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Presidente confirmou intenção de indicar advogado ao Supremo nesta quinta-feira (1º); medida ainda não foi oficializada. Nome ainda precisa do aval do Senado.

Advogado de Lula, Cristiano Zanin, mo julgamento do caso do sítio de Atibaia no TRF-4 — Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4

Advogado de Lula, Cristiano Zanin, mo julgamento do caso do sítio de Atibaia no TRF-4 — Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4 

Políticos e autoridades reagiram à confirmação feita por Lula de que indicará o advogado Cristiano Zanin para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF) aberta com a aposentadoria do ministro Ricardo Lewandowski (veja a repercussão abaixo). 

Zanin foi advogado pessoal de Lula na operação Lava Jato. A indicação dele ao Supremo provocou reação de oposicionistas, inclusive o senador Sergio Moro (União-SP), que foi juiz da operação e condenou Lula em primeira instância. A sentença foi posteriormente anulada pelo STF. 

“A nomeação de um advogado e amigo pessoal do presidente da República para o Supremo Tribunal Federal não favorece a independência da instituição e fere o espírito republicano”, escreveu Moro em uma rede social. 

Já governistas defenderam a escolha. O ministro Flávio Dino (Jusitça) disse que Zanin preenche os requisitos para ser ministro do STF e que a indicação é um reconhecimento do papel dos advogados “para o bom funcionamento da Justiça”. 

Ricardo Lewandowski, de quem Zanin deverá herdar a cadeira no STF, também defendeu a indicação. “Será, com certeza, um magistrado competente e imparcial”, disse. 

Apesar de já anunciada por Lula, a indicação de Zanin ainda não foi oficializada no “Diário Oficial da União”. Para assumir o cargo na Corte, o advogado tem que ser sabatinado e ter o nome aprovado pelo Senado. 

Ao colunista do g1 Valdo Cruz, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que a expectativa é de que o Senado aprove a indicação de Zanin antes do recesso parlamentar de julho. 

Veja a repercussão da indicação de Cristiano Zanin ao STF

“A nomeação de um advogado e amigo pessoal do presidente da República para o Supremo Tribunal Federal não favorece a independência da instituição e fere o espírito republicano.” 

“Ao indicar Cristiano Zanin para o STF, Lula prestigia seu advogado de defesa, que conseguiu livrá-lo das condenações da Lava Jato, mas ignora o espírito republicano, abandonando nomes com mais mérito, isenção e experiência na magistratura.” 

“O Dr. Zanin preenche plenamente os requisitos constitucionais para a indicação presidencial ao Senado, visando à nomeação para compor o STF. O Dr. Zanin demonstrou ter notável saber jurídico e reputação ilibada, conforme disposto no artigo 101 da Constituição. A sua indicação é também um reconhecimento ao papel dos advogados para o bom funcionamento da Justiça.” 

“Cristiano Zanin é um advogado respeitado, tem carreira jurídica consolidada e atende todos os requisitos para ser o mais novo ministro do STF. Foi escolhido pelo presidente Lula e certamente terá amplo apoio no Senado em razão do seu notório conhecimento jurídico.” 

“Avalio positivamente. É alguém que reúne condições e tem os predicados para ser ministro do Supremo Tribunal Federal e essa é uma avaliação obviamente o colegiado do Senado Federal terá condições de fazer.” 

“Considero a indicação de Zanin para o STF, uma decisão acertada do presidente Lula. Trata-se de um nome que tem demonstrada competência e qualidade técnica para ocupar a posição de ministro na Suprema Corte do país.” 

“Cristiano Zanin é um experiente e combativo advogado que preenche todos os requisitos constitucionais para ocupar uma vaga de Ministro do Supremo Tribunal Federal. Será, com certeza, um magistrado competente e imparcial.” 

“Parabéns, Cristiano Zanin, pela indicação ao STF. É o reconhecimento de sua coerência na defesa do Direito e da Constituição. O Judiciário brasileiro sai engrandecido!” 

“Quero cumprimentar o brilhante advogado Cristiano Zanin pela escolha para o STF. Vai honrar a toga do ministro Ricardo Lewandowski.”

