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Medida atende a um pedido do governo do Pará

A realização da COP30 em Belém, no Pará, tem sido um dos principais 'investimentos' do governo Lula | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Conferência do clima ocorre no início de novembro | Foto: Ricardo Stuckert/PR 

Depois de uma solicitação do governo do Pará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o uso de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em Belém (PA) durante a realização da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025.

A medida foi oficializada em decreto publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 3. O decreto também inclui ações em áreas com infraestruturas críticas nos municípios de Altamira e Tucuruí, abrangendo as usinas hidrelétricas de Belo Monte e Tucuruí.

De caráter excepcional e temporário, a GLO é acionada em situações de perturbação da ordem quando há esgotamento das forças de segurança convencionais, permitindo que militares atuem com poder de polícia. 

O instrumento já foi usado em grandes eventos internacionais no Brasil, como a Copa do Mundo de 2014, a Olimpíada de 2016 e as Cúpulas do Brics e do G20.

Detalhes da GLO para a COP30

Peça de divulgação da COP30 em Belém, no Pará | Foto: Reprodução/Agência Pará
Peça de divulgação da COP30 em Belém, no Pará | Foto: Reprodução/Agência Pará

O texto do decreto estabelece que o objetivo é garantir a segurança dos eventos e dos participantes da Cúpula de Líderes e da COP30. 

As Forças Armadas atuarão conforme o plano estratégico integrado de segurança da presidência brasileira da conferência, com ações nas seguintes localidades:

O ministro da Defesa, José Múcio, será responsável por definir a alocação dos meios e os comandos da operação. A ação será coordenada com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e com os órgãos de segurança locais.

Informações Revista Oeste


Primeira-dama afirmou que representantes políticos “estão de joelhos” para o Poder Judiciário

Michelle Bolsonaro Foto: Divulgação/Partido Liberal

Durante evento do PL Mulher em Sorriso, no Mato Grosso, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou que grande parte dos representantes legislativos está “de joelhos para o Judiciário”, e que quem legisla atualmente no Brasil são juízes, criando um clima de “medo” sobre as famílias brasileiras.

– Não é esse clima de medo e amedrontamento que o Judiciário tentou impor sobre as famílias brasileiras que vai nos calar. Nós vamos nos erguer, vamos orar e falar mais sobre política. As pessoas precisam entender que o gás de cozinha delas passa pelo Congresso Nacional. É a segurança pública, é aquela mãe que perdeu um filho no assalto, levou o celular e esfaqueou o seu filho. É sobre isso. Precisamos entender que todos esses temas que impactam as nossas vidas passam pelo Congresso e a arma mais poderosa que nós temos nas nossas mãos é o voto. E chega, chega de moeda de troca, chega de negociar o seu voto – frisou.

– Elegemos homens e mulheres fracos, que estão de joelhos para o Judiciário. Hoje, quem legisla, infelizmente, é o Judiciário. Todo mundo está vendo porque aprova no Congresso e o Judiciário derruba. Essa é a realidade da nossa nação – acrescentou.

Michelle ainda fez críticas à atual primeira-dama Janja da Silva, embora não tenha citado seu nome diretamente. A esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sugeriu que a mulher do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “torra o dinheiro do contribuinte em viagens”.

– Fui primeira-dama, vocacionada para trabalhar. Infelizmente, outras são vocacionadas somente para torrar o dinheiro do contribuinte em viagens, mas eu posso falar para vocês que, como primeira-dama, eu trabalhei todos os dias da minha vida para dar visibilidade para a comunidade surda, para trabalhar pelas pessoas que mais precisavam, para amadurecer o tema das doenças raras no Brasil, para cuidar das nossas mamães atípicas. As mães que cuidam, e quantas coisas nós fizemos – relembrou.

– Sendo presidente do programa Pátria Voluntária, quantas ajudas chegaram nos ribeirinhos, nos municípios, quantas ajudas chegaram nas ONGs. Eu posso falar para você que só no nosso trabalho, nós conseguimos investir R$ 5,7 bilhões em tratamento, em farmacotécnicas para atendimento de pessoas com doenças raras. Quem quer faz – completou.

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Informações Pleno News


O investimento em publicidade política nas redes sociais cresce e torna a União o maior financiador de conteúdo impulsionado no Facebook e Instagram

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O presidente Lula, durante um evento na Petrobras | Foto: Ricardo Stuckert/PT

O governo Lula tem ampliado o uso de influenciadores digitais para divulgar suas ações e fortalecer sua imagem, com o objetivo de alcançar diferentes segmentos da população. Essa prática, semelhante à adotada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Partido dos Trabalhadores (PT), intensificou-se no segundo semestre, quando produtores de conteúdo de estilos variados foram contratados para disseminar informações sobre políticas públicas e, em muitos casos, adotar posturas favoráveis à esquerda e críticas à direita.

