequaz para prender integrantes da facção criminosa PCC que planejavam realizar ataques contra autoridades. Um dos alvos era justamente o senador e ex-juiz da Lava Jato.
Integrantes do governo se dividiram sobre a operação, conforme a Folha de São Paulo. Na avaliação de alguns aliados do Planalto, a fala de Lula fortaleceu Moro e recolocou o senador na posição de antagonista do mandatário.
Parte da gestão Lula chegou a tentar apontar a ação da PF como prova de que o órgão tem independência no governo atual, inclusive para proteger um dos principais opositores do presidente.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), disse na quarta-feira (22) que havia “mau-caratismo” por parte de políticos que tentavam associar a fala de Lula na véspera com a ação da polícia.
“Investigação essa que é tão séria que foi feita em defesa da vida e da integridade de um senador de oposição ao nosso governo. Não se pode pegar isoladamente uma declaração de ontem, ontem literalmente, e vincular a uma investigação que tem meses”, declarou o ministro na ocasião.
A tentativa de a ação da PF se tornar uma agenda positiva do governo perdeu força quando o próprio presidente Lula decidiu dobrar a aposta na briga com Moro. “Quero ser cauteloso, vou descobrir o que aconteceu. É visível que é uma armação do Moro”, disse o presidente na quinta-feira (23).
Moro rebateu o presidente e cobrou “decência” de Lula. A juíza Gabriela Hardt, responsável por assinar os mandados de prisão, tirou o sigilo do processo logo após a fala do presidente, a pedido da PF, levando à divulgação de mais detalhes da investigação policial.
Já o ministro-chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), Paulo Pimenta (PT), fez críticas à juíza e sugeriu que não havia pedido da PF para retirar o sigilo.
“Uma juíza retirar o sigilo de um inquérito sensível e perigoso que ainda está em curso, sem combinar com a PF que está no comando da investigação ajuda no que? Tudo isso para ajudar a narrativa de um amigo? Vocês acham normal? Não se indignam?”, escreveu ele na sexta-feira (24), no Twitter.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também adotou tom diferente de Lula e elogiou a ação da PF. Em vídeo, ele classificou o planejamento do PCC como “graves planos contra a democracia brasileira”.
“Parabéns ao Ministério Público de São Paulo, ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal por esse importante trabalho. E parabéns aos profissionais da segurança pública, policiais e agentes penitenciários de todo o Brasil, que dedicam as suas vidas a tornar o nosso país seguro”, disse Alckmin.
Neste fim de semana, Moro associou PT e PCC ao questionar endereço de email citado na investigação e reacendeu um bate-boca.
“Gostaria de entender por que um dos criminosos do PCC, investigado no plano de sequestro e assassinato, utilizava como endereço de e-mail lulalivre1063?”, escreveu em rede social no sábado (25).
“Essas afirmações de ligação do PT com o PCC não passam de canalhice. Não há indício, prova, nada; só canalhice mesmo. Lembro que não há imunidade parlamentar para proteger canalhice”, rebateu Dino, sem citar o senador.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, chamou Moro de falso. “Sergio Moro vive da mentira desde o tempo em que foi juiz parcial e prendeu Lula sob acusação falsa, em conluio com Dallagnol, abrindo caminho para seu futuro, ex e atual chefe: Jair Bolsonaro”, publicou.
Lula cancelou a viagem à China por apresentar um quadro de pneumonia. A confirmação ocorreu neste sábado (25), após nova avaliação médica. O Planalto ainda não divulgou a nova agenda de Lula para a semana.
De acordo com a Presidência, o adiamento já foi comunicado para as autoridades chinesas com a reiteração do desejo de marcar a visita em nova data.
Herdando o apelido do seu antecessor, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) vem mostrando que também é “correria”. Aproveitando o domingo de ‘folga’, Rodrigues usou as redes sociais para mostrar, que o seu sobrenome é trabalho. Ao som de Enya, o chefe do Executivo estadual afirmou que a sua ida, no último domingo (26), ao gabinete da Governadoria serviu para “reprogramar” as suas atividade.