Informações G1


Foto: Poder 360

Presidente da Câmara afirmou que governo terá mais uma oportunidade de trabalhar na articulação para ‘ter dias mais tranquilos’. Texto vai ser votado no Senado nesta quinta-feira (1º).

Após a aprovação da medida provisória que organiza os ministérios do governo Lula, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que o governo “terá que andar com suas pernas” a partir de agora. A sessão que aprovou a MP terminou na madrugada desta quinta-feira (1º).

A medida, que mantém a composição do governo Lula, foi aprovada por placar de 337 a 125. Agora, o texto vai para o Senado, que precisa aprovar a matéria até as 23h59 desta quinta para que a MP não perca a validade.

Ao deixar o Congresso, Lira disse que os líderes de partidos independentes que não fazem parte da base do governo reconheceram a necessidade de dar mais uma oportunidade ao Planalto.

“Estamos longe de estarmos comemorando uma base, como alguns tentam perpassar. Amanhã será um novo dia. Dia de Senado apreciar a matéria”, afirmou o presidente da Câmara.

Lira disse ainda que o governo vai ter mais uma oportunidade de trabalhar em uma articulação mais permanente para ter condições de “ter dias mais tranquilos”.

“Importante que se diga, deixe claro, que daqui pra frente, governo vai ter que andar com suas pernas. Não haverá nenhum tipo de sacrifício.”

Lira afirmou que a construção do placar foi feita com “muita conversa, parcimônia e tranquilidade dos líderes”.

Na manhã de quarta, antes da votação do texto, Lira disse que existe uma “insatisfação generalizada” da Câmara com a articulação política do governo.

Para que a MP fosse aprovada, o presidente Lula precisou entrar pessoalmente nas negociações. Além disso, o governo liberou R$ 1,7 bilhão em emendas parlamentares, um recorde para o ano.

Metropoles

Estadão chama Lula de amador
1 de Junho de 2023

Estadão chama Lula de amador

Foto: Ricardo Stuckert

Um editorial publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quinta-feira, 1˚, chama o presidente Lula de “amador” e diz que o governo “tem levado uma surra” do Congresso Nacional.

O jornal listou uma série de derrotas da gestão petista em menos de seis meses no poder e critica Lula por agir como se tivesse sido eleito com ampla maioria de votos.

“O presidente, a quem sempre se atribuíram muitos predicados políticos, mostra espantoso amadorismo ao ignorar que o espectro ideológico majoritário da sociedade brasileira ainda se inclina para uma direita conservadora, como está refletido na composição do Congresso”, observa o editorial.

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Adiante, o jornal lembra o acúmulo de poder do Parlamento nos últimos anos. “Diferentemente do que acontecia duas décadas atrás, no primeiro mandato de Lula, o Congresso dispõe de instrumentos para fazer valer suas vontades muitas vezes à revelia do Executivo”, constata o Estadão. “Ou seja, o presidente deve ser ainda mais aberto ao diálogo e à negociação, aceitando o fato de que tem menos poder para ditar a agenda do país e que, por isso, deve se entender com as lideranças desse Congresso em que o governo é gritantemente minoritário.”

Ao concluir o editorial, o jornal menciona o presidente do Chile, Gabriel Boric. Radical de esquerda, o comunista precisou moderar o discurso, em virtude do extremismo de suas propostas rejeitadas pela população na Constituinte. Para o Estadão, Lula tem muito a aprender com o amigo socialista.

Revista Oeste


Miriam Leitão diz que governo Lula está “entre ruim e o pior”

Foto: Reprodução/GloboPlay

Com histórico de simpatia ao petista e à agenda de esquerda, jornalista se tornou crítica contumaz de Lula

A jornalista Miriam Leitão, em sua coluna no jornal O Globo, nesta quarta-feira (31), criticou o senso de ocasião do presidente Lula e a falta de percepção política do petista, que “deixou para a última hora a negociação em torno da medida provisória de reestruturação”.

– (…) E quando isto acontece, o Congresso tem uma arma a mais para apontar em relação ao Planalto, que é o fantasma de cair a medida provisória. Ou seja, de voltar a estrutura do mandato anterior. O governo está assim entre o ruim e o pior – disse Leitão, evidenciando mais um fracasso da articulação política deste atual governo.