O investimento em publicidade nas redes sociais cresce de forma expressiva, tornando o Governo Federal o principal financiador de conteúdo impulsionado sobre política na plataforma Meta, responsável pelo Facebook e Instagram. Em setembro, os gastos chegaram a R$ 8,4 milhões em anúncios, volume 360% maior que os R$ 4,7 milhões registrados nos dois meses anteriores.

Oposição questiona contratos e transparência

Esse aumento nas despesas gerou questionamentos da oposição, que cobrou da Secretaria de Comunicação explicações sobre o real propósito dos contratos, principalmente em meio à análise do projeto que propõe isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Até o momento, a Secom não respondeu aos pedidos de esclarecimento sobre critérios, valores ou períodos dos acordos com influenciadores.

Entre os nomes escolhidos, há perfis que tratam de temas cotidianos, cultura regional e humor, sem menções explícitas à política, como o publicitário Paulo Victor “PV” Freitas e a atriz Isis Vieira, conhecidos por conteúdos sobre o Nordeste e o Norte, conforme noticiou o jornal Gazeta do Povo. Outros influenciadores preferem comentar questões políticas e econômicas do momento, adotando tom analítico, mas deixando suas posições ideológicas menos evidentes. Uma parcela significativa já apoiava o governo antes das parcerias ou mantinha postura crítica em relação à direita.

Os laços entre governo e influenciadores não se restringem às postagens patrocinadas. Alguns deles também colaboram com o Instituto Conhecimento Liberta (ICL Notícias), site de viés progressista. Em setembro, participaram do evento “Desperta 2025 – A Revolução Necessária”. Na semana passada, parte desse grupo esteve em um encontro promovido na Usina Binacional de Itaipu, ação organizada pelo governo federal.

Estratégia se alinha a outros órgãos e partidos

A aproximação com influenciadores segue tendência dos últimos meses, como observado no convite do STF, que em agosto reuniu 26 criadores de conteúdo em Brasília, e no seminário PTech, realizado em outubro pelo PT, com o objetivo de aprimorar a atuação do partido nas redes sociais.

Lauany Schultz, especialista em Direito do Estado, possui 170 mil seguidores no Instagram. Inicialmente, publicava conteúdos sobre leitura, feminismo e comportamento, com críticas ao governo anterior. Atualmente, é parceira do ICL e divulga programas como Luz para Todos e o PL 1087/2025, que trata da isenção do IR. Suas críticas recentes a líderes religiosos e influenciadores cristãos a tornaram mais conhecida. Em relação a Lula, depois de um comentário polêmico, afirmou: “um senhor de 80 anos que às vezes acaba extrapolando, mas precisa se atualizar”, completando que mantém respeito às mulheres.

Carolline Sardá, publicitária catarinense de 28 anos, destaca-se por abordar temas feministas e direitos das mulheres, além de pautas progressistas como a defesa do aborto e críticas à direita. Desde março, passou a comentar polêmicas do momento em vídeos e, em seguida, foi contratada para divulgar o Luz para Todos.

Influenciadores progressistas ampliam alcance das políticas do governo Lula

Laura Sabino, criadora de conteúdo e autodeclarada marxista, soma 618 mil seguidores e utiliza suas redes para defender ideias progressistas, indicar livros e abordar temas políticos, sempre com crítica à direita. Ela já colaborou com o MST de Minas Gerais e o Sindipetro do Espírito Santo e participou de eventos como o Cria G20 e o G20 Social, além de apoiar propostas como mudanças no Imposto de Renda.

Thiago Foltran mantém um canal dedicado a políticas públicas de esquerda, com vídeos em defesa do governo e críticas à direita, especialmente a Nikolas Ferreira (PL-MG). Ele já manifestava apoio ao governo antes de ser contratado para promover o Luz para Todos e a isenção do IR. Em uma publicação, criticou um caso de nepotismo que envolvia o repasse de R$ 400 mil do PT ao filho do presidente do partido.

Beatris Brantes, atriz que ganhou notoriedade com vídeos de humor, já realizou publicidades para marcas como iFood, Bis e Itaú, além de ter participado de campanhas com o STF e, posteriormente, com o governo federal. Em uma interação, respondeu sobre o ministro Alexandre de Moraes: “É sim, e digo mais. A careca dele é tão hidratada e aparentemente macia que o brilho que reluz dela não é de oleosidade, é de hidratação”,. Ao ser questionada sobre Michelle Bolsonaro, afirmou: “Eu prefiro nadar no Tietê de boca aberta”, disse Beatris Brantes.