“#BoraTrabalhar. A viagem à China foi adiada e eu aproveitei pra vir me reprogramar aqui. Domingou!”, escreveu o político.
#BoraTrabalhar A viagem à China foi adiada e eu aproveitei pra vir me reprogramar aqui. Correndo para, de tarde, me ligar na nossa @tvebahia e ver a primeira partida da final do nosso baianão! ⚽ Domingou! pic.twitter.com/zLjcJB8QUB
As ‘sacolas prontas’ de Jerônimo para viajar à China no último fim de semana precisaram ser desfeitas, após o cancelamento da peregrinação ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apresentou um quadro de broncopneumonia, na última sexta-feira (24).
Com adiamento da viagem, os aliados do gestor estadual aguardam para que nos próximos dias ocorra um encontro para tratar sobre a composição de alguns cargos em aberto do segundo escalão, bem como a Empresa Gráfica da Bahia (Egba) e Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), em que o nome do vereador de Salvador, Henrique Carballal (PDT), vem sendo especulado para ocupá-lo.
A postergação do deslocamento de Jerônimo ao país asiático ainda pode garantir aos prefeitos de Salvador e Feira de Santana, Bruno Reis (União Brasil) e Colbert Martins (MDB), respectivamente, a tão esperada audiência com o governador. Os gestores municipais esperam dialogar com Jerônimo temas pertinentes para o funcionamento dos serviços da cidade, a exemplo dos transportes públicos, como é o caso de Salvador e a oferta dos serviços de Saúde, em Feira de Santana.
Na última quarta-feira (22), o titular do Palácio de Ondina reafirmou que está disposto a dialogar com as gestões municipais independentes das inclinações político-partidárias.
“Vamos sim conversar com todos os prefeitos que pedirem audiência. Alguns eu sei que são mais urgentes, outros a gente pode programar que requer um tempo menor da exigência”, disse ao bahia.ba, durante entrega de Policlínica Regional de Saúde, em São Francisco do Conde. “[…], no retorno, eu receberei e dialogarei com o prefeito de Salvador e de Feira. Não tem problema nenhum para a gente fazer isso”, completou Jerônimo.
Viagem à China
Jerônimo viajaria à China com três pautas importantes para o Estado: construção da Ponte Salvador-Itaparica, VLT do Subúrbio e a implantação da BYD, fabricante chinesa de carros elétricos, que substituirá a Ford, em Camaçari.
Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, as negociações serão retomadas posteriormente
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse neste domingo, 26, que o cancelamento da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China adiou a assinatura de acordos de cooperação entre os países.
“Acordos importantes seriam e serão assinados, mas, por óbvio, quando for remarcada a agenda”, disse Fávaro, em entrevista coletiva. “No momento em que o governo chinês estiver preparado e com a agenda disponível, a visita certamente será remarcada. A gente retorna para dar seguimento à assinatura de todos os memorandos e os acordos. Todos serão assinados em poucos dias, logo na sequência. Não vejo grandes problemas.”
Fávaro disse que haverá atraso na assinatura de todos os acordos previstos, e não só os de sua pasta. “Todos os atos governamentais estão adiados, inclusive do Ministério da Agricultura”, explicou. “Teríamos atos importantes, e serão assinados posteriormente.”
O ministro disse que haverá um diálogo entre os dois países sobre o caso do mal da vaca louca. “Os dois lados têm de construir isso”, observou. “Em agosto, haverá reunião Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação. Isso pode ser alterado. Com a credibilidade estabelecida nos casos passados, dá para a gente discutir um novo modelo. Mas o Brasil não está colocando isso como prioridade. Temos de garantir a qualidade dos produtos exportados. Eles têm de estar confiáveis e seguros.”
Mesmo negando que está em pré-campanha eleitoral para 2024, o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho participou da 1ª Caminhada em Combate à Violência contra a Mulher na manhã deste domingo (26), na cidade e gerou rumores de que está trabalhando o solo para as próximas eleições municipais.