A colunista destacou o substitutivo do deputado Isnaldo Bulhões, que foi aprovado em comissão mista, na última semana, e que derreteu as atribuições do Ministério do Meio Ambiente, e retirou poderes do Ministério dos Povos Indígenas – mais uma derrota aviltante do governo Lula.

– Pior ainda é cair a MP, que a um dia de caducar, precisa passar nas duas casas – observou Miriam, que admitiu que “o governo está com a faca no peito porque não fez articulação”.

– Este erro é um resumo das atitudes errôneas que o governo Lula tem cometido, de não se envolver na articulação, de não dar poderes a quem articula, de ser dúbio – criticou.

A cronista política se mostra decepcionada com o rumo do governo petista e adverte para um erro gravíssimo que prospera ante a inércia de Lula e seus asseclas na articulação política: ter a própria base governista votando contra projetos de interesse do Planalto.

– (…) No caso do marco temporal, Lula foi derrotado pela oposição e também por parte da própria base, com partidos como MDB e União Brasil votando contra a posição do governo. Quando se fala da votação da MP na comissão mista, com o esvaziamento do Ministério do Meio Ambiente, o próprio PT votou a favor da proposta do deputado Isnaldo Bulhões – completou.

Pleno News 


Ministro também afirmou que crime de associação criminosa prescreveu. Julgamento continua.

STF condena Collor por esquema de corrupção

STF condena Collor por esquema de corrupção 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (31) para condenar o ex-senador Fernando Collor de Mello a oito anos e dez meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro (veja abaixo os votos até a publicação desta reportagem). 

Em relação a um terceiro crime, alvo de divergência entre os ministros, o de associação criminosa, Moraes considerou que houve prescrição, ou seja, já se esgotou o prazo para punir o delito.

O Supremo retomou o julgamento da ação penal contra o ex-senador Fernando Collor e outros dois réus (entenda mais abaixo). É o sétimo dia de sessão. 

Na quinta-feira (25), por 8 votos a 2, a Corte condenou Collor e os outros dois envolvidos. Agora, os ministros definem a chamada dosimetria da pena. 

Até a publicação desta reportagem, os ministros votaram da seguinte forma: 

Pena de 8 anos e 6 meses

A posição de Moraes diverge do entendimento do relator da ação, ministro Edson Fachin, que propôs que Collor seja condenado a 33 anos de prisão. 

Em penas superiores a oito anos de prisão, o regime prisional é fechado. Mas a definição da pena não significa que Collor será preso imediatamente. Isso porque, no Supremo, os ministros costumam determinar o início do cumprimento da pena após os chamados segundos embargos, que são recursos que pedem esclarecimentos sobre o julgamento, caso sejam apresentados. 

O caso – que é um desdobramento da Lava Jato – envolve Collor e outros dois réus, os empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos. Amorim é apontado na denúncia como administrador de empresas do ex-senador. Ramos segundo seria o operador particular do ex-parlamentar. 

Inicialmente, na denúncia do Ministério Público, Collor foi acusado de receber R$ 29,9 milhões em propina por negócios da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras na venda de combustíveis. No entanto, para os ministros, a propina seria de R$ 20 milhões.

Informações G1


Valor foi empenhado de segunda para terça, quando governo buscava aprovar MP que reorganiza ministérios. Lento ritmo de liberação de emendas é uma das queixas de parlamentares contra o governo.

Câmara aprova texto-base do marco temporal sobre demarcação de terras indígenas

Em apenas um dia, o governo liberou R$ 1,7 bilhão de reais em emendas parlamentares. Os valores foram empenhados nesta terça-feira (30), data da votação do projeto do marco temporal e quando havia a expectativa de votar a medida provisória que reorganiza a Esplanada dos Ministérios. Os dados são do portal do Orçamento Federal. 

Até a segunda-feira (29), o governo tinha liberado R$ 3,16 bilhões em emendas. Até o dia 30, a soma chegou a R$ 4,87 bilhões. 

Em relação ao fim da semana passada, houve uma liberação de R$ 100 milhões para a bancada do PT na Câmara. 

Grande parte dessa verba foi para os partidos do chamado Centrão. 

Os deputados do PSD foram beneficiados com R$ 190 milhões. Já a bancada do PL recebeu mais de R$ 250 milhões de reais. 