Martina Giovanetti, estudante de Relações Internacionais da Unifesp e natural de Belo Horizonte, produz conteúdos sobre geopolítica, economia e educação. Ela utiliza linguagem acessível para tratar de temas como o sistema eleitoral dos EUA e crises internacionais e já publicou um e-book sobre o Brics e lançou um podcast. Desde 2023, seus vídeos destacam acontecimentos internacionais sob perspectiva favorável ao governo Lula (PT-RS), mantendo posicionamento crítico à gestão anterior.

Informações Revista Oeste


O parlamentar baiano afirmou que a escolha representa um erro estratégico do governo federal

Foto: Reprodução / Assessoria

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) criticou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de designar o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), para coordenar as discussões sobre a crise de segurança pública no Rio de Janeiro, após a megaoperação policial que deixou mais de 150 mortos.

Nas redes sociais, o parlamentar baiano afirmou que a escolha representa um erro estratégico do governo federal, citando o histórico da segurança pública na Bahia durante a gestão de Rui Costa como governador.

“Lula entrega a crise no Rio de Janeiro para o ministro Rui Costa, o mesmo que transformou a Bahia em campeã nacional de homicídios. Foram mais de 47 mil assassinatos em oito anos de seu desgoverno. E agora quer exportar esse desastre para o Rio de Janeiro. O modelo de segurança de Rui Costa foi bala perdida, facções criminosas tomando conta de territórios e polícia sem condições de trabalho”, declarou Alden.

O deputado também mencionou o avanço da criminalidade e as paralisações da Polícia Militar no estado. “Durante a sua gestão, a Bahia saiu de cinco facções para 22 facções criminosas, e ainda tem em seu currículo duas grandes greves da Polícia Militar da Bahia. Se isso é currículo para chefiar uma crise de segurança pública no Rio de Janeiro então o crime organizado já pode comemorar”, disse.

“Com Rui, é como contratar um incendiário para ser chefe do Corpo de Bombeiros. Se Rui Costa foi a melhor escolha de Lula para enfrentar o crime no Rio de Janeiro, então não estamos diante de uma solução, mas sim da repetição de um desastre anunciado”, condenou.

O parlamentar contou ainda que o país precisa de lideranças com “resultados concretos na área da segurança”. “O Brasil não precisa de gestores que colecionam greves e cadáveres no currículo, mas sim de uma liderança firme e com coragem para zelar a vida do cidadão de bem. Exportar o fracasso da Bahia para o Rio de Janeiro é brincar com a vida de milhões de brasileiros. O crime agradece e a população paga a conta”, completou.

Informações Bahia.ba


Em sua primeira manifestação após a realização da megaoperação policial no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos, entre eles quatro policiais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não fez qualquer menção de solidariedade aos agentes de segurança mortos na operação ou seus familiares. O posicionamento veio por meio de uma nota publicada nas redes do chefe do Executivo nesta quarta-feira (29).

No comunicado, Lula disse que é preciso trabalho coordenado para combater o crime organizando, evitando que policiais, crianças e famílias inocentes sejam colocados em risco. O petista disse ainda que pediu que o Ministério da Justiça e a Polícia Federal auxiliassem nas ações no Rio de Janeiro.

– Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades. Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco – declarou.

O presidente afirmou que o trabalho de repressão ao crime no Rio deve seguir o modelo de operação realizada em agosto contra quadrilhas que atuam na venda de drogas, adulteração de combustível e lavagem de dinheiro. Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública que foi enviada por seu governo ao Congresso.

– Com a aprovação da PEC da Segurança, que encaminhamos ao Congresso Nacional, vamos garantir que as diferentes forças policiais atuem de maneira conjunta no enfrentamento às facções criminosas – completou.

*Pleno.News
Foto: Ricardo Stuckert / PR


Nesta quarta-feira (29), o vereador Lucas Pavanato (PL-SP) impediu que fosse realizado um minuto de silêncio para os criminosos mortos na megaoperação que ocorreu no Rio de Janeiro, na terça (28). A reação gerou um bate-boca na Câmara Municipal de São Paulo.

O pedido da “homenagem” foi feito pela vereadora Luna Zarattini (PT-SP), mas Pavanato, Rubinho Nunes e Adrilles Jorge defenderam que os únicos que merecem honrarias são os policiais mortos em combate.

Pavanato disparou que “lugar de bandido é na cadeia ou na vala”. Ele destacou ainda que as únicas vítimas são os policiais que morreram em combate.

