Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira (21), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, rebateu a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que defendeu o fim da Justiça Eleitoral.
A defesa foi feita pela petista ao contestar multas milionárias impostas ao seu partido durante discussão na Câmara sobre a PEC da Anistia. O PT foi multado pelo não cumprimento das cotas de gênero.
“Eu queria falar das multas dos tribunais eleitorais, os valores ditos aqui, R$ 750 milhões, R$ 23 milhões, isso não é multa exequível, não tem como pagar, nós não temos dinheiro. Elas (as multas) trazem a visão subjetiva da equipe técnica do tribunal, que sistematicamente entra na vida dos partidos políticos, querendo dar orientação, interpretando a vontade de dirigentes, a vontade de candidatos”, disse Gleisi na comissão.
“Isto inviabiliza os partidos […] Não pode ter uma Justiça Eleitoral… Aliás o único país do mundo que tem Justiça Eleitoral é o Brasil, o que já é um absurdo. E custa três vezes mais do que o financiamento de campanha. Talvez precisemos olhar aí para mudar”, afirmou a petista.
CONFIRA A NOTA COMPLETA DE ALEXADRE DE MORAES:
“O Tribunal Superior Eleitoral repudia afirmações errôneas e falsas realizadas no intuito de tentar impedir ou diminuir o necessário controle dos gastos de recursos públicos realizados pelos partidos políticos, em especial aqueles constitucional e legalmente destinados às candidaturas de mulheres e negros.
Lamentavelmente, a própria existência da Justiça Eleitoral foi contestada por presidente de partido político, fruto do total desconhecimento sobre sua importância, estrutura, organização e funcionamento.
O Tribunal Superior Eleitoral atua em conjunto com os 27 Tribunais Regionais Eleitorais, com 2637 juízes eleitorais e o mesmo número de promotores eleitorais, com aproximadamente 22 mil servidores e 2,2 milhões de mesários, verdadeiros agentes da cidadania.
A Justiça eleitoral não tem como única função a fiscalização da utilização de dinheiro público pelos partidos políticos, competindo-lhe, principalmente, o cadastramento – inclusive biométrico – e constantes atualizações de nossos 156.454.011 (cento e cinquenta e seis milhões, quatrocentos e cinquenta e quatro mil e onze) eleitoras e eleitores, a organização e realização das eleições e o processo e julgamento de todas as causas eleitorais.
Somos a única Democracia do mundo que apura e divulga os resultados eleitorais no mesmo dia, com agilidade, segurança, competência e transparência. Isso é motivo de orgulho nacional e não para agressões infundadas.
A vocação pela Democracia e a coragem de combater aqueles que são contrários aos ideais constitucionais e aos valores republicanos de respeito à vontade popular permanecem nesses 91 anos de existência da Justiça Eleitoral, como demonstrado nas eleições de 2022.
A Justiça Eleitoral atua com competência e transparência, honrando sua histórica vocação de concretizar a Democracia e a autêntica coragem para lutar contra as forças que não acreditam no Estado Democrático de Direito e pretendem obstar que atue no sentido de garantir o cumprimento da Constituição Federal e da legislação.
O líder da oposição no Senado Federal, Rogério Marinho (PL-RN), apresentou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pedindo para derrubar o sigilo do cartão corporativo do petista.
Na peça, Marinho diz que Lula gastou R$ 8 milhões no cartão entre janeiro e julho, mais do que os ex-presidentes Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro, mas não detalhou cada gasto alegando risco à segurança do presidente.
“Lula celebra que o Brasil ‘está de volta’, mas o que vemos são os R$ 8 milhões gastos abusivamente com o cartão corporativo, um recorde do PT. Diante da falta de transparência e responsabilidade com o dinheiro público, entrei com uma representação no TCU para exigir o fim do sigilo e apurar possíveis irregularidades. O povo não pode pagar pelas irresponsabilidades do governo” escreveu o senador no X, antigo Twitter.
O líder da oposição no Senado ainda disse que o sigilo “dificulta o controle social dessas despesas realizadas com dinheiro público”, diz um trecho da peça.
O ex-prefeito José Ronaldo comentou o resultado da pesquisa feita pelo Instituto Séculus, contratada pelo Protagonista, em que aparece liderando as intenções de voto em todos os cenários sugeridos junto a 820 eleitores feirenses, entre os dias 12 e 14 desse mês de setembro. Ele também fez uma importante revelação ao blog.