Deputados do PP, o partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), obtiveram mais de R$ 175 milhões. E os do União Brasil, R$ 98 milhões. 

Câmara aprova texto-base do marco temporal sobre demarcação de terras indígenas 

Liberações até 30 de maio

Deputados por bancada:

Liberações até 26 de maio

Deputados por bancada:

Informações G1


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Palácio do Planalto - 29.mai.2023 - Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Palácio do Planalto Imagem: 29.mai.2023 – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Tortura, espancamento, asfixia, violência sexual, prisões arbitrárias, censura, repressão e violações de direitos humanos. Num informe produzido por uma missão criada pela ONU, é refutada a tese do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a situação na Venezuela seria apenas uma “narrativa” criada contra Nicolas Maduro. Segundo as conclusões do inquérito independente, crimes contra a humanidade ocorreram no país.

Nesta semana, o presidente brasileiro contestou a pressão internacional contra o venezuelano e alertou que uma “narrativa” havia sido criada para abalar o governo Maduro. A frase de Lula causou polêmica, com governos sul-americanos rebatendo a forma pela qual Lula descreveu a situação.

Se retomar a relação diplomática com Caracas era vista como um gesto importante por parte do Brasil, o entusiasmo de Lula com Maduro criou constrangimentos, mesmo entre diplomatas.

Na comunidade internacional, ninguém nega que a pressão sobre Maduro existiu e fazia parte de uma operação liderada por Donald Trump e seus aliados. Mas, diante da necessidade hoje de seu petróleo, governos estrangeiros reavaliam como retomar a relação com Caracas, inclusive por parte dos europeus.

Entre ativistas de direitos humanos e organismos internacionais, o temor é de que a repressão dos últimos anos seja ignorada, em nome de um “novo capítulo” na normalização da relação com os venezuelanos.

Para esses ativistas, os crimes já estão registrados.

Num informe detalhado sobre as operações de repressão na Venezuela contra a oposição, uma missão estabelecida pela ONU alertou no final de 2022 que as agências de inteligência militares e civis do estado funcionam para implementar um “plano orquestrado nos mais altos níveis do governo para reprimir a dissidência através de crimes contra a humanidade”.

Antes, em 2020, a mesma missão alertou que o presidente Nicolas Maduro e outros membros do alto escalão do governo estavam cientes das violações e deram apoio e ordens aos grupos que levaram adiante tais atos. O inquérito sugeriu que o Tribunal Penal Internacional considerasse ações legais contra os responsáveis.

De acordo com o inquérito, Maduro e outros líderes sabiam, coordenaram ou contribuíramnos atos criminosos. Desde 2014, 3,4 mil opositores políticos teriam sido presos e a repressão era “uma política de estado”. Segundo o inquérito, Maduro chegava a saltar a cadeia de comando dos militares para dar ordens diretas em certos casos.

Dois anos depois, no novo informe, a missão apontou que Maduro “orquestrou” o plano e constatou o papel de indivíduos em diferentes níveis nas cadeias de comando para suprimir a oposição ao governo.

Tais atos envolveram a prática de atos de tortura extremamente graves que equivalem a crimes contra a humanidade. O documento foi produzido pela Missão Internacional Independente de Investigação de Fatos sobre a República Bolivariana da Venezuela (FFMV). A missão foi proposta no Conselho de Direitos Humanos da ONU e aprovada pela maioria dos países.

“De acordo com a análise da Missão e as informações recebidas, dissidentes reais e supostos e opositores do governo foram alvos de detenção com base em critérios que incluíam sua suposta participação em conspirações contra o governo, seus papéis de liderança ou potencial de liderança, seus papéis dentro da oposição política, suas críticas públicas ao governo e, em alguns casos, seu potencial de serem submetidos a atos de extorsão”, disse o informe.

“Em certos casos, o presidente Nicolás Maduro e outras pessoas de seu círculo íntimo, bem como outras autoridades de alto nível, estavam envolvidos na seleção dos alvos”, denunciam.

Entre as medidas de tortura realizadas pelo estado venezuelano, a missão criada pela ONU identificou:

No documento, o grupo detalha os papéis e contribuições de vários indivíduos em diferentes níveis das cadeias de comando dentro dessas agências e pede às autoridades que investiguem suas responsabilidades.

