Segundo levantamento, senador reúne 47,6% das intenções de voto, enquanto atual presidente soma 46,6%, empatados na margem de erro
À esquerda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; à direita, o senador Flávio Bolsonaro | Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil e Jefferson Rudy/Agência Senado
Uma nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira, 25, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão tecnicamente empatados em um possível cenário de segundo turno para a Presidência da República nas eleições de 2026.
Segundo o levantamento, Flávio reúne 47,6% das intenções de voto, enquanto Lula soma 46,6%. A pesquisa também analisou outros sete cenários de segundo turno, considerando Lula em disputa com diferentes representantes da direita. Confira o gráfico abaixo.
Cenários diferentes de 2º turno | Foto: Reprodução/Atlas/Bloomberg
Aprovação e rejeição do governo Lula
Ainda na pesquisa, os entrevistados responderam se aprovam ou desaprovam o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do Palácio do Planalto. Ao todo, a desaprovação é de 53,5%, seguida de 45,9% de aprovação, além de outro 0,6% que não sabe.
Na avaliação do governo Lula, 49,8% dizem que ele é ruim ou péssimo. Outros 40,6% acreditam que a gestão é ótima ou boa, enquanto 9,6% a classificam como regular.
O estudo ouviu 5.028 pessoas entre os dias 18 e 23 de março e utilizou metodologia de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi financiado pelo próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04227/2026, segundo informações da AtlasIntel/Bloomberg.
Ao conceder a prisão domiciliar, o ministro proibiu visitas de aliados e políticos durante um período importante de campanha
O ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais
Restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impactam o início das movimentações políticas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para as eleições deste ano. Ao conceder a prisão domiciliar, o juiz proibiu visitas de aliados e políticos durante um período.
Com a decisão, Bolsonaro deve cumprir prisão domiciliar e só poderá receber familiares, advogados e médicos por 90 dias. Moraes justificou a medida com base em recomendações médicas para idosos que se recuperam de pneumonia nos dois pulmões e ressaltou a necessidade de ambiente controlado para evitar infecções.
Consequências políticas da restrição de Moraes a Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência da República por indicação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/Redes sociais
Esse intervalo, que coincide com a janela partidária e o processo de desincompatibilização de pré-candidatos, impede que o ex-presidente faça articulações diretas em momento comum de definições de candidaturas e de filiações partidárias.
O isolamento de Bolsonaro ocorre depois da reabertura, no final de 2025, de investigação contra Valdemar Costa Neto por suposto envolvimento em plano de golpe de Estado. O ex-presidente foi condenado a mais de 27 anos de prisão pela mesma razão.
Antes de ser submetido à prisão domiciliar, Bolsonaro recebeu, na Superintendência da Polícia Federal (PF) e na Papudinha, diversas lideranças políticas. Ele organizou candidaturas e consolidando o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu indicado à Presidência da República.
Durante os próximos meses, a interlocução do ex-presidente com o meio político ocorrerá por intermédio dos filhos Flávio e Carlos Bolsonaro, além de Jair Renan. Eles têm autorização para visitá-lo duas vezes por semana, por até duas horas cada um.
Encontro contou com lideranças de Feira de Santana e destacou parceria com o senador
O vereador licenciado e pré-candidato a deputado estadual, Jurandy Carvalho, visitou o senador Angelo Coronel, nesta segunda-feira (23). Ele esteve acompanhado do vice-prefeito de Feira de Santana e secretário de Educação, Pablo Roberto, que também é pré-candidato a deputado federal, além do vereador Albino Brandão.
Durante o encontro, o grupo colocou o mandato à disposição do senador para colaborar com ações e projetos.
“Nós nos colocamos à disposição do senador Angelo Coronel. Estive ao lado de Pablo Roberto para oferecer nosso apoio no que for necessário”, afirmou Jurandy.
Na ocasião, Pablo Roberto também reafirmou apoio à “dobradinha” com Jurandy Carvalho, fortalecendo a parceria política entre os dois pré-candidatos.
A visita reforça a articulação política e a união entre as lideranças.
A pesquisa Real Time Big Data realizada com eleitores do estado de Mato Grosso, sobre a disputa presidencial de outubro deste ano, mostrou uma liderança folgada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 46% das intenções de voto, contra 30% do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A análise, divulgada nesta terça-feira (24), incluiu o nome do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), que pontuou 3%, e nesta segunda (23) anunciou a desistência da pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Na mostra, Romeu Zema (Novo) tem 2%, Aldo Rebelo (DC) 1%, brancos e nulos somam 8% e não sabem ou não responderam 10%.