Em seu estilo discreto, José Ronaldo afirmou ao Protagonista que, apesar de não comentar pesquisas, sempre as acompanha. “É um momento avaliado pela pesquisa, que trouxe vários nomes como opção. Vamos aguardar os desdobramentos políticos. Vou aqui fazendo o que sempre fiz: trabalhando, visitando pessoas e participando de reuniões”, diz Ronaldo.
José Ronaldo ainda fez uma grande revelação ao Protagonista: “vou aguardar o mês de dezembro próximo para definir sobre a candidatura a prefeito de Feira”.
Líderes e dirigentes das principais entidades representativas de classe de Feira de Santana se reuniram no último sábado (16) durante o Encontro de Entidades Sindicais, realizado no Rancho da Felicidade, em São Gonçalo dos Campos. O ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho foi o palestrante.
Participaram representantes de 21 entidades sindicais que atuam em Feira de Santana. O evento proporcionou um espaço de discussão e reflexão sobre temas cruciais para a vida dos trabalhadores locais. O tema central do encontro foi “A importância das entidades representativas no contexto político, econômico e trabalhista”. O encontro foi idealizado por Hamilton Ramos, e organizado com o apoio de Valdir Santos e Josenildo Cebola.
Na oportunidade José Ronaldo observou que os dirigentes sindicais carregam responsabilidade semelhante aos políticos com mandatos. “São porta-vozes dos trabalhadores, lutando por seus direitos e interesses. Assim como os políticos, precisam buscar soluções para os desafios enfrentados pela classe trabalhadora, promovendo melhorias econômicas e sociais”, declarou.
José Ronaldo destacou a relevância do diálogo entre as entidades sindicais e os poderes públicos, enfatizando que é por meio dessa interação que é possível alcançar conquistas significativas. Ele ressaltou a importância de se construir parcerias sólidas e colaborativas, visando o benefício mútuo da comunidade e dos trabalhadores.
O organizador do evento, Hamilton Ramos, fez uma contextualização histórica sobre o surgimento dos sindicatos, bem como a forma de atuação no passado e nos dias atuais. Ele também apresentou estatísticas e números comparativos. “O Brasil tem 16.293 sindicatos enquanto os Estados Unidos possuem 130”, exemplificou.
O evento também contou com a presença de líderes sindicais de diferentes setores. Joseval Costa, representante do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (SINDPOC) e membro da COBRAPOL (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis), enfatizou a importância do evento como um espaço para discutir demandas e lutar pelo coletivo, independente de bandeiras partidárias.
André Felipe Pereira, presidente do SINDMONTAGEM (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Linhas de Montagem em Geral), destacou a importância do diálogo e da troca de experiências entre os sindicatos e o poder público.
Geovane Figueiredo, representante do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias, ressaltou que, mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelos sindicatos em todo o país, o encontro proporcionou uma oportunidade crucial para discutir problemas e buscar soluções em nível local, estadual e nacional.
O ex-prefeito José Ronaldo (União Brasil) e o Partido Progressista (PP) iniciaram uma paquera política que tem tudo para virar noivado e resultar em casamento. Em entrevista ao comunicador Dilton Coutinho, comandante do Acorda Cidade, o presidente estadual do PP, deputado federal Mário Negromonte Júnior, confirmou o flerte.
Durante a sessão solene na Câmara dos Deputados, em Brasília, em homenagem aos 190 anos de Feira de Santana, na manhã desta terça-feira (19), Mário Negromonte Júnior informou como andam as conversas com José Ronaldo. “Ele falou um pouco do que está pensando para a política neste ano, e eu me dou muito bem com ele, tenho um respeito, um carinho muito grande por Zé Ronaldo, pela história dele em Feira. Enfim, eu acho que é uma figura que merece todo o nosso respeito”, destacou.
Ainda segundo Mário Negromonte Júnior, o PP é um partido onde José Ronaldo pode atrair forças políticas. “O nosso partido tem uma penetração muito forte aqui em Brasília, é um partido que tem espaço de TV, de rádio, um partido que tem grande representação da Bahia, com quatro deputados federais, seis deputados estaduais, então é um partido que tem forças. Então certamente, Zé Ronaldo deve pensar em querer atrair todas as forças possíveis, o Partido Progressista pode ser um dos partidos que ele queira”, declarou.
Uma situação que pode ter como desdobramento o apoio da presidente da Câmara Municipal, Eremita Mota, e seu filho, o empresário Yuri Guimarães, à candidatura de José Ronaldo em Feira.