“Nossas investigações e análises mostram que o Estado venezuelano conta com os serviços de inteligência e seus agentes para reprimir a dissidência no país”, constata.

“Ao fazê-lo, crimes graves e violações dos direitos humanos estão sendo cometidos, incluindo atos de tortura e violência sexual”, disse. “Estas práticas devem cessar imediatamente, e os indivíduos responsáveis devem ser investigados e processados de acordo com a lei”, disse Marta Valiñas, presidente da missão.

No mesmo documento, o grupo destaca ainda a situação no estado Bolívar do sul do país, onde atores estatais e não estatais cometeram uma série de violações e crimes contra as populações locais em áreas de mineração de ouro.

Para chegar às conclusões, a missão realizou 246 entrevistas confidenciais, presenciais e remotas. Além disso, analisou arquivos de casos e outros documentos legais. Devido a uma contínua falta de acesso ao território venezuelano desde sua criação em 2019, a Missão realizou visitas a áreas ao longo das fronteiras do país.

“A Venezuela ainda enfrenta uma profunda crise de direitos humanos, e nossos relatórios de hoje destacam apenas dois aspectos desta situação. Exortamos a comunidade internacional a continuar a acompanhar de perto os desenvolvimentos na Venezuela e a monitorar se estão sendo feitos progressos confiáveis no avanço da justiça, da prestação de contas e do respeito aos direitos humanos”, disse Valiñas.

Entre os responsáveis pelos crimes, a missão destacou o papel da Direção Geral de Contra-espionagem Militar (DGCIM) e o Serviço Nacional de Inteligência Bolivariana (SEBIN) – na prática de violações dos direitos humanos desde 2014. Algumas dessas violações equivalem a crimes contra a humanidade.

No total, a missão internacional registrou 122 casos de vítimas que foram submetidas a tortura, violência sexual ou outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes, perpetrados por agentes do estado. A tortura foi praticada na sede dos órgãos em Caracas e em uma rede de centros de detenção secretos em todo o país.

Já a inteligência venezuelana tem torturado ou maltratado detentos – incluindo políticos da oposição, jornalistas, manifestantes e defensores dos direitos humanos – principalmente no centro de detenção El Helicoide em Caracas. “A missão investigou pelo menos 51 casos desde 2014. O relatório detalha como as ordens foram dadas por indivíduos nos mais altos níveis políticos a funcionários de nível inferior”, constata. Tanto o SEBIN quanto a DGCIM fizeram amplo uso da violência sexual e de gênero para torturar e humilhar seus detentos.

Plano colocado em ação por Maduro

Uma das queixas da missão da ONU é de que as autoridades venezuelanas não conseguiram responsabilizar os autores dos crimes e nem reparar as vítimas em um contexto em que as reformas judiciais anunciadas a partir de 2021 não conseguiram resolver a falta de independência e imparcialidade do sistema judiciário.

“As violações e crimes cometidos pelo SEBIN e DGCIM continuam até hoje. As mesmas estruturas, dinâmicas e práticas permanecem em vigor, enquanto funcionários relevantes continuam a trabalhar para as agências, e em alguns casos foram até promovidos. A análise da Missão detalha ainda como estes esforços foram colocados em ação pelo Presidente Maduro e outras autoridades de alto nível como parte de um plano deliberado do Governo para suprimir as críticas e a oposição”, destacou.

“As violações dos direitos humanos pelas agências de inteligência do Estado, orquestradas nos mais altos níveis políticos, ocorreram em um clima de quase completa impunidade. A comunidade internacional deve fazer tudo para garantir os direitos das vítimas à justiça e às reparações”, disse Francisco Cox, membro da missão.

Informações UOL


Câmara aprova Bolsa Família e volta ao R$ 600 de Bolsonaro

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (30), a medida provisória (MP) que recria o Bolsa Família em substituição ao programa Auxílio Brasil. A medida segue para análise do Senado Federal.

O texto foi aprovado com valor mínimo de R$ 600 por família, além do acréscimo de R$ 150 por crianças de zero a sete anos incompletos, chamado de Benefício Primeira Infância.