“Não sou pré-candidato, sou José Ronaldo de ontem, de hoje e de amanhã. Não faço algo porque está perto de uma eleição, e estamos bem longe de uma. Só fala de eleição hoje quem é do mundo político, quem não é, não fala.
Faltando ainda pouco mais de um ano para a caminhada eleitoral, é esperar para ver.
Em dezembro, José Seripieri Filho fez dois repassasses a sigla que totalizaram R$ 1 milhão
Foto: Reprodução/Youtube/FIB
O empresário José Seripieri Filho, fundador da Qualicorp, foi o maior doador individual do Partido dos Trabalhadores (PT) em 2022. Ao total, foi registrado o montante de R$ 2,5 milhões destinados à legenda.
De acordo com a prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em dezembro, o empresário fez duas contribuições, totalizando R$ 1 milhão. O segundo maior valor repassado à sigla foi de R$ 2,1 milhões, doados pelo pecuarista Jonas Barcellos.
José Seripieri Filho chegou a levar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como passageiro em uma viagem ao Egito no ano passado. Preso durante a operação Lava Jato, o empresário confessou crime de caixa dois envolvendo José Serra.
Petista disse que o senador ‘mente’ desde a época em que era juiz federal
A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, reproduziu o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a postura do senador Sergio Moro (União-PR) diante do plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) de assassiná-lo. Ela fez o comentário no sábado 25.
Gleisi chamou o senador de “falso” por supostamente ter associado o PT ao PCC. Segundo relatório da Polícia Federal (PF), um dos e-mails usados pelos bandidos chama “lulalivre1063”.
2) Não foi Moro o responsável pela transferência do chefe do PCC para presídio federal. Foi a Justiça de São Paulo, a pedido do promotor Lincoln Gakiya, que comandou toda a operação em 2018
Investigações preliminares da PF mostram que as contas utilizadas pelos criminosos pertencem a outras pessoas. A ação teria como objetivo dificultar o rastreamento dos suspeitos pelas autoridades policiais.
Ainda de acordo com Gleisi, Moro mente desde a época em que foi juiz federal da 13ª Vara Federal de Curitiba. Na época, ele julgou e condenou Lula à prisão.
1) Sérgio Moro vive da mentira desde o tempo em q foi juiz parcial e prendeu Lula sob acusação falsa, em conluio com Dallagnol, abrindo caminho para seu futuro, ex e atual chefe: Jair Bolsonaro (segue o fio)
O ministro da Justiça, Flávio Dino, saiu em defesa das declarações de Lula e da deputada petista. Ele afirmou que os questionamentos levantados por Moro não passam de “canalhice” e que “não há imunidade parlamentar para proteger canalhice”.
Nas redes sociais, o senador perguntou por que criminosos do PCC usavam o endereço de e-mail “lulalivre1063”. Os planos foram descobertos pela PF, e nove suspeitos de participação na tentativa de sequestro e assassinato de autoridades e agentes públicos foram presos.
Gostaria de entender por que um dos criminosos do PCC, investigado no plano de sequestro e assassinato, utilizava como endereço de e-mail lulalivre1063?
Após presidente Lula ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana e viral por influenza A, ambulância fica de prontidão no Palácio da Alvorada.
Por orientações médicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje (25) que não vai mais viajar para a China neste fim de semana. O adiamento já foi comunicado às autoridades chinesas “com a reiteração do desejo de marcar a visita em nova data”.
Lula fez exames nesta quinta-feira (23) no Hospital Sírio Libanes, em Brasília, onde teve diagnóstico de broncopneumonia bacteriana e viral por influenza A e iniciou tratamento.
Segundo nota assinada pela médica Ana Helena Germoglio, apesar da melhora clínica, o serviço médico da Presidência da República recomenda o adiamento da viagem para China até que se encerre o ciclo de transmissão viral. A viagem já havia sido adiada deste sábado para o domingo, mas agora, não tem data para ocorrer.