No cenário com Eduardo Leite (PSD), que aparece com 2% das intenções de voto, Flávio pontua 46%, Lula 31% e Romeu Zema 2%. Quando o candidato do PSD é Ronaldo Caiado, que aparece com 5% das intenções de voto, Flávio registra 45%, Lula 30% e Zema 2%.
No quesito rejeição, Lula lidera a mostra em Mato Grosso com 60%, Flávio tem 38%, Caiado 25%, Eduardo Leite 20%, Romeu Zema 18% e Aldo Rebelo 20%. O instituto perguntou aos eleitores de Mato Grosso sobre a avaliação do trabalho do presidente Lula: 67% desaprovam e 30% aprovam.
A pesquisa está registrada sob número BR-05763/2026, foram realizadas 1.600 entrevistas com eleitores do estado de Mato Grosso, entre os dias 21 a 23 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%.
*AE Fotos: Andressa Anholete/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR
Texto prevê penas de até 40 anos, restrições a benefícios e criação de cadastro nacional de organizações criminosas
O petista avalia sancionar o projeto com poucas alterações | Foto: Reprodução/Redes sociais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve decidir nesta terça-feira, 24, se sanciona o Projeto de Lei nº 5.582/2025, conhecido como PL Antifacção. O Congresso aprovou o texto em fevereiro e enviou a proposta para análise presidencial no início de março.
Lula reuniu ministros e auxiliares na véspera da decisão para definir os pontos finais da sanção. Segundo o portal Metrópoles, participaram do encontro integrantes da Casa Civil, Justiça, Direitos Humanos, Relações Institucionais, Comunicação Social e Advocacia-Geral da União, além da assessoria jurídica da Presidência.
O petista avalia sancionar o projeto, com poucas alterações. Um dos trechos que devem permanecer trata da proibição do voto de presos sem condenação definitiva.
No entanto, integrantes do governo defendem a manutenção do dispositivo para evitar desgaste com o Congresso. A equipe avalia que o tema pode avançar por meio de proposta de emenda à Constituição em discussão no Legislativo.
De modo geral, o PL Antifacção estabelece penas de 20 a 40 anos de reclusão para envolvidos com organizações criminosas e milícias privadas. A legislação também autoriza o compartilhamento de dados entre órgãos de segurança e permite a apreensão de bens de investigados.
Além disso, o texto cria o Banco Nacional de Facções Criminosas e inclui delitos ligados a essas organizações na lista de crimes hediondos. A medida endurece as regras de cumprimento de pena e restringe benefícios legais.
A legislação define agravantes para casos que envolvam participação de menores, atuação de agentes públicos, conexões internacionais, uso de armamento restrito ou explosivos, domínio territorial e ataques a agentes de segurança.
Governo aposta em impacto na segurança pública
O governo Lula avalia que a sanção do projeto pode melhorar a percepção da população sobre a segurança pública. Pesquisas internas do Partido dos Trabalhadores (PT) indicam aumento da preocupação dos brasileiros com o tema.
O texto foi elaborado no Ministério da Justiça durante a gestão de Ricardo Lewandowski. O Executivo enviou a proposta ao Congresso em outubro de 2025, em regime de urgência.
A sanção está prevista para as 15 horas, no Palácio do Planalto, com publicação em edição extra do Diário Oficial da União.
Após terminar o mandato, ele sairá da vida política para presidir as empresas do pai
Governador do Paraná, Ratinho Júnior Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Nesta segunda-feira (23), a assessoria do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), emitiu uma nota informando que ele desistiu de participar do processo interno do partido para escolher um candidato à Presidência da República. Com a decisão, ele permanecerá no cargo até o fim do mandato, em dezembro.
O governador disputava a indicação do partido com os governadores Ronaldo Caiado, de Goiás, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. A expectativa era de que o nome do candidato do Partido Social Democrático (PSD) fosse definido ainda nesta semana.
De acordo com o comunicado, a decisão foi tomada na noite deste domingo (22), após conversa com familiares, e informada nesta segunda ao presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab.
– Ratinho está convicto que deve manter o compromisso selado com os paranaenses nas eleições de 2018 e não pode interromper o projeto que tem garantido o ciclo de crescimento econômico do Paraná.
Segundo a nota, como já foi reeleito, o governador não pode disputar novamente o cargo no estado. Para concorrer à Presidência da República, ele teria de renunciar ao governo até 4 de abril, prazo previsto na legislação eleitoral.
– Ratinho decidiu concluir seu mandato no Paraná até dezembro deste ano e deixa de participar da discussão interna do PSD.
O texto também afirma que o governador seguirá colaborando com o partido no debate político nacional.
– Continuará à disposição do PSD para ajudar o Brasil a virar a página do atraso, criar perspectivas mais otimistas para os jovens, ser destravado com menos burocracia, endurecimento de leis criminais e tenha o agronegócio brasileiro como trunfo na competição global entre nações.