Eremita está de malas prontas para deixar o PSDB e ingressar no PP, partido que será comandado em Feira pelo seu filho, empresário Yuri Guimarães, que tem o nome bastante comentado no bastidor político feirense. O próprio Mário Negromonte Júnior confirmou a Dilton Coutinho a ascensão de Yuri.
“O partido vai anunciar a nova comissão provisória brevemente, mas está previsto para que no dia 7 de outubro, a presidência em Feira de Santana será comandada pelo jovem empresário Yuri Guimarães, filho da nossa querida presidente da Câmara, Eremita. A gente vai procurar agregar outros empresários, outras pessoas que queiram contribuir com a política em um partido novo, uma nova modelagem, num momento certo com vereadores de mandato, com pré-candidatos a vereadores, com candidatos a vereadores, então estamos preparando um projeto para contribuir de forma maiúscula para Feira de Santana”, disse .
Vale lembrar que em Salvador o PP é da base do governo Bruno Reis (União Brasil) e a aliança deve prosseguir nas eleições 2024. “Fazer uma mudança dessa agora em Salvador, eu acho até que para o partido, soaria muito estranho, lógico que a gente ainda vai sentar com o prefeito Bruno Reis, para saber o que ele pensa do partido nas eleições”, afirmou Negromonte Júnior.
(Com informações do comunicador Dilton Coutinho, publicadas no Acorda Cidade)
Ex-procurador teve mandato de deputado federal cassado pelo TSE
Deltan Dallagnol: ‘Não há justiça no STF’ | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR) desistiu de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O anúncio foi feito na segunda-feira 18 em uma postagem na rede social X (antigo Twitter).
“Não irei recorrer ao STF e a razão é: eu sei que a justiça não vence no Supremo”, escreveu o ex-parlamentar e ex-procurador do Ministério Público Federal, que foi o chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato.publicidade
Não irei recorrer ao STF e a razão é: eu sei que a justiça não vence no Supremo. https://t.co/WiQv7E3UFj
Na quinta-feira 14, o TSE rejeitou o recurso (embargos de declaração) feito pela defesa de Dallagnol. A decisão contra os embargos foi unânime, assim como a decisão de sua cassação, em 16 de maio. Votaram contra o recurso o relator, Benedito Gonçalves, e os ministros Alexandre de Moraes, Raul Araújo, Floriano de Azevedo Marques, André Ramos Tavares, Cármen Lúcia e Nunes Marques.
Com o julgamento dos embargos de declaração, caberia recurso extraordinário ao STF, do qual Dallagnol desistiu. Para cassar o mandato do ex-procurador, o TSE criou a tese de que ele pediu demissão do cargo de procurador em 2021 para não responder a um processo administrativo disciplinar (PAD) e ser eventualmente condenado.
Entretanto, a chamada Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 64/1990) não prevê essa hipótese de inelegibilidade, que só cabe ao juiz ou promotor que já estiver respondendo a PAD e pedir demissão. Dallagnol não respondia a nenhum PAD, como atestou o Conselho Nacional do Ministério Público.
A ação para cassar o registro de Dallagnol, deputado mais votado do Paraná, com 344 mil votos, foi ajuizada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e pelo PMN.
‘STF está destruindo a democracia’, diz Dallagnol
Parte dos ministros do STF atua no TSE | Foto: Divulgação/Conselho Nacional de Justiça
O ex-deputado explicou, em entrevista à coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, a razão pela qual deixou de recorrer ao Supremo. “No STF, eu seria julgado pelos mesmos ministros que cassaram meu mandato em um exercício de futurologia e pelos mesmos ministros que mataram a Lava Jato, como Gilmar Mendes e Dias Toffoli, que dominam hoje na Corte”, afirmou.
Para ele, o STF está destruindo a democracia. “Não há justiça no Supremo. Eu sempre lutei por justiça, mas infelizmente não a reconheço nas decisões tomadas pela maioria do STF hoje. O STF está destruindo a democracia que deveria proteger, com decisões cada vez mais arbitrárias”, declarou para O Globo.
Aumentou entre executivos do mercado financeiro a avaliação de que a política econômica do governo está caminhando na direção errada. O grupo que compartilha desse pensamento era de 53% em julho e agora representa 72% dos entrevistados em pesquisa da série Genial/Quaest realizada com 87 executivos e economistas de fundos de investimentos com sede em São Paulo e no Rio de Janeiro. Já o percentual dos que consideram que a política econômica do governo está no rumo certo caiu de 47% para 28% em dois meses.