Os deputados ainda rejeitaram o destaque apresentado para autorizar que o benefício do Bolsa Família seja usado para a contratação de empréstimos consignados.

O relator do projeto, deputado Dr. Francisco (PT-PI), também acrescentou na MP a continuidade do pagamento do adicional do Auxílio-gás, que garante o benefício do valor médio de um botijão de 13 kg por família a cada dois meses.

Anteriormente, o valor pago era de 50% do botijão, a partir de uma média calculada nos seis meses anteriores.

O governo federal tem pressa para aprovar essa medida provisória no Congresso para garantir o adicional do vale-gás. Esse ponto não estava previsto no texto original como editado pelo Executivo, mas foi incorporado na comissão mista do Congresso sobre o tema, sob relatoria do deputado Dr. Francisco (PT-PI). Nos termos técnicos do Congresso, foi aprovado hoje, portanto, um projeto de lei de conversão – medida provisória com alterações.

O adicional do vale-gás estava previsto em outra medida provisória anterior sobre o assunto e também sobre o Bolsa Família. Porém, esta MP mais antiga vai perder a validade nesta semana, já que ela não teve andamento no Parlamento.

O governo conseguiu transferir e aprimorar o Bolsa Família na medida provisória mais nova analisada e aprovada hoje pela Câmara. Já o pagamento do complemento turbinado do vale-gás seria extinto. O tópico, então, foi acrescentado pelo relator petista durante a tramitação da MP na comissão mista para tentar salvar a questão.

A medida provisória terá força de lei assim que publicada no Diário Oficial da União. No entanto, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias para não perder o efeito. Neste caso da MP do Bolsa Família, tem até 29 de junho para não vencer.

CNN


VÍDEOS: Veja o momento em que jornalista da Globo leva soco de segurança de Maduro

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A repórter da Rede Globo Delis Ortiz foi supostamente agredida com um soco no peito em confusão durante coletiva com o ditador venezuelano Nicolas Maduro. Delis questinou Maduro sobre a dívida da Venezuela com o Brasil. A informação é do site Metrópoles. 

Informações TBN


Em 5 meses, governo Lula gasta R$ 24 milhões em viagens internacionais

Reprodução/Reprodução

Despesas englobam missões realizadas pelo presidente e sua comitiva até a cerimônia de coroação do Rei Charles III, no início de maio

governo Lula já gastou mais de 24 milhões de reais em viagens internacionais. As informações foram obtidas por VEJA via Lei de Acesso à Informação (LAI). Os valores  foram convertidos para a moeda nacional, com base na cotação atual do dólar, que é de 5,06.

As despesas englobam as viagens feitas por Lula e sua comitiva para os seguintes países: Argentina, Uruguai, Estados Unidos, China, Emirados Árabes, Portugal, Espanha e, finalmente, Reino Unido. Os deslocamentos ocorreram entre janeiro e maio deste ano.

Entre os dias 4 e 6 de maio, Lula foi à Inglaterra com o objetivo de participar da cerimônia de coroação do rei Charles III. A União desembolsou somente com essa viagem 8,9 milhões de reais em despesas que vão de diárias, custeio para hospedagem (1,4 milhão de reais); material de escritório; aluguel de salas de apoio (161,2 reais) e contratação de intérprete. Trata-se do país onde se gastou mais com hotéis até agora. Em suas passagens por Espanha e Portugal, entre 21 e 26 de abril, Lula gerou despesas da ordem de 1,28 milhão de reais apenas em hospedagem.

A viagem presidencial na qual houve a maior contratação de serviços foi  a visita à China, entre os dias 11 e 15 de abril deste ano. Além de despesas com a compra de equipamentos de áudio (29.600 reais), houve ainda gastos com a contratação de bufê para um coquetel (145.000 reais) e para a aquisição de uma impressora portátil.

Até a visita do presidente ao Emirados Árabes, em abril, o governo divulgou a lista dos integrantes das comitivas que acompanharam Lula em suas missões internacionais. Dali em diante, a prática foi suspensa. A reportagem pediu essas informações via LAI, mas não obteve sucesso, sob o argumento de que esses dados estão disponíveis no DOU. O maior número de acompanhantes se deu na viagem de Lula para a China. Para essa missão, o presidente levou 26 convidados.

Veja 

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