*Pleno.News
Foto: Reprodução/ Print de vídeo redes sociais


A Casa também votou favoravelmente à proposta que endurece punição para adulteração de bebidas e alimentos; projetos seguem para análise do Senado

Plenário da Câmara
Plenário da Câmara durante sessão desta terça-feira, 28 | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou durante sessão plenária desta terça-feira, 28, o Projeto de Lei n° 5041/25, que garante o despacho gratuito de bagagem de até 23 quilos em voos nacionais e internacionais operados no Brasil. 

Ao todo, foram 361 votos a favor e 77 contra a proposta, de autoria do deputado Alex Manente (Cidadania-SP). A proposta, que agora segue para o Senado, restabelece um direito que havia sido retirado em 2017, quando as companhias aéreas passaram a cobrar pelo transporte de malas despachadas – sob a justificativa de redução no preço das passagens, o que não ocorreu.

Cobrança pelo despacho de bagagem

Ao defender a proposta, Manente argumentou que, desde o início da cobrança, em 2017, as empresas acumularam mais de R$ 5 bilhões sem que houvesse redução nos preços das passagens.

No parecer aprovado, o relator da matéria, deputado Neto Carletto (Avante-BA), manteve a possibilidade de cobrança apenas em voos internacionais de companhias de baixo custo, em razão da competitividade do setor.

Segundo Neto Carletto, elevar o benefício ao nível da lei garante “segurança jurídica e impede práticas abusivas” por parte das companhias. Com o texto aprovado, o passageiro poderá levar gratuitamente uma mala de bordo de até 12 quilos e uma bolsa ou mochila sob o assento. 

O despacho sem custo será obrigatório também quando não houver espaço suficiente na cabine para acomodar a bagagem. Se também for aprovada no Senado, as novas regras passarão a integrar o Código Brasileiro de Aeronáutica.

Marcação gratuita de assentos

Avião da TUI Airways | Foto: Divulgação/TUI Airways
A proposta também derruba a atual cobrança para a seleção de assentos em voos | Foto: Divulgação/TUI Airways

A Câmara também aprovou a proibição da cobrança pela marcação de assentos-padrão, apresentada pelo deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA). A emenda, aprovada por 426 votos a 17, determina que o passageiro possa escolher gratuitamente o assento comum no check-in ou antes, sem custo adicional.

Outra medida de destaque foi a emenda da deputada Renata Abreu (Podemos-SP) que proíbe o cancelamento do trecho de volta quando o passageiro não comparecer ao embarque de ida — o chamado “no show” — salvo se houver autorização expressa do consumidor. A proposta obteve 445 votos favoráveis e apenas 10 contrários.

Penas mais duras para adulteração de bebidas

metanol em bebidas destiladas
No Brasil já foram registradas 15 mortes por adulteração de bebidas alcóolicas | Foto: Reprodução/Freepik

Também na sessão desta terça-feira, os deputados aprovaram o Projeto de Lei n° 2.307/07, que estabelece pena de cinco a 15 anos de reclusão para quem modificar alimentos, bebidas ou suplementos alimentares de forma que causem morte ou lesão grave. A matéria segue para o Senado.

A proposta ganhou força na Casa depois dos casos recentes de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas, que provocaram 15 mortes no país. A adulteração passará a ser classificada como crime hediondo quando resultar em morte ou cegueira.

O texto também aumenta a pena para crimes econômicos com combustíveis, prevê confisco de equipamentos usados em falsificação e inclui embalagens de vidro não retornáveis no sistema de logística reversa da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Informações Revista Oeste


Ricardo Lewandowski e Rui Costa devem participar do encontro

Carro incendiado em área que se assemelha a uma zona de guerra no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Twitter/X
Carro incendiado em área que se assemelha a uma zona de guerra no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Twitter/X

Depois da megaoperação policial que resultou em 64 mortes nos Complexos do Alemão e da Penha, autoridades federais planejam um encontro com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), nesta quarta-feira, 29. A mobilização federal ocorre diante da crise de segurança no Estado e busca fortalecer a cooperação entre União e governo estadual.

Devem participar da reunião o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e o diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad. Até o momento, ainda não há definição sobre o local e o horário do encontro.

Reação federal e estratégias discutidas

A decisão de enviar representantes do governo federal foi tomada depois de uma reunião de emergência, realizada na terça-feira 28, no Palácio do Planalto, liderada pela Casa Civil. O encontro contou com a presença do presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.