A piora na avaliação dos executivos em relação a esse aspecto resulta também num aumento da insatisfação com o desempenho do governo Lula como um todo. O percentual dos que avaliam a gestão como “positiva” recuou de 20% para 12% em dois meses. Já a taxa de avaliações negativas oscilou na direção oposta, de 44% para 47%. Outros 41% veem o governo como “regular”.
O trabalho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que havia atingido em julho seu patamar de aprovação mais alto (65%), agora é considerado “positivo” por 46% dos entrevistados. A taxa de insatisfação saltou de 11% para 23% desde então, enquanto as avaliações “regular” passaram de 24% para 31%.
As avaliações no mercado de capitais se dividem em relação às expectativas para a economia do país para os próximos 12 meses: 36% acreditam que haverá melhora, enquanto 34% preveem deterioração do cenário econômico e 30% acham que as coisas seguirão como estão. Em julho, mais da metade se dizia otimista, enquanto 21% afirmavam esperar um quadro pior.
O levantamento permite identificar nas políticas fiscais do governo Lula um fator-chave para a piora das avaliações no mercado financeiro. Nesse núcleo, 57% consideram que a falta de uma política fiscal que funcione é o que mais atrasa o avanço econômico do país — em julho, eram 45% os que faziam essa afirmação. Quase a totalidade dos executivos ouvidos (95%) diz não acreditar que o governo será capaz de zerar o deficit fiscal no ano que vem, como proposto por Haddad no Orçamento enviado ao Congresso.
As propostas apresentadas para se alcançar essa meta também não convenceram os executivos. Ainda que a taxação dos fundos exclusivos, a taxação de offshores e o fim da dedutibilidade dos juros sobre capital próprio venham a ser aprovadas pelo Legislativo, 86% consideram que as medidas não seriam suficientes para levar o governo a registrar deficit fiscal zero em 2024.
Relação do governo com o Congresso e novo PAC
Só 20% das pessoas no mercado financeiro veem o governo Lula com “alta” capacidade de aprovar sua agenda no Congresso Nacional, contra 27% que a consideram “baixa” e 53% que a veem como “regular”.
Sobre o impacto do embarque do PP e do Republicanos na base de apoio do governo, há divisão nas opiniões dos executivos, com inclinação favorável aos que acham que isso aumentará a capacidade de aprovação de projetos do governo (56%, contra 44% que acham que não haverá mudança).
Perguntados sobre o novo PAC anunciado pelo governo com investimento de R$ 1,7 trilhão, a maioria dos executivos (71%) diz classificar a proposta como “negativa”, sendo que 85% acham que o valor anunciado é “inadequado” e 86% dizem que esse investimento não fará o Brasil crescer.
A pesquisa foi realizada entre 13 e 18 de setembro a partir de entrevistas online com gestores, economistas e analistas do mercado financeiro.
O PT elevou nos últimos dias as pressões para abocanhar ao menos parte das vagas que vão se abrir no Judiciário. Os esforços da legenda alcançam as duas principais cadeiras que vão se abrir nas próximas semanas: o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR) e a vaga de Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal (STF). E se estendem ainda para o Ministério da Justiça, dependendo do desenho que for escolhido pelo presidente.
Nos bastidores, as pressões lançadas pelo PT já provocam desconforto e irritação na base aliada, em grupos ligados à área jurídica e entre ministros de tribunais superiores. Há queixas sobre a tentativa do partido de controlar todas as indicações e aumentar seu poder sobre o Judiciário.
Para a PGR, o partido tem como favorito o subprocurador Antonio Carlos Bigonha. Mas, diante dos acenos na direção do também subprocurador Paulo Gonet, os petistas têm concentrado grande parte dos esforços na escolha do novo ministro do Supremo. A aposta é que Lula fará uma negociação casada para as duas vagas.
No STF, a briga é mais intensa. Determinado a emplacar na vaga o advogado-geral da União, Jorge Messias, o partido viu crescer nos últimos dias as especulações em torno do nome de Flávio Dino para a vaga.
Tanto ministros do STF quanto juristas ligados a Lula relataram à CNN conversas com o presidente apontando para uma possível indicação do ministro da Justiça e Segurança Pública. Não há martelo batido, mas, segundo as fontes, já se fala em favoritismo de Dino.