O presidente Lula viajaria amanhã (26) para a China em busca da ampliação das relações comerciais entre os dois países. Na comitiva, estariam centenas de empresários, além de governadores, senadores, deputados e ministros.
Com o cancelamento da ida de Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também cancelaram a visita ao país asiático neste momento.
Levantamento da Quaest mostra que o presidente Lula (foto) perdeu a popularidade nas redes sociais após as declarações sobre o senador Sergio Moro.
De acordo com o monitoramento, divulgado pela CBN, as menções positivas ao petista no Twitter, Facebook e Instagram atingiram o pior índice da série histórica do instituto, e não ultrapassa a marca dos 20% em relação ao total. A média registrada desde o início do mandato era de 53%.
Na terça, o presidente relembrou que, durante os tempos na prisão, em Curitiba, costumava falar para procuradores que iam visitá-lo que iria “foder esse Moro”.
A fala, de acordo com o levantamento da Quaest, gerou mais de 358 mil menções nas redes, “com alcance ultrapassando a casa das centenas de milhões”. Menos de 10% desse total foram citações em defesa de Lula.
Como mostrou a Crusoé, integrantes do Palácio do Planalto e petistas históricos têm manifestado preocupação com as declarações polêmicas do presidente nos últimos dias. Já há um sentimento dentro do PT de que o chefe do Poder Executivo precisa de um “freio”, sob pena de ele perder parte de seu eleitorado.
Descoberta é da Polícia Federal, que conseguiu a quebra de sigilo telemático dos membros da facção criminosa
Um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), que planejava assassinar o senador Sergio Moro (União-PR) e outras autoridades, usava o e-mail “lulalivre1063.icloud.com” para se comunicar com os comparsas — uma referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi divulgada pel’OEstado de S. Paulo e confirmada por Oeste.
O termo “Lula Livre” era utilizado por petistas na época em que o atual chefe do Executivo estava encarcerado na sede da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Foi Moro, então juiz federal, quem o condenou à prisão. A sentença é resultado das investigações da Operação Lava Jato.
A juíza Gabriela Hardt, da 9ª Vara Federal de Curitiba, relata que integrantes da facção criminosa receberam informações de terceiros para a abertura de contas, cadastro de linhas telefônicas e registro de veículos.
A troca de número telefônico é comum entre os criminosos. Quando essa prática ocorre em períodos inferiores aos 15 dias previstos por lei, passa a ser chamada de “circuito fechado”. O objetivo da alteração do número telefônico é despistar investigações policiais. Janeferson Aparecido Mariano Gomes (Nefo), o principal organizador do plano que previa o assassinato de autoridades, trocou de número pelo menos nove vezes no período da investigação.
A quebra de sigilo telemático dos integrantes da facção criminosa deu início à operação da Polícia Federal (PF). A corporação prendeu nove bandidos.
Cooperação de testemunha
A PF conseguiu ter acesso às mensagens e às agendas telefônicas depois de uma testemunha protegida procurar o Ministério Público Federal (MPF) e revelar os planos do PCC. Essas informações levaram à instauração de um inquérito policial, que teria o objetivo de aprofundar a investigação.
Trocas de e-mail, mensagens de WhatsApp e telefonemas confirmaram a intenção dos criminosos de atacar o ex-juiz. Um núcleo específico do PCC, chamado Restrita, seria o responsável pela operação.
Uma das imagens divulgadas pela PF mostra Janeferson Aparecido Mariano Gomes, o Nefo, pedindo que Aline de Lima Paixão salve alguns códigos no celular dela. “Para não esquecer”, justificou o criminoso. “Flamengo” é o código para “sequestro”, “Fluminense” é o código para “ação”, “Tokyo” é o código para “Moro” e “México” é o código para “Mato Grosso do Sul”.
Outra imagem obtida pela PF mostra os integrantes da quadrilha. Trata-se de um print screen enviado por Nefo a Aline Paixão.