Durante esse encontro, o governo federal avaliou estratégias para oferecer apoio ao Rio de Janeiro e debater respostas à escalada de violência. Também foi discutida a possibilidade de retomar o debate sobre a PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional. O envio das Forças Armadas, por meio de decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), foi descartado neste momento pelo Planalto.

Antes de seguir para o Rio de Janeiro, Rui Costa deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros integrantes do governo federal para alinhar posições em relação à crise.

Detalhes da operação policial e consequências

Segundo as forças de segurança estaduais, entre os 64 mortos na operação, estão 60 suspeitos, dois policiais civis e dois policiais militares do Bope. O total de mortes é o mais alto já registrado em uma única ação policial no Rio, superando a operação de maio de 2021 no Jacarezinho, que deixou 28 vítimas, conforme levantamento do Geni/UFF.

A ação, que reuniu cerca de 2,5 mil agentes das Polícias Civil e Militar, foi planejada para conter a expansão do Comando Vermelho e cumprir aproximadamente cem mandados de prisão. Entre os alvos, 30 são de outros Estados, incluindo integrantes da facção que teriam fugido do Pará para o Rio.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), duraram mais de um ano. “Foi uma operação planejada, que começa com cumprimento de mandado judicial, investigação de um ano e um planejamento de 60 dias, que o Ministério Público participou”, afirmou o governador Cláudio Castro. “Não é uma operação de alguém que acordou e resolveu fazer uma grande operação.”

Até o momento, as autoridades confirmam 81 prisões e a apreensão de 75 fuzis. O confronto intenso também deixou feridos: três moradores atingidos por balas perdidas foram atendidos no Hospital Getúlio Vargas, e pelo menos dois policiais ficaram feridos durante a ação.

Informações Revista Oeste


Quase metade dos eleitores brasileiros diz que não votaria no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “de jeito nenhum”em 2026, segundo levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (27). De acordo com o instituto, 47,5% do eleitorado rejeitam totalmente o petista, enquanto 27,6% dizem que votariam nele com certeza. Outros 23,9% admitem que poderiam votar em Lula.

Entre os nomes da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera o índice de rejeição: 53,9% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de forma alguma. O parlamentar aparece como substituto hipotético do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que segue inelegível após decisões da Justiça Eleitoral e condenado a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de golpe.

Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é o menos rejeitado entre os potenciais candidatos: apenas 39,3% descartam o voto nele, enquanto 38,1% afirmam que poderiam votar e 16,2% dizem que votariam com certeza.

O levantamento ouviu 2.020 eleitores em 162 municípios de todos os estados e do Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

*Pleno.News
Foto: EFE/ Andre Borges


A frase do presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre traficantes serem “vítimas de usuários” resultou em grande prejuízo perante à opinião pública, gerando o quarto maior volume de publicações envolvendo o chefe do Executivo desde o início do ano. É o que mostra uma pesquisa conduzida pela empresa de suítes de mídia social Brandwatch.

Segundo o levantamento, a declaração polêmica resultou em 213 mil menções e 529 milhões de pessoas impactadas pelas publicações. Desse total de postagens, 87% foram críticas e somente 13% delas foram em tom de defesa ou elogioso.

No quesito repercussão, a fala ficou atrás somente do tarifaço criado pelo governo de Donald Trump contra o Brasil, pronunciamento em TV aberta e seu discurso na Organização das Nações Unidas (ONU). Entretanto, nesses três casos, houve maior equilíbrio entre as menções negativas e positivas.

A declaração polêmica envolvendo o narcotráfico aconteceu durante coletiva de imprensa na Indonésia. Na ocasião, o presidente comentava a operação realizada pelos Estados Unidos no Mar do Caribe contra embarcações ligadas ao tráfico de drogas internacional. Para ele, o governo norte-americano deveria cuidar dos usuários em vez de enviar as Forças Armadas por terra, ar ou mar.

– Toda vez que a gente fala de combater as drogas, possivelmente fosse mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente. Os usuários são responsáveis pelos traficantes que são vítimas dos usuários também. Você tem uma troca de gente que vende porque tem gente que compra, de gente que compra porque tem gente que vende – defendeu.

Após receber uma enxurrada de críticas, o líder brasileiro reconheceu que a frase foi “mal colocada”.

– Fiz uma frase mal colocada nesta quinta-feira e quero dizer que meu posicionamento é muito claro contra os traficantes e o crime organizado. Mais importante do que as palavras são as ações que o meu governo vem realizando, como é o caso da maior operação da história contra o crime organizado, o encaminhamento ao Congresso da PEC da Segurança Pública e os recordes na apreensão de drogas no país – argumentou.

*Pleno.News
Foto: EFE/EPA/HOW HWEE YOUNG

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