A nota diz ainda que, após deixar o governo, Ratinho Junior pretende se afastar da vida pública e “voltar ao setor privado”, presidindo as empresas do grupo de comunicação criado pelo pai, o apresentador Ratinho.
Manifestação ocorre depois de envio de laudos médicos e novo pedido da defesa
Jair Bolsonaro, ex-presidente da República | Foto: Reprodução/YouTube/Canal Jair Bolsonaro
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a concessão de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro. Ele apresentou a posição nesta segunda-feira, 23, depois de analisar os laudos médicos anexados pela defesa do ex-presidente. As informações são da CNN Brasil.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou a manifestação da PGR antes de decidir sobre o pedido. A palavra final sobre a eventual mudança caberá ao próprio magistrado.
“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, afirmou Gonet.
Ele acrescentou que a “evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”.
Bolsonaro cumpre pena na Papudinha, no Complexo da Papuda, em Brasília. Ele permanece internado há mais de uma semana no Hospital DF Star, onde recebeu diagnóstico de pneumonia.
Michelle relata evolução no quadro de Bolsonaro
Neste domingo, 22, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou de um culto em comemoração ao seu aniversário de 44 anos na Assembleia de Deus de Brasília, na região de Taguatinga.
Na ocasião, pediu orações a Bolsonaro: “Peço que os irmãos continuem orando, porque será uma semana desafiadora para o meu marido”, destacou. “Os marcadores estão ótimos, a infecção está deixando aquele corpo. Ele em breve sairá da semi-UTI.”
De acordo com o último boletim médico, o ex-presidente apresenta quadro clínico estável desde sábado 21. Conforme o documento, ele permanece afebril e não registrou intercorrências no período.
O tratamento da pneumonia bacteriana bilateral causada por broncoaspiração exige antibioticoterapia por via endovenosa. Além disso, requer suporte clínico intensivo e sessões de fisioterapia respiratória.
Romeu Zema (Novo) renunciou neste domingo (22) ao governo de Minas Gerais, passando o comando do estado a seu vice, Mateus Simões (PSD). Na cerimônia de transmissão de cargo, Zema, que pretende se lançar à Presidência da República na eleição deste ano, fez um discurso em tom eleitoral, com críticas ao governo Lula (PT).
Ao resgatar suas ações em Minas desde que assumiu o primeiro mandato, em 2019, ele disse que agora é a hora de “fazer a mesma coisa pelo Brasil”.
– Ninguém aguenta mais a farra da corrupção, ninguém aguenta mais viver com medo, ninguém aguenta mais a conta não fechar no fim do mês – criticou.
E prosseguiu:
– O Brasil está sendo destruído por esse governo que está lá em Brasília, o Brasil está sendo destruído pelo mesmo sistema que destruiu Minas Gerais. Mas vou dizer aqui uma coisa para vocês: nós não somos um país fracassado, nós somos, sim, um país roubado. O problema do Brasil não é falta de recursos, é sobra de ladrão – continuou.
Zema afirmou que tem andado pelo Brasil e entendeu que o brasileiro não quer um país perfeito.
– Ele só quer um país que seja dele outra vez e não mais o Brasil dos intocáveis. Esse país é possível, porque no Brasil nunca faltou gente disposta a fazer a coisa certa – apontou.
E finalizou:
– O que faltou foi, sim, respeito do governo com a nossa gente. Foi por isso que nós começamos a mudar em Minas. E agora chegou a hora de mudar o Brasil todo.
Apesar de Zema se dizer pré-candidato a presidente, nos bastidores, ele é cotado como vice em alguma candidatura do campo da direita, como a do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), possibilidade que o agora ex-governador nega.
DISCURSO DO NOVO GOVERNADOR O novo governador de Minas, Mateus Simões, fez agradecimentos a Zema em seu discurso de posse na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
– Ao longo dessa jornada, eu poderei entregar muitas das obras e programas que o governador Romeu Zema iniciou, mas quero ir além ao lado dos meus deputados – disse.
A solenidade na ALMG foi acompanhada pelo presidente nacional do PSD e secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, Gilberto Kassab.
Simões também disparou críticas ao governo federal ao citar a ponte sobre o Rio Grande, dizendo que ela “não tem dono, aparentemente”.
– O rio é federal, mas a União diz que a ponte não é dela. Minas diz que não foi Minas que construiu. São Paulo também diz que não foi São Paulo que construiu, apesar de Minas e São Paulo terem estradas que levam até a ponte. A ponte está com fissuras num pilar, teve de ser interditada e o problema parece que não é de ninguém – argumentou.