Dino é filiado ao PSB, que acaba de perder o Ministério de Portos e Aeroportos para o Republicanos. O partido torce para manter o controle da pasta no caso de uma indicação de Dino, mas o PT já começa a ventilar nomes para o posto. O partido de Lula também fala em dividir novamente a pasta, indicando um novo titular na Justiça e deixando a cadeira da Segurança Pública para o PSB.
Para a Justiça, setores do PT já falam em emplacar Messias na cadeira. Mas até o nome de Gleisi Hoffmann entrou na lista. A presidente nacional do PT é formada em Direito e ajudaria a dissipar a repercussão negativa com a redução de cadeiras femininas no STF. Mas a carreira da dirigente tem menos a ver com o Judiciário e mais com o movimento estudantil e na administração pública. Além disso, Lula indicou o início do governo que prefere Gleisi no comando do partido.
Sob reserva, um ministro do Supremo disse à CNN considerar que a escolha do novo PGR será a mais complicada no pacote. O perfil do substituto de Augusto Aras pode determinar todo restante da dança das cadeiras.
O presidente do PL na Bahia, João Roma, destacou que o cenário caótico na segurança pública no estado, com o avanço da violência e da ação de facções ligadas ao tráfico de drogas, são resultado das administrações petistas à frente do governo estadual. “O PT, de forma leniente, deixou o crime organizado se instalar no nosso estado”, declarou Roma, em entrevista à Rádio Excelsior, na manhã desta segunda-feira (18), em Salvador.
O dirigente partidário ressaltou que fica muito à vontade para tecer as críticas aos governos de Jaques Wagner e Rui Costa da mesma forma como elogiou, na semana passada, o fato de o governador Jerônimo Rodrigues ter dado respaldo às polícias Civil e Militar para reprimir a ação das facções criminosas que vêm aterrorizando cidadãos não somente em Salvador, mas em todo território baiano.
“A questão é ver a ousadia do crime organizado que está fazendo enfrentamento ao poder do estado”, destacou Roma, que indicou que o retrocesso econômico no estado, puxado pela cobrança alta de impostos, reduz as condições de ascensão social dos baianos. “A pessoa sem emprego torna-se solo fértil para que o crime organizado possa lhe cooptar”, explicou o ex-ministro da Cidadania.
Roma também criticou o governador Jerônimo Rodrigues que, em fala recente, tentou culpar o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo crescimento da violência devido à política de promoção da legítima defesa defendida pelo ex-mandatário. “As armas que alimentam o tráfico não são compradas em lojas”, declarou Roma, ao defender a política de posse e porte de armas estabelecida na gestão Bolsonaro que estabeleceu parâmetros objetivos para que os cidadãos pudessem exercer o direito à legítima defesa da vida e da propriedade em que vivem.
O presidente estadual do PL também ressaltou que continua o trabalho, junto às bancadas federal e estadual do partido, para fortalecer a sigla e dar a ela capilaridade em todo o estado. Ele destacou a atuação de lideranças em toda a Bahia, como o Coronel França, em Teixeira de Freitas, da ex-candidata a deputada estadual Kátia Bacelar, da ex-candidata ao Senado, Doutora Raíssa, do Comandante Rangel, de James Meira, em Jequié, e André Porciúncula, em Salvador.
“Recentemente, conversando com Valdemar e com Bolsonaro, falamos que o PL é um grande partido, mas não podemos jogar com a vaidade. É nessa linha que estou buscando conversar com todos e ver qual a melhor definição para o PL na Bahia”, disse João Roma, durante a entrevista na Rádio Excelsior. O ex-ministro salientou que toda essa ebulição dentro do partido o estimula: “é uma sinalização positiva, pois demonstra o interesse pelo maior partido do Brasil na Bahia”.
Roma também salientou que entende quem oscila entre um caminho ideológico e um caminho estrutural, de adesão à máquina em Salvador. “Mas estão todos convidados para colaborar, inclusive esses que às vezes levantam e fazem uma queixa ou outra”, garantiu o presidente estadual da sigla.
O ex-ministro da Cidadania reiterou a manutenção de sua pré-candidatura a prefeito de Salvador, mas ressaltou que mantém diálogo com o prefeito Bruno Reis (União Brasil). “Já tive um primeiro encontro com Bruno Reis, tratando de problemas da cidade, mas não há nenhum entendimento formatado. No que pese a minha pré-candidatura estar mantida e termos projetos para Salvador, não vamos jogar com a vaidade”, explicitou o presidente do PL na Bahia. “É natural que haja disputas internas, mas acredito que em pouco tempo teremos com clareza uma posição”, apontou, referindo-se ao apoio à reeleição de Bruno ou o lançamento de candidatura própria.