A investigação detalhou as despesas dos bandidos com material, viagens, veículos, combustíveis e aluguéis. Esses gastos ocorreram especificamente no Estado do Paraná — onde vive o ex-juiz da Lava Jato. Os criminosos alugaram apartamentos, casas e chácaras próximos à residência e ao escritório de advocacia da família de Moro. O dinheiro para financiar o atentado é do tráfico de drogas, de acordo com a investigação.
Sonho conjunto
Em artigo publicado na Edição 157 da Revista Oeste, Augusto Nunes escreve sobre a operação da PF. “Embora tivesse sido anunciada pelo próprio ministro da Justiça, é provável que Flávio Dino tenha esquecido de comunicar ao presidente a iminente ofensiva contra o Primeiro Comando da Capital”, escreveu. “Mobilizando 120 homens da lei em quatro Estados e no Distrito Federal, que sobraçavam mandados de busca e apreensão expedidos pela juíza Gabriela Hardt, a Polícia Federal impôs uma dura derrota ao PCC. Além da prisão de nove figurões da organização que lidera o ranking sul-americano do narcotráfico, o Brasil que presta pôde celebrar o confisco de manuscritos, planilhas e documentos que detalham um plano que escancara a insolência assassina do PCC.”
Abortada a poucos dias do início da execução, acrescenta Nunes, o plano se dividia em três etapas. “Na primeira, o chefão Marcola seria resgatado do presídio em Porto Velho”, relatou. “A segunda previa o sequestro e o assassinato do senador Sergio Moro, do promotor de Justiça Lincoln Gakyia e das famílias desses dois alvos prioritários. Outras autoridades estavam na mira dos matadores. A última etapa cobraria da Justiça a imediata concessão de privilégios que tornariam ainda mais agradável a vida na cadeia de que desfrutam meliantes de altíssima periculosidade.”
O ex-presidente vai desembarcar em Brasília em 30 de março
Jair Bolsonaro está com a viagem de volta ao Brasil marcada. Segundo o ex-presidente, ele vai desembarcar no país no dia 30 de março, às 7 horas da manhã. A declaração foi feita à Record TV na quinta-feira 23.
Conforme Bolsonaro, a volta ao Brasil é para trabalhar com o Partido Liberal (PL) e fazer política. “Está pré-marcada para dia 30 pousar em Brasília, às 7h da manhã. Está quase certo”, disse. “Vamos andar pelo Brasil e fazer política. Afinal de contas, o PL é um grande partido. Nós temos como manter de pé essa bandeira do conservadorismo que levantamos ao longo de quatro anos”, afirmou Bolsonaro.
O ex-presidente vai embarcar em Orlando, nos Estados Unidos, na noite do dia 29, num voo da Gol que faz a rota até Brasília, sem escalas. Segundo o jornal O Globo, o partido de Bolsonaro já comprou as passagens aéreas para a volta ao Brasil.
Caso Joias
Na entrevista, Bolsonaro também alegou que não cometeu irregularidades ao receber um estojo com presentes do regime da Arábia Saudita. Ele defendeu que não tinha intenção de “sumir” com os materiais e que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ficou “sabendo pela imprensa” da existência de um segundo conjunto de joias apreendidas no Aeroporto de Guarulhos, que seria destinado a ela.
“Nosso ministro recebeu duas caixas de presente. Uma ficou retida na alfândega, a outra foi para presente. Eu só tomei conhecimento disso um ano depois. A minha esposa tomou conhecimento pela imprensa. Ela não tem nada a ver com isso. A caixa que seria para ela, está na Receita. A minha, desde o primeiro momento falei que está à disposição”, disse. “Desde o primeiro momento não existe a intenção de sumir”, completou.
O ex-presidente também disse que vai entregar “com dor no coração” as armas recebidas dos Emirados Árabes Unidos. “Eu pagaria por aquelas duas armas, mas não vamos criar qualquer polêmica. A gente vai entregar as armas para a Polícia Federal e as joias em uma agência da Caixa.”