Em seguida, Simões disse que a reforma será bancada com recursos de Minas e de São Paulo, e afirmou que não pode contar com a ajuda do governo federal.
– A ponte já está sendo reformada com dinheiro de Minas Gerais, e eu vou mandar um boleto depois para o Tarcísio, viu Kassab? Ele tem dinheiro para ajudar. Para o governo federal não vou mandar, porque acho que eles não ajudariam mesmo – continuou.
Simões é pré-candidato ao Palácio Tiradentes, mas não está bem colocado nas pesquisas de intenção de voto recentes. Segundo levantamento Real Time Big Data divulgado no último dia 13, o senador Cleitinho (Republicanos) lidera a disputa em todos os cenários pesquisados, variando entre 30% e 40% dos votos, a depender dos concorrentes. Já Simões aparece com números entre 9% e 19%.
Senador percorre capitais da região e evita críticas diretas ao governo Lula
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciou, neste sábado (21), uma agenda de pré-campanha por estados do Nordeste. Durante a visita, o parlamentar utilizou uma camiseta com a frase “Nordeste é a solução”.
Até o momento, ele passou por Natal (RN) e João Pessoa (PB). Na capital paraibana, foi recebido pelo senador Efraim Filho (União Brasil) e pelo deputado Cabo Gilberto (PL), líder da oposição na Câmara.
Durante os compromissos, Flávio adotou um tom mais moderado nos discursos. Em uma região historicamente associada ao eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele falou em “romper as amarras do atraso”, evitando críticas diretas ao governo federal.
A principal declaração mais incisiva foi sobre o preço do diesel. No Rio Grande do Norte, o senador afirmou que o combustível estaria custando “R$ 10 e não há pandemia”. Atualmente, a alta do diesel está relacionada, sobretudo, à escalada do conflito no Oriente Médio, que impacta o preço do petróleo no mercado internacional.
Levantamento com 1,2 mil eleitores aponta alto conhecimento do caso e maioria contrária à indicação da deputada para o comando do colegiado
Erika Hilton foi escolhida para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data mostra que 84% dos brasileiros discordam da escolha da deputada Erika Hilton (Psol-SP) para presidir a Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. O levantamento ouviu 1,2 mil eleitores de 17 a 18 de março de 2026.
Segundo os dados, 82% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento da indicação da parlamentar, enquanto 18% disseram não saber do episódio.
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Entre os que avaliaram a escolha, apenas 16% disseram concordar com a indicação de Erika para comandar o colegiado.
Diferenças por idade, renda e religião
A pesquisa também mostra variações de opinião entre diferentes grupos sociais. Entre os mais jovens (16 a 34 anos), a concordância com a indicação chega a 25%. Já entre pessoas com 60 anos ou mais, o índice cai para 8%.
No recorte religioso, católicos registram 23% de concordância, enquanto entre evangélicos o índice é de 5%.
Entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, 27% disseram concordar com a escolha da deputada. Já entre os que recebem até dois salários mínimos, o índice é de 15%.
Declaração de Ratinho
O levantamento também avaliou a repercussão de declarações do apresentador Ratinho, que criticou a escolha de Erika Hilton para o comando da comissão.
Segundo a pesquisa:
61% afirmaram que a fala do apresentador foi correta;
20% disseram que foi correta, mas exagerada;
19% avaliaram a declaração como preconceituosa.
Metodologia
A pesquisa ouviu 1,2 mil eleitores em todo o país e tem margem de erro de 3 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%.
Entenda a polêmica entre Erika Hilton e Ratinho
A deputada Erika Hilton move uma ação contra o apresentador Carlos “Ratinho” Massa depois da repercussão de declarações feitas por ele durante seu programa exibido em 11 de março. Na ocasião, o apresentador criticou a escolha da parlamentar para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.
Ratinho afirmou que não considerava justo que o cargo fosse ocupado por uma mulher trans. Também disse que a comissão deveria ser presidida por “mulher mesmo”.
Depois da repercussão, Erika acusou o apresentador de transfobia e acionou diferentes órgãos públicos. A deputada apresentou denúncia ao Ministério Público Federal, pediu investigação criminal e também solicitou ao Ministério das Comunicações a suspensão do Programa do Ratinho por 30 dias.
O ministério confirmou o recebimento da representação administrativa e informou que a Secretaria de Radiodifusão analisará o caso e os pontos apresentados pela parlamentar.
O Ministério Público Federal decidiu acolher a denúncia e abriu a ação civil pública, que agora tramita na Justiça Federal. Entre os pedidos do órgão estão indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e retirada do programa da internet.
Ratinho, por sua vez, afirmou que não ofendeu a deputada e negou ter feito declarações transfóbicas. O apresentador também disse que pode processar quem o acusou desse tipo de conduta.