Se as eleições para prefeito de Feira de Santana fossem hoje e tivéssemos segundo turno, Zé Ronaldo (União Brasil) venceria Zé Neto (PT). O ex-prefeito teria 39,84% dos votos, contra 30,48% do deputado federal, de acordo com pesquisa do Instituto Séculus Análise e Pesquisa, contratada pelo Protagonista e realizada entre os dias 12 e 14 de setembro de 2023.
Ainde segundo a pesquisa, em um segundo turno envolvendo os dois primeiros candidatos citados na pesquisa estimulada, 10% dos eleitores não votariam em nenhum dois candidatos e 19,68% não sabem ou não opinaram.
Outro questionamento feito aos 820 eleitores consultados é o seguinte: se as eleições fossem hoje, o sr ou a sra votaria em um candidato que não fosse Zé Neto ou Zé Ronaldo? A resposta foi que 60,81% não votariam em outro nome; 25,65% votariam, sim, em outro candidato; e 13,55% não não sabem ou não opinaram.
REJEIÇÃO
Um outro item importante na pesquisa foi a rejeição aos candidatos. Como era de se esperar, Zé Neto, com 21,13%, e Zé Ronaldo, com 15,65%, não seriam votados se as eleições fossem hoje.
Na sequência da rejeição, vêm os seguintes nome e percentuais: Zé Neto, 21,13%; Zé Ronaldo,15,65%; Tom, 12,42%; Zé Chico, 6,45%; Carlos Geilson, 4,19%; Binho Galinha, 4,03%; Fernando Torres, 2,74%; Jhonatas MOnteiro, 2,42%; Roberto Tourinho, 2,42%; Pablo Roberto, 1,61%; Angelo Almeida, 0,65%; José de Arimateia, 0,65%; Secretária de Saúde Roberta Santana, 1,13%; nenhum ou nulo, 8,87%; e não sabem ou não opinaram, 15,65%.
A próxima matéria sobre a pesquisa trará a consulta espontânea.
SOBRE A PESQUISA Local: Feira de Santana;
Período de campo: 12 a 14 de setembro de 2023;
Amostra: Elaborada por quotas proporcionais em função de variáveis significativas, a saber: Sexo: Masculino, feminino;
Dado da Contagem de População do IBGE/2010 (as proporções para pessoas com 16 e 17 anos foram ajustadas de acordo com dados do TSE/ 2010);
Faixa etária: De 16 a 17 anos – 18 a 24 – 25 a 34 – 35 a 44 – 45 a 54 – 55 a 64 – 65 anos ou mais.
Grau de instrução: Analfabeto – Fundamental I – Fundamental II – Ensino médio – Universitário – Superior Completo.
Renda familiar: 1 salário mínimo – Até 03 salários mínimos – Acima de 03 salários mínimos;
Grupo de idade: De16 a 17 anos – 18 a 24 – 25 a 34 – 35 a 44 – 45 a 54 – 55 a 64 – 65 anos ou mais;
Dados da Contagem de População do IBGE/ 2010 (as proporções para pessoas com 16 e 17 anos foram ajustadas de acordo com dados do TSE/2010). Instrução: Até primário, Ginasial, Colegial, Superior – Dados da contagem de População do IBGE/2010. Número de entrevistas: Foram 820 entrevistas, nos seguintes locais: Sede e os distritos de Maria Quitéria, Humildes e Matinha;
Intervelo de confiança/margem de erro: O intervalo de Confiança é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 3,0 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.
Coleta de dados: Entrevistas pessoais com utilização de questionários elaborados de acordo com os objetivos da pesquisa. As entrevistas foram realizadas pôr uma equipe de entrevistadores da SÉCULUS, devidamente treinada para abordagem deste tipo de público.
Controle de qualidade: Houve filtragem em todos os questionários após a realização das entrevistas.
Fiscalização em aproximadamente 20% dos questionários. Esse trabalho é de conhecimento exclusivo do Cliente, cabendo a este a divulgação, publicação, ou sigilo sobre o mesmo. A Séculus Assessoria se responsabilizará pelo segredo dos resultados, reservando-se ao direito de utilizá-los ou não, caso o cliente não se